Depressýýo no ambiente de trabalho

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Depressýýo no ambiente de trabalho

  1. 1. 1 Depressão no Ambiente de Trabalho Cleidiane Oliveira dos Santos Professora- Rouseni costa Centro Universitário Leonardo da Vinci – UNIASSELVI Tecnologo em Segurança do Trabalho (SEG0151) – Prática do Módulo I 19/06/2012RESUMOA necessidade urgente de fomentar as discussões em torno da saúdeocupacional, numa época em que as rápidas modificações do trabalho nomundo moderno estão afetando a saúde dos bilhões de trabalhadores emtodos os países, não é particularidade deste início de século.OrganizaçãoMundial de Saúde (OMS), em 1994, já se estimava uma média anual de 157milhões de novos casos de doenças de trabalho atribuídas, quase sempre, adiversos riscos de exposição e sobrecarga de trabalho.E até 2020 a depressãopassará da 4ª para a 2ª colocada entre as principais causas de incapacidadepara o trabalho no mundo.No mundo,estima-se que 121 milhões de pessoassofram com a depressão,17 milhões delas somente no Brasil.Os quadros de depressão não tratados podem resultar no afastamento dasatividades,chegando até a demissão,já que a baixa produtividade e odesinteresse pela rotina podem afetar a avaliação da empresa sobre ofuncionário.E de acordo com a OMS,75% das pessoas que tem depressãonunca receberam um tratamento adequado o que agrava ainda mais a situaçãode quem enfrenta uma doença como esta.Palavra-chave: Ambiente Laboral. Tratamento. Qualidade de vida.
  2. 2. 21 INTRODUÇÃOQuando a pessoa está cansada por ter trabalhado muito,pode ocorrer uma fadiga.Omesmo acontece com a pessoa que está estressado com o trabalho,com depressão noambiente de trabalho resulta-se em fadiga,perda de interesse,ansiedade,angústia,deses-perança,estresse,culpa,ideação suicida,baixa energia,alterações no sono,doresinexplicáveis pelo corpo(sem causas clínicas definidas),dor de cabeça,dor noestomago,altera-coes no apetite,alterações gastrintestinais,alterações psicomotoras,evarias outras. Quando a depressão acontece por algum motivo extraordinário aotrabalho,como um assalto,por exemplo,a empresa poderá paga uma indenização,desdede que constate o descuido com a segurança do empregado.O afastamento por depressãonão é válida por estresse normais do trabalho.A depressão pode ser dividida em 2 tipos:1 - Típica: quando o indivíduo a manifesta com todos os sintomas emocionais típicoscomo a tristeza, o desinteresse, a apatia etc. 2 - Atípico: quando o indivíduo não percebeque está deprimido e não tem queixas como as pessoas do primeiro tipo. É o tipo durão,resistente. Portanto, os depressivos atípicos acabam se achando apenas ansiosos e nãodepressivos.2 DESENVOLVIMENTO
  3. 3. 3A partir de 2020 será tão comum quanto ter dores nas costas. O mal, já é encarado comodoença do trabalho e de saúde pública, deve ser tratado rapidamente sob risco de seagravar,com chances irreversíveis de cura.A doença atinge,principalmente, profissionaisque realizam na rotina do dia-a-dia serviços extremamente operacionais e mecânicos.Osmédicos dizem que a depressão é “extremamente democrática”e não escolhe pessoaspara vitimá-las,porém,eles ressaltam que há profissões que são mais suscetíveis ao mal.2)A depressão é um acidente de trabalho?No Art.19. Acidente de trabalho é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço daempresa ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos no inciso VII do art.11desta Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou aperda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho. Ressalte-seque além dos acidentes típicos de trabalho, também as doenças adquiridas pelosempregados no decorrer de suas atividades laborais, são equiparadas à acidentes detrabalho.Assim é que existe a diferenciação entre a doenças profissional e doença dotrabalho,sendo aquela peculiar à profissão exercida pelo trabalhador,bastando para sercaracterizando o acidente de trabalho, haver a comprovação do desempenho daatividades e o agravamento da doença laboral.Consideram-se acidente do trabalho, o seguinte:I-doença profissional, assim entendida a produzida ou desencadeada pelo exercício dotrabalho peculiar a determinada atividade e constante da respectiva relação elaboradapelo Ministério do Trabalho e da Previdência Social (atualmente Ministério daPrevidência Social);II-doença do trabalho, assim entendida a adquirida ou desencadeada em função decondições especiais em que o trabalho é realizado e com ele se relacione diretamente,constante da relação mencionada no inciso I. Importante mencionar que a relaçãocontida no supracitado art.20, I, da Lei 8.213/91 está contida no Anexo II do Decreton.3048/99 do atual Regulamento da Previdência Social. De acordo com tal anexo,existem 200 novas doenças do trabalho, dentre as quais está incluída a depressão.
  4. 4. 42.1 Da psicologia e a vinculação com a depressãoDas pesquisas realizadas nessa área resultou a inclusão de enfermidadespsicossomáticas, psicológicas e psíquicas no âmbito das doenças ocupacionais. Além dociclo originado da relação homem-máquina, os pesquisadores reconheceram quediversos outros fatores no meio ambiente do trabalho podem afetar a saúde mental, taiscomo: relações interpessoais e coletivas inerentes à própria organização do trabalho,ambiente físico (ruído, iluminação, temperatura, intoxicação, disposição do espaçofísico), forma do exercício do poder de comando na escala hierárquica e demaiscircunstâncias gerais referentes à própria manutenção do emprego. Nessa trajetória, nainserção da psicologia no campo da saúde do trabalhador, dentre várias possibilidades,abriu-se espaço para estudos acerca do estabelecimento do nexo causal entre o trabalhoe o adoecimento mental. A moderna vertente da psicologia aplicada ao mundo dotrabalho centraliza o conceito de “Saúde do Trabalhador” numa abordagemmultiprofissional, abrangendo o entendimento de que é possível trabalhar sem oacometimento de doenças decorrentes do trabalho dependendo da forma e condições deorganização do trabalho, enfim, do meio ambiente do trabalho.2.2 Atividades que mais apresentam casos de depressãoA vinculação entre o trabalho e o adoecimento psíquico apresenta visibilidade crescentedevido ao número elevado de casos de depressão e suicídio entre a população ruralassociado ao uso indiscriminado de agrotóxicos e o número crescente de transtornosmentais entre trabalhadores que vivenciaram processos de reestruturação produtiva nosseus locais de trabalho, conforme dados do Ministério da Saúde (2001).Segundo estatísticas da Previdência Social os transtornos mentais ocupam a terceiraposição entre as causas de concessão de benefícios previdenciários. O levantamento dosdados aponta os ramos de atividade que apresentam mais casos de afastamento portranstornos mentais: extração de petróleo, atividades imobiliárias, transporte aéreo,captação, tratamento e distribuição de água e fabricação de produtos têxteis, levando àconclusão de que, dependendo da ocupação, os riscos aumentam. Somam-se ainda asfreqüentes vítimas de assaltos no local de trabalho; bancários e comerciantes tambémfiguram entre as categorias mais afetadas pelos distúrbios mentais, além dosprofissionais do ensino e policiais. Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) em
  5. 5. 5parceria com a Previdência Social. Uma pesquisa da Universidade de Brasília (UnB) emparceria com a Previdência Social demonstra que o número de trabalhadores comproblemas mentais vem aumentando nos últimos anos. Bancários, frentistas,trabalhadores do comércio, metalúrgicos, rodoviários e transportadores aéreos estãoentre as categorias de maior risco. No levantamento, 48,8% dos trabalhadores que seafastam por mais de 15 dias do serviço sofrem algum tipo de doença mental.A pesquisa também relata que a doença mental nunca vem sozinha. O alcoolismo é aconseqüência mais comum, que surge da depressão. E, muitas vezes, o estresse leva aoalcoolismo, havendo trabalhadores que, pela sobrecarga de responsabilidade e tensão,não conseguem dormir sem beber álcool. Ressalta que profissionais que trabalhamisolados, como os controladores de vôo, devem receber cuidados especiais, já que otransporte aéreo é o terceiro ramo de atividades a apresentar mais afastamentos portranstornos mentais.2.3 A doença no ambiente laboralRelevante se mostra, diante de tal cenário,o exame das repercussões jurídicas dadepressão no ambiente do trabalho por se tratar de questão relativa à saúde dotrabalhador,um direito absolutamente indisponível.A saúde do trabalhador é um direito constitucionalmente garantido, amparado pornormas gerais e especiais de proteção, importando, diante desse quadro, averiguar se nomeio ambiente do trabalho o trabalhador está ou não submetido a agressões psíquicasque podem desencadear e/ou agravar um quadro depressivo.Pelo que se colhe daliteratura médica, a depressão é um distúrbio emocional que produz alterações no modode ver o mundo e sentir a realidade.O sintoma da doença é, basicamente, o transtornodo humor.A falta de esperança e de vitalidade são sentimentos constantes na vida de uma pessoadeprimida. Seus sintomas podem ser a insegurança, o isolamento social e familiar, aapatia, a desmotivação, ou seja,a perda de interesse e prazer por coisas que antesgostava, com o agravante de que podem também ocorrer perda de memória, do apetite eda concentração, além de insônia.
  6. 6. 62.4 O Nexo causalDiagnosticar a depressão em decorrência do trabalho não é tarefa fácil. Nesse ponto,argumenta a pesquisadora da UnB que “a caracterização da doença como de trabalho éextremamente complicada”. Acrescenta ela: Costumo dizer que se assemelha a umainvestigação policial. Mas, nem sempre os peritos têm condições para fazer odiagnóstico. Para isso, geralmente eles se baseiam na CAT ( Comunicação de Acidentedo Trabalho) emitida pela empresa. Relata que “no caso dos bancários ficam mais fácildiagnosticar quando há algum caso de assalto ou seqüestro”.E que as decepções sucessivas em situações de trabalho,geradas pelo excesso decompetições, implicando ameaça permanente de perda de função, perda do posto detrabalho e demissão pode determinar o acometimento da enfermidade, apontando aindacomo principais fatores de risco: ausência de pausas de trabalho; tarefas repetitivas;pressão das chefias e clientes; falta de perspectiva de ascensão; prolongamento dajornada de trabalho; falta de reconhecimento no trabalho desenvolvido e medopermanente de demissão, tais atitudes podem caracterizar o nexo causal entre o labor e adoença.3) Considerações finaisOs estudos e pesquisas demonstram que transtornos mentais e de comportamentoocupam o 3° lugar entre as causas de afastamento do trabalho, reconhecendo que ocrescimento desses índices nos últimos anos coincide com a implantação de profundastransformações nos contextos de trabalho. Vivemos numa época em que a tecnologia e aautomação criam uma verdadeira revolução no mercado de trabalho, causando diversostranstornos psicológicos ao ser humano, causando depressão e outras doenças coligadasao ambiente laboral, refletindo esses fatos modernos também na esfera jurídica como acaracterização das “doenças ocupacionais”, que são contraídas decorrentes do ambientedo trabalho, que quando provadas iram proporcionar ao trabalhador benefíciosprevidenciários e até indenização para os danos causados a saúde tanto no aspecto físicoe psicológico.
  7. 7. 7Referências- FUNDACENTRO. Revista Brasileira de Saúde Ocupacional (RBSO), n. 115, vol.32 (http://rbso.fundacentro.gov.br/rbso_edições).- DEJOURS, C. A loucura do trabalho - estudo de Psicopatologia do Trabalho. Trad.Ana Isabel Paraguay e Lúcia Leal Ferreira. 5. ed. ampl. São Paulo: Oboré, 2000.- GARCIA, G. F. B. Acidentes do trabalho, doenças ocupacionais e nexo técnicoepidemiológico. São Paulo: Método, 2007.© Dr. Alessandro Loiola. DEPRESSÃO NO TRABALHOwww.artigos.com/artigos/humanas/...e.../depressao...trabalho.../artigo/> Acesso em 03 demaio de 2012

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