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1. INTRODUÇÃO         A soja ( Glycine max (L) Merrill ) que hoje cultivamos é muito diferente dos seusancestrais, que era...
folha, de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, com correspondente presença de estruturareprodutiva (urédia) na face in...
Em 1900 e 1901, o Instituto Agronômico de Campinas, SP, promoveu a primeiradistribuição de sementes de soja para produtore...
áreas de pesquisa contribuíram diretamente para a rápida expansão da área cultivada e daprodução (NUNES JR et al., 2003). ...
causa danos elevados, ocorre em condições de temperaturas amenas (média abaixo de 25 oC)e umidade relativa elevada, estand...
de 2010, foram relatados 1123 focos de ferrugem, sendo que no Rio Grande do Sul o númerode focos chega a 79 (EMBRAPA, 2012...
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aos ciclos das ferrugens são conhecidos em P. pachyrhizi: urediniósporos (II) e telióporos(III). Os urediniósporos (15-24 ...
(triazol) , tetraconazol (triazol) , epoxiconazol (triazol) + piraclostrobina (estrobilurina) ,ciproconazol (triazol) + tr...
ferrugem (presença do fungo na região, idade das plantas e condição climática favorável), alogística de aplicação (disponi...
quantitativa) (ARIAIS et al., 2010). Recomenda-se que nos programas de melhoramentogenético, para a resistência genética à...
incidência atingir 100%, não haverá mais crescimento espacial e, a partir daí, a evolução dadoença em função do tempo dará...
3. MATERIAL E MÉTODOS3.1 Experimento no campo:       O experimento foi conduzido na Fazenda Palmital (rodovia Geraldo Silv...
(thiamethoxam + cipermetrina) sendo aplicado com a bomba costal. Outras aplicações deinseticidas foram realizadas com o me...
A partir dos dados de severidade calculou-se a área abaixo da curva de progresso dadoença (AACPD) (CAMPBELL & MADDEN, 1990...
Tabela 1. Croqui e listagem dos genótipos de soja (Glycine max) tardios distribuídosespacialmente nos blocos, na área Expe...
Tabela 2. Croqui e listagem dos genótipos de soja (Glycine max) tardios distribuídosespacialmente nos blocos, na área Expe...
4. RESULTADOS E DISCUSSÃO                                         50                                         45           ...
Procurando apontar marcadores fenotípicos com parâmetros sanitários e de produçãocaracterizou-se o germoplasma quanto aos ...
Os genótipos precoces apresentaram em sua maioria datas de florescimentossuperiores a 50 dap (47 parcelas), quanto os genó...
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Tabela 3. Médias dos valores de área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD),rendimento, número de nós por planta, ...
O genótipo P24 apresentou a maior área abaixo da curva do progresso da ferrugemasiática   (AACPFA=953,2)       diferindo  ...
Tabela 4. Coeficientes de correlação de Pearson entre as variáveis sanitárias (área abaixo dacurva de progresso da doença ...
Figura 6. Representação dos maiores e menoresvalores AACPD dos genótipos precoces (P)e tardios (T).Figura 7. Representação...
precoces, apresentaram as maiores produtividades. Esse resultados semelhantes com osresultados de SILVA et al., 2007, onde...
5. CONCLUSÕES         O relacionamento de parâmetros de sanitários com parâmetros de produção permite oreconhecimento e id...
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAGRIOS, G. N. 2005. Plant Pathology (5th Ed.). Amsterdam, Elsevier Academic Press.ALEXOPOULOS...
BOARD, J. E., A. T. WIER, and D. J. BOETHEL. 1994. Soybean yield reductions causedby defoliation during mid to late seed f...
EMBRAPA SOJA; Tecnologia de Produção de Soja Região Central do Brasil 2004.http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/Fon...
GODOY, C. V., A. M. FLAUSINO, L. C. M. SANTOS, e E. M. DEL PONTE. 2009.Eficiência do controle da ferrugem asiática da soja...
RAMOS, J. P., L. S. DOMINGUES, D. DEBONA, D. D. FAVENA, A. MANFIO, G. LENZ,E R. S. BALARDIN. 2009. Arranjo populacional no...
YORINORI, J. T.; et al. Epidemics of soybean rust (Phakopsora pachyrhizi) in Brazil andParaguay. Plant Disease, 89:675-677...
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  1. 1. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí Curso de Agronomia GUILHERME MARQUES OLIVEIRA PARÂMETROS DE PRODUÇÃO VERSUS A RESISTÊNCIA A FERRUGEM-ASIÁTICA (Phakopsora pachyrhizi) EM GENÓTIPOS TARDIOS, SEMI-TARDIOS E PRECOCES DE SOJA (Glycine max). URUTAÍ - GO 2012 1
  2. 2. Ministério da Educação Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí Curso de Agronomia GUILHERME MARQUES OLIVEIRAPARÂMETROS DE PRODUÇÃO VERSUS A RESISTÊNCIA A FERRUGEM-ASIÁTICA(Phakopsora pachyrhizi) EM GENÓTIPOS TARDIOS, SEMI-TARDIOS E PRECOCES DE SOJA (Glycine max). Trabalho de conclusão de curso apresentado como exigência para obtenção do grau de Bacharel em Agronomia curso ofertado pelo Instituto Federal Goiano – Campus Urutaí. Orientador: Dr. Milton Luiz da Paz Lima. URUTAÍ - GO 2012 ii
  3. 3. GUILHERME MARQUES OLIVEIRAPARÂMETROS DE PRODUÇÃO VERSUS A RESISTÊNCIA A FERRUGEM-ASIÁTICA(Phakopsora pachyrhizi) EM GENÓTIPOS TARDIOS, SEMI-TARDIOS E PRECOCES DE SOJA (Glycine max). BANCA EXAMINADORA _______________________________________ D.Sc. Osvaldo Toshiyuki Hamawaki (Revisor) _______________________________________ M.Sc. Ana Paula Pelosi (Revisor) _______________________________________ D.Sc. Milton Luiz da Paz Lima (Orientador) Data da Defesa: Urutaí, 04 dejulho de 2012. iii
  4. 4. DEDICATÓRIA:À todos os meus familiares e amigos, quesempre me apoiaram , tiveram ao meu lado, etorceram pelo meu sucesso, e me ensinaram anunca desistir dos nossos sonhos. iv
  5. 5. “Deus não escolhe os capacitados”, apenas capacita os escolhidos”. Thomas Huxley v
  6. 6. AGRADECIMENTOSA DEUSÀ minha família, em especial a meus pais, Juscelino Bernardo de Oliveira e Maria Maroni MarquesOliveira.Ao meu irmão Cairo Marques Oliveira.À minha avó, Iolanda Pereira Caixeta (in memorian).Á minha namorada Silvana Rodrigues Vaz.Aos meus colegas e amigos, que me acompanharam durante todo o curso.Ao meu professor e orientador Milton Luiz da Paz Lima.Aos meus professores.Á todos os meus amigos e parentes que torceram pelo meu sucesso.Ao Programa de Melhoramento de Soja de Universidade Federal de Uberlândia pelo acesso dosgenótipos de soja. vi
  7. 7. RESUMOOLIVEIRA, G.M. Parâmetros de produção versus a resistência a ferrugem-asiática (Phakopsorapachyrhizi) em genótipos tardios, semi-tardios e precoces de soja (Glycine max). Trabalho deConclusão de Curso. 46 p. 2012.A ferrugem-asiática-da-soja (Phakopsora pachyrhizii) é amplamente disseminada em todas asregiões produtoras de soja no país, provocando expressivas perdas de rendimento nos cultivoscomerciais. O objetivo deste trabalho foi relacionar parâmetros sanitários e de rendimento degenótipos de soja precoces, semi-tardios e tardios. Cinquenta e cinco genótipos de soja precoces etardios foram avaliados a campo, na safra 2011-2012 na Estação Experimental da Faz. Palmital doIFGoiano. O experimento foi em blocos casualizados com três repetições, sendo avaliado 174unidades experimentais. Avaliou-se a severidade a partir dos 27 dias após o plantio (dap),intercalando sete dias de avaliação, totalizando 13 avaliações. O rendimento foi avaliado aos 140dap, sendo obtida as seguintes variáveis dependentes: rendimento (kg/ha), número de nós.planta-1,número de vagens.planta-1, número de grãos.planta-1 e peso 100 sementes. O genótipo P24apresentou a maior área abaixo da curva do progresso da ferrugem asiática (AACPFA=953,2)diferindo estatisticamente das demais; este mesmo genótipo apresentou a menor média de índiceprodutivo (85,7 vagens.planta-1), e comparativamente o genótipo T6 apresentou o maior número devagens.planta-1, e consequentemente a menor AACPD (481,8). Aumentando a AACPD dosgenótipos precoces, semi-tardios e tardios de soja reduziu o número de vagens por planta em 48 %(r=-0.4815**). O relacionamento de parâmetros de sanitários com de produção permite oreconhecimento e identificação de genótipos ora resistentes ora tolerantes a ferrugem asiática. Osrelacionamentos apontam níveis de ligação entre as variáveis, permitindo a reflexão de outros fatoresassociados a expressão da resistência e os níveis de perda.Palavras-chave: ferrugem, correlação, produtividade vii
  8. 8. SUMÁRIOAGRADECIMENTOS ............................................................................................................................... VIRESUMO ................................................................................................................................................... VIILISTAGEM DE FIGURAS ........................................................................................................................ IXLISTAGEM DE TABELAS ....................................................................................................................... IX1. INTRODUÇÃO ........................................................................................................................................ 12. REVISÃO DE LITERATURA ................................................................................................................. 22.1. HISTÓRIA ............................................................................................................................................. 22.2. CENÁRIO ECONÔMICO ..................................................................................................................... 32.3. DOENÇA ............................................................................................................................................... 42.4. PATÓGENO .......................................................................................................................................... 72.5. CONTROLE .......................................................................................................................................... 83. MATERIAL E MÉTODOS .................................................................................................................... 133.1 EXPERIMENTO NO CAMPO ................................................................................................................ 133.2 CONDUÇÃO DO EXPERIMENTO ....................................................................................................... 133.3 ANÁLISE ESTATÍSTICA ..................................................................................................................... 144. RESULTADOS E DISCUSSÃO ............................................................................................................ 185. CONCLUSÕES ...................................................................................................................................... 316. ASPECTOS FORMATIVOS.................................................................................................................. 317. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS.................................................................................................... 32 viii
  9. 9. LISTAGEM DE FIGURASFigura 1. Escala diagramática utilizada para avaliação da severidade da ferrugem asiática(Phakopsora pachyrhizi), nos genótipos analisados (proposta por Godoy, 2006). ............................. 15Figura 2. Frequência observada da cor da flor de genótipos de soja precoces (A) e tardios (B); cor dapubescência de genótipos precoces (C) e tardios (D); data da floração de genótipos precoces (E) etardios (F). ............................................................................................................................................ 18Figura 3. Frequência observada da data de maturação genótipos de soja precoces (A) e tardios (B);altura de plantas no florescimento dos genótipos precoces (C) e tardios (D); altura de planta namaturação de genótipos precoces (E) e tardios (F). ............................................................................. 21Figura 4. Frequência observada da altura da inserção de genótipos de soja precoces (A) e tardios(B). ....................................................................................................................................................... 23Figura 5. Modelagem por regressão linear e dispersão dos valores de área abaixo da curva deprogresso da doença (AACPD) com valores de rendimento de todos os genótipos de soja analisados............................................................................................................................................................... 24 LISTAGEM DE TABELASTabela 1. Croqui e listagem dos genótipos de soja (Glycine max) tardios distribuídos espacialmentenos blocos, na área Experimental da Fazenda Palmital, ano agrícola 2011/12*. ................................ 16Tabela 2. Croqui e listagem dos genótipos de soja (Glycine max) tardios distribuídos espacialmentenos blocos, na área Experimental da Fazenda Palmital, ano agrícola 2011/12*. ................................ 17Tabela 3. Médias dos valores de área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD),rendimento, número de nós por planta, número de grãos por planta e peso de 100 sementes emdiferentes genótipos precoces (Pn) e tardios (Tn)................................................................................ 26Tabela 4. Coeficientes de correlação de Pearson entre as variáveis sanitárias (área abaixo da curvade progresso da doença - AACPD) e de rendimento (rendimento (kg/ha), Número de nós.planta-1,Número de vagens.planta-1, Número de grãos.planta-1 e Peso 100 sementes). .................................... 28 ix
  10. 10. 1. INTRODUÇÃO A soja ( Glycine max (L) Merrill ) que hoje cultivamos é muito diferente dos seusancestrais, que eram representados por plantas rasteiras que se desenvolviam na costa leste daÁsia, principalmente ao longo do Rio Yang Tse, na China. Sua evolução começou com oaparecimento de plantas oriundas de cruzamentos naturais entre duas espécies de sojaselvagem que foram domesticadas e melhoradas por cientistas da antiga China. A soja chegouao Brasil através dos Estados Unidos, em 1882. E hoje, após um célebre expansão nas áreasde cultivo do país, é o segundo maior produtor de soja do mundo. A grande expansão da área cultivada no mundo proporcionou uma disponibilidade desubstrato para desenvolvimento e co-evolução parasitários de muitos patógenos, promovendodesta forma, o aumento do número e severidade das doenças que afetam a cultura, sendo maisde 100 espécies de patógenos relatados, dos quais, cerca de 35 são de grande importânciaeconômica. Várias doenças se destacaram para a cultura da soja como o cancro da haste,nematóide do cisto, doenças de final de ciclo (míldio, oídio, antracnose, septoriose), noentanto, a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi Syd. & P. Syd., 1914) considerada atépouco tempo como uma doença emergente no Brasil, tem sido destaque, no sistema deprodução devido seus expressivos danos provocados nas lavouras afetadas (NUNES JR et al.,2003). A importância da ferrugem-asiática no Brasil pode ser avaliada pela sua rápidaexpansão, virulência e pelo montante de perdas causadas às produções (MAGNANI et al.,2008). A ferrugem-asiática foi relatada pela primeira vez no Japão, em 1902, e descrita em1914, contudo, espantosamente espalhou por diversos países do sudeste da Ásia. Nocontinente americano, o primeiro registro ocorreu em Porto Rico, em 1976. referencia Na safra 2000/2001, ano de primeiro registro na América do Sul da ferrugem-asiáticasendo constatada no Estado do Paraná, disseminando-se rapidamente para outros Estados doBrasil, ocasionando perdas de até 100% da produção. Na safra brasileira de 2007/2008,estimou-se que os prejuízos causados pelo fungo foram de 418,5 mil ton, representando 1 %da produção nacional, exibindo financeiramente um prejuízo de US$ 204,5 milhões, quesomado ao gasto para o controle da doença, resultou em um custo total de US$ 1,97 bilhão(NUNES JR et al., 2003). Os sintomas da ferrugem podem aparecer em qualquer estádio de desenvolvimento daplanta, como em cotilédones, folhas e hastes, sendo mais frequente nas folhas. Os primeirossintomas são caracterizados por minúsculos pontos mais escuros do que o tecido sadio da 1
  11. 11. folha, de coloração esverdeada a cinza-esverdeada, com correspondente presença de estruturareprodutiva (urédia) na face inferior da folha (NUNES JR et al., 2003). O processo infeccioso inicia quando os urediniósporos germinam e produzem um tubogerminativo que cresce através da superfície da folha até se formar um apressório. Apenetração ocorre diretamente através da epiderme, ao contrário das outras ferrugens quepenetram através dos estômatos. O vento é a principal forma de disseminação desse patógeno,que só sobrevive através da produção de estruturas sexuais (teliósporos) epifiticamente sobreos órgãos vegetais, ou desenvolvendo-se parasiticamente em tecido de hospedeiros vivos (plantas de famílias botânicas relacionadas) (NUNES JR et al., 2003). A ausência de cultivares resistente faz que o manejo da cultura, por meio de aplicaçãode defensivos, seja uma alternativa que viabiliza o plantio. Atualmente 28 fungicidasencontram-se registrados para o controle da doença, sendo a maioria representada pelo grupodos triazóis e misturas de triazóis e estrobilurinas, e mais recentemente triazóis ebenzimidazóis (CANTERI et al., 2005). As cultivares de ciclo precoce apresentaram reduções de produtividade inferiores às deciclo tardio (OLIVEIRA et al., 2005), devido a fatores relacionados a fisiologia e capacidadede conversão no período de cultivo. O objetivo deste trabalho foi avaliar o relacionamento de parâmetros de produção coma resistência a ferrugem-asiática (Phakopsora pachyrhizi) de genótipos tardios, semi-tardios eprecoces de soja (Glycine max).2. REVISÃO DE LITERATURA2.1. HISTÓRIA A soja [Glycine max (L.) Merrill] foi introduzida ao Brasil via Estados Unidos, em1882. Gustavo Dutra, então professor da Escola de Agronomia da Bahia, realizou osprimeiros estudos de avaliação de cultivares introduzida daquele país. Em 1891, testes deadaptação de cultivares semelhantes aos conduzidos por Dutra na Bahia foram realizados noInstituto Agronômico de Campinas, Estado de São Paulo (SP). Assim como nos EstadosUnidos, a soja no Brasil dessa época era estudada mais como cultura forrageira -eventualmente também produzindo grãos para consumo de animais da propriedade - do quecomo planta produtora de grãos para a indústria de farelos e óleos vegetais. 2
  12. 12. Em 1900 e 1901, o Instituto Agronômico de Campinas, SP, promoveu a primeiradistribuição de sementes de soja para produtores paulistas e, nessa mesma data, têm-seregistro do primeiro cultivo de soja no Rio Grande do Sul (RS), onde a cultura encontrouefetivas condições para se desenvolver e expandir, dadas as semelhanças climáticas doecossistema de origem (sul dos Estados Unidos) dos materiais genéticos existentes no País,com as condições climáticas predominantes no extremo sul do Brasil. (EMBRAPA, 2004).2.2. CENÁRIO ECONÔMICO A soja é uma das dez culturas de maior importância econômica a nível mundial por seruma das principais fontes de concentrados proteicos e de óleo vegetal (DIAZ et al., 1992). Osprincipais estados brasileiros produtores de soja são Mato Grosso, Paraná e Rio Grande do Sul(CONAB, 2011). O plantio encerrado no mês de dezembro/10 mostra uma área de 24,0milhões de hectares, 2,4%, ou 566,0 mil hectares superior à área de 23,47 milhões de hectarescultivada em 2009/10, onde a área da região Centro Oeste cresceu 161,0 mil hectares. AProdução estimada em 70,3 milhões de toneladas é 2,3%, ou 1,6 milhão de toneladas superiorao volume de 68,69 milhões de toneladas, produzido em 2009/10. A Companhia Nacional deAbastecimento (Conab) reduziu a estimativa da produção de soja no Brasil para 69,23milhões de toneladas no quinto levantamento da safra 2011/2012. (CONAB, 2012). A soja é em uma espécie estratégica para a viabilização do aumento da produtividade eda produção agrícola no Centro-Oeste brasileiro. Nos últimos 30 anos, a produtividade médiada soja no Centro Oeste tem aumentado significativamente, de 1.200 Kg/ha para 3.200 kg/ha.Estudos recentes feitos na Embrapa Cerrados indicam que a região do Centro-Oeste contémecossistemas de Cerrado, Mata Atlântica e Campos de Altitude, possuem os maiores índicesde produtividade anual de grãos no Brasil. A região possui regime de chuvas bem distribuídode outubro a abril, relevo plano e solos com boa estrutura física, embora originalmente fossemquimicamente pobres. (EMBRAPA, 2011). O Brasil é o segundo maior produtor mundial de soja sendo responsável poraproximadamente 20% da produção mundial, e tem potencial para aumentar a sua áreaplantada e produção, dado a existência de áreas ainda não cultivadas, o aprimoramento detécnicas de cultivo e a crescente demanda mundial por produtos de soja (FRANÇA NETO2004). O desenvolvimento de variedades e híbridos indicados às diferentes regiões do Brasiltem sido um dos principais fatores responsáveis pelo sucesso da cultura. As conquistas nas 3
  13. 13. áreas de pesquisa contribuíram diretamente para a rápida expansão da área cultivada e daprodução (NUNES JR et al., 2003). Segundo FEHR & CAVINESS (1977) a soja divide emdois estádios de desenvolvimento sendo os estádios vegetativos e estádios reprodutivos. Osestádios vegetativos são designados pela letra V e os reprodutivos pela letra R. Com exceçãodos estádios VE (emergência) e VC (cotilédone), as letras V e R são seguidas de índicesnuméricos que identificam estádios específicos, nessas duas fases do desenvolvimento daplanta. Segundo FEHR & CAVINESS (1977) o estádio vegetativo denominado VE representaa emergência dos cotilédones, isto é, uma plântula recém emergida é considerada em VE, oestádio vegetativo denominado VC representa o estádio em que os cotilédones se encontramcompletamente abertos e expandidos. Uma plântula está em V1 quando as folhasunifolioladas (opostas, no primeiro nó foliar) estiverem completamente desenvolvidas, isto é,quando os bordos dos folíolos da primeira folha trifoliolada não mais se tocarem. De modosemelhante, uma planta atinge o estádio V2 quando a primeira folha trifoliolada estivercompletamente desenvolvida e assim sucessivamente, para V3, V4, V5, V6, até Vn. Osestádios reprodutivos são denominados pela letra R seguida dos números um até oito edescrevem detalhadamente o período florescimento-maturação. Os estádios reprodutivosabrangem quatro distintas fases do desenvolvimento reprodutivo da planta, ou seja,florescimento (R1 e R2), desenvolvimento da vagem (R3 e R4), desenvolvimento do grão (R5e R6) e maturação da planta (R7 e R8).2.3.DOENÇA Entre os principais fatores que limitam o rendimento, a lucratividade e o sucesso daprodução de soja destacam-se as doenças (JULIATTI et al., 2003). Aproximadamente 40doenças que acometem a cultura da soja causada por fungos, bactérias, nematóides e vírus jáforam identificadas no Brasil, sendo que este valor pode aumentar com a expansão de novasáreas e com a monocultura. As perdas anuais de produção por doenças são estimadas emcerca de 15% a 20%, entretanto, algumas doenças podem ocasionar perdas de quase 100%constituindo deste modo uma ameaça à produtividade e competitividade nacional(EMBRAPA, 2008). A soja é infectada por duas espécies de fungo do gênero Phakopsora que causa adoença conhecida como ferrugem: a P. meibomiae, nativa no Continente Americano, e atemida P. pachyrhizi Sydow & Syd, presente na maioria dos países asiáticos e na Austrália eausente nas Américas até a safra 1999/00. A ferrugem .americana. (P. meibomiae) raramente 4
  14. 14. causa danos elevados, ocorre em condições de temperaturas amenas (média abaixo de 25 oC)e umidade relativa elevada, estando localizada nas regiões dos Cerrados, com altitudessuperiores a 800 m, e na Região Sul. A ferrugem .asiática. (P. pachyrhizi), extremamenteagressiva, está adaptada a temperaturas mais elevadas (até 30 ºC) e pode causar elevadasperdas de soja em todas as regiões onde ocorram períodos de molhamento de folha, por chuvaou orvalho, por mais de 10 horas. (EMBRAPA, 2003). A ferrugem asiática, doença causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, onde foirelatada pela primeira vez no Japão, se espalhou rapidamente por todo o mundo e tem causadoenormes danos econômicos. Perdas de produtividade maiores que 75% já foram observadasquando nenhuma medida de controle da doença foi aplicada (YORINORI et al. 2005), e assimconsiderada a principal doença da soja, sendo relatada pela primeira vez na América do Sulem 2001, detectada primeiramente no Paraguai e, logo em seguida, no Brasil (YORINORI etal., 2004). A ferrugem asiática da soja (Phakopsora pachyrhizi . Sydow & Sydow), (FAS) atéa safra 2004/05, já havia sido relatada na Austrália, Rússia, Coréia, Japão, China, Taiwan,Filipinas, Nepal, Índia, Nigéria, Moçambique, Ruanda, Uganda, África do Sul, Zâmbia,Zimbábue, Paraguai, Brasil e Argentina. (AZEVEDO et al., 2007) No Brasil, na safra 2001/02, a ferrugem asiática ocasionou perdas de grãos estimadasem 569 mil toneladas, equivalente a US$125,5 milhões. Na safra seguinte (2002/03), osprejuízos atingiram mais de US$1,3 bilhões refletindo em um volume de perda de grãos,estimado em 758 milhões de dólares, e o gasto com o controle químico, avaliado em 592milhões de dólares (YORINORI & LAZZAROTTO, 2004). Na safra 2003/2004, a perda emvolume de grãos foi estimada em cerca de 4,6 mil toneladas e a doença foi constatadas emdiversos estados brasileiros como; Rio Grande do Sul, São Paulo, Paraná, Mato Grosso,Goiás e Bahia . Os prejuízos neste período foram avaliados em aproximadamente US$ 2,286bilhões, refletindo um volume de perda de grãos de US$ 1,225 bilhões, um gasto comcontrole químico de US$860 milhões e uma redução na arrecadação de impostos para ogoverno de US$201 milhões (YORINORI & LAZZAROTTO, 2004). Desde sua primeira ocorrência de maneira significativa no Brasil, em 2001, até a safra2006/2007, perdas superiores a US$ 10 bilhões têm sido atribuídas à incidência da doença(EMBRAPA, 2008). Dentre as últimas safras, a de 2006/2007 foi a de maior ocorrência daferrugem, sendo que no mês de dezembro foram registrados 127 focos, enquanto que na safra2009/2010 nesse mesmo mês já foram registrados 370. Isso mostra que o número de focosdesta safra está mais de duas vezes superior à safra 2006/07. No Brasil até o dia 23 de janeiro 5
  15. 15. de 2010, foram relatados 1123 focos de ferrugem, sendo que no Rio Grande do Sul o númerode focos chega a 79 (EMBRAPA, 2012). Os primeiros sintomas da ferrugem são caracterizados por minúsculos pontos (nomáximo 1 mm de diâmetro) mais escuros do que o tecido sadio da folha, com coloraçãoesverdeada a cinza esverdeada. Progressivamente, a protuberância adquire coloraçãocastanho-clara a castanho-escura, abrem-se em um minúsculo poro, expelindo daí osuredosporos. Os urediniósporos formados no interior das urédias, inicialmente de coloraçãohialina (cristalina), mais tarde tornam-se bege, são expelidos e acumulam-se ao redor dosporos ou são carregados pelo vento. (ANAHOSUR & WALLER, 1990). Urediniósporos germinam nas temperaturas entre 10-28oC, a temperatura ótima é20ºC e 10-18 horas são necessário para a infecção máxima. Os urediniósporos germinam porvolta de duas horas no escuro e penetram na cutícula em um período de sete horas. Aformação uredinial e a esporulação ocorrem por um período de nove dias e quatro semanasapós a infecção. A urédia em variedades resistentes forma–se tarde e torna senescente cedo. Adoença aparece ser mais importante em áreas úmidas. A reação varietal entre variedades desoja é apreciada para identificação de cultivares resistentes, algumas cultivares resistentes temsido obtidas por indução da mutação (ANAHOSUR & WALLER, 1990). A queda prematura das folhas impede a plena formação dos grãos. Plantasseveramente infestada com a ferrugem asiática da soja apresentam desfolha precoce, o quecompromete a formação, o enchimento de vagens e o peso final dos grãos. Quanto mais cedoocorrer a desfolha, menor será o tamanho do grão e, consequentemente, maior a perda derendimento e de qualidade (YANG et al., 1991). Os sintomas podem aparecer em qualquer estádio de desenvolvimento e em diferentespartes da planta, como cotilédones, folhas e hastes, sendo os sintomas foliares os maiscaracterísticos. Sempre que o processo de infecção inicia-se a partir do estádio R1/R2 da soja,é observado aumento significativo do dano, embora a ocorrência da doença em estádiosfenológicos mais avançados, também possa acarretar dano muito elevado. (AZEVEDO et al.,2007) São reconhecidos dois tipos de sintomas da ferrugem: tipo Tan e RB, que secaracterizam por lesões com grande produção de esporos no primeiro, onde as pústulas sãoamareladas, ocorrendo em material suscetível, e, no segundo, as lesões apresentam-se comausência ou pequena produção de urediniósporos de coloração marrom-avermelhada,delimitada pelas nervuras, ocorrendo em materiais resistentes (ALMEIDA et al., 2005). Onúmero de lesões e urédias numa folha (parte abaxial) podem atingir até 26 e 46 por cm2 em 6
  16. 16. condições controladas, respectivamente (GARCÉS et al.,2010). Em casos severos, quando adoença atinge a soja na fase de formação das vagens ou início da granação, pode causar oaborto e a queda das vagens (EMBRAPA, 2003). As doenças foliares da soja antecipam asenescência das plantas, determinam a formação de grãos pequenos e resultam emprodutividade significativamente menor (ALMEIDA et al, 1997). Numa cultura suscetível, o aumento da severidade da doença durante a estação decultivo é determinado frequentemente pelos fatores ambientais, principalmente temperatura emolhamento. Eles estão intrínsecos em muitos fatores que afetam o patossistema epidêmico,dentre os quais estão: ambiente temperatura, duração de molhamento foliar e radiação,hospedeiro idade da planta e da folha e patógeno (idade dos urediniósporos) (ALVES et al.,2006). A intensidade da ferrugem asiática da soja é diretamente influenciada pela frequênciade chuvas ao longo do ciclo da cultura (GALLOTI et al., 2006; GODOY et al., 2009). O primeiro registro oficial de ferrugem asiática na safra 2011/12 foi feito no dia 24 denovembro em uma lavoura comercial no município de Cristalina, GO. Desde então mais dozefocos foram registrados, sendo em sua maioria no sudoeste do Paraná (nove focos), seguidopor Goiás (três focos) e Distrito Federal (um foco). Ainda não há relatos oficiais de ferrugemem outros estados. As chuvas na safra 2011/12 permitiram que as primeiras semeadurasiniciassem a partir do final de setembro em algumas regiões, não ocorrendo atrasos como nasafra anterior. As primeiras lavouras semeadas entraram no período reprodutivo, ondehistoricamente têm sido observadas as primeiras ocorrências da ferrugem, devido ao microclima proporcionado pelo fechamento das ruas que reduz a incidência de luz nas folhas debaixo das plantas e favorece a manutenção da umidade por períodos prolongados. O baixovolume de precipitação no início da safra neste ano pode ser uma das explicações para o baixonúmeros de focos relatados até o momento. (EMBRAPA, 2012).2.4. PATÓGENO O fungo P. pachyrhizi tem a capacidade de infectar uma planta de soja emtemperaturas de 15 a 28º C, com 6 a 12 horas de molhamento na superfície das folhas(MELCHING et al., 1989). Segundo ALEXOPOULOS et al. (1996), de forma geral, asferrugens podem produzir cinco estágios diferentes em seu ciclo de vida, sendo eles: estágio 0espermogônios produtores de espermácias e hifas receptivas, estágio 1: aécia produzindoaéciosporos, estágio 2: urédia produzindo urediniósporos, estágio 3: télia produzindoteliósporos e estágio 4: basídias produzindo basidiósporos. Dois tipos de esporos pertencente 7
  17. 17. aos ciclos das ferrugens são conhecidos em P. pachyrhizi: urediniósporos (II) e telióporos(III). Os urediniósporos (15-24 x 18-34 µm) são os mais comuns e se constituem na faseendêmica da doença (ALMEIDA et al., 2005). HARTMAN et al. (1999) relatam que, ao contrário de outras ferrugens, P. pachyrhizipode naturalmente infectar uma vasta gama de espécies vegetais, incluindo 41 espécies em 17gêneros da família Fabaceae, por ser um organismo biotrófico. Além disso, 60 espécies deplantas pertencentes a 26 gêneros foram infectados experimentalmente sob condiçõescontroladas (RYTTER et al., 1984). O estádio final da epidemia da ferrugem da soja numalavoura caracteriza-se por amarelecimento geral da folhagem com intensa desfolha, chegandoaté a queda completa das folhas (REIS et al., 2006).2.5. CONTROLE O controle da doença tem exigido uma combinação de práticas de maneira evitarperdas. Uma das indicações de controle cultural é rotação de culturas, principalmente comgramíneas essa prática facilita o controle da ferrugem (YORINORI, 2004). A utilização decultivares de ciclo precoce diminui o tempo de exposição da planta ao patógeno, da mesmaforma a realização da semeadura em épocas adequadas, evitando-se semeaduras tardias (REISet al., 2006), o arranjo populacional das plantas também pode contribuir para atenuar adoença. FERREIRA (2009) observaram que maior espaçamento entre linhas de cultivo resultaem menor severidade da ferrugem e também permite melhor distribuição do fungicida durantea aplicação, facilitando o manejo da doença. Diante da dificuldade em encontrar materiais que apresente resistentes a ferrugem, ocontrole químico, por meio de fungicidas, tem sido o mais eficaz, em função da rápidaevolução e disseminação da doença (AZEVEDO, 2005). Segundo o Ministério da AgriculturaPecuária Abastecimento (2012) os fungicidas registrados para o controle da ferrugem asiáticada soja no país, até o presente momento para pulverização aérea da cultura, isolados e/ou emmistura são os seguintes: epoxiconazol (triazol) + piraclostrobina (estrobilurina), ciproconazol(triazol) + tiametoxam (neonicotinóide), tebuconazol (triazol), ciproconazol (triazol) ,ciproconazol (triazol) + Picoxistrobina (estrobilurina) , cresoxim-metílico (estrobilurina) +tebuconazol (triazol) , fluquinconazol (triazol) , carbendazim (benzimidazol) + flutriafol(triazol) , epoxiconazol (triazol) , propiconazol (triazol) , flutriafol (triazol) ,ciproconazol (triazol) + propiconazol (triazol) , metconazol (triazol) , flutriafol (triazol) +tiofanato-metílico (benzimidazol (precursor de)) , ciproconazol (triazol) + difenoconazol 8
  18. 18. (triazol) , tetraconazol (triazol) , epoxiconazol (triazol) + piraclostrobina (estrobilurina) ,ciproconazol (triazol) + trifloxistrobina (estrobilurina) , cloreto de benzalcônio (amônioquaternário) Protioconazol (Triazolinthione) + trifloxistrobina (estrobilurina) ,epoxiconazol (triazol) + cresoxim-metílico (estrobilurina), flutriafol (triazol) + tiofanato-metílico (benzimidazol (precursor de)), propiconazol (triazol), epoxiconazol (triazol) +cresoxim-metílico (estrobilurina) , carbendazim (benzimidazol) + cresoxim-metílico(estrobilurina) + tebuconazol (triazol) , tebuconazol (triazol) + trifloxistrobina(estrobilurina) , epoxiconazol (triazol) + piraclostrobina (estrobilurina) , metconazol(triazol) + piraclostrobina (estrobilurina) , Picoxistrobina (estrobilurina) , fluquinconazol(triazol) , epoxiconazol (triazol) + piraclostrobina (estrobilurina) , azoxistrobina(estrobilurina) , azoxistrobina (estrobilurina) + ciproconazol (triazol) , Protioconazol(Triazolinthione) , epoxiconazol (triazol) + piraclostrobina (estrobilurina) , carbendazim(benzimidazol) + tebuconazol (triazol) , fenarimol (pirimidinilcarbinol) , difenoconazol(triazol) , epoxiconazol (triazol) + piraclostrobina (estrobilurina) , ciproconazol (triazol) +trifloxistrobina (estrobilurina) , propiconazol (triazol) + trifloxistrobina (estrobilurina) ,miclobutanil (triazol) , carbendazim (benzimidazol) + tebuconazol (triazol) , epoxiconazol(triazol) + tiofanato-metílico (benzimidazol (precursor de)) , carbendazim (benzimidazol) +tebuconazol (triazol) , totalizando 39 formulações comerciais. Para o tratamento de sementesencontra-se registrado o princípio ativo fluquinconazol, em apenas uma formulaçãocomercial. Os fungicidas registrados para controle da ferrugem, obtém ação protetora (de 0% a1% de incidência, ou seja, de zero a uma planta com pelo menos uma lesão de ferrugem em100 plantas vistoriadas) e outros ação curativa (até 5% de incidência, ou seja, até cincoplantas com pelo menos uma lesão de ferrugem em 100 plantas vistoriadas). Deve-seconsiderar que a doença se inicia pelas folhas inferiores da planta, devendo o monitoramentoser realizado a partir do terço inferior das plantas. O número e a necessidade das re-aplicaçõesvão ser determinados pelo estádio inicial em que for identificada a doença na lavoura e peloresidual dos produtos (EMBRAPA, 2004). Os custos no controle da ferrugem asiática (P.pachyrhizi) na safra de 2010/11 foi de US$ 2,10 bilhões, sendo necessário fazer o controlequímico duas virgula cinco vezes, com um custo de uma aplicação US$ 35/ha. (EMBRAPA,2012). A aplicação do fungicida deve ser feita após os sintomas iniciais da doença na lavourana região preventivamente. A decisão sobre o momento de aplicação (sintomas iniciais oupreventiva) deve ser técnica, considerando fatores necessários para o aparecimento da 9
  19. 19. ferrugem (presença do fungo na região, idade das plantas e condição climática favorável), alogística de aplicação (disponibilidade de equipamentos e tamanho da propriedade), apresença de outras doenças e o custo do controle. O atraso na aplicação, após constatados ossintomas iniciais, pode acarretar em redução de produtividade, caso as condições climáticasfavoreçam o progresso da doença. O número e a necessidade de re-aplicações vão serdeterminados pelo estádio em que for identificada a doença na lavoura e pelo período residualdos produtos (EMBRAPA, 2012). Para reduzir o risco de danos, sugere-se o uso de cultivares de ciclo precoce esemeaduras no início da época recomendada, para evitar a maior carga de esporos do fungoque irá iniciar a multiplicação nas primeiras semeaduras. Ferrugens são classificadas comofungos biotróficos, ou seja, necessitam do hospedeiro vivo para sobreviver e se multiplicar. Asobrevivência do fungo, na entre safra, tem ocorrido em cultivos sob alta umidade no invernona região dos Cerrados (Mato Grosso e Tocantins) e na Região Nordeste (Maranhão), maspode também ocorrer em hospedeiros do patógeno (EMBRAPA, 2004). Contudo, outras estratégias de controle, como a utilização de cultivares comresistência parcial ao fungo, são necessárias para o manejo eficiente da cultura (AZEVEDO,2005). A resistência tem como característica a redução da taxa da epidemia, por meio dadiminuição do número e tamanho das lesões, da diminuição da produção de esporos e doaumento do período latente. Isso faz que a população do patógeno seja reduzida, diminui aquantidade de inóculo e, consequentemente, a intensidade da doença (WANG & HARTMAN,1992). A alta severidade da ferrugem no cerrado observada na safra de 2003/2004 e o fato dascultivares resistentes em 2001/2002 serem suscetíveis aos isolados de P. pachyrhizi docerrado é uma forte evidência da plasticidade genética do fungo (14,24). Devido àvariabilidade do patógeno, principalmente no cerrado brasileiro, estudos para identificação decultivares resistente devem ser estimulados, principalmente para cultivares comerciais queapresentem resistência parcial. Este tipo de resistência é muito mais estável e durável parapatógenos que apresentam alta variabilidade como é o caso de P. pachyrhizi. Até o momento, não existem cultivares com resistência ampla a P. pachyrhizi; assim,aplicações preventivas de fungicidas tem sido a estratégia de controle empregada pelossojicultores. Com isso, programas brasileiros de melhoramento de soja buscam obtergenótipos com maior resistência ou tolerância à ferrugem. Diferentes cruzamentos têm sidorealizados, por meio de combinações entre cultivares comerciais e genótipos introduzidos, oumesmo entre cultivares comercial com diferentes formas de resistência (qualitativa ou 10
  20. 20. quantitativa) (ARIAIS et al., 2010). Recomenda-se que nos programas de melhoramentogenético, para a resistência genética à ferrugem asiática, devem-se utilizar genótipos comciclo precoce, pois o ciclo menor e a existência de genes que conferem resistência parcial emconjunto na manutenção da produtividade (SILVA et al., 2007) Na análise do dano por doenças envolve sua relação com a área foliar da planta, edesta com o rendimento de grãos. GARCÉS (2010) comprovou que a ferrugem asiática é aimportante causa de desfolha na cultura da soja, quanto maior a quantidade de ferrugem,maior o número de urédias por unidade de área, portanto, maior interferência no metabolismoda folha e maior a perda de água, com reflexo na durabilidade dos grãos. BROMFIELD(1984) menciona que a ferrugem asiática da soja pode prejudicar no enchimento de vagenspor planta, número normal de vagens por planta, número de sementes por planta, peso desementes por planta e de 1,000 sementes. Para calcular as perdas causadas pelo patógeno (P. pachyrhizi), modelos tradicionaisde quantificação de danos são obtidos, variando-se a quantidade de doença em diferentesparcelas e correlacionando a severidade com a produção. O dano pode, assim, ser obtido porregressão linear simples, onde a intensidade de doença é a variável independente e a reduçãode produtividade a variável dependente. A equação que correlaciona doença e dano édenominada função de dano (ZADOKS, 1985). Segundo BERGAMIN FILHO & LORES (1995), a quantificação de doenças pelaincidência é simples, preciso e de fácil obtenção; nas fases iniciais é um parâmetrosatisfatório, não servindo como referência quando a intensidade tornar-se muito alta (> 80%),uma vez que pode diminuir a clareza quanto a sua relação com o grau de área atingida peloorganismo fitopatogênico. Na quantificação de produção, a variável mais relevante docrescimento do hospedeiro é a área foliar total por unidade de área de terreno, essa variável éconhecida como índice de área foliar (IAF) (BERGAMIN FILHO & AMORIM, 1996). A perda de área foliar causadas pelas doenças afeta a interceptação de luz, acapacidade fotossintética, o acúmulo de fotossintatos e o período do enchimento de grãos(BOARD et al., 1994). Segundo AGRIOS (2005) menciona que a ferrugem apresenta lesões eurédias nos dois lados da folha e reduz significativamente a habilidade de realizar afotossínteses, produzindo assim grandes danos na cultura da soja. Segundo BERGAMIN FILHO & AMORIM (1996), para a maioria das doençasfoliares, a relação entre incidência e severidade é menos evidente. Essas características só têmsido estabelecidas para baixa severidade, que explica porque, no início de uma epidemia, adoença cresce principalmente no espaço, através do aumento da incidência. Quando a 11
  21. 21. incidência atingir 100%, não haverá mais crescimento espacial e, a partir daí, a evolução dadoença em função do tempo dará pelo aumento da severidade. Várias técnicas podem serusadas nas avaliações de intensidade de doenças (MORAES, 1999), podendo ser: a) mediçãodireta dos sintomas: contagem do número de lesões, diâmetro ecálculo da área infectada porfolíolo; b) medição visual dos sintomas: fotocélula humana (ólho), no qual para este tipo demedição considera-se a Lei de Weber-Fechner, da qual a acuidade visual é proporcional aologaritmo da intensidade de estímulo, descrevendo 12 graus de intensidade com valorespercentuais (0 a 100%). Usando estes princípios, as medições visuais da intensidade das doenças podem serfeitas através de chaves descritivas, chaves de intensidade, diagrama padrões (JAMES, 1971)ou escalas diagramáticas. 12
  22. 22. 3. MATERIAL E MÉTODOS3.1 Experimento no campo: O experimento foi conduzido na Fazenda Palmital (rodovia Geraldo Silva Nascimento,km 2,5, latitude: 17°29’31.35’’, longitude: 48°12’56.93’’, altitude: 764), situada na áreaexperimental, localizado na cidade de Urutaí, GO. A semeadura foi realizada em 01/12/2011, sendo que foram avaliados 58 genótipos desoja representados por 28 precoces (Tabela 1) e 30 tardios (Tabela2), onde foram cultivadosnum delineamento experimental em blocos casualizados oriundas do Programa Soja da UFU. Foram utilizadas três parcelas por genótipo, três blocos, totalizando 174 unidadesexperimentais. Cada parcela apresentou as dimensões de 2x5 m, numa área total por parcelade 10 m2. O espaçamento entre linhas foi de 0,5 m, reduzindo 0,5 m do início das linhas paracima e para baixo, e excluindo as duas linhas, uma da direita e a outra da esquerda. Asparcelas apresentam quatro linhas de cultivo espaçadas por 0,50 m. O número total de plantas por linha que foi avaliada foi de 72 plantas, totalizando 144plantas. Foi avaliada somente as duas fileiras centrais da parcela. O plantio foi convencionalcom, 1gradagem e 1nivelamento, utilizando com adubação de base o formulado de N-P-K,(02-20-18), com 500 Kg/ha na base, sendo este plantio realizado em 01 de Dezembro de2011, considerado tardio. As sementes de soja não foram tratadas, e não foi utilizado nenhumtipo de produto no momento do plantio, sendo aplicado somente o adubo (02-20-18) e assementes.3.2 Condução do experimento: Após 33 dias do plantio (03/01/2012), foi realizado a aplicação de herbicida seletivo,para controle de plantas daninhas, onde foram utilizados os herbicidas Flex® (fomesafen) nadosagem de 1 L/ha, e o Fusilade® (lactofen), 0,750L/ha, sendo estas aplicações realizadas, noperíodo da manhã onde possui as condições favoráveis a aplicação, para uma melhoreficiência e evitar perdas por deriva (vento), e evaporação. No dia 12/01/2012, 41 dap, foi realizado a aplicação de inseticida para o combateprincipalmente de percevejo-barriga-verde (Nezara viridula), percevejo-marrom (Echistusheros), lagarta-mede-palmo (Pseudoplusia includens), lagarta-da-soja (Anticarsiagemmatalis) e vaquinha (Diabrotica speciosa), onde foi utilizado inseticida seletivo a sojacomo o Engeo Pleno® 0,462 L/ha (tiametoxan + lamba-cialotrina), mais Actara® 0,101 Kg/ha, 13
  23. 23. (thiamethoxam + cipermetrina) sendo aplicado com a bomba costal. Outras aplicações deinseticidas foram realizadas com o mesmo objetivo, mas com produtos diferentes comoConnect® (beta-ciflutina+imidaclopride), 1L/ha no dia 31/01/2012, Connect® (beta-ciflutina+imidaclopride), 1L/ha no dia 10/02/2012 com o uso da bomba costal e por últimoÁquila® (acefato) 1kg/ha + Atabron® (clorfluazuron) 0,750L/ha no dia 17/02/2012, sendo estarealizada com o pulverizador tratorizado, com capacidade de 2000 litros. A produção de grão foi obtida através da colheita de todas as parcelas do experimentono campo, sendo feito o arranque das plantas na área útil da parcela. Após o arranquio, asplantas foram amarradas e etiquetadas, e levadas para um galpão, para serem secadas. Asparcelas foram levadas a trilhadeira que é acoplado ao trator, onde foram trilhadas e colocadasem um saco de papel demarcado e assim feita a pesagem de toda a amostra, pesagem de 100grãos e retirada a umidade, através do medidor de umidade de grãos G650 da GEHAKAAGRI. As amostras foram levadas para o laboratório de fitotecnia e retiradas à umidade, quefoi de 21 %, e logo após fazer o cálculo de rendimento de Kg/ha com 13 % de umidade e aspesagens de cada amostra foram ajustadas para uma área de 1,0 ha.3.3 Análise estatística: Após 27 dias da data de plantio (dap), foi realizada a primeira avaliação no campo, eassim sucessivamente com intervalos de sete em sete dias. As variáveis dependentes coletadasforam cor da flor, cor da pubescência, data da floração por parcela, data da maturação, alturasdas plantas no florescimento, altura das plantas na maturação, altura da inserção, severidadeda doença utilizando escala diagramática (Fig. 1) e avaliou-se na colheita o número de nós.planta-1, número de vagens.planta-1, número de grãos.planta-1 e peso 100 sementes. As avaliações de severidade da doença (P. pachyrhizi) e adequação dos estádiosfenológicos, foram feitas a partir de notas visuais da porcentagem da área foliar queapresentava os sintomas visuais da doença, em relação à área foliar das plantas sadias, sem apresença de pústulas ou áreas lesionadas sem a presença de alguma estrutura do fungo. Para a avaliação de severidade da ferrugem-asiática da soja, foi utilizada a escaladiagramática proposta por GODOY, 2005 (Figura 1), e a avaliação desfolha proposta porSilva. et al., 2007 (Figura 2) obedecendo o ciclo das precoces (110-115 dias) e semi-precoce (125 dias), onde as porcentagens de perdas de produção e severidade serão calculadasbaseando-se nos melhores resultados dos melhores genótipos. 14
  24. 24. A partir dos dados de severidade calculou-se a área abaixo da curva de progresso dadoença (AACPD) (CAMPBELL & MADDEN, 1990). Os valores de AACPD foramsubmetidos à análise de variância usando o procedimento PROC GLM do software SASversão 9 (SAS Institute Inc., Cary, USA) e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5 %de probabilidade (NASHIMOTO &WRIGHT, 2005).As análises estatísticas foram feitas usando o procedimento “PROC GLM” do módulo deestatística do SAS. Realizou-se teste de hipótese para a análise de correlação sendo utilizadocomo parâmetro o coeficiente de Pearson (dados distribuição normal).Figura 1. Escala diagramática utilizada para avaliação da severidade da ferrugem asiática(Phakopsora pachyrhizi), nos genótipos analisados (proposta por Godoy, 2006). 15
  25. 25. Tabela 1. Croqui e listagem dos genótipos de soja (Glycine max) tardios distribuídosespacialmente nos blocos, na área Experimental da Fazenda Palmital, ano agrícola 2011/12*. Genótipos precoces, Urutaí, GO, 2011/12 28/301 22/307 22/215 20/214 07/107 12/112 08/321 07/322 16/216 23/213 26/126 02/102 05/324 21/308 18/217 17/212 09/109 03/103 02/327 26/303 05/218 19/211 13/113 23/123 14/315 06/323 10/219 21/210 10/110 17/117 25/304 18/311 14/220 02/209 24/124 21/121 13/316 09/320 28/221 06/208 06/106 15/115 20/309 27/302 12/222 25/207 27/127 04/104 16/313 10/319 08/223 03/206 05/105 22/122 17/312 03/326 13/224 27/205 18/118 01/101 19/310 04/325 11/225 26/204 14/114 25/125 01/328 24/305 24/226 15/203 19/119 16/116 12/317 15/314 09/227 07/202 28/128 11/111 23/306 11/318 04/228 01/201 08/108 20/120 Bloco 01 Bloco 02 Bloco 03*Exemplo 23/306, 23 representa o código do genótipo e 306 representa o número da parcela. 16
  26. 26. Tabela 2. Croqui e listagem dos genótipos de soja (Glycine max) tardios distribuídosespacialmente nos blocos, na área Experimental da Fazenda Palmital, ano agrícola 2011/12*. Genótipos tardios, Urutaí, GO, 2011/12 28/703 19/712 02/616 23/615 12/512 06/506 21/710 27/704 26/617 18/614 28/528 17/517 04/727 17/714 07/618 03/613 27/527 10/510 10/721 07/724 30/619 21/612 05/505 08/508 24/707 09/722 14/620 11/611 26/526 01/501 15/716 29/702 29/621 08/610 04/504 22/522 03/728 18/713 10/622 13/609 13/513 09/509 13/718 30/701 15/623 24/608 30/530 11/511 20/711 14/717 01/624 27/607 20/520 24/524 08/723 05/726 17/625 09/606 29/529 15/515 23/708 16/715 22/626 05/605 23/523 07/507 22/709 12/719 06/627 25/604 21/521 16/516 01/730 26/705 28/628 20/603 03/503 19/519 06/725 25/706 16/629 19/602 25/525 14/514 02/729 11/720 04/630 12/601 18/518 02/502 Bloco 01 Bloco 02 Bloco 03*Exemplo 02/730, 02 representa o código do genótipo e 730 representa o número da parcela. 17
  27. 27. 4. RESULTADOS E DISCUSSÃO 50 45 A B Frequencia observada (com repetições) 40 35 30 25 20 15 10 5 0 Roxa Branca Roxa/Branca C D E FFigura 2. Frequência observada da cor da flor de genótipos de soja precoces (A) e tardios (B);cor da pubescência de genótipos precoces (C) e tardios (D); data da floração de genótiposprecoces (E) e tardios (F). 18
  28. 28. Procurando apontar marcadores fenotípicos com parâmetros sanitários e de produçãocaracterizou-se o germoplasma quanto aos critérios de cor da flor, cor da pubescência nafloração, data de maturação, altura das plantas no florescimento e maturação e altura dainserção (Fig. 2,3,4). Observou-se em 43 parcelas de genótipos precoces e 38 parcelas de genótipos tardiosapresentaram cor da flor do tipo roxa, sendo esta diferença em destaque para as cultivaresprecoces (Fig. 2AB). A mistura de floração roxa e branca foi menos frequente nas parcelas degenótipos precoces e tardios analisadas aos 43 a 67 dap. Ao analisar a Tabela 3 os seisgenótipos que apresentaram os maiores e menores valores de AACPD apresentavam cores deflores roxa, branca e roxa/branca respectivamente. Ainda, ao analisar a Tabela 3 os seisgenótipos que apresentaram os maiores e menores valores de rendimento apresentavam coresde flores roxas e brancas, respectivamente. Contudo dentre as cultivares precoces e tardias asque apresentaram a cor das flores roxa e branca obtiveram maiores rendimentos, e ascultivares roxa/branca o menor rendimento dentre todas as cultivares avaliadas. PALMER(1979) & SEO (1993) apontaram que os alelos que controlam a coloração das flores de sojasão denominados de W1_ para flor roxa, e w1w1 para flor branca, não apontando nenhumrelacionamento com parâmetros sanitários e de produção. A cor de pubescência marrom foi predominante em genótipos precoces (57 parcelas) etardios (37 parcelas) avaliados aos 55 dap (Fig. 2CD). A pubescência de coloração cinza foimenos frequente nas parcelas analisadas (Fig. 2CD). Ao analisar a Tabela 3 os seis genótiposque apresentaram os maiores e menores valores de AACPD apresentavam cores depubescência marron, cinza e marron/cinza, respectivamente. Ainda, ao analisar a Tabela 3 osseis genótipos que apresentaram os maiores e menores valores de rendimento apresentavamcores de pubescência marrom, cinza e marron/cinza, respectivamente. Os genótipos da cor dapubescência de coloração marrom e cinza apresentaram os menores rendimentos, e as queobtiveram a cor da pubescência marrom/cinza os maiores rendimentos dentre as cultivaresavaliadas. Segundo PALMER (1987), & SEO (1993) apontaram que o controle da cor dapubescência é dado pela interação de seis alelos dos loci R, rm e r com os alelos dos loci T, tr et. Aprofundaram ainda que pubescência marrom (T_) apresentam tegumentos de coloraçãopreta (R_), de coloração marrom com estrias pretas (rm_) e de coloração marrom (rr). Jágenótipos de pubescência cinza (tt) podem ter tegumentos de coloração camurça e pretoimperfeito (R_ttW1_). O autor não apontou que a cor da pubescência representasse ummarcador para identificar genótipos resistentes ou mais produtivos. 19
  29. 29. Os genótipos precoces apresentaram em sua maioria datas de florescimentossuperiores a 50 dap (47 parcelas), quanto os genótipos tardios floresceram entre 60-65 dap (87parcelas) (Fig. 2EF). Como esperado conceitualmente, os florescimentos das variedadestardias apresentaram um tempo maior em comparação com os genótipos precoces. A planta desoja necessita de um período mínimo de 42 a 58 dias até a floração para uma produçãomínima de biomassa que seja consequentemente convertida em rendimento de grãos aceitável(EMBRAPA, 2006). Ao analisar a Tabela 3 os seis genótipos que apresentaram os maiores emenores valores de AACPD apresentavam datas de florescimento na amplitude de 44 a 66dap, respectivamente. Ainda, ao analisar a Tabela 3 os seis genótipos que apresentaram osmaiores e menores valores de rendimento apresentavam datas de florescimento na amplitudede 44 a 66 dap, respectivamente. Os genótipos de soja que apresentaram o seu florescimentoprecoce obtiveram os maiores valores de AACPD, e os genótipos que apresentaram em seuflorescimento, sendo o tardio que obteve os menores valores da AACPD. Diferenças de datade floração entre genótipos numa mesma época de semeadura são devido principalmente àresposta diferencial desses materiais ao comprimento do dia (EMBRAPA, 2003). 20
  30. 30. A B C D E F HFigura 3. Frequência observada da data de maturação genótipos de soja precoces (A) etardios (B); altura de plantas no florescimento dos genótipos precoces (C) e tardios (D); alturade planta na maturação de genótipos precoces (E) e tardios (F). 21
  31. 31. A data da maturação dos genótipos precoces foi mais frequentemente observados (41parcelas) na amplitude de 111-120 dap (Fig. 4AB). Já os genótipos tardios foram maisfrequentemente observados (84 parcelas) na amplitude de 120-130 dap (Fig. 4AB). Observou-se três genótipos com o seu ciclo >130 dap sendo estes considerados como “super-tardios”(Fig. 4AB). Já nos genótipos de ciclo precoce 18 parcelas apresentaram maturação > 120 dap,podendo ser consideradas de “semi-precoces” (Fig. 4AB). A maturação da soja pode seracelerada pela ocorrência de altas temperaturas e retardada devido a baixas temperaturas(EMBRAPA, 2003). Os maiores valores de AACPD foram verificados para genótiposprecoces (Tab. 3) e os maiores valores de rendimento para genótipos tardios (Tab. 3). A maior altura das plantas no florescimento em genótipos precoces foi maisfrequentemente observada do que os genótipos tardios, sendo que as variedades precocesobtiveram em sua maioria 30 genótipos com altura > 76 cm, mas em comparação com asvariedades tardias (D), tiveram menor altura na floração sendo que 37 genótipos apresentaramaltura entre 80-90 cm, mais 34 genótipos com altura superior a 90 cm (Fig. 4CD). A maioriadas parcelas dos genótipos tardios apresentou altura de floração superior a 76 cm (Fig. 2CD).Assim os genótipos tardios eram de altura menor que os genótipos precoces, contudo aAACPD foi menor para genótipos tardios e a produção foi menor para genótipos precoces.FREITAS et al., (2010) analisando linhagens de soja, apontaram resultados semelhantes, ondeos genótipos de soja com menores AACPD apresentavam maiores rendimentos. A altura de plantas na maturação apresentou diferenças no número de parcelas em seuporte, sendo que os genótipos tardios (53 parcelas com alturas de 121-140 cm) tiveram maiorporte de que as parcelas dos genótipos precoces (30 parcelas com alturas de 111-120 cm) e osgenótipos que apresentaram os maiores rendimento obtiveram seu porte na faixa de 116 a 143cm. (Fig. 4EF). Não só a correlação com elevada produtividade, como também para elevadorendimento operacional, deseja-se que os cultivares modernos apresentem altura final deplanta entre 60 e 110 cm (CÂMARA et al., 1998). A altura de plantas na maturação também éinfluenciada pela densidade de semeadura, onde maior número de plantas/ha ocasionarámaiores alturas devido à competição por luz e pela temperatura (GODOI et al., 2005) e pelatemperatura, se desenvolvendo melhor na faixa de 30º C (EMBRAPA, 2003). Os cultivaresmais produtivos apresentam altura de plantas na maturação variáveis e não correlacionadas. 22
  32. 32. A BFigura 4. Frequência observada da altura da inserção de genótipos de soja precoces (A) etardios (B). A altura da inserção de genótipos de soja, para as variedades precoces se destacaram46 parcelas com altura 16-20 cm, e dos genótipos tardias merece destaque 42 parcelas comaltura superiores a 15 cm. Os genótipos precoces e tardios possuem alturas de inserção deamplitudes (15-20 cm) similares (Fig. 3AB). SOUSA (2011) apresentou valores médios dealtura de inserção similares aos apresentados. MARQUES (2010) afirmou que a faixa idealpara colheita mecanizada, com o mínimo de perdas pela barra de corte, é de dez a quinzecentímetros. Não se observou relacionamento com os valores de AACPD e rendimento (Tab.3) com a inserção de genótipos de soja precoces. 23
  33. 33. A B C D EFigura 5. Modelagem por regressão linear e dispersão dos valores de área abaixo da curva deprogresso da doença (AACPD) com valores de rendimento de todos os genótipos de sojaanalisados. 24
  34. 34. Ao correlacionar todos os valores incluindo repetições de AACPD (eixo x) de todos osgenótipos precoces e tardios com os cinco parâmetros de rendimento (eixo Y), não seestabeleceu uma correlação perfeita (Fig. 5). Na modelagem por regressão linear nenhum casodemonstrou relacionamento efetivo entre estes parâmetros sanitários e de produção. Noentanto, merece destaque a modelagem do peso de 100 grãos com AACPDD que apresentouum coeficiente de determinação de 0,486, ou seja, a variabilidade do peso de 100 grãos desoja é explicada pela AACPD em 48,6 %. Provavelmente um estudo mais aprofundado de identificação e ajuste de modelosmatemáticos, tal como, testes de hipótese destes não lineares possam apontar o melhor ajustedos valores biológicos coletados. A presença de valores discrepantes de alguns genótiposprovavelmente dificultou o ajuste ao modelo linear, ou até mesmo a variabilidade apresentadapelo germoplasma quanto aos parâmetros analisados. Nenhum dos modelos apresentadosexpressa uma correlação esperada entre as variáveis analisadas. Foi avaliado em 41 cultivares de soja, quanto a resistência a ferrugem asiática, sendoobservado uma tendência aumento da severidade da doença nas cultivares tardias, a julgarpela redução observada na produtividade desses materiais. É sabido que o rendimento dacultura relaciona-se inversamente com valores superiores da doença, onde cultivares de cicloprecoce e médio apresentaramuma menor perda e as tardias apresentaram grande perdas naprodução (EMBRAPA, 2003). 25
  35. 35. Tabela 3. Médias dos valores de área abaixo da curva de progresso da doença (AACPD),rendimento, número de nós por planta, número de grãos por planta e peso de 100 sementes emdiferentes genótipos precoces (Pn) e tardios (Tn). Rendimento Número de Número de Número de Peso 100 Genótipos AACPD -1 -1 -1 (Kg/ha) nós.planta vagens.planta grãos.planta sementes P1 613,7 ef 1783,3 ab 123,3 lm 128,0 cd 231,0 ef 7,5 ij P3 598,5 fg 1782,7 ab 130,0 lm 105,0 gh 195,7 ef 8,2 ij P4 669,9 de 1362,0 ab 126,7 lm 128,0 cd 252,0 ab 8,2 ij P5 684,3 dc 1858,8 ab 130,0 lm 89,7 gh 167,7 ef 6,2 ij P6 740,8 b 1546,3 ab 116,7 lm 110,3 gh 200,7 ef 7,2 ij P7 613,7 ef 1772,2 ab 153,3 jk 134,3 cd 240,3 ab 6,9 ij P8 572,3 fg 1451,1 ab 140,0 lm 116,0 gh 203,3 ef 7,0 ij P9 542,5 fg 1620,0 ab 140,0 lm 118,3 fg 230,0 ef 6,4 ij P10 598,5 fg 1256,7 ab 133,3 lm 120,3 fg 225,7 ef 6,2 ij P11 613,7 ef 1487,2 ab 153,3 jk 129,3 cd 226,7 ef 7,7 ij P12 557,1 fg 1749,0 ab 113,3 lm 121,0 fg 218,7 ef 6,2 ij P13 669,7 de 1466,3 ab 126,7 lm 93,7 gh 186,7 ef 7,4 ij P14 557,7 fg 1619,5 ab 110,0 m 123,7 ef 229,0 ef 6,3 ij P15 598,5 fg 1567,7 ab 126,7 lm 110,7 gh 242,3 ab 6,6 ij P16 710,5 bc 1432,3 ab 146,7 lm 7,4 gh 204,3 ef 8,3 ij P17 542,5 fg 1458,3 ab 166,7 fg 125,3 ef 231,7 ef 5,6 ij P19 669,8 de 1369,8 ab 123,3 lm 95,0 gh 166,0 ef 8,3 ij P20 628,9 ef 1651,6 ab 153,3 jk 124,7 ef 228,7 ef 7,3 ij P21 542,5 fg 1414,4 ab 163,3 gh 113,3 gh 204,3 ef 6,7 ij P22 644,0 ef 1664,8 ab 133,3 lm 109,3 gh 209,0 ef 6,0 ij P23 669,1 de 1372,2 ab 133,3 lm 94,7 gh 166,7 ef 7,0 ij P24 953,2 a 1217,2 ab 133,3 lm 85,7 h 163,3 ef 6,0 ij P25 684,3 dc 1489,8 ab 150,0 kl 113,3 gh 214,7 ef 9,0 ij P26 542,5 fg 1499,8 ab 150,0 kl 129,3 cd 232,0 ef 6,5 ij P27 628,8 ef 1066,4 ab 143,3 lm 116,7 gh 213,3 ef 8,8 ij P28 725,1 bc 1904,8 ab 130,0 lm 104,0 gh 197,3 ef 6,0 ij T1 626,5 ef 2021,4 ab 116,7 lm 124,7 ef 234,3 de 11,0 cd T2 512,2 fg 2032,2 ab 140,0 lm 121,3 fg 228,7 ef 11,0 cd T3 451,5 fg 2935,7 ab 160,0 hi 103,7 gh 212,3 ef 11,0 cb T4 512,2 fg 817,9 b 150,0 kl 115,3 gh 217,0 ef 9,2 ij T5 598,5 fg 1207,2 ab 143,3 lm 131,3 cd 241,7 ab 11,0 de T6 481,8 fg 1539,3 ab 203,3 a 127,0 de 244,7 ab 11,0 cb T7 509,8 fg 1135,7 ab 166,7 fg 143,3 a 262,3 a 9,8 gh T8 535,5 fg 2121,4 ab 140,0 lm 121,0 fg 236,7 cd 11,0 de T9 481,8 fg 1417,9 ab 156,7 ij 120,0 fg 237,3 cd 10,0 fg T10 481,8 fg 1264,3 ab 140,0 lm 131,3 cd 236,3 cd 10,0 fg T11 535,5 fg 1139,3 ab 136,7 lm 128,3 cd 264,7 a 9,4 hi T12 540,2 fg 1546,5 ab 133,3 lm 128,3 cd 231,0 ef 12,0 ab T13 512,2 fg 1664,3 ab 143,3 lm 128,7 cd 248,0 ab 10,0 de T14 565,8 fg 1367,8 ab 120,0 lm 123,0 ef 212,7 ef 12,0 a T15 479,5 fg 1689,3 ab 143,3 lm 110,7 gh 236,0 de 9,7 gh T16 451,5 fg 621,4 b 186,7 bc 129,3 cd 220,7 ef 9,2 ij T17 479,5 fg 1007,2 b 160,0 hi 123,3 ef 233,7 ef 8,9 ij T18 479,5 fg 1914,3 ab 143,3 lm 125,7 ef 229,0 ef 12,3 a T19 596,2 fg 1525,0 ab 190,0 ab 121,7 fg 234,0 ef 12,0 ab T20 512,2 fg 2007,2 ab 160,0 hi 123,3 ef 239,3 ab 11,0 cd T21 535,5 fg 960,7 b 180,0 cd 130,3 cd 247,3 ab 8,6 ij T22 451,5 fg 1221,4 ab 153,3 jk 133,0 cd 233,7 ef 9,2 ij T23 451,5 fg 1557,1 ab 173,3 ef 119,7 fg 237,7 bc 9,7 gh T24 512,2 fg 1696,4 ab 180,0 cd 133,7 cd 243,0 ab 10,0 fg T25 512,2 fg 921,4 b 143,3 lm 121,0 fg 241,3 ab 9,2 ij T26 509,8 fg 1225,0 ab 163,3 gh 111,0 gh 214,3 ef 9,2 ij T27 451,5 fg 1182,1 ab 176,7 de 137,3 bc 246,0 ab 9,4 hi 26 T28 535,5 fg 1064,3 b 163,3 gh 136,0 cd 252,0 ab 9,7 hi T30 409,5 fg 850,0 b 143,3 lm 138,0 ab 244,7 ab 8,6 ij
  36. 36. O genótipo P24 apresentou a maior área abaixo da curva do progresso da ferrugemasiática (AACPFA=953,2) diferindo estatisticamente das demais (Tab. 3), e -1consequentemente, o menor número de vagens.planta , este mesmo genótipo apresentou amenor média de índice produtivo (85,7 vagens.planta-1), e comparativamente o genótipo T6apresentou o maior número de vagens.planta-1, e consequentemente a menor AACPFA(481,8). Em analogia a regressão apresentada na Figura 4, os relacionamentos esperados sãoobservados para alguns genótipos, são sendo uma verdade absoluta para todos os materiaisanalisados. Ao analisar a variável dependente rendimento (Kg/ha), somente as cultivares T4, T16,T17, T21, T25, T28 e T30, apresentaram os menores rendimentos no germoplasma analisadodiferindo estatisticamente dos demais genótipos, e um fato esperado é que estas cultivares sãotodas de ciclos tardios (Tab. 3). São amplamente verificados em literatura que genótipostardios são mais severamente afetados pelo patógeno do que genótipos precoces. A cultivar T6 apresentou o maior número de nós.planta-1 (203,3), diferindoestatisticamente dos demais. Já o genótipo P12 apresentou o menor valor de número denós.planta-1 (113.3) diferindo estatisticamente dos demais (Tab. 3). A cultivar T7 apresentou o maior número vagens.planta-1 (143.3), e com isso foi acultivar que apresentou o maior número grãos.planta-1 e consequentemente o menor índice deAACPD, enquanto a cultivar P24 apresentou (85,7 vagens.planta-1), sendo desde então a queapresentou menor peso de 100 sementes (Tab. 3). Nem sempre a ferrugem é o principalcomponente que explica as perdas de rendimento, pois em algumas ocasiões no campocomplexos de outras doenças de final do ciclo podem apresentar uma fatia maior deresponsabilidade no decréscimo da produtividade em genótipos de soja. O número de grãos.planta-1, obteve diferença estatística onde a cultivar T7 (262.3) eT11 (264,7) diferenciaram das demais pois apresentaram um número de grãos.planta-1superior e a cultivar P24 (163.30), apresentou o menor número de grãos.planta -1,consequentemente a maior AACPD (Tab. 3). No peso de cem sementes, as cultivares T14 (12.0) e T18 (12.3) diferiramestatisticamente das demais, apresentando o maior peso de cem semente. Já a AACPDapresentou os menores valores dentre os genótipos precoces e tardios, e a cultivar a P24 queapresentou o menor peso de 100 sementes, apresentou a maior AACPD (Tab. 3). 27
  37. 37. Tabela 4. Coeficientes de correlação de Pearson entre as variáveis sanitárias (área abaixo dacurva de progresso da doença - AACPD) e de rendimento (rendimento (kg/ha), Número denós.planta-1, Número de vagens.planta-1, Número de grãos.planta-1 e Peso 100 sementes). Rendimento Número de Número de Número de Peso 100 Parâmetros AACPD (Kg/ha) nós.planta-1 vagens.planta-1 grãos.planta-1 sementesAACPD 1 0.12144ns -0.3968** -0.4815** -0.4746** -0.3832**Rendimento 0.1214ns 1 -0.0699ns -0.1312ns -0.0603ns 0.0391ns(Kg/ha)Número de -0.3968** -0.0699ns 1 0.2528** 0.2685** 0.2658**nós.planta-1Número de -0.4815** -0.1312ns 0.2528** 1 0.8206** 0.2587**vagens.planta-1Número de -1 -0.4746** -0.0603ns 0.2685** 0.8206** 1 0.3054**grãos.planta -0.3832** 0.0391ns 0.2658** 0.2587** 0.3054** 1Peso 100 sementes A correlação de Pearson da variável AACPD não foi significativa apenas para avariável rendimento, sendo inversa e significativa para número de nós.planta-1, número devagens.planta-1, número de grãos.planta-1 e peso 100 sementes (Tab. 4). Ou seja a medida quese aumenta a AACPD (maior quantidade de doença nos genótipos de soja) reduz osparâmetros em diferentes proporções. Os valores não representam proporções elevadas eabsolutas porque estes parâmetros de rendimento não foram influenciados única eexclusivamente pela ferrugem asiática nos genótipos analisados (Tab. 4). GODOY et al.,(2005), relataram que plantas severamente infectadas apresentam desfolha precoce,comprometendo a formação e o enchimento de vagens e o peso final de grãos. Em casosseveros, quando a doença atinge a soja no estádio de formação das vagens ou início dagranação, pode causar o aborto e a queda das vagens, má formação e comprometimento noenchimento dos grãos, reduzindo a massa e provocando perdas expressivas (EMBRAPA,2004). E assim havendo concordância com os resultados obtidos por UTIAMADA (2003),que estudando a determinação das perdas efetivas ao nível de lavoura de cinco áreascomerciais nos Estados da Bahia e Minas Gerais, concluiu que os níveis de ferrugem foramaltos em todas as áreas avaliadas, promovendo desfolha antecipada e redução do número devagens planta, com as perdas variando de 27 a 64%. 28
  38. 38. Figura 6. Representação dos maiores e menoresvalores AACPD dos genótipos precoces (P)e tardios (T).Figura 7. Representação dos maiores e menores valores rendimento Kg/ha dos genótiposprecoces (P) e tardios (T). A Figura 6 mostra os genótipos de soja que apresentaram a maior AACPD, dentre osgenótipos precoces e tardios, sendo que as variedades precoces (P24), (P28) apresentaram amaior AACPD e consequentemente a menores produtividades, como mostra na Figura 7, e osgenótipos tardios (T1), (T3) que apresentaram a menor AACPD quando comparados com os 29
  39. 39. precoces, apresentaram as maiores produtividades. Esse resultados semelhantes com osresultados de SILVA et al., 2007, onde analisava interação entre resistência genética parcial efungicidas no controle da ferrugem asiática da soja, observou-se que a cultivar UFV-18 queapresentou a maior (AACPD =969), obteve a menor produtividade entre as cultivaresestudadas (445 kg.ha-1). 30
  40. 40. 5. CONCLUSÕES O relacionamento de parâmetros de sanitários com parâmetros de produção permite oreconhecimento e identificação de genótipos ora resistentes ora tolerantes a ferrugem asiática,e ainda estes, relacionamentos apontam níveis de ligação entre as variáveis, permitindo areflexão de outros fatores associados á expressão da resistência e os níveis de perda. Os genótipos e seus decréscimos de produtividade são explicados pela incidência daferrugem asiática. O genótipo que apresentou a maior AACPD, P24 (953,20) obteve o menornúmero de vagens.planta-1 , número de grãos.planta-1 , peso de 100 sementes, e assiminterferindo na produção.6. ASPECTOS FORMATIVOS Os trabalhos desenvolvidos obtiveram quatro resumos que foram submetidos parapublicação no 44º Congresso Brasileiro de Fitopatologia. Os trabalhos submetidos foram: i)Relacionamento de produção de genótipos precoce, semi-tardio e tardio de soja com aseveridade de Phakopsora pachyrhizii ; ii) Resistência de genótipos de ciclo precoce e tardiosde soja a Peronospora manshurica; iii) Avaliação da resistência de genótipos de soja semi-tardios, tardios e precoces a Phakopsora pachyrhizi; iv) susceptibilidade de genótipos de sojaprecoces, semi-tardios e tardios a múltiplas doenças incidentes cidade de Urutaí, GO (2011-2012). 31
  41. 41. 7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASAGRIOS, G. N. 2005. Plant Pathology (5th Ed.). Amsterdam, Elsevier Academic Press.ALEXOPOULOS, G. J., C. W. Mims and M. Blackwell.1996. (4th Ed.). New York, JhonWiley e Sons.ALMEIDA, A. M. R., L. P. FERREIRA, J. T. YORINORI, J. F. V. SILVA, A. A.HENNING, C. V. GODOY, L. M. COSTAMILAN, e M. C. MEYER. 2005. Doenças de soja.Em: KIMATI, H., L. AMORIM,J. A. M. REZENDE, A. BERGAMIN FILHO e L. E. A.CAMARGO (Eds.) Manual de Fitopatologia. Vol. 2 (4ta Ed.). Piracicaba, Livroceres 2005.p 376-399ALMEIDA, A.M.R., FERREIRA, L.P., YORINORI, J.T., SILVA, J.F.V. & HENNING, A.A.Doenças da soja. In: KIMATI, H., AMORIM, L., BERGAMIM FILHO, A., CAMARGO,L.E.A. & REZENDE, J.A.M. (Eds). Manual de Fitopatologia Vol2: Doenças de plantascultivadas. São Paulo: Agronômica Ceres. 1997. p. 642- 664.ALVES, S. A. M., G. Q. FURTADO, e A. BERGAMIN FILHO. 2006. Influência dascondições climáticas sobre a ferrugem da soja. Em: Zambolim, L. (Org.). Ferrugem Asiáticada Soja. Visconde do Rio Branco, MG, Suprema Gráfica e Editora 2006. p. 37-59.ANAHOSUR, K. H.; WALLER, J. M.; Phakopsora pachyrhizi. CMI Descriptions ofPathologenic Fungi and Bactéria. No. 589. Mycopathologia 111: 91-108, 1990.ARIAS, C.A.A.; RACHID, B.F.; MOREIRA, J.U.V.; SOARES, R.M.; OLIVEIRA, M.F.;KASTER, M.; CARNEIRO, G.E.S.; CARRÃO-PANIZZI, M.C.; PEREIRA, M.J.Z.; MELOFILHO, O.L.; FARIAS NETO, A.L.; ABDELNOOR, R.V.; BROGIN, R.L.; FRONZA, V.;BERTAGNOLLI, P. Desenvolvimento de cultivares de soja resistentes à FerrugemAsiática. In: Reunião de pesquisa de soja da região central do Brasil, 31., 2010, Brasília. Ata.Londrina: Embrapa Soja, 2010. p.71‑79. (Embrapa Soja. Documentos, 324).AZEVEDO, L.A.S. de Resistência parcial de genótipos de soja a Phakopsora pachyrhizi esua interação com fungicidas 2005. 68f. Tese (Doutorado em Agronomia)-Faculdade deCiênciasAgrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista, Jaboticabal 2005.AZEVEDO, L.A.S.; JULIATTI, F.C.; BALARDIN, R.S.; SILVA, O.C. da. ProgramaSyntinela: monitoramento da dispersão de Phakopsora pachyrhizi e alerta contra a ferrugemasiática da soja. Campinas: Emopi Gráfica e Editora, 2004. 24p.(Boletim técnico).AZEVEDO, L.A.S.; JULIATTI, F.C.; BARRETO, M.. Resistance of Soybean Genotipes ofthe Cerrado Region to Rust Caused by Phakopsora pachyrhizi. Summa phytopathologica,v.33, n.3, p.252-257, 2007.BERGAMIN FILHO, A., e L. AMORIM. 1996. Doenças de Plantas Tropicais:Epidemiologia e Controle Econômico. São Paulo, Ceres.BERGAMIN FILHO, A.; LOPES, D. B. Avaliação dos danos causados por doenças deplantas. Revisão Anual de Patologia de Plantas. São Paulo: Editora Agronômica Ceres 1995.v.3, p. 133-184. 32
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