INSTITUTO FEDERAL GOIANO
CAMPUS URUTAÍ
ALESSANDRA RODRIGUES REIS
Trabalho de Conclusão de Curso:
PATOGENICIDADE, VOLUME DE...
ALESSANDRA RODRIGUES REIS
PATOGENICIDADE, VOLUME DE SUSPENSÃO E FORMAS DE
INOCULAÇÃO DE ISOLADO DE Phytophthora capsici OR...
ALESSANDRA RODRIGUES REIS
PATOGENICIDADE, VOLUME DE SUSPENSÃO E FORMAS DE
INOCULAÇÃO DE ISOLADO DE Phytophthora capsici OR...
Dedico este trabalho aos meus
pais André Luiz Vieira dos
Reis e Sandra Vaz Rodrigues
Reis que sempre acreditaram
em mim e ...
AGRADECIMENTOS
Primeiramente agradeço a Deus pela força e perseverança para vencer os obstáculos
Aos meus pais pelo amor, ...
“Eu aprendi que a coragem não é a
ausência de medo, mas o triunfo
sobre ele. O homem corajoso não é
aquele que não sente m...
RESUMO
REIS, A.R. Patogenicidade, volume e formas de inoculação de Phytophthora capsici em
diferentes hospedeiros. Trabalh...
ABSTRACT
REIS, A.R. Patogenicity, bulk and inoculation ways of Phytophthora capsici in other
hosts. Final paper, Urutaí, G...
SUMÁRIO
RESUMO...............................................................................................................
LISTAGEM DE TABELAS
Tabela 1. Patogenicidade dos quatro isolados de culturas mistas com Phytophthora
capsici obtidos a par...
11
1. INTRODUÇÃO
A berinjela (Solanum melongena L. – Solanaceae) é originária da Índia e foi
introduzida no Brasil no sécu...
12
todo o mundo. Causa a murcha ou requeima do pimentão, bem como murchas e podridões
de frutos em outras hortaliças solan...
13
2. REVISÃO DE LITERATURA
O pseudo-fungo Phytophthora capsici foi primeiramente descrito por Leonian (1922)
como o agent...
14
A doença causada por Phytophthora capsici
O patógeno expressa sintomas em todos os estádios de desenvolvimento. Em vive...
15
Devido as elevadas umidades e temperaturas acima de 24ºC, as infecções por
Phytophthora ocorrem geralmente em campos, a...
16
do esporângio que contém em seu interior um número de zoósporos variáveis entre as
espécies de Phytophthora. Em outras ...
17
Para controle desta doença no mundo têm utilizado fungicidas que possuem como
ingrediente ativo Metalaxyl ou Mefenoxam....
18
3. MATERIAIS E MÉTODOS
O experimento foi conduzido nos Laboratórios de Microbiologia e Fitopatologia
do Instituto Feder...
19
hospedeiros.
Foram realizados dois ensaios que seguem descritos a seguir: A cepa II obtida da
seleção prévia realizada ...
20
150 µL e água pura (Fig. 1A) foram depositadas na superfície de um fruto de berinjela
previamente perfurado. Antes da i...
21
3.4. Inoculação de frutos de berinjela utilizando disco de micélio e palito de dente.
Nesta etapa utilizou-se como inóc...
22
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO
4.1 Teste de patogenicidade e seleção dos isolados patogênicos oriundos do
isolamento.
Os iso...
23
Tabela 1. Patogenicidade dos quatro isolados de culturas mistas com Phytophthora
capsici obtidos a partir de sintomas d...
24
A inoculação em frutos de berinjela (Fig.3) desencadeou sintomas de
apodrecimento de frutos em berinjela, provocando a ...
25
4.2. Teste de patogenicidade utilizando disco de micélio.
Após sete dias a inoculação, em tomate (Solanaceae), jiló (So...
26
patogênica e de expressão da virulência nos tecidos das plantas (AGRIOS, 1997;
AMORIM et al., 2011). Uma das caracterís...
27
Hospedeiros
inoculação Rep CF SF
Micélio
superficial
Produção de
esporângios Descrição sintomática
1 + + Ausente Abunda...
28
a expressão de sintomas e aumentando a agressividade, principalmente em condições
artificiais, como apontam Bergamin Fi...
29
da condição de escape na interação planta-patógeno amplamente discutido por Bergamin
Filho et al. (1995).
Tabela 3. Pat...
30
4.4. Inoculação de frutos de berinjela utilizando disco de micélio e palito de dente.
A inoculação de discos de micélio...
31
5. CONCLUSÕES
A inoculação em frutos de berinjela provocou uma alteração morfológica de cor. O
tempo também é uns dos p...
32
6. LITERATURA CITADA
AGRIOS, G.N. Plant Pathology. San Diego: Academic Press, 1997. 635 p.
AGROFIT Sistema de Agrotóxic...
33
EMBRAPA. Berinjela (Solanum melongena L.). Sistemas de Produção. Versão
Eletrônica Nov. / 2007. Disponível em:
<http://...
34
MELO, M. B. Sobrevivência e localização de Phytophthora capsici Leonian em
sementes de abóbora (Cucurbita maxima Duch),...
Próximos SlideShares
Carregando em…5
×

Trabalho de Conclusão de Curso: Alessandra Rodrigues Reis, Urutaí, GO, apresentação dia 23 de março de 2015.

4.552 visualizações

Publicada em

Título: "PATOGENICIDADE, VOLUME DE SUSPENSÃO E FORMAS DE INOCULAÇÃO DE ISOLADO DE Phytophthora capsici ORIUNDO DE BERINJELA (Solanum melongena).

Banca Examinadora: Milton Luiz da Paz Lima (Orientador), Pabline Marinho Vieira, Gleina Costa Silva Alves.

Data da defesa: 23 de março de 2015.

O objetivo deste trabalho foi avaliar a patogenicidade, volume e formas de inoculação de Phytophthora capsici em diferentes hospedeiros. Fruto de berinjela expressando sintomas (oriundo Pires do Rio, GO) foram recebidos no laboratório para análise sendo identificado través de lâminas semipermanentes que se tratava de uma infecção causada por Phytophthora capsici. A partir deste fruto sintomático foram realizados os seguintes ensaios: i) descrição sintomática e obtenção de cultura pura do patógeno, ii) estabelecimento das etapas do teste de patogenicidade (a partir de uma cultura pura) utilizando a técnica de discos de micélio, iii) avaliar o volume de inóculo na concentração 104 zoósporos/mL, iv) avaliar as formas de inoculação. O volume de inóculo de 150 µL para uma concentração de 1.104 zoósporos por mL, é o melhor volume de inóculo, que apresenta a quantidade de zoósporos suficientes para desencadear a podridão-de-fitóftora da berinjela. Independente do volume de inóculo o tempo de sete dias foi o principal componente da relação de patogenicidade de berinjela com zoósporos de Phytophthora capsici. Esse trabalho mostrou as a virulência do isolado, o volume de inóculo de 50-150 µL ideais e a forma de inoculação tanto discos de micélio sem ferimento quanto palito de dente contaminado mais apropriados para estudos de interação berinjela Phytophthora capsici.

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
4.552
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3.293
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
1
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Trabalho de Conclusão de Curso: Alessandra Rodrigues Reis, Urutaí, GO, apresentação dia 23 de março de 2015.

  1. 1. INSTITUTO FEDERAL GOIANO CAMPUS URUTAÍ ALESSANDRA RODRIGUES REIS Trabalho de Conclusão de Curso: PATOGENICIDADE, VOLUME DE SUSPENSÃO E FORMAS DE INOCULAÇÃO DE ISOLADO DE Phytophthora capsici ORIUNDO DE BERINJELA (Solanum melongena) URUTAÍ – GOIÁS 2015
  2. 2. ALESSANDRA RODRIGUES REIS PATOGENICIDADE, VOLUME DE SUSPENSÃO E FORMAS DE INOCULAÇÃO DE ISOLADO DE Phytophthora capsici ORIUNDO DE BERINJELA (Solanum melongena) Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia Goiano – Câmpus Urutaí, como requisito parcial para a obtenção do título de Licenciado em Ciências Biológicas. Orientador: Prof. Dr. Milton Luiz da Paz Lima URUTAÍ – GOIÁS 2015
  3. 3. ALESSANDRA RODRIGUES REIS PATOGENICIDADE, VOLUME DE SUSPENSÃO E FORMAS DE INOCULAÇÃO DE ISOLADO DE Phytophthora capsici ORIUNDO DE BERINJELA (Solanum melongena) Trabalho de Curso aprovado como requisito parcial para a conclusão do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas do Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologias Goiano – Câmpus Urutaí, pela banca examinadora composta pelos membros a seguir: Prof. Dr. Milton Luiz da Paz Lima (IF Goiano – Campus Urutaí) Presidente da banca examinadora Prof. Dr. Pabline Marinho Vieira (IF Goiano – Campus Urutaí) Membro titular da banca examinadora Prof. Dr. Gleina Costa Silva Alves (IF Goiano – Campus Urutaí) Membro titular da banca examinadora Data da defesa do Trabalho de Curso: 23 de março de 2015.
  4. 4. Dedico este trabalho aos meus pais André Luiz Vieira dos Reis e Sandra Vaz Rodrigues Reis que sempre acreditaram em mim e sempre me encorajaram de enfrentar os momentos difíceis da minha vida.
  5. 5. AGRADECIMENTOS Primeiramente agradeço a Deus pela força e perseverança para vencer os obstáculos Aos meus pais pelo amor, carinho, apoio, incentivo, dedicação, companheirismo, fazendo tudo o que era possível e impossível para me ajudar durante toda a minha vida e por mais essa etapa da minha vida, acreditando e aceitando minhas decisões. As minhas irmãs Andrea Rodrigues Reis e Yasmin Rodrigues Reis que sempre me ajudavam quando eu precisava, pelo apoio, amor, companheirismo e sempre estavam do meu lado quando eu precisava. Ao meu orientador Milton Luiz da Paz Lima, pelas orientações, ensinamentos, paciência, pela ajuda na monografia no pouco tempo que tivemos, obrigada por tudo, serei eternamente grata! A minha prima Illana Reis Pereira que sempre estendeu a mão quando necessário, aos seus ensinamentos. As minhas amigas Camila Ferreira Vaz e Maria Cristina de Araújo Vaz, que acompanharam, choraram, riram junto comigo. Que fizeram parte de toda a minha vida acadêmica e tornando-a mais fácil. A todos os mestres que me ensinaram, incentivaram e ajudaram, direta ou indiretamente, contribuindo assim, para que eu pudesse crescer. A capes pela concessão da bolsa do PIBID durante minha formação acadêmica.
  6. 6. “Eu aprendi que a coragem não é a ausência de medo, mas o triunfo sobre ele. O homem corajoso não é aquele que não sente medo, mas aquele que conquista por cima do medo.” Nelson Mandela
  7. 7. RESUMO REIS, A.R. Patogenicidade, volume e formas de inoculação de Phytophthora capsici em diferentes hospedeiros. Trabalho de conclusão de curso, Urutaí, GO, 2015. O objetivo deste trabalho foi avaliar a patogenicidade, volume e formas de inoculação de Phytophthora capsici em diferentes hospedeiros. Fruto de berinjela expressando sintomas (oriundo Pires do Rio, GO) foram recebidos no laboratório para análise sendo identificado través de lâminas semipermanentes que se tratava de uma infecção causada por Phytophthora capsici. A partir deste fruto sintomático foram realizados os seguintes ensaios: i) descrição sintomática e obtenção de cultura pura do patógeno, ii) estabelecimento das etapas do teste de patogenicidade (a partir de uma cultura pura) utilizando a técnica de discos de micélio, iii) avaliar o volume de inóculo na concentração 104 zoósporos/mL, iv) avaliar as formas de inoculação. O volume de inóculo de 150 µL para uma concentração de 1.104 zoósporos por mL, é o melhor volume de inóculo, que apresenta a quantidade de zoósporos suficientes para desencadear a podridão-de-fitóftora da berinjela. Independente do volume de inóculo o tempo de sete dias foi o principal componente da relação de patogenicidade de berinjela com zoósporos de Phytophthora capsici. Esse trabalho mostrou as a virulência do isolado, o volume de inóculo de 50-150 µL ideais e a forma de inoculação tanto discos de micélio sem ferimento quanto palito de dente contaminado mais apropriados para estudos de interação berinjela Phytophthora capsici. Palavras chave: pós colheita, podridão de frutos, esporângio, zoósporos, cromista.
  8. 8. ABSTRACT REIS, A.R. Patogenicity, bulk and inoculation ways of Phytophthora capsici in other hosts. Final paper, Urutaí, GO, 2015. The objective of this study was to evaluate the pathogenicity, bulk and forms of Phytophthora capsici inoculation on other hosts. Eggplant fruit expressing symptoms (coming from Brasilia, DF) were received in the laboratory for analysis and identified at slant of semi-permanent slides that it was an infection caused by Phytophthora capsici. From this result symptomatic the following tests were performed: i) symptomatic description and obtaining a pure culture of the pathogen, ii) the establishing of pathogenic test steps (from a pure culture) using the technique of mycelial disks iii) assess the volume of inoculum concentration in 104 zoospores / mL, iv) to evaluate the forms of inoculation. The results showed that inoculation by eggplant fruits caused a change of color. The volume of inoculum of 150 µL to a concentration of 1.104 zoospores per mL, is the best volume of inoculum, which shows the amount of zoospores sufficient to trigger the rot of Phytophthora on eggplant. Regardless of the time of inoculum volume is the main component of eggplant pathogenic relationship with zoospores of Phytophthora capsici. This study demonstrated the virulence isolate in eggplant, the appropriate volume of inoculum, and the most suitable form of inoculum for eggplant interaction studies with Phytophthora capsici. keywords: post harvest, rot fruit, sporangia, zoospores, chromist, stramenopila.
  9. 9. SUMÁRIO RESUMO......................................................................................................................... 7 ABSTRACT .................................................................................................................... 8 LISTAGEM DE TABELAS ........................................................................................ 10 LISTAGEM DE FIGURAS......................................................................................... 10 2. REVISÃO DE LITERATURA................................................................................ 13 3. MATERIAIS E MÉTODOS.................................................................................... 18 3.1. ISOLAMENTO, SELEÇÃO E TESTE DE PATOGENICIDADE DE ISOLADOS FITOPATOGÊNICOS EM BERINJELA E JILÓ...................................................................... 18 3.2. CARACTERIZAÇÃO E PATOGENICIDADE UTILIZANDO DISCO DE MICÉLIO EM DIFERENTES HOSPEDEIROS........................................................................................... 18 3.3 EFEITO DE DIFERENTES VOLUMES DE SUSPENSÕES DE ZOÓSPOROS NA EXPRESSÃO DE SINTOMAS .................................................................................................................... 19 3.4. INOCULAÇÃO DE FRUTOS DE BERINJELA UTILIZANDO DISCO DE MICÉLIO E PALITO DE DENTE..................................................................................................................... 21 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................. 22 4.1 TESTE DE PATOGENICIDADE E SELEÇÃO DOS ISOLADOS PATOGÊNICOS ORIUNDOS DO ISOLAMENTO................................................................................................................ 22 4.2. TESTE DE PATOGENICIDADE UTILIZANDO DISCO DE MICÉLIO. ............................... 25 4.3. EFEITO DE DIFERENTES QUANTIDADES DE SUSPENSÕES DE ZOÓSPOROS NA EXPRESSÃO DE SINTOMAS ............................................................................................ 27 4.4. INOCULAÇÃO DE FRUTOS DE BERINJELA UTILIZANDO DISCO DE MICÉLIO E PALITO DE DENTE..................................................................................................................... 30 5. CONCLUSÕES......................................................................................................... 31 6. LITERATURA CITADA......................................................................................... 32
  10. 10. LISTAGEM DE TABELAS Tabela 1. Patogenicidade dos quatro isolados de culturas mistas com Phytophthora capsici obtidos a partir de sintomas de frutos de berinjela sintomáticos oriundo de Pires do Rio, GO (2014).......................................................................................................... 23 Tabela 2. Teste de patogenicidade, produção de micélio superficial e esporângios, descrição sintomática de Phytophthora capsici inoculado em diferentes hospedeiros.. 27 Tabela 3. Patogenicidade de Phytophthora capsici em frutos partidos de berinjela de diferentes volumes de zoósporos (µL) sob a concentração de 104 zoósporos/mL em diferentes dias de avaliação............................................................................................ 29 LISTAGEM DE FIGURAS Figura 1. Condições experimentais de atividades de inoculação de Phytophthora capsici. A. fruto com diferentes volumes de inóculo, B. granulações representam os esporângios na superfície do tecido do fruto de berinjela .................................................................. 20 Figura 2. Aspecto colonial de cultura de Phytophthora capsici.................................... 21 Figura 3. Sintomas obtidos a partir de inoculações de culturas mistas de Phytophthora capsici. A. fruto de berinjela com mudança de coloração; B. fruto de jiló apodrecido com mudança de coloração; C. fruto de berinjela em estágio avançado de desenvolvimento demonstrando a presença de zoósporos e mudança de coloração. ................................. 24 Figura 4. Aspecto simtomológico após a inoculação em diferentes plantas hospedeiras de Phytophthora capsici oriundo de berinjela (Solanum melongena). A. Frutos de tomate recobertos de micélio superficial; B. Fruto de berinjela com ausência de micélio superficial e abundante de esporulação; C. Frutos de abóbora de pescoço verde repletos de micélio superficial, expressando sintomas diferenciais em áreas do tecido com ferimento; D. Frutos de abóbora de pescoço seca repletos de micélio superficial, tanto em tratamentos com como sem ferimentos. ......................................................................... 25 Figura 5. Sintomatologia de Phytophthora capsici em frutos de berinjela inoculada com diferentes volumes de inóculo na concentração de 104 zoósporos mL-1 ........................ 28
  11. 11. 11 1. INTRODUÇÃO A berinjela (Solanum melongena L. – Solanaceae) é originária da Índia e foi introduzida no Brasil no século XVI pelos portugueses. Os árabes, os orientais (principalmente os japoneses) e seus descendentes são os maiores consumidores desta olerícola. É cultivada em maior escala nos estados de São Paulo, seguido de Minas Gerais e da região Sul do País (CHOUDHURY, 1976). A pesquisa científica com esta espécie teve início em 1937 no Instituto Agronômico de Campinas (IAC), com a introdução de sementes de alguns materiais comerciais. Em 1940, foram instalados os primeiros ensaios para avaliação das variedades de berinjela recém-introduzidas (FILGUEIRA, 2000). Há disparidade entre os dados de produção e área cultivada com berinjela no Brasil. A partir de 2001, houve um “boom” da cultura em função da divulgação dos benefícios pelos quais ela responde na prevenção e tratamento do diabetes. De acordo com informações fornecidas por entidades estaduais de extensão rural, a área cultivada em 2005 foi de 700 ha, em MG, PR e DF com produção de 18.500 t e produtividade média de 27,4 t/ha. Entretanto, somente no estado de São Paulo, segundo o Instituto de Economia Agrícola, a área plantada em 2004 foi de 1,3 mil ha, com produção de 46,0 mil t, perfazendo a produtividade média de 35,4 t/ha (BRASIL, 1988; RIBEIRO et al., 1998). A murcha-de-fitóftora (Phytophthora capsici) geralmente é observada nas horas mais quentes do dia. As plantas afetadas apresentam podridão de raiz e da base do caule. A doença ocorre em reboleiras (padrão comum de doenças de solo), sendo a disseminação realizada pela água da chuva ou de irrigação. Em condições de alta umidade, o patógeno pode afetar os frutos, causando podridão dos mesmos, formando um micélio abundante de cor branca a marrom na sua superfície, representada por micélio e esporângios. A doença é favorecida por altas temperaturas (25 a 30 o C) e umidade elevada do solo. E também afetam frutos nas lavouras em condições de alta umidade. Os frutos apodrecem de maneira rápida no campo ou pós-colheita, quando preservada a alta umidade (EMBRAPA, 2007). Apresenta como hospedeiros inúmeras plantas superiores, sendo a maioria pertencentes as famílias Solanaceae e Cucurbitaceae (LUZ e MATSOUKA, 2001). A espécie P. capsici é um importante patógeno de hortaliças, causando grandes perdas em
  12. 12. 12 todo o mundo. Causa a murcha ou requeima do pimentão, bem como murchas e podridões de frutos em outras hortaliças solanáceas e em cucurbitáceas (ZAMBOLIM et al., 2000). Em alguns patossistemas como citros (DAVIS, 1982), seringueira (CHEE, 1969), entre outros hospedeiros arbóreos são também infectados por espécie de Phytophthora. O patógeno P. capsici descrito originalmente por Leonian em 1922 (Phytopathology 12(9): 403, 1922) pertence ao Reino Chromista, Classe Oomycota, subclasse Peronosporea, Ordem Peronosporales, Família Peronosporaceae, Peronosporidae (INDEX FUNGORUM, 2015). Esta espécie na sua fase assexuada é representado por esporangióforos, esporângios limoniformes e papilados, e massa plasmodial indiferenciada; no interior do esporângio por ação artificial de choque térmico pode induzir a formação de zoósporos biflagelados e móveis. A fase sexuada é representada por dois tipos de gametângios, o oogônio e o anterídio que por fertilização originam o oósporos, esporo de resistência formado geralmente no final do ciclo da hospedeira (ERWIN e RIBEIRO, 1996). O objetivo deste trabalho é verificar as formas de inoculação e patogenicidade de Phytophthora capsici em frutos de berinjela.
  13. 13. 13 2. REVISÃO DE LITERATURA O pseudo-fungo Phytophthora capsici foi primeiramente descrito por Leonian (1922) como o agente causal da murcha da pimenta – Capsicum annuum L., no Novo México, Estados Unidos. Embora originalmente descrito como um patógeno que apresentava especificidade de acordo com Tucker (1931), a especificidade não é um critério taxonômico robusto para Phytophthora capsici devido infectar um número de outras espécies vegetais, incluindo frutos de berinjela (KATSURA e TOKURA, 1955), capulhos de algodão (GARBER et al., 1986), pimenta-do-reino (TSAO,1991), cacau (ZENTMYER et al., 1977), tomate (JONES et al., 1991), e muitas outras hospedeiras. As doenças são representadas por sintomas de manchas foliares, podridões de colo, caule e raízes. Este patógeno foi redescrito para acomodar uma ampla gama de biótipos, tais como incluir Phytophthora palmivora MF4 isolado que causa podridão-parda-do-cacau e murcha-de-pimenta-do-reino (TSÃ, 1991). Farr e Rossman (2014) apontaram que existem no mundo 102 registros de ocorrência de espécies de Phytophthora que infectam espécies de plantas pertencentes a espécie Solanummelongena. As espécies de Phytophthora que infectam Solanummelongena são P. arecae = P. palmivora (Índia), P. boehmeriae (Japão), P. cactorum (Itália e Estados Unidos), P. capsici (Austrália, Brasil, Bulgária, França, Havai, Coréia, Taiwan e Venezuela), P. cryptogea (Grécia, Irã e Espanha), P. drechsleri (EUA), P. hibernalis (Israel), P. infestans (China, República Dominicana, França, Alemanha, Índia, Itália, Rússia, EUA, Zimbabwe), P. iranica (Irã), P. meadii (Índia), P. megasperma (Japão), P. melongenae = P. nicotianae (Filipinas, Taiwan, Tanzânia, Tailândia), P. nicotianae (Brasil, China, Grécia, Índia, Indonésia, Irã, Itália, Coréia, Malásia, Mauritus, Papoa Noca Guiné, Filipinas, Porto Rico, Taiwan, EUA, Índias Oeste), P. nicotianae var. nicotianae = P. nicotianae (Austrália, Porto Rico, Ilhas Virgens), P. nicotianae var. parasitica = P. nicotianae (Austrália, Barbados, Brasil, Porto Rico, Ilhas Virgens), P. palmivora var. palmivora = P. palmivora (Cote d’Ivoire, Indonésia, Filipinas, Porto Rico), P. parasitica = P. nicotianae (Cote d’Ivone, Grécia, Guadalupe, Havai, Índia, Martinica, Mauritus, EUA, Tailândia, Venezuela, Zimbabwe), P. phaseoli (Filipinas), Phytophthora sp. (Brasil, EUA, México), P. taihokuensis = P. nicotianae ( China, Taiwan), P. tropicalis (Havai).
  14. 14. 14 A doença causada por Phytophthora capsici O patógeno expressa sintomas em todos os estádios de desenvolvimento. Em viveiro, causa murcha e tombamento de mudas e, em campos causa murcha, podridão e necrose, dependendo do órgão afetado da planta (LUCAS et al., 1991). Por ser um microrganismo que sobrevive no solo, geralmente os sintomas se iniciam pelo sistema radicular, ocasionando a murcha na parte aérea da planta. A murcha pode ocorrer em plantas individualizadas, mas, em questão de poucos dias, o ataque se estende em reboleira (LUZ et al., 2001). Nas aboboreiras (C. maxima) infecta diretamente os frutos expressando sintomas iniciais representados por uma mancha aquosa que, durante dois a três dias, torna-se acinzentado pela numerosa quantidade de micélio, esporangióforos e esporângios. As folhas, raízes e caule podem ser afetados, embora em frutos as lesões aquosas e amolecidas seja mais notável. As sementes são atingidas através dos frutos contaminados, assumindo um coloração pardo-escura (MELO, 1987). Eventualmente em berinjela, jiló e tomateiro (Solanum melogena, S. gilo e S. esculentum), os sintomas surgem como no pimentão (ANSANI et al.,1987). Em pimentão o sintoma também é de apodrecimento de frutos e variação entre as cultivares da produção de micélio versus produção de esporângios. Agrios (1997) descreve que na fase pós-colheita, os sintomas incluem apodrecimento dos frutos acompanhado por um rápido crescimento micelial, como ocorre em abóboras, pepinos e pimentões. Em frutos como o tomate, as lesões são marrons ou castanhos e muitas vezes, com anéis concêntricos. Em berinjela, o sintoma é conhecido como “podridão-algodão”, devido ao aspecto cotonoso do desenvolvimento do micélio e dos esporângios na superfície do fruto, no qual esses sintomas podem confundir com Pythium. No verão brasileiro e nas regiões onde predominam a temperatura e umidade relativa elevadas, os surtos de Phytophthora spp. na fase pós-colheita são frequentes em pimentão, berinjela, abóbora de pescoço seca e abóbora de pescoço verde. O fungo é considerado um grande causador de perdas em virtude da infecção latente que ocorre no campo até a fase de colheita, cujos sintomas se tornam evidentes na fase de comercialização, depois de os produtos terem sido colhidos, classificados, embalados e transportados (AGRIOS,1997).
  15. 15. 15 Devido as elevadas umidades e temperaturas acima de 24ºC, as infecções por Phytophthora ocorrem geralmente em campos, associados a pouca ventilação ou microclimas excessivamente úmidos, favorecendo a liberação de zoósporos e sua penetração no hospedeiro, onde permanece latente até a doença se manifestar. A disseminação de Phytophthora ocorre principalmente em condição de alta umidade relativa e a presença de água livremente do orvalho ou da chuva, ou de respingos de água de irrigação. Podem ocorrer disseminação por meio de contato direto de um órgão doente com os sadios, durante o transporte e o armazenamento. O fungo sobrevive no solo em restos de cultura (na forma de oósporos por no máximo 10 anos), em caixas e armazéns (HENZ, 2006). Até o ano de 2015 os registros de ocorrência de P. capsici infectando espécies de Solanum spp. no mundo abrangem jiló no Brasil (MENDES et al., 1998), tomate (S. lycopersicon nos EUA e Perú por DONAHOO e LAMOURE (2008), em S. marginatum na Itália por ERWIN e RIBEIRO (1996), e oportunamente na berinjela registrado na Austrália (SHIVAS, 1989), no Brasil (MENDES et al., 1998), na Bulgária (VANEV et al., 1993), na França (OUDEMANS e COFFEY, 1991; OUDEMANS et al., 1994; DONAHOO e LAMOURE, 2008), no Hawai (OUDEMANS e COFFEY, 1991), na Coréia (CHO e SHIN, 2004), em Taiwan (ANONYMOUS, 1979) e na Venezuela (DENNIS, 1970). Infectando Solanum melongena var. esculentum foi identificado na Argentina (ERWIN e RIBEIRO, 1996), na Itália (ERWIN e RIBEIRO, 1996), no Japão (ERWIN e RIBEIRO, 1996), em Taiwan (ERWIN e RIBEIRO, 1996), e na Venezuela - (ERWIN e RIBEIRO, 1996). Agente etiológico Segundo Erwin e Ribeiro (1991) algumas espécies de Phytophthora produzem esporos assexuais em condições ambientais adequadas, que geralmente incluem temperatura ideal e umidade, como exibidos em condições de câmara úmida (Fig. 3) e exibem uma transição de crescimento vegetativo rápido em um meio relativamente rico para retardar o crescimento. A estrutura mais comum, a assexual, é denominada de esporângio (plural: esporângios) ou zoosporângio, devido conter em seu interior zoósporos biflagelados e móveis. Os esporângios são suportados em esporangióforos que emergem através da base
  16. 16. 16 do esporângio que contém em seu interior um número de zoósporos variáveis entre as espécies de Phytophthora. Em outras espécies, novos esporangióforos proliferam logo abaixo as bases do antigo esporângio (ou seja, eles são simpodiais, o que significa "compartilham da mesma base") ocasionando uma maior produção de esporângios por esporangióforos (ERWIN e RIBEIRO, 1996). Para se reproduzir de maneira sexuada, o patógeno necessita de dois talos (isolados) compatíveis, denominados de A1 e A2. O oósporo, fruto dessa combinação, é um esporo de origem sexual, globoso, que representa a principal estrutura de sobrevivência de P. capsici. Sob condições favoráveis, pode germinar diretamente, emitindo um tubo germinativo, que pode ser infectivo. Também pode germinar indiretamente quando o tubo germinativo produz um ou mais esporângios em sua extremidade. Tanto o grupo A1 como o A2 foram encontrados no Brasil em epidemias com solanáceas e cucurbitáceas (PAZ- LIMA, 2006). Os esporângios variam em forma e tamanho. As formas são um tanto diferentes para uma espécie em particular, mas são muitas vezes variáveis e vão desde esférico, sub- esférica, ovóide, obovóide, elipsóide, limoniforme (forma de limão), piriforme (como uma pêra), obpiriforme (de cabeça para baixo forma de pêra), obturbinado (como um ovo de cabeça para baixo). Esporângios apresentam coloração hialina (ERWIN e RIBEIRO, 1996). A partir dos oósporos presentes no solo e em restos de culturais, o fungo germina e produz micélio e esporângios, que representam os propágulos de infecção (Fig. 1B). Em condição ambiental favorável, os esporângios liberam os zoósporos, que, na presença de água livre no solo e na superfície da planta hospedeira, movimentam-se rapidamente, até encistar e iniciar o processo de infecção. As lesões causadas pelo fungo desenvolvem-se rapidamente em clima úmido e quente, provocando o apodrecimento completo dos órgãos suculentos do hospedeiro. A partir dessas lesões, numerosos esporângios e zoósporos são produzidos, levando à ocorrência de infecções secundárias ou a surtos em reboleiras. Em pós-colheita, a infecção primária ocorre quando estruturas de fungo presentes em produtos, embalagens ou ambiente encontram condições ideais de germinação e penetração na hospedeira. A seguir, os tecidos são colonizados e passam a produzir novos propágulos, que iniciam novos ciclos da doença (ZAMBOLIM et al., 2000). Manejo
  17. 17. 17 Para controle desta doença no mundo têm utilizado fungicidas que possuem como ingrediente ativo Metalaxyl ou Mefenoxam. Entretanto, seu uso no Brasil é ilegal pelas normas do Ministério da Agricultura, uma vez que este fungicida ainda não está registrado para esta doença em solanáceas (REIS e HENZ, 2008). No ano de 2015, para a cultura da berinjela o único produto registrado é o oxicloreto de cobre (Cupravit Azul Br®), não havendo nenhum produto recomendado para controle de P. capsici (AGROFIT, 2015). Outras medidas de manejo das doenças causadas por P. capsici em hortaliças devem ser adotadas para reduzir a incidência, medidas de manejo da irrigação, culturais incluindo redução da quantidade do inóculo inicial (ZITTER et al. 1996). De acordo com Zambolim (2000) a doença deve ser controlada ainda na fase de cultivo, pela adoção de práticas culturais, como: escolher solos de textura mais leve para o plantio; evitar plantios em épocas chuvosas; irrigar somente quando necessário; adotar rotação de culturas com gramíneas, alface, beterraba e aliáceas. O manejo de água de irrigação é um dos fatores mais importantes no controle. Na fase final de cultivo, os frutos de muitas hortaliças podem ser facilmente infectados por estarem em contato direto com o solo, no caso das abóboras, ou então muito próximos, no caso do pimentão e da berinjela. Como o fungo causa infecção latente, medidas tomadas depois da colheita são apenas paliativas.
  18. 18. 18 3. MATERIAIS E MÉTODOS O experimento foi conduzido nos Laboratórios de Microbiologia e Fitopatologia do Instituto Federal Goiano - Campus Urutaí no segundo semestre de 2014. 3.1. Isolamento, seleção e teste de patogenicidade de isolados fitopatogênicos em berinjela e jiló. O isolado de Phytophthora capsici foi obtido de frutos de berinjela coletados no município de Pires do Rio, GO, apresentando sintomas de podridão, onde notou-se a presença de sinais do patógeno na superfície dos frutos. Utilizando o método de pescagem direta transferiu-se propágulos do fungo dentro da câmera de fluxo laminar, inoculando- se diretamente em meio de cultura BDA contendo antibióticos (Amoxicilina). Após 48 horas repicou-se discos de micélio para placas de Petri contendo meio de cultura suco de tomate - ST (200 mL de suco de tomate, 3 g de carbonato de cálcio, 20 g de ágar, 800 mL de água destilada [20%]). Os isolamentos resultaram em 4 cepas ou isolados que foram selecionados utilizando como parâmetro o teste de patogenicidade. Após repicagens visando purificação do isolado quatro isolados (cepa I, II, III e IV) e seus discos de micélio foram inoculados em frutos de berinjela e jiló (inoculado somente cepa II), com e sem ferimentos, representados por três repetições, para selecionar os isolados patogênicos e purificados. Após a inoculação, os isolados permaneceram sob condições de câmara úmida, que consiste em pulverizar o fruto e o pote plástico com água destilada (ambos previamente desinfestados), forrando o fundo com papel mata borrão, em seguida vedando com filme plástico para manutenção das condições de 100 % de saturação de umidade. Após a sete dias, com a manifestação dos sintomas fragmentos do tecido interno de frutos de berinjela foram repicados diretamente para meio de cultura batata-dextrose-ágar (BDA). Desta forma, obteve-se as culturas puras utilizadas nos próximos experimentos. 3.2. Caracterização e patogenicidade utilizando disco de micélio em diferentes
  19. 19. 19 hospedeiros. Foram realizados dois ensaios que seguem descritos a seguir: A cepa II obtida da seleção prévia realizada no item 2.1. foi cultivado por um período de sete dias em câmara de crescimento (25 o C, 12 horas de fotoperíodo). Sobre esta cultura matriz, no interior da câmara de fluxo laminar, foram realizados recortes de discos de micélio (9 mm de diâmetro). Estes discos foram transferidos para a superfície dos frutos de tomate, berinjela, jiló, abóbora de pescoço seca e abóbora de pescoço verde, sob duas condições de inoculação: i) com ferimento e ii) sem ferimento. Estes frutos inoculados (dois a quatro repetições conforme Tab. 2) permaneceram sob condições de câmara úmida conforme descrito no item anterior. Após sete dias os frutos (com número de repetições de 2-4) foram avaliados quanto a presença de sintomas (+ positiva ou - negativa patogenicidade) (Tab. 2), quantidade de micélio superficial (ausente, abundante, mediana), produção de esporângio (ausente, raro, abundante) e descrição sintomática. Através desses parâmetros qualitativos descreve-se o tipo de reação dos tratamentos com e sem ferimento que os hospedeiros apresentaram com a inoculação. No intuito de confirmar os resultados descritos acima o mesmo ensaio foi repetido e os procedimentos de avaliação resumidos na Tabela 2. 3.3 Efeito de diferentes volumes de suspensões de zoósporos na expressão de sintomas Frutos de berinjela de ensaios anteriores que apresentavam na sua superfície abundante esporulação (Fig. 1B) foram coletados e, através de uma raspagem e consequente lavagem com água destilada estéril, produzindo uma suspensão de esporângios e hifas. Estas foram submetidas ao choque térmico cobrindo-se com água destilada estéril, sendo depositadas em geladeira (+8-18 o C) por um período de 1 hora. Após esse período, retirou-se a suspensão e deixou-as sobre a bancada por 30 minutos para diferenciação da área plasmodial do esporângio em zoósporos. Após verificado, em microscópio estereoscópio a movimentação dos zoósporos liberados na suspensão, utilizou-se a câmara de Newbauer ou hematocitômetro para contagem de zoósporos chegando a concentração de 1.104 zoósporos.mL-1 (conforme testes estabelecidos por Paz- Lima, 2006). Após realização da contagem, alíquotas nas concentrações de 50 µL, 100µL,
  20. 20. 20 150 µL e água pura (Fig. 1A) foram depositadas na superfície de um fruto de berinjela previamente perfurado. Antes da inoculação os frutos foram pulverizados com álcool e água destilada. Figura 1. Condições experimentais de atividades de inoculação de Phytophthora capsici. A. fruto com diferentes volumes de inóculo, B. granulações representam os esporângios na superfície do tecido do fruto de berinjela Foram utilizados quatros frutos de berinjelas com ferimentos feitos com a pinça esterilizada, cada fruto havia quatro pontos diferentes com ferimentos. Os frutos foram mantidos em câmara úmida. Após cinco dias foram avaliados a expressão de sintomas. A mesma metodologia descrita no experimento acima foi repetida, diferindo que os frutos (duas repetições) foram avaliados aos cinco e sete dias após a inoculação. B A
  21. 21. 21 3.4. Inoculação de frutos de berinjela utilizando disco de micélio e palito de dente. Nesta etapa utilizou-se como inóculo o micélio fúngico. Utilizando a cepa II de P. capsici, utilizou-se duas formas de inoculação para expressar a virulência do isolado em frutos de berinjela, pimentão verde e pimentão vermelho representadas por: i) inoculação através de discos de micélio, ii) inoculação por palito de dente. A inoculação através de discos de micélio foi realizada a partir de uma cultura padrão (Fig. 2) utilizando o cortador de discos de micélio (9 mm de diâmetro) transferindo-se sob a superfície de frutos de berinjela, pimentão verde (Capsicum annuum) e pimentão vermelho (Capsicum annuum), duas repetições, nas regiões previamente perfuradas. Após sete dias a inoculação os frutos inoculados foram avaliados quanto a presença de sintomas. A inoculação através de palito de dente foi realizada, depositando os palitos ao meio aos dois dias após a inoculação do disco de micélio na cultura, após o período de sete dias retirou-se os palitos e inoculou nos tratamentos propostos. Figura 2. Aspecto colonial de cultura de Phytophthora capsici. .
  22. 22. 22 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 4.1 Teste de patogenicidade e seleção dos isolados patogênicos oriundos do isolamento. Os isolados I e IV foram negativos em berinjela tanto na forma de inoculação com ou sem ferimento (Tabela 1). Este patógeno é muito agressivo e seu mecanismo de infecção classicamente utiliza-se de veículo de infecção direta ou por ferimentos (LUZ et al., 2001). Após sete dias de inoculação, o teste de patogenicidade foi positivo para os isolados de cultura II e III em berinjela; e para o isolado de cultura II em jiló, tanto na forma de inoculação com como sem ferimento (Tab. 1). Frutos aos quais artificialmente induziu-se a formação de portas de entrada (ferimento), o patógeno expressou a reação com os hospedeiros, não conceitual para fungos fitopatogênicos tipicamente agressivos (BERGAMIN FILHO et al., 1995; AGRIOS, 1997). Durante os isolamentos, as culturas eram mistas, não continham apenas Phytophthora. Foram verificados somente estruturas vegetativas, não formando estruturas reprodutivas essenciais para identificação do patógeno, por isso realizou-se o teste de patogenicidade, para verificar a reprodução dos sintomas iniciais e seleção e purificação do isolado original. Erwin e Ribeiro (1996) também propuseram como alternativa de recuperação de cepas a inoculação e a repicagem de tecidos de plantas inoculados com o isolado misto (mais de uma espécie de fungo na cultura e não identificado. É comum outras cepas de espécies como Fusarium sp. em isolamentos (considerado contaminante) sendo facilmente confundidos como isolamentos de Phytophthora. O teste de patogenicidade permitiu identificar através da reação sintomática quais cepas da culturas obtidas eram fitopatogênicas e, consequentemente, os isolados de Phytophthora.
  23. 23. 23 Tabela 1. Patogenicidade dos quatro isolados de culturas mistas com Phytophthora capsici obtidos a partir de sintomas de frutos de berinjela sintomáticos oriundo de Pires do Rio, GO (2014). Ord. Código da CEPA Hospedeiro inoculado Tipo de inoculação Patogenicidade 1 Cepa I Berinjela (Solanum melongena) CF - Berinjela (S.melongena) SF - 2 Cepa II Berinjela (S.melongena) CF + Berinjela (S.melongena) SF + 3 Cepa III Berinjela (S.melongena) CF + Berinjela (S.melongena) SF + 4 Cepa IV Berinjela (S.melongena) CF - Berinjela (Solanum melongena) SF - 5 Cepa II Jiló (Solanum gilo) CF + Jiló (Solanum gilo) SF + * CF (com ferimento), SF (sem ferimento), - (patogenicidade negativa), + (patogenicidade positiva).
  24. 24. 24 A inoculação em frutos de berinjela (Fig.3) desencadeou sintomas de apodrecimento de frutos em berinjela, provocando a mudança da coloração do arroxeado ou negra da superfície do fruto, para uma coloração castanha. A alteração da coloração na superfície do fruto é um dos principais marcadores morfológicos da virulência e colonização do isolado. Figura 3. Sintomas obtidos a partir de inoculações de culturas mistas de Phytophthora capsici. A. fruto de berinjela com mudança de coloração; B. fruto de jiló apodrecido com mudança de coloração; C. fruto de berinjela em estágio avançado de desenvolvimento demonstrando a presença de zoósporos e mudança de coloração. B C A
  25. 25. 25 4.2. Teste de patogenicidade utilizando disco de micélio. Após sete dias a inoculação, em tomate (Solanaceae), jiló (Solanaceae), berinjela (Solanaceae) e abóbora de pescoço verde (Cucurbitaceae) a abóbora de pescoço seca (Cucurbitaceae), a patogenicidade foi positiva com agressividades diferenciais aos sete dias após a inoculação (Figura 4). Figura 4. Aspecto simtomológico após a inoculação em diferentes plantas hospedeiras de Phytophthora capsici oriundo de berinjela (Solanum melongena). A. Frutos de tomate recobertos de micélio superficial; B. Fruto de berinjela com ausência de micélio superficial e abundante de esporulação; C. Frutos de abóbora de pescoço verde repletos de micélio superficial, expressando sintomas diferenciais em áreas do tecido com ferimento; D. Frutos de abóbora de pescoço seca repletos de micélio superficial, tanto em tratamentos com como sem ferimentos. O isolado de berinjela cepa II foi fitopatogênico em todos os hospedeiros testados nos tratamentos com ferimento, no entanto, em pelo menos uma repetição de tomate, abobrinha e jiló, nos tratamentos sem ferimento (Tab. 2), a cepa foi avirulenta (sensu ANDRIVON, 1993). No hospedeiro de origem - a berinjela, o patógeno foi virulento tanto nos tratamentos com como sem ferimentos (Tab. 2). A porta de entrada representada pelos ferimentos representa um veículo de infecção para muitos patógenos, com elevada ou reduzida agressividade, ou com especificidade,ou ainda ampliação da capacidade A B C D
  26. 26. 26 patogênica e de expressão da virulência nos tecidos das plantas (AGRIOS, 1997; AMORIM et al., 2011). Uma das características de P. capsici é de ser um patógeno em que a variação de agressividade e expressão de sintomas está fortemente ligado as condições de umidade (ERWIN e RIBEIRO, 1991; ERWIN e RIBEIRO, 1996;), apresentando apenas sintomatologia diferenciada (Tab. 2). A produção de micélio superficial (Tab. 2) nas inoculações foi ausente para o jiló, abundante para a berinjela (esperado para o hospedeiro de origem do isolado) e abóbora de pescoço seca, mediano para a cultura do tomate. A produção de estruturas reprodutivas no ciclo das relações patógenos hospedeiros pode representar um tipo de reação planta- patógeno (AGRIOS, 1996; BERGAMIN FILHO et al., 1995), permitindo classificar a reação de resistência-suscetibilidade, pois hospedeiros resistentes apresentam pouca abundância de micélio superficial e pouca área de tecido necrosado, e hospedeiros suscetíveis apresentam tanto abundância de micélio superficial como presença de esporulação. É importante ressaltar que a produção massal apenas de micélio, é uma indicação de fonte de carbono para desenvolvimento de estrutura micelial na superfície do tecido que o hospedeiro está fornecendo. Assim como Ansani (1987), foi verificado a virulência, agressividade e patogenicidade de P. capsici em jiló, berinjela e tomate, sendo este um registro desta endemia na cidade de Urutaí, GO. A verificação da produção de esporângios quando órgãos inoculados artificialmente, é uma medida relacionada com o grau de suscetibilidade, pois os ciclos de infecção-colonização-reprodução, nos hospedeiros com máxima suscetibilidade (LUZ et al., 2001; AMORIM et al., 2011), como ocorreu com jiló e berinjela, a esporulação do patógeno foi verificada em microscópio estereoscópico com maios intensidade do que os demais tratamentos testados (Tab. 2). A descrição sintomática visual é uma representação técnica e descritiva do da reação patógenos-hospedeiro nas inoculações realizadas artificialmente, permitindo reconhecer detalhes da patogenicidade e da relação patógeno hospedeiro (Tab. 2)
  27. 27. 27 Hospedeiros inoculação Rep CF SF Micélio superficial Produção de esporângios Descrição sintomática 1 + + Ausente Abundante Frutos com sintoma de podridao de coloracao marron chocolate, não há observação de esporução recobrinco a superficie do fruto, frutos com dimensaoes de 3,5 x 6 cm com toda supercie apodrecida aos 7 dap. 2 + - Ausente Abundante 1 + + Abundante Abundante Fruto totalmente apodrecido, havendo mudança da coloração do negro para paleo-marron, observou- se abundância de micélio superficial produzido. 2 + + Abundante Abundante 3 + + Abundante Abundante 4 + + Abundante Abundante 1 + + Abundante Ausente 1. Fruto parcialmente apodrecido, não havendo mudança da coloração do verde, observou-se abundancia de micélio superficial produzido. 2 + - Abundante Ausente dimensões 5 x 7,5 cm 3 + + Ausente 2. Apodrecimento parcial, não havendo produção de micélio superficial, sintoma de necrose, lesão chocolate-marron na metade do diâmetro da lesão 1 + + Mediano Ausente Furto parcialmente apodrecido, não havendo mudança de coloração do rajado verde, produção de micélio apenas na metade do diametro da lesão. 2 + - Mediano Ausente 3 + - Mediano Ausente Sintoma de apodrecimento tomando o fruto inteiro somente nos tratamentos com ferimento, produz micélio superficial, nas extremidades da lesão observa-se uma mancha aquosa sem a presença de micélio (halo 1 + - Mediano Ausente 2 + + Abundante Rara Produção de micélio abundante, de coloração branca e superficial, pouca esporulação. Abóbora cabeça seca (Cucurbita moschata ) Jiló (Solanum gilo ) Berinjela (S. melongena ) Tomate (S. lycopersicon ) Abobrinha de cabeça verde (Cucurbita pepo ) Tabela 2. Teste de patogenicidade, produção de micélio superficial e esporângios, descrição sintomática de Phytophthora capsici inoculado em diferentes hospedeiros. * CF (com ferimento), SF (sem ferimento), - (patogenicidade negativa), + (patogenicidade positiva). 4.3. Efeito de diferentes quantidades de suspensões de zoósporos na expressão de sintomas O volume de suspensão de zoósporos 150µL permitiu verificar a expressão do sintoma de apodrecimeto. O maior volume contendo inóculo foi decisivo para ocorrência do encistamento e infecção pelo patógeno, e que no solo a dinâmica de movimentação no perfil do solo dá-se pela movimentação dos zoósporos nos filmes d’água até o reconhecimento de seu hospedeiro (DAVIS, 1982). A agressividade de muitos patógenos é favorecida pela presença de portas de entrada, como ferimentos (Figura 5), acelerando
  28. 28. 28 a expressão de sintomas e aumentando a agressividade, principalmente em condições artificiais, como apontam Bergamin Filho et al. (1995) e Agrios (1997). Erwin e Ribeiro (1996) apontaram que ambas as formas de infecção mais clássicas representadas pela “direta – penetração através de dissolução da parede celular por enzimas do patógeno” e por “ferimento”, sendo este último uma ampliação da zona de favorabilidade. Figura 5. Sintomatologia de Phytophthora capsici em frutos de berinjela inoculada com diferentes volumes de inóculo na concentração de 104 zoósporos mL-1 . O teste foi negativo para os inóculos de 50 µL, 100µL de suspensão de zoósporos, possivelmente porque o volume não carregava consigo o número proporcional de células zoospóricas capazes de intectar e desencadear o sintoma de podridão. No segundo ensaio, quando inoculou-se uma solução de água destilada não houve a expressão de sintomas obviamente porque não havia o inóculo do patógeno capaz de reagir. Bergamin Filho et al. (1995) e Amorim et al. (2011), apontaram que a agressividade das doenças no campo é ampliada com a interferência do tempo como fator de ampliação da expressão e patogenicidade, como foi verificado na avalição aos 7 dias em que todos os volumes de inóculo foram precursores da expressão de sintomas e consequente patogenicidade (Tabela3). O estado de maturação de frutos pode ser uma explicação da virulência da suspensão de zoósporos aos cinco dias após a inoculação no tratamento de 150 µL, além Água
  29. 29. 29 da condição de escape na interação planta-patógeno amplamente discutido por Bergamin Filho et al. (1995). Tabela 3. Patogenicidade de Phytophthora capsici em frutos partidos de berinjela de diferentes volumes de zoósporos (µL) sob a concentração de 104 zoósporos/mL em diferentes dias de avaliação. Dias de avaliação Água destilada 50 µL 100 µL 150 µL 5d - - - + 5d - - - - 5d - - - - 7d - + + + 7d - + + + 7d - + + + * (-) não expressão de sintomas; (+) expressão de sintoma; d = dias
  30. 30. 30 4.4. Inoculação de frutos de berinjela utilizando disco de micélio e palito de dente. A inoculação de discos de micélio do isolado de P. capsici de berinjela em berinjela, pimentão verde e pimentão vermelho demonstrou reação de virulência do isolados para todos os hospedeiros. O método de inoculação de disco de micélio foi eficiente para expressão de sintomas (Figura 6). Figura 6. Formas de inoculação de Phytophthora capsici por discos de micélio e palito de dente. A. frutos de berinjela inoculados com discos de micélio; B. frutos de pimentão vermelho e verde inoculados com discos de micélio; C. fruto de berinjela inoculado com palito de dente, D. fruto de pimentão verde e vermelho inoculado com palito de dente. O uso de palito de dente como veículo de inoculação demonstrou reação virulência do isolado positiva tanto em berinjela, pimentão vermelho e pimentão verde. Tanto a técnica de discos de micélio como palito de dente apresentadas por Alfenas e Mafia (2007) foram eficientes para desencadear a podridão-de-fitóftora nos hospedeiros testados. A D C B
  31. 31. 31 5. CONCLUSÕES A inoculação em frutos de berinjela provocou uma alteração morfológica de cor. O tempo também é uns dos principais componentes da relação de patogenicidade de berinjela com zoósporos de P. capsici. Esse trabalho mostrou as a virulência do isolado, o volume de inóculo adequado e a forma de inoculação mais apropriada para estudos de interação berinjela P. capsici.
  32. 32. 32 6. LITERATURA CITADA AGRIOS, G.N. Plant Pathology. San Diego: Academic Press, 1997. 635 p. AGROFIT Sistema de Agrotóxicos Fitossanitários. Disponível em:<http://agrofit.agricultura.gov.br/agrofit_cons/principal_agrofit_cons>, acessado em março de 2015. ALFENAS, A.C. e MAFIA, R.G. Métodos em fitopatologia. Editora UFV, Viçosa. MG, 2007, 382 p. AMORIM, L.; BERGAMIN, A. F.; REZENDE, J. A. M. Manualde Fitopatologia. Princípiose Conceitos. 4º edição. São Paulo, Editora Agronômica Ceres LTDA, 2011. ANDRIVON, D. Nomenclature for pathogenicity and virulence: the need for precision. Phytopathology 83:889-890. 1993. ERWIN, D.C.; RIBEIRO, O.K. Phytophthora Diseases Worldwide. American Phytopathological Society, St. Paul, MN. 1996. Anonymous. List of plant diseases in Taiwan. Pl. Protect. Soc., Republ. of China. 1979. 404 pages. ANSANI, C.V.; BROMMONSCHENKEL, S.H.; MATSUOKA, K. Podridão de colo de berinjela (Solanum melongena) e jiló (Solanum gilo) causada por Phytophthora capsici, em campo. Fitopatologia Brasileira, 1987. 12:122, (resumo). BERGAMIN, A. F.; KEMATE, H.; AMORIM, L. Manual de Fitopatologia. Princípios e conceitos. Volume 1. 3º edição. São Paulo, Editora Agronômica Ceres LTDA, 1995. BRASIL. Ministério de Agricultura. Especificações para a padronização, classificação e comercialização interna da berinjela. Brasília, DF, 1988. 10 p. CHEE, K.H. Variability of Phytophthora species from Hevea brasiliensis. Transactions of the British Mycological Society. 52(3):425–436 1969. CHO, W.D.; SHIN, H.D. Eds. List of plant diseases in Korea. Fourth edition. Korean Society of Plant Pathology, 779 pages. 2004. CHOUDHURY, B. Eggplant (Solanum melongena) In: SIMMONDS, N. W. (Ed.). Evolution of crop plants. New York: Longman, 1976. p.278. DAVIS, R.M. Control of Phytophthora root and foot rot of citrus with systemic fungicides melataxyl ad phosethyl aluminum. Plant Disease 66:218-220 1982. DENNIS, R.W.G. Kew Bulletin Additional Series III. Fungus Flora of Venezuela and Adjacent Countries. Verlag von J. Cramer. 1970. 531 pages. DONAHOO, R.S.; LAMOUR, K.H. Interspecific hybridization and apomixis between Phytophthora capsici and Phytophthora tropicalis. Mycologia. 2008. 100: 911-920.
  33. 33. 33 EMBRAPA. Berinjela (Solanum melongena L.). Sistemas de Produção. Versão Eletrônica Nov. / 2007. Disponível em: <http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Beringela/Beringela_Solan um_melongena_L/doencas.html>, Acesso: 06 jan. 2015. ERWIN, D.C. e RIBEIRO, O.K. Phytophthora diseases worldwide. The American Phytopathological Society, St Paul Minnesota, 1996. 562 p. ERWIN, D.C.; RIBEIRO, O.K. Phytophthora Diseases Worldwide. APS Press, St. Paul, Minnesota. 1991. 562 pages. FARR, D.F.; ROSSMAN, A.Y. Fungal Databases, Systematic Mycology and Microbiology Laboratory, ARS, USDA. Disponível em: <http://nt.ars- grin.gov/fungaldatabases/> Acesso em 09 dez 2014. FILGUEIRA, F.A.R. Novo manual de olericultura: agrotecnologia moderna na produção e comercialização de hortaliças. Viçosa, 2000, 402 p. GABER, R.H.; DEVAY, J.E.; HAKE, K.; JEFFERS, D. A new boll rot disease en California caused by Phytophthora capsici. Page 27 in: Proc 46 th Annu Cotton Disease Council, Beltwide Cotton Res. Conf. National Cotton Council, Memphis, TH. 1986. 543 pp. HENZ, G. P. Patologia pó-colheita. Frutas, olerícolas e ornamentais tropicais. Embrapa. Brasília, DF. 2006, cap25, 651,252 p. INDEX FUNGORUM, Disponível em <http://www.indexfungorum.org/names/NamesRecord.asp?RecordID=259718>. Acesso em: 4 de fev. 2015. JONES, J.B.; JONES. J. P.; STALL, R. E.; ZITTER, T. A. eds. Compendium of Tomato Diseases. American Phytopathological Society, St. Paul, Minn. 1991. 100 pp. KATSURA, K.; TOKURA, R. Studies on Phytophthora disease of economic plants (VIII), a brown rot of eggplants caused by Phytophthora capsici Leonian Jubilee Publ. in Commemoration of 62th Birthdays of Prof. Tochinai and Porf. Fukushi. 1995. Page 167- 172 (In Japanese). LEONIAN, L. H. Sten and fruit blight of peppers caused by Phytophthora capsici sp. nov. Phytopatholog. 1922. 12:401-408. LUCAS, J. A.; SHATTOCK, R. C.; SHAW, D.S. COOKE, L.R. (Eds.) Phytophthora. Cambridge Univ. Press, Cambridge 1991. 447 p. LUZ, E. D. M. N.; SANTOS, A. F.; MATSUOKA, K.; BEZERRA, J. L. Doenças causadas por Phytophthora no Brasil. Livraria e Editora Rural. Campinas-SP. 2001. 512 p. LUZ, E. D. N.; MATSUOKA, K. Phytophthora: fungo protista ou chromista? In: LUZ, E. D. N.; SANTOS, A. F. dos; MATSUOKA, K.; BEZERRA, J. L. (Ed.). Doenças causadas por Phytophthora no Brasil. Campinas: Livraria Rural, 2001. p. 1-22.
  34. 34. 34 MELO, M. B. Sobrevivência e localização de Phytophthora capsici Leonian em sementes de abóbora (Cucurbita maxima Duch), (Tese de Mestrado). Viçosa, Universidade Federal de Viçosa. 1987. 46 p. MENDES, M. A. S.; SILVA, V. L.; DIANESE, J. C., et al. Fungos em Plantas no Brasil. Embrapa-SP / Embrapa-Cenargen, Brasília. 1998. 555 pages. OUDEMANS, P.; COFFEY, M.D. A revised systematics of twelve papillate Phytophthora species based on isozyme analysis. Mycol. Res.1991. 95: 1025-1046. OUDEMANS, P.; FOERSTER, H.; COFFEY, M.D. Evidence for distinct isozyme subgroups within Phytophthora citricola and close relationships with P. capsici and P. citrophthora. Mycological Resources. 98: 189-199. 1994. PAZ-LIMA, M. L. Caracterização fenotípica e molecular de isolados de Phytophthora capsici de hortaliças e expressão e prospecção da resistência em Cucurbitaceae e Solenaceae. 2006. 229f. Tese de Doutorado. Universidade de Brasília, DF. RIBEIRO, C. S. C.; BRUNE, S.; REIFSCHNEIDER, F. J. B. Cultivo da berinjela (Solanummelongena L.). Brasília, DF: Embrapa Hortaliças, 1998. 23 p. (Embrapa Hortaliças. Instruções técnicas, 15). SHIVAS, R.G. Fungal and bacterial diseases of plants in Western Australia.J. Roy. Soc. W. Australia. 1989. 72: 1-62. TSÃO, P. H. The identitie, nomenclature and taxonomy of Phytophthora isolates from black pepper. Pages 185-211 in: Diseases of Black Pepper. Proc. Int. Pepper Comm. Workshop on Black Pepper Discases. Goa, India. Y. R. Sarma and T. Premkumor, eds. 1991. 209 pp. TUCKER, C. M. Taxonomy of the genus Phytophthora de Bary. Univ. Mo. Agric. Exp. Sta. Res. Bull. 1931. 153.207 pp. VANEV, S. G.; DIMITROVA, E.G.; ILIEVA, E. I. Order Peronosporales. Fungi Bulgaricae. 1993. 2: 1-195. ZAMBOLIM, L.; VALE, F. X. R.; COSTA, E. Controle de doenças de plantas: hortaliças. Viçosa: UFV. 2000 444p. ZENTMYER, G. A.; KAOSIRI, T.; IDOSU, G. Taxonomic variants in the Phytophthora palmilvora complex. Trans. Br. Mycol. Soc. 1977. 69: 329-332.

×