Relatrio do Estado do Voluntariado no Mundo 120409134904-phpapp02

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Tradução para o português do Relatório do Estado do Voluntariado no Mundo da ONu, realizado por 20 voluntários online do www.voluntariosonline.org.br. Tive a honra de participar da consulta para a elaboração do relatório, representando o Brasil.

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Relatrio do Estado do Voluntariado no Mundo 120409134904-phpapp02

  1. 1. Relatório do Estado do Voluntariado no MundoValores universais para o bem-estar global 2011Voluntários das Nações Unidas, 2011Publicado por: Voluntariado das Nações Unidas (VNU)Traduzido por: Prime Production, Reino UnidoDesign por: Baseline Arts, Reino UnidoEditado por: Phoenix Design Aid, DinamarcaEsse relatório está disponível em árabe, inglês, francês e espanhol.Para dispor de uma cópia, visite: https://unp.un.org/Uma permissão é requerida para reproduzir qualquer parte dessa publicação.
  2. 2. Equipe responsável pelo Relatório do Estado do Voluntariado no MundoEscritor Sênior: Robert LeighEquipe de pesquisadores e escritores: David Horton Smith (Pesquisador Sênior),Cornelia Giesing, María José León, Debbie Haski-Leventhal, Benjamin J. Lough, JacobMwathi Mati, Sabine StrassburgEditor: Paul HockenosGerente de Projeto: Aygen AytacEspecialista em Comunicação: Lothar MikullaEquipe de suporte administrativo: Vera Chrobok, Johannes BullmannEditor: Paul HockenosAs análises e a orientação política desse relatório não refletem necessariamente asvisões do programa de desenvolvimento das Nações Unidas. A pesquisa e escritaforam fruto de um esforço colaborativo da equipe responsável pelo Relatório daSituação do Voluntariado Mundial e um grupo de notáveis consultores liderados porFlavia Pansieri, coordenadora executiva, do Programa de Voluntariado das NaçõesUnidas.Citações de nomes de marcas ou processos comerciais não são de nossaresponsabilidade.
  3. 3. Prólogo avançou no conceito de desenvolvimento humano, expandindo as escolhas e asO voluntariado ocorre em qualquer sociedade liberdades das pessoas, e melhorando ano mundo. Os termos que o definem e as expectativa e a qualidade de vida, dando-lhesformas de sua expressão podem variar de oportunidades para serem educadas eacordo com a língua e cultura, mas os valores aproveitarem um bom padrão de vida. Como osque o dirigem são comuns e universais: um relatórios do desenvolvimento humano vêmdesejo de contribuir para o bem comum por mostrando, desenvolvimento não pode serescolha própria em um espírito de apenas medido com o PIB per capta, massolidariedade, sem esperar remunerações também pela extensão de quanto as escolhasmateriais. das pessoas se expandiram e pelo crescimento da qualidade de vida.Voluntários são movidos por valores como ajustiça, a igualdade e a liberdade, como O conceito de desenvolvimento humano colocatambém expresso na declaração das Nações as pessoas exatamente no centro doUnidas. Uma sociedade que oferece assistência desenvolvimento. O relatório dos Voluntáriose encoraja vários modos de voluntariado das Nações Unidas também adota essetambém seria apta a promover o bem-estar de conceito, reconhecendo a importância daseus cidadãos. Uma sociedade que falha em realização imaterial para o bem-estar individualreconhecer e facilitar as contribuições e social. Melhorias materiais – saúde, educaçãovoluntárias priva-se de avanços para atingir o e trabalhos apropriados – continuambem-estar social. essenciais; porém, também vital é a participação e a cidadania ativa das quais osNa proclamação do ano internacional dos voluntários são fortemente expressivos.voluntários dez anos atrás, a comunidadeinternacional reconheceu as contribuições O relatório do desenvolvimento humano globalessenciais que voluntários fizeram para o de 2010 declarou: “colocar as pessoas noprogresso, a harmonia e a resiliência (a centro do desenvolvimento significa progredircapacidade da pessoa se sobrepor e se com justiça e com uma forte base, capacitandoconstruir positivamente frente às adversidades) pessoas a serem participantes ativas nasdas comunidades e nações. Agora, que lutamos mudanças.” O relatório dos Voluntários daspara acelerar o progresso a fim de atingir as Nações Unidas mostra que o voluntariado éMetas do Milênio para 2015, as ações de uma maneira efetiva para construirvoluntários nem sempre são contabilizadas nas capacidades nas pessoas em todas asestratégias de desenvolvimento e algumas sociedades e em todos os níveis.vezes ficam nas margens do debate docrescimento qualitativo. No PNUD, acreditamos no suporte para os países construírem suas instituições,O programa dos voluntários das Nações Unidas capacidades e políticas que se dirigirão atomou a iniciativa de incumbir-se desse mudanças transformadoras. Para seremprimeiro relatório em voluntariado como uma efetivas, políticas precisam tratar de mudançasmaneira de marcar o décimo aniversário do ano profundas. A ação das comunidades podeinternacional do voluntariado, enfatizando o ajudar a atingir essa meta.potencial ainda não totalmente explorado dosvoluntários. O relatório mostra que a atual Esse relatório deve provocar uma discussão eestrutura do desenvolvimento é incompleta se promover um melhor entendimento comomitir as contribuições voluntárias. contribuições do voluntariado para a paz e o desenvolvimento.Nas últimas duas décadas, o Programa deDesenvolvimento das Nações Unidas (PNUD) Helen Clark - Administradora, Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas.
  4. 4. PrefácioO foco desse relatório está nos valores universais que motivam pessoas mundo a fora a serem voluntáriaspara o bem comum e no impacto do voluntariado nas sociedades e nos indivíduos. Acreditamos no poderdo voluntariado para promover cooperação, encorajar participação e na contribuição do bem-estar doindivíduo e da sociedade como um todo.O voluntariado foi reconhecido como um importante fator para o desenvolvimento dez anos atrás, em2001, quando 126 membros da Organização das Nações Unidas asseguraram uma resolução geral naassembleia no final do ano internacional do voluntariado. Essa resolução proporcionou inúmeras políticasde recomendação para os governos, para as Nações Unidas, Organizações Não Governamentais e outrosorganismos para promover e dar suporte ao voluntariado.Desde então, progressos encorajadores estão sendo feitos através da implementação de algumas dessasrecomendações. Ao mesmo tempo, enquanto fazemos o décimo aniversário do ano internacional dovoluntariado, apenas uma parte dos trabalhos voluntários são reconhecidos. É mais uma reflexão tardia doque um componente de programas para promover a cidadania e o bem-estar social.Com esse relatório, esperamos o reconhecimento do voluntariado como um componente essencial para asustentação e um justo progresso das comunidades e nações. Com uma rápida mudança no meio social, ovoluntariado torna-se uma constante. Suas formas de expressão podem variar, mas os valores centrais desolidariedade e engajamento em seu âmago se mantêm fortes e universais. Encontram-se em todas asculturas e sociedades e são expressões verdadeiras da nossa humanidade.Está crescendo o reconhecimento da necessidade de mudar nossa produção insustentável e nossospadrões de consumo. Isso requer vontade política e apoio e adesão dos cidadãos. Voluntariado não é oremédio para todos os males, porém, é um componente essencial de qualquer estratégia que reconheceque progresso não pode ser medido por retorno financeiro e que os indivíduos não são motivados porinteresses próprios mas também pelos seus valores e convicções.Nos capítulos que se seguem, providenciamos numerosos exemplos que demonstram como podemocorrer mudanças significativas através das experiências e das produções voluntárias. Mostramos porquevoluntariado é crucial para o desenvolvimento humano. Mais importante, argumentamos que umaverdadeira sociedade precisa se basear nos valores da confiança, solidariedade e respeito mutuo, o queinspira todos os voluntários.Preparando esse primeiro relatório das Nações Unidas sobre voluntariado, listamos várias definições emetodologias. Estamos cientes de que é preciso promover mais estudos e pesquisas para um melhorentendimento da natureza dessa expressão humana que é o cuidado e o zelo para com o outro. Esserelatório representa o começo para um debate maior; não possui uma resposta definitiva. Nos próximosanos, pretendemos aprofundar nossos conhecimentos sobre as motivações, valores, impactos e extensõesdo voluntariado em todo o mundo. Flavia Pansieri Coordenadora executiva, Programa de Voluntariado das Nações Unidas
  5. 5. AgradecimentosEsse relatório é o resultado de um verdadeiro esforço conjunto. Sinceros agradecimentos do VNU àquelesque contribuíram com seu tempo, conhecimento e experiência. E, como convém a um relatório sobrevoluntariado, a maioria das contribuições são voluntárias, preparado por um grupo central, coordenadopelo gerente do projeto Aygen Aytac orientado e, supervisionado pela Flavia Pansieri, coordenadoraexecutiva do Voluntários das Nações Unidas (VNU). O time de pesquisa e escrita, liderado pelo escritorsênior Robert Leigh, junto ao fundador da ARNOVA, David Horton Smith, da Faculdade de Boston,Benjamin J. Lough da Universidade de Illinois, Jacob Mwathi Mati da universidade de Witwatersrand,Debbie Haski-Leventhal da Universidade de Macquarie, e consultores independentes como María JoséLeón, Cornelia Giesing e Sabine Strassburg. O projeto e o suporte administrativo foi provido por VeraChrobok e Johannes Bullmann. Lothar Mikulla liderou as atividades de comunicação e advocacia e PaulHockenos editou o relatório. Os agradecimentos também vão a Shubh Chakraborty pela sugestão dodesign da capa.Um conselho técnico foi ativamente envolvido apontando os problemas e esboçando seu conteúdo.Agradecemos aos membros do conselho técnico: Jeffrey Brudney, Anabel Cruz, Lev Jakobson, AmanyKandil, Thierno Kane, Jeni Klugman, Lucas Meijs, Maureen Nakirunda, Justin Davis Smith and RajeshTandon.O conselho superior contribuiu com sua visão ampla e ajudou na contextualização do relatório.Agradecemos aos membros desse quadro por providenciar um inestimável discernimento e sugestões:Soukeyna Ndiaye Ba, Liz Burns, Marian Harkin, Bruce Jenks, Rima Khalaf, Bernardo Kliksberg, JustinKoutaba, Miria Matembe, Taimalieutu Kiwi Tamasese e Erna Witoelar.Um grupo interno de leitores dos Voluntários das Nações Unidas junto aos administradores e ao grupotécnico foram estabelecidos para tecer comentários do esboço do relatório. Este melhorou muito com suassugestões e conselhos. Queremos agradecer: Kwabena Asante-Ntiamoah, Mahamane Baby, ManonBernier, Elise Bouvet, Mae Chao, Simona Costanzo-Sow, Peter Devereux, Olga Devyatkin, FrancescoGaltieri, Kevin Gilroy, Naheed Haque, Moraig Henderson, Ibrahim Hussein, Ghulam Isaczai, Allen Jennings,Tapiwa Kamuruko, Donna Keher, Svend Amdi Madsen, Yvonne Maharoof, Robert Palmer, Jan Snoeks,Robert Toe, Marco van der Ree, Oliver Wittershagen, Kawtar Zerouali e Veronique Zidi-Aporeigah. Umgrupo interno também deu auxílio: obrigado para Alba Candel Pau, Fabienne Copin, Romain Desclous,Rafael Martínez, Marguerite Minani e Amina Said.Os Voluntários das Nações Unidas divulgaram dezenove trabalhos de segundo plano em edições temáticasrelacionados ao voluntariado e sete trabalhos regionais. Queremos agradecer àqueles que nos proveram
  6. 6. de dados e informações ricas: Jody Aked, Emmanuel Asomba, DeniseBortree, Carol Carter, Kathryn Dinh, Christopher Einolf, Sharon Eng, Snezana Green, Jürgen Grotz, CelayneHealon-Shrestha, Nicole A. Hofmann, Benedict Iheme, Osama Kadi, Alina Meyer, Kimberly Ochs, RenéOlate, John Robinson, Sigfrido Romeo, Lester Salamon, David H. Smith, Lars Svedberg, Rajesh Tandon,Rebecca Tiessen e Ying Xu (para ver a lista completa de trabalhos divulgados, veja a bibliografia).Na preparação deste relatório, nove encontros consultivos aconteceram entre outubro de 2010 e fevereirode 2011 para tomarmos um pouco de conhecimento sobre pesquisadores de trabalho voluntário;acadêmicos, líderes da sociedade civil e profissionais liberais que trabalham pelo desenvolvimento emtodo o mundo discutiram ações e temas ligados ao voluntariado. Esses encontros incluíram a sociedadecivil na Alemanha e em outros países na América Latina, América do Norte, Europa ocidental e oriental,centro-leste e norte da África, ex-colônias francesas e inglesas na África e na região do pacífico da Ásia.Agradecemos todos os participantes por dividirem suas valiosas experiências, sugestões, estudos regionaise suas próprias pesquisas. Também queremos agradecer universidades e organizações conveniadas por darsuporte na participação de seus membros em nossos encontros (veja lista completa dos encontrosconsultivos e dos participantes nas próximas páginas)Os escritórios de representação do PNUD na Turquia, Senegal, Quênia, Tailândia e Argentina, e doescritório do VNU em Nova York apoiou a organização de reuniões de consulta regionais. A ComisiónCascos Blancos (Comissão dos Capacetes Brancos) da Argentina e o instituto de pesquisas TUSSIDE daTurquia deu apoio a organização de reuniões em Buenos Aires e em Istambul respectivamente. A reuniãode consulta multi-regional na Turquia foi financiada pela Comissão Europeia. Estamos gratos pelo apoiofinanceiro.Os Grupos envolvidos com o PNUD geraram uma gama de idéias e exemplos úteis através discussõesonline sobre vários temas relacionados com o voluntariado. Os Grupos relacionados com Gênero, Reduçãodo Risco de Desastres, HIV / AIDS, Meio Ambiente, e Prevenção de Conflitos e Recuperação merecemmenção especial.Os dados e as estatísticas utilizadas neste relatório desenham significativamente nas bases de dados deoutras organizações para que foram autorizados generoso acesso. Neste contexto, gostaríamos deagradecer Richard Harrison, diretor de pesquisa da Charities Aid Foundation, em Londres, e Andrew Rzepado GALLUP por nos dar esse acesso.Durante o curso do projecto, um número de estagiários dedicados apoiaram a nossa equipe: CollinsFomukong Abie, Abdalhadi Alijla,Bárbara Bécares Castaño, Bowen Cao,Piyush Dhawan, Geline Alfred Fuko,Carly Garonne, Miles Hookey, Ika RiniIndrawati, AuroraGomez Jimenez, Aivis Klavinskis, Parul Lihla,Amrita
  7. 7. Manocha, Evgenia Mitroliou, Hiromi Morikawa, Victor Bakhoya Nyange,Valentina Primo, Liam Puzzi and Rafael Tahan.O relatório também se beneficiou do apoio de vários voluntários on-line de todo omundo: Frank Brockmeier, Jorge Carvajal, Audrey Desmet, Arit Eminue, Camilla Eriksson, Monica Figueroa,Sophie Guo, Carolina Henriques,Ali Hentati, Jae Hyeon Park, Ahsan Ijaz, Syed Ijaz, Hussain Shah, MarinaJousse, Wenni Lee, Natalia Markitan, Leire Martinez Arribas, Lucia Martinkova, Luana Mulugheta, SakiNagamone,Joanna Pilch, Montasir Rahman, Mara Romiti, Britta Sadoun, Christopher Sam,Divya Sharma,Feiru Tang, Aneliya Valkova e Jennifer Walsh.A APA Journals nos deu apoio contínuo com informação no estilo APA, utilizado nas referências desterelatório.O VNU gostaria de agradecer a todos os contribuintes.
  8. 8. ContribuiçõesSoukeyna Ndiaye Ba - Direção Executiva,Rede Internacional de Instituições Financeiras Alternativas, Dakar, SenegalElizabeth Burns - Presidente do Former World, Associação Internacional de Esforços Voluntários (IAVE),Reino UnidoMarian Harkin - Membro Independente doParlamento Europeu, IrlandaBruce Jenks - Membro Sênior Não- residente,Universidade de Harvard, Estados UnidosRima Khalaf - Secretário Executivo, Comissão Econômica e Social para a África Ocidental, Beirute, LíbanoBernardo Kliksberg - Consultor Sênior para o Director do Gabinete para Políticas de Desenvolvimento,PNUD, ArgentinaJustin Koutaba - Professor de Filosofia, Universidade de Ouagadougou, Burkina FasoMiriam Matembe - Fundador e membro do conselho, Centro para as mulheres na governança, Kampala,UgandaTaimalieutu Tamasese Kiwi – Coordenador da Seção do Pacífico, Centro da Família, Nova ZelândiaErna Witoelar - Presidente, Consórcio de Filantropia Ásia-Pacífico, IndonésiaMembros de Conselheiros técnicosJeffrey Brudney – Ocupa a cadeira Albert A. Levin de Estudos Urbanos e Serviço Público, Faculdade Levinde Assuntos Urbanos, Universidade do Estado de Cleveland, Estados UnidosAnabel Cruz – Diretor, Instituto de Comunicação e Desenvolvimento, Montevidéu, UruguaiLev Jakobson – Primeiro Vice-Reitor, Escola Superior de Economia, Universidade Estadual, Moscou, RússiaAmany Kandil – Diretor Executivo, Rede Árabe para ONGs, Cairo, EgitoThierno Kane – Ex-Diretor, Divisão de Organizações da Sociedade Civil PNUD, Dakar, SenegalJeni Klugmann – Ex-Diretor, Escritório de Relatórios de Desenvolvimento Humano do PNUD, Nova York,Estados UnidosLucas Meijs – Professor, Escola de Gestão de Rotterdam na Universidade Erasmus, Rotterdam, HolandaMaureen Nakirunda – Assistente de Pesquisas, Centro de Pesquisa Básica, Kampala, UgandaJustin Davis Smith – Chefe Executivo, Voluntariado Inglaterra, Londres, Reino UnidoRajesh Tandon – Presidente, Sociedade de Pesquisa Participativa na Ásia, Nova Deli, Índia
  9. 9. Reuniões de ConsultaReunião de Consulta Multi-Regional(Europa Ocidental, Europa Oriental / CEI, Oriente Médio e Norte da África), Turquia, 29-30 outubro 2010Europa OcidentalCliff Allum (CEO, Skillshare International, Reino Unido); Aurélie Beaujolais (Coordenador, Comité de Ligaçãode ONGs e Voluntário, França); Rene Bekkers (Professor adjunto, Departamento de Estudos Filantrópicas,VU Universidade de Amsterdã,Holanda); Steffen Bethmann (Pesquisador, Centro para estudosfilantrópicos, Universidade de Basel, Suíça); Thilo Boeck (Assistente de pesquisas Sênior, Centro de AçãoSocial, Universidade De Montfort, Escola de Ciências Sociais Aplicadas, Reino Unido); Angeliki Boura(Assessor Especial do Secretário-Geral da Juventude, Secretaria da Juventude, Grécia); Matthew Hill(Pesquisador, Instituto de Pesquisa Voluntariado, Reino Unido); Lesley Hustinx (Professor Assistente doDepartamento de Sociologia, Universidade de Ghent, Bélgica); Liz Lipscomb (Chefe de Pesquisa, CharitiesAid Foundation, Reino Unido); Deirdre Murray (Diretor, Comhlámh, participando em nome doFORUM,Irlanda); Colin Rochester (Pesquisador Sênior, Centro para o Estudo do voluntariado e ativistacomunitário, Universidade de Roehampton, Reino Unido); Boguslawa Sardinha (Professor adjunto, EscolaSuperior de Ciências Empresariais, Instituto Politécnico de Setubal, Portugal); Lars Svedberg(Professor/Diretor de Pesquisas,Instituto de Estudos da Sociedade Civil, Universidade Ersta Sköndal,Suécia); Agnes Uhereczky (Diretor, Associação de Organizações de Serviço Voluntário, Bélgica); AnnetteZimmer (Diretor, Instituto de Ciências Políticas, Universidade de Münster, Alemanha).Leste Europeu/CEIIndrė Balčaitė (Analista, Instituto de Administração de Políticas Públicas, Lituânia); Galina Bodrenkova(Fundador e Presidente da Casa de Caridade de Moscou / Representante Nacional da IAVE na Rússia);Astrit Istrefi (Coordenador de Projetos, Saferworld, Kosovo (Sérvia)); Nikica Kusinikova (Diretor Executivo,Konekt, a Antiga República Iugoslava da Macedónia); Anna Mazgal (Diretor Internacional, FederaçãoNacional de ONGs polonesas, Polônia); Ferdinand Nikolla (Diretor Executivo, Fórum de Iniciativas Cívicas,Kosovo (Sérvia)); Miroslav Pospisil (Director, Centro para a pesquisas do Terceiro Setor, República Tcheca);Steve Powell (Presidente e Pesquisador Sênior, proMente, Bósnia e Herzegovina); Lejla Sehic Relic(Gerente, Volonterski Centar Osijek, Croácia); Kuba Wygnanski (Expert, KLON/JAWOR Association,Associação, para a Investigação Social e Inovação de Estaleiro, na Polônia); Igor Germanovich Zakharov(Webmaster Consultor, Sozidanie Foundation, Federação Russa); Elena Zakharova (Diretor Executivo,Sozidanie Foundation, Federação Russa).Oriente Médio e Norte da ÁfricaHadeel Al-Ali (Diretor, Comissão da Juventude Voluntária da Síria); Khalid S. Al-Ghamdi( (Organização semfins lucrativos) Consultor de Tecnologia e Pesquisador, MEDAD Center, Centro Internacional dePesquisas eEstudos, Arábia Saudita); Rana Al Hariri (Programa de Assistente, Federação Internacional das Sociedadesda Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, Líbano); Abdel Rahim Belal (Diretor, Fundação Friedrich Ebert,Sudão); Farah Cherif D’Ouezzan (Fundador da Associação Thaqafat, fundador e diretor do Centro deAprendizagem Cruz Cultural, Marrocos);Hür Güldü (Coordenador, Primeiro-Ministro Organização dePlanejamento Estatal, Centro de Programas de Educação e Juventude para a UE, Agência Nacional,Turquia); Osama Kadi (Co-fundador e presidente, Centro sírio de Estudos Políticos e Estratégicos, EstadosUnidos); Salma Kahale (Executivo Sênior de Assistência, projetos e iniciativas Escritório da Primeira-Dama,Síria); Najwa Kallas (Programa associado na Agenda dos Projetos da Juventude da Primeira- Dama, Síria);Hagai Katz (Diretor, Centro israelita de Pesquisa do Terceiro Setor, Universidade Ben-Gurion do Negev,Israel).
  10. 10. Reunião de Consulta da Sociedade Civil, AlemanhaStefan Agerhem (Diretor Sênior, Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do CrescenteVermelho /Cruz Vermelha Sueca); Ibrahim Betil (Presidente, TOG – Voluntários da Comunidade, Turquia);Elizabeth Burns (Ex-Presidente Mundial da Associação Internacional de Esforços Voluntários, Reino Unido);Jacqueline Butcher-Rivas (Presidente, CEMEFI, Centro de Filantropia Mexicano, México); Mei Cobb (Vice-Presidente, Voluntários e Funcionários Engajados, United Way Worldwide, Estados Unidos); Kate Cotton(Coordenador do Voluntariado Nacional, Serviço Voluntário Além-mar, Reino Unido); Philippe Fragnier(Unidade de Conhecimento de Gestão do Programa de Voluntariado Uniterra, CECI e WUSC, Canadá);Tuesday Gichuki (Diretor Executivo, NAVNET, Quênia); Rosemary Hindle (Executivo de Desenvolvimento -Relações Exteriores, Associação Mundial de Guias e Escoteiras Femininas, Bélgica); Jeffery Huffines(Representante das Nações Unidas, CIVICUS,Estados Unidos); Viola Krebs (Fundador e Diretor Executivo,ICVolunteers, Suíça); Eva Mysliwiec (Fundador e Diretor Executivo,Juventude Estrela do Camboja); MikeNaftali (Fundador e Presidente, Brit Olam (Voluntariado e Desenvolvimento Internacional / ConselhoNacional de Voluntarismo, Israel); Kumi Naidoo (Diretor Executivo, Greenpeace Internacional, Holanda);Cary Pedicini (CEO, Voluntariado da Austrália, Austrália); Taimalieutu Kiwi Tamasese( Coodenador da Seçãodo Pacífico, Centro da família, Nova Zelândia); Francesco Volpini (Diretor, Coordenação do Comitê para oServiço Voluntário Internacional, França); Saâd Zian (Diretor de Desenvolvimento Voluntário,OrganizaçãoMundial do Movimento Escoteiro, Suíça).Reunião de Consulta Regional da América do NorteDouglas Baer (Professor, Departamento de Sociologia, Universidade de Victoria, Canadá); ThomasinaBorkman (Professor de Sociologia Emérita, Universidade George Mason, Estados Unidos); Jeffrey Brudney(Ocupa a cadeira Albert A. Levin nos Estudos Urbanos e Serviço Público, Faculdade Levin de AssuntosUrbanos, Universidade do Estado de Cleveland, Estados Unidos); Carol Carter (Consultor Principal,Consultoria IVA, Estados Unidos); Lilian Chatterjee (Diretoria Geral,Consultas e Alcances, Políticas deEstratégia e Desempenho no ramo, Agência Internacional de Desenvolvimento Canadense, Canadá); ErnestGilmer Clary (Professor, Departamento de Psicologia, Faculdade de St. Catherine, Estados Unidos); Ram A.Cnaan (Presidente ARNOVA, Professor e Reitor Associado Sênior, Universidade da Pensilvânia, EstadosUnidos); Kathleen Dennis (Diretora Executiva, Associação Internacional do Esforço Voluntário,EstadosUnidos); Christopher J. Einolf (Professor Assistente, Escola de Serviço Público, Universidade DePaul,Estados Unidos); Susan J. Ellis (Presidente, Energize Inc.,Estados Unidos); Barney Ellis-Perry (ConselheiroEstratégico, Voluntariado de Vancouver /Escritório de Estratégias Exteriores, Universidade BritishColumbia, Canadá); Megan Haddock (Coordenação de Pesquisas para Projetos Internacionais, Centro paraEstudos da Sociedade Civil, Universidade Johns Hopkins,Estados Unidos); Michael H. Hall (Reitor,Estratégias de Impacto Social, Canadá); Femida Handy (Professor, Escola de Políticas e Práticas Sociais,Universidade da Pensilvânia, Estados Unidos); David Lasby (Pesquisador Associado Sênior, Imagine Canadá,Canadá); Nancy Macduff (Treinadora e Consultora, Macduff/Bunt Associates, Faculdade, Universidade doEstado de Portland, Estados Unidos); Julie Fisher Melton (Associado, Escritório do Programa Aposentado,Fundação Kettering, Estados Unidos); Brandee Menoher (Diretor de Avaliação/Grau de Performance,Instituto Pontos de Luz, Estados Unidos); Rick Montpelier (Especialista em Operações e Programas, Corpoda Paz, Estados Unidos); Danny Pelletier (Diretor de Programas e Parcerias, CUSO-VSO, Canadá); VictorPestoff (Professor Convidado, Instituto de Estudos da Sociedade Civil, Universidade Ersta Skondal, Suécia);Jack Quarter (Professor e Diretor, Centro de Economia Social, Universidade de Toronto, Canadá); David Ray(Chefe de estratégia e políticas públicas, Instituto Pontos de Luz, Estados Unidos); Sarah Jane Rehnborg(Direção Associada para Planejamento e Desenvolvimento, RGK Centro de Filantropia e Serviço
  11. 11. Comunitário, LBJ Escola de Assuntos Públicos, Universidade do Texas,Estados Unidos); Lester Salamon (Diretor, Centro de Estudos da Sociedade Civil, Universidade JohnsHopkins, Estados Unidos); Sarah Saso (Direção, Relações Comunitárias, Companhia Financeira Manulife,Canadá); Elizabeth Specht (Direção Executiva, Voluntários de Richmond, Canadá); Robert A. Stebbins(Professor, Departamento de Sociologia, Universidade de Calgary, Canadá); Richard A. Sundeen (ProfessorEmérito, Escola de Política, Planejamento e Desenvolvimento, Universidade do Sul da Califórnia, EstadosUnidos); John Wilson (Professor Emérito, Departamento de Sociologia, Universidade Duke, EstadosUnidos).Reunião de Consulta Regional África francófona, SenegalIbrahim Ag Nock (Coordenador Nacional,Centro para a Promoção Nacional do Voluntariado para a Paz eDesenvolvimento, Mali); Gustave Assah (Presidente, Comissão Cívica para África, Projeto OSC/PNUD,Benin); Kossi Ayeh (Secretário Geral, Frères Agriculteurs et Artisans pour le Développement, Togo); ThiernoKane (Ex-Diretor, PNUD Divisão para a Sociedade Civil, e Membro, Quadro de Conselheiros técnicosUNV/SWVR, Senegal); Flavien Munzuluba Kinier (Secretário Nacional do Voluntariado, Ministério doPlanejamento, República Democrática do Congo); Zélia Leite Rodrigues (Diretor, Programa Nacional deVoluntários, Cabo Verde); Ibrahim Patingde Alassane Ouedraogo (Diretor - Geral, Programa Nacional deVoluntários Burkina Faso); Benoit Ouoba (Secretário Executivo, Tin Tua, Burkina Faso); Rodolphe Soh(Diretor de Protecção Social para Pessoas com Deficiência e Pessoas mais velhas,Ministério dos Assuntos Sociais, Camarões); Saadé Souleye (Ex-Ministro de Planejamento eDesenvolvimento Regional e Desenvolvimento Comunitário, Níger); Papa Birama Thiam (Diretor,Assistência Técnica, Senegal).Reunião de Consulta Regional África anglófona, QuêniaRaymonde Agossou (Chefe da Divisão de RH e Desenvolvimento da Juventude, da Comissão da UniãoAfricana, Etiópia); Fatma Alloo (Fundador, Associação da Tanzânia de Mídia da Mulher, Tanzânia); SalminaE. Jobe (Coordenador Nacional, Centro de Projeto Nacional de Serviços Voluntários, Gâmbia); EveLwembe-Mungai (Assessor de Desenvolvimento Voluntário, VSO Jitolee, Quênia); Winnie Mitullah(Professor Pesquisador Associado, Universidade de Nairobi, Quênia); Esther Mwaura-Muiru (CoordenadorNacional, GROOTS Kenya, Quênia); Dieudonné Nikiema (Especialista em Capacitação, da ComissãoCEDEAO, Nigéria); Frances Birungi Odong (Diretor de Programas, UCOBAC, Uganda); Morena J. Rankopo(Conferencista,Coordenador de RSU, da Universidade de Botswana, Botswana); Murindwa Rutanga(Professor, Universidade Makerere /CODESRIA Representante, Uganda); Joyce Shaidi (Diretor,Departamento de Desenvolvimento do Jovem, Ministério da Informação, Cultura, Juventude e Desporto,Tanzânia); Benon Webare (Consultor, Desenvolvimento Profissional de Consultores Internacionais,Uganda); Susan Wilkinson-Maposa (Consultoria, África do Sul).Reunião de Consulta Regional Ásia-Pacífico, TailândiaVinya Ariyaratne (Secretário Geral, Movimento Sarvodaya Shramadana, Sri Lanka); Tim Burns (DiretorExecutivo, Voluntariado Nova Zelândia, Nova Zelândia); Kin-Man Chan (Diretor do Centro de Estudos daSociedade Civil / Professor Adjunto de Sociologia, da Universidade Chinesa de Hong Kong, China); KathrynDinh (Consultor de Desenvolvimento Internacional, na Austrália); Yashavantha Dongre (Professor,Coordenador de Projetos em Terceiro Setor da Universidade de Mysore, na Índia); Debbie Haski-Leventhal(Professor Sênior, Escola de Graduação em Gestão Macquarie, Universidade Macquarie, Austrália);Chulhee Kang (Professor, Escola da Previdência Social, Universidade Yonsei, República daCoréia); Kang-Hyun Lee (Presidente, Associação Internacional de Esforços Voluntários, República da
  12. 12. Coréia); Corazon Macaraig (Chefe do Escritório de Serviço Voluntário,Agência de Coordenação em Serviço Voluntário Nacional, Filipinas); Phra Win Mektripop (Comissão, Rededo Espírito Voluntário, Tailândia); Malanon Nuntinee (Secretaria, Centro Voluntário, UniversidadeThammasat, Tailândia); Pooran Chandra Pandey (Diretor, Times Foundation, Times Group, da Índia); RajeshTandon (Presidente, Sociedade de Pesquisa Participativa na Ásia, Índia); Erna Witoelar (Presidente,Consórcio de Filantropia Ásia-Pacífico, Indonésia); Naoto Yamauchi (Professor de Economia Pública, Escolade Osaka de Políticas Públicas Internacionais, Universidade de Osaka, Japão); Zhibin Zhang (ProfessorAssistente, Universidade Tecnológica Nanyang, Cingapura).Reunião de Consulta Regional América Latina, ArgentinaBruno Ayres (Diretor, Redes V2V, Brazil); Analía Bettoni Schafer (Coordenação de Área de Projeto, Institutode Comunicação e Desenvolvimento, Uruguai); Fernanda Bornhausen Sá (Presidente, Instituto Voluntáriosem Ação, Brasil); Jacqueline Butcher-Rivas (Membro do Conselho, CEMEFI, México); Laura Carizzoni(Assistente, Comissão dos Capacetes Brancos, Argentina); Geovanna Collaguazo (Voluntário e CoordenadorNacional da Juventude, Cruz Vermelha, Equador); Gabriel Marcelo Fuks (Presidente, Comissão dosCapacetes Brancos, Argentina); Marcela Jiménez de la Jara (Conselheiro Sênior, Centro de Estudos daSociedade Civil, Universidade Johns Hopkins, Estados Unidos); Mariana Lomé (Coordenação, Programa deGraduação de Organizações sem fins lucrativos, da Universidade de San Andrés, CEDES, Argentina); RaúlEdgardo Martínez Amador (Major, Voluntários do Corpo de Bombeiros, Distrito Central de Comayaguela,Honduras); Carolina Munín (Assistente, Comissão dos Capacetes Brancos, Argentina); Marta MuñozCárdenas (Vice-Direção, Christian Youth Association, Confederação de ONG colombiana , Colômbia); JuanCarlos Nadalich (Coordenador Técnico do Conselho Nacional para a Coordenação de Políticas Sociais,Argentina); René Olate (Pesquisador, Faculdade de Trabalho Social, Universidade do Estado de Ohio,Estados Unidos);Felipe Portocarrero (Reitor,Universidade do Pacífico, no Peru); Mario Roitter (Pesquisador,Centro de Pesquisa do Estado e da Sociedade, Argentina); Javiera Serani (Diretor Regional para o México eo Caribe, Fundação Um Teto para meu País, Chile); Cecilia Ugaz (Representante Residente Adjunto, PNUD,Argentina); Carlos Eduardo Zaballa (Coordenador VNU, Comissão dos Capacetes Brancos, Argentina).
  13. 13. AcrônimosBwB Banqueiros sem Fronteiras HIV/AIDS Vírus da Imunodeficiência Humana eCEPAL Comissão Econômica para América Latina Síndrome da Imunodeficiência adquiridae Caribe IAVE Associação Internacional para o EsforçoCHW Agente comunitário de saúde VoluntárioCEI Comunidade dos Estados Independentes ICNL Centro Internacional para Legislação Organizações sem Fins Lucrativos.CNP Projeto Comparativo Johns Hopkins sobreSetor não-lucrativo ICNPO Classificação Internacional das Organizações Não LucrativasCSI Índice da Sociedade Civil ICT Informação Científica e TecnológicaCSO Organização da Sociedade Civil FIDA Fundo Internacional de DesenvolvimentoRSC Responsabilidade Social Corporativa AgrícolaCUSO Serviço Exterior da Universidade FICV Federação Internacional das Sociedades daCanadense Cruz Vermelha e do Crescente VermelhoDFID Departamento Para o Desenvolvimento IKS Sistemas de Conhecimentos IndígenasInternacional, Reino Unido OIT Organização Internacional do TrabalhoRRD Redução do Risco de Desastres OIM Organização Internacional para as MigraçõesEACEA Agência Executiva relativa à Educação, aoAudiovisual e à Cultura ISO Organização Internacional paraCEDEAO Comunidade Econômica dos Estados da UIT União Internacional de TelecomunicaçõesÁfrica Ocidental IVS Serviço Internacional dos VoluntáriosUE União Européia IYV Ano Internacional dos VoluntáriosEVP Programa de Voluntariado empregado(Employee Volunteer Program) MARWOPNET Rede das Mulheres da União do Rio Mano para a PazFBO Organização de base religiosa ODM Objetivos de Desenvolvimento do MilênioFOCSIV Federação das Organizações Cristãs deServiço Voluntário Internacional MRU União Do Rio De ManoPIB Produto Interno Bruto ONG Organização Não-GovernamentalGWP Pesquisa Gallup PEDN Plano Estratégico de Desenvolvimento NacionalHDR Relatório para o Desenvolvimento Humano NVM Movimento do Voluntário Nacional
  14. 14. OCDE Organização para a Cooperação eDesenvolvimento Económico UNESCO Organização das Nações Unidas para a educação,ciência e culturaSADNET Rede Tecnológica da África Sulista emEstiagem (The Southern Africa Drought UNGC Pacto Global das Nações UnidasTechnology Network) UNGA Assembleia Geral da ONUSIF Fundação Internacional de Singapura UN IANWGE Agência sobre Mulheres e IgualdadeSMS Serviço de Mensagem Curta de GêneroSWVR Relatório do Estado do Voluntariado no UNICEF Fundo das Nações Unidas para a InfânciaMundo UNISDR Estratégia Internacional para Redução deTICA Agência Tailandesa de Cooperação DesastresInternacional para o Desenvolvimento UNSC Conselho de Segurança das Nações UnidasONU Organização das Nações Unidas VNU Programa de Voluntários das Nações UnidasUNCCD Convenção das Nações Unidas deCombate à Desertificação UPS United Parcel Service (maior empresa de logística do mundo)UNCDF Fundo das Nações Unidas para oDesenvolvimento do Capital USAID Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento InternacionalUNDESA Departamento das Nações Unidas deAssuntos Econômicos e Sociais VSO Serviço voluntário no ultramarPNUD O Programa das Nações Unidas para o WANEP Rede da África Ocidental para aDesenvolvimento Construção da PazPNUMA Programa das Nações Unidas para o OMS Organização Mundial da SaúdeMeio Ambiente
  15. 15. ConteúdoEQUIPE DO RELATÓRIO SOBRE O ESTADO DO VOLUNTARIADO NO MUNDOPRÓLOGO pelo Administrador, PNUDPREFÁCIO pelo Coordenador Executivo, VNUAGRADECIMENTOSCONTRIBUIÇÕESACRÔNIMOSCONTEÚDOPANORAMAVoluntariado no mundo atualNovas faces do VoluntariadoVoluntariado e o paradigma de desenvolvimentoCAPÍTULO 1 Voluntarismo é universalVoluntarismo e os valores tradicionaisVoluntariado despercebidoO que é o Voluntarismo?Como o voluntarismo é expresso?Equívocos comuns sobre voluntariadoConclusões e discussõesCAPÍTULO 2 Tomando as medidas do voluntariadoPor que mensurar o voluntarismo?Diversas medidas de voluntariadoEstudos Nacionais de VoluntáriosSeguindo uma medida global: destacando a iniciativa de medição internacionalEstudo da Comissão EuropeiaPesquisa Gallup (GWP)Pesquisa sobre Valores Mundiais (WVS)Projeto Comparativo Johns Hopkins sobre Setor não-lucrativo (CNP)CIVICUS Índice da Sociedade Civil (CSI)O Manual para a Mensuração do Trabalho VoluntárioConclusões e discussõesCAPÍTULO 3 Voluntarismo no século XXIIntroduçãoVoluntarismo e tecnologiaVoluntarismo e as tecnologias de comunicação móvelVoluntarismo e a InternetVoluntarismo InternacionalVoluntarismo e o setor privadoConclusões e discussõesCAPÍTULO 4 Meios de Subsistência SustentáveisIntroduçãoO que são meios de subsistência sustentáveis?Voluntariado e o capital socialVoluntariado e o capital humanoVoluntariado e o capital naturalVoluntariado e o capital físico
  16. 16. Voluntariado e os bens financeirosVoluntariado e os bens políticosConclusões e discussõesCAPÍTULO 5 O voluntariado como uma força para a inclusão socialO que é inclusão social?Os níveis de inclusão socialInclusão social dos grupos através do voluntariadoMulheresJovensPessoas mais velhasPessoas com deficiênciaMigrantes 5Pessoas que convivem com HIV/AIDSConclusões e discussõesCAPÍTULO 6 Voluntariado, coesão e gestão de conflitosIntroduçãoCoesão Social e conflito violentoVoluntariado e a prevenção de conflitoVoluntariado durante conflitosVoluntariado na sequência do conflitoVoluntariado e a promoção da pazMulheresJovensConclusões e discussõesCAPÍTULO 7 Voluntariado e DesastresIntroduçãoDesastres e desenvolvimentoMúltiplas funções de voluntariado em situações de desastresAntes de um desastrePrevenção e mitigação de desastresPreparação para desastresResposta aos desastresVoluntariado e recuperaçãoConclusões e discussõesCAPÍTULO 8 . Voluntariado e Bem-estarIntroduçãoVoluntariado e bem-estar individualVoluntariado e bem estar da comunidadeBem-estar e políticaConclusões e discussõesCONCLUSÃO . O caminho a seguirIntroduçãoÉ o momento certoNOTAS
  17. 17. REFERÊNCIASQUADROSO.1 O voluntariado como um componente valioso de planos de desenvolvimentoO.2 O voluntariado como uma âncora em face das mudanças globais1.1 As formas tradicionais de voluntariado1.2 Voluntários em previsões meteorológicas1.3 Ensinar os pobres na Índia1.4 Cooperativas de agricultores ajudam agricultores da Zâmbia a sobreviver e prosperar1.5 Primavera árabe - Egito em Cores1.6 Parceria Pública e Comunitária contra a pobreza e a tuberculose1.7 Filantropia africana - uma forte tradição1.8 De construção de casas a uma cidadania ativa1.9 Promoção de leis e políticas que apóiam o voluntariado2.1 Valores voluntários2.2 Usando calendários da comunidade para medir o valor do voluntariado2.3 Além do valor econômico2.4 Jovens Voluntários da União Africana2.5 Primeiro levantamento do voluntariado em Bangladesh2.6 De construção de casas a uma cidadania ativa2.7 Melhores Práticas na medição do voluntariado3.1 Monitoramento de eleições por SMS3.2 Voluntariado Online3.3 Voluntariado online livre para quem desejar3.4 Micro-Voluntariado da Kraft Foods3.5 Amigos da Tailândia no Butão3.6 JICA Voluntários Sênior3.7 Programa Voluntário da Diáspora Etíope3.8 Necessidade de princípios e valores nos negócios3.9 Empregado voluntariado e os ODM3.10 Voluntariado Corporativo3.11 Banqueiros sem Fronteiras3.12 Aproximando pessoas e causas4.1 Motoristas de táxi do Camboja ajudam a combater a malária4.2 Educação para a construção de capital humano4.3 Santuários dos moluscos tonganeses gigantes4.4 Voluntários da comunidade assumindo a liderança4.5 Voluntariado transfronteiriço na Mexican Hometown Associations4.6 Voluntariado para a equidade de gênero na América Latina5.1 Voluntarismo é um comportamento social5.2 Aposentado e engajado5.3 Ajuda tradicional no Brasil – mutirão5.4 A participação política dos povos indígenas5.5 Conselho Pastoral das Mulheres Maasai5.6 Aumentando a empregabilidade dos jovens na Bósnia e Herzegovina5.7 Tem facilidade – vá ser voluntário5.8 Imigrante voluntariado: Nova Zelândia5.9 Falando Positivo sobre HIV: China6.1 Criando pontes entre fronteiras étnicas
  18. 18. 6.2 Organização do Voluntariado Muçulmano nas Filipinas6.3 Comunidade se voluntariando pela paz6.4 Mulheres que lutam para serem ouvidas6.5 Juventude Promover a recuperação pós-conflito na Libéria7.1 Boas práticas para a resiliência da comunidade7.2 Voluntários em alerta para salvar vidas7.3 Terremoto em Christchurch: voluntários de todos os tipos7.4 Resposta precoce no Haiti7.5 A recuperação de desastres e o espírito gotong royong8.1 Felicidade Nacional Bruta no Butão8.2 Voluntariado e bem-estar individual8.3 Bem-estar através do voluntariado no Brasil8.4 Vivendo bemC.1 Reconhecendo a contribuição do voluntarismoFIGURASFIGURA 2.1 Se os voluntários fossem uma naçãoFIGURA 2.2 Valor do trabalho voluntário como proporção do PIBFIGURA 2.3 CIVICUS Diamante da Sociedade Civil
  19. 19. O VOLUNTARIADO É UNIVERSALCAPÍTULO 1O voluntariado é universalO voluntariado é uma expressão do envolvimento do indivíduo na sua comunidade. Participação,confiança, solidariedade e reciprocidade, baseado em um entendimento compartilhado e no senso dasobrigações em comum, são valores que se reforçam mutuamente no coração do governo e da boacidadania. O voluntariado não é um vestígio nostálgico do passado. É a nossa primeira linha de defesacontra a fragmentação social em um mundo globalizado. Hoje, talvez mais do que nunca, cuidar ecompartilhar é uma necessidade, não um ato de caridade.VNU (Novembro, 2000)O voluntariado e os valores tradicionaisO voluntariado é uma das expressões mais básicas do comportamento humano e surge das antigastradições de partilha e trocas mútuas, que há muito tempo já foram estabelecidas. No seu núcleo estão osrelacionamentos e o seu potencial para engrandecer o bem-estar dos indivíduos e da comunidade. Acoesão social e a confiança, por exemplo, prosperam onde o voluntariado é prevalente. O voluntariadonão é apenas a coluna vertebral das organizações da sociedade civil, social e dos movimentos políticos,mas também da saúde, educação, habitação e programas ambientais e uma série de outros segmentos dasociedade, programas do setor público e privado em todo o mundo. É uma parte integrante de toda asociedade.No coração desse relatório estão valores. Em muitas comunidades ao redor do mundo, sistemas estãoprofundamente enraizados, caracterizados pela solidariedade, compaixão, empatia e respeito pelosoutros, muitas vezes expressos por meio da doação de tempo. O voluntariado também expressa o desejode agir nos sentimentos de justiça e imparcialidade diante da desigualdade e promover a harmonia social,baseado em um interesse comum no bem-estar da comunidade. Na maioria dos idiomas, há palavras que
  20. 20. expressam o conceito de voluntariado. Frequentemente inspirado pelastradições indígenas, elas descrevem os principais caminhos pelos quais as pessoas coletivamente aplicamsuas energias, talentos, conhecimentos e outros recursos para o benefício mútuo. O ato de voluntariar-se ébem conhecido por todo o mundo, mesmo que a palavra não seja. Quadro 1.1: As formas tradicionais de voluntariado Em muitos países, o voluntariado está profundamente enraizado nas crenças tradicionais e nas práticas da comunidade. Na Noruega, por exemplo, o termo Dugnad descreve o coletivo do trabalho voluntário: um projeto tradicional de cooperação dentro de um grupo social como família, vizinhança, comunidade, região, área profissional ou nação. Um exemplo é a limpeza das áreas urbanas na primavera. Dugnad é justamente a doação de tempo ou dinheiro. É também o desenvolvimento do senso de comunidade e a construção de relacionamentos entre vizinhos e membros da comunidade. No mundo árabe, o voluntariado tem sido associado a ajudar as pessoas nas celebrações ou em momentos difíceis e é considerado um dever religioso e um trabalho beneficente. O voluntariado em árabe é (tatawa’a) ( ‫ ) عوطت‬que significa doar algo. Também significa comprometer-se com uma atividade beneficente que não seja uma exigência religiosa. Surgiu da palavra (al-taw’a) ( ‫ ) عوط ال‬que significa obediência, suavidade e flexibilidade. O conceito está adquirindo novas formas como resultado da modernização e do desenvolvimento das instituições governamentais e não-governamentais. Na África Austral, o conceito de Ubuntu define o indivíduo em relação aos outros. Nas palavras de Nelson Mandela: “Um viajante que passa por um país pararia em uma vila e não precisaria perguntar por comida ou água. Uma vez que ele para, o povo entrega-lhe comida, o entretem. Isso é um aspecto do Ubuntu, mas ele terá muitos aspectos. O Ubuntu não significa que as pessoas não devem enriquecer-se. A questão, portanto, é: Você vai fazer isso para permitir que a comunidade ao seu redor seja capaz de melhorar?” Fontes: Haugestad. (25-30 de julho de 2004); Leland. (29 de agosto de 2010); Mandela. (1 de junho de 2006); Nita Kapoor,[Diretora geral, Fredskorpset (FK Norway)], Comunicação Pessoal. (27 de julho de 2011); Shatti. (2009).Relatório do estado do voluntariado mundial 2011Por exemplo, elementos da filosofia do Ubuntu, comum por toda a África Austral, são encontrados emmuitas tradições ao redor do mundo. O Ubuntu valoriza o ato de cuidar do bem-estar alheio no espírito deapoio mútuo. É baseado no reconhecimento da dignidade humana, relacionamentos em comum, valoreshumanos e respeito pelo meio ambiente e os seus recursos. ² Como um papel oficial do governo sulafricano explica: “Cada bondade de um indivíduo é perfeitamente expressa por meio do seurelacionamento com os outros. O Ubuntu significa que pessoas são pessoas através de outras pessoas.Também reconhece os direitos e as responsabilidades de cada cidadão em promover o bem-estarindividual e social.”
  21. 21. O voluntariado voando sob o radarO voluntariado ainda voa em grande parte sob o radar dos políticos preocupados com a paz e odesenvolvimento, apesar de uma década da legislação intergovernamental adotada pela Assembleia Geraldas Nações Unidas. O engajamento voluntário já é tão importante que muitas sociedades teriamdificuldades para funcionar sem ele. Uma imagem significativa é fornecida pelas previsões meteorológicas.Nós podemos não dar a devida atenção a como elas são produzidas, no entanto, causam grande impactoem nossas vidas, nossa saúde, nosso lazer e atividades produtivas. Além disso, elas refletem os esforçosdas pessoas que atuam na base do voluntariado. Isso porque os dados de satélites e radar do tempo sãomais úteis quando comparados ao que está acontecendo na terra. A medição e a comunicação dos dadossobre a precipitação local realizada pelos voluntários são essenciais para calibrar as informações coletadaspor meio de sensoriamento remoto e para torná-las mais precisas. Em muitas regiões, os voluntáriosfornecem diariamente mais dados pontuais do que as redes de observações oficiais. ⁴ Exemplos similaresdo voluntariado voando sob o radar podem ser encontrados em todo o amplo espectro de trabalho dasNações Unidas.O voluntariado é universal e imenso, representa um enorme reservatório de habilidades, energia econhecimento local para paz e desenvolvimento. No entanto, em todo o mundo não existe qualquerestudo abrangente e comparativo sobre o voluntariado. Os estados mais desenvolvidos possuem seuspróprios estudos nacionais. Os esforços iniciais para mapear o voluntariado, amplamente apoiados pelosVoluntários das Nações Unidas (VNU), foram realizados em um número limitado de países emdesenvolvimento. Entre os desafios de pesquisar o voluntariado, três destacam-se. Primeiramente, não háum consenso sobre o que é o voluntariado e como ele manifesta-se; em segundo lugar, há equívocosgeneralizados, em contradição com dados empíricos e informações anedóticas, que obscurece a natureza ea extensão do voluntariado; e, em terceiro lugar, não há uma concordância metodológica para acessar ovolume e o valor da ação voluntária.O voluntariado ainda voa sob o radar, no entanto muitas sociedades teriam dificuldades para funcionarsem ele.O que é voluntariado?Essa questão parece simples, mas a literatura acadêmica e os quadros jurídicos nacionais revelam umamultiplicidade de definições. Em algumas partes do mundo em desenvolvimento, o termo “voluntário” éuma importação recente do Norte e refere-se essencialmente a expressões de voluntariado internacional.
  22. 22. Contudo, não se percebe que as formas de apoio mútuo e de auto-ajuda,que estão inclusas nesse relatório, também se enquadram na definição de voluntariado e merecem serestudadas e reconhecidas como tal. A definição que usamos para trabalho é aquela adotada pelaAssembleia Geral das Nações Unidas em 2011.Primeiramente, a ação deve ser realizada voluntariamente, de acordo com a vontade do indivíduo, e nãocomo uma obrigação prevista em lei, contrato ou exigência acadêmica. A decisão de voluntariar pode serinfluenciada pela pressão social, valores pessoais ou obrigações culturais ou sociais, mas o indivíduo deveser capaz de escolher se quer ou não agir. O “Voluntariado obrigatório”, tais como serviço comunitáriocomo uma alternativa ao dever militar ou penas de prisão para criminosos, cai fora do âmbito desterelatório. Aqui não há juízo de valor em tais formas de serviço. Sob certas circunstâncias, eles podem serpositivos, até plantando as sementes para o futuro do voluntariado. Em segundo lugar, a ação não deve serQuadro 1.2: Os voluntários na previsão meteorológica realizada, principalmente, pela recompensa financeira. AlgumA Organização Mundial de Meteorologia (OMM) escolheu “Voluntário reembolso para despesas ou bolsapara tempo, clima e água” como o tema para o dia mundial da auxílio, ou pagamentos em forma deMeteorologia em 2001, para dar maior reconhecimento e maior destaquepara a contribuição dos voluntários na meteorologia e hidrologia. De fato, refeições ou transporte, pode serdesde os primeiros dias dessas ciências, voluntários, tanto indivíduos justificado. Na verdade, esses tipos dequanto de instituições como escolas ou grupos religiosos, são conhecidos pagamentos são frequentementepor terem assistido meteorologistas e hidrólogos, especialmente em seu considerados como boas práticas, játrabalho operacional e na promoção das ciências. Nesse campo, que geram oportunidades para umavoluntários são conhecidos por sua perseverança e comprometimento epor compartilhar uma fascinação pelo fenômeno meteorológico e ação mais acessível e inclusiva doshidrológico. Em alguns países, especialmente no caso de catástrofes voluntários. As ações realizadas comnaturais, os voluntários são frequentemente chamados para fazer as salário, tais como quando omedições e comunicar os dados quase em tempo real, tais como voluntariado ocorre no horárioprecipitação, temperatura e o nível de rios, para alertar a população sobcomercial, também são reconhecidas como voluntariado, desde que o empregado não receba umameaça. Os voluntários observadores de tempestades fornecemincentivo financeiro atualizadas É compreensível complementam as a empresa está voluntariamente abrindo informações locais e adicional. que muitas vezes que, nesses casos,mão do horário de pelos radares meteorológicos e satélites. informações fornecidas trabalho do empregado, um aspecto de responsabilidade social corporativa. Osparâmetros da nossa definição também incluem programas de voluntariado integral, tanto nacionaisFonte: OMM. (2001).quanto internacionais, que podem pagar pensão, normalmente calculada de acordo com as despesaslocais. Levam-se em consideração custos associados com a vida longe de seu ambiente familiar e aausência de uma fonte de renda.
  23. 23. Em terceiro lugar, a ação deve ser para o bem comum. Ela deve,diretamente ou indiretamente, beneficiar pessoas fora do convívio familiar ou beneficiar uma causa,apesar do voluntário ser beneficiado também. Em muitas culturas, um voluntário é frequentementedescrito como “alguém que trabalha para o bem-estar da comunidade”. ⁵ A noção do que constitui o bemcomum pode ser controversa. Por exemplo, quando as pessoas participam de um protesto pacífico a favorou contra a pesquisa com animais ou a construção de uma barragem, ambos os lados procuram o que elesconsideram resultados positivos. Eles estão inclusos na nossa definição. As atividades que envolvam, ouincitam, a violência prejudicial à sociedade e as ações que não correspondem aos valores atribuídos aovoluntariado não estão inclusos na nossa definição.Os três critérios, livre arbítrio, motivação sem fins lucrativos e benefício a terceiros, podem ser aplicados aqualquer ação para avaliar se ela é voluntária. As Nações Unidas usam uma abordagem de grande escalaatravés do reconhecimento de numerosas e variadas manifestações de voluntariado, encontradas emdiferentes contextos sociais e culturais. Um parâmetro adicional do voluntariado, que é algumas vezesmencionado, é um elemento de organização. ⁶ Muitos estudos empíricos estão preocupados com ovoluntariado desenvolvido no âmbito de organizações formais. Contudo, focar apenas nesse aspecto dovoluntariado desconsidera uma grande quantidade de ações voluntárias. Nossa definição é mais ampla. Elainclui muitas ações do voluntariado que acontecem fora do contexto formal. Essa ampla definição reflete oque nós fortemente acreditamos ser a natureza universal do voluntariado.Os três critérios, livre arbítrio, motivação sem fins lucrativos e benefício a terceiros, podem ser aplicados aqualquer ação para avaliar se ela é voluntária.Com certeza, existem inúmeros atos individuais de bondade com os quais as pessoas comprometem-se,como cuidar de uma pessoa doente, ajudar o filho do vizinho com a sua lição escolar ou fornecer comida eabrigo para um estranho. Nós reconhecemos que o “voluntariado” é frequentemente usado na linguagemgeral para ações onde tempo, energia e habilidades foram gastos à vontade e sem um custo. Tais ações sãoparte vital de sociedades solidárias e compassivas, nas quais são relatados elevados níveis de bem-estar emuitas pesquisas indicam uma correlação positiva com o voluntariado. Este relatório foca essencialmenteno voluntariado desenvolvido no cotidiano. A principal exceção é a expansão espontânea e desorganizadado voluntariado comumente encontrado após uma catástrofe natural ou outros tipos de emergências,quando a ação individual une a uma massa crítica com impactos significativos. Esses tendem a ser muitobem documentados.
  24. 24. Como o voluntariado é expresso?A primeira, a mais comumente compreensível expressão do voluntariado, é a prestação de serviço formal,ou seja, a prestação de um serviço a terceiros. Isso normalmente ocorre por meio de estruturas queabrangem uma ampla gama de campos sociais, culturais e de desenvolvimento. Tais organizações, sejamformalmente registradas ou não, podem ajudar a fornecer uma infinidade de serviços, que incluem aconstrução de casas de baixo custo; cuidados e apoio às pessoas com HIV/AIDS; a disseminação deinformações sobre o uso de mosquiteiros contra a malária; a alfabetização; e a participação emassociações de pais nas escolas. Essa forma de voluntariado pode envolver a prestação de um serviço ou olevantamento e a administração dos fundos que o apóia. Geralmente há um acordo sobre os termos decompromisso entre o voluntário e a organização em questão, que inclui treinamento. O reconhecimentode projetos pode existir, assim como algumas formas de pagamento ou reembolso de despesas.A segunda forma de voluntariado é a ajuda mútua ou a auto-ajuda, quando pessoas com necessidades emcomum, problemas ou interesses, unem forças para enfrentá-los. No processo, os membros do grupobeneficiam-se. Alguns exemplos são grupos de jovens liderados por jovens, associações de mulheres egrupos de usuários de recursos naturais. Em muitas culturas, comunidades inteiras comprometem-se emempreendimentos coletivos para plantar e colher, construir defesas contra inundações, coletar lenha parao uso comum e organizar casamentos ou funerais. Em algumas sociedades, as atividades voluntárias sãoorganizadas no nível da comunidade. A reciprocidade também assume a forma de ajuda aos grupos, ondeas pessoas se reúnem para discutir as mesmas preocupações, muitas vezes encobertas por problemasmentais, emocionais ou físicos. Além das reuniões para fornecer apoio moral e oferecer um espaço paracompartilhar informações, eles também podem envolver-se com a advocacia. Algumas vezes, o caso é essecom os grupos de apoio as pessoas com HIV/AIDS, por exemplo. A ajuda mútua também é encontrada emafiliações profissionais, tais como sindicatos. Enquanto protegem os interesses e promovem o bem-estardos seus membros, eles também discutem os problemas sociais na comunidade. Da mesma forma, ovoluntariado é encontrado em organismos profissionais e científicos e em associações empresariais ecomerciais. Tais organismos possuem, normalmente, um grupo de pessoas oficiais e de administradores,eleitos pelos associados, que executam as funções do voluntariado. Há também muitas ações voluntáriasque são melhores rotuladas como “participação civil”. Por exemplo, existem apoios e campanhas quevisam o efeito ou impedem a mudança. A participação civil inclui campanhas locais e de pequena escalacom duração limitada. Os exemplos podem incluir a pressão em autoridades locais para forneceriluminação pública, coleta de lixo ou água potável ou campanhas para impedir uma empresa privada deconstruir uma usina de processamento que poluirá as imediações. Em outros casos, a ação voluntária em
  25. 25. menor escala pode ganhar força e transformar em campanhas nacionais,como o movimento anti-apartheid na África do Sul ou o Quadro 1.3: Ensinando os pobres na Índiamovimento Chipko na Índia. Este último começou nadécada de 1970 com um pequeno grupo de mulheres Em 2008, “Ensinando a Índia” foi a maior campanha decamponesas no Himalaia de Uttarakhand lutando pela alfabetização liderada por voluntários, que ensinaramproteção de suas floretas. Tornou-se um movimento crianças e adultos carentes nas cidades da Índia. Anacional que conseguiu ter as proibições impostas à iniciativa foi lançada pelo jornal The Times of India com o apoio do programa dos Voluntários das Nações Unidasderrubada de árvores em várias partes do país.⁷ Mais (VNU). Seu objetivo era facilitar o progresso no sentidorecentemente, alguns estados árabes têm visto um de alcançar o ensino básico universal, um dos oitogrande número de manifestantes lutando por uma Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) dasmudança democrática, por meio de manifestações Nações Unidas. O jornal The Times of India realizou umapúblicas e outras formas de protestos. Movimentos campanha bastante repercutida na mídia com o slogan: “O que você ensina aqui não é algo que ajudará a criançasociais podem se tornar globais quando uma a chegar à série seguinte. Mas chegar a um futuro livreconstelação de organizações, campanhas, redes e de pobreza e de privações.”indivíduos se unem em torno de questões sociais Em poucos dias, a campanha mobilizou profissionais emimportantes, tais como defender os direitos de atividade e aposentados, homens e mulheres, assimmulheres ou pessoas indígenas, ou lutar pela como estudantes que se comprometeram a ensinar durante três meses com uma das mais de 60 ONGserradicação de minas terrestres. Em todos esses casos, envolvidas. O recrutamento de voluntários começou empessoas fornecem a participação ativa, entusiasmo e 6 de julho. Até o final das inscrições, 83000 homens eetos que transformam o status quo. Além do benefício mulheres estavam registrados.direto de tal voluntariado, existem benefíciosintangíveis para a sociedade. A ação voluntária dá às Piyush Dhawan, um estudante de economia comercial na Universidade de Delhi, integrou uma organização sempessoas um senso de controle sobre aspectos fins lucrativos para ensinar crianças carentes na capital.importantes de suas vidas. Ele diz “Ensinando a Índia forneceu uma plataforma perfeita para que pessoas de mesma opiniãoO voluntariado como uma expressão de participação combatessem as desigualdades sociais e educacionais dacívica é geralmente associada à religião, que, como o Índia. Eu tive a chance de envolver estudantes de vários níveis de informática e oferecer conhecimentos básicosvoluntariado, também se baseia fortemente em em inglês, o que também me ajudou a crescer comovalores. Todas as principais religiões reconhecem os pessoa. Ensinando a Índia tem o potencial para catalisarbenefícios da doação em termos de justiça, e desenvolver um movimento nacional que podehumanidade e bondade, assim como em termos de fornecer oportunidades para muitas crianças carentes daauto-realização. Estudos mostram que pessoas Índia.”religiosas são, geralmente, mais engajadas que pessoas Fontes: itimes. (2008); Times of India. (6 de julho denão-religiosas.8 Para a maioria das religiões, o trabalho 2008); VNU. (2008a).
  26. 26. comunitário é um atributo de suas congregações, seja na ajuda ematividades relacionadas à adoração ou encorajando os membros a utilizarem seu conhecimento parabeneficiar uma comunidade maior. O tipo de ação voluntária promovida pode variar entre serviços diretosaos necessitados, serviços de educação e saúde, atividades de apoio à comunidade tais como associaçõescomunitárias e a defesa de mudanças sociais em áreas ambientais e de direitos civis. 9 Na América Latina,por exemplo, as igrejas têm um papel importante no apoio a programas de voluntariado e organizaçõesque promovem desenvolvimento social e econômico. Elas fornecem voluntários com forte sensocomunitário.Quadro 1.4: As cooperativas de agricultores ajudam agricultores da Zâmbia a sobreviver e a prosperar.Roteiro 8 do Rádio (trechos):Apresentador: O setor agrícola na Zâmbia está enfrentando muitos desafios, o clima está piorando, desestabilizando a colheita ea pecuária... A cooperativa dos agricultores fornece uma estratégia para aliviar a crise em muitas comunidades rurais na Zâmbia...As cooperativas têm uma adesão livre e voluntária; elas são democraticamente controladas por seus membros; seus membrosparticipam economicamente em suas atividades; elas são independentes do controle do governo ou indústria; elas oferecemeducação, treinamento e informação para os seus membros; e elas estão preocupadas com a comunidade local.Por que você formou a Cooperativa Nakabu?Agricultor: Em 2006, eu cultivava dois hectares de terra e plantava milho com o intuito de vender para o sustento da minhafamília. Mas, infelizmente, naquele ano Mumbwa sofreu uma estiagem e eu acabei colhendo muito pouco., pouco demais atépara comer em casa, muito menos para vender e levar meus seis filhos para a escola. A vida tornou-se difícil para mim e minhafamília.Eu sentei com quatro dos meus amigos, que também eram agricultores na minha região, e nós discutimos a ideia de formar umacooperativa de agricultores para fazer da agricultura um negócio sério e para encontrar meios para sobreviver.Apresentador: Quantos membros você teve no início?Agricultor: Havia um total de 49 membros... Todos os membros têm um voto igual – um membro, um voto, então todos são iguaisna cooperativa. Depois de juntar nosso dinheiro, nós compramos milho dos agricultores em vilas vizinhas, então viajamos paraLusaka e vendemos o milho para uma empresa de moagem. Foi fácil vender o milho porque nós éramos um grupo e tínhamos umgrande volume quando juntamos nossas colheitas.Apresentador: Quais as diferenças você tem notado nas suas vidas desde que vocês começaram a cooperativa?Agricultor: Há muito progresso na minha vida como um individuo, assim como nas vidas dos outros membros. Falando por mim,todos os meus seis filhos estão na escola agora....Há muitas cooperativas com diferentes habilidades. Nós estamos visitando cada uma para aprender um do outro... Nós temosaprendido novas técnicas para reduzir os prejuízos causados por inundações e a conservar água em épocas de seca.A Cooperativa Nakabu está indo bem, mesmo com todos os desafios no setor agrícola do país, porque nós somos unidos e porquenós trabalhamos juntos para garantir o futuro de nossas famílias.Fonte: Banda. (2008).
  27. 27. Organizações Baseadas na Fé (OFB) envolvem um grande número de voluntários. Muitas focam em pessoas que vivem em condições de pobreza extrema, tal como a Chilena Hogar de Christo, uma organização Jesuíta que promove a inclusão social dos pobres. Na Tailândia, o Interfaith Network on HIV/AIDS (Rede Inter-religiosa do HIV/AIDS) mobiliza voluntários de comunidades budistas, muçulmanas, católicas e protestantes no país inteiro para organizar atividades de cuidados em domicílio para pessoas com AIDS que vivem em regiões remotas. OFBs como a World Vision e Islamic Relief compreendem um número significativo de voluntários. A Cáritas, focada em reduzir a pobreza e injustiça, auxilia cerca de 24 milhões de pessoas por ano, com 440.000 funcionários assalariados e 625.000 voluntários em todo mundo. De acordo com o Fundo Global de Combate à AIDS, Tuberculose e Malária, as OFBs são provedoras cruciais de cuidados médicos em áreas rurais e cuidados com órfãos em países em desenvolvimento.Quadro 1.5: Primavera Árabe – Egito em CoresDepois do dia 25 de janeiro de 2011, um dia de protestos pacíficos de centenasno Cairo, cinco estudantes de graduação decidiram falar ao público na sua “Um componente crítico da respostaprópria língua: a arte. mundial a essas doenças é o trabalho das organizações baseadas na fé (OFBs).No dia 11 de fevereiro, as cinco jovens criaram um grafite simples na parede Historicamente, as OFBs estão à frente dacom mensagens motivacionais: “Com ciência e trabalho duro, as nações luta contra doenças em países emprogridem”, “Tafa’al” (seja otimista). Inspiradas pela reação positiva à suainiciativa, as jovens perceberam que podiam tocar a comunidade egípcia com desenvolvimento. Elas fornecemuma mensagem criativa e fazer a diferença no seu dia-a-dia através de arte e prevenção, tratamento e apoio, comcor nas ruas. consequências pra toda vida, para aqueles que mais precisam. Isto é particularmenteAs jovens artistas decidiram pintar uma enorme parede em Maadi, um relevante em áreas rurais e isoladas aosubúrbio de Cairo. Elas anunciaram a decisão no Twitter e no Facebook,convidando outros a participar. Ficaram surpresas ao encontrarem o redor do mundo, onde o trabalho dasengajamento entusiasmado da comunidade local. Oitenta e cinco voluntários OFBs afeta a vida de milhões de crianças ese juntaram a elas na pintura, inclusive dúzias de crianças interessadas. famílias.” 14Membros da comunidade não só testemunharam as paredes ganharem coresnovas e vivas, mas também participaram do processo se voluntariando para As muitas e variadas categorizações dolimpar a área. voluntariado torna difícil avaliar oEntusiasmadas com a experiência, as jovens decidiram criar um grupo e o tamanho e a extensão do trabalhochamaram de “Egito em Cores”. O grupo agora conta com 25 jovens, mulheres voluntário, e contribui para formare homens, com uma coisa em comum: o amor pelo Egito e a arte. percepções errôneas a cerca do voluntariado. No entanto, elas refletem aFonte: Revista Teen Stuff. (Agosto, 2011). riqueza e a natureza ampla da ação voluntária. “Palavras como ‘voluntariado’
  28. 28. são conceitos tanto populares quando científicos... Frequentemente,seus significados são contestados. As pessoas não concordam sobre o que deve ser contado como trabalhovoluntário. Às vezes elas usam palavras como ‘voluntariado’ para rotular pessoas e suas ações com opropósito de denegri-las; outras vezes, a mesma palavra é usada para indicar aprovação”.Tomadas juntas, as percepções descritas se enquadram no que é chamado de “paradigma dominante”16do voluntariado. Um entendimento adequado da universalidade do voluntariado necessita que a névoaque envolve a ação voluntária seja dissipada para revelar a real extensão dos seus contornos. Uma vez quea escala do voluntariado se torne verdadeiramente apreciada, será possível seguir em frente e examinarsua contribuição em questões globais.O restante deste relatório utiliza contexto das Nações Unidas de livre-arbítrio, motivações sem finslucrativos e benefício a terceiros como os parâmetros de definição do voluntariado. Entrega de serviçoformal, apoio mútuo e auto-ajuda, e participação cívica são utilizados para definir suas expressões.Entretanto, é importante lembrar que as expressões do voluntariado também são influenciadas pelacultura local e circunstâncias sociais.Um entendimento adequado da universalidade do voluntariado necessita que a névoa que envolve aação voluntária seja dissipada para revelar a real extensão dos seus contornosPercepções errôneas sobre voluntariadoExistem várias percepções errôneas que dificultam a compreensão adequada da universalidade dovoluntariado, mesmo que largamente refutada por um crescente acervo de evidências empíricas e casuais.Essas ilusões devem ser apagadas para que a real extensão do voluntariado seja revelada e para tornarpossível analisar suas contribuições para questões globais.Percepção errônea número 1: A ação voluntária só ocorre através de ONGs formais, estruturadas elegalmente reconhecidas, geralmente em países desenvolvidos, com algum tipo de acordo entre ovoluntário e a organização. Como tais organizações estão predominantemente localizadas em paísesdesenvolvidos, isso contribui para a noção de que o voluntariado é geralmente encontrado em tais países.Na realidade, grande parte do voluntariado descrito nesse relatório ocorre através de pequenos gruposlocais, clubes e associações, que são a base de uma sociedade civil em países industrializados, assim comoem países em desenvolvimento. Além do mais, evidências empíricas em países em desenvolvimento
  29. 29. pintam um quadro diferente. Para citar apenas um exemplo, pesquisasno México mostram que a maior parte da atividade voluntária no país ocorre fora de organizações formais.Isso acontece porque as circunstâncias legais e fiscais no México não encorajam a criação de organizaçõesde sociedade civil formais. Além disso, existe uma cultura limitada de participação de grupos formais. 17Percepção errônea número 2: O voluntariado ocorre somente no setor da sociedade civil. Isto é falso. Aação voluntária é universal; ela não ocorre exclusivamente em um “setor”, mas permeia todos os aspectosda vida. Muitos serviços do setor público, por exemplo, dependem de voluntários: escolas e serviçoshospitalares e de saúde, policiamento de vizinhanças, guarda costeira e corpo de bombeiros, todosdependem de voluntários. O voluntariado também pode ser encontrado em programas sociais nacionaisdo governo, em áreas como a de imunização e alfabetização. Desde 1988, a Iniciativa Global de Erradicação da Pólio, liderada por Quadro 1.6: Parceria pública e comunitária contra a pobreza e a tuberculose governos nacionais, a Organização Mundial da A Tuberculose (TB) é uma doença infecciosa associada a pobreza e baixos níveis Saúde, UNICEF e Rotary salariais. Em Karakalpakstan, uma região semi-autônoma do Uzbequistão, a doença Internacional, imunizou mais atingiu proporções epidêmicas e intensifica a pobreza local. O ministério da saúde do Uzbequistão tem atacado o problema da alta incidência de pobreza e tuberculose de 2,5 bilhões de crianças com as Nações Unidas, a sociedade civil local, o governo distrital e com o Mahalla, contra a pólio, graças a um comitê de voluntariado local tradicional que apóia o bem-estar e ajuda a cooperação sem precedentes melhorar o meio de vida. Desde 1994, foi dada ao Mahalla mais responsabilidade de mais de 200 países e 20 pelo direcionamento da assistência social do Governo Central. Através dos Comitês milhões de voluntários, a Mahalla e autoridades locais, 32 Treinadores de Voluntários Comunitários foram treinados. Eles, por sua vez, recrutaram e treinaram mais 30 voluntários. Após três maioria local, respaldada por ciclos de treinamento, existem agora quase 3000 voluntários promovendo a um investimento conscientização da TB, auxiliando na melhoria dos sistemas de saúde e suprimento internacional de mais de 8 de água, dando apoio aos pacientes que foram bem-sucedidos no tratamento da TB e bilhões de dólares apoiando atividades domiciliares que geram renda entre pacientes da TB e suas americanos. Em 2006, famílias. restavam somente quatro “Graças aos Voluntários Comunitários e seu trabalho duro, agora mais pessoas países onde a transmissão de procuram médicos e se consultam a tempo, o que é de extrema importância no pólio não havia sido cessada tratamento da TB” (N Orazimbetova, 2011). e onde os números anual de casos havia caído mais de 99 Fontes: PNUD (2011); Nesibele Orazimbetova [Médico-Chefe, distrito de Karauzyak], Discurso na cerimônia de abertura do consultório de TB. (14 de janeiro de 2011). por cento.
  30. 30. Além disso, o engajamento de voluntários no setor privado apresentaum crescimento constante desde meados da década de 90, a maior parte dentro da estrutura deResponsabilidade Social Corporativa (RSC). O setor emprega uma proporção significativa da populaçãomundial, muitos dos quais são voluntários. O voluntariado é uma importante expressão da RSC, com maisde 90 por cento das empresas da Fortune 500 tendo voluntários como funcionários formais e programasde doação. Quadro 1.7: Filantropia Africana – uma tradição de força A filantropia africana não é algo que necessite ser apresentada porPercepção errônea número 3: O alguém, porque os africanos têm uma forte tradição de auto-ajuda,voluntariado é exclusividade dos bem- auto-apoio, instituições voluntárias e crédito rotativo e associações como as stokvels sul-africanas. No entanto, nós ainda nãoeducados e afortunados, daqueles que tem conseguimos explorar essa tradição e não costumamos pensar nastempo e dinheiro disponíveis. Na verdade, suas várias expressões e ferramentas de desenvolvimento.uma pesquisa empírica em expansão indicaque o voluntariado é predominante entre as Fonte: Wilkinson-Maposa, Fowler, Oliver-Evans & Mulenga. (2005).pessoas de salários mais baixos que seengajam no trabalho voluntário para sebeneficiar e ajudar suas comunidades. Seus recursos, incluindo conhecimento local, habilidades, trabalho erede social geralmente desempenham um papel crucial na sobrevivência de estresses e choques, comodiscutidos no Capítulo 4, na seção Voluntariado e Meio de Vida Sustentáveis.Um estudo do Banco Mundial focado nas comunidades mais pobres, destacou a necessidade de descobrir“redes de solidariedade existentes” e ressaltou que a “mobilização de comunidades locais geralmentecomeçam com a detecção dos grupos locais, tais como centros comunitários.” 21 Outro estudo dos EstadoUnidos sobre vizinhanças afligidas e de baixa renda em transformação, concluiu: “Entre os bens[comunitários] menos valorizados estão as redes que ocorrem naturalmente, através das quais vizinhos eresidentes se oferecem voluntariamente para abordar e resolver problemas comuns. Uma atençãoestratégica e um cultivo mais intencional e uso dessas redes poderia ser uma contribuição importante paraa transformação comunitária pelos moradores.”Percepção errônea número 4: O voluntariado é o domínio de amadores que não possuem habilidade ouexperiência. Essa percepção errônea surge da concepção de que o profissionalismo, tanto emconhecimento quanto em comportamento, é exclusivamente associado a um trabalho pago. Tambémpode ser influenciada pela impressão de que a maioria dos voluntários são pessoas jovens. Ao longo desterelatório, existem referências de homens e mulheres profissionalmente qualificados motivados por valores
  31. 31. que conduzem o voluntariado. Suas profissões variam de advogadostrabalhando para o bem público até profissionais do corpo de bombeiros e médicos, que escolhem levarseu conhecimento e anos de experiência para o voluntariado.Percepção errônea número 5: Mulheres são a maioria no voluntariado. Errado novamente. Enquantoestudos indicam que mulheres são mais propensas ao voluntariado, homens e mulheres trabalhamvoluntariamente pelo mesmo número de horas. A percepção da predominância do sexo feminino novoluntariado surge, em parte, pela associação com serviços sociais e cuidados médicos, em particular. Omovimento feminista na década de 70 descreveu o voluntariado como uma extensão do trabalhodoméstico da mulher fora de casa.23 Enquanto as mulheres predominam em áreas tais como o trabalhovoluntário no cuidado hospitalar de crianças e pessoas idosas, homens aparecem em maior número nosesportes, nas questões ambientais, e nos resgates em incêndios e no mar.24Uma justificativa mais convincente pode argumentar que o voluntariado reforça os papéis de gênero e queas mulheres atuam nas áreas de voluntariado que, no mercado pago, são designados como sendo de statusmais baixo. O trabalho voluntário dos homens é tipicamente no “domínio público”, em atividades cívicas eprofissionais que incluem trabalhar no conselho de organizações. Inversamente, voluntárias sãoencontradas em “domínios privados”, ajudando os necessitados. Um estudo sobre voluntárias na área desaúde em Lima, Peru, demonstrou como o trabalho de assistência média era visto como uma extensão deseu papel maternal. Um estudo da África do Sul e do Zimbábue sobre profissionais de saúde do sexofeminino na área de HIV/AIDS chegou a uma conclusão similar. 25 Entre os ativistas, os homens estão maisinseridos em campanhas nacionais, enquanto as mulheres estão mais propensas a participar emcampanhas locais.26 As Nações Unidas reconheceram a necessidade de evitar estereótipos de gêneroquando enfatizou a necessidade de garantir “que as oportunidades de voluntariado em todos os setoresestão abertas tanto para mulheres quanto homens, dada a diferença de níveis de participação nasdiferentes áreas.”Percepção errônea número 6: Pessoas mais jovens não trabalham como voluntários. Pelo contrário, jovensnão constituem um grupo passivo que espera que oportunidades e recursos sejam entregues a ele. Eles seocupam ativamente no desenvolvimento de suas sociedades em uma vasta gama de atividades. Umexemplo bem conhecido da América Latina é a organização Um Techo para mi País (Um Teto para meuPaís).
  32. 32. Também é verdade, entretanto, que muitos jovens julgam a participaçãoatravés de organizações formais menos interessante do que no passado. Essas oportunidades em si estãodiminuindo à medida que a economia global e instituições políticas e sociais passam por grandesmudanças. 28 No entanto, o comprometimento dos jovens com o engajamento cívico permanece forteapesar de parecer mudar para a participação em situações informais e menos estruturadas. Para os jovens,o ativismo político e social que oferece maneiras informais e não-hierárquicas é mais interessante. Umexemplo é o grupo liderado por jovens da Ucrânia, “Irpinskyi velorukh” (Movimento de ciclismo da cidadede Irpin). Esse é um grupo informal que promove o ciclismo e um estilo de vida livre de automóveis, queorganiza anualmente os eventos do Dia sem Carro na comunidade. Em 2009, 56 pessoas participaram.Vinte empresas da mídia cobriram o evento e oficiais locais e membros da comunidade participaram namúsica, discursos, fabricação de pôsteres, parada de ciclismo e competições cross-country.29 Quadro 1.8: Da construção de casas para a cidadania ativa Em 1997, um grupo de jovens chilenos preocupados com a pobreza extrema em seu país resolveu construir 350 casas populares para famílias que viviam em favelas. O programa, desde então, expandiu para 19 países da América Latina e mobiliza mais de 50.000 jovens voluntários, com idades que variam de 17 a 28 anos, todos os anos. Melhorar a qualidade da habitação de milhares de famílias da região não foi a única coisa que fizeram. Através do contato direto com a pobreza, a experiência mudou a forma que eles enxergavam seu país. Eles agora promovem a conscientização da pobreza através de campanhas e lobbying a favor de casas adequadas para todos. Da construção de casas, jovens voluntários se tornaram cidadãos ativos e líderes em suas comunidades. “Como voluntário, eu compreendi que cada pessoa tem um papel importante na luta contra a pobreza. Nós nos unimos, já que para nós, não há outra maneira de denunciar a pobreza a não ser por meio do nosso engajamento coletivo. Ansnm nou kapb (Juntos nós podemos).” Donald, voluntário da Un Techo no Haiti. Fonte: J. Serani, [Diretor do México e Região do Caribe, Un Techo para mi País]. Comunicação Pessoal (21 de julho de 2011).Percepção errônea número 7: O voluntariado é realizado cara a cara. O desenvolvimento significativo datecnologia digital significa que o voluntariado não é mais limitado ao contato cara a cara. As novastecnologias com as quais as pessoas se relacionam são, possivelmente, o desenvolvimento maissignificativo no voluntariado. A evolução rápida da tecnologia de telefonia celular e a difusão da Internettêm permitido um maior número de pessoas de amplas partes da população a engajar no voluntariado.Assim sendo, tecnologias estão contribuindo para sua natureza universal. Isso será discutido no Capítulo 3.
  33. 33. Percepção errônea número 8: A intervenção estatal deveria ser proibidano voluntariado. Essa visão é bem menos difundida do que era há uma década, como fica evidente pelonúmero de políticas e leis adotadas por governos, especialmente desde 2001. A maioria visa encorajar aação voluntária por parte de cidadãos e/ou protege os direitos dos voluntários. Entretanto, existemmomentos em que o Estado tenta controlar a ação voluntária para beneficiar sua própria política. Ovoluntariado, por exemplo, pode ser um meio de compensar por serviços insuficientes, compensando pelainabilidade do estatal de prover os serviços. Esses casos devem ser monitorados e expostos sempre queocorrerem. Quadro 1.9: Promovendo leis e políticas que apóiam o voluntariado A primeira lei sobre voluntariado na Coréia do Sul, a Lei Básica de Promoção de Serviços Voluntários (2006), estabeleceu o Comitê Nacional de Promoção do Voluntariado. Esse comitê engloba o governo e representantes da sociedade civil e tem trabalhado para encorajar a participação pública no voluntariado. Através da lei, o governo nacional e governos locais são obrigados a assegurar que o serviço voluntário seja executado em um ambiente seguro, e que o governo forneça garantia contra lesões físicas ou econômicas aos voluntários. O voluntariado continua a crescer na República da Coréia, promovido pelo compromisso do governo de apoiar os voluntários. Particularmente notável foi o extenso envolvimento de cidadãos na limpeza dos derramamentos de óleo no Condado de Taean, na costa oeste do país em 2007. Em julho de 2008, o Grupo Automotivo Hyundai KIA fundou uma organização voluntária, o Happy Move Global Youth Volunteers. Desde então, a organização tem mandado cerca de 1000 estudantes universitários coreanos para contribuir com esforços humanitários, culturais e outros esforços voluntários na Índia, Brasil, China, Eslováquia, República Checa, Turquia e Tailândia. Esse programa auxilia jovens coreanos a compreenderem o verdadeiro significado do trabalho voluntário e os ajuda a desenvolver identidade própria através de experiência em primeira mão com novas culturas e cooperação direta com as pessoas. Fontes: The International Centre for Not-for-profit Law. (2010); VNU. (2009).
  34. 34. Políticas podem, de forma não intencional, reprimir as forças deimpulsão do voluntariado. Os governos estão bem colocados a contribuir para um ambiente em que todosos tipos de voluntariados podem florescer. No entanto, a intenção certamente não é buscar a noção deuma comunidade auto-suficiente, com o Estado negligenciando suas responsabilidades de assegurar asnecessidades básicas dos cidadãos. O desafio é como integrar a ação voluntária de cidadãos com as açõestomadas pelo governo e outras fontes financeiras de forma mutuamente reforçada, enfatizando acooperação e a complementação. Em última análise, isso pode aumentar a eficiência e o alcance dosprogramas governamentais enquanto fortalece a confiança das pessoas em suas habilidades para afetar obem-estar de suas comunidades.Percepção errônea número 9: O voluntariado é gratuito. Existe um ditado antigo que diz que, embora osvoluntários não sejam pagos, eles não trabalham de graça. Aplicado aos tipos mais formais devoluntariado, tem ligação com a infraestrutura necessária para assegurar contribuições efetivas. Inclui oestabelecimento e a direção de centros de voluntários, gerenciamento de voluntários, treinamento ereconhecimento, e custos associados ao funcionamento apropriado para os voluntários, tal comotransporte, refeições e salários. Em termos de governo, isso pode incluir o estabelecimento de políticasapropriadas e sistemas de regulamentação, corpo nacional de voluntários, e esquemas para pessoas maisvelhas e para jovens.Conclusões e discussõesPercepções errôneas escondem a universalidade de valores e ações associados ao voluntariado. Elas sãoobstáculos para o entendimento da amplitude e profundidade da ação voluntária ao redor do mundo. Comesse primeiro REVM, nós esperamos esclarecer as opiniões acerca do que é o voluntariado e o que elealcança, de acordo com as realidades na prática.A pesquisa sobre o assunto ainda se encontra nos primeiros estágios e precisa ser intensificada.Evidentemente, os governos têm um papel de encorajar mais estudos empíricos que irão resultar em umquadro mais exato da natureza universal do voluntariado. A comunidade acadêmica deve questionarsuposições fundamentais sobre a ação voluntária. O sistema das Nações Unidas e outros atuantes dedesenvolvimento, incluindo a sociedade civil, têm a responsabilidade de assegurar que essa pesquisaalcance todos os interessados. Estabelecer dados robustos sobre o voluntariado é a rota mais correta paradesenvolver estratégias que levam em conta a força poderosa e universal que o voluntariado representa.
  35. 35. Com esse primeiro REVM, nós esperamos esclarecer as opiniões acercado que é o voluntariado e o que ele alcança, de acordo com as realidades na prática.
  36. 36. MEDINDO O VOLUNTARIADOCAPÍTULO 2 “Se você não pode contá-lo, então ele não conta.” AnonPor que mensurar o voluntariado?O tamanho da contribuição do voluntariado em todo o mundo exige alguma medida de sua magnitude.Não é diferente de outras áreas de esforço humano, importantes no funcionamento das sociedades. Ointeresse em entender a escala do voluntariado cresceu nos últimos anos, como evidenciam vários estudosem níveis regional, nacional e mundial.Neste capítulo, nós tentamos mensurar o voluntariado, em um olhar além dos números. Calcular adimensão e o valor do voluntariado, incluindo o valor econômico, é obviamente importante. Ainda que osnúmeros não sejam a estória completa. Alguns argumentam que quantificar o voluntariado deprecia seusvalores em termos de impacto nas comunidades e suas causas, assim como nos próprios voluntários.Outros dirão que a principal contribuição do voluntariado, seu real valor, encontra-se na criação desociedades harmoniosas, marcadas pelos altos níveis de coesão e bem-estar sociais, também fatores dedifícil quantificação.Os valores humanos que residem nas pessoas e nas comunidades perpassam este relatório. Faz-senecessário a descoberta de melhores métodos de reconhecimento desses valores. Há razões sólidas paramedir o voluntariado, as ações que inspira, assim como os benefícios delas derivados. Os principaisargumentos a favor da mensuração do voluntariado são abaixo considerados.Para os próprios voluntários é importante que o impacto de suas ações seja reconhecido. Documentar otempo e os esforços expendidos por milhões de voluntários ajuda a promover o seu reconhecimento e aestimular o desejo de engajamento. No processo, outros podem ser motivados a participar quando virem acontribuição da ação voluntária e perceberem que o voluntariado é um componente de um engajamentocívico.

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