Impacto da Discriminação e Preconceito no
Tratamento e Recuperação dos Portadores do
VIH/SIDA
Orientadora: Mestre Cesaltin...
 INTRODUÇÃO
– Justificativa
– Objectivos
– Questão de investigação
 REFERENCIAL TEÓRICO
 METODOLOGIA
 Fase Empírica
– ...
Introdução
o surgimento e a evolução do SIDA, fez com que o medo e o
preconceito intensificassem em todas as sociedades e
...
Questão de investigação
 Os portadores do VIH/SIDA do concelho de
Santa Cruz, sofrem de discriminação e
preconceito?
Objectivo Geral
 Conhecer a existência da discriminação e do
preconceito e sua relação com o tratamento e
recuperação dos...
 Descrever a existência da discriminação e do preconceito no
concelho de Santa Cruz.
 Descrever o comportamento das pess...
Para, Chastel. Ford (1992 apud Vinhas 2008); Loureiro e Miranda (2010), uma
pessoa é considerado seropositivo quando não a...
Discriminação , preconceito e VIH/SIDA
O preconceito e a discriminação contra os portadores do VIH/SIDA
constituem como um...
METODOLOGIA
População
Santa Cruz
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Pessoas
residentes no
concelho
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Portadores do
VIH/SIDA da
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Critérios
de Inclusão:
• dsBFGGFG
Excel e
SPSS
Analise e
interpretação
dos resultados
Pessoas portadoras do VIH/SIDA da
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Análise e discussão dos dados
Masculino Femenino
54,3
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Género
15-24 25-29 30-45 45-55 55-65
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67,9
32,1
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Sim Não
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Preconceito (b)
Figura 2- Distribuição dos dados da amostra I que ad...
Serias capaz de conviver, partilhar o mesmo quarto, a mesma cozinha que um
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Sim 29 54,7
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58,8
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sim Não
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Preconceito, discriminação e influência no tratamento e
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Figura 6- Distribuição dos dados de ...
Correlação entre as variáveis da amostra II
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1- D.P.I.T - .900 .935 . 921 .901
2- Vítimas de discriminação - .887...
Apresentação das perguntas abertas
Categoria Subcategoria
Motivo da descriminação
Falta de conhecimento em relação as
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Subcategoria Participantes
Falta de conhecimento em relação as formas de contaminação da doença P.17- “Devido a falta de c...
Considerações Finais
Os resultados estatísticos encontrados no estudo anunciam a
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Limitações
A escassez de estudos que retratem as variáveis
intervenientes no estudo dificultou, e muito, a construção
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Sugestão
Sugerimos que as atitudes e os programas
relacionados ao VIH/SIDA sejam mais
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Da Cruz, M.S; Carvalho, J. R. DE Araújo. (2010). Atitudes e discriminação no mercado de trabalho em relação aos portadores...
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Impacto da discriminaçao e preconceito no tratamento e recuperaçao dos portadores do HIV/SIDA

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As doenças sexualmente transmissíveis (DST), são frequentes em todo mundo e o aumento da incidência, tem-se tornado um grande problema de saúde pública preocupando a comunidade científica e os Governos, com ênfase para o Human Immunodeficiency Virus (HIV), (Vargens e Silva 2009).
O Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (SIDA) representa um dos sérios problemas de saúde pública, caracterizando-se como pandemia global, com rápida disseminação e agravamento. Desde que se identificaram os primeiros casos de SIDA em 1981 nos Estados Unidos da América (EUA), surgiram novos casos em outros continentes. Mundialmente o número de pessoas que vivem com HIV aumentou consideravelmente. Inicialmente as primeiras vítimas foram os homossexuais, posteriormente as prostitutas, usuários de drogas, moradores de rua, ou qualquer outra pessoa que adoptasse comportamento inadequado perante os modelos da sociedade. Actualmente é a pandemia com maior impacto social em todo o mundo, que tem indiscriminadamente acometido pessoas de diferentes classes sociais, deferentes faixas etárias e pessoas com diversas opções sexuais (Cláudio, 1992; Tross & Hirsch, 1988, apud Grilo, 2001).

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Impacto da discriminaçao e preconceito no tratamento e recuperaçao dos portadores do HIV/SIDA

  1. 1. Impacto da Discriminação e Preconceito no Tratamento e Recuperação dos Portadores do VIH/SIDA Orientadora: Mestre Cesaltina Ribeiro Co-Orientador : Mestrando Herlânder Rodrigues Orientanda: Esandra Sandrine D. Fernandes UNIVERSIDADE DE SANTIAGO DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS DA SAÚDE, AMBIENTE E TECNOLOGIA CURSO LICENCIATURA EM ENFERMAGEM Assomada, Outubro de 2013
  2. 2.  INTRODUÇÃO – Justificativa – Objectivos – Questão de investigação  REFERENCIAL TEÓRICO  METODOLOGIA  Fase Empírica – Análise e discussão dos dados  CONSIDERAÇÕES FINAIS  REFERENCIA BIBLIOGRÁFICA Estrutura
  3. 3. Introdução o surgimento e a evolução do SIDA, fez com que o medo e o preconceito intensificassem em todas as sociedades e consequentemente no mundo todo. Isto porque esta patologia desde muito cedo foi associada à fatalidade e à morte (Oliveira 2005) . Hoje continua a existir uma representação social estigmatizada, sobre quem está infectada com VIH (Loureiro & Miranda, 2010).
  4. 4. Questão de investigação  Os portadores do VIH/SIDA do concelho de Santa Cruz, sofrem de discriminação e preconceito?
  5. 5. Objectivo Geral  Conhecer a existência da discriminação e do preconceito e sua relação com o tratamento e recuperação dos portadores do VIH/SIDA no concelho de Santa Cruz. Objectivos
  6. 6.  Descrever a existência da discriminação e do preconceito no concelho de Santa Cruz.  Descrever o comportamento das pessoas do concelho com os portadores do VIH/SIDA.  Compreender e analisar a discriminação e o preconceito para com os portadores do VIH/SIDA.  Demonstrar de que forma a discriminação e o preconceito afectam o tratamento e a recuperação do portadores do VIH/SIDA. Objectivos Específicos
  7. 7. Para, Chastel. Ford (1992 apud Vinhas 2008); Loureiro e Miranda (2010), uma pessoa é considerado seropositivo quando não apresenta nenhuma doença reveladora do SIDA, mesmo tendo VIH no seu organismo, poderá, aparentemente estar saudável, mas poderá ocorrer a transmissão do vírus a outra pessoa. A pessoa infectada pode ter em média 15 a 20 anos sem sintomas. (Peres, at. al 2004) Referencial Teórico Doente de SIDA Seropositivo CD4<200 e doenças oportunistas
  8. 8. Discriminação , preconceito e VIH/SIDA O preconceito e a discriminação contra os portadores do VIH/SIDA constituem como um dos maiores obstáculos no combate à epidemia, tanto inviabilizando um tratamento adequado, como dificultando a assistência e a busca pelo diagnóstico, Soares (2002 apud Da Cruz e Carvalho, 2010) . Tratamento e Recuperação Observou-se uma melhoria notáveis no Tratamento Antiretroviral (TARV) e no diagnóstico precoce das infeções oportunistas, aumentaram a esperança e a sobrevida das pessoas que vivem com HIV e SIDA, mas ao mesmo tempo o preconceito e a discriminação continuam fazendo vítimas, Camargo Júnior, (1999, apud Rossi, 2010) .
  9. 9. METODOLOGIA População Santa Cruz Amostra 1 Pessoas residentes no concelho Amostra 2 Portadores do VIH/SIDA da Associação Esperança Quantitativo discritivo-correlacional Amostragem não Probabilística (Convencional ou intencional) Instrumento de recolha de dados Questionário semi- estruturado
  10. 10. Critérios de Inclusão: • dsBFGGFG Excel e SPSS Analise e interpretação dos resultados Pessoas portadoras do VIH/SIDA da associação esperança na vila de pedra Badejo. Pessoas residentes no concelho de Santa Cruz. Pessoas com capacidades para responder o questionário e aceitar participar do estudo. Procedimentos éticos legais Pedido de autorização a associação esperança. Termo de Consentimento Livre e Esclarecido .
  11. 11. Análise e discussão dos dados Masculino Femenino 54,3 45,7 Género 15-24 25-29 30-45 45-55 55-65 34,3 27,1 21,4 10,0 7,1 Idade 92,9 2,9 1,4 2,9 Estado civil 24,3 41,4 15,7 4,3 14,3 Nivel de escolaridade Figura 1- Distribuição de dados de acordo com género, idade, estado civil e nível de escolaridade
  12. 12. sim Não 67,9 32,1 Discriminação (a) Sim Não 69,8 30,2 Preconceito (b) Figura 2- Distribuição dos dados da amostra I que admitiram haver discriminação (a) e preconceito (b) para com os portadores do VIH
  13. 13. Serias capaz de conviver, partilhar o mesmo quarto, a mesma cozinha que um seropositivo N % Não 8 15,1 Sim 29 54,7 Não sentiria seguro 14 26,4 Não consigo 2 3,8 Figura 3- Distribuição de dados de acordo com o motivo da preocupação
  14. 14. sim Não 58,8 41,2 Afastamento da comunidade 53% 6% 41% Motivo do afastamento Discriminação e preconceito existente na comunidade Medo que saibam da minha doença Negatividade sim Não 76,5 23,5 Abandono por parte dos amigos Figura 4- Distribuição dos dados de acordo com o vítimas de preconceito e discriminação, abandono , afastamento e o seu motivo Não sim 11,8 88,2 Vítimas de preconceito e discriminação
  15. 15. sim Não não se aplica 58,8 17,6 23,5 Interrupção do tratamento Figura 5- Distribuição dos dados de acordo com a interrupção do tratamento anti-retroviral
  16. 16. sim Não 82,4 17,6 Preconceito, discriminação e influência no tratamento e recuperação Figura 6- Distribuição dos dados de acordo com a influência
  17. 17. Correlação entre as variáveis da amostra II 1 2 3 4 5 1- D.P.I.T - .900 .935 . 921 .901 2- Vítimas de discriminação - .887 .896 .886 3- Afastamento devido ao seu estado serológico - .942 .899 4- Abandonado por um amigo pelo facto de ser um seropositivo - .933 5-Interrompimento do tratamento anti-retroviral - **Correlation is significant at the 0.01 level (2-tailed). Tabela 1 - Apresentação da Correlação entre as variáveis em estudo da amostra II
  18. 18. Apresentação das perguntas abertas Categoria Subcategoria Motivo da descriminação Falta de conhecimento em relação as formas de contaminação da doença Medo da doença do estranho e desconhecido Doença sem cura e estigmatizada Existência de preconceito Medo de contrair a infeção Falta de informação/conhecimento Desconfiança do diagnóstico. Abandono ao tratamento anti- retroviral Efeitos colaterais dos medicamentos; Falta de esperança e perspectivas Medo que as pessoas saibam do diagnóstico.
  19. 19. Subcategoria Participantes Falta de conhecimento em relação as formas de contaminação da doença P.17- “Devido a falta de conhecimento em relação a doença.” P.12- “Pessoas falam sem terem informação sobre o estado da pessoa e sem pensar e não justificam porque é que dizem.” Medo da doença do estranho e desconhecido P.31-“ Porque as pessoas sentem medo de contaminar” P.6- “A população não quer estar perto deles, devido ao medo da transmissão da doença.” Doença sem cura e estigmatizada P. 23- “ …. Fazem piadas, porque essa doença não têm cura” Medo de contrair a infeção P7-“ Não chegam perto dos seropositivos devido ao medo de contrair a doença” P6-“ As pessoas não sentem seguros ao estarem juntos dos seropositivos” Falta de informação/conhecimento P.26 –“ O início da magreza, ou seja perda de peso de uma pessoa da comunidade muitas vezes é relacionado a SIDA”. Efeitos colaterais dos medicamentos; P2-“ Devido a febre, dores de cabeça” P4- “Porque causa efeitos colaterais” Falta de esperança e perspectivas P9-“… eu queria tirar a minha própria vida”. P3- “Devido ao desespero” Medo que as pessoas saibam do diagnóstico. P7-“Tenho medo de ir buscar” P8-“… medo que possam descobrir.”
  20. 20. Considerações Finais Os resultados estatísticos encontrados no estudo anunciam a existência da discriminação e do preconceito no concelho de Santa Cruz e sua influência no tratamento e na recuperação dos portadores do VIH/SIDA, isto é quando estes são abandonados pelos amigos pelo facto de serem portadores do VIH, quando afastam da sua comunidade, quando sofrem do preconceito e da discriminação e por último quando abandonam ou interrompem o seu tratamento.
  21. 21. Limitações A escassez de estudos que retratem as variáveis intervenientes no estudo dificultou, e muito, a construção do instrumento de colheita de dados e a própria discussão dos resultados. Por ser uma amostra pequena (70 pessoas), não permite a generalização dos resultados para a população total.
  22. 22. Sugestão Sugerimos que as atitudes e os programas relacionados ao VIH/SIDA sejam mais estruturados e concentrados no pensar e agir, para que o preconceito e a discriminação sejam definitivamente erradicados do nosso país.
  23. 23. Da Cruz, M.S; Carvalho, J. R. DE Araújo. (2010). Atitudes e discriminação no mercado de trabalho em relação aos portadores de HIV/AIDS no Brasil. Brasil. Disponível em: www.repositorio.ufc.br:8080/.../Tese%20de%20Mércia%20Santos%20da; Acesso em 12 de Abril de 2013. Ford, M.T. (1992).Guia Prático contra a SIDA. Portugal: Terramar. Loureiro.I,Miranda,N (2010). Promover a saúde:Dos fundamentos à acção. In e. Almeida (Ed.). (p. 325). Portugal: SA. Oliveira, T. G. (2005). AIDS e discriminação: violação dos direitos humanos. Jus Navigandi, Teresina, ano 9, n. 762.Disponível em: www.egov.ufsc.br/portal/sites/default/files/.../15775-15776-1-PB.pdf ; Acesso em 31 de Dez. de 2012. Peres, C.A. Silva, G. P. cazio, C. Negra, M.D. Pinto, T. : S. Cruz, M.L. (2004). Unidos contra o preconceito: Jovens seropositivos frequentam grupo de incentivos à vida. Revista, Saber viver. Rossi, G.S.M. (2010). Impacto da terapia Antiretroviral em adolescentes e adultos com aids em Curitiba conforme os diferentes consensos de tratamento de 1991, 1996 e 2001 do ministério da saúde. (84p). Dissertação de mestrado em medicina Interna. Universidade Federal do Paraná. Curitiba. Vinhas, A.R.S. (2008). Expressão da Ansiedade e da Depressão em pacientes com VIH/SIDA. (91p). Tese de doutorado em Psicologia. Universidade Fernando Pessoa, porto. Referências Bibliográficas
  24. 24. OBRIGADA PELA VOSSAATENÇÃO 30-05-2014

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