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NÍVEL DE VELOCIDADE DE ACELERAÇÃO EM JOGADORES DE FUTEBOL
                                   PROFISSIONAIS.
Autores: Daniel Alves Ferreira Junior¹, Helton de Sá Souza², Rodrigo Monteiro de Souza³
Luciano Martins Schiavo4
1-   Centro    Universitário   de    Volta    Redonda    –    UniFOA,    RJ.    (Docente)
professordaniel_93@hotmail.com
2- Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP/EPM,SP. (Especialista)
3- Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP/EPM,SP. (Especializando)
4- Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, RJ. (Graduando)

                                          RESUMO
A velocidade de aceleração é requerida nos momentos mais cruciais do jogo de futebol,
podendo influenciar diretamente na recuperação da posse de bola na defesa e nas
jogadas decisivas no ataque; portanto, podem ser importantes para decidir o resultado de
uma partida. Este estudo pretende avaliar o nível de velocidade de aceleração em
jogadores de futebol adultos do sexo masculino tomando-se por base os sprints lineares
máximos de 30 (trinta) metros. A presente pesquisa intitulada nível de velocidade de
aceleração em jogadores de futebol é justificada pela necessidade de conhecer
devidamente o nível de velocidade de aceleração apresentado por 22 jogadores adultos
do sexo masculino de uma equipe de primeira divisão do Estado do Rio de Janeiro
através dos resultados obtidos no teste de sprint máximo em 30 (trinta) metros em reta
saindo de pé da inércia, em comparação com os valores publicados em literatura
especializada, para posteriormente adequar os treinamentos físicos às demandas
metabólicas específicas ao jogador de futebol. Todos os testes foram realizados no
período vespertino, entre 15 e 16h. Foram realizados sprints lineares máximos de 30m, no
campo de futebol, com os jogadores calçados com chuteiras. Foram usados dois pares de
células fotoelétricas da marca Greika Modelo WT800. Para a classificação dos subgrupos,
foi utilizado o melhor tempo obtido no teste de velocidade de aceleração de 30m (0-30m)
e posteriormente convertido para a velocidade média de aceleração através da equação:
Vmac (m/s): D (m)/ T (s). Velocidade média de aceleração: Distância (metros) dividida
pelo Tempo gasto para percorrer a distância (segundos). Os subgrupos foram
classificados de acordo com Pasquarelli et al (2009) como: mais velozes (MaV) (n=0),
com Velocidade média entre 7,73 e 8,20 m/s; intermediário (IM) (n=10), com Velocidade
média entre 7,30 e 7,72 m/s; e menos velozes (MeV) (n=12), e Velocidade média entre
6,93 e 7,29. Com base na análise dos resultados considera-se que o grupo avaliado
apresentou nível de velocidade de aceleração similar ao apresentado na literatura, maior
que os níveis da 1ª divisão de Portugal e da Inglaterra, bem próximos da 1ª divisão de
juniores do Brasil e inferiores à 1ª divisão da Noruega. Entretanto, quando utilizamos a
classificação proposta por Pasquarelli et al (2009) 10 jogadores apresentaram rendimento
Intermediário e 12 jogadores classificados como Menos Velozes. Nenhum jogador obteve
rendimento compatível com o nível Mais veloz. Portanto, na ocasião da avaliação, o nível
de velocidade de deslocamento do grupo poderia ser aprimorado.
Palavras-Chave: Velocidade de Aceleração, 30 metros e Futebol.


                                      ABSTRACT
The acceleration speed is required at the moments most crucial of the soccer
game, being able to influence directly in the recovery of the ownership of ball in the
defense and the decisive plays in the attack; therefore, they can be important to de-
cide the result of a departure. This study intends to avaluate the level of accelera-
tion speed in adult male soccer players being overcome for base sprints maximum
of 30 (thirty) meters. The present research titled level of acceleration speed in soc-
cer players is justified by the necessity to duly know the level of acceleration speed
presented for 22 male adult players of a team in first division of the Rio De Janeiro
State through the results gotten in the test of sprint maximum in 30 (thirty) meters in
straight line leaving foot of inertia, in comparison with the values published in spe-
cialized literature, later to adjust the physical training to the specific metabolic de-
mands to the soccer player. All tests went applied at afternoon, between 15 e 16h.
The thirty meters sprints were made in the soccer field and the players were using
snickers. To the tests we used two pairs of photoeletric céls trade mark Greika Mod-
el WT800. For the Ranking of the sub-groups, were used the best score in 30m
sprint, after we converted to aceleration speed trough the equation: Vmac (m/s): D
(m)/ T (s). Aceleration speed: Distance (meters) share to the Time spent in 30 met-
ters (seconds). The sub-groups had been classified in accordance with Pasquarelli
et al (2009) as: quicker (MaV) (n=0), with average Speed between 7,73 and 8,20 m/
s; intermediary (IM) (n=10), with average Speed between 7,30 and 7,72 m/s; e less
quick (MeV) (n=12), and average Speed between 6,93 and 7,29. On the basis of
the analysis of the results concludes that the level of speed aceleration of the group
in the occasion was similar as presented in specialized literature, higher than Por-
tugal and England first division, closer than Brasil Juniors first division and lower
than Norweigian first division. However, when we utilize the ranking proposed by
Pasquarelli et al (2009) 10 players classified as Intermediary level and 12 players
classified as Less quick level. None players were classified as quicker level, that
predicts, in avaluation occasion, the aceleration speed could be aprimorated.
Key Words: Acceleration speed; 30 (thirty) meters and Soccer.

                                      INTRODUÇÃO
               Este estudo pretende avaliar o nível de velocidade de aceleração em
jogadores de futebol adultos do sexo masculino tomando-se por base os sprints máximos
de 30 (trinta) metros.
               O futebol é uma das modalidades esportivas mais populares do mundo,
segundo dados atuais da FEDERACIÓN INTERNATIONAL OF FOOTBALL
ASSOCIATION (FIFA) “210 países são filiados à entidade superando a ORGANIZAÇÃO
DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) com 193 filiações.” No Brasil, segundo dados atuais da
Confederação Brasileira de Futebol (CBF) “existem em torno de 1200 equipes de futebol
profissional o que soma aproximadamente vinte e quatro mil atletas profissionais de
futebol em atividade”, em suma, o futebol é o esporte das multidões, envolvendo os
praticantes, os expectadores, a mídia, os patrocinadores etc. Contudo “o futebol tem sido
alvo de inúmeros estudos científicos” (OSIECKI et al., 2001), pois apresenta
características muito particulares, segundo Eckblom (1993) “o futebol implica na prática
de exercícios intermitentes e de intensidade variável.”
               O futebol pode ser descrito como um esforço físico monumental. Entretanto,
a atividade competitiva do jogador de futebol resume-se a corridas de intensidades
variadas, frenagens com trocas rápidas de direção e saltos geralmente acompanhados da
execução de uma tarefa motora específica, como um chute, um cabeceio ou uma
tentativa de desarme. Para jogadores profissionais, a duração total de exercícios de alta
intensidade durante o jogo é de cerca de 7 min (VALQUER e BARROS, 1997).
                     A distância média total percorrida por um jogador no campo de jogo é de
                     10,80km. No primeiro tempo é 5% maior do que no segundo. A maior parte da
                     energia demandada pelo futebol é de natureza submáxima e aeróbia com
                     períodos de exercícios de alta intensidade raros e curtos. (EKBLOM, 1993;
                     BANGSBO, 1994; KIRKENDALL, 1993; BARROS E GUERRA, 2004).
No entanto, Segundo Pasquarelli et al (2009) a velocidade de aceleração é
requerida nos momentos mais cruciais do jogo, podendo influenciar diretamente na
recuperação da posse de bola na defesa e nas jogadas decisivas no ataque; portanto,
podem ser importantes para decidir o resultado de uma partida.
              Um sprint ocorre, aproximadamente, a cada 90s (REILLY, 1996) e cada
jogador realiza cerca de 10 - 40 sprints de alta velocidade por partida, com tempo médio
de duração de 2s, contudo, esses sprints tendem a ser menores que 30m (BANGSBO,
1994). De acordo com o estudo de Valquer et al. (1998), 96% dos sprints são menores
que 30m. Desse modo, alguns autores ressaltam que a fase inicial de um sprint é uma
variável importante no futebol moderno, Stolen et al.(2005) acrescentam que os jogadores
mais velozes chegam, em média, 1m à frente dos jogadores menos velozes em uma
distância curta de apenas 10m, o que pode ser importante nas situações de duelos,
influenciando o resultado da partida.
              O aumento do nível esportivo dos jogadores de futebol implica no
aperfeiçoamento da preparação física e na organização metodológica do treinamento
(VERKHOSHANSKI, 2001), portanto, torna-se relevante analisar os aspectos fisiológicos
que englobam uma partida de futebol.
              A presente pesquisa intitulada nível de velocidade de aceleração em
jogadores de futebol profissionais é justificada pela necessidade de conhecer devida-
mente o nível de velocidade de aceleração apresentado por jogadores de futebol adultos,
profissionais do sexo masculino, para adequar os treinamentos físicos às demandas
metabólicas específicas ao jogador de futebol. Tal estudo tem como objetivo geral avaliar
o nível de velocidade de aceleração em 22 jogadores adultos do sexo masculino de uma
equipe de primeira divisão do Estado do Rio de Janeiro através dos resultados obtidos no
teste de sprint máximo em 30 (trinta) metros em reta saindo de pé da inercia. Tal distância
foi escolhida, pois, segundo Valquer e Barros (1997) é a distância de sprint mais comum
em uma partida de futebol. Uma revisão bibliográfica sobre o tema auxiliou na classi-
ficação dos resultados baseando-se apenas na atividade competitiva, ou seja, a ad-
equação à modalidade esportiva em questão.

                                 MATERIAIS E MÉTODOS
              Este estudo de caráter descritivo analítico analisou a velocidade linear de
aceleração em jogadores de futebol profissionais através do teste de 30m.
                                          Amostra
              A amostra foi composta de 22 atletas (n=22) profissionais de futebol da 1ª
Divisão do Estado do Rio de Janeiro, Idade média e desvio padrão de 24 anos ± 5,5 anos.
As avaliações foram feitas pelo autor principal desse trabalho, que é fisiologista do clube
onde as mesmas aconteceram.
                                      Critérios éticos
              Foi preservado o nome do clube, assim como a identificação dos jogadores.
Sendo que, somente os resultados das avaliações foram relevantes para a pesquisa. O
presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética na pesquisa com Seres humanos
(COEPS) do Centro Universitário de Volta Redonda sob o parecer nº 160/09.
                                 Procedimentos de análise
             Todos os testes foram realizados no período vespertino, entre 15 e 16h.
Foram realizados sprints lineares máximos de 30m, no campo de futebol, com os
jogadores calçados com chuteiras, usando dois pares de células fotoelétricas da marca
Greika Modelo WT800. Este mecanismo possui um sensor fotoelétrico que capta a
passagem de algo ou alguém que se locomova entre dois tripés dispostos de frente, em
exata altura e direção, registrando assim o tempo em cada passagem. Sendo um total de
dois pares, as fotocélulas são acionadas através da interrupção de uma barreira invisível
de raios e foram utilizadas para determinar o tempo necessário para percorrer a distância
de 30 m. Foram utilizados fotocélulas com transmissores e receptores duplos. Para a
análise da capacidade de aceleração foi utilizada a distância de 30m em linha reta,
partindo da inércia. As fotocélulas foram posicionadas no início do sprint (0 m) e aos 30m.
Os sujeitos partiram da posição estática, com um dos pés, selecionado pelo próprio atleta,
colocado à frente, próximo da linha de início. Para eliminar a influência do tempo de
reação nos resultados, os atletas foram orientados a começar o teste quando quisessem
e foram instruídos a correr em máxima velocidade, até a passagem pela linha final. O
tempo foi iniciado a partir do primeiro movimento do atleta ao atravessar a linha de início.
Os atletas realizaram três sprints máximos com tempo de descanso de,
aproximadamente, 10 minutos entre eles. Para análise deste estudo, utilizou-se o melhor
resultado no teste realizado.
             Os subgrupos foram classificados de acordo com Pasquarelli et al (2009)
como: mais velozes (MaV) com Velocidade média entre 7,73 e 8,20 m/s; intermediário
(IM), com Velocidade média entre 7,30 e 7,72 m/s; e menos velozes (MeV), Velocidade
média entre 6,93 e 7,29 m/s.

                              RESULTADOS E DISCUSSÃO
              Para a classificação dos subgrupos, foi utilizado o melhor tempo obtido no
teste de velocidade de aceleração de 30m (0-30m) e posteriormente convertido para a
velocidade média de aceleração através da equação: Vmac (m/s): D (m)/ T (s).
Velocidade média de aceleração: Distância (metros) dividida pelo Tempo gasto para
percorrer a distância (segundos).
              Os subgrupos foram classificados de acordo com Pasquarelli et al (2009)
como: mais velozes (MaV) (n=0), com Velocidade média entre 7,73 e 8,20 m/s;
intermediário (IM) (n=10), com Velocidade média entre 7,30 e 7,72 m/s; e menos velozes
(MeV) (n=12), e Velocidade média entre 6,93 e 7,29.

                   Tabela 1- Resultados e classificação dos testes de 30 metros.
          Jogadores         Vmac (m/s)       Classificação (PASQUARELLI, 2009)
              A                7,37                       Intermediário
              B                7,61                       Intermediário
              C                7,44                       Intermediário
              D                 7,5                       Intermediário
              E                6,99                      menos velozes
              F                7,44                       Intermediário
              G                7,38                       Intermediário
              H                 7,5                       Intermediário
              I                7,15                      menos velozes
              J                6,57                      menos velozes
              K                7,38                       Intermediário
              L                 7,5                       Intermediário
              M                7,02                      menos velozes
              N                7,26                      menos velozes
              O                7,44                       Intermediário
              P                7,15                      menos velozes
              Q                6,83                      menos velozes
              R                7,17                      menos velozes
              S                6,96                      menos velozes
              T                7,05                      menos velozes
              U                7,05                      menos velozes
              V                7,21                      menos velozes
Média           7,23                  Menos velozes
        Desvio Padrão        0,27
             Buscamos outros valores para comparar com os escores apresentados pelo
grupo avaliado:

                      Tabela 2- Valores de Vmac (Média ± DP) de outros estudos.
        Autor        Distância      Tempo         Amostra              Categoria
     Neves et al.
        (1999)         30m       7,21 ± 0,03        n=16            1ª div. Portugal
      Neto et al.
        (2003)         30m       7,31 ± 0,10        n=35          1ª div. Junior Brasil
      Strudwick
     et al. (2002)     30m       7,00 ± 0,12        n=19            1ª div. Inglaterra
      Wisloff et
      al. (2004)       30m       7,50 ± 0,20        n=17            1ª div. Noruega

              Pasquarelli et al (2009) apresenta resultados do teste de 40 metros
escalonado de 10 em 10 metros até 40. Os resultados de sua amostra composta por 154
jogadores (n=154) para a distância de 30 metros foi 8,62 m/s ±0,33. O autor divide os
atletas em subgrupos de acordo com o rendimento e classifica da seguinte forma:
Mais velozes: de 7,73 a 8,20 m/s; Intermediários de 7,30 a 7,72 m/s e Menos velozes de
6,93 a 7,29 m/s.
              Isto posto, considera-se que o grupo avaliado apresentou nível de
velocidade de deslocamento similar ao apresentado na literatura, maior que os níveis da
1ª divisão de Portugal e da Inglaterra, bem próximos da 1ª divisão de juniores do Brasil e
inferiores à 1ª divisão da Noruega. Entretanto, quando utilizamos a classificação proposta
por Pasquarelli et al (2009) 10 jogadores apresentaram rendimento Intermediário e 12
jogadores classificados como Menos Velozes. Nenhum jogador obteve rendimento
compatível com o nível Mais veloz.
                                      CONCLUSÕES
              O presente estudo possibilita identificar a importância da velocidade de
aceleração para os jogadores de futebol. Principalmente para a execução de tarefas
específicas do jogo, que possibilitam a ocorrência dos gols, como as infiltrações de
ataque, arrancadas, contra-ataques etc.
              A velocidade de aceleração, presente frequentemente nestas ações supra
descritas, pode ser avaliada por teste de sprint máximo linear em distâncias de 10 até 40
metros, sendo que, a distância de sprint mais comum aos jogadores de futebol é a de 30
metros.
              Conhecer o nível de velocidade de aceleração linear para os jogadores de
futebol pode facilitar a orientação do treinamento físico nesses jogadores. Partindo do
pressuposto que os jogadores devem aprimorar as capacidades físicas que apresentam
déficit em relação aos valores de referência estabelecidos para a modalidade. Tais valores
são obtidos através da avaliação do universo da população praticante da modalidade.
              Com base na análise dos resultados considera-se que o grupo avaliado ap-
resentou nível de velocidade de aceleração similar ao apresentado na literatura. En-
tretanto, quando utilizamos a classificação proposta por Pasquarelli et al (2009), nenhum
jogador obteve rendimento compatível com o nível Mais veloz. Portanto, na ocasião da
avaliação, o nível de velocidade de deslocamento do grupo poderia ser aprimorado.

                               REFERÊNCIAS
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p.5-12, 1994.
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http://www.cbfnews.uol.com.br/home/index.htm Acesso em: 10 dez. 2005.

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<http://www.fifa.com> Acesso em: 10 dez. 2005.

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  • 1. NÍVEL DE VELOCIDADE DE ACELERAÇÃO EM JOGADORES DE FUTEBOL PROFISSIONAIS. Autores: Daniel Alves Ferreira Junior¹, Helton de Sá Souza², Rodrigo Monteiro de Souza³ Luciano Martins Schiavo4 1- Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, RJ. (Docente) professordaniel_93@hotmail.com 2- Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP/EPM,SP. (Especialista) 3- Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP/EPM,SP. (Especializando) 4- Centro Universitário de Volta Redonda – UniFOA, RJ. (Graduando) RESUMO A velocidade de aceleração é requerida nos momentos mais cruciais do jogo de futebol, podendo influenciar diretamente na recuperação da posse de bola na defesa e nas jogadas decisivas no ataque; portanto, podem ser importantes para decidir o resultado de uma partida. Este estudo pretende avaliar o nível de velocidade de aceleração em jogadores de futebol adultos do sexo masculino tomando-se por base os sprints lineares máximos de 30 (trinta) metros. A presente pesquisa intitulada nível de velocidade de aceleração em jogadores de futebol é justificada pela necessidade de conhecer devidamente o nível de velocidade de aceleração apresentado por 22 jogadores adultos do sexo masculino de uma equipe de primeira divisão do Estado do Rio de Janeiro através dos resultados obtidos no teste de sprint máximo em 30 (trinta) metros em reta saindo de pé da inércia, em comparação com os valores publicados em literatura especializada, para posteriormente adequar os treinamentos físicos às demandas metabólicas específicas ao jogador de futebol. Todos os testes foram realizados no período vespertino, entre 15 e 16h. Foram realizados sprints lineares máximos de 30m, no campo de futebol, com os jogadores calçados com chuteiras. Foram usados dois pares de células fotoelétricas da marca Greika Modelo WT800. Para a classificação dos subgrupos, foi utilizado o melhor tempo obtido no teste de velocidade de aceleração de 30m (0-30m) e posteriormente convertido para a velocidade média de aceleração através da equação: Vmac (m/s): D (m)/ T (s). Velocidade média de aceleração: Distância (metros) dividida pelo Tempo gasto para percorrer a distância (segundos). Os subgrupos foram classificados de acordo com Pasquarelli et al (2009) como: mais velozes (MaV) (n=0), com Velocidade média entre 7,73 e 8,20 m/s; intermediário (IM) (n=10), com Velocidade média entre 7,30 e 7,72 m/s; e menos velozes (MeV) (n=12), e Velocidade média entre 6,93 e 7,29. Com base na análise dos resultados considera-se que o grupo avaliado apresentou nível de velocidade de aceleração similar ao apresentado na literatura, maior que os níveis da 1ª divisão de Portugal e da Inglaterra, bem próximos da 1ª divisão de juniores do Brasil e inferiores à 1ª divisão da Noruega. Entretanto, quando utilizamos a classificação proposta por Pasquarelli et al (2009) 10 jogadores apresentaram rendimento Intermediário e 12 jogadores classificados como Menos Velozes. Nenhum jogador obteve rendimento compatível com o nível Mais veloz. Portanto, na ocasião da avaliação, o nível de velocidade de deslocamento do grupo poderia ser aprimorado. Palavras-Chave: Velocidade de Aceleração, 30 metros e Futebol. ABSTRACT The acceleration speed is required at the moments most crucial of the soccer game, being able to influence directly in the recovery of the ownership of ball in the defense and the decisive plays in the attack; therefore, they can be important to de- cide the result of a departure. This study intends to avaluate the level of accelera- tion speed in adult male soccer players being overcome for base sprints maximum of 30 (thirty) meters. The present research titled level of acceleration speed in soc-
  • 2. cer players is justified by the necessity to duly know the level of acceleration speed presented for 22 male adult players of a team in first division of the Rio De Janeiro State through the results gotten in the test of sprint maximum in 30 (thirty) meters in straight line leaving foot of inertia, in comparison with the values published in spe- cialized literature, later to adjust the physical training to the specific metabolic de- mands to the soccer player. All tests went applied at afternoon, between 15 e 16h. The thirty meters sprints were made in the soccer field and the players were using snickers. To the tests we used two pairs of photoeletric céls trade mark Greika Mod- el WT800. For the Ranking of the sub-groups, were used the best score in 30m sprint, after we converted to aceleration speed trough the equation: Vmac (m/s): D (m)/ T (s). Aceleration speed: Distance (meters) share to the Time spent in 30 met- ters (seconds). The sub-groups had been classified in accordance with Pasquarelli et al (2009) as: quicker (MaV) (n=0), with average Speed between 7,73 and 8,20 m/ s; intermediary (IM) (n=10), with average Speed between 7,30 and 7,72 m/s; e less quick (MeV) (n=12), and average Speed between 6,93 and 7,29. On the basis of the analysis of the results concludes that the level of speed aceleration of the group in the occasion was similar as presented in specialized literature, higher than Por- tugal and England first division, closer than Brasil Juniors first division and lower than Norweigian first division. However, when we utilize the ranking proposed by Pasquarelli et al (2009) 10 players classified as Intermediary level and 12 players classified as Less quick level. None players were classified as quicker level, that predicts, in avaluation occasion, the aceleration speed could be aprimorated. Key Words: Acceleration speed; 30 (thirty) meters and Soccer. INTRODUÇÃO Este estudo pretende avaliar o nível de velocidade de aceleração em jogadores de futebol adultos do sexo masculino tomando-se por base os sprints máximos de 30 (trinta) metros. O futebol é uma das modalidades esportivas mais populares do mundo, segundo dados atuais da FEDERACIÓN INTERNATIONAL OF FOOTBALL ASSOCIATION (FIFA) “210 países são filiados à entidade superando a ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS (ONU) com 193 filiações.” No Brasil, segundo dados atuais da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) “existem em torno de 1200 equipes de futebol profissional o que soma aproximadamente vinte e quatro mil atletas profissionais de futebol em atividade”, em suma, o futebol é o esporte das multidões, envolvendo os praticantes, os expectadores, a mídia, os patrocinadores etc. Contudo “o futebol tem sido alvo de inúmeros estudos científicos” (OSIECKI et al., 2001), pois apresenta características muito particulares, segundo Eckblom (1993) “o futebol implica na prática de exercícios intermitentes e de intensidade variável.” O futebol pode ser descrito como um esforço físico monumental. Entretanto, a atividade competitiva do jogador de futebol resume-se a corridas de intensidades variadas, frenagens com trocas rápidas de direção e saltos geralmente acompanhados da execução de uma tarefa motora específica, como um chute, um cabeceio ou uma tentativa de desarme. Para jogadores profissionais, a duração total de exercícios de alta intensidade durante o jogo é de cerca de 7 min (VALQUER e BARROS, 1997). A distância média total percorrida por um jogador no campo de jogo é de 10,80km. No primeiro tempo é 5% maior do que no segundo. A maior parte da energia demandada pelo futebol é de natureza submáxima e aeróbia com períodos de exercícios de alta intensidade raros e curtos. (EKBLOM, 1993; BANGSBO, 1994; KIRKENDALL, 1993; BARROS E GUERRA, 2004).
  • 3. No entanto, Segundo Pasquarelli et al (2009) a velocidade de aceleração é requerida nos momentos mais cruciais do jogo, podendo influenciar diretamente na recuperação da posse de bola na defesa e nas jogadas decisivas no ataque; portanto, podem ser importantes para decidir o resultado de uma partida. Um sprint ocorre, aproximadamente, a cada 90s (REILLY, 1996) e cada jogador realiza cerca de 10 - 40 sprints de alta velocidade por partida, com tempo médio de duração de 2s, contudo, esses sprints tendem a ser menores que 30m (BANGSBO, 1994). De acordo com o estudo de Valquer et al. (1998), 96% dos sprints são menores que 30m. Desse modo, alguns autores ressaltam que a fase inicial de um sprint é uma variável importante no futebol moderno, Stolen et al.(2005) acrescentam que os jogadores mais velozes chegam, em média, 1m à frente dos jogadores menos velozes em uma distância curta de apenas 10m, o que pode ser importante nas situações de duelos, influenciando o resultado da partida. O aumento do nível esportivo dos jogadores de futebol implica no aperfeiçoamento da preparação física e na organização metodológica do treinamento (VERKHOSHANSKI, 2001), portanto, torna-se relevante analisar os aspectos fisiológicos que englobam uma partida de futebol. A presente pesquisa intitulada nível de velocidade de aceleração em jogadores de futebol profissionais é justificada pela necessidade de conhecer devida- mente o nível de velocidade de aceleração apresentado por jogadores de futebol adultos, profissionais do sexo masculino, para adequar os treinamentos físicos às demandas metabólicas específicas ao jogador de futebol. Tal estudo tem como objetivo geral avaliar o nível de velocidade de aceleração em 22 jogadores adultos do sexo masculino de uma equipe de primeira divisão do Estado do Rio de Janeiro através dos resultados obtidos no teste de sprint máximo em 30 (trinta) metros em reta saindo de pé da inercia. Tal distância foi escolhida, pois, segundo Valquer e Barros (1997) é a distância de sprint mais comum em uma partida de futebol. Uma revisão bibliográfica sobre o tema auxiliou na classi- ficação dos resultados baseando-se apenas na atividade competitiva, ou seja, a ad- equação à modalidade esportiva em questão. MATERIAIS E MÉTODOS Este estudo de caráter descritivo analítico analisou a velocidade linear de aceleração em jogadores de futebol profissionais através do teste de 30m. Amostra A amostra foi composta de 22 atletas (n=22) profissionais de futebol da 1ª Divisão do Estado do Rio de Janeiro, Idade média e desvio padrão de 24 anos ± 5,5 anos. As avaliações foram feitas pelo autor principal desse trabalho, que é fisiologista do clube onde as mesmas aconteceram. Critérios éticos Foi preservado o nome do clube, assim como a identificação dos jogadores. Sendo que, somente os resultados das avaliações foram relevantes para a pesquisa. O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética na pesquisa com Seres humanos (COEPS) do Centro Universitário de Volta Redonda sob o parecer nº 160/09. Procedimentos de análise Todos os testes foram realizados no período vespertino, entre 15 e 16h. Foram realizados sprints lineares máximos de 30m, no campo de futebol, com os jogadores calçados com chuteiras, usando dois pares de células fotoelétricas da marca Greika Modelo WT800. Este mecanismo possui um sensor fotoelétrico que capta a passagem de algo ou alguém que se locomova entre dois tripés dispostos de frente, em exata altura e direção, registrando assim o tempo em cada passagem. Sendo um total de dois pares, as fotocélulas são acionadas através da interrupção de uma barreira invisível
  • 4. de raios e foram utilizadas para determinar o tempo necessário para percorrer a distância de 30 m. Foram utilizados fotocélulas com transmissores e receptores duplos. Para a análise da capacidade de aceleração foi utilizada a distância de 30m em linha reta, partindo da inércia. As fotocélulas foram posicionadas no início do sprint (0 m) e aos 30m. Os sujeitos partiram da posição estática, com um dos pés, selecionado pelo próprio atleta, colocado à frente, próximo da linha de início. Para eliminar a influência do tempo de reação nos resultados, os atletas foram orientados a começar o teste quando quisessem e foram instruídos a correr em máxima velocidade, até a passagem pela linha final. O tempo foi iniciado a partir do primeiro movimento do atleta ao atravessar a linha de início. Os atletas realizaram três sprints máximos com tempo de descanso de, aproximadamente, 10 minutos entre eles. Para análise deste estudo, utilizou-se o melhor resultado no teste realizado. Os subgrupos foram classificados de acordo com Pasquarelli et al (2009) como: mais velozes (MaV) com Velocidade média entre 7,73 e 8,20 m/s; intermediário (IM), com Velocidade média entre 7,30 e 7,72 m/s; e menos velozes (MeV), Velocidade média entre 6,93 e 7,29 m/s. RESULTADOS E DISCUSSÃO Para a classificação dos subgrupos, foi utilizado o melhor tempo obtido no teste de velocidade de aceleração de 30m (0-30m) e posteriormente convertido para a velocidade média de aceleração através da equação: Vmac (m/s): D (m)/ T (s). Velocidade média de aceleração: Distância (metros) dividida pelo Tempo gasto para percorrer a distância (segundos). Os subgrupos foram classificados de acordo com Pasquarelli et al (2009) como: mais velozes (MaV) (n=0), com Velocidade média entre 7,73 e 8,20 m/s; intermediário (IM) (n=10), com Velocidade média entre 7,30 e 7,72 m/s; e menos velozes (MeV) (n=12), e Velocidade média entre 6,93 e 7,29. Tabela 1- Resultados e classificação dos testes de 30 metros. Jogadores Vmac (m/s) Classificação (PASQUARELLI, 2009) A 7,37 Intermediário B 7,61 Intermediário C 7,44 Intermediário D 7,5 Intermediário E 6,99 menos velozes F 7,44 Intermediário G 7,38 Intermediário H 7,5 Intermediário I 7,15 menos velozes J 6,57 menos velozes K 7,38 Intermediário L 7,5 Intermediário M 7,02 menos velozes N 7,26 menos velozes O 7,44 Intermediário P 7,15 menos velozes Q 6,83 menos velozes R 7,17 menos velozes S 6,96 menos velozes T 7,05 menos velozes U 7,05 menos velozes V 7,21 menos velozes
  • 5. Média 7,23 Menos velozes Desvio Padrão 0,27 Buscamos outros valores para comparar com os escores apresentados pelo grupo avaliado: Tabela 2- Valores de Vmac (Média ± DP) de outros estudos. Autor Distância Tempo Amostra Categoria Neves et al. (1999) 30m 7,21 ± 0,03 n=16 1ª div. Portugal Neto et al. (2003) 30m 7,31 ± 0,10 n=35 1ª div. Junior Brasil Strudwick et al. (2002) 30m 7,00 ± 0,12 n=19 1ª div. Inglaterra Wisloff et al. (2004) 30m 7,50 ± 0,20 n=17 1ª div. Noruega Pasquarelli et al (2009) apresenta resultados do teste de 40 metros escalonado de 10 em 10 metros até 40. Os resultados de sua amostra composta por 154 jogadores (n=154) para a distância de 30 metros foi 8,62 m/s ±0,33. O autor divide os atletas em subgrupos de acordo com o rendimento e classifica da seguinte forma: Mais velozes: de 7,73 a 8,20 m/s; Intermediários de 7,30 a 7,72 m/s e Menos velozes de 6,93 a 7,29 m/s. Isto posto, considera-se que o grupo avaliado apresentou nível de velocidade de deslocamento similar ao apresentado na literatura, maior que os níveis da 1ª divisão de Portugal e da Inglaterra, bem próximos da 1ª divisão de juniores do Brasil e inferiores à 1ª divisão da Noruega. Entretanto, quando utilizamos a classificação proposta por Pasquarelli et al (2009) 10 jogadores apresentaram rendimento Intermediário e 12 jogadores classificados como Menos Velozes. Nenhum jogador obteve rendimento compatível com o nível Mais veloz. CONCLUSÕES O presente estudo possibilita identificar a importância da velocidade de aceleração para os jogadores de futebol. Principalmente para a execução de tarefas específicas do jogo, que possibilitam a ocorrência dos gols, como as infiltrações de ataque, arrancadas, contra-ataques etc. A velocidade de aceleração, presente frequentemente nestas ações supra descritas, pode ser avaliada por teste de sprint máximo linear em distâncias de 10 até 40 metros, sendo que, a distância de sprint mais comum aos jogadores de futebol é a de 30 metros. Conhecer o nível de velocidade de aceleração linear para os jogadores de futebol pode facilitar a orientação do treinamento físico nesses jogadores. Partindo do pressuposto que os jogadores devem aprimorar as capacidades físicas que apresentam déficit em relação aos valores de referência estabelecidos para a modalidade. Tais valores são obtidos através da avaliação do universo da população praticante da modalidade. Com base na análise dos resultados considera-se que o grupo avaliado ap- resentou nível de velocidade de aceleração similar ao apresentado na literatura. En- tretanto, quando utilizamos a classificação proposta por Pasquarelli et al (2009), nenhum jogador obteve rendimento compatível com o nível Mais veloz. Portanto, na ocasião da avaliação, o nível de velocidade de deslocamento do grupo poderia ser aprimorado. REFERÊNCIAS BANGSBO, J. Energy demands on competitive soccer. Journal of Sports Sciences, v.12, p.5-12, 1994.
  • 6. BARROS, T. L.; GUERRA, I. Ciência do Futebol. São Paulo: Manole, 2004. 338 p. CBFNEWS. Site oficial da Confederação Brasileira de Futebol. Disponível em: http://www.cbfnews.uol.com.br/home/index.htm Acesso em: 10 dez. 2005. ECKBLOM, B. Applied physiology of soccer. Sports Medicine, v.3, p. 50-60, 1993. FIFA. Site oficial da Federação Internacional de Futebol e Associações. Disponível em: <http://www.fifa.com> Acesso em: 10 dez. 2005. KIRKENDALL, D. T.; GARRETT, W.E. A ciência do exercício e dos esportes. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 1993. cap. 48, p.804-13. NETO L, NUNES C, HESPANHOL J, ARRUDA M. Physiological and Anthropometric Characteristic of Junior Brazilian Soccer Players (Abstract). World Congress on Science and Football - 5. Lisboa: 2003, p. 318. NEVES AP, BARROS J, RIBEIRO VB. Correlation Between Strength and Power and Short Sprint Performance on Soccer Players. Med Sci Sports Exerc 1999;31(Suppl.):78. OSIECKI, R.; GOMES, A. C.; MEIRA, A. L. J.; ERICHSEN, O. A.; SILVA, S. G. Estudo comparativo dos aspectos funcionais e de composição corporal entre atletas de futebol de diferentes categorias. Revista Brasileira de Fisiologia do Exercício, Rio de Janeiro, v.1, p.75-87, 2001. PASQUARELLI, B.N.; STANGANELLI, L.C.R; DOURADO, A.C; LOCH, M.R.; ANDRADE, C.A. Análise da velocidade linear em jogadores de futebol a partir de dois métodos de avaliação. Revista Brasileira de Cineantropometria do desenvolvimento humano, v.11, p. 414-418, 2009. REILLY, T. Motion Analysis and physiological demands. In: _________. Science and Soccer. 1. ed. London: E & FN Spon, 1996. p.65-79. STOLEN T, CHAMARI K, CASTAGNA C, WISLOFF U. Physiology of Soccer: An Update. Sports Med 2005;35(6):501-536. STRUDWICK A, REILLY T, DORAN D. Anthropometric and Fitness Profiles of Elite Players in Two Football Codes. J Sports Med Phys Fitness 2002;42(2):239-242. VALQUER, W.; BARROS, T.L. Distância percorrida e padrão de movimentação de jogadores de Futebol de campo, Anais XVII Congresso Pan-americano de Medicina de Esporte,1997. VALQUER W, BARROS TL, SANT’ANNA M. High Intensity Motion Pattern Analyses of Brazilian Elite Soccer Players (Abstract). IV Congress of National Analysis of Sport. Lisboa:1998, p. 80. VERKHOSHANSKI, I. V. Treinamento desportivo: Teoria e metodologia. Porto Alegre: Artmed, 2001. WISLOFF U, CASTAGNA C, HELGERUD J, JONES R, HOFF J. Strong Correlation of Maximal Squat Strength with Sprint Performance and Vertical Jump Height in Elite Soccer Players. Br J Sports Med 2004;38(3):285-288.