Zero a seis curitiba - xl reuniao sbp

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  • Key Point
    Chronic activation of the stress-response system causes a variety of adverse effects in the brain and mediates many of the physiologic and behavioral responses in depression
    Background
    Since the advent of antidepressant pharmacotherapy in the 1950s, the pathophysiologic model of depression has shifted from one based on maladaptive psychologic processes to one based on neurobiologic processes
    Stress, particularly early-life stress, has been associated with an increased vulnerability to depressive disorders in adulthood
    A majority of depressed patients exhibit signs of hypothalamic-pituitary-adrenal (HPA) axis hyperactivity, reflecting either a dysregulation or disinhibition of the stress-response system
    This schematic representation depicts the hypothesis that the stress-response system appears to mediate not only the neuroendocrine response, but also the autonomic, behavioral, and electrophysiologic responses to stress
    Evidence suggests that corticotropin-releasing factor (CRF) is hypersecreted in depression, resulting in HPA hyperactivity and elevations of plasma cortisol concentrations
    This increase in CRF neuronal activity is also believed to mediate some of the behavioral symptoms of depression involving sleep and appetite disturbances, reduced libido, and psychomotor changes
    An area of emerging interest is the exploration of the association of prolonged stress activation with neurotoxicity and atrophy in the central nervous system
    Reference
    Arborelius L, et al. J Endocrinol. 1999;160:1-12.
  • Key Point
    Stress and depression result in neuronal atrophy and cell death
    Background
    Neuronal atrophy and death are thought to occur as a result of hyperactivity of the stress-response system in depressed patients, which increases adrenal glucocorticoid release and decreases brain-derived neurotrophic factor (BDNF) levels, a factor critical for the survival and function of neurons in the adult brain
    The damaging effects of prolonged stress/depressive symptoms could contribute to the selective loss of volume of the hippocampus (a structure essential to learning and memory, contextual fear conditioning, and neuroendocrine regulation) observed in patients with depression. These morphologic changes have been shown to persist long after the depressive symptoms have resolved
    In theory, antidepressants that affect serotonin and/or norepinephrine activity may affect neuronal survival and growth by decreasing glucocorticoid levels and increasing BDNF levels
    Reference
    Duman RS, et al. Biol Psychiatry. 2000;48:732-739.
  • Estas três imagens referem-se a ativação de regiões associadas ao julgamento moral?
    Poderia explicar um pouquinho o quadro com as setinhas?
  • O que é Psicopatia comunitária?
    O que as imagens de ambos os campos informam?
  • Zero a seis curitiba - xl reuniao sbp

    1. 1. Violência, Cidadania e Ciência: O desenvolvimento de valores éticos na infância. Ou “Porque investir na primeira infância?” João Augusto Figueiró Instituto Zero a Seis www.zeroaseis.org.br XL Reunião Anual da sociedade Brasileira de Psicologia Curitiba
    2. 2. Violência Barbárie Animal Instinto Egoísmo Indiferença Infantil Imaturo Infelicidade Cidadania Civilização Humano Sublimação Cooperativismo Empatia Adulto Maduro Felicidade ? C I Ê N C I A
    3. 3. “Dado que a guerra começa na mente do homem, é na mente* do homem que devemos edificar a defesa para paz” – Unesco. *Cérebro?
    4. 4. Contribuições das ciências • Convergência das ciências sociais com as neurociências nos últimos 10 anos: – Maior intercâmbio entre as diferentes áreas; – Saímos do inferencial para a objetivação do observado.
    5. 5. Violência e Cidadania Saúde e Doença Felicidade e Infelicidade Multideterminadas Um recorte possível CiênciaNovo recorte "A melhor maneira de tornar as crianças boas é torná-las felizes“. (Oscar Wilde)
    6. 6. Mente Criminal – Século XXI Novidade: aumento do reconhecimento de que fatôres genéticos, neuro e sociobiológicos são igualmente importantes na modelagem do comportamento criminoso. Século XX: Pobreza, desigualdade social e más companias.
    7. 7. Mapa da Violência – 2010 Instituto Sangari - SP • Taxa homicídios dos 5.564 municípios brasileiros (1997 e 2007): – Total de assassinatos entre jovens de 14 e 16 anos aumentou 30% - o maior crescimento entre todas as faixas etárias.
    8. 8. 300 milhões 70 milhões
    9. 9. OS CÉREBROS FICARAM MAIORES – e cada vez mais, ao longo do tempo, energeticamente exigentes. O cérebro humano moderno responde por 10 a 12% da demanda de energia de um corpo em repouso, comparada ao cérebro do australopiteco
    10. 10. Representação de embriões presente no trabalho de Ernst Haeckel - 1866. Henri Milne-Edwards, Louis Agassiz Classificação da biodiversidade através da descendência
    11. 11. • Pacientes neurológicos com danos córtex pré-frontal exibem: • Comportamento desinibido • Tipo psicopático • Embotamento emocional • Embotamento autonômico • Tomada de decisão inadequada. Damasio, AR, 1994
    12. 12. 1823 –1860 Phineas Gage
    13. 13. Porque investir prioritariamente na primeira infância Cada dólar investido no programa deu um retorno de nove dólares para a sociedade. Programa de educação com crianças envolvendo os seus pais. James Heckman Nobel Economia, 2000.
    14. 14. A atividade do cérebro pode ser medida através de impulsos elétricos. Cores "quentes" como o vermelho ou laranja indicam maior atividade, e cada coluna mostra um tipo diferente de atividade cerebral. As crianças institucionalizadas em condições precárias demonstram atividade muito menor do que o esperado.
    15. 15. 0 Age Rateofr capital Preschool programs Schooling Job training 0-3 4-5 Preschoo l School Post-school Programs targeted towards the earliest years Rates of Return to Human Capital Investment at Different Ages: Return to an Extra Dollar at Various Ages James Heckman Nobel Economia, 2000. 01/29/15
    16. 16. Dois importantes programas na primeira infância com fatores de eficácia: O Perry Preschool Project e Abecedarians Project, mostram uma a variabilidade de retornos significativos aos participantes e à sociedade para cada dólar investido. Redução da criminalidade, da utilização da assistência social, custos educacionais e de reabilitação. Aumento das receitas fiscais sobre rendimentos mais elevados para os participantes de programas de primeira infância, quando chegaram à idade adulta.
    17. 17. IBGE – BID - Senado • Cada dólar investido em políticas públicas para a primeira infância gera economia de sete dólares que teriam de ser investidos em assistência social, atendimento a doenças mentais, manutenção de sistemas prisionais, repetência e evasão escolar. Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). • 13 milhões de crianças de zero a seis, pertencentes a famílias carentes, estão fora de qualquer equipamento ou programa primeira infância. Agencia Senado
    18. 18. Abrinq – Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) - 2009 • 80% das crianças brasileiras (13,6 milhões de crianças de 0 a 4 anos) de 0 a 3 anos estão fora das creches; • O levantamento mostra ainda que, em relação a 2008, houve um aumento no número de crianças atendidas muito pequeno - 81,9% das crianças nessa faixa etária não freqüentavam creches. Setembro de 2010 - Agência Estado
    19. 19. Estimativas IBGE Celso Simões • Cerca da metade das crianças do Brasil - 48,8% é considerada pobre ou miserável, pois nasce e cresce em domicílios cuja renda per capita não ultrapassa meio salário mínimo; • Em 2000, as estimativas do IBGE apontavam que no Brasil em torno de 20% das crianças de até um ano de idade não tinham sequer registro de nascimento, que é considerado o primeiro documento de cidadania.
    20. 20. Indicadores – Creches. • Nas creches, cresceram todos os indicadores de desigualdade entre os anos de 2005 e 2007: – Relação entre o número de crianças negras/pardas e brancas, – Atendimento na zona rural em relação à zona urbana, – Atendimento em regiões mais ricas sobre as mais pobres, – 20% mais pobres da população sobre os 20% mais ricos;
    21. 21. UNESCO, “Strong Foundations: Early Childhood Care and Education. EFA Global Monitoring Report 2007”, 2006, Appendix Table 12.
    22. 22. Evans D, and K Kosec, “Access to Early Child Education in Brazil”
    23. 23. Desenvolvimento do Cérebro. • Construção inicia na quinta semana de gestação; • 100 bilhões de neurônios antes da 20 semana de gestação; • Produção máxima entre a 12ª. e 16ª. Semana; • Ritmo de produção de 5 mil por segundo; 12 semanasQuinta Semana •Desenvolvimento resulta da interação genes e experiências; •As experiências iniciais afetam a forma como os cérebros se desenvolvem; •Existem janelas de oportunidades: períodos preciosos que demandam ambiente propício.
    24. 24. A Commentary on the United Nations Convention on the Rights of the Child, 2006 Eide, and W. B. Eide, “Article 24. The Right to Health”, in A. Alen, J. Vande Lanotte; E. Verhellen; F. And; E. Berghmans and M. Verheyde (eds), A Commentary on the United Nations Convention on the Rights of the Child, Leiden, Martinus Nijhoff Publishers, 2006. at 33-34 Está bem documentado que o crescimento fetal será limitado por um ambiente nutricional inadequado no útero que redundará em um recém-nascido que não atingiu o seu potencial de crescimento. Essas crianças estão, portanto, em desvantagem, antes de entrar no mundo.
    25. 25. Evolução do Cérebro • Recém-nascido a termo 300 gramas • 18 meses 800 gramas • 3 anos 1 110 gramas • 6 anos 80-90% - quatrilhões sinapses • Adulto 1 400 gramas • Aumento de quatro vezes no período; • Meio que pode ser de hospitalidade ou de hostilidade. • Após o nascimento, a conexão entre os neurônios (sinapses) é que vai proporcionar o aumento do volume cerebral.
    26. 26. Cérebro como construção • O cérebro é construído dentro de um modelo homeostático (família/sociedade/ambiente); • O período intra-uterino é o período de maior crescimento; • De acordo com experiências (físicas e afetivas, positivas ou negativas) pós-natais se formarão os novos caminhos neuronais.
    27. 27. PNAD - 2004 O período mais adequado para influenciar o caráter de uma criança é cerca de uma centena de anos antes dela nascer. William Ralph Inge – Cambridge - (1860-1954)
    28. 28. PNAD - 2004
    29. 29. Adversidades Econômicas: • Afetam o controle das funções executivas emergentes; • Não somente retardo no início, mas também redução na progressão. Linda Nayers, Michael Crowley e James McPartland National Institute of Child Health and Human Development Study
    30. 30. Perspectivas favoráveis. • O cérebro que é vulnerável aos efeitos adversos do ambiente é igualmente susceptível aos efeitos positivos de ambientes ricos e equilibrados de aprendizagem e à boas relações de cuidado; • Intervenções educativas baseadas em evidências (controle comportamento e impulsos) – 40 atividades focalizadas em melhorar funções executivas - podem ajudar crianças em desvantagem à alcançar sucesso acadêmico e cognitivo; Deborah Leong e Elena Dodrova Tools of the Mind, Denver Baseado em Vygotsky
    31. 31. Desenvolvimento do cérebro humano Formação de sinapses e arborizaçao dendrítica Relação com estimulação mesesmeses concepção anos mielinização sinaptogênese neurulação Proliferação Celular Migração Córtex pré-frontal Córtex de associação parietal e tem poral Córtex sensório m otor Erasmo Barbante Casella – Neuropediatra – HC-FMUSPErasmo Barbante Casella – Neuropediatra – HC-FMUSP
    32. 32. Pobreza e Atenção Seletiva: • Déficit em habilidades do Córtex pré-frontal relacionadas à atenção seletiva; • Uso de mais energia para as mesmas atividades; • Necessitam trabalhar muito mais para obter os mesmos resultados, dificultando focalização no professor e nas tarefas; • Submetidas a mais estresse doméstico e baixa escolaridade dos pais. Amadeo D’Angiulli Neuropsychology, vol 22, no. 3, 2008 Helen Neville, Developmental Science, vol 12, no. 4, 2009
    33. 33. Tomografia por Emissão de Pósitrons (PET) Imagens seccionais do cérebro vivo Usa cores para representar diferentes graus de atividade. 1973 - Universidade de Washington em St. Louis, EUA
    34. 34. Imagens PET do cérebro de uma pessoa normal (esquerda), um assassino com história de privação na infância (centro) e um assassino sem história de privação (direita). As áreas em vermelho e amarelo mostram uma atividade metabólica mais alta, e em preto e azul, uma atividade metabólica mais baixa. O cérebro de um sociopata (direita) tem uma atividade muito baixa em muitas áreas. Fonte: Imagens de Adrian Raine, University of Southern California, Los Angeles, USA
    35. 35. Infância e Estresse
    36. 36. “Live fast” - “High Speed Shopping”
    37. 37. Folha de São Paulo de 12/12/07 Primeira Página. Manchete: “Remoção de favela provoca congestionamento recorde”. Reintegração de posse – Capão Redondo, Zona Sul de SP, 24/08/09
    38. 38. Adaptado de: Arborelius L, et al. J Endocrinol. 1999;160:1-12. Modelo da Ativação Crônica de Resposta ao Estresse ACTH Adrenalina Noradrenalina Glicocorticóides Noradrenalina FATOR ESTRESSANTE Hipocampo Hipófise Hiperatividade do Eixo HPA Locus coeruleus CRF Respostas metabólicas Respostas autonômicas Respostas comportamentais Respostas eletrofisiológicas Prof. Kalil Dualibi - Unisa - SP
    39. 39. O Estresse e a Morte Celular ESTRESSE Glicocorticóides BDNF Sobrevivência normal e crescimento BDNF=fator neurotrófico derivado do cérebro. Sapolsky RM. Arch Gen Psychiatry. 2000;57:925-935. Duman RS, et al. Biol Psychiatry. 2000;48:732-739. Atrofia/morte dos neurônios Ramificação dendrítica Prof. Kalil Dualibi - Unisa - SP
    40. 40. A medida que o número de experiências adversas na primeira infância se acumula, o risco de atrasos de desenvolvimento aumenta
    41. 41. O relato de adultos de experiências adversas cumulativas na primeira infância correlaciona-se com parâmetros de saúde física e mental – neste caso, doenças cardíacas.
    42. 42. Proporcionar relações de apoio e ambientes seguros pode melhorar os resultados para todas as crianças, mas especialmente para aquelas mais vulneráveis. Entre 75 e 130 de cada 1.000 crianças americanas menores de 5 anos vivem em lares onde pelo menos um dos três precipitantes comuns do estresse tóxico possa afetar negativamente o seu desenvolvimento
    43. 43. Medo persistente e ansiedade crônica podem afetar: a capacidade de aprendizado e o desenvolvimento infantil Garantir que as crianças tenham ambientes seguros para crescer, aprender, e desenvolver cérebros e corpos saudáveis não só é bom para as crianças em si, mas também constrói uma base sólida para uma sociedade próspera. A ciência demonstra que a exposição precoce a situações que produzem medo persistente e ansiedade crônica pode ter conseqüências ao longo da vida por perturbar o desenvolvimento da arquitetura cerebral.
    44. 44. Cérebro Moral
    45. 45. Principais componentes e suas subdivisõesPrincipais componentes e suas subdivisões Moll J, Zahn R, Oliveira-Souza R, Krueger F, Grafman J. Nature Rev Neurosc, 2005 Modelo ‘EFEC’: Event-Feature-Emotion ComplexModelo ‘EFEC’: Event-Feature-Emotion Complex Unidade de Neurociência Cognitiva e Comportamental Rede LABS – D’Or Hospitais
    46. 46. Compaixão  Elementos perceptuais (expressão facial de tristeza)  Elementos semânticos abstratos (desamparo de uma criança órfã)  Estados motivacionais básicos (tristeza, empatia afetiva)  Predição do futuro (chances de adoção sao baixas) Criança que pode ou não ser adotada.
    47. 47. Oliveira-Souza and Moll, Neurology (Suppl.), 2000; Moll J, Oliveira-Souza R, Eslinger J, Arq Neuropsiq, 2001 Moral Factual Conteúdo moral ⇑ ⇓ Valência emocional ⇑ ⇓ Dificuldade do julgamento ≈ ≈ Cenário social yes no Córtex frontopolar (BA 10) Sulco temporal superior (STS) Córtex temporal anterior Julgamento moral Julgamento moral vs. factualJulgamento moral vs. factual
    48. 48. Componentes-chave do cérebro moral: The neural basis of human moral cognition. Moll J, Zahn R, Oliveira-Souza R, Krueger F, Grafman J. Nature Reviews Neuroscience, 2005 aPFC: córtex pré-frontal anterior (frontopolar e órbito-frontal) Event Frequency Modulates the processing of daily life activities in human medial PFC. Krueger F, Moll J, Zahn R, Heinecke A, Grafman J. Cerebral Cortex, 2007 aTC: córtex temporal anterior (superior) Social concepts are represented in the superior anterior temporal cortex. Zahn R, Moll J, Krueger F, Huey ED, Garrido G, Grafman J. Proc Natl Acad Sci, 2007 R STS (sulco temporal superior) & estruturas límbicas Moll J, Oliveira-Souza R, Eslinger PJ, et al. (2002). The neural correlates of moral sensitivity: a functional magnetic resonance imaging investigation of basic and moral emotions. Journal of Neuroscience, 2002 The self as a moral agent: linking the neural bases of social agency and moral sensitivity. Moll J, de Oliveira-Souza R, Garrido G, Zahn R, et al. Social Neuroscience, 2007
    49. 49. Non-kin Baseado cultura: Afiliação à terceiros mediada por valores comuns Aversões culturalmente- mediadas Kin Maior estímulo à cooperação (além da reciprocidade)
    50. 50. Estudo de caso-controle: 15 pacientes da amostra comunitária com altos escores no PCL:SV comparados a 15 controles normais • Psychopathy Checklist, screening version (PCL:SV) • Hipótese: reduções focais da substância cinzenta em uma rede distribuída de regiões previamente associadas à sensibilidade e julgamento moral Caprichosa combinação de alterações anatômicas distribuídas levando à perda da sensibilidade moral? • “Cérebro moral” (Moll et al., 2003, 2005)
    51. 51. Reduções da substância cinzenta: Pacientes vs. Controles. Psicopatia comunitária Análise categórica: alterações nas estruturas componentes do “cérebro moral”
    52. 52. FPC/OFC medial STS  Correlação (ANCOVA, corrigido para volume cerebral total) com PCL:SV (F1): áreas de redução focal  Córtex frontopolar (FPC), órbito-frontal (OFC) medial e sulco temporal superior (STS) correlacionados (r = 0.62 – 0.68, p<0.005) com a Parte 1 do PCL (frieza emocional, falta de empatia)  Não houve correlação significativa com a Parte 2 (F2, componente comportamental, mais ligado a fatores ambientais) Análise dimensional: Estaria o grau de psicopatia refletido no grau de redução da substância cinzenta?
    53. 53. Estudos Funcionais – PetScan • Assassinos e infratores impulsivos violentos mostram redução do metabolismo da glicose no córtex pré-frontal; • Sugere que esta região age como um “freio de emergência” para emoções desenfreadas geradas por estruturas límbicas; • Corroboram estudos neuropsicológicos, neurológicos e psicofisiológicos, indicando robustez dos achados. Raine, Buchsbaum, LaCasse, Biol. Psychiatry, 1997;42:495-508.
    54. 54. E: Pessoa normal faz julgamentos morais, ativam-se as reas pr -frontais (á é laranja e roxo), respons veis pelos aspectos cognitivos - frios e racionais - do julgamento. Tamb m s oá é ã ativados o hipot lamo (á azul), relacionado s emo es b sicas, como raiva e medo, e o loboà çõ á temporal anterior (vermelho), ligado s emo es morais, tipicamente humanas.à çõ D: Psicopata: diminui sensivelmente a ativa o das reas relacionadas tanto s emo esçã á à çõ prim rias (á azul) quanto s morais (à vermelho) e aumenta a atividade nas reas pr -frontaisá é (laranja e roxo), ligadas aos circuitos cognitivos, de raz o pura.ã APEAMENTO DAS EMO ES:ÇÕ Indiv duos normais e psicopatasí comunit rios submetidos ao testeá Bateria de Emo es Morais (BEM) eçõ resson ncia magn tica funcional.â é
    55. 55. De sua própria natureza; Das figuras parentais; Da família; Dos grupos sociais em que vive; Da escola; Da cultura e sociedade com: valores, crenças, normas e práticas. O adolescente e o adulto resultam:
    56. 56. Ambiente Social • Processos psicossociais são essenciais; • Influências ambientais no início do desenvolvimento podem alterar diretamente a expressão do gene, por sua vez alterando a estrutura e o funcionamento cerebral e resultando em diferentes comportamentos; • Influências ambientais precoces podem alterar a expressão gênica, o que então origina a cascata de eventos de comportamentos cerebrais;
    57. 57. Epigenética
    58. 58. Patrimônio genético Anormalidades estruturais cerebrais Anormalidades Funcionais: •Emocionais •Cognitivas •Comportamentais Predispõem comportamento anti-social Epigenética Fatôres: • Ambientais • Culturais • Sociais • Alimentares • Químicos Ato Fatôres: • Ambientais • Culturais • Sociais • Alimentares • Químicos
    59. 59. Resposta ao Estresse Tóxico: Os fatos. Recursos modernos explicam como experiências precoces penetram o corpo e modificam a expressão genética com conseqüências definitivas em órgãos em desenvolvimento, incluindo o cérebro. Experiências precoces podem alterar a expressão genética e afetar definitivamente o desenvolvimento. National Scientific Council on the Developing Child (2010). Early Experiences Can Alter Gene Expression and Affect Long-Term Development Working Paper No. 10. Retrieved from www.developingchild.harvard.edu
    60. 60. Nature and Nurture • Biologia não é destino; • É possível modular os fatores de risco neurobiológicos; Liu, J. Am J Psychiatry. 2004;161:2005-13.
    61. 61. 1970 British Cohort Study (BCS70) • O 1970 British Cohort Study (BCS70) é um estudo longitudinal multidisciplinar contínuo que tem como sujeitos todos os nascidos na Inglaterra, Escócia e Gales em uma determinada semana de Abril de 1970. Informações sobre o British Cohort Study em: http://www.cls.ioe.ac.uk/studies.asp?section=000100020002
    62. 62. Prevenção da Violência • 80% da violência é transgeracional; • É possível prevenir esta violência; • Apego seguro é a “vacina”, • Desenvolvimento da empatia depende de uma base segura e da resiliência; • A privação social dificulta o desenvolvimento da sintonia afetiva.
    63. 63. Richard Rhodes/ Dorothy Lewis - EUA • Richard Rhodes - Estudou criminosos e observou que todos falavam sobre sua primeira infância na qual passaram dificuldades, algumas até caóticas, como violência física, sexual e negligência. Dorothy Lewis - Estudou jovens criminosos e chegou à conclusão similar; todos tinham tido uma primeira infância muito carente e problemática.
    64. 64. Ruther (Inglaterra), Werner (E.U.), Cyrulnik (França) • Muitos seres humanos conseguem se adaptar à vida apesar de todos os fatores estressantes; • Essa capacidade não é inata, nem mágica e se convencionou chamar de resiliência. • E pode ser adquirida pelas ações de políticas integradas e com significativa participação da comunidade, suas lideranças, organizações culturais e políticas.
    65. 65. •A ciência tem comprovado a enorme importância da educação e dos cuidados de qualidade durante os primeiros anos de uma criança para o seu sucesso como cidadão; •O período que vai da gestação até o sexto ano de vida, e particularmente de 0 a 3 anos incluindo o gestacional, são os mais importantes na preparação dos alicerces das competências, habilidades emocionais e cognitivas futuras; •É neste período que a criança aprende, com mais intensidade, a fazer, a se relacionar, a ser, e a desenvolver importantes valores a partir de suas relações na família, na escola e na comunidade. O que diz a ciência?
    66. 66. Particularmente do nascimento até os três anos de idade, vive- se um período crucial no qual se forma a maior parte das conexões cerebrais graças à interação do bebê com os estímulos do ambiente; O que as pesquisas informam? Todas as pesquisas, pesquisadores e ciências posteriores ratificam a importância vital destas primeiras interações precoces no desenvolvimento futuro do ser humano; “Pá de cal” sobre as teorias “fixistas” desenvolvidas há mais de 2500 anos, com suas terríveis conseqüências ideológicas, políticas, morais e éticas.
    67. 67. Evidências de Convergência: nature + nurture • O homem é um animal imaturo, prematuro e totalmente dependente ao nascer que, através dos mecanismos de apego, epigenética e neuroplasticidade, irá promover a construção e constituição do sujeito e seu ingresso normal ou patológico na cultura; • Ressalta-se neste processo o fundamental papel parental, de seus substitutos e da sociedade na apresentação do mundo, o papel das identificações e do aprendizado no controle e atenuação dos impulsos.
    68. 68. Inclinações Construídas • O temperamento de uma pessoa e a forma desta conduzir-se na sociedade não é mais um “destino” inexorável resultante de “traços inatos”, mas dependente de inclinações construídas em um meio ecológico e histórico socialmente determinados principalmente pelo entorno afetivo e valores que cada um de nós encontra em seu meio social.
    69. 69. Conclusão • Diferentes paradigmas clínicos da neurociência estão começando a convergir para a mesma conclusão: – Há uma significativa base cerebral no comportamento anti-social, violento, criminoso, transgressor, agressivo; – Estes processos neurocomportamentais são relevantes para entender a violência cotidiana na sociedade contemporânea. Raine, A. Rev. Psiquiatr RS. 2008;30(1):5-8.
    70. 70. Informações oriundas de fontes científicas de conhecimento e suas implicações no comportamento do futuro indivíduo, não podem mais ser desprezadas na elaboração de qualquer política pública que vise à redução da violência e à construção da cidadania e de uma cultura de paz sustentada pelo diálogo e na resolução pacífica de conflitos. Contribuições da Ciência
    71. 71. •“Quando se trata da saúde mental da criança, a sociedade poderá pagar agora ou irá pagar mais tarde”. •20% das crianças americanas necessitam serviços de saúde mental – US Public Health Services, 2010. •As pesquisas mostram que quando o estado ou os planejadores de políticas públicas investem em educação pré-natal, cuidados para primeira infância de qualidade disponível, desenvolvimento emocional e social precoce, prevenção e tratamento baseado em evidências a sociedade economiza dinheiro em educação especial e despesas com a justiça (adolescentes e adultos) mais tarde. Quem e quando pagar a conta? Donald Wertlieb – Tufts Univesity Society for Research in Child Development
    72. 72. Saúde da Criança e Social: Uma “Receita”! • Comida • Proteção • Estimulação • Afeto • Ambiente Seguro • Redução Pobreza • Violência doméstica • Desnutrição • Estresse pré-natal e infantil Sujeito Final Genes Cultura (Ciência Tecnologia) Consumidor Cidadão construtivo Colaborador produtivo
    73. 73. Podemos criar este contexto favorável?
    74. 74. •É dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança, ao adolescente e ao jovem, com absoluta prioridade, o direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, ao lazer, à profissionalização, à cultura, à dignidade, ao respeito, à liberdade e à convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão. Constituição Federal – 5/10/1988 Artigo 227
    75. 75. Paulo Freire Pedagogia da Indignação Unesp 2000 • “O discurso da impossibilidade da mudança para a melhora do mundo não é o discurso da constatação da impossibilidade, mas o discurso ideológico da inviabilização do possível”.
    76. 76. •Crianças com risco para violência crônica: •Como lidar com impulsos; •Negociar disputas; •Ensinou pais a lidar com a raiva e modelos de auto-controle. •Seguidos até vida adulta: •Menos visitas à salas de emergências; •48% redução prisão por violência grave (assassinato e estupro); •52% redução transtornos de conduta. Kenneth A Dodge Center for Child and Family Policy - Duke University
    77. 77. É hora dos políticos, governantes, indivíduos e a sociedade como um todo incluírem a ‘compaixão social’ nas suas pautas e agendas de trabalho. “Lugar de Criança é no orçamento”
    78. 78. Temos excelentes modelos nacionais.
    79. 79. É impossível hoje falar em desenvolvimento de uma nação como o Brasil, sem considerar a importância do cumprimento de políticas públicas voltadas para a promoção de uma infância saudável. O ponto-chave:
    80. 80. Instituto Primeira Infância e Cultura de Paz www.zeroaseis.org.br figueiro@zeroaseis.org.br contato@zeroaseis.org.br

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