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AS PERSPECTIVAS 
PARA OS 
REFUGIADOS NO 
SÉCULO XXI 
Adriana Marcolini - Jornalista
À guisa de definição 
“Qualquer pessoa que, devido a um temor bem fundado 
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Economist, o termo 'refugiado’ foi usado então 
pela primeira vez.
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e Revolução Bolchevique. 
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1,5 milhão a 2 milhões de russos a abandonarem seu 
país. 
O êxodo mais significativo teve início a partir do inverno 
de 1919/1920. 
Diplomata norueguês Fritjof Nansen (1861-1930) 
organizou pela Liga das Nações e com a OIT a inserção 
profissional de perto de 60 mil refugiados nos países de 
adoção. 
No fundo, todos os refugiados (ou a grande maioria) 
desejam voltar para seu país natal. Tal a melhor solução 
mas nem sempre isto é possível.
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OTAN 1999. Conflito com kosovares de etnia albanesa. 
O fim da guerra fria permitiu que as grandes potências 
passassem a usar o Conselho de Segurança (CS) da 
ONU para decidir eventuais intervenções em outros 
países. 
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Iraque, as grandes potências procuram levar adiante 
suas políticas por meio de organizações como a Otan, 
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CS e Otan passaram a ser os fóruns onde se discute e 
se busca soluções para os problemas relacionados aos 
refugiados.
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hoje. 
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na linguagem da 'segurança’. E a linguagem da ‘divisão do 
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início, a política dos Estados para o problema, transformou-se 
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acreditam ter justificativas para fechar suas fonteiras ou 
mandar de volta refugiados para seus países de origem, 
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Ri soc v presentacion refugiados 2013 00

  • 1. AS PERSPECTIVAS PARA OS REFUGIADOS NO SÉCULO XXI Adriana Marcolini - Jornalista
  • 2. À guisa de definição “Qualquer pessoa que, devido a um temor bem fundado de perseguição por razões de raça, religião, nacionalidade, participação em determinado grupo social ou opiniões políticas, está fora do país de sua nacionalidade, e não pode ou, devido a este temor, não quer valer-se da proteção daquele país.” Convenção da ONU sobre o Estatuto dos Refugiados, de 1951. Anos 90 – Refugiados e “deslocados internos”. Migração forçada não é fenômeno novo na história. Séculos XIII, XIV e XV testemunharam a expulsão dos judeus da Inglaterra, França, Espanha e Portugal e sua dispersão. A expulsão dos judeus que habitavam a Espanha, no final do século XV provocou o fluxo de cerca de 300 mil deles
  • 3. Huguenotes e “refugiados” Em 1685, quando o Edito de Nantes provocou a fuga dos Huguenotes da França, o cenário que se estabeleceu era parecido com o do século XX: perseguição religiosa, ataques de piratas aos huguenotes em pleno mar, necessidade de oferecer-lhes proteção legal, reassentamento em outros países e repatriação. Segundo The Economist, o termo 'refugiado’ foi usado então pela primeira vez.
  • 4. Século XX. Liga das Nações e Revolução Bolchevique. Grande fome que afetou a Russia em 1921 levara entre 1,5 milhão a 2 milhões de russos a abandonarem seu país. O êxodo mais significativo teve início a partir do inverno de 1919/1920. Diplomata norueguês Fritjof Nansen (1861-1930) organizou pela Liga das Nações e com a OIT a inserção profissional de perto de 60 mil refugiados nos países de adoção. No fundo, todos os refugiados (ou a grande maioria) desejam voltar para seu país natal. Tal a melhor solução mas nem sempre isto é possível.
  • 5. Episódios mais recentes. Kosovares (200 mil) de etnia servia foram deslocados. OTAN 1999. Conflito com kosovares de etnia albanesa. O fim da guerra fria permitiu que as grandes potências passassem a usar o Conselho de Segurança (CS) da ONU para decidir eventuais intervenções em outros países. Quando encontram oposição neste órgão – caso EUA x Iraque, as grandes potências procuram levar adiante suas políticas por meio de organizações como a Otan, como foi o caso dos bombardeios na antiga Iugoslavia. CS e Otan passaram a ser os fóruns onde se discute e se busca soluções para os problemas relacionados aos refugiados.
  • 6. Transformações nos dias de hoje. Proteção internacional dos refugiados passou a ser camuflada na linguagem da 'segurança’. E a linguagem da ‘divisão do peso e dos custos’(burden sharing), que inspirou, desde o início, a política dos Estados para o problema, transformou-se na linguagem da ‘ameaça para a segurança dos Estados’. O resultado final é a supressão de princípios fundamentais como o de non refoulement, uma vez que os Estados acreditam ter justificativas para fechar suas fonteiras ou mandar de volta refugiados para seus países de origem, mesmo se eles forem encontrar insegurança e perseguição ao retornar. Uso da linguagem da segurança para não conceder o status pleno de regugiados: solicitantes de asilo (asylum seekers), chegadas espontâneas (spontaneous arrivals), quotas de refugiados (quota refugees), pessoas em situação parecida com a de refugiados (people in refugee-like situations).