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  1. 1. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASInformática Forense 2º PERÍODO Maria do Carmo Cota PALMAS-TO/ 2006 1
  2. 2. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASFundação Universidade do TocantinsReitor: Humberto Luiz Falcão CoelhoPró-Reitor Acadêmico: Galileu Marcos GuarenghiPró-Reitoria de Pós-Graduação e Extensão: Maria Luiza C. P. do NascimentoPró-Reitora de Pesquisa: Antônia Custodia PedreiraPró-Reitor de Administração e Finanças: Maria Valdênia Rodrigues NoletoDiretor de Educação a Distância e Tecnologias Educacionais: ClaudemirAndreaciEquipe Pedagógica – UnitinsCoordenação do Curso: José Kazuo OtsukaConteúdos da Disciplina: Maria do Carmo CotaRevisores: Damião Carlos Amaral Mesquita e Darlene Teixeira Castro2
  3. 3. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS ApresentaçãoCaro(@) Acadêmico(@); Estamos iniciando o 2º período do Curso de Fundamentos e PráticasJudiciárias na modalidade de ensino a distância – EaD. No pouco tempo quevocê está cursando, já deu para perceber a forte presença das tecnologias deinformação e comunicação (as chamadas TIC’S) na prática de ensino dos seusprofessores. Informática Forense não é uma disciplina de informática, mas elaservirá como um elo que irá aproximar você ainda mais da era da informaçãoem meio a tantas tecnologias. É por meio dessas tecnologias que veiculam asinformações, e com isso, surge a pergunta: Quais tecnologias sofreram umaevolução mais expressiva? Como acompanhar paralelamente esta evolução?Como essas tecnologias irão me auxiliar no trabalho jurídico? Todas essasperguntas serão respondidas conforme o andamento de nossa disciplina. Como você poderá observar ao longo do seu processo de estudo, anossa apostila conta com uma linguagem simples, para que você possadesenvolver a prática de estudo autônomo (auto-estudo). O nosso objetivo aoelaborar este material é que você não se sinta tão distante do seu professor,pois tenha a certeza de que estaremos ao seu lado durante todo o processo.Para isto, o vocabulário a ser utilizado na teleaula será o mesmo da apostila. Caso surja alguma dúvida durante as aulas, saiba que você poderáesclarecê-las através do nosso portal (http://www.ead.unitins.br/) e deinterfaces que possibilitam ao aluno uma maior interatividade com o professoratravés do envio de mensagens e outros meios de interação. Para que você tenha uma melhor compreensão, aconselhamos a vocêo estudo em grupo, pois na EaD é importante que os alunos estejam juntos,afinal, não é porque o professor está distante, que os alunos também devamestar, não é verdade?Desejamos que você tenha êxito em seus estudos.Profa. Maria do Carmo Cota 3
  4. 4. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASPlano de EnsinoCURSO: Fundamentos e Práticas JudiciáriasPERÍODO: 2°DISCIPLINA: Informática Forense (Direito da Informática) .NÚMERO DE HORAS/AULA: 60 (sessenta)CURSO: Fundamentos e Práticas JudiciáriasPROFESSORA: Maria do Carmo CotaPERÍODO LETIVO: 2006/1EMENTA: Informática Jurídica: conceitos, histórico e perspectivas. A utilizaçãodo computador nas atividades jurídicas. O impacto da moderna tecnologia nasociedade. Inteligência artificial e sistemas especialistas. Aplicações práticas.OBJETIVOSFornecer conceitos básicos de Informática Jurídica, familiarizando os alunoscom os respectivos termos técnicos.Apresentar uma visão crítica sobre o uso das modernas tecnologias dainformação e seu impacto na sociedade.Preparar o aluno para a utilização do computador e da informática nasatividades jurídicas.Identificar e apontar soluções para os principais problemas jurídicos surgidoscom o uso crescente da tecnologia da informação.CONTEÚDO PROGRAMÁTICOSurgimento e evolução do computador.Sistemas operacionais.Redes de comunicação.Evolução da informação.Revolução, Sociedade e Era da informação.Tecnologia da Informação.Métodos de Pesquisas jurídicas.Informática Jurídica e Direito da Informática.Princípios norteadores do Direito da Informática.Nomes de Domínio.BIBLIOGRAFIA BÁSICALUCCA, Newton de. Aspectos Jurídicos da Contratação Informática eTelematica. São Paulo: Saraiva, 2003.MARCACINI, Augusto Tavares R. Direito e Informática: uma abordagemjurídica da criptografia. Rio de Janeiro: Forense, 2002.ROVER, Aires José. Informática no Direito: inteligência artificial. Curitiba: Juruá,2001.4
  5. 5. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASVII- BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTARALMEIDA, Marcos Garcia. Linux: Sistema Operacional II. 1. ed., São Paulo:Brasport, 2001.BLUM, Renato Opice (organizador). Direito Eletrônico. A Internet e osTribunais. Rio de Janeiro, EDIPRO, 2001.CASTELLS, Manuel. A galáxia da internet. 2001. Rio de Janeiro: Jorge ZaharEditor.CASTELLS, Manuel. A Sociedade em Rede. 1. ed., São Paulo: Paz e Terra,1999.CASTRO, Aldemario Araújo. Apostila eletrônica de direito da informática.Disponível em <http://infojurucb.hpg.ig.com.br/conteudo6.htm> acesso em31/11/2005.CASTRO E ALMEIDA FILHO. Manual de informática jurídica e direito dainformática. Rio de Janeiro: Forense, 2005.CASTRO, Aldemario Araújo. Informática Jurídica e Direito da Informática. Livroeletrônico, 2005.CASTRO, Carla Rodrigues Araújo de. Crimes de Informática e seus AspectosProcessuais. Lúmen Júris, 2003.CORRÊA, Gustavo Testa. Aspectos Jurídicos da Internet. São Paulo, EditoraSaraiva, 2000.COSTA, Marcelo Antonio Sampaio Lemos. Computação Forense. MillenniumEditora, 2003.FEDELI, R. D.; POLLONI, E. G. F.; PERES, F. E. Introdução a Ciência daComputação. Thompson, 2003.FILHO, José Carlos de Araújo Almeida e CASTRO, Aldemario Araújo. Manualde Informática Jurídica e Direito da Informática. Rio de Janeiro, EditoraForense, 2005.GOUVÊA, Sandra. O direito na era digital. 1997. São Paulo, Mauad, 1997.GRECO, Marco Aurélio. Internet e Direito. São Paulo: Dialética, 2001.LUCCA, Newton de (coordenador). Direito e Internet. Aspectos JurídicosRelevantes. EDIPRO, 2000.MELO, Marco Antônio Machado Ferreira de. A tecnologia, direito e asolidariedade no livro Direito, Sociedade e Informática. Limites e perspectivasda vida digital. Boiteux, 2000.MESQUITA, Damião Carlos Amaral. Conhecendo o sistema, conhecendo aspossibilidades. Uma reflexão diante da utilização de um sistema operacionaldesconhecido. São Paulo: USP, 2003.MOURSUND, Dave. The Journey Inside: The Computer - Teachers Guide – 3.ed., Oregon: Intel Corporation, 1997.OLIVEIRA, Karina. Microsoft Windows XP Professional: Guia Prático. 2. Ed. -São Paulo: Viena, 2003.ZUFFO, J. A. A tecnologia e a Infosociedade. Manole, 1999. 5
  6. 6. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS SumárioTema 01: Computador: Surgimento e Evolução.............................................07Tema 02: Conhecendo a máquina: O computador.........................................11Tema 03: Sistema Operacional......................................................................14Tema 04: Redes de comunicação.................................................................18Tema 05: Internet...........................................................................................22Tema 06: Revolução da Informação – Sociedade da Informação – Era dainformação.....................................................................................................27Tema 07: Tecnologia da Informação.............................................................33Tema 08: Serviços Disponíveis na Internet..................................................40Tema 09: Métodos de pesquisa jurídica.......................................................51Tema 10: Informática jurídica e Direito da Informática.................................66Tema 11: Os Princípios Norteadores do Direito da Informática...................78Tema 12: Nomes de domínio – Comitê gestor da internet...........................83Glossário.......................................................................................................90Sites pesquisados......................................................................................976
  7. 7. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 01 Computador: Surgimento e EvoluçãoObjetivosEsclarecer o conceito de informática.Mostrar a importância da matemática na evolução do computador.Classificar a evolução do computador em cinco etapas.Introdução O homem sempre buscou criar ferramentas para facilitar o seutrabalho. Essas criações passaram por uma constante evolução até o momentoem que bastava simplesmente aperfeiçoá-las. O computador é uma dasferramentas que o homem buscou aprimorar de modo que tornasse maissimples a atividade de realizar cálculos cada vez mais complexos. Neste tema,nós iremos abordar a evolução do computador em cada uma de suas 5 (cinco)etapas. Os cálculos sempre fascinaram grandes personagens que contribuírampara o desenvolvimento do pensamento humano. Pensadores comoAristóteles, Platão entre outros grandes filósofos que contribuíram para que ohomem desenvolvesse a sua visão crítica em relação ao mundo tinham comobase a matemática (É sim! A matemática). Muitas pessoas consideram amatemática como um bicho de sete cabeças, por percebê-la como uma ciênciamuito “complicada”. O homem, na sua história, sempre buscou nos cálculos a resposta paramuitas situações do seu cotidiano, em sua maioria, voltadas para o aumento deprodutividade (não só de produtividade no campo de produção de bens, masde aprendizagem). Faz parte da natureza humana um constante esforço de superação desi mesmo. O homem, desde a Antigüidade, procurou meios mais fáceis deefetuar certas operações matemáticas. Podemos dizer que o primeiro "modelo"de computador foi o ábaco, usado desde 2000 a.C. Ele é um tipo decomputador em que se pode ver claramente a soma nos fios. Nosso mundo, atualmente, encontra-se permeado pela influência docomputador e pela informatização. Não seria fácil nem mesmo enumerar 7
  8. 8. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASquantas pessoas hoje possuem um computador, pois a cada dia o númeromuda de forma cada vez mais rápida.A INFORMÁTICAO que é Informática? Ciência que desenvolve e utiliza máquinas para tratamento,transmissão, armazenamento, recuperação e uso de informações. Ocomputador - capaz de realizar várias operações matemáticas em curto espaçode tempo, de acordo com programas pré-estabelecidos - é a principal máquinautilizada. O desenvolvimento da informática tem permitido o surgimento decomputadores cada vez menores, mais baratos e com maior capacidade.Atualmente, um computador laptop de US$ 2 mil é muito mais potente do queum computador de grande porte da década de 70, que custava US$ 10milhões. Esse barateamento é um fator decisivo na popularização doscomputadores e de sua inclusão nas escolas. Se há 25 anos existiam apenas50 mil computadores no mundo inteiro, hoje há cerca de 140 milhões.Primeiros computadores Em 1890, o norte americano Hermann Hollerith (1860-1929)desenvolveu o primeiro computador mecânico. A partir de 1930, começaram aspesquisas para substituir as partes mecânicas por elétricas. O Mark I,concluído em 1944 por uma equipe liderada por Howard Aiken, foi o primeirocomputador eletromecânico capaz de efetuar cálculos mais complexos sem ainterferência humana. Ele media 15 m x 2,5 m e demorava 11 segundos paraexecutar um cálculo. Em 1946, surgiu o Eniac (Electronic Numerical Integratorand Computer), primeiro computador eletrônico e digital automático: pesa 30toneladas, empregava cerca de 18 mil válvulas e realizava 4.500 cálculos porsegundo. Mas o marco da informática foi caracterizado com o surgimento doscomputadores digitais e passou por cinco etapas de evolução. • Primeira Geração (1945-1955) Os primeiros computadores digitais surgiram na II Guerra Mundial. Eleseram formados por milhares de válvulas e ocupavam áreas enormes, sendo defuncionamento lento e não confiável. Imagine um computador com mais de 100m2 com uma estrutura quepossuía válvulas, capacitores, resistores, pesava 30 toneladas, e realizava5.000 adições por segundo. Aí você pode perguntar: Isso é um computadormesmo? Sim, era um computador e o seu nome era ENIAC (EletronicNumerical Integration and Computer), mas o ENIAC (ver fotos abaixo) não foi o8
  9. 9. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASúnico computador da época, assim como ele, existiam outros computadoresdigitais. Para trabalhar nessas máquinas, era necessário conhecerprofundamente o funcionamento do hardware, pois a programação era feita empainéis, por meio de fios, e em linguagem de máquina. Existia um grupo depessoas que projetava, construía, programava, operava e realizava amanutenção nestes computadores. Nessa fase, não existia o conceito deSistema Operacional e nem de linguagem de programação. • Segunda Geração (1956-1965) A criação do transistor e das memórias magnéticas contribuiu para oenorme avanço dos computadores da época. O transistor permitiu o aumentoda velocidade e da confiabilidade do processamento, e as memóriasmagnéticas permitiram o acesso mais rápido aos dados, maior capacidade dearmazenamento e computadores menores. O uso individual do computador (conceito de open shop) era poucoprodutivo, pois a entrada de programas constituía uma etapa muito lenta edemorada que, na prática, representava o computador parado. Nessa época, o governo americano iniciava os estudos de comoimplantar o computador na sala de aula, mas os computadores ainda tinhamum custo muito elevado para as escolas, possibilitando somente a empresas egrandes corporações a sua aquisição. Os usuários infantis contavam comprogramas específicos, mais voltados para o entretenimento, é o caso de jogoscomo o “Spacewar” e “Rato de Labirinto”. Em 1957, o matemático Von Neumann colaborou para a construção deum computador avançado, o qual, por brincadeira, recebeu o nome deMANIAC, Mathematical Analyser Numerator Integrator and Computer. Emjaneiro de 1959, a Texas Instruments anuncia ao mundo uma criação de JackKilby: o circuito integrado. Enquanto uma pessoa de nível médio levaria cercade cinco minutos para multiplicar dois números de dez dígitos, o MARK I o faziaem cinco segundos. O ENIAC em dois milésimos de segundo, um computadortransistorizado em cerca de quatro bilionésimos de segundo, e, uma máquinade terceira geração em menos tempo ainda. • Terceira Geração (1966-1980) A terceira geração de computadores é de meados da década de 60,com a introdução dos circuitos integrados. O Burroughs B-2500 foi um dosprimeiros. Enquanto o ENIAC podia armazenar vinte números de dez dígitos,ele armazenava milhões de números. Surgem, então, conceitos como memóriavirtual, multiprogramação e sistemas operacionais complexos. Exemplos destaépoca são o IBM 360 e o BURROUGHS B-3500. 9
  10. 10. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS • Quarta Geração (1981-1990) A partir desse momento, o co-processador matemático já vinhaembutido no próprio processador. Houve também uma melhora sensível navelocidade, devido à criação de memórias mais rápidas. Os equipamentos játinham capacidade para as placas SVGA que poderiam atingir até 16 milhõesde cores, porém este artifício seria usado comercialmente mais para frente como advento do Windows 95. Neste momento, iniciava uma grande demandapara as pequenas redes, como a Novel e a Lantastic que rodariamperfeitamente nestes equipamentos, substituindo os "micrões" que rodavam emsua grande maioria os sistemas UNIX (Exemplo o HP-UX da Hewlett Packard eo AIX da IBM). Esta substituição era extremamente viável devido à diferençabrutal de preço entre estas máquinas. • A Quinta Geração (1991-até hoje) As aplicações exigem cada vez mais uma maior capacidade deprocessamento e armazenamento de dados. Sistemas especialistas, sistemasmultimídia (combinação de textos, gráficos, imagens e sons), banco de dadosdistribuídos e redes neurais, são apenas alguns exemplos dessasnecessidades. Uma das principais características dessa geração é asimplificação e miniaturização do computador, além de melhor desempenho emaior capacidade de armazenamento. Tudo isso, com os preços cada vez maisacessíveis. As reduções dos custos de produção e do volume doscomponentes permitiram a aplicação destes computadores nos chamadossistemas embutidos, que controlam aeronaves, embarcações, automóveis ecomputadores de pequeno porte.Síntese da Aula O homem está em constante busca pela sua auto-superação. Nestetema, destacamos a importância que a matemática teve na evolução dasferramentas que facilitariam o cotidiano. Toda essa evolução resultou na atualera da informática.Atividades1 – Explique a importância do conhecimento da matemática pelo homem nosurgimento e evolução do computador. Comentário: Faça uma busca histórica e explique porque a matemática semprefascinou o homem e quais as conseqüências disso.10
  11. 11. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 02 Conhecendo a Máquina: O ComputadorObjetivosConhecer os componentes que integram o computador.Entender a importância dos profissionais conhecerem os componentes básicosdo computador para melhor se inserirem no mercado de trabalho.Introdução O computador é basicamente uma calculadora. Ela transforma oscálculos realizados em imagens que são transmitidas pelo monitor. Mas,considerando o computador como um todo, veremos que é por meio de umconjunto de equipamentos contidos dentro da CPU que é possível realizar osfeitos que hoje estamos vivenciando. Neste tema, iremos abordar a máquina,mostrando os dispositivos responsáveis pelo seu funcionamento. Mas de que adianta falar de informática sem antes conhecer ocomputador propriamente dito? Para que você possa compreender melhor,vamos fazer uma comparação com o seu corpo. Por exemplo: você tem océrebro onde são armazenadas (Hard Disk) e processadas (Processador) asinformações que serão transformadas em ordens que serão enviadas pelosistema nervoso (Motherboard – placa-mãe) e enviadas ao conjunto do seucorpo: olhos (placa de vídeo), ouvidos (placa de som) etc. Como você viu, o computador funciona semelhante a um corpohumano. A diferença básica é que se houver algum problema com algumaparte ou ela ficar velha demais (ultrapassada), você poderá fazer umtransplante de peça (upgrade – aperfeiçoar), tornando o computador maisrápido.CONHECENDO O COMPUTADOR Agora vamos conhecer cada parte do computador responsável peloseu funcionamento: 11
  12. 12. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS• O processador (ou CPU): É o "cérebro" do PC, pois além dele ser oresponsável pelo funcionamento do computador, a sua velocidade deprocessamento é responsável pela velocidade/lentidão das principais tarefasexecutadas no micro.• HD – Hard Disk – é onde são armazenados dados e informações comoprogramas de computador, trabalhos, imagens, músicas e o próprio sistemaoperacional.• Monitor – É a “televisão” do computador. Por meio dele você irá visualizartodos os comandos feitos por você no computador a partir do manuseio domouse e do teclado.• Impressora – Seria como as suas mãos, é por meio da impressora quevocê irá registrar no papel seus trabalhos, sejam eles digitados ou até mesmoimagens e fotos.• Scanner – É um equipamento em que você irá “fotografar” um documento,foto ou imagem e enviar para o computador.• Teclado – É aqui que você irá digitar os seus textos como se fosse umamáquina de escrever qualquer, só que com mais recursos, pois por meio doteclado você poderá realizar comandos ao computador sem o auxílio domouse.• Mouse – É uma ferramenta muito útil na informática, com um simplesmovimento nele, você poderá abrir programas, fechar, configurar, entre outrasfunções. Na hora de trabalhar com programas de imagens, fica bem mais fácilo seu manuseio.• Placa-mãe - Como o próprio nome sugere, é a principal placa nocomputador, em que todos os dispositivos são conectados. Ela pode possuirdispositivos diretamente acoplados a ela, chamados de onboard (denominaçãodada a placas que ficam "dentro" da placa-mãe e não podem ser retiradas).Essas placas geralmente possuem dispositivos como placas de vídeo, placa derede, placa de som, modem etc., embora isso tenha seu preço: o desempenhode computadores com placas-mãe onboard usualmente é pior do quecomputadores com placas offboard) ou simplesmente conectados, mas semnenhum vínculo ao mesmo tempo, chamadas offboard (oposto de Onboard,são as placas que não estão diretamente na placa mãe e devem serencaixadas na mesma).12
  13. 13. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS• Modem - Utilizado para se conectar à Internet, ele disca o número doprovedor e se conecta a ele.• Drive - Local em que podem ser lidos os arquivos: pode ser cd-rom, dvd,disquete, ou o hd, no Windows os drives são denominados por letras.• Cooler – Você já reparou como o computador tem a sua temperaturaelevada com o passar do tempo de utilização; um dos responsáveis por esteaquecimento é o processador, e este conta com o cooler para resfriá-lo e evitarpossíveis danos.• Gabinete – Local onde estão localizadas os equipamentos responsáveispelo funcionamento do computador como placa-mãe, processador, placa devídeo, placa de som, drive de cd-rom, disquete, etc.Síntese da aula Nesta aula, você pôde perceber a quantidade de dispositivos existentesno computador. A nossa intenção é proporcionar uma visão geral para quevocê possa estar mais familizarizado com os termos técnicos e mais preparadopara o mercado de trabalho. Neste contexto, aprendemos as principais peças do computador paraposteriormente poder executar as tarefas com maior facilidade.Atividades1 - Além das peças descritas no texto acima, faça um estudo sobre os tipos deplacas e impressoras que são usadas com maior freqüência, citando-as. 13
  14. 14. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 03 Sistema OperacionalObjetivosConceituar Sistema Operacional.Ressaltar a sua importância no funcionamento do computador.Citar os sistemas operacionais mais utilizados no mercado.Destacar os aplicativos presentes no sistema Windows.Introdução Como vimos nos temas anteriores, o computador passou por umperíodo evolutivo até chegar ao período atual (5ª geração), que é marcado pelapopularização do computador. Uma boa maneira de se compreender umsistema operacional é acompanhando a sua evolução através dos últimosanos, como vimos no tema 02. Assim, poderemos entender o porquê dedeterminadas características, como e quando estas foram incorporadas nosatuais sistemas operacionais. O sistema operacional surgiu da necessidade de melhor aproveitar ohardware, em determinados momentos, houve necessidade de se alterar ohardware para melhor aproveitamento de um sistema operacional.Sistema Operacional: o que é? Como o próprio nome diz, o sistema operacional é responsável pelaoperacionalização do conjunto software com hardware. Todas as ações quevocê executa ao teclar no teclado, por exemplo, ou mesmo o movimentar domouse é reconhecido pelo próprio hardware e enviado ao sistema operacional.Este, por sua vez, traduz os comandos feitos por você e envia o resultado àtela do seu monitor, tudo isto em fração de um segundo. É ele também quegerencia os programas de computador, os chamados softwares, como oMicrosoft Word (editor de texto muito utilizado). Se formos perguntar quais ossoftwares mais utilizados, a resposta logo vem acompanhada com nome‘Microsoft’. O sistema operacional mais o utilizado no mundo é o MicrosoftWindows. Com certeza o computador que você tem em casa ou no trabalho ouaté mesmo na sua telessala funciona com este sistema operacional, mas antes14
  15. 15. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASde existir o Windows, os computadores funcionavam com outro sistemaoperacional, o D.O.S. O D.O.S. é a sigla de Disk Operating System - sistema de operação dedisco. Os computadores mais antigos eram da marca IBM. O DOS era osistema operacional dos computadores da IBM, mas, depois de um tempo, oaté então jovem Bill Gates junto com colegas fundaram a empresa Microsoftque criou uma nova versão do DOS o MS-DOS (MS = Microsoft) e depois deum tempo o Windows, que funciona com base no DOS.A evolução dos sistemas operacionais está, em grande parte, relacionada aodesenvolvimento de equipamentos cada vez mais velozes, compactos e decustos baixos, e à necessidade de aproveitamento e controle desses recursos.Neste histórico, a evolução é dividida em fases, em que são destacadas, emcada uma, suas principais características de hardware e de software.CONHECENDO ALGUNS SISTEMAS OPERACIONAISSistema Microsoft Windows Bill Gates iniciou seu trabalho como um simples programador desistemas da IBM, depois de um tempo fundou a Microsoft, empresa que logo,juntamente com uma equipe de outros programadores, criara o sistemaoperacional chamado de Microsoft Windows. Na época, o lançamento dosistema foi considerado uma “revolução” no acesso à informação. Imaginecomo era complicado para uma pessoa comum operacionalizar umcomputador. Após o lançamento, o acesso ao computador se tornou mais fácilpara muitas pessoas da época. O Microsoft Windows popularizou a moda doPC (Personal Computer – Computador Pessoal), mas o preço do equipamentoainda era considerado muito elevado para muitas pessoas e a sua inserção nomercado acontecia de forma mais lenta. O Microsoft Windows conta com um ambiente intuitivo e não é exigidodo (a) usuário (a) um conhecimento muito aprofundado sobre o computador. Aversão Windows 95 foi o responsável pela popularização do Windows. Hoje eleestá na sua versão XP. Esta versão está com um visual mais bem elaborado econta com ferramentas que facilitam ao usuário (a) um melhor acesso aferramentas de internet e outras que visam ao entretenimento.Sistema MacOs – O sistema para poucos Você deve estar se perguntando, o porquê do sistema MacOs serconsiderado para poucos. A resposta é o preço. Diferente dos computadoresque suportam o Windows e o Linux como sistema operacional, o sistemaMacOs só funciona no computador da Apple. O computador da Aplle 15
  16. 16. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS(chamados por muito de “Machintosh”) tem como característica o fato de umaúnica empresa fabricar as suas peças e componentes, isso acaba tornando opreço do produto bem caro no final. Mas um fator que deve ser levado em conta é o design. Oscomputadores da Aplle possuem um visual muito atrativo. O sistema MacOsnão trava, nem é atacado por vírus de computador, isso possibilita uma maiorestabilidade do funcionamento do sistema operacional, que por sinal também émuito fácil de utilizar e impede que usuários com pouca experiência venham a“danificar” o computador ou programas.Sistema Linux – A nova onda do software livre Imaginem um sistema operacional que começou praticamente comoum bebê. Assim é a história do Linux (pronuncia-se “Lainucs”). Este sistemaoperacional não tem uma empresa que possa se dizer dona dele, pois é umsistema de código-fonte aberto, quer dizer, qualquer pessoa poderá abri-lo emexer à vontade (desde que esta pessoa possua conhecimentos emprogramação de sistemas), de modo que modifique o seu visual e conteúdo. Há diversas versões de Linux de modo que fica quase impossível dizerquantas são as versões existentes, mas existem as mais conhecidas que são:Conectiva, Suse, Red Hat, Mandrake, Corel, Turbo Linux e Kurumim. Muitas instituições estão adotando o Linux como o sistema operacionalpadrão de seus computadores por vários motivos, entre eles, destacam-se:• preço (gratuito em sua maioria)• facilidade de uso (possui um visual semelhante a do windows)• segurança (usuários inexperientes dificilmente conseguem danificar osistema)• estabilidade (dificilmente trava) A maioria das instituições que adotaram o Linux são de ensinosuperior, um dos motivos é o financeiro, pois fica mais barato para a instituiçãoter um sistema no qual não é necessário arcar despesas com licença de uso.Outro motivo seria o fato da preocupação de despertar na mente dosuniversitários a consciência do software livre.Aplicativos presentes no sistema windows a) Word Pad: um editor de texto em que o usuário poderá visualizar edigitar textos, podendo formatá-los conforme o gosto da pessoa que utiliza.Você acessa o Word Pad através do menu iniciar / programas / acessórios /Word Pad.16
  17. 17. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASSíntese da Aula Existem outros recursos que o sistema oferece. Você poderá notá-losconforme a sua necessidade e a realidade do seu trabalho. No decorrer donosso curso, você perceberá que existem muitas possibilidades na utilizaçãodo computador em seu cotidiano. Informatizar o método de instrução é oprimeiro passo para que seja conseguido o sucesso na utilização dainformática forense.Atividades1 – Quais as diferenças encontradas por você entre os modelos de sistemaoperacional?Comentário:Escreva quais dos sistemas operacionais você já conhecia e a sua experiênciacom ele.2 – Como você reagiria ao se deparar com um sistema operacional totalmentediferente daquele com que você já estava acostumado (a) a trabalhar?Comentário:Procure relatar como seria ou foi o seu contato com um sistema desconhecido. 17
  18. 18. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 04 Redes De ComunicaçãoObjetivoConhecer as redes de computadores, seus componentes e sistemas desegurança.IntroduçãoUma rede consiste em dois computadores conectados a um outro por um cabopara que possam compartilhar dados. Portanto, redes de computadoresconsistem de um conjunto de computadores autônomos e outros dispositivosconectados entre si. Interconectar os computadores, assim como gerenciar um grupo depessoas é sem dúvida um desafio. O vocabulário de redes locais é repleto desiglas. Os benefícios de se conectar os recursos podem ser grandes (mas emalguns casos podem ficar piores com ela), e podem significar um avançoincalculável de benefícios que um micro isolado nunca poderia apresentar.Atenta aos possíveis benefícios, as empresas estão interconectando seuscomputadores em ritmo acelerado. Em um ambiente profissional é muito importante um responsável pelobom funcionamento da rede, dentre as responsabilidades deste citamos:coordenar tarefas, gerenciar problemas, monitorar progressos e administrarusuários, entre outras.Objetivos das RedesOs principais objetivos das redes de computadores são:Compartilhamento de recursosOs computadores que fazem parte de uma rede podem compartilhar:− Dados− Mensagens− Gráficos18
  19. 19. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS− Impressoras− Aparelhos de fax− Modem− Disco− CD-ROM− Outros Recursos de HW • Aumento na confiabilidade do sistema como um todo. Pode-se, por exemplo, ter vários arquivos em duas ou mais máquinas para que, em caso de defeito de uma máquina, cópias dos arquivos continuarão acessíveis em outras máquinas. Além disso, o sistema pode operar em regime degradado no caso de pane de um computador, sendo que outra máquina pode assumir a sua tarefa. A continuidade de funcionamento de um sistema é ponto importante para um grande número de aplicações, como por exemplo: aplicações militares, bancárias e o controle de tráfego aéreo, entre outras. • Redução de custos é uma outra questão importante da utilização das Redes de Comunicação, uma vez que computadores de pequeno porte apresentam uma menor relação preço/desempenho em relação aos grandes. Assim, sistemas que utilizam apenas uma máquina de grande porte e de custo muito elevado podem ser concebidos à base da utilização de um grande número de microcomputadores (ou estações de trabalho) manipulando dados presentes num ou mais servidores de arquivos. Comunicação e troca de informações.A diferença na dimensão das Redes de Comunicação introduz diferentesproblemas e necessidades e devem, então, ser objeto de uma classificação: Rede Local (ou LAN Local Area Network), caracterizada particularmente por uma pequena extensão, limitando-se normalmente à interconexão de computadores localizados em uma mesma sala, em um mesmo prédio ou em um campus. Rede Metropolitana (MAN (Metropolitan Area Network) é uma versão ampliada de uma LAN, pois os dois tipos de redes utilizam tecnologias semelhantes. Uma MAN pode atingir um grupo de escritórios vizinhos ou uma cidade inteira e pode ser pública ou privada. A principal razão de ser uma categoria especial é que 19
  20. 20. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS utilizam um padrão especial chamado DQDB (Distributed Queue Dual Bus). Rede de Longa Distância (ou WAN Wide Area Network) ou também chamada de Rede Geograficamente Distribuída, carateriza-se por conectar computadores localizados em diferentes prédios numa mesma cidade ou mesmo em cidades distantes de uma dada região.PRINCIPAIS TIPOS DE REDES Os principais tipos de redes existentes, quanto à disposição física dosequipamentos, são:a) rede local ou LAN (Local Área Network)- neste primeiro tipo, osequipamentos estão no mesmo espaçob) rede ampla ou WAN (Wide Área Network)- neste segundo tipo, osequipamentos estão distribuídos em dois ou mais locais diferentesc) internet (rede mundial de computadores)- neste caso, o planeta serve comoparâmetro espaciald) intranet (rede de organização com recursos e apresentação gráfica típicosda Internet), neste quarto tipo elencado, não há critérios espaciais de definição.Do Sistema de Segurança nas Redes. As redes, notadamente a internet, trouxeram a preocupaçãosistemática com os aspectos de segurança das informações manipuladas earmazenadas nos computadores. Os principais instrumentos de segurança utilizados são:a) senha de acesso;b) controle de usuário , com níveis de acesso;c) firewall ( lógicos ou físico, funcionam como filtros do tráfego de dados);d) encripação (codificação das informações);e) BACKUP (cópias de segurança dos arquivos).Servidores Uns componentes muito importantes utilizados nas Redes Locais sãoos SERVIDORES. Eles são micros dedicados que prestam serviçosespecíficos, tais como a gerência de arquivos e a impressão para as demaisestações da rede.20
  21. 21. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O servidor é um computador que eleva a capacidade deprocessamento, cuja função é disponibilizar serviços à rede. Em geral essamáquina processa grandes volumes de dados requerendo uma CPU rápida,dispositivos de armazenamento de alta capacidade e acesso rápido. Em umarede baseada em um servidor, temos normalmente sistemas operacionais maispotentes como é o caso do Windows NT, Netware 4.x, LAN Server IBM, UNIX,sendo necessário um estudo mais criterioso para a definição de qual deve serutilizado.Síntese da aula Você aprendeu os principais tipos de rede. Existem, todavia, diversosoutros tipos de redes que já se encontram em desuso e outras ainda não sãotão comuns e usuais no nosso sistema eletrônico. Neste tema, verificamos os diversos tipos de redes de comunicação eespecificamos onde elas podem ser melhor utilizadas. Agora, basta que vocêaplique no seu cotidiano mais esse conhecimento apreendido.Atividades1 – Cite cinco objetivos das redes, conceituado-os.2 – Quais são os principais tipos de redes?3 – Qual o instrumento de segurança nas redes que funciona como filtro detráfego de dados? 21
  22. 22. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 05 InternetObjetivosConhecer como surgiu e evoluiu a internet.Entender como funciona a internet.Citar as ferramentas da internet e a sua aplicação no mercado de trabalho.Introdução O mundo está em constante transformação. As tecnologias deinformação e comunicação (TIC’s) dão maior velocidade às informações namesma medida em que elas aumentam. Dispor de uma ferramenta que nospossibilite enviar e receber informações armazená-las virtualmente, éimportante para a disseminação do conhecimento. Internet: até pouco tempo atrás esta palavra era coisa de cinemaamericano: onde você via o agente americano se comunicando com o seuchefe no quartel do FBI por meio de um computador ligado via satélite oumesmo por linha telefônica. Hoje, a internet está mais comum do que se imagina, por exemplo, apopularização dos computadores (o projeto Computador para Todos doGoverno Federal disponibiliza computador a um preço máximo de R$ 1.400,00pela redução de impostos) juntamente com a linha telefônica fque avoreceuacessar a internet. Segundo Lévy (1999), o nome Internet vem de internetworking (ligaçãoentre redes). A internet é um conjunto de meios físicos (linhas digitais de altacapacidade, computadores, roteadores etc.) e programas usados para otransporte da informação. Simplificando para uma linguagem mais popular, podemos caracterizara internet como um conjunto de redes de computadores interligados por ummesmo protocolo que determina como dois ou mais processos se comunicam einteragem para troca de dados, de forma que o usuário dela pode ter acesso aserviços e informação em escala mundial.22
  23. 23. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASASSIM NASCEU A INTERNET Em 1969, o Governo dos Estados Unidos criou a APARNET (AdvancedResearch Projects Agency Network – rede da agência de projetos de pesquisaavançada). Essa rede de computadores tinha como objetivo colocar cientistasem contato uns com os outros, trocando idéias e visando potencializar osresultados de suas pesquisas. Mas, a APARNET é a INTERNET? Não, mas foi a partir do conceito deda APARNET que surgiu a Internet. Antes a APARNET tinha um númerolimitado de usuários, depois de um tempo é que esse número foi aumentandoconforme o crescimento de universidades interessadas em participar doprojeto. Daí nasceu a internet, de lá pra cá a internet não parou de crescer. De6 anos para cá houve uma explosão da internet; hoje mais de 30 milhões debrasileiros têm acesso à internet conforme a SBC (2005). Nos dias de hoje, considerar a internet como uma simples ferramentapara enviar e receber e-mails ou mesmo para visitar um site para pegar umareceita vista em um programa de televisão é subestimar a sua potencialidadefrente às possibilidades quase que infinitas.QUEM CONTROLA A INTERNET? Bill Gates com certeza não é. Ao contrário do que muita gente pensa, ainternet não tem um dono nem um controlador específico. Segundo Castells(1999), o único modo de controlar a rede é não fazer parte dela, e esse é umpreço alto a ser pago por qualquer instituição ou organização, já que a rede setorna abrangente e leva todos os tipos de informação para o mundo inteiro. Mesquita (2003) reforça afirmando que a internet é uma redecorporativa, são os usuários que fazem a cara da internet conforme os fins quecada um espera dela. Se voltar ao início deste tema verá que a internet foicriada com intuito de compartilhar informações entre estudiosos de várioslugares dos Estados Unidos e, com o tempo, esta rede foi aumentando demodo que já é praticamente impossível alguém controlar o conteúdo dainternet, são bilhões e bilhões de páginas munidas com milhares de todos ostipos de assuntos. Para Lévy (1999), nenhuma autoridade central garante o valor dasinformações na internet, mas os sites são produzidos e mantidos por pessoas einstituições que assinam as suas contribuições e defendem a sua validadefrente a comunidade dos internautas; portanto, essas informações sãogarantidas por essas pessoas, que colocam em jogo sua reputação na webtanto quanto (ou mais que) por meio de outras formas de comunicação.TORNANDO-SE UM INTERNAUTA 23
  24. 24. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Internauta é quem acessa a internet. Feitas as apresentações vamosconhecer o equipamento básico necessário para acessar a internet.• Computador com modem• Linha telefônica• Acesso a um provedor de internet Você precisa dos três elementos básicos acima citados para poderentrar no mundo virtual da internet, pois através do computador você acionaum programa que é chamado de discador, que por sua vez, dá a ordem aomodem para utilizar a linha telefônica onde é feita uma ligação para o provedor.Ele é responsável por estabelecer uma conexão do internauta com a internet.Se você pretende acessar um computador na China, por exemplo, não énecessário fazer um interurbano internacional. Basta conectar-se a umcomputador ligada à internet em sua cidade. Esse computador local estáconectado a uma máquina em outro estado, que está ligado a outro país eassim por diante, o desenho abaixo explica melhor o que estou querendo dizer.CONHECENDO OS TERMOS E FERRAMENTAS PARA A INTERNET Até agora conhecemos como nasceu e como funciona a internet, masquase que deixamos de mencionar mais itens que também são muitoimportantes para que você entenda não só o funcionamento, mas tambémcomo utilizar a internet de forma produtiva em suas aulas, e por que não, emseu cotidiano. Em primeiro lugar, você já deve ter se perguntado por que todos osendereços na internet começam com www? A resposta é simples, www é asigla de World Wide Web (tradução: rede de alcance mundial), podemospensar nela como uma maneira de navegar no mundo virtual da internet.Dentro da internet você poderá encontrar textos, imagens e sons denominadoshipertextos e hipermídia. A www não é o único serviço da internet, além dela háoutros serviços como correio eletrônico, transferência de arquivos (FTP), listasde discussão, chat (bate papo) entre outros. Hipertexto é o nome dado a uma forma de acesso ao conteúdo nãolinear, na internet cada página está interligada uma a outra, não importa seestão a quilômetros de distância, então quando estivermos falando de leituranão linear de um texto estaremos falando de um hipertexto. Agora quando você acessa um conteúdo na rede que contém além detexto, possui sons, vídeo e imagens, estaremos falando de hipermídia. Para acessar o conteúdo da internet você precisará de um browser(navegador: para nós que falamos na língua portuguesa). Conforme sabemos,a internet possui conteúdo e que é apresentado sob forma de textos, imagens,sons e vídeo, o navegador tem como função interpretar essas mensagens e24
  25. 25. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASorganizá-las de modo que o internauta possa visualizá-las. Uns dos maisconhecidos são os navegadores Internet Explorer e o Netscape, veja figura:Imagem do Microsoft Internet Explorer Imagem do Netscape Todos os navegadores seguem em sua maioria um padrão de interfaceconforme o desenho: Através do navegador, além dos sites com informações sobre umdeterminado assunto, você poderá acessar salas de bate-papo (chat), listas dediscussão (Fórum) e correio eletrônico (e-mail). Vamos conhecer cada umdeles:• Bate-papo (chat): Funciona da seguinte forma: você entra em uma salaonde tem um determinado número de pessoas, você pode conversardiretamente com uma pessoa (reservado) ou pode falar com todos osparticipantes da sala, é um espaço democrático, mas como toda sala, tem umlimite de pessoas que podem participar. 25
  26. 26. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS• Listas de discussões (Fórum): Imagine um mural de recados onde vocêpode deixar um recado e outra pessoa passa por este mural e pode deixar umcomentário relacionado ao que você escreveu. O Fórum ou Lista de Discussãofunciona deste modo, o internauta entra em uma lista de discussão sobre umdeterminado tema e deixa o seu recado, outro internauta o acessa e coloca oseu ponto de vista sobre o que o colega escreveu ou então escreve outrorecado para que outros possam dar a sua opinião. O fórum é considerado umdos espaços mais democráticos da internet e não tem limites de participantes.• Correio eletrônico (e-mail): Em frente a sua casa você deve ter uma caixade correios, certo? Pois então, o correio eletrônico funciona da mesma forma.Na internet você tem uma caixa de correio (caixa postal) em que você receberáas suas cartas (e-mails). Para você receber é necessário que você possua umendereço da sua casa (endereço eletrônico), por exemplo: Você mora na Ruados lougros, N° 37, Palmas – TO. Já na internet o seu endereço poderia serastrogildo@provedor.com.br. O endereço eletrônico, diferente do residencial, évocê quem escolhe.Síntese da aula É através da internet que podemos nos comunicar de forma maisinterativa. Os hipertextos são recheados de hipermídia (textos com sons eimagens) que proporcionam maior familiaridade com as páginas. Isso facilita (emuito!), a nossa forma de comunicação no trabalho e em casa. Com este estudo vimos que a tecnologia digital é uma realidade, sãofascinantes as informações relativas à internet, justamente por sua aptidão emdar vida à era da informação.Atividades1 – Qual a maneira de entendermos as inovações tecnológicas e conciliá-las aomundo jurídico?2 – No seu entendimento, a internet facilitou o acesso às informações?Explique.3 – A tecnologia digital é uma realidade ou utopia? Explique.26
  27. 27. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 06Revolução da Informação - Sociedade da Informação Era da InformaçãoObjetivoConhecer o mundo virtual, a era e sociedade da informação e seus aspectoshistóricos e atuais.IntroduçãoAtualmente, somos testemunhas de transformações radicais da forma de vidana face do planeta. Destacamos a principal condutora dos vários fenômenosobservados e vivenciados: a chamada "Revolução da Informação". A utilizaçãocrescente de expressões como "Era da Informação", "Sociedade daInformação", "Nova Economia", entre outras, anunciam as mudanças em curso,algumas delas tão-somente na sua fase inaugural. Todos os domínios da vida social estão sendo modificados pelos usosdisseminados da internet e estão mudando a forma como as pessoas secomunicam. Uma nova forma social, a sociedade de rede, está se constituindo,embora sob uma diversidade de formas e com consideráveis diferenças emsuas conseqüências para a vida das pessoas, dependendo de história, culturae instituições. As oportunidades que essa transformação oferece são tãonumerosas quanto os seus desafios. A "Revolução da Informação" ou "Era da Informação" significa, entreoutros aspectos importantes, o ingresso da sociedade humana em um novopatamar de produção de riquezas e valores. A "Revolução Agrícola" colocou a"terra produtiva" como elemento central do sistema de geração de riquezas.Para Melo (2000, p. 22), "A primeira grande mudança vivenciada se deu noperíodo neolítico, quando o homem começa a afastar-se da floresta. Denômade passa à vida sedentária, dando início a uma agricultura rudimentar. Foichamada de Revolução Agrícola, em que a terra consistia no maior patrimônio,meio pelo qual, através do dispêndio de energia humana e de tração animal,empregavam-se técnicas rudimentares e gerava-se riqueza". 27
  28. 28. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Já a Revolução Industrial teve como ator central a máquina (movida avapor e, depois, a eletricidade). A humanidade, há uns 300 anos, iniciou outragrande mudança, passando de civilização eminentemente sedentária e agrícolapara outra de produção em massa, principalmente na Europa, chamada deRevolução Industrial “(...) A Revolução Industrial tem por marco a invenção damáquina a vapor em 1776, que possibilitou o aparecimento da produção emmassa, substituindo o trabalho artesanal. MELO (2000). No estágio atual, na fase da "Revolução da Informação", a informaçãoe o conhecimento passam a desempenhar o papel central na atividadeeconômica . De acordo com Castells (2001), a informação é o produto-chave da Erada Informação sendo que a Geração de conhecimento e processamento deinformação são as fontes de valor e poder nessa fase. Na Revolução Digital oconhecimento passa a ser o principal meio de geração da riqueza. Para Zuffo (1999), numa cibersociedade, em que o conhecimento e aeducação ocupam papel central no processo de desenvolvimento e progressosocial, as políticas governamentais de desenvolvimento científico-tecnológicosão fundamentais no processo de manutenção da identidade cultural esoberania nacional.A "Revolução da Informação" pode ser considerada o grandeacontecimento do século XXI. Num realce histórico, segundo os estudiosos, percebemos que jápassamos por quatro estágios de uma revolução da informação que teve iníciono século XVI. O primeiro estágio foi a invenção da prensa tipográfica, no iníciodo século XVI (Gutemberg). Até o século XIX não foi introduzida nenhumatecnologia que alterasse a forma, o volume e a velocidade da informação. Como surgimento do telégrafo, em meados do século XIX, temos o início dosegundo estágio da revolução. Até então, a informação só podia mover-se coma velocidade do trem, ou seja, cerca de 50 quilômetros por hora. Com otelégrafo, o transporte e a comunicação se libertam um do outro e a informaçãose transforma numa mercadoria, algo que pode ser comprado e vendido, semlevar em conta seus usos ou sentidos. A fotografia, inventada mais ou menosna mesma época da telegrafia, inicia o terceiro estágio da revolução dainformação e no final do século XIX, os anunciantes e homens de jornaisdescobriram que uma imagem valia, não apenas mil palavras, mas em termosde vendas até milhões de dólares. No início do século XX, ocorre no Ocidenteo quarto estágio, a radiodifusão, em seguida, o surgimento da televisão e hojeestamos vivendo em cheio o quinto estágio com o advento da tecnologia docomputador e da Internet. (Apresentação do livro "Tecnologias da Informação eda Comunicação" de Jayr Figueiredo de Oliveira).28
  29. 29. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Afinal, a sociedade da informação substituiu a sociedade industrial doséculo XX. Esta substituição provocou (provoca e provocará) mudançasfundamentais na disseminação de conhecimentos, no comportamento social,nas atividades econômicas, na organização administrativa de instituiçõespúblicas e privadas, na esfera das relações políticas, nos meios decomunicação, na educação, na saúde e mesmo nas atividades recreativas e delazer. Importa destacar que a informação sempre esteve presente nasociedade humana. Portanto, a decantada "Revolução da Informação" não fezsurgir a codificação, o armazenamento e a transmissão da informação.Entretanto, este fenômeno está modificando profundamente as formas deexistência, produção, posse, propriedade e transmissão da mesma. “Na verdade, estamos em meio a uma explosão da informação.Segundo um estudo da Universidade da Califórnia em Berkeley, há na webcerca de 550 bilhões de documentos (95% publicamente acessíveis), e ainformação on-line está crescendo à taxa de 7,3 milhões de páginas da webpor dia. A produção de e-mails por ano é quinhentas vezes maior que a depáginas da web. A produção de informação anual do mundo, sob diferentesformas, eleva-se a 1,5 bilhão de gigabytes, dos quais, em 1999, 93% foramproduzidos em forma digital". (Castells, 2001, p.77) Hoje, a informação não conhece, em termos de propagação, limitestemporais ou geográficos. Mesmo os limites políticos, relacionados com asoberania dos Estados, estão sendo superados com imensa facilidade.Dos Desafios da Nova Ordem Mundial A imensa e crescente quantidade de informações produzidas etransmitidas no mundo moderno desperta a atenção e a preocupação decientistas e filósofos para os aspectos negativos decorrentes desta realidade.Acentua-se, com acerto, a necessidade do desenvolvimento da capacidade deaprender, de lidar com sabedoria com as informações e conhecimentosdisponíveis. Dentre os desafios da nova ordem mundial, inclui-se o alerta para aaparente maior relevância das novas tecnologias e equipamentos, assim comoda geração e difusão de informações do que propriamente conhecimentos.Objetivando realçar este ponto, alguns autores chegam inclusive a falar de Erada Ignorância (ao contrário de Conhecimento), enquanto outros chamam aatenção para os riscos associados à hiperinformação, resultante do alto volumede informação em circulação e ao relativo descuido com a geração eacumulação de conhecimentos. Desta forma, adverte-se que mais grave aindado que não possuir acesso às novas tecnologias e a informações, seja nãodispor de conhecimentos suficientes para fazer uso das mesmas. 29
  30. 30. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASAspectos mais Relevantes Para Castells (2001), os aspectos mais relevantes da revolução emandamento, pela variedade e profundidade das conseqüências antevistas,estão a interatividade generalizada e a separação entre a informação e seusubstrato material. Este último ponto deve ser sublinhado. Afinal, durantequase três séculos de Revolução Industrial, ou mesmo nos três últimosmilênios, a sociedade humana lidou com bens corpóreos, com realidadesmateriais e suas múltiplas relações. Os universos econômico, social ejurídico, para citar alguns, estão voltados para este traço da existência,verdadeiro paradigma para construção do conhecimento científico, doarcabouço intelectual para compreensão do mundo. Agora, temos a informaçãodissociada de seu suporte físico, como algo autônomo, prometendo mudarradicalmente nosso estilo de vida em sociedade. Este fenômeno tem sidodenominado de "desmaterialização de conceitos". Meio e mensagem na história da Humanidade sempre coexistiram,tendo por ponto de partida a ocorrência de uma relação comunicativa. A grandemudança verificada nos últimos anos foi ter a informação (mensagem)adquirido valor próprio independente do suporte físico pelo qual é veiculada.Esta mudança acarreta delicados problemas jurídicos relacionados aos atosrealizados à distância ou por intermédio de equipamentos eletrônicos.Greco (2000) afirma que esta revolução pode ser resumida no reconhecimentode que estamos passando dos átomos para os bits. (...) Uma nova civilizaçãoestá em criação; nesta, o conceito relevante não é mais o de átomo, mas sim ode bit, (...) Esta é a grande mudança. O valor não está mais atreladonecessariamente às características físicas das coisas. (...) Ou seja, há umadupla mudança: por um lado, a informática deu vida a novos bens (softwares,banco de dados etc.); por outro lado, bens clássicos assumiram nova feição(virtual) em razão dos avanços da tecnologia e da informática (basta lembrar oschamados livros eletrônicos). (...) Na medida em que se acrescenta umautilidade, acrescenta-se um valor ao que antes existia. Daí dizer-se que oelemento chave num mundo informático é o conceito de valor adicionado. Valedizer, os bens informáticos não valem pelo que eles são, mas sim pelo valorque eles adicionam à vida de alguém, de uma empresa, do Poder Público etc. "Numa economia eletrônica baseada no conhecimento, na informaçãoe em fatores intangíveis (como imagem e conexões), a inovação é a funçãoprimordial". Castells (2001, p.85)Surgimento de uma Nova Forma de Sociedade Manuel Castells (2001), considerado um dos principais teóricos da "Erada Informação", destaca, com bastante ênfase, o surgimento de uma novaforma de sociedade: a "sociedade de rede"30
  31. 31. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS "Uma rede é um conjunto de nós interconectados. A formação de redes é uma prática humana muito antiga, mas as redes ganharam vida nova em nosso tempo transformando-se em redes de informação energizadas pela Internet. As redes têm vantagens extraordinárias como ferramentas de organização em virtude de sua flexibilidade e adaptabilidade inerentes, características essenciais para se sobreviver e prosperar num ambiente em rápida mutação. É por isso que as redes estão proliferando em todos os domínios da economia e da sociedade, desbancando corporações verticalmente organizadas e burocracias centralizadas e superando-as em desempenho. Contudo, apesar de suas vantagens em termos de flexibilidade, as redes tiveram tradicionalmente de lidar com um grande problema, em contraste com hierarquias centralizadas. Elas têm tido considerável dificuldade em coordenar funções, em concentrar recursos em metas específicas e em realizar uma dada tarefa dependendo do tamanho e da complexidade da rede". Castells (2001, p.7). Neste contexto, as fórmulas organizacionais tradicionais, baseadas emcadeias de comando e controle verticais e racionais, estão cedendo espaçopara redes caracterizadas pela flexibilidade, coordenação de esforços,descentralização e horizontalidade. Vale lembrar que as considerações realizadas neste campo ainda sãoprecárias e parciais. Conspiram contra elas a complexidade, a novidade e avertiginosa velocidade das mudanças. Não são raras, mesmo partindo deatores sociais em posições privilegiadas, previsões completamentedesastradas. Assim, quanto ao conhecimento, estamos na fase de perplexidade, deaproximação, de problematização. No futuro, inexoravelmente, os esforçoscientíficos, incluindo os do direito, terão de aprofundar suas percepções econstruir os elementos necessários para lidarmos com estas novas realidades.Ademais, as mudanças tecnológicas em curso têm gerando enorme surpresaem todas as áreas do convívio social. Afinal, situações ou casos antes tratadoscomo ficção científica já fazem parte do dia-a-dia das pessoas e desafiam oscientistas e técnicos de todas os setores, entre eles os operadores do direito. Por conseguinte, um dos traços sociais mais instigantes dos "temposmodernos" é o processo de assimilação, inclusive psicológica, das novastecnologias, suas múltiplas facetas e utilidades.Síntese da aula Procuramos verificar o quanto a sociedade, hoje chamada desociedade da informação, tem modificado os modos de pensar no mercado detrabalho e nas próprias relações com as pessoas, e perceber o quanto asnovas tecnologias da informação e comunicação vêm contribuindo para taisações. 31
  32. 32. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A sociedade da informação não é um modismo; é um fenômeno globalcom elevado potencial transformador das atividades sociais e econômicaspodendo ser considerada um novo paradigma técnico-econômico.Atividades1 – Faça uma busca histórica sobre a evolução da informação e, no final,estabeleça as conclusões relativas às vantagens e desvantagens sobre aevolução da tecnologia no mundo.2 – Estabeleça um paralelo entre a Sociedade da Informação e a Era daInformação.32
  33. 33. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 07 Tecnologia da InformaçãoObjetivoConhecer os traços marcantes da tecnologia da informação, o desenvolvimentotecnológico e seus aspectos positivos e negativos.IntroduçãoUm dos traços mais marcantes do convívio humano consiste no manuseio dedados, informações e conhecimentos como forma de entender as realidadesfísica, biológica e social reduzindo continuamente os níveis de ignorância eincerteza. A sabedoria, posta num plano prático, empresta a perspectiva deresponsabilidade social para a aplicação do conhecimento.Dados, informação e conhecimento Dados são os elementos básicos da construção do saber,representados por números, palavras ou fatos. Já informação é o resultado deuma organização, transformação ou análise de dados, ou seja, o tratamento deum conjunto de dados para obtenção de um significado específico. Oconhecimento, por sua vez, consiste na interpretação (com argumentos eexplicações) de um conjunto de informações. Envolve hipóteses, teorias,modelos e leis. É interessante notar a diferença que a informática estabelece entre dado e informação. Refere-se à palavra dado o registro que podemos estabelecer com um dos atributos (nomes, endereços, medidas, valores monetários, datas etc) de uma entidade (pessoa, objeto, empresa etc). Um dado passa a ser considerado informação quando é passível de ser recuperado para possíveis tomadas de decisões. Conseqüentemente, sistemas de informação, na informática, são hardware e software que automatizam a recuperação rápida de dados para tomadas de decisões. (GOUVÊA, 1997, p.41). Para Fedeli, Polloni e Peres (2003, p. 03), "Dado é o elementoidentificado em sua forma bruta que por si só não conduz a uma compreensãode um fato ou uma situação. Ao obter um levantamento de informações, denada nos serve, apenas como exemplo, o sexo do entrevistado; porém, a 33
  34. 34. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASinformação analisada em conjunto com todos os dados levantados nos permitesaber quantos são do sexo feminino e quantos do sexo masculino,caracterizando a amostra. Podemos, ainda, separá-la por faixa etária, parauma análise mais profunda. Isto se chama tratamento da informação.Tratamento é a transformação de um insumo (dado) em um resultadogerenciável (informação). Informação é o dado trabalhado, que permite aoexecutivo tomar uma decisão". "Consideramos sinal como sendo o resultado em função do tempo dacoleta, medição ou detecção de qualquer grandeza física. (...) A informação éo conjunto de resultados ou dados obtidos da coleta de sinais. Caracteriza-sepor sua utilidade para aplicações presentes ou futuras. (...) Conhecimentosignifica, aqui, a forma e a capacidade de utilização das informações para aobtenção de benefícios ou produção de bens para a prestaçãode serviços. (...)Finalmente, consideramos sabedoria como sendo a utilização dosconhecimentos de forma ponderada, justa e ética, em benefício de pessoas, decomunidades, do meio ambiente, da ecologia e de todo o universo de seresvivos e mesmo de coisas materiais e imateriais". (Zuffo, 1999, p. 43 e 44) Assim, os dados, as informações e os conhecimentos precisam serarmazenados, recuperados, combinados e relacionados de todas as formaspossíveis, notadamente com o objetivo de gerar ou criar conhecimentos novosa partir dos já existentes.Processamento de Dados Denomina-se processamento, daí processamento de dados, àsvárias operações efetuadas com dados, rumo à produção de informações econhecimentos. Este pode assumir as mais diversas formas e manusear osmais diversos tipos de instrumentos ou ferramentas auxiliares. Assim, podemosfalar em processamento não-mecânico ou manual (utilizando sinais e gestos),mecânico (com a presença de engrenagens e mecanismos) e eletrônico(relacionado com circuitos eletrônicos compostos por elementos específicos,tais como transistores, resistores e capacitores, responsáveis pela execuçãodas tarefas solicitadas). "A computação óptica completa é considerada por muitospesquisadores a maior esperança de desenvolvimento futuro doprocessamento de grande porte, pois permite superar muitas das cada vezmais severas limitações tecnológicas do processamento eletrônico" (...)"Encerrando nossas considerações sobre as possibilidades futuras da fotônica,frisamos que, apesar da predominância dos circuitos eletrônicos e dananoeletrônica convencional ainda por muitos anos, acreditamos que ananofotônica será usada de forma crescente, podendo tornar-se até mesmo34
  35. 35. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASdominante na área de informática a partir do ano 2020". (ZUFFO, 1999, p.13 e23). O desenvolvimento do computador, mais precisamente do computadoreletrônico, representou um gigantesco salto de qualidade nas atividades deprocessamento de dados. Seguramente, ele foi o elemento decisivo daRevolução da Informação e do ingresso na chamada Sociedade da Informação.Neste sentido, a expressão tecnologia da informação (TI) é empregada paraidentificar toda e qualquer tecnologia controlada por um computador eletrônico(mais precisamente por um chip ou microprocessador). Para Zuffo (1999, p.5) "... as Tecnologias da Informação (InformationTecnology – IT), considerando seus quatro pilares fundamentais desustentação: a microeletrônica, a optoeletrônica, as telecomunicações e alogicionária (software) de modo geral e, dentro das telecomunicações, aInternet em particular. Observamos, também, que, no ponto vista detecnologias de informação, o próprio projeto de decodificação e interpretaçãodo DNA e do genoma humano enquadrando-se nessa área básica". Verificamos que a sociedade contemporânea está mergulhada emtecnologias da informação. Afinal, temos processadores eletrônicos em relógiosde pulso, aparelhos de telefonia móvel, agendas eletrônicas, computadores demão e de mesa, elevadores, aparelhos de som e TV, máquinas de fotografia,filmadoras, fornos de microondas, entre tantos outros. Não pode ser olvidado ofenômeno da aceleração histórica, onde a tecnologia se alimenta de si mesma,onde a tecnologia torna possível mais tecnologia. Assim, temos uma progressão geométrica do desenvolvimentotecnológico, seguida pela diminuição do lapso de tempo entre uma descobertacientífica e sua exploração comercial. Gordon Moore, da empresa Intel,fabricante de microprocessadores eletrônicos, afirma que a cada dezoitomeses os chips dobram sua capacidade de processamento enquanto mantêmo preço. A rigor, a chamada "Lei de Moore" não se aplicaria indefinidamente.Segundo as mais abalizadas manifestações científicas, quando o tamanho doscircuitos eletrônicos se aproximar das dimensões atômicas será muito difícilampliar sua capacidade como vem sendo feito.O Uso Eficiente de novas Técnicas A tecnologia da informação tornou-se vital em praticamente todos osaspectos da vida contemporânea. O uso eficiente das novas técnicas comcerteza significa a medida entre o sucesso e o fracasso, quer no campopessoal, quer no campo das diversas organizações sociais Em suma, nos EUA, na segunda metade da década de 1990, houve um aumento substancial do investimento em equipamento e software de tecnologia da informaçãoo, que, em 2000, correspondeu a 50% do investimento total em negócios. Esse investimento, juntamente com a 35
  36. 36. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS reestruturação organizacional, em particular com a difusão de uma interconexão baseada na Internet como prática empresarial generalizada, parecem ser fatores críticos para explicar o crescimento da produtividade do trabalho - que é a fonte última da criação de valor e o fundamento da nova economia. (CASTELLS, 2001, p.84).Da Economia Baseada no Conhecimento Na atual "economia baseada no conhecimento", uma das inúmerasdenominações da sociedade da informação, a ciência e a tecnologiadesempenham papéis centrais. Cresce, inclusive, a dificuldade de distinçãoentre ciência e tecnologia, até porque são, as duas, intensamente permeadaspor interesses econômicos. Neste sentido, a inovação tecnológica, considerada como atransformação do conhecimento em bens e serviços voltados para o mercado,funciona como o motor do desenvolvimento econômico. Ressurge, assim, comforça, a "teoria da inovação", formulada originalmente por Schumpeter paraexplicar a dinâmica de evolução da sociedade capitalista a partir de inovaçõesrepresentadas por novos bens de consumo, novos métodos de produção enovas formas de organização empresarial.Teoria da Inovação A Teoria da Inovação vincula-se, enquanto legado teórico, a JosephSchumpeter, economista austríaco e professor da Universidade de Harvard,que o foi o principal formulador desta teoria em seus aspectos epistemológicos.Foi dele a observação de que as longas ondas dos ciclos do desenvolvimentono capitaslismo resultam da conjugação ou da combinação de inovações, quecriam um setor líder na economia, ou um novo paradigma, que passa aimpulsionar no crescimento rápido dessa economia. (...) Segundo Schumpeter: O impulso fundamental que inicia e mantém o movimento da máquina capitalista decorre de novos bens de consumo, dos novos métodos de produção e transporte, dos novos mercados, das novas formas de organização industrial que a empresa capitalista cria (...) A abertura de novos mercados - estrangeiros ou domésticos - e o desenvolvimento organizacional, da oficina artesanal aos conglomerados (...) ilustram o mesmo processo de mutação industrial (...) que incessantemente revoluciona a estrutura econômica a partir de dentro, incessantemente destruindo a velha, incessantemente criando a nova. Esse processo de Destruição Criativa é o fato essencial do capitalismo. É nisso que consiste o capitalismo e é aí que têm de viver todas as empresas capitalistas." Pires. Hindenburgo Francisco. Inovação Tecnológica e Desenvolvimento da Cibercidade: O advento da Cibercidade. Disponível em: <http://www.educacaopublica.rj.gov.br/biblioteca/geogr afia/geo13a.htm>. Acesso em: 20,jun.2005.36
  37. 37. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS O momento crucial da mudança tecnológica refere-se à entrada dainvenção no processo produtivo, que possui grande impacto para odesenvolvimento econômico.Diferença entre invenção e inovação Podemos distinguir invenção de inovação para demarcar essemomento: a invenção, em si mesma, não teria dimensão econômica, referindo-se à descoberta de princípios que podem permanecer restritos ao campo doconhecimento. A inovação, por outro lado, teria aplicação prática, possibilitandoo emprego de recursos econômicos de uma forma ainda não efetivada. Essadistinção tem o mérito de destacar o fato de que nem todo avanço noconhecimento tem, necessariamente, implicações na produção, circulação econsumo de mercadorias. No entanto, não podemos ver estes dois processos como sendoindependentes: a descoberta de novos princípios cria a possibilidade de suaaplicação a curto ou longo prazo, assim como um novo emprego de recursoseconômicos pode conduzir à descoberta de novos conhecimentos. Em sua acepção mais geral, inovação refere-se à introdução deconhecimento novo ou novas combinações de conhecimentos existentes. Porsua própria definição, o conceito supõe e impõe uma relação estreita entreinovação e conhecimento. Já a inovação tecnológica, refere-se a novosprodutos e/ou processos de produção e aperfeiçoamentos ou melhoramentosde produtos e/ou processos já existentes. No entanto, um conceito mais abrangente de inovação foi introduzidopor Chistopher Freeman no âmbito das discussões realizadas pela OCDE, emmeados de 1970, para responder à necessidade sentida nos paísesdesenvolvidos de ações governamentais que integrassem políticas econômicase de ciência e tecnologia, P&D e indústria, sistema de pesquisa e sistemaprodutivo, visando a aumentar a competitividade internacional. Hoje em dia,diante da constatação de que a inovação tecnológica stricto sensu não garantecompetitividade e não resolve sérios problemas sociais ligados a processos deprodução, amplia-se o alcance do conceito para incluir também:a) a organização e gestão do trabalho dentro da empresa;b) formas de atualização e qualificação profissional dos trabalhadores;c) desenvolvimento de novas formas de relação capital/trabalho e/ou deorganização do trabalho na empresa;d) descentralização com integração (social, produtiva, administrativa epolítica);e) formação de recursos humanos qualificados em colaboração com asuniversidades, etc. 37
  38. 38. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A inovação em seu sentido mais amplo torna-se objeto-chave, tanto para a ciência social quanto para as políticas e estratégias de desenvolvimento. "A inovação ocupa lugar central na economia baseada no conhecimento. Um grande número de estudos sociais e econômicos recentes indicou a existência de um corpo substancial de evidências de que a inovação é o fator dominante no crescimento econômico nacional e na dinâmica dos padrões do comércio internacional. Segundo o art. 39 da lei n° 10.637, de 30 de dezembro de 2002, considera-se inovação tecnológica a concepção de novo produto ou processo de fabricação, bem como a agregação de novas funcionalidades ou características ao produto ou processo que implique melhorias incrementais e no efetivo ganho de qualidade ou produtividade, resultando maior competitividade no mercado. Para a Finep a fim de contribuir de forma mais abrangente para a indução do processo de inovação tecnológica nas empresas brasileiras, decidiuFinep - Fundação estruturar a Biblioteca Virtual focada em "Tecnologia e Inovação", de maneira a de Estudos e Projetos facilitar o acesso e a recuperação de informações relevantes sobre o tema, bem como possibilitar o intercâmbio e o compartilhamento de conhecimento entre seus clientes e parceiros. Por outro lado, as modernas técnicas em questão suscitam inúmeros problemas novos, tais como a utilização ética das inovações tecnológicas, modificações nos processos de aprendizagem, explosão da quantidade de informação disponível, radicais modificações na acessibilidade ao conhecimento, profundas diferenças sociais a partir do acesso à informação (exclusão digital, divisão digital, apartheid digital, analfabetismo tecnológico) entre outros. A sociedade da informação não é um modismo. Ela representa uma profunda mudança na organização da sociedade e da economia, havendo quem a considere um novo paradigma técnico-econômico, uma vez que a estrutura e a dinâmica dessas atividades inevitavelmente serão, em alguma medida, afetadas pela infra-estrutura de informações disponível. Tem ainda marcante dimensão social, pelo seu elevado potencial de promover a integração, ao reduzir a distâncias entre pessoas e aumentar o seu nível de informação. Segundo o Livro Verde não é livre de riscos, entretanto. Noventa por cento da população do planeta jamais teve acesso ao telefone. Como podemos evitar que as novas tecnologias aumentem ainda mais a desigualdade social entre as pessoas. Os países e blocos políticos, desde meados da década de 90, defrontam-se com as oportunidades e os riscos que cercam o futuro e, reconhecendo a importância estratégica da sociedade da informação, vêm tomando iniciativas para assegurar que essa nova era venha em seu benefício. 38
  39. 39. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS A influência das redes baseadas na Internet vai além do número de seus usuários: diz respeito também à qualidade do uso. Atividades econômicas, sociais, políticas, e culturais essenciais por todo o planeta estão sendo estruturadas pela Internet e em torno dela, como por outras redes de computadores. De fato, ser excluído dessas redes é sofrer uma das formas mais danosas de exclusão em nossa economia e em nossa cultura. (...) Assim, não surpreende que a proclamação do potencial da Internet como um meio de liberdade, produtividade e comunicação venha de par com a denúncia da divisão digital gerada pela desigualdade a ela associada. A diferenciação entre os que têm e os que não têm Internet acrescenta uma divisão essencial às fontes já existentes de desigualdade e exclusão social, numa interação complexa que parece aumentar a disparidade entre a promessa da Era da Informação e sua sombria realidade para muitos em todo o mundo. (CASTELLS, 2001 p.8 e 203). A emergência da sociedade virtual, que hoje envolve a maioria dasnações do planeta, é irreversível e trará para aqueles que souberem desfrutarseus benefícios todas as benesses da integração econômica mundial. Osexcluídos, porém, amargarão um subdesenvolvimento e uma ignorânciaatávicos, que os colocarão à margem de quaisquer benefícios tecnológicos oucientíficos. Determinados cenários e experimentos são particularmenteinstigantes, a exemplo daqueles que envolvem o desenvolvimento da"inteligência artificial".Aspectos Importantes Ligados à Informática JurídicaDestacamos dois aspectos importantíssimos, ligados ao enfoque da InformáticaJurídica. Tratam-se:a) da seleção do conhecimento de qualidade em meio ao volume deinformações existentes e em crescimento vertiginosob) da dificuldade de localizar este conhecimento.Síntese da aulaVerifica-se através deste estudo que o desenvolvimento e as mudançastecnológicas em curso, vem gerando enorme surpresa em todas as áreas doconvívio social, das quais fazem parte do dia-a-dia das pessoas e desafiam oscientistas e técnicos de todos os setores, entre eles os operadores de direito.Atividades1 – Discorra com suas palavras sobre a teoria da inovação.2 – Qual a diferença crucial entre invenção e inovação?3 – O que se entende por processamento de dados?4 – Estabeleça os aspectos positivos e negativos do desenvolvimentotecnológico diante o desenvolvimento da informação. 39
  40. 40. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Tema 08 Serviços Disponíveis na InternetObjetivoConhecer as possibilidades e ferramentas de pesquisa que a internet podeproporcionar.Introdução Você viram no tema 05 o quanto a internet cresceu nos últimos anosparalelo a popularização do computador, mas de nada adiantaria ter a internetse não conhecer todo o seu potencial. Neste tema veremos os serviços queestão a disposição do usuário jurídico na rede mundial de computadores.Acompanhamento de processos: pesquisa na Internet e sistemas Push Entre as atividades mais delicadas dos operadores do direito,notadamente o advogado e os auxiliares da justiça, está o acompanhamentoda tramitação dos processos sob sua responsabilidade. Trata-se, em regra, de um considerável esforço de consulta minuciosaàs publicações oficiais e/ou de visitas periódicas aos vários cartórios onde osfeitos seguem seu curso. Tudo, para o advogado, num contexto de extremaresponsabilidade relacionada com a zelosa condução dos interesses de seusclientes em juízo. Este quadro tradicional passou (e passa) por uma profundamodificação com o advento da Internet. Nos sites de praticamente todos osTribunais encontramos dois tipos de serviços voltados para a prestação deinformações acerca da tramitação dos processos. São eles: a) consulta direta via navegador - com a indicação de referências específicas (número do processo, advogado, parte, entre outros) são apresentados os dados mais relevantes, notadamente os andamentos registrados para os autos;Supremo Tribunal Federalwww.stf.gov.br/andamento/ConsultaProcessual.asp40
  41. 41. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASwww.stf.gov.brSuperior Tribunal de Justiçawww.stj.gov.br/stj/justica/index.aspwww.stj.gov.brTribunal Superior do Trabalhowww.tst.gov.br/ConsultaProcInstwww.tst.gov.br b) Sistema push - mediante cadastramento prévio são enviados por correio eletrônico os andamentos dos processos selecionados pelo interessado.Supremo Tribunal Federalwww.stf.gov.br/oracle_email/push.aspwww.stf.gov.brSuperior Tribunal de Justiçawww.stj.gov.br/stj/pushwww.stj.gov.brTribunal Superior do Trabalhoext01.tst.gov.br:8080/ext01/plsql/ap_gera_arq_cadastro.iniciowww.tst.gov.br Atualmente, o acompanhamento processual pela Internet,principalmente o sistema push, não produz nenhum efeito jurídico. Trata-se deum serviço meramente informativo ou indicativo. Das conseqüências mais interessantes dos mecanismos deacompanhamento processual pela Internet é a administração da ansiedade daspartes pela conclusão dos processos. Agora, o interessado pode acompanhardiretamente, sem mediação do advogado, a tramitação de seu caso. O acompanhamento processual é um dos exemplos mais eloqüentesdo fenômeno da disponibilização crescente de inúmeros serviços, notadamentepúblicos, pela Internet.Peticionamento eletrônico O peticionamento eletrônico é o mais recente dos serviçosdisponibilizados pelos Tribunais. Trata-se, em linhas gerais, da possibilidade deencaminhar petições pela Internet, sem necessidade de protocolar os"originais", em papel, dentro de determinado prazo. O fundamento legal para o 41
  42. 42. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIASserviço pode ser encontrado no art. 1o. da Lei n. 9.800, de 1999 e no art. 18.da Lei n. 10.259, de 2001. Resta indagar, agora, qual terá sido o âmbito de abrangência da Lei n.9.800 ao permitir que a prática de atos processuais possa utilizar-se de sistemade transmissão de dados e imagens do tipo fac-símile ou outro similar. Deve-seentender que transmissão de dados feita por computador enquadra-se noconceito de "outro similar?Tipos de similares Por outro lado, a interpretação da cláusula do similar aponta para doiscaminhos claramente distintos: o similar técnico e o similar funcional. Noprimeiro caso - do similar técnico - teríamos o aproveitamento de uma técnicacom procedimentos semelhantes ou análogos aos daquela expressamenteindicada. Já no caso do similar funcional, a técnica pode ser completamentediferente da indicada, desde que realize a mesma função, ou seja, atinja omesmo resultado. Entendemos, salvo algum caso particular, que a cláusula dosimilar deve ser interpretada no segundo sentido. Um dos melhores exemplosde aplicação da interpretação pelo critério funcional está justamente na Lei n.9.800, de 1999.Tribunal Regional do Trabalho da 12a. Regiãowww.trt12.gov.br/peticaowww.trt12.gov.brTribunal Regional Federal da 1a. Regiãoextranet.trf1.gov.br/ePeticaowww.trf1.gov.brProcesso virtual. Vista eletrônica de autos A utilização dos inúmeros recursos da tecnologia da informação avançafirmemente nos meios judiciários. Conforme já verificamos, praticamente todosos Tribunais já criaram sites na Internet. Nestes espaços, podem serencontrados serviços de pesquisa de jurisprudência (ementas e inteiro teor),boletins com as decisões mais importantes, notificação de andamentos(sistema Push), consulta aos andamentos processuais, entre outros.Atualmente, várias funcionalidades estão sendo desenvolvidas. Destacamos,entre elas:a) a notificação não só do andamento mas do inteiro teor da decisãoproferida;b) o recebimento de petições pela Internet (peticionamento eletrônico)c) o ajuizamento de certas ações (execuções fiscais) de forma virtual.42
  43. 43. EAD UNITINS – INFORMÁTICA FORENSE - FUNDAMENTOS E PRÁTICAS JUDICIÁRIAS Estes avanços delineiam no horizonte a possibilidade da adoção doprocesso virtual. Teríamos, então, a substituição do papel pelo arquivoeletrônico. Os autos seriam a reunião dos vários arquivos componentes de umprocesso: a inicial, a contestação, as decisões interlocutórias, a sentença, osrecursos, as decisões dos Tribunais, etc. Neste estágio, poderíamos ter orequinte da vista virtual do processo pela rede mundial de computadores.Confira algumas das funcionalidades em desenvolvimento no campo jurídico:www.stj.gov.br/stj/instituc/RevistaSTJ/merito03/economia/custo1.htmwww.stj.gov.br Trechos do edital da licitação visando a contratação do fornecimento deuma solução integrada de informática, utilizando tecnologia GED(Gerenciamento Eletrônico de Documentos) e "Workflow", para controlar aentrada, saída, armazenamento e circulação de documentos, visando ainformatização dos processos de execução fiscal e seus incidentes.Trabalho virtual Os vários recursos, principalmente de comunicação, presentes naGrande Rede estão produzindo uma revolução no campo das relações detrabalho. Atualmente, dois fenômenos chamam a atenção. O primeiro,conhecido como teletrabalho, é o aparecimento e crescimento quantitativo depostos de trabalho virtuais. Nestes, o trabalhador desenvolve suas tarefas ondelhe for mais conveniente e mantém relações funcionais com o empregadoratravés da Internet. O outro é a crescente utilização da Internet paraoferecimento e busca de mão-de-obra especializada. Para atender estademanda, foram desenvolvidos vários sites de empregos e currículos.Site de empregoswww.empregosbr.com.brSite de currículoswww.curriculum.com.br Não tardará para o universo jurídico ser incorporado a esta novarealidade que descortina, várias possibilidades, notadamente no campo daconsultoria, acompanhamento de processos etc.Eventos Jurídicos A participação em eventos jurídicos (seminários, conferências,congressos, etc) desempenha importante papel na formação intelectual do 43

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