CIDADES RESILIENTES 
(des)construir barreiras às alterações climáticas 
Filipe Gonçalves
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CIDADES 
Concentram, atualmente, mais de 50% da po...
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CIDADES 
Porque estão as cidades em risco? 
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CIDADES 
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BARREIRAS: construir vs desconstruir 
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O impacto das alterações climáticas nas nossas cidades e a forma como poderemos (des)construir barreiras para nos adaptarmos.

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Cidades resilientes (des)construir barreiras às alterações climáticas

  1. 1. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas Filipe Gonçalves
  2. 2. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas CIDADES Concentram, atualmente, mais de 50% da população mundial; Em 2050 estima-se que este valor atinja os 70%!; Tendencialmente, localizadas na orla costeira, zonas ribeirinhas e na proximidade de outros fatores de risco; Grandes consumidores de Energia e produtores de resíduos – elevadas emissões; Ausência de planeamento que ajuste o crescimento demográfico e a concentração urbana às alterações climáticas; Pouca disponibilidade para investimento de recursos na prevenção e adaptação. ...fatores de risco acrescidos... Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  3. 3. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas CIDADES Porque estão as cidades em risco? As cidades e as áreas urbanas de forma geral, representam um sistema denso e complexo de serviços interligados, enfrentando assim um crescente número de fatores que conduzem ao risco de desastre. A definição de estratégias e políticas públicas deve ter em conta cada um desses fatores, constituindo assim um visão global que possibilite a construção de cidades mais resilientes. Globalmente, o número de registos de eventos adversos correspondentes às ameaças que advertidamente afetam a população humana está em ascensão. Cada local e contexto urbano é afetado de maneira diferente, a depender da prevalência de ameaças em cada local e da exposição e vulnerabilidades como as mencionadas acima. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  4. 4. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas CIDADES Entre os principais fatores responsáveis pelo risco, estão: • ︎O crescimento populacional e o consequente aumento da densidade populacional nas cidades; • A concentração do poder de decisão no governo central, deixando desprovido de meios e recursos os governos e outros atores regionais e locais; • A ausência de participação no planeamento e gestão urbana por parte da população e outros atores regionais e locais; • A gestão inadequada dos recursos hídricos, dos sistemas de drenagem e de resíduos sólidos. ︎ • O declínio dos ecossistemas, devido às atividades humanas, tais como a construção de estradas, a poluição, a recuperação das zonas húmidas e a extração insustentável de recursos que; • ︎A deterioração da infraestrutura e padrões de construção inseguros; • ︎Os serviços de emergência descoordenados; • ︎Os efeitos adversos das alterações climáticas que irão, provavelmente, aumentar as temperaturas extremas e as precipitações. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  5. 5. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas RESISTÊNCIA VS RESILIÊNCIA Definição de “Resistência” 1. Força por meio da qual um corpo reage contra a ação de outro corpo. 2. Defesa contra o ataque. 3. Oposição. 4. Delito que comete aquele que não obedece à intimação da autoridade. -> CONTRARIAR Definição de “Resiliência” 1. Propriedade de um corpo de recuperar a sua forma original após sofrer choque ou deformação. 2. Capacidade de superar, de recuperar de adversidades. -> ADAPTAR “Numa espécie não são os mais fortes, nem os mais inteligentes que sobrevivem, mas sim os que têm a melhor capacidade adaptação.” Charles Darwin Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  6. 6. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas CIDADES RESILIENTES Uma cidade resiliente é aquela que tem a capacidade de resistir, absorver e se recuperar de forma eficiente dos efeitos de um desastre e de maneira organizada prevenir que vidas e bens sejam perdidos. Numa cidade resiliente: • A população deve participar, decidir e planear juntamente com as autoridades locais; • As infraestruturas são compatíveis com as solicitações e adequadas ao modelo de ordenamento do território seguido; • Identificam-se os riscos e desenvolve-se um forte trabalho de formação e sensibilização com base nas ameaças e vulnerabilidades a que seus cidadãos estão expostos; • Adotam-se medidas de prevenção e preparação a desastres com objetivo de proteger os bens – pessoais, materiais e imateriais; • Realizam-se investimentos necessários à redução de riscos e existe a capacidade de se organizar antes, durante e depois de um desastre. • Existe a capacidade de se restabelecer rapidamente os serviços básicos, bem como retomar a atividade social, institucional e económica depois de um desastre. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  7. 7. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas CIDADES RESILIENTES Pilares da Resiliência: Pilar 1: Aprendizagem Contínua Capacidade de internalizar os resultados das experiências e receber feedback contínuo, de forma a fornecer previsões e permitir a concepção de novas soluções. Pilar 2: Recuperação Rápida A capacidade de restabelecer as funções, reorganizá-las e evitar interrupções de longa duração. Pilar 3: Acidentes Limitadas ou “Seguros” Controlar os acidentes/falhas e impedir que estes, quando acontecem, tenham um efeito dominó afetando outras componentes. PILAR 4: Flexibilidade Capacidade de mudar, evoluir e adaptar-se às estratégias alternativas face ao desastre. Pilar 5: Redundância Garantia de uma alternativa quando uma componente vital para o sistema falhar. Fonte: 110resilientcities.org Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  8. 8. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas CIDADES RESILIENTES 10 Passos para a implementação de um plano de uma cidade resiliente 1. Estabelecer mecanismos de organização e coordenação de ações com base na participação da comunidade e sociedade. Incentivar e sensibilizar os diversos atores a compreenderem o seu papel na construção de cidades mais seguras com vistas à redução de riscos e preparação para situações de desastre. 2. Elaborar documentos de orientação para redução do risco de desastres e ofereça incentivos aos moradores de áreas de risco para que invistam na redução dos riscos que enfrentam. 3. Atualizar, de forma regular, a informação sobre as ameaças e vulnerabilidades da cidade, garantindo que os cidadãos têm acesso a essa informação. 4. Construir e/ou manter uma infraestrutura ativa para redução de risco, como por exemplo, obras de drenagem, sistemas de alerta, etc. 5. Avaliar a segurança das escolas e postos de saúde, com vista a dotá-los dos equipamentos e meios necessários em caso de catástrofe. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  9. 9. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas CIDADES RESILIENTES 10 Passos para a implementação de um plano de uma cidade resiliente 6. Desenvolver e fiscalizar a aplicação de regulamentos sobre construção e princípios para planeamento do uso e ocupação do solo. 7. Investir na criação de programas educativos e de capacitação sobre a redução de riscos de desastres, tanto nas escolas como nas comunidades locais. 8. Proteger os ecossistemas e as zonas naturais para atenuar alagamentos, inundações, e outras ameaças às quais sua cidade seja vulnerável. 9. Instalar sistemas de alerta e capacitar para a gestão de emergências e desastres. 10. Em caso de desastre, garantir que as necessidades dos sobreviventes são atendida. Fonte: Adaptado da “Campanha Construindo Cidades Resilientes” Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  10. 10. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS As alterações climáticas são a maior ameaça ambiental do século XXI, com consequências profundas e transversais a várias áreas da sociedade: economia, social e ambiental. Todos nós, sem exceção, estamos a ser afectados por esta questão: cidadãos, empresas, governos, economias e, mais importante de todos, a natureza. As alterações climáticas têm sido registadas ao longo de milhares de anos. O problema prende-se com o facto de que, no último século, o ritmo entre estas variações climáticas sofreu uma forte aceleração e a tendência é que tome proporções ainda mais caóticas se não forem tomadas medidas. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  11. 11. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS Alteração Climática Impacto nas Áreas Urbanas Temperatura - Aumento do consumo energético; - Deterioração da qualidade do ar; - Ilhas de calor urbano. - Possíveis impactos de uma elevação extrema do nível do mar; Precipitação - Risco crescente de cheias, deslizamentos de terra e escorregamentos de encostas; - Interrupção das redes de abastecimento de produtos alimentares. Subida do nível da água do mar - Inundações costeiras; - Redução do rendimento proveniente da agricultura e turismo; - Salinização das fontes de água doce. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  12. 12. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS Alteração Climática Impacto nas Áreas Urbanas Secas - Escassez de água potável; - Maior preço dos alimentos; - Perturbações no sistema hidroelétrico; - Migrações das zonas rurais. Movimentos populacionais - Migração de habitats rurais perturbados. Mudanças biológicas e ecológicas - Aumento dos habitats e vetores de doenças infecciosas. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  13. 13. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS Uma visão geral sobre as ameaças naturais e problemas urbanos Sismos: muitas cidades, densamente povoadas, encontram-se construídas em áreas sujeitas a sismos. A construção dos edifícios sem ter em conta este fator, a ausência de manutenção e até de formação à população, pode levar a prejuízos enormes e a um elevado número de mortes. Deslizamentos: A construção de edifícios e outros equipamentos em encostas, penhascos ou nascentes de rios nos vales montanhosos, sem a execução de adequadas medidas de proteção, como infraestrutura de drenagem, poderá agravar o risco de deslizamento, saturação do solo ou atividade sísmica. Erupções Vulcânicas: A construção de cidades na proximidade de vulcões ou áreas marcadas pelo fluxo de lavas, colocam em risco milhões de pessoas. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  14. 14. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ... Uma visão geral sobre as ameaças naturais e problemas urbanos Tsunamis: A concentração populacional na cidades, ocorre frequentemente junto à faixa costeira que, em diversos casos, são propensas a tsunamis. Ciclones Tropicais: À semelhança do que acontece com os tsunamis, muitas cidades encontram-se também zonas altamente expostas a ciclones, ventos severos e fortes tempestades. Inundações e Cheias: Inundações e cheias são ameaças urbanas cada vez mais frequentes, devido, em grande medida, à quase total impermeabilização (e compactação) do solo. Também se agravam em consequência das obras de engenharia que desviam rios e linhas de água e cidades que não desenvolvem sistemas de drenagem eficientes e ajustados ao seu crescimento. Habitações instaladas nas margens de rios configuram-se como construções perigosas. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  15. 15. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS ... Uma visão geral sobre as ameaças naturais e problemas urbanos Incêndios: Explosões industriais, sismos e outros fatores acidentais, poderão provocar incêndios urbanos, cujas consequências, particularmente em áreas de elevada densidade, podem ser desastrosas. Vagas de frio ou calor: As vagas de frio ou calor (cujo registo tem vindo a evoluir ao longo das últimas décadas) são fatores de “incentivo” para a migração de população para áreas urbanas, com significativa interferência em aspetos como a habitação, emprego, serviços básicos e acesso a alimentos.
  16. 16. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas BARREIRAS: construir vs desconstruir O que fazer? Estruturar o planeamento urbano com base no histórico e nas previsões de desastres, sua dimensão e danos. Torna-se necessário adaptar os territórios e respetivas construções para darem uma resposta eficiente aos possíveis riscos de desastre e planear a eventual expansão dos mesmos para zonas de menor risco. Que benefícios se podem obter com investimentos para a redução de riscos urbanos? • Ganhos de desenvolvimento e redução de custos com aos trabalhos de reconstrução após os desastres; • Promoção e incentivo à participação pública; • A redução das perdas com desastres, permitirá a execução de outros investimentos necessários para a cidade; • Aumenta a atratividade perante potenciais investidores e moradores; • Garantia de saúde e segurança da população. Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  17. 17. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas BARREIRAS: construir vs desconstruir construir (des)construir Reforço antissísmico e de segurança contra incêndios nos edifícios Edifícios e estruturas de elevado risco Sistemas de drenagem – construção e manutenção Desobstrução e limpeza de rios e linhas de água Vias de acesso adequadas aos meios de socorro Eliminação de barreiras nos caminhos de fuga e vias de circulação Reutilização de águas – pluviais e cinzentas Redução do consumo de água Coberturas e fachadas verdes Redução da área impermeabilizada, incluindo a demolição de pavimentos sem “utilização” Formação e sensibilização – alterações climáticas e reação ao desastre A ideia de que a população não pode fazer nada para combater as alterações climáticas Sistemas de alerta antecipado Atuação por reação Produção centralizada de alimento Redução da dependência de “redes de abastecimento” de bens alimentares Produção centralizada de energia – fontes renováveis Redução do consumo energético Reforço da reciclagem/reutilização Redução da produção de lixo Redes – atuar em conjunto – a nível local, regional, local e internacional Ideia de que é possível combater as alterações climáticas isoladamente Incentivo à utilização de transportes públicos, cicláveis e pedonais Utilização massificada do automóvel Emprego de materiais de construção sustentáveis e resistentes Remoção de materiais e equipamentos potencialmente perigosos Faculdade de Ciências da Universidade do Porto 5 de Novembro de 2014
  18. 18. CIDADES RESILIENTES (des)construir barreiras às alterações climáticas Filipe Gonçalves filipe.goncalves@strategyxxi.pt

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