Genética da Hemocromatose
A Hemocromatose Hereditária é uma das condições genéticas mais comuns, afetando 1
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MUTAÇÕES NO GENE HFE
Foram identificadas, no gene HFE, cerca de 20 mutações, sendo que há três mutações
do tipo missense C...
podemos por alguma tabela/esquema deste género:
Hemocromatose
Hereditária
associada ao
HFE (tipo 1)
C282Y homozigose
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Genética da hemocromatose

  1. 1. Genética da Hemocromatose A Hemocromatose Hereditária é uma das condições genéticas mais comuns, afetando 1 em cada 200 pessoas. Existem 5 formas de Hemocromatose Hereditária :Clássica (tipo 1), 2A, 2B, 3 e 4. A HH clássica (tipo 1), mais comum na Europa, deve-se à presença de variações genéticas no gene HFE e os tipos 2A, 2B, 3 e 4 são causadas, respetivamente, por alterações nos genes, HJV, HAMP, TfR2 e SLC40A1. O fenótipo da HH varia não só com o gene envolvido e respetiva função na fisiologia do ferro, como também conforme a ocorrência simultânea de mutações patogénicas em heterozigose ou homozigose nos genes HFE, HJV, HAMP, TfR2 e SLC40A1, o que indica a natureza multigénica das patologias de excesso de ferro. O desenvolvimento da HH está mais frequentemente relacionado com o gene HFE, localizado no braço curto do cromossoma 6p21.3, codificante da proteína HFE. Esta, na superfície das células das criptas duodenais, associa-se à transferrina e β2- microglobulina, formando um complexo com atividade reguladora sobre o recetor da transferrina, denominado TfR e presente nas células intestinais.
  2. 2. MUTAÇÕES NO GENE HFE Foram identificadas, no gene HFE, cerca de 20 mutações, sendo que há três mutações do tipo missense C282Y, H63D e S65C principalmente associadas à HH. C282Y A mutação C282Y é apontada como a principal mutação causadora de HH e consiste numa transição de guanina (G) para adenina (A), determinando a substituição de cisteína (C), por tirosina (Y) no aminoácido 282. Esta alteração inviabiliza a interação existente entre HFE, transferrina e β2-microglobulina, uma vez que prejudica a expressão de HFE na superfície celular e, portanto, a associação à β2-microglobulina, além de eliminar o sítio de ligação de HFE com o receptor de transferrina. Assim, dá-se uma menor captação de ferro pela transferrina nas criptas duodenais e, em consequência, a maior absorção de ferro pelo organismo. Os homozigotos para a mutação C282Y apresentam 2 vezes maior probabilidade de ter distúrbios hepáticos, apresentam maiores níveis de ferritina e início da doença mais precoce que os heterozigóticos. H63D Estamutação é a segundamais frequente e estágeralmente associadaaformas brandas de HH. A alteração de citidina (C) para guanina (G) no nucleotídeo 187 reflete-se na substituição dehistidina (H) por ácido aspártico (D) no aminoácido 63, o que provoca a alteração da conformação da proteína HFE, minimizando a sua afinidade de ligação à transferrina. S65C A mutação S65C, mais recentemente relatada e também relacionada à HH de menor gravidade, tem origem na conversão da serina (S) por cisteína (C), devido à alteração do nucleotídeo adenina (A) para timidina (T), na posição 193 do gene HFE.
  3. 3. podemos por alguma tabela/esquema deste género: Hemocromatose Hereditária associada ao HFE (tipo 1) C282Y homozigose C282Y/H63D heterozigose composta não associada ao HFE hemocromatose juvenil (tipo 2) mutação hepcidina (2A) mutação hemojuvelina (2B) hemocromatose tipo 3 (mutação do receptor 2 da transferrina) mutação da ferroportina tipo 4 (hemocromatose autossômica dominante)

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