Ministério da Educação              Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica         Instituto Federal de Educaçã...
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ANA CRISTINA TOBIASDIVERSIDADE E DESCRIÇÃO DE MACROFUNGOS INCIDENTES NA REGIÃO                        DE URUTAÍ,GO        ...
Dedico aos meus pais, a minhafamília, ao meu orientador, e aosmeus amigos, por estarem sempreme impulsionando à nunca desi...
AGRADECIMENTOS       Agradeço primeiramente a Deus, pelo dom da vida. Aos meus pais pelo carinho,compreensão, e amor, pois...
RESUMOTOBIAS, A.C. Diversidade e descrição de macrofungos incidentes na região de Urutaí, GO.Trabalho de conclusão de curs...
SUMÁRIOAGRADECIMENTOS........................................................................................................
LISTAGEM DE TABELASTabela 1. Listagem dos táxons identificados, suas famílias e ordens, gêneros e espécies identificadas, ...
Figura 18. Aspectos morfológicos de Picnoporus sanguineus A. Basidiocarpo (orelha de pau) sobre o tronco(Barr= mm), B. Bas...
1. INTRODUÇÃO       A cidade de Urutaí-GO está localizada, entre as cidades de Ipameri e Pires do Rio, naregião correspond...
florestas (Alexopoulos et al., 1996; Margulis & Schwartz, 2001; Moore & Frazer, 2002;Raven et al., 2001).       Os fungos ...
2. REVISÃO DE LITERATURA     O Brasil é conhecido como detentor de uma das mais altas biodiversisades biológicas domundo, ...
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2.2. Cogumelos comestíveis       Muitos cogumelos são comestíveis e importantes na alimentação humana. Sãoutilizados na cu...
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Figura 1. Áreas das amostras coletadas. A visão aérea da área de coleta. B. mata com intervenção antrópica,C.pastagem .   ...
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO      Durante as coletas foram recolhidos 54 macrofungos, distribuídos em 21 gênerospertencentes ...
Corpo frutífero gregários e imbricados: 18Corpo frutífero putrescente: 1, 5, 16Corpo frutífero fino: 7Corpo frutífero espe...
Chave dicotômica para identificação taxonômica dos gêneros da Divisão Basidiomycota       dos macrofungos da região de Uru...
9. Corpo frutífero carnoso e putrescente.................................................................Agaricus sp.     ...
Tabela 1. Listagem dos táxons identificados, suas famílias e ordens, gêneros e espécies             identificadas, local d...
Figura 1. Porcentagem de incidências de famílias e grupos de macrofungos identificados no            campus do IFGoiano.  ...
Tabela 2. Listagem de caracteres morfológicos dos diferentes gêneros de macrofungos             identificados.            ...
4.1. Descrição dos macromicetos identificados.    Descrição morfológica de Agaricus sp. (Ordem Agaricales-Família Agaricac...
Descrição morfológica de Chlorophyllum molybdites (Ordem Agaricales-Família                                       Agaricac...
Descrição morfológica de Boletus sp. (Ordem Boletales - Família Boletaceae)       A família Boletaceae tipicamente formam ...
Descrição morfológica de Crepidotus grumosopilosus (Ordem Cortinariales – Família                                        C...
Descrição morfológica de Lentinus crinitus (Ordem Poriales - Família Lentinaceae)     Os membros da familia Lentinaceae ap...
Descrição morfológica de Stereum rugosum (Ordem Poriales - Família Lentinaceae)    O gênero Stereum rugosum foi encontrado...
O gênero Polyporus arcularius foi encontrado em mata estacional semi-decidua, sobremadeira morta. As frutificações apresen...
A família Podosyphaceae apresenta basidioma espatulado a infundibuliforme,esipitado, himenoforo tipicamete liso, dimitico,...
O gênero Psilocybe cubensis foi encontrado sobre esterco de bovinos, apresenta chapéucom estípite central, o corpo frutífe...
Figura 2. Aspectos morfológicos de Agaricus sp. A. região himenial e véu universal, (Barr= µm), B. Superfície             ...
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5. CONCLUSÕES       Através deste trabalho foi possível verificar a diversidade de macro fungos presentesna reigão de urut...
6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALEXOPOULOS, C.J., MIMS, C.W., BLACKWELL, M. Introductory Mycology. 4 ed., Wiley, USA, 1996,8...
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DIVERSIDADE E DESCRIÇÃO DE MACROFUNGOS INCIDENTES NA REGIÃO DE URUTAÍ, GO

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Este documento resume as atividades desenvolvidas pela estudante do curso Tecnologia em Gestao Ambiental Ana Cristina Tobias

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DIVERSIDADE E DESCRIÇÃO DE MACROFUNGOS INCIDENTES NA REGIÃO DE URUTAÍ, GO

  1. 1. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Goiano Curso De Técnólogo em Gestão Ambiental ANA CRISTINA TOBIASDIVERSIDADE E DESCRIÇÃO DE MACROFUNGOS INCIDENTES NA REGIÃO DE URUTAÍ,GO Urutaí, GO, 13 de dezembro de 2010 1
  2. 2. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia Goiano Curso de Técnólogo em Gestão Ambiental ANA CRISTINA TOBIASDIVERSIDADE E DESCRIÇÃO DE MACROFUNGOS INCIDENTES NA REGIÃO DE URUTAÍ,GO Monografia apresentada para obtenção do grau de Tecnólogo em Gestão Ambiental ao Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí. Orientador: Dr. Milton Luiz da Paz Lima. URUTAÍ – GO 2010 1
  3. 3. ANA CRISTINA TOBIASDIVERSIDADE E DESCRIÇÃO DE MACROFUNGOS INCIDENTES NA REGIÃO DE URUTAÍ,GO COMISSÃO EXAMINADORA _______________________________________ Dr. Lucas Carvalho B. de Azevedo (Revisor) _______________________________________ Dr. Marcos Vinícius Vieitas Ramos (Revisor) _______________________________________ Dr. Milton Luiz da Paz Lima (Orientador) Data da Aprovação: Urutaí, ____de___________de_____ 2
  4. 4. Dedico aos meus pais, a minhafamília, ao meu orientador, e aosmeus amigos, por estarem sempreme impulsionando à nunca desistirdos meus sonhos. 3
  5. 5. AGRADECIMENTOS Agradeço primeiramente a Deus, pelo dom da vida. Aos meus pais pelo carinho,compreensão, e amor, pois sem eles esse trabalho não se concretizaria. Aos meus colegas e amigos, e em especial uma grande amiga e irmã para todas ashoras Sara Gonçalves, pela ajuda na coleta dos dados, paciência e companherismo. Ao Instituto por fornecer condições especiais para execução e elaboração das tarefasrelacionadas a monografia.A banca examinadora pela correções e revisões sugeridas. Ao meu professor Milton Luiz da Paz Lima, pela orientação, paciência e dedicação,aos professores e funcionários da Instituição. A Priscila Wolski por auxiliar na montagem nas pranchas de figuras. 4
  6. 6. RESUMOTOBIAS, A.C. Diversidade e descrição de macrofungos incidentes na região de Urutaí, GO.Trabalho de conclusão de curso. 2010. 59p. O objetivo deste trabalho foi descrever e analisar a diversidade de macrofungosincidentes na região de Urutaí, GO. Coletaram-se amostras de basidiocarpos e/ou ascocarpospresentes em área urbana e área de vegetação semi-descídua entorno da cidade de Urutaí, GOno ano de 2010. Durante as coletas as amostras foram armazenadas em sacos plásticos elevadas para o Laboratório de Microbiologia. As amostras foram dissecadas, medidas, sendopreparadas lâminas semipermanentes dos badisiósporos e basídias. Foi realizado registrofotográfico das frutificações dissecadas e não dissecadoas, sendo que logo após osbasidiocarpos foram herbarizados e depositados na coleção micológica de referência doIFGoiano campus Urutaí. Os basidiósporos foram medidos a partir das lâminassemipermanentes utilizando ocular micrométrica. Por meio deste trabalho foi possívelverificar a diversidade e a identificação dos macro fungos presentes na reigão de Urutaí GoiásE a construção da Chave sinoptica e dicotomica para a identificaçao dos generos da região.Os macrofungos identificados foram Agaricus sp., Bovista sp., Chlorophyllum molybdites,Cystoderma amianthinum, Bolbitius coprophilus, Boletus sp., Coprinus plicatilis, Crepidotusgrumosopilosus, Ganoderma sp., Lentinus crinitus, Hexagonia hydnoides, Stereum rugosum,Lycoperdon lividum, Cyathus striatus, Polyporus arcularius, Trametes sp., Picnoporussanguineus, Cymatoderma caperatum, Pisolithus tinctorius, Steccherinum ochaceum ePsilocybe cubensis. A divisão frequentemente observada foi a divisão basidiomicota e dentrodesta, a família Agaricaceae foi a que apresentou maior número de representantes nasamostras coletadas. Foi verificada dificuldade de obtenção da “esporada-basídias ebasidiósporos” para caracterização microscópio, tal como esta apresentou pouca variaçãomorfológica, logo pouca relevância para distinção microscópica dos macrofungos. Por meiodo coeficiente de Chao verificou-se a estimativa de riqueza de espécies na vegetação semi-descídua do IFgoiano-Campus Urutaí que variou de 14 a 42 macrofungos. 5
  7. 7. SUMÁRIOAGRADECIMENTOS..............................................................................................................................................4RESUMO..................................................................................................................................................................5LISTAGEM DE TABELAS.....................................................................................................................................7LISTAGEM DE FIGURAS......................................................................................................................................71. INTRODUÇÃO.................................................................................................................................................... 12. REVISÃO DE LITERATURA.............................................................................................................................3 2.1. Cogumelos alucinógenos e venenosos...........................................................................................................6 2.2. Cogumelos comestíveis..................................................................................................................................73. MATERIAIS E MÉTODOS.................................................................................................................................84. RESULTADOS E DISCUSSÃO........................................................................................................................10 ........................................................................................................................................................................16 4.1. Descrição dos macromicetos identificados..................................................................................................175. CONCLUSÕES...................................................................................................................................................496. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ...............................................................................................................50 6
  8. 8. LISTAGEM DE TABELASTabela 1. Listagem dos táxons identificados, suas famílias e ordens, gêneros e espécies identificadas, local decoleta e valores de abundância................................................................................................................................14Tabela 2. Listagem de caracteres morfológicos dos diferentes gêneros de macrofungos identificados.................16 LISTAGEM DE FIGURASFigura 1. Porcentagem de incidências de famílias e grupos de macrofungos identificados no campus doIFGoiano..................................................................................................................................................................15Figura 2. Aspectos morfológicos de Agaricus sp. A. região himenial e véu universal, (Barr= µm), B. Superfíciedo píleo de aparência escamosa, (Barr= µm), C. Basidiósporos, (Barr= µm) D. Basidiocarpo, (Barr= µm), E.Lamelas fendidas longitudinalmente e presença de basídia, (Barr= µm)............................................................... 26Figura 3. Aspectos morfológicos de Bovista sp. A. Basidiocarpo não estipitado, (Barr= µm), B. Corte transversaldo basidiocarpo, (Barr= µm), C. Tecido fúngico localizado próximo ao píleo, (Barr= µm) D. Detalhe daespessura do tecido pileal (Barr= µm)....................................................................................................................27Figura 4. Aspectos morfológicos de Chlorophyllum molybdites. A. Basidiocarpos e detalhe do anel universal(Bar= µm), B. região lamelar (Bar= µm), C. lamelas fendidas longitudinalmte (Bar= µm), D. basidiósporspiriformes(Bar= µm). .............................................................................................................................................28Figura 5. Aspectos morfológicos de Cystoderma amianthinum. A Basidiocarpo disposto sobre madeira (bar=mm), B. Basidiocarpo com estipe alongada e escura (bar= mm), C. basidiocarpo (bar= mm), D. região dohimênio lamelar ondulado (bar= mm).....................................................................................................................29Figura 6. Aspectos morfológicos de Bolbitius coprophilus. A. basidiocarpo estipitado em serrapilheira (bar=mm), B. basidiocarpos emergindo a partir de uma mesma volva (bar= mm), C. himênio de coloração marron elamelar (bar= mm), D. região do ápice da estipe e região do himêmio lamelar (bar= mm), E. basidiósporos (bar=µm)..........................................................................................................................................................................30Figura 7. Aspectos morfológicos de Boletus sp. A. Basidiocarpo estipitado, (Barr= mm), B. Corte transversal dobasidiocarpo, (Barr= mm), C. Região do himênio poroso e estipitado, (Barr= mm) D. Himenóforo poroso, (Barr=mm).........................................................................................................................................................................31Figura 8. Aspectos morfológicos de Coprinus plicatilis A. basidiocarpo estipitado. B. região lamelar. C.Lamelas .D. poros longoexagonais (Favolóides)....................................................................................................................32Figura 9. Aspectos morfológicos de Crepidotus grumosopilosus. A. basidiocarpo de coloração esbranquiçada nosubstrato, B Basidiocarpo após o corte de coloração creme, C. himenio lamelar, D. detalhe das lamelas dohimenio. .................................................................................................................................................................33Figura 10. Aspectos morfológicos de Ganoderma sp. A. Basidiocarpo não estipitado (Barr= µm), B. detalheregião porosa do himênio, C. tecido do basidiocarpo filamentoso, e D. Poros circulares do himênio (Barr= µm),E. hifas escuras e filamentosas do basidiocarpo (Barr= µm), F. Hifa feosseptada (Barr= µm), F. e G.basidiósporos (Barr= µm).......................................................................................................................................34Figura 11. Aspectos morfológicos de Lentinus crinitus. A. basidiocarpo no substrato, (Barr= µm), B.basidiocarpo estipitado com os bordos do píleo dobrados abaixo, (Barr= µm), C. superfície do píleo verrugosa eestrigosa, (Barr= µm), D. corte longitudinal do basidiocarpo, (Barr= µm), E. himênio lamelar. (Barr= µm). .....35Figura 12. Aspectos morfológicos de Hexagonia hydnoides A. Basidioma (Barr= mm), B. Corte transversal dobasidiocarpo (Barr= µm), C. Superfície filamentar do píleo (Barr= µm), D. himênio poroso e circular (Barr=µm)..........................................................................................................................................................................36Figura 13. Aspectos morfológicos de Stereum rugosum A. basidiocarpo no substrato, (Barr= µm),B.basiciocarpo apresentando mudança de coloração-creme (Barr= µm), C. himênio do basidiocarpo (Barr= µm),D. himênio poroso e circular (Barr= µm)................................................................................................................37Figura 14. Aspectos morfológicos de Lycoperdon lividum. A. basidiocarpo sobre a superfície do solo (Bar=mm), B. basidioma gasteróide (Bar= mm), C. Corte transversal do basidiocarpo (Bar= mm), D. detalhe do tecidointerno do basidiocarpo (Bar= mm), E. basidiósporos esféricos e hialinos (Bar= µm)..........................................38Figura 15. Aspectos morfológicos de Cyathus sp. A. Basidiocarpos distribuidos na superfície de solo cultivadoem sistema de pivô central. B. basidiocarpos contendo microbasidiocarpos contidos no seu interior (seta). ........39Figura 16. Aspectos morfológicos de Polyporus arcularius. A. basidiocarpo estipitado no substrato (Bar= mm),B. região himenial do basidiocarpo (Bar= mm), C. superfície pilosa do píleo (Bar= mm), D. poroslongoexagonais ondulados (Favolóides) (Bar= mm)..............................................................................................40Figura 17. Aspectos morfológicos de Trametes sp. A. basidiocarpo (orelha-de-pau) inserido no substrato, B.observação do himênio irregular (Barr= µm), C. região do píleo do basidiocarpo (Barr= µm), D. região porosa(Bar= µm), E. himênio apresentando poros poligonais (Barr= µm).......................................................................41 7
  9. 9. Figura 18. Aspectos morfológicos de Picnoporus sanguineus A. Basidiocarpo (orelha de pau) sobre o tronco(Barr= mm), B. Basidiocarpo didimado e nao estipitado (Barr= mm), C. Basidiósporo esferico e de superficieequinulada (Barr= µm)............................................................................................................................................42Figura 19. Aspectos morfológicos de Cymatoderma caperatum. A. basidiocarpo de pileo irregular (bar= mm), B.basidiocarpo estipitado e região lamelar (bar= mm), C. himenio lamelar amplamente espaçado (bar= mm). ......43Figura 20. Aspectos morfológicos de Pisolithus tinctorius. A. base do basidiocarpo pulverulento (Barr= mm), B.Tecido interno do basidiocarpo (Barr= mm), C. e D. Lamelas anastomosada (Barr= mm)...................................44Figura 21. Aspectos morfológicos de Steccherinum ochaceum. A e B. basidiocarpo sobre a madeira deorganizacao irregular. C. basidiocarpo ressupinado. D. himenio com poros losangulares.....................................45Figura 23. Basidiomiceto orelha de pau de espécie desconhecida.A. basidiocarpo inserido no substrato, B. regiaodo pileo apresentando duas coloracões, C. regiao himenial de coloracao creme, D. aspecto filamentoso dohimenio, E. himenio irregular.................................................................................................................................47 8
  10. 10. 1. INTRODUÇÃO A cidade de Urutaí-GO está localizada, entre as cidades de Ipameri e Pires do Rio, naregião correspondente ao Sudeste-Goiano, a 178 Km de Goiânia-GO (MELO, 1995). Um dosaspectos bastante destacado no munícipio é a constituição da vegetaçao típica do BrasilCentral, caracterizada como Cerrado e suas subdivisões entre área florestal e formaçõescampestres, podendo ser também caracterizada como Cerradão, Cerrado e Campo ouCerradinho (MELO, 1995). O cerrado é segundo maior bioma da América do Sul, ocupando uma área de mais de2 milhões de Km2 e possui uma grande biodiversidade (Almeida et al. 1998). Com o avançoda agricultura e a expansão da pecuária, houve uma maior ocupação seguida de intensadevastação do cerrado, fato responsável pelo comprometimento de espécies nativas. A diversidade biológica ou biodiversidade, refere-se á variedade de vida no planetaTerra, incluindo a variedade genética dentro das populações e espécies, a variedade deespécies da flora, da fauna e de microrganismos, a variedade de funções ecológicasdesempenhadas nos ecossistemas, e a variedade de comunidades, hábitats e ecossistemasformados pelos organismos (Vargas & Hungria, 1997). O Brasil é conhecido como detentor de uma das mais elevadas biodiversidades domundo. Entretanto, informações existentes sobre a diversidade biológica são restritas a algunstipos de organismos, como plantas superiores e vertebrados, e se encontram representadas eminstituições, museus e coleções científicas do país e do exterior (Vargas & Hungria, 1997). O primeiro documento a centrar informações sobre a biodiversidade global, incluindoa brasileira, foi elaborado por ocasião da Conferência Rio-92 (Groombridge,1992), seguidodo trabalho de Mittermeier et al. (1998) que relacionaram espécies de plantas superiores,vertebrados e alguns invertebrados. Os balanços sobre a biodiversidade brasileira feitos noBrasil (Bicudo & Menezes, 1996; Canhos, 1997; Joly & Bicudo, 1998) avaliaram em cerca de2.500 o número de espécies de fungos macroscópicos. Os fungos são organismos eucarióticos, heterotróficos, na grande maioriaestruturalmene formados por filamentos (hifas) e cujas formas típicas de reproduçãoenvolvem na formação de esporos. São popularmente conhecidos como mofos, leveduras,bolores, cogumelos, orelhas-de-pau e se encontram normalmete sobre o solo, em restos devegetais e animais mortos, ou em partes de plantas e animais vivos, parasitando ou emsimbiose. Em ambientes tropicais chegam a compor 90 % da biomassa viva no solo das 1
  11. 11. florestas (Alexopoulos et al., 1996; Margulis & Schwartz, 2001; Moore & Frazer, 2002;Raven et al., 2001). Os fungos macroscópicos são aqueles que possuem corpos de frutificação visiveís aolho nú, representados pelas divisões Ascomicota e Basidiomicota, são extremamenteimportantes, por participarem de quase todas as transformações físicas ou químicas queacontecem na natureza, seja no macro ou no microambiente, estando, assim intimamenteligados à manutenção da vida na Terra. Algumas das diversas funções que os fungosdesempenham nos ecossistemas acabam gerando também aplicações biotecnológicas, como adecomposição de matéria orgânica, acúmulo de substâncias tóxicas, alterações dapermeabilidade e detoxificação dos solos, produção de imunossupressores e antibióticos nomeio ambiente, produção e maturação de alimentos, entre outras (Matheus & Okino, 1998;Xavier-Santos, 2003; Espósito & Azevedo, 2004). Os fungos superiores pertencem a dois grupos: Ascomycetes e Basidiomycetes. Essaclassificação tem como característica principal a produção de ascos e basídios, estruturas deorigem sexual contidas nas frutificações visíveis com o auxílio de microscópio. Nosascomicetos, os ascósporos localizam-se dentro de estruturas geralmente cilíndricasdenominadas de ascos. Nos basidiomicetos os esporos localizam-se externamente, no ápice deprojeções de células cilíndricas ou clavadas, septadas ou não, os basídios. Os ascos e osbasídios ocupam nas frutificações lugar bem definido, onde se misturam com células estéreis,formando uma camada fértil denominada de himênio (Guerrero & Homrich,1999). A classe Basidiomycetes é constituída por nove ordens, Tremellales, Auriculariales,Septobasidiales, Exobasidiales, Brachybadiales, Dacrymycetales, Tulasnellales,Aphyllophorales e Agaricales (Silveira, 1995). Devido à escassez de estudos sobre a diversidade de fungos da região sudeste doestado de Goiás, o presente trabalho visa preencher essa lacuna a partir de um estudo denatureza taxonômica. Pretende-se, de uma maneira geral, reconhecer o maior número possívelde espécies que ocorram na região de Urutaí, Goiás, contribuindo de forma direta aoconhecimento da sua micobiota incidente possibilitando o inventário do herbário no InstitutoFederal Goiano Campus Urutaí. A diversidade dos fungos macroscópicos é praticamente desconhecida na região deUrutaí e com o intuito de contribuir para a expansão do conhecimento da diversidade dosmacromicetos do estado de Goiás, este trabalho teve como objetivo descrever e analisar adiversidade de macrofungos incidentes na região de Urutaí, GO, e aplicar índices dediversidade. 2
  12. 12. 2. REVISÃO DE LITERATURA O Brasil é conhecido como detentor de uma das mais altas biodiversisades biológicas domundo, e entre o grande número de vegetais, existe uma infinita variedade de organismos deformas, tamanhos e cores diferentes, os fungos macroscópicos que são aqueles que produzemcorpos de frutificação visíveis a olho nu, são organismos eucarióticos, heterotróficos, nagrande maioria estruturalmente formada por filamentos denominados hifas e cujas formastípicas de reprodução envolvem a formação de esporos (Carlile; Watkinson,1994). O conhecimento sobre a diversidade micológica associado ao macrofungos do cerrado éincompleto, fragmento e ate muitas vezes inexistentes. Atualmente muitos trabalhos dediversidade microbiológico abordam a ecologia e a sistemática somente microorganismos derelevancia agricola e associados a doenças de plantas de interesse economico, deixando delado aspectos ecologicos de diversidade e interação (Fidalgo, 1968). O desenvolvimento do conhecimento das espécies de fungos brasileiros é relatada porFidalgo (1968, 1970, 1974). As primeiras contribuições foram dadas por viajantesestrangeiros (coletores) que vieram ao Brasil a partir de 1809, visitando várias regiõesbrasileiras, entre elas Amazônia e outros estados do norte, Bahia, Rio de Janeiro, SantaCatarina, Goiás e Mato Grosso e todo o material coletado nessa época foi depositado emdiferentes herbários europeus, havendo assim uma distribuição dos exemplares tiposbrasileiros e por conseguinte toda a literatura a respeito, foi publicada em vários países,principalmente na Inglaterra, França e Alemanha. Os fungos superiores pertencem a dois grupos, Ascomycetes e Basidiomycetes. Essaclassificação tem como característica fundamental a presença de ascos e basídios, estruturasde origem sexual contidas nas frutificações e somente visíveis com auxílio de microscópio(Fonseca.1999). O Filo Ascomycota é maior e o mais diverso do reino Mycota contendoaproximadamente 65.000 gêneros reconhecidos. Esse filo inclui uma grande variedade deorganismos conhecidos como fungos-saco ou ascomicetos, cujo nomes comuns de alguns sãoos mofos azuis e verdes, fermento de pão, fermento de cerveja, crespeira, oídios e oscogumelos conhecidos popularmente por nomes comuns, como, fungos-taça, as morelas e astrufas (Luz, 2009). A característica em comum dos membros do divisão Ascomycota, que separa essegrupo dos outros é que eles produzem esporos sexuais chamados ascósporos nascidosendogenamente em células especiais, chamadas ascas, que normalmente, mas nem sempre, 3
  13. 13. contem oito ascósporos. A maioria dos membros de Ascomycota é multicelular, crescemcomo um talo chamado micélio, consistindo em várias hifas. Em alguns casos são unicelularese não possuem micélio, como por exemplo as leveduras ascomicetosas. Alguns ascomicotassão dimórficos, possuindo duas fases, de levedura e filamentosa. Caracteriza-se também porconter micélio septado e tipicamente com raras exeções, não tem grampo de conexão. Acélulas de Ascomycota são eucarióticas, envoltas portanto, com uma parede celular. O Filo Basidiomycota compreende cerca de 22.244 espécies, a estrutura característicadistintiva do grupo é o basídio, uma estrutura especializada na produção de esporos exógenos,chamados basidiósporos, formados como resultado de cariogamia e meiose. De acordo com oaspecto do basidioma, eles são tradicionalmente agrupados como cogumelos (ordemAgaricales), orelhas-de-pau e corticióides (Aphyllophorales), ferrugens e carvões (ordensUredinales e Ustilaginales), além dos fungos gelatinosos, coralóides e os gasteromicetosrepresentados por várias outras ordens. Muitas espécies estão associadas simbioticamente,sendo micorrízicos com as raízes de plantas, poucos gêneros causam doenças em sereshumanos, mas várias espécies são destruidoras de madeira (ROSA, 2002). Dentre o filo Basidiomycota destaca-se os cogumelos aluginógenos e venenosos, atoxicidade desses fungos macroscópicos tem sido relatada há séculos, sendo os primeirosregistros oriundos das civilizações gregas e romanas. A toxicidade pode variar de acordo coma sua idade, local de crescimento, habitat e se consumido cru ou cozido. Entre os cogumelosde maior interesse científico, destacam-se os reponsáveis por afetar o sistema nervoso e,principalmente por causar alucinações, os principais gêneros são Amanita, Psilocybe eCoprinus (Luz, 2008). A habilidade de causar alucinações tem sido um dos mais intrigantesatributos de alguns cogumelos pesquisados os quais tem um longo historico de uso deliberadopara efeitos psíquicos. Os fungos gelatinosos são assim considerados devido à consistência gelatinosa e aoaspecto úmido do basidioma. O grupo é classificado em várias ordens: Tremellales,Auriculariales, Dacrymycetales, Tulasnellales e Ceratobasidiales que são delimitadas pelamorfologia do basídio (BONONI, 1998). Os fungos conhecidos como coralóides podem ser simples ou ramificados, neste caso,assemelhando-se a recifes de coral, sobretudo pelo fato de muitos deles apresentarem coresvivas. Algumas espécies são comestíveis, outras, porém são tóxicas e algumas chegam a servenenosas (BONONI, 1998). Os gasteromicetos compreendem um grupo polifilético caracterizado pelo fato de seusbasidiósporos amadurecerem dentro do basidioma e não serem lançados do basídio de modo 4
  14. 14. ativo, nas formas epígeas, a disseminação dos esporos se dá principalmente pelo vento ou pelaágua e envolve a desagregação do basidioma, alguns são especialmente adaptados para atrairinsetos que auxiliam na dispersão dos esporos, podendo inclusive ser cobertos com umamucilagem que parece aderir os esporos aos insetos, já nas formas hipógeas, certosinvertebrados e mamíferos podem estar envolvidos na disseminação dos esporos e algumastaxas parecem produzir odores que atraem animais que se alimentam desses tecidos dobasidioma e assim liberam e propagam os esporos. Exemplos comuns de gasteromicetosincluem formas globosas, piriformes ou as conhecidas como “estrelas-da-terra” ou ainda os“ninhos-de-passarinho”. (BASEIA, 2000). Ordem Aphyllophorales englobam fungos com holobasídios clavados produzidos emhimênio bem definido, desenvolvido em frutificações tipicamente gimnocárpicas. Neste casoo himênio, unilateral ou anfígeno, esta exposto quando os esporos estão ainda imaturos, aocontrário dos Gasteromycetes cujos esporos maduros e desprendidos dos basídios somente sãoliberados com a ruptura do perídio da frutificação por fatores externos. Textura e formato dobasidiocarpo são muito variados, com a camada himenial lisa, ou na forma de verrugas,dentes, poros ou lamelas. São comuns frutificações ressupinadas, clavadas, lobadas oucoralóides, pediceladas com himênio poroso ou dentado, e em forma de prateleira, os porossão coriáceos ou lenhosos (FONSECA, 1999). Os organismos pertencentes à ordem Agaricales constituem o maior grupo dentro dofilo, onde se encontra cerca de 6.000 espécies, 297 gêneros e 17 famílias, em termosmundiais. Para o Brasil são mencionados 136 gêneros e 1011 espécies. Estima-se que 66%das espécies conhecidas no mundo ocorrem nos trópicos (Souza & Aguiar, 2002). Em sua grande maioria, os Agaricales são notórios por apresentarem basidiomascarnosos e efêmeros. São organismos sapróbios que desempenham no meio ambiente, comoprincipal função, a capacidade de decompor matéria orgânica, disponibilizando carbono,hidrogênio e oxigênio, que são assimilados principalmente pelos organismos produtores dacadeia trófica. Por ser um grande grupo, ocorrem em uma gama de habitats, que vai do árticoaos trópicos, e são encontrados colonizando diversos substratos como solo, troncos, galhos,folhas e fezes. Ocupam vários nichos ecológicos como gramados, matas, cerrado, restinga edunas, onde podem participar de relações sapróbias, mutualistas ou parasíticas. As espéciesdessa ordem são classificadas e descritas, baseando-se, fundamentalmente nos caracteresmorfológicos, anatômicos e micro-químicos dos basidiomas (Souza & Aguiar, 2002). Das cerca de 22.000 mil espécies de Basidiomycota já descritas, apenas por volta de9.000 mil são conhecidas no Brasil, sendo provável que, com a realização de novos 5
  15. 15. levantamentos, esse número venha crescer bastante e novas espécies sejam descritas. Naregião da área abordada no presente trabalho, a diversidade de basidiomicetos macroscópicosé praticamente desconhecida, já que a maioria dos levantamentos brasileiros realizados abordaas regiões Sudeste, especialmente o estado de São Paulo, Nordeste e Sul (Capelari et al.,1998; Fonseca, 1999; Baseia, 2001; Rosa, 2002; Xavier-Santos, 2003).2.1. Cogumelos alucinógenos e venenosos Segundo Christian Cório da Luz a toxicidade dos cogumelos tem sido relatada háséculos, sendo os primeiros registros oriundos das civilizações gregas e romanas. Documentosdo século 5 (cinco) a.C. comprovam envenenamentos acidentais causados por cogumelos,embora haja relatos sobre muitas intoxicações com intuito criminoso. Os cogumelos alucinógenos são aqueles que afetam diretamente no cérebro e ossentidos, o que causa alucinações e delírios, fazendo com que a pessoa veja, escute, cheire ouaté mesmo tente tocar coisas que não existem. Há registro de quatro gêneros de cogumelosalucinógenos: Psilocibe, Panaeolus, Capelandia e Amanita. No Brasil são encontrados doisgêneros que são o Psilocibe e o Panaeolus, porem o tipo mais conhecido é o gênero daAmanita muscari. Eles são coloridos e tem efeito semelhante à droga LSD, porém maisbrando e de duração mais curta. A toxicidade dos cogumelos pode variar de acordo com a suaidade, local de crescimento, habitat e se consumido cru ou cozido ( Luz, 2008). De acordo com o Centro de Vigilância Sanitária Epidemiológica- CVE da Secretaria deEstado da Saúde de São Paulo (2003) existem quatro categorias das toxinas de cogumelos: Veneno protoplasmático: que causa a destruição generalizada de células, seguida defalência dos órgãos; Neurotoxinas: Compostos que causam sintomas neurológicos como intensatranspiração, coma, convulsões, alucinações, excitação, e depressão. Irritantes gastrointestinais: compostos que produzem rapidamente náusea passageira,vômitos, e diarréia. Toxina tipo Dissulfiram: Cogumelos desta categoria geralmente não são tóxicos e nãoproduz sintomas ao menos que seja consumido álcool nas 72 horas após ingeri-los, o quecausa uma síndrome toxica aguda, de curta duração. 6
  16. 16. 2.2. Cogumelos comestíveis Muitos cogumelos são comestíveis e importantes na alimentação humana. Sãoutilizados na culinária de diversos países como, Japão, China, França, os quais se destacampelo seu alto valor nutritivo. Os cogumelos são compostos por 90% de água e os 10 % quesobram apresentão boa quantidade de fibras, proteínas, carboidratos e baixo teor de lipídeos.O primeiro cogumelo a ser cultivado foi Auricularia polytricha, cerca de 600 anos a.C.,conhecido como orelha de pau ou “ Kikurage”. O seguinte foi Flammulina velutipes 900 a.C.O mais comumente comercializado em várias partes do mundo é Agaricus bisporus, chamadode cogumelo botão, “champignom” ou cogumelo de Paris, cujo o cutivo iniciou no ocidente,exatamente na França, nos anos 1600 (Luz, 2008). Há catalogada aproximadamente 2.000 espécies de cogumelos comestíveis, entretantoapenas 25 são frequentemente utilizados na alimentação e este número é ainda menor entre oscogumelos que são cultivados. Os principais cogumelos coméstiveis produzidoscomercialmente no mundo são Agaricus bisporus, Dictyophora indusiata, Pleurotusostreatus, Lentinula edodes, Auricularia polytricha, Volvariella volvacea, Flammulinavelutipes, Tremella fuciformis, Pholiota nameko, Grifola frondosa, Hericium erinaceus,Hypsizygus tessulatus, Boletus edulis, Cantharellus cibarius. (Luz, 2008). 7
  17. 17. A B3. MATERIAIS E MÉTODOS A área estudada abrange a região de Urutaí – GO, localizada entre as cidades de Ipamerie Pires do Rio. Essa área abrange cerca de 626,72 Km2, o qual encobre uma área contendovegetação nativa, incluindo fragmentos de formações florestais e de Cerrado arbóreo-arbustivo, exploração agropecuária e habitações. Foram realizadas 12 coletas aleatórias nos períodos de seca e chuvas durante o ano de2010. As áreas visitadas incluíram-se as diferentes fitofisionomias procurando abranger toda Cárea onde o acesso era possível. A maior parte das amostras foram coletadas na áreas devegetação, localizadas no Instituto Federal Goiano-Campus Urutaí, denominada por mata comintervenção antrópica que possui aproximadamente quatro hectares caracterizada pelapresença de vegetação formando o dossel denso e presença de animais como cavalos e gadospastejando ao interior (Fig 1B) e a segunda denominada pastagem com plantio predominantede capim braquiária havendo a presença de animais (cavalo e gado) (Figura 1C). 8
  18. 18. Figura 1. Áreas das amostras coletadas. A visão aérea da área de coleta. B. mata com intervenção antrópica,C.pastagem . As amostras foram coletadas (removendo o fungo por meio de canivete), foto-documentadas, guarnecidas em embalagens plásticas, levadas para o Laboratório deMicrobiologia, dissecadas em microscópio estereoscópio, e por fim foram preparadas laminassemipermanentes dos basídios e basidiósporos. Em algumas ocasiões o substrato foi coletadojuntamente com as frutificações. Ainda no campo, algumas anotações foram realizadas comoa localidade, fitofisionomia, data, substrato, número de coleta, cor e outros aspectos relevantesdo basidioma. No laboratório as amostras foram herbarizadas em estufa, à temperaturaaproximada de 50 ºC, por cinco dias, e posteriormente acondicionadas em caixas de papelãocontendo naftalina, de organizadas, cadastradas e depositadas na coleção micológica dereferencia do IFGoiano. As espécies coletadas foram detalhadamente examinadas e descritas quanto seuscritérios morfológicos e taxonômicos. Para o estudo das microestruturas foram preparadasraspagens, cortes transversais e longitudinais, feitos à mão livre, seguindo as técnicas deTeixeira (1962). Os macrofungos identificados foram descritos e partir das caracterizações do táxons foirealizado a chave e sinóptica e a chave dicotômica para a identificação dos fungos da regiãode Urutaí, Go. Numa segunda amostragem na área de vegetação semi-decídua realizou-se umcaminhamento de um percurso de 400 metros e neste foram coletados e identificados osmacromicetos, e sobre os valores obtidos e utilizando o programa SPADE foram calculadosos índices de abundância, diversidade, índice de Shannon, riqueza de espécies, índice deSimpson, equitabilidade e dominância. 9
  19. 19. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO Durante as coletas foram recolhidos 54 macrofungos, distribuídos em 21 gênerospertencentes a divisão basidiomycota as quais estão dispostos em 14 famílias (Tab.1) além deum representante não identificado pertencente a divisão Ascomycota. A família Agaricaceaefoi a que apresentou maior número de espécies sendo os principais táxons identificadosAgaricus sp., Bovista sp., Chlorophyllum molybdites e Cystoderma amianthinum (Tabela 1). As famílias que apresentaram maiores porcentagens de incidência foram Agaricaceae,Lentinaceae e Polyporaceae (Tabela 1 e Figura 1), demonstrando assim as famílias de maiorrepresentatividade na região amostrada. Os basidiomicetos identificados nas coletas foram Agaricus sp. (Fig.2), Bovista sp.(Fig.3), Chlorophyllum molybdites(Fig.4), Cystoderma amianthinum (Fig.5), Bolbitiuscoprophilus(Fig.6), Boletus sp.(Fig.7), Coprinus plicatilis (Fig.8), Crepidotus grumosopilosus(Fig.9), Ganoderma sp.(Fig.10), Lentinus crinitus (Fig.11), Hexagonia hydnoides (Fig.12),Stereum rugosum (Fig.13), Lycoperdon lividum (Fig.14), Cyathus striatus (Fig.15), Polyporusarcularius (Fig.16), Trametes sp. (Fig.17), Picnoporus sanguineus (Fig.18), Cymatodermacaperatum (Fig.19), Pisolithus tinctorius (Fig.20), Steccherinum ochaceum (Fig.21) ePsilocybe cubensis (Fig.22). E um ascocarpo em que o táxon não foi identificado (Fig.24). Por meio de algumas características descritivas presentes nas descrições dos táxons epresentes na (Tab. 2) preparou-se a chave sinóptica e a chave dicotômica de identificação doscogumelos encontrados na próxima a cidade de Urutaí.c Chave sinóptica (Paz Lima, ML. e Tobias, AC 2010)Presença de basidiocarpo estipitado: 1, 2, 3, 5, 6, 7, 8, 11, 15, 16.Ausência de basidiocarpo estipitado: 4, 9, 10, 12, 13, 14, 17, 18.Estipe central: 1, 2, 3, 6, 8,Estipe excêntrica: 3, 7, 11,Corpo frutífero camoso:1, 3, 5, 8, 16Corpo frutífero submembranoso: 2, 8,Corpo frutífero piriforme ou globoso: 4, 12, 14Corpo frutífero papiráceo: 6, 10
  20. 20. Corpo frutífero gregários e imbricados: 18Corpo frutífero putrescente: 1, 5, 16Corpo frutífero fino: 7Corpo frutífero espessas e lenhosas: 9, 17Corpo frutífero hirsuto: 10Corpo frutífero flexíveis: 11Corpo frutífero coriáceo: 13, 15Himenóforo do lamelar: 1, 2, 5, 6, 7, 8, 11, 14, 16.Himenóforo contendo poros simples:3, 4, 9, 10, 13, 15, 17, 18.Forma do píleo convexo: 1, 3, 5, 7, 16,Forma do píleo campanulado: 2Forma do píleo ovóide: 4, 12,Forma do píleo infundibuliforme: 6,Forma do píleo cilíndrico: 8Forma do píleo aplano: 9Forma do píleo efuso reflexo: 10,Forma do píleo deprimido: 11Forma do píleo didimado: 13Forma do píleo gasteróide: 14Forma do píleo cônico: 15Forma do píleo ressupinado: 17Forma do píleo séssil: 18Forma do basidiósporo ovóide, elíptico: 1, 2, 6, 7, 9, 17, 18Forma do basidiósporo cilíndrico: 3, 10, 11, 13, 15,Forma do basidiósporo globoso:4, 8, 12, 14,Forma do basidiósporo ovóide: 16,Forma do basidiósporo piriforme: 5Presença de anel universal: 1, 5.Ausência de anel universal: 2, 3, 4, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, 13, 14, 15, 16, 17, 18. 11
  21. 21. Chave dicotômica para identificação taxonômica dos gêneros da Divisão Basidiomycota dos macrofungos da região de Urutaí, GO [Paz Lima, ML. e Tobias, AC 2010)]1. Macrofungos estipitados.........................................................................................................61. Macrofungos não estipitados..................................................................................................22. Corpo frutifero piriforme- globoso.........................................................................................32. Corpo frutifero lenhoso...........................................................................................................42. Corpo frutifero coriaceo.....................................................................Picnoporus sanguineus2. Corpo frutifero imbricado....................................................................................Trametes sp.2. Corpo frutífero espesso e rijo..................................................................................................53. Himenóforo poroso..............................................................Bovista sp.; Lycoperdon lividum3. Himenóforo lamelar.................................................................................Pisolithus tinctorius4. Píleo aplanado.................................................................................................Ganoderma sp.4. Píleo ressupinado................................................Stereum rugosum; Steccherium ochaceum6. Basidiosporo ovóide................................................................................................................76. Basidiosporo cilindricos..........................................Polyporus arcularius;Lentinus crinitus;6. Basidiosporo cilindrico e corpo frutífero carnoso..................................................Boletus sp.6. Basidiosporo piriforme...................................................................Chlorophyllum molybdies6. Basidiosporo eliptico......................................................................Cystodermaamianthinum6. Basidiosporo globoso..................................................................................Coprinusplicatilis6.Basdiosporo flabeliforme..............................................................Crepidotus grumosopilosus7. Presença de anel universal......................................................................................................97. Ausência de anel universal.....................................................................................................88. Píleo convexo.............................................................................................Psilocybe cubensis8. Píleo infundibuliforme..................................................................Cymatoderma coprophilus8. Píleo campanulado................................................................................ Bolbitiuscoprophilus 12
  22. 22. 9. Corpo frutífero carnoso e putrescente.................................................................Agaricus sp. Através da chave sinóptica e dicotômica podemos utilizá-las como artifício paraidentificação de macromicetos próximos a região de Urutaí além das característicasdescritivas ilustradas nas pranchas de fotos (Figuras). Num caminhamento de 400 metros numa área de vegetação semi-descidua doIFgoiano, foram observados 50 indivíduos, e destes foram identificados 13 espécies. Aestimativa riqueza de espécies segundo os coeficientes de Chao, 1984 foi de 17,0 (14-42),Chao1-bc 15,0 (13-29), ACE Chao & Lee, 1992 16,0 (14-29). Carneiro et al. (2010) aoanalisarem a diversidade microbiológica em solos da região de Urutaí obteve maiores valoresde riqueza de espécies de microrganismos do que estes macrofungos analisados. Rosa et al.(2010) relataram que a amplitude da estimativa de espécies de fungos e sementes de plantasdo Cerrado variou de 3 a 117 espécies de fungos, sendo que nesta amostra composta pormacrofungos variou de 14 a 42 espécies. Estas amostras apresentaram o seguinte índice de Shannon MLE 2.3(2,1-2.5),MLE_bc 2.5( 2.2-2.7), Jackknife 2.5( 2,2-2.7) e Chao & Shen 2,5 (2,2-2.7). Carneiro et al.(2010) utilizando estimativas de Chao e Shen também observaram maiores coeficientes deShannon do que estas amostras consideradas, levando a crer que a microbiota do solo foi maisdiversificada do que os macrofungos analisados. As amostras apresentaram o seguinte índice de Simpson MVUE 0.098(0,067-0,13),MLE 0,11680 (0,079-0,153). Continuando a analogia, Carneiro et al. (2010) apresentou nestecaso coeficientes de Simpson MVUE similares aos estudados neste trabalho, indicando que adiversidade de macrofungos e microrganismos do solo possuem a mesma magnitude. 13
  23. 23. Tabela 1. Listagem dos táxons identificados, suas famílias e ordens, gêneros e espécies identificadas, local de coleta e valores de abundância. TÁXONS IDENTIFICADOS Divisao /Família Local de Abundância Ord. Gêneros/ Espécies /Ordem Coleta (%) Agaricus sp. Urutaí, GO 1 Bovista sp. Ipameri, GO 1 1 Agaricaceae Chlorophyllum molybdites Ipameri, GO 1 Cystoderma amianthinum Urutaí, GO 1 2 Bolbitiaceae Bolbitius coprophilus Urutaí, GO 10 3 Boletaceae Boletus sp Ipameri, GO 2 4 Coprinaceae Coprinus Plicatilis Urutaí, GO 1 5 Crepidotaceae Crepidotus grumosopilosus Urutaí, GO 1 6 Ganodermataceae Ganoderma sp. Urutaí, GO 3 Lentinus crinitus Urutaí, GO 2 7 Lentinaceae Hexagonia hydnoides Urutaí, GO 3 Stereum rugosum Urutaí, GO 2 8 Lycoperdaceae Lycoperdon lividum Urutaí, GO 2 9 Nidulariaceae Cyathus striatus Urutaí, GO 1 Polyporus arcularius Urutaí, GO 1 10 Polyporaceae Trametes sp. Urutaí, GO 9 Picnoporus sanguineus Urutaí, GO 4 11 Podoscyphaceae Cymatoderma caperatum Urutaí, GO 3 12 Sclerodermataceae Pisolithus tinctorius Urutaí, GO 1 13 Stereales Steccherinum ochaceum Urutaí, GO 1 14 Strophariaceae Psilocybe cubensis Ipameri, GO 1 15 Basdiomycota não identificado Urutaí, GO 1 16 Ascomycota não identificado Urutaí, GO 1 14
  24. 24. Figura 1. Porcentagem de incidências de famílias e grupos de macrofungos identificados no campus do IFGoiano. 15
  25. 25. Tabela 2. Listagem de caracteres morfológicos dos diferentes gêneros de macrofungos identificados. Presença de Estipe Tipos de Tipos de Presença de anel Ord. Gêneros Corpo frutífero Formas do píleo Posição himenóforos esporos universal 1 Agaricus sp. Presente/Central Carnoso e putrescente Lamelar Convexo Ovóide Presente 2 Bolbitius coprophilus Presente/Central Submembranoso Lamelar Campanulado Ovóide Ausente Presente central a 3 Boletus sp. Carnoso Poroso Convexo Cilindrícos Ausente excêntrico 4 Bovista sp. Ausente Piriforme ou globoso Poroso Amplamente Ovóide Globosos Ausente 5 Chlorophyllum molybdites. Presente Carnoso e putrescente Lamelar Convexo Piriformes Presente 6 Cymatoderma caperatum Presente/Central Papirácea Lamelar Infundibuliformes Ovoide Ausente Convexo a quase 7 Cystoderma amianthinum Presente/ Excêntrico Fina Lamelar Elipticos Ausente plano 8 Coprinus plicatilis Presente/Central Carnoso a membranoso Lamelar Cilindrico Globosos Ausente 9 Crepidotus grumosopilosus Presente Gregários Lamelar Flabeliforme nd. Ausente 10 Ganoderma sp. Ausente Espessas, lenhosas Lamelar Aplanado Ovóide Ausente 11 Hexagonia hydnoides Ausente Hirsuta Lamelar Efuso-reflexo Cilindricos Ausente 12 Lentinus crinitus Presente/Excêntrico Flexivéis Lamelar Deprimido Cilindricos Ausente 13 Lycoperdon lividum Ausente Globoso ou piriforme Poroso Ovoíde Globoso Ausente 14 Cyathus striatus Ausente nd. Lamelar Taça nd. Ausente Cilindrícos a 15 Picnoporus sanguineus Ausente Coriaceae Lamelar Didimado Ausente alantóides 16 Pisolithus tinctorius Ausente Piriforme ou globoso Lamelar Gasteróide Globosos Ausente 17 Polyporus arcularius Presente Coriáceae a carnosa fibrosa Poroso Conico Cilíndrico Ausente Convexo a quase 18 Psilocybe cubensis Presente Carnoso e putrescene Lamelar Ovóide Ausente plano 19 Steccherinum ochaceum Ausente Rijo Poroso Ressupinado Ovóide Ausente 20 Stereum rugosum Ausente Espesso e rijo Poroso Ressupinado Elipticos Ausente Sessil a efuso- Elipticos a 21 Trametes sp. Ausente Gregários Poroso Ausente refluxo cilindrico 16
  26. 26. 4.1. Descrição dos macromicetos identificados. Descrição morfológica de Agaricus sp. (Ordem Agaricales-Família Agaricaceae) A família Agaricaceae é de grande interesse científico, possui muitas espéciesenvolvidas em processos biotecnológicos, espécies de importância gastronômica e outras compropriedades medicinais (Silva & Esposito, 2004; Eira, 2004; Didukh et al., 2003). SegundoKirt et al. (2001), a família compreende 51 gêneros e 918 espécies incluindo gênerosgasteróides e secotiódes. Essa família inclui os cogumelos cujo basidioma é agaricóide(pileado e com estípite), com lamelas livres, raramente adnexas e delgadas. O cogumelo Agaricus sp. da ordem Agaricales foi encontrado sobre folhas e solos emflorestas de mata estacional semi-decídua do IFGoiano - campus Urutaí. Apresenta píleoconvexo, com himênio lamelar, coloração branca a creme, às vezes pode apresentar escamasno centro. O estípite é central, robusto e apresenta anel universal (Fig.2A). O corpo defrutificação é carnoso e putrescente e a esporada são escuras, de marrom-chocolate e preto. OAgaricus sp. apresenta lamelas fendidas longitudinalmente e basídia (Fig.2E). Descrição morfológica de Bovista sp. (Ordem Lycoperdales - Família Lycoperdaceae) Os membros dessa ordem compreendem os fungos chamados de bolas-pafe verdadeiros.Possuem basidioma gasteróide, com ou sem estípite, geralmente puriforme, globoso a oval,gleba pulverulenta no início, geralmente branca, e se forma dentro do basidioma,apresentando cavidades de origem independente alinhadas pelo himênio. O cogumelo Bovista sp. foi encontrado em pastagens, o basidiocarpo é não estipitdo(Fig.3A)., apresenta frutificações não em estromas, com o perídio (exo e endoperídio)abrindo-se de outra maneira, quando maduras; As frutificações são jovens sem camadagelatinosa subperidial; esbranquiçadas ou rosa, tornando-se gradativamente marrons peloamadurecimento, em corte longitudinal, a gleba uniformemente distribuída não apresentaglomérulos; O perídio apresenta consistência mais ou menos elástica e gleba um poucoalgodonosa. 17
  27. 27. Descrição morfológica de Chlorophyllum molybdites (Ordem Agaricales-Família Agaricaceae) A família Agaricaceae inclui os cogumelos cujo o basidioma é agaricóide( pileado ecom estipe), com lamelas livres, raramente adnexas, delgadas, não cerosas, cinza, as vezesbrancas ou rosa quando novas, tornando-se marrom na maturidade.Basidioma com estruturasvolares, anel presente, os basidiosporos de cores variadas, indo do branco, verde claro ápreto.A família contém especies comestiveis e venenosas. O gênero Chlorophyllum molybdites foi encontrado sobre gramas em pequenosgrupos, é um cogumelo grande, com píleo hemisférico (Fig.4A). A tampa é de coresbranquiçada. As brânquias são livres e brancos e muitas vezes com um tom esverdeado.Apresenta anel universal. Descrição morfológica de Cystoderma amianthinum (Ordem Agaricales – Família Agaricaceae) O gênero Cystoderma amianthinum foi encontrado na mata estacional semi-decidua,ele cresce sozinho, disperso ou gregário, geralmente sobre tronco de árvores mortas ,apresenta pileo convexo a quase plano, seca com frequencia um pouco enrugado em padrõesradiais, de coloraçao marrom amarelado ou amarelado, de 2 a 5 cm de diametro (Fig.5A). Oestipe possui de 3-7 cm de comprimento (Fig.5B), os esporos são elipticos. Descrição morfológica de Bolbitius coprophilus (Ordem Agaricales - Família Bolbitiaceae) A família Bolbitiaceae é comparativamente pequena, e geralmente esses fungosapresentam “pileipellis, basidiomas pequenos a médios, de consistência bem frágil. A lamelassão geralmente livres, mas podem ser ligadas como anexas ou adnatas, anel presente ouausente. O gênero Bolbitius coprophilus foi encontrado no campo sobre solo rico, o píleo ésubmembranoso, campanulado, oval ou cônico, fino, e geralmente sulcado- estriado(Fig.5A).. O estipe é central, frágil, cilíndrico e oco (Fig.6B). As lamelas são estritamenteligadas ao estipe, dissolvendo em tempo úmido. O basidiósporo é de coloração marrom-ocre aocre-ferruginoso, liso elíptico, marrom-ferruginoso em massa (Fig.6D). 18
  28. 28. Descrição morfológica de Boletus sp. (Ordem Boletales - Família Boletaceae) A família Boletaceae tipicamente formam um basidioma boletóide, grande, robusto,grosso, carnoso, mole e putrescente, estipe ornamentado (escabroso ou reticulado);himenoforo consistindo sempre em tubos e poros; píleo geralmente em posição central noestipe, algumas vezes excêntrico. O Gênero Boletus sp. Cresce sobre o solo, apresenta o basidioma orbicular, galbro outomentoso. O píleo é carnoso, estipe atarracado e grosso, central a excêntrico, mais ou menosbulboso, freqüentemente reticulado (Fig.7A). O himenóforo é poróide, os tubos são simples,de coloração amarela a amarelo-esverdeados, freqüentemente deprimidos em volta do estipe aquase livres (Fig.7D). Os basidiósporos na maioria das vezes amarronzados, mas podem seramarelos, lisos a ornamentados indistintamente, mais ou menos cilíndricos, subfusóides, aoliva a marrom- oliva em massa. Descrição morfológica de Coprinus Plicatilis (Ordem Agaricales- Família Coprinaceae) Os membros da família Coprinaceae possuem basidiomas finos e geralmente frágeis,cutícula epitelial, frequentemente com camadas velares, estipe em posição central,himenóforo formado por lamelas finas ou sub-decurrentes, não decurrentes, nãodeliquescentes ou algumas vezes deliqüescentes (se dissolvem ou liquefazem) na maturidadeara se tornar um massa tinturada, anel presente ou ausente, impressão de esporos marrom-esfumaçado, marrom-purpura a preta, basidiósporos elípticos com um gemorporo no ápice.São saprófitas encontradas comumente em esterco ou em tronco podre ou sobre o solo, húmuse áreas gramadas. O gênero Coprinus Plicatilis foi encontrado sobre o solo nas áreas de pastagem, opíleo é agaricáceo carnoso a membranoso, mais cilíndrico, ao invés de chato, o estipe écentral, carnoso a fibroso, geralmente separável do píleo, sem anel universal. Apresentalamelas livres e bastante populosas, levemente ligadas ou adnatas, muito finas, deliqüescentesde baixo para cima, geralmente com cistídios grandes, esporos marrom a preto, variável emforma e tamanho. 19
  29. 29. Descrição morfológica de Crepidotus grumosopilosus (Ordem Cortinariales – Família Crepidotaceae) A ordem Cortinariales é uma ordem grande, com muitos gêneros e espécie, cujascaracterísticas são: basidioma agaricóide pequeno e delicado a grande e robusto; himenóforoformado por lamelas, as quais são sempre ligadas no estipe e se tornam pardas ao amadurecer;estipe em posição central, excêntrico, lateral ou ausente. A família Crepidotaceae apresenta basidioma geralmente pleurotóide (forma de lequeou prateleira, mas com lamelas normais no lado de baixo); lamelas decurrentes a poucosinuadas; basidiósporo marrom, marrom canela pálido, amarelado, marrom-amarelada oumarrom- canela. O gênero Crepidotus grumosopilosus foi encontrado na mata estacional semi-decíduaapresentam basidiocarpos solitários a frouxamente gregários, pleurotoides. Píleo com 13-52mm de comprimento e largura < 36 mm, flabeliforme arredondados. Descrição morfológica de Ganoderma sp. (Ordem Ganodermatales - Família Ganodermataceae) A família Ganodermataceae, caracteriza-se por um basidioma pileado, coriáceo comcrosta cerosa, lisa; contexto pálido a marrom-escuro; basidiósporos subglobosos a elípticos outruncados, marrom, com exósporo ornamentado; causam podridão de madeira. Foi encontrado em área de laser do campus IFGoiano o Ganoderma sp. as frutificaçõessão basidiospóricas e não apresentam estípite (Fig.10A), a coloração é marrom escura acreme, apresentam aproximadamente 9 cm de diâmetro e 7 cm de altura, tecido espesso,lenhoso, duro e pesado. Na área superior apresentavam várias tonalidades de marrom, nãoapresentavam brilho, nem a produção de mucilagens, a coloração era zonada e sulcadaconcentricamente, o himenóforo é poroso e apresenta poros circulares (Fig.10B), osbasidiósporos são ovóides (Fig. 10FG). 20
  30. 30. Descrição morfológica de Lentinus crinitus (Ordem Poriales - Família Lentinaceae) Os membros da familia Lentinaceae apresentam basidioma na maioria estipitado oupleurotoide; estipe central ou lateral, as vezes sessil; himenoforo lamelado, geralmentedecurrente; contexto monomitico ou dimitico; baidiosporo balistosporico, hialino a creme,cialindrico, eliptico ou alantoide; depositossio de esporos brancos a creme.Possui novegeneros. Lentinus crinitus é uma espécie bastante comum em todo Brasil e são frequentementeassociados a troncos em decomposição. O gênero L. crinitus foi encontrado sobre troncoscaidos e em lugares ensolarados, apresenta chapéu com estípite excêntrico, lateral,aproximadamente com 6 cm de altura .O corpo frutifero é flexivel a resistente, de corcastanha.O pileo apresenta pêlos reunidos em feixes de 1mm de comprimento (Fig.11C).Descrição morfológica de Hexagonia hydnoides (Ordem Poriales- Familia Polyporaceae) Os fungos poliporáceos, pertencentes são conhecidos popularmente como orelhas depau. Neste Filo, está reunido o que há de mais derivado dentre os organismos do Reino Fungie são denominados fungos verdadeiros. As características fisiológicas que padronizam o filose detêm a uma faixa de temperatura de crescimento entre 20-35ºC, faixa de pH decrescimento entre 2,0 - 8,5 e pH ótimo: 4,5 - 5,5. A característica que fundamenta essasespécies é a formação de estruturas denominadas basídios, células em forma de clava eseparadas do restante do micélio por septos e onde conseqüentemente ocorre a cariogamia e ameiose, originando os esporos ou também denominados Basidiósporos, que se localizamdiretamente na parede dos basídios ou inseridos neles por meio dos esterigmas (1, 2, 3). O gênero Hexagonia hydnoides foi encontrado na mata estacional semi-decidua doInstituto Federal Goiano campus Urutaí .As frutificações se encontram dispostas sobretroncos e ramos (Fig.12A). A coloração é escura, sem estípite, delgadas sublenhosas,menores, com 3 a 15cm de largura. O himênio apresenta poros, marrom-tabaco, não visíveis aolho nu; Superficie superior com pelos duros, aspero ao tato (hirsuto), mais escura do que nohimenoforo, as vezes zonada concentricamente. O himenoforo apresenta poros circulares(Fig.12D). 21
  31. 31. Descrição morfológica de Stereum rugosum (Ordem Poriales - Família Lentinaceae) O gênero Stereum rugosum foi encontrado sobre troncos caidos bastante grossa eresistente, ressupinadas, mas mais frequentemente reflexas ou pileate corticiods comhymenophore lisa, elipsóide e com a alantóide, liso, esporos amilóides. Descrição morfológica de Lycoperdon lividum (Ordem Lycoperdales- Família Lycoperdaceae) Os membros da Ordem Lycoperdales compreendem os fungos chamados de bola-pafeverdadeiras e estrelas da terá. Possuem basidioma gasteróide, com ou sem estipe, geralmentepiriforme, globoso a oval, o peridio externo de alguns, dividindo-se em forma de estrela namaturidade; gleba pulvurulenta no inicio, geralmente branca, e se forma dentro do basidioma,apresentando cavidades de origem independente alinhadas pelo himênio. O gênero Lycoperdon lividum foi encontrado sobre solo em área de pastagem. È umbola-pafe típica com basidioma globoso ou piriforme, pequeno a médio, de base estéril ouestipe ausente (Fig.14E). Descrição morfológica de Cyathus sp. (Ordem Nidulariales - Família Nidulariaceae) O gênero Cyathus striatus foi encontrado no Instituto Federal Goiano na área agrícola,apresenta tipicamente 70-10 mm de altura e 6- 8 mm de largura, mas de tamanho variável, emforma de vaso, a superfície externa é amarelo acinzentado a marrom escuro, desgrenhandopara lanoso, com tufos de pêlos, superfície interna distintamente sulcada ou revestidas ebrilhante.Descrição morfológica de Polyporus arcularius (Ordem Poriales- Família Polyporaceae) A família Polyporaceae caracteriza os fungos por formar um basidioma estipitado,ressupinado, anual ou pereno, duro, com textura lenhosa ou suberoso, dimítico com hifaesqueleto-ligativa:himenoforo tipicamente poroso com tubos crescendo juntos, alinhados,profundos ou, se rasos, estéreis nas margem, sem seta; himênio não espesso: estipe emposição central, lateral ou ausente. 22
  32. 32. O gênero Polyporus arcularius foi encontrado em mata estacional semi-decidua, sobremadeira morta. As frutificações apresentam consistência coriáceae a carnosa fibrosa, acoloração é marrom.O píleo é em forma de funil duro.O himenóforo é poroso. A superfíciesuperior é castanho escuro quando jovens, tornando-se amarelo- marrom em idade,seca,escamosa, margem alinhada com os cabelos bem visíveis; Descrição morfológica de Trametes sp. (Ordem Poriales- Familia Polyporaceae) Os fungos Poriales são os mais óbvios nas arvores velhas vivas ou aprodecidas ou emtroncos. Essa ordem é caracterizada por possuir o himenoforo poroso, lamelado oulabirintiforme (pseudolamelado); basidioma ressupinado a pileado estipitado, tipo prateleiraou telhado. O gênero Trametes sp. foi encontrado sobre troncos caídos, apresenta basidioma anualséssil a efuso-reflexo, liso ou tomentoso; duro, em forma de concha, leque ou telhadoempilhado geralmente zonado concentricamente; contexto branco e levemente colorido,suberoso a duro; himenóforo poroso; poros pequenos, circulares ou alongados; tubos deprofundidades desiguais, friável quando seco; cistídios fusiformes, simples, basidiósporoslisos, hialinos, elípticos a cilíndricos. Descrição morfológica de Pycnoporus sanguineus (Ordem Poriales - Familia Polyporaceae) A família inclui os fungos com basidioma ressupinado a pileado, raramente estipitado,geralmente coriáceo, dimitico; himenóforo formado por tubos e poros, alguns lamelados;basidiósporos hialinos, variáveis em forma de cor, de parede delgada a grossa, amilóides oudextrinoides. Possuem 109 gêneros. O Picnoporus sanguineus é um fungo do tipo saprófita, foi encontrado na mataestacional semi-decidua do Instituto Federal Goiano-Campus Urutaí, suas frutificações seencontram dispostas em prateleiras sobre troncos e ramos. As frutificações apresentam coresvivas, laranja-avermelhadas de 2 a 5 cm de diâmetro, com consistência coriácea, sublenhosaou lenhosa; basidioma em forma de leque , pequeno. O himênio contem poros menores ehimenóforo poros poligonais mais ou menos isodiamétricos. Descrição morfológica de Cymatoderma caperatum (Ordem Stereales – Família Podoscyphaceae) 23
  33. 33. A família Podosyphaceae apresenta basidioma espatulado a infundibuliforme,esipitado, himenoforo tipicamete liso, dimitico, esqueletocistídios presente, basidiosporos nãoamiloides, lisos, hialinos, possui dez generos. O gênero Cymatoderma caperatum apresentam corpos frutiferos infundibuliformes(em forma de funil). De consistencia papirácea, e 5 a 10 cm de diâmetro.Superficie inferiorbranca-creme, com pregas onduladas radiais. Se encontra sobre ramos e troncos emdecomposiçao. Descrição morfológica de Pisolithus tinctorius (Ordem Sclerodermatales - Família Sclerodermataceae) Na Familia Sclerodermataceae, o basidioma é gasterocarpico epigeo, pequeno a grandegloboso, piriforme ou regular, liso, coberto de espinhos ou tuberoso, séssil, as vezes compseudo-estipe; perídio não estratificado, partindo-se irregularmente para expor a gleba. O gênero Pisolithus tinctorius foi encontrado sobre o solo, em matas de eucaliptos,possui o basidioma gasteróide, grande, subgloboso, em forma de basta o ou piriforme,parcialmente subterrâneo; o perídio é membranoso fino, frágil; câmaras glebais espessas,persistentes. Em corte longitudinal, a gleba castanho-amarelada se apresenta com glomérulosde esporos (peridíolos) dispersos entre a trama. Ao envelhecerem tornam-se pulverulentos, apartir do ápice, degradando-se tanto perídio como trama. Descrição morfológica de Steccherinum ochaceum (Ordem Stereales-Família Stecchianaceae) A família Stecchianaceae apresenta basidioma ressupinado a reflexo ou pileado,dimitico, esqueletocistidios presentes, incrustados, himenoforo dentado a poróide,basidiosporos hialinos, cilindricos, lisos, não amilolóides. O gênero Steccherinum ochaceum foi encontrado na mata estacional semi-decidua doInstituto Federal Goiano- Campus Urutaí, disposto sobre madeira, ele apresenta basidiomaséssil, reflexo ou lateralmente subestipitado, geralmente rijo e fibroso, as vezes subcarnoso,cistidios comuns, esporos hialinos ovóides e oblongos. Descrição morfológica de Psilocybe cubensis (Ordem Agaricales- Familia Strophariaceae) 24
  34. 34. O gênero Psilocybe cubensis foi encontrado sobre esterco de bovinos, apresenta chapéucom estípite central, o corpo frutífero é carnoso-putrescentes a carnoso-fibrosos (fig.21A). Aesporada é escura, de marrom- chocolate a preto (Fig.22D). O Chapéu é convexo a quaseplano, de cor palha, tornando-se azul por pressão. A altura é até 10cm, são fungosalucinógenos. É uma espécie de cogumelos psicadélicos cujo princípio ativo são compostospsilocibina e psilocina. Estudos antropológicos demostram a utilização de cogumelos aluginogenos da especiePsilocybe sp. em rituais religiosos onde os povos consumidores buscavam uma revelaçaodivina. Esses cogumelos eram utilizados por indios mexicanos Os ingredientes ativosencontrados nos cogumelos alucinogenos são derivados da psilobina e psilocina.A psilobina éencontrada em maior frequencia quando comparada a psilocina, embora ambos apresentamefeitos semelhantes. Cerca de 4 a 8 mg de psilobina purifuicada proporciona os mesmosefeitos alucinógenos da ingestao de 20 mg de cogumelos frescos. 25
  35. 35. Figura 2. Aspectos morfológicos de Agaricus sp. A. região himenial e véu universal, (Barr= µm), B. Superfície do píleo de aparência escamosa, (Barr= µm), C. Basidiósporos, (Barr= µm) D. Basidiocarpo, (Barr= µm), E. Lamelas fendidas longitudinalmente e presença de basídia, (Barr= µm). 26
  36. 36. A B C DFigura 3. Aspectos morfológicos de Bovista sp. A. Basidiocarpo não estipitado, (Barr= µm), B. Corte transversal do basidiocarpo, (Barr= µm), C. Tecido fúngico localizado próximo ao píleo, (Barr= µm) D. Detalhe da espessura do tecido pileal (Barr= µm). 27
  37. 37. A B C DFigura 4. Aspectos morfológicos de Chlorophyllum molybdites. A. Basidiocarpos e detalhe do anel universal (Bar= µm), B. região lamelar (Bar= µm), C. lamelas fendidas longitudinalmte (Bar= µm), D. basidióspors piriformes(Bar= µm). . 28
  38. 38. A B C DFigura 5. Aspectos morfológicos de Cystoderma amianthinum. A Basidiocarpo disposto sobre madeira (bar= mm), B. Basidiocarpo com estipe alongada e escura (bar= mm), C. basidiocarpo (bar= mm), D. região do himênio lamelar ondulado (bar= mm). 29
  39. 39. A B C D EFigura 6. Aspectos morfológicos de Bolbitius coprophilus. A. basidiocarpo estipitado em serrapilheira (bar= mm), B. basidiocarpos emergindo a partir de uma mesma volva (bar= mm), C. himênio de coloração marron e lamelar (bar= mm), D. região do ápice da estipe e região do himêmio lamelar (bar= mm), E. basidiósporos (bar= µm). 30
  40. 40. A B C DFigura 7. Aspectos morfológicos de Boletus sp. A. Basidiocarpo estipitado, (Barr= mm), B. Corte transversal do basidiocarpo, (Barr= mm), C. Região do himênio poroso e estipitado, (Barr= mm) D. Himenóforo poroso, (Barr= mm). 31
  41. 41. AA B C DFigura 8. Aspectos morfológicos de Coprinus plicatilis A. basidiocarpo estipitado. B. região lamelar. C.Lamelas . D. poros longoexagonais (Favolóides). 32
  42. 42. A B C DFigura 9. Aspectos morfológicos de Crepidotus grumosopilosus. A. basidiocarpo de coloração esbranquiçada no substrato, B Basidiocarpo após o corte de coloração creme, C. himenio lamelar, D. detalhe das lamelas do himenio. 33
  43. 43. A B C D AE F GFigura 10. Aspectos morfológicos de Ganoderma sp. A. Basidiocarpo não estipitado (Barr= µm), B. detalhe região porosa do himênio, C. tecido do basidiocarpo filamentoso, e D. Poros circulares do himênio (Barr= µm), E. hifas escuras e filamentosas do basidiocarpo (Barr= µm), F. Hifa feosseptada (Barr= µm), F. e G. basidiósporos (Barr= µm). 34
  44. 44. A B C D EFigura 11. Aspectos morfológicos de Lentinus crinitus. A. basidiocarpo no substrato, (Barr= µm), B. basidiocarpo estipitado com os bordos do píleo dobrados abaixo, (Barr= µm), C. superfície do píleo verrugosa e estrigosa, (Barr= µm), D. corte longitudinal do basidiocarpo, (Barr= µm), E. himênio lamelar. (Barr= µm). 35
  45. 45. A B C DFigura 12. Aspectos morfológicos de Hexagonia hydnoides A. Basidioma (Barr= mm), B. Corte transversal do basidiocarpo (Barr= µm), C. Superfície filamentar do píleo (Barr= µm), D. himênio poroso e circular (Barr= µm). 36
  46. 46. A B C DFigura 13. Aspectos morfológicos de Stereum rugosum A. basidiocarpo no substrato, (Barr= µm),B. basiciocarpo apresentando mudança de coloração-creme (Barr= µm), C. himênio do basidiocarpo (Barr= µm), D. himênio poroso e circular (Barr= µm)... 37
  47. 47. A B C D EFigura 14. Aspectos morfológicos de Lycoperdon lividum. A. basidiocarpo sobre a superfície do solo (Bar= mm), B. basidioma gasteróide (Bar= mm), C. Corte transversal do basidiocarpo (Bar= mm), D. detalhe do tecido interno do basidiocarpo (Bar= mm), E. basidiósporos esféricos e hialinos (Bar= µm) 38
  48. 48. A BFigura 15. Aspectos morfológicos de Cyathus sp. A. Basidiocarpos distribuidos na superfície de solo cultivado em sistema de pivô central. B. basidiocarpos contendo microbasidiocarpos contidos no seu interior (seta). 39
  49. 49. A B C DFigura 16. Aspectos morfológicos de Polyporus arcularius. A. basidiocarpo estipitado no substrato (Bar= mm), B. região himenial do basidiocarpo (Bar= mm), C. superfície pilosa do píleo (Bar= mm), D. poros longoexagonais ondulados (Favolóides) (Bar= mm). 40
  50. 50. A B C D EFigura 17. Aspectos morfológicos de Trametes sp. A. basidiocarpo (orelha-de-pau) inserido no substrato, B. observação do himênio irregular (Barr= µm), C. região do píleo do basidiocarpo (Barr= µm), D. região porosa (Bar= µm), E. himênio apresentando poros poligonais (Barr= µm). 41
  51. 51. A B CFigura 18. Aspectos morfológicos de Picnoporus sanguineus A. Basidiocarpo (orelha de pau) sobre o tronco (Barr= mm), B. Basidiocarpo didimado e nao estipitado (Barr= mm), C. Basidiósporo esferico e de superficie equinulada (Barr= µm). 42
  52. 52. A B CFigura 19. Aspectos morfológicos de Cymatoderma caperatum. A. basidiocarpo de pileo irregular (bar= mm), B. basidiocarpo estipitado e região lamelar (bar= mm), C. himenio lamelar amplamente espaçado (bar= mm). 43
  53. 53. A B C DFigura 20. Aspectos morfológicos de Pisolithus tinctorius. A. base do basidiocarpo pulverulento (Barr= mm), B. Tecido interno do basidiocarpo (Barr= mm), C. e D. Lamelas anastomosada (Barr= mm). 44
  54. 54. A B C DFigura 21. Aspectos morfológicos de Steccherinum ochaceum. A e B. basidiocarpo sobre a madeira de organizacao irregular. C. basidiocarpo ressupinado. D. himenio com poros losangulares. 45
  55. 55. A B C DFigura 22. Aspectos morfológicos de Psilocybe cubensis A. Corpo frutífero carnoso- putrescente(Barr= µm),B. Região lamelar (Barr= µm), C. Lamelas fendidas longitudinalmente e presença de basídia(Barr= µm), D.Basidiósporos(Barr= µm). 46
  56. 56. A B C D EFigura 23. Basidiomiceto orelha de pau de espécie desconhecida.A. basidiocarpo inserido no substrato, B. regiao do pileo apresentando duas coloracões, C. regiao himenial de coloracao creme, D. aspecto filamentoso do himenio, E. himenio irregular. 47
  57. 57. A B C DFigura 24. Cymatoderma sp. A. ascocarpo coloração branca emergindo em um graveto, B. ascocarpo apósretirada mudando, C. himenio, D. detalhe da superficie do himenio filamentar e de coloracao creme. 48
  58. 58. 5. CONCLUSÕES Através deste trabalho foi possível verificar a diversidade de macro fungos presentesna reigão de urutaí, tal como os táxons mais frequentes. Durante os períodos de coletas aleatórias dentre os macrofungos a divisão maisfrequentemente observada foi a divisão basidiomicota e dentro desta a família Agaricaceae foia que apresentou maior número de representantes nas amostras coletadas. Foi verificada dificuldade de obtenção da “esporada-basídias e basidiósporos” paracaracterização microscópio, tal como esta apresentou pouca variação morfológica, logo poucarelevância para distinção microscópica dos macrofungos. Assim, a morfologia basidiospóricaapresentou pouca relevância para distinção e agrupamento das amostras analisadas. Através do coeficiente de Chao foi possível verificar a estimativa riqueza de espéciesna vegetação semi-descidua do IFgoiano-Campus Urutaí que variou de 14 á 42 macrofungos,sendo que Carneiro et. al (2010) ao analizarem a diversidade microbiologica em solos daregião de Urutaí, GO obteve valores maiores de riquesas de espécies levando a crer que amicrobota do solo foi mais diversificada que os macrofungos analisados. 49
  59. 59. 6. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASALEXOPOULOS, C.J., MIMS, C.W., BLACKWELL, M. Introductory Mycology. 4 ed., Wiley, USA, 1996,869p.BASEIA, I.G. Gasteromycetes (Basidiomycota) em áreas de cerrado do estado de São Paulo, Brasil. Doutoradoem Botânica, Instituto de Biociências, Universidade de São Paulo, São Paulo. 2000. 250p.BONONI, V. L. R. Zigomicetos, Basidiomicetos e Deuteromicetos: noções básicas de taxonomia e aplicaçõesbiotecnológicas. São Paulo: Instituto de Botânica. 184p,1998.CAPELARI, M., GUGLIOTTA, A.M., FIGUEIREDO, M.B. O estudo de fungos macroscópicos no estado deSão Paulo. In: JOLY, C. A.; BICUDO, C. E. M. (Orgs.) Biodiversidade do estado de São Paulo, Brasil: síntesedo conhecimento ao final do século XX, 2: Fungos macroscópicos e plantas. São Paulo: FAPESP. 1998. 79p.CARLILE, M. J; WATKINSON. S. C. The Fungi. Londres: Academic Press, 500p,1994.CARNEIRO, S.G., TOBIAS, A.C., AZEVEDO, L.C.B., PAZ LIMA, M.L. Diversidade micológica emdiferentes sistemas de uso do solo no município de Urutaí, GO. In: VI Congresso Brasileiro de Micologia.Brasília, DF, CD-Room, 2010.ESPÓSITO, E.; AZEVEDO, J. L. 2004. Fungos: uma introdução à biologia, bioquímica e biotecnologia. Ed.FONSECA, M. P. 1999. Aphyllophorales lignocelulolíticos da reserva biológica do alto da serra deParanapiacaba, Santo André, SP. Doutorado em Botânica, Universidade de São Paulo. São Paulo, SP, 292p.GUERRERO, R.T. e HMRICH, M.H. Fungos macroscópicos comuns no Rio Grande do Sul- 2. Ed.-PortoAlegre: Ed. Universidade/UFRS, 1999.GUGLIOTTA, A.M.; CAPELARI, M. Taxonomia de basidiomicetos. In: BONONI, V. L. R.; GRANDI, R. A. P.(org.). Zigomicetos, basidiomicetos e deuteromicetos: noções básicas de taxonomia e aplicações biotecnológicas.Instituto de Botânica, São Paulo, SP. 1998. 68-105pp.KENDRICK, B. The fifth Kingdom. - Third edition, Focus publishing. R. Pullins co. 2001. 400p.LUZ, W.C; INÁCIO, C. A. Taxonomia de Ascomicetos. Passo Fundo RS.2009. 1-9p.MATHEUS, D.R.; OKINO, L.K. Utilização de basidiomicetos em processos biotecnológicos. In: BONONI, V.L. R.; GRANDI, R. A. P. (Org.). Zigomicetos, basidiomicetos e deuteromicetos: noções básicas de taxonomia eaplicações biotecnológicas. Instituto de Botânica, São Paulo, SP. 1998. 107-139 pp.MELO, N.F.V. Urutaí: Revelando sua história. Prefeitura Municipal de Urutaí, Secretaria Municipal deEducação, 1995.RAVEN, P.H.; EVERT, R.F.; EICHHORN, S.E. Biologia Vegetal. Guanabara Koogan, 6ª edição, Rio deJaneiro, RJ. 906 p. 2001.ROSA, F.O., SEVERO, V.R.S., GUIMARÃES, G.R., AZEVEDO, L.C.B., PAZ LIMA, M.L. Diversidade defungos associados a sementes e frutos de plantas do Cerrado.In: 43º. Congresso Brasileiro de Fitopatologia,Cuiabá, MT, CD-Room, 2010.ROSA, L.H. Diversidade de fungos Agaricales (Basidiomycota) em dois fragmentos de Mata Atlântica do estadode Minas Gerais. Dissertação de mestrado, Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de MinasGerais. Belo Horizonte, MG. 199p. 2002.SILVEIRA, V. D. Micologia. 5. ed. Rio de Janeiro: Âmbito Cultural, 322p, 1995.TEIXEIRA, A.R. As microestruturas do basidiocarpo e sistemática do gênero Fomes (Fries) Kickx. Rickia v.1:13-93 1962.VARGAS, M.A.T. e HUNGRIA, M. Biologia dos solos dos cerrados. Embrapa CPAC, Planaltina, DF, 1997.XAVIER-SANTOS, S. Diversidade, isolamento em cultura e perfil enzimático de fungos decompositores demadeira da estação ecológica do noroeste paulista – São José do Rio Preto / Mirassol, SP. Doutorado emBotânica. Instituto, Rio Claro. São Paulo. 2003. 50

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