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• DO HERÓI BARROCO À MORTE DO SUPER-HERÓI CONTEMPORÂNEO.• Professor Felipe Ronner••• EMENTA• O curso tratará da mitologia ...
WHO IS THE HEROE?• THE HEROE BORN IN THE GREECE• Herói e uma figura arquetípica que reúne em si osatributos  A forma perf...
Transgenia entre Deuses e Humanos• Pai-Deus  Mãe-HumanaHércules: Hércules (em latim: Hercules) é o nome em latimdado pel...
Hércules lutando com os novosHeróis
...Continua...• Pai Deus <-> Mãe Humana• Perseu: Perseu (em grego: Περσεύς), na mitologia grega, foio herói mítico grego q...
Perseu com a cabeça da Medusa emsua mão esquerda e no outroquadro, à direita enfrentandoKratos, o deus da guerra. Abaixofa...
AQUILES• Mãe-Deusa  Pai-HumanoAquiles: Na mitologia grega, Aquiles (em grego antigo: Ἀχιλλεύς; transl. Akhilleus) foi um...
A MORTE DE AQUILES
The Icredibles Papais HeheheNão aguentamos maisesses moleques...Vamos mandá-los para oLimbooooOOO...Para infernizar a vida...
O Professor, Herói sem Super-Poderes
• Ilíada: A Ilíada (em grego antigo: Ἰλιάς, AFI: [iːliás]; emgrego moderno: Ιλιάδα) é um poema épico grego que narra os ac...
O Barroco• Barroco é o nome dado ao estilo artístico que floresceu entre o final do século XVI e meadosdo século XVIII, in...
• Antecedentes [editar]• Giambologna: O rapto da Sabina, 1582. Florença, uma das mais conhecidas obras do Maneirismo• Desd...
• Um novo contexto [editar]• Andrea Pozzo: Apoteose de Santo Inácio, teto da Igreja de Santo Inácio de Loyola, Roma• Jacob...
• O conhecimento [editar]• Nesse processo de amplas e continuadas mudanças se juntaram a religião, a filosofia moral e as ...
• Academismo [editar]• Ver artigo principal: Academismo• Charles Le Brun: A apoteose de Luís XIV, 1677. A arte acadêmica a...
• Etimologia, conceituação, caracterização [editar]• Rubens: As consequências da guerra, 1637-38. Palazzo Pitti, Florença•...
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Do herói barroco à morte do super herói contemporâneo

  1. 1. DO HERÓI BARROCO À MORTE DOSUPER-HERÓI CONTEMPORÂNEOHISTÓRIA DA ARTE, DA MORAL E DAÉTICA DOS HOMENS ORDINÁRIOS.Professor Felipe Ronner PinheiroImlau Motta
  2. 2. • DO HERÓI BARROCO À MORTE DO SUPER-HERÓI CONTEMPORÂNEO.• Professor Felipe Ronner••• EMENTA• O curso tratará da mitologia dos heróis. Serão abordadas questões tais como a potência divina ou semi-divina do herói, seucaráter soberano e altruísta, virtudes e fragilidades. Para tanto, exemplos de personagens da mitologia grega e barrocaservirão de modelo à criação de uma síntese do comportamento heróico. Na última parte do curso serão abordadasquestões como a criatividade artística na criação de personagens super-heróicos e como eles nos servem dearrimo, inspiração e modelo de conduta ética para nossas ações cotidianas. Ações essas que são exercidas por homens emulheres comuns/ ordinários e não por heróis com super-poderes. Assim, professores, mães epais, policiais, médicos, estudantes e “até advogados” podem ser heróis sem super-poderes...•• CONTEÚDO PROGRAMÁTICO•• Acerca do Herói na Grécia Antiga e seu Legado• Transgenia entre Deuses e Humanos• O Barroco e o Herói Barroco• História da Arte• Moral, Ética e o Humano• Batman, Wolverine, Homem- Aranha e Super-man: mitologias• Lois Lane, a louca que serve de alvo E QUE SE APAIXONA POR UM SUPER-HOMEM• A Morte do Super-herói na Contemporaneidade•• BIBLIOGRAFIA• Roberto GUEDES. Quando Surgem Os Super-Heróis. São Paulo: Opera Graphica,2004.• Joseph CAMPBELL. O herói de mil faces. Tradução Adail Ubirajara Sobral. CULTRIX/ PENSAMENTO. SAO PAULO, 1989.• Arnold HAUSER. História Social da Literatura e da Arte. São Paulo: Mestre Jou, 1972-82. Vol. I. pp. 483-489.• Philippe ARIÉS. O Homem Diante da Morte. Volumes I e II. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1990.• Tom MORRIS. Super-Heróis e a Filosofia. Verdade, Justiça e o Caminho Socrático. São Paulo: Madras, 1998.•
  3. 3. WHO IS THE HEROE?• THE HEROE BORN IN THE GREECE• Herói e uma figura arquetípica que reúne em si osatributos  A forma perfeita ou imaterial, Mente de Deusou Síntese da dialética entre Bem e Mal  detentor dequalidades divinas tais comoonisciência, onipresença, onipotência, materialidade evivacidade (neoplatônicos)• necessários para superar de forma excepcional umdeterminado PROBLEMA  Mas como definí-lo?• problema de dimensão épica  Gênero artístico centradonum herói, que atravessa longos períodos de tempo eenvolve batalhas, esforço, superação, dor e morte, muitasvezes tiradas da vida real
  4. 4. Transgenia entre Deuses e Humanos• Pai-Deus  Mãe-HumanaHércules: Hércules (em latim: Hercules) é o nome em latimdado pelos antigos romanos ao herói da mitologia gregaHéracles, filho de Zeus e da mortal Alcmena. As antigasfontes romanas indicam que o herói grego "importado"veio substituir um antigo pastor mitológico chamado pelospovos da Itália de Recaranus ou Garanus, e que é famosopor sua força. Enquanto o mito de Hércules incorporoumuito da iconografia e da própria mitologia do personagemgrego, ele também tinha um número de características elendas que eram marcadamente romanas.
  5. 5. Hércules lutando com os novosHeróis
  6. 6. ...Continua...• Pai Deus <-> Mãe Humana• Perseu: Perseu (em grego: Περσεύς), na mitologia grega, foio herói mítico grego que decapitou a Medusa, monstro quetransformava em pedra qualquer um que olhasse em seusolhos.Nota 1 Perseu era filho de Zeus, que sob a forma de umachuva de ouro, introduziu-se na torre de bronze e engravidouDânaeNota 2 a filha mortal do rei de Argos.
  7. 7. Perseu com a cabeça da Medusa emsua mão esquerda e no outroquadro, à direita enfrentandoKratos, o deus da guerra. Abaixofazendo não sei o quê sem camisa...
  8. 8. AQUILES• Mãe-Deusa  Pai-HumanoAquiles: Na mitologia grega, Aquiles (em grego antigo: Ἀχιλλεύς; transl. Akhilleus) foi um herói da Grécia, um dos participantes daGuerra de Troia e o personagem principal e maior guerreiro da Ilíada, de Homero.Aquiles tem ainda a característica de ser o mais belo dos heróis reunidos contra Troia,1 assim como o melhor entre eles.Lendas posteriores (que se iniciaram com um poema de Estácio, no século I d.C.) [carece de fontes?] afirmavam que Aquiles erainvulnerável em todo o seu corpo, exceto em seu calcanhar; ainda segundo estas versões de seu mito, sua morte teria sidocausada por uma flecha envenenada que o teria atingido exatamente nesta parte de seu corpo. A expressão "calcanhar deAquiles", que indica a principal fraqueza de alguém, teria aí a sua origem.As obras literárias (e artísticas em geral) em que Aquiles aparece como herói são abundantes. Para além da Ilíada e da Odisseia -onde é mostrada o destino de Aquiles após a sua morte - pode-se destacar, ainda, a tragédia Ifigénia em Áulide, deEurípides, "imitada" mais tarde pelo dramaturgo francês Jean Racine (1674) e transformada em ópera pelo compositoralemão Christoph Willibald Gluck (1774), além das artes plásticas, onde podem ser encontradas, além das diversas pinturasde vasos e esculturas do próprio período da Antiguidade Clássica, telas de Rubens, Teniers, Ingres, Delacroix e muitosoutros, que retratam as suas múltiplas façanhas.• O calcanhar de Aquiles [editar]• De acordo com um fragmento de um Achilleis — a Aquilíada, escrita por Estácio no século I - quando Aquiles nasceu Tétisteria tentado fazê-lo imortal, mergulhando-o no rio Estige6 13 ; deixou-o, no entanto, vulnerável na parte do corpo pelo qualela o segurava, seu calcanhar (ver calcanhar de Aquiles, tendão de Aquiles).6 Não está claro, no entanto, se esta versão domito era conhecida anteriormente. Em outra versão, Tétis ungiu o filho com ambrósia e o colocou sobre o fogo, para quesuas partes mortais fossem queimadas; foi interrompida por Peleu, no entanto, e acabou abandonando pai e filho, furiosa.14• Nenhuma das fontes anteriores a Estácio, no entanto, faz qualquer referência a esta invulnerabilidade física do personagem;ao contrário, na própria Ilíada Homero descreve Aquiles sendo ferido: no livro 21 Asteropeu, o herói peônio, filho dePélagon, desafia Aquiles nas margens do rio Escamandro; arremessa duas lanças ao mesmo tempo, uma das quais atinge ocotovelo de Aquiles, "tirando um jorro de sangue".• Também nos fragmentos de poemas do Ciclo Épico, onde podem ser encontradas as descrições da morte do herói, Cypria(de autoria desconhecida), Aithiopis (de Arctino de Mileto), a Pequena Ilíada (de Lesco de Mitilene), entre outras, não existequalquer indicação ou referência à sua invulnerabilidade ou ao seu célebre ponto fraco no calcanhar; nas pinturas em vasosfeitas mais tarde, que representam a morte de Aquiles, a flecha (ou, em muitas casos, as flechas) o atingem no corpo.
  9. 9. A MORTE DE AQUILES
  10. 10. The Icredibles Papais HeheheNão aguentamos maisesses moleques...Vamos mandá-los para oLimbooooOOO...Para infernizar a vida de UmProfessor....
  11. 11. O Professor, Herói sem Super-Poderes
  12. 12. • Ilíada: A Ilíada (em grego antigo: Ἰλιάς, AFI: [iːliás]; emgrego moderno: Ιλιάδα) é um poema épico grego que narra os acontecimentosocorridos no período de pouco mais de 50 dias durante o décimo e último ano da Guerra de Troia e cuja génese radica na cólera(μῆνις, mênis), de Aquiles 1 . O título da obra deriva de um outro nome grego para Troia, Ílion.• A Ilíada e a Odisseia são atribuídas a Homero, que julga ter vivido por volta do século VIII a.C1 , na Jônia (lugar que hoje é uma região daTurquia), e constituem os mais antigos documentos literários gregos (e ocidentais) que chegaram nos nossos dias. Aindahoje, contudo, se discute a sua autoria, a existência real de Homero, e se estas duas obras teriam sido compostas pela mesma pessoa.• Os gregos antigos acreditavam que a Guerra de Troia era um fato histórico, ocorrido por volta de 1200 a.C. no período micênico, masalguns estudiosos atuais têm dúvidas sobre se ela de fato ocorreu. Até à descoberta do sítio arqueológico na Turquia, naAnatólia, acreditava-se que Troia era uma cidade mitológica.• A Guerra de Troia deu-se quando os aqueus atacaram a cidade de Troia, buscando vingar o rapto de Helena, esposa do rei deEsparta, Menelau, irmão de Agamemnon1 . Os aqueus eram os povos que hoje conhecemos como gregos, que compartilhavam umacultura e língua comuns, mas na época se definiam como vários reinos, e não como um povo uno.• A lenda conta que a deusa (ninfa) do mar Tétis era desejada como esposa por Zeus e seu irmão Posidão. Porém Prometeu profetizouque o filho da deusa seria maior que seu pai. Então os deuses resolveram dá-la como esposa a Peleu, um mortal já idoso, intencionandoenfraquecer o filho, que seria apenas um humano. O filho de ambos é o guerreiro Aquiles. Sua mãe, visando fortalecer sua naturezamortal, mergulhou-o, ainda bebê, nas águas do mitológico rio Estige. As águas tornaram o herói invulnerável, exceto no calcanhar, poronde a mãe o segurou para o mergulhar no rio (daí a famosa expressão calcanhar de Aquiles, significando ponto vulnerável). Aquilestornou-se o mais poderoso dos guerreiros, porém, ainda era mortal. Mais tarde, sua mãe profetiza que ele poderá escolher entre doisdestinos: lutar em Troia e alcançar a glória eterna, mas morrer jovem, ou permanecer em sua terra natal e ter uma longa vida, massendo logo esquecido.• Para o casamento de Peleu e Tétis todos os deuses foram convidados, menos Éris, ou Discórdia. Ofendida, a deusa compareceu invisívele deixou à mesa um pomo de ouro com a inscrição “à mais bela”. As deusas Hera, Atena e Afrodite disputaram o pomo e o título demais bela. Zeus então ordenou que o príncipe troiano Páris, à época sendo criado como um pastor ali perto, resolvesse a disputa. Paraganhar o título de “mais bela”, Atena ofereceu a Páris poder na batalha, Hera o poder e Afrodite o amor da mulher mais bela domundo. Páris deu o pomo a Afrodite, ganhando assim sua proteção, porém atraindo o ódio das outras duas deusas contra si e contraTroia.• A mulher mais bela do mundo era Helena, filha de Zeus e Leda. Leda era casada com Tíndaro, rei de Esparta. Helena possuía diversospretendentes, que incluíam muitos dos maiores heróis da Grécia, e o seu pai adotivo, Tíndaro, hesitava tomar uma decisão em favor deum deles temendo enfurecer os outros. Finalmente um dos pretendentes, Odisseu (cujo nome latino era Ulisses), rei de Ítaca, resolveuo impasse propondo que todos os pretendentes jurassem proteger Helena e sua escolha, qualquer que fosse. Helena então se casoucom Menelau, que se tornou o rei de Esparta.• Quando Páris foi a Esparta em missão diplomática, se enamorou de Helena e ambos fugiram para Troia, enfurecendo Menelau. Esteapelou aos antigos pretendentes de Helena, lembrando o juramento que haviam feito. Agamémnom então assumiu o comando de umexército de mil barcos e atravessou o mar Egeu para atacar Troia. As naus gregas desembarcaram na praia próxima a Troia e iniciaramum cerco que duraria 10 anos, custando a vida de muitos heróis, de ambos os lados. Finalmente, seguindo um estratagema propostopor Odisseu, o famoso Cavalo de Troia, os gregos conseguiram invadir a cidade governada por Príamo e terminar a guerra.
  13. 13. O Barroco• Barroco é o nome dado ao estilo artístico que floresceu entre o final do século XVI e meadosdo século XVIII, inicialmente na Itália, difundindo-se em seguida pelos países católicos daEuropa e da América, antes de atingir, em uma forma modificada, as áreas protestantes ealguns pontos do Oriente.• Considerado como o estilo correspondente ao absolutismo e à Contra-Reforma, distingue-sepelo esplendor exuberante. De certo modo o Barroco foi uma continuação natural doRenascimento, porque ambos os movimentos compartilharam de um profundo interessepela arte da Antiguidade clássica, embora interpretando-a diferentemente, o que teriaresultado em diferenças na expressão artística de cada período. Enquanto no Renascimentoas qualidades de moderação, economia formal, austeridade, equilíbrio e harmonia eram asmais buscadas, o tratamento barroco de temas idênticos mostrava maiordinamismo, contrastes mais fortes, maior dramaticidade, exuberância e realismo e umatendência ao decorativo, além de manifestar uma tensão entre o gosto pela materialidadeopulenta e as demandas de uma vida espiritual. Mas nem sempre essas características sãobem evidentes ou se apresentam todas ao mesmo tempo. Houve uma grande variedade deabordagens estilísticas, que foram englobadas sob a denominação genérica de "artebarroca", com certas escolas mais próximas do classicismo renascentista e outras maisafastadas dele, o que tem gerado muita polêmica e pouco consenso na conceituação ecaracterização do estilo.1• Para diversos pesquisadores o Barroco constitui não apenas um estilo artístico, mas todo umperíodo histórico, todo um novo modo de entender o mundo, o homem e Deus. Asmudanças introduzidas pelo espírito barroco se originaram, pois, de um grande respeito pelaautoridade da tradição clássica, e de um desejo de superá-la com a criação de obrasoriginais, dentro de um contexto social e cultural que já se havia modificado profundamenteem relação ao período anterior.1
  14. 14. • Antecedentes [editar]• Giambologna: O rapto da Sabina, 1582. Florença, uma das mais conhecidas obras do Maneirismo• Desde o Renascimento a Itália se tornara o maior pólo de atração de artistas em toda a Europa, e no início doséculo XVI Roma, sede do Papado católico e capital dos Estados Pontifícios, se tornara o maior centro irradiador deinfluência artística, tendo a Igreja como o mais pródigo mecenas. Mas desde lá, tendo passado por invasõesdramáticas, como a que culminou no Saque de Roma de 1527, e sofrendo com agitação interna, a Itália haviaperdido muito prestígio e força, ainda que continuasse a ser a maior referência na cultura européia. A atmosferaotimista do Renascimento havia se desvanecido. Os progressos na filosofia, nas ciências e nas artes, o florescer dohumanismo, não evitaram os ódios e guerras, e a fé no homem como imagem da Divindade e no mundo como umnovo Éden em potencial - um moto recorrente no Renascimento - se deparava com o cinismo e a brutalidade dapolítica, a vaidade do clero, a eterna opressão do povo, surgindo uma nova corrente cultural a que se deu o nomede Maneirismo - erudita, sofisticada, experimental, mas carregada de dúvidas e agitação, e dada a excentricidadese ao cultivo do bizarro.2 3 4 5• Na religião, o poder papal teve de enfrentar a Reforma Protestante, um evento com amplas repercussões políticase sociais, que pôs um fim à unidade do Cristianismo e solapou a influência católica sobre os assuntos seculares detoda a Europa, que antes era imensa. Além das diferenças de doutrina, onde se incluía a condenação do culto àsimagens, os protestantes denunciaram o luxo excessivo dos templos e a corrupção do clero católico. Suas igrejasrapidamente se esvaziaram de estátuas e pinturas devocionais e de decoração. A reação católica foi orquestrada apartir da convocação do Concílio de Trento (1545-1563), o marco inicial da Contra-Reforma, numa tentativa derefrear a evasão de fiéis para o lado protestante e a perda de influência política da Igreja. Ao mesmo tempo quefazia uma revisão na doutrina, estabelecendo uma nova abordagem do conceito de Deus, a Contra-Reformatentou moralizar o clero e disciplinou a produção de arte sacra, buscando utilizá-la como instrumento deproselitismo. Longas guerras de religião seguiriam o cisma protestante nas décadas seguintes, devastando muitasregiões.2 3 4 5 Na economia, a abertura de novas rotas comerciais em vista das grandes navegações deixou a Itáliafora do centro do comércio internacional, deslocando o eixo econômico para as nações do oeste europeu.Portugal, Espanha, França, Inglaterra e Países Baixos eram as novas potências navais, cuja ascensão política erafinanciada pelas riquezas coloniais e o comércio em expansão. A arte desses países se beneficiou enormementedesse novo afluxo de riquezas.6 Murray Edelman, fazendo um balanço da arte deste período, disse que...• "Os pintores e escritores maneiristas do século XVI eram menos "realistas" do que seus predecessores da AltaRenascença, mas eles reconheceram e ensinaram muito sobre como a vida pode se tornar motivo de perplexidade:através da sensualidade, do horror, do reconhecimento da vulnerabilidade, da melancolia, do lúdico, da ironia, daambiguidade e da atenção a diversas situações sociais e naturais. Suas concepções tanto reforçaram comorefletiram a preocupação com a qualidade da vida cotidiana, com o desejo de experimentar e inovar, e com outrosimpulsos de índole política.... É possível que toda arte apresente esta postura, mas o Maneirismo a tornouespecialmente visível".3
  15. 15. • Um novo contexto [editar]• Andrea Pozzo: Apoteose de Santo Inácio, teto da Igreja de Santo Inácio de Loyola, Roma• Jacob Jordaens: A família do artista, Museu do Prado• Antoine Coysevox: A Fama do Rei cavalgando Pégaso, originalmente no Parque de Marly, hoje no Louvre• A convocação do Concilio de Trento teve profundas consequências para a arte produzida na área de influência da Igreja Católica: a teologia assumiu ocontrole e impôs restrições às excentricidades maneiristas buscando reiterar a continuidade da tradição católica, recuperar o decoro narepresentação, criar uma arte mais compreensível pelo povo e homogeneizar o estilo. Desde então tudo devia ser submetido de antemão ao crivodos censores, desde o tema, a forma de tratamento e até mesmo a escolha das cores e dos gestos dos personagens.7 8 9 Nesse processo a Ordem dosJesuítas foi de especial importância. Afamados pelo seu refinado preparo intelectual, teológico e artístico, os jesuítas exerceram enorme influênciana determinação dos rumos estéticos e ideológicos seguidos pela arte católica, estendendo sua presença para a América e o Oriente através de suasnumerosas missões de evangelização. Também foram grandes responsáveis pela preservação da tradição do Humanismo renascentista, e, longe deserem conservadores como às vezes foram considerados, atuaram na vanguarda de arte da época e promoveram o maior movimento de revivalismoda filosofia do classicismo pagão desde aquele patrocinado por Lorenzo de Medici no século XV.10 11• Nesse novo cenário, a arte palaciana e sofisticada do Maneirismo já não encontrava lugar, e se tornara especialmente imprópria para arepresentação sacra. A orientação da Igreja agora era na direção de se produzir uma arte que pudesse cooptar a massa do povo, apelando para osensacionalismo e uma emocionalidade intensa. O estilo produzido por este programa se provou desde logo ambíguo: pregava a fé mas usava detodos os meios para a sensibilização sensorial do público. As imagens eram criadas com formas naturalistas como meio de serem imediatamentecompreendidas pelo povo inculto, mas faziam uso de complexos recursos ilusionísticos e dramáticos, de efeito grandioso e teatral, para acentuar oapelo visual e emotivo e estimular a piedade e a devoção. São especialmente ilustrativos os grandes painéis pintados nos tetos nas igrejas católicasnesse período, que aparentemente dissolvem a arquitetura e se abrem para visões sublimes do Paraíso, povoado de santos, anjos e do Cristo. Aindaque alimentado pelo movimento contra-reformista, o Barroco não se limitou ao mundo católico, afetando também áreas protestantes como aAlemanha, Países Baixos e Inglaterra, mas por outros motivos, descritos adiante.12 9• Outro elemento de importância para a formação da estética barroca foi a consolidação das monarquias absolutistas, que através da arte procuraramconsagrar os valores que defendiam. Os palácios reais passaram a ser construídos em escala monumental, a fim de exibir visivelmente o poder e agrandeza dos Estados centralizados, e o maior exemplo dessa tendência é o Palácio de Versalhes, erguido a mando de Luís XIV da França. Por outrolado, nesta mesma época a burguesia começou a se afirmar como uma classe economicamente influente, e com isso passou a se educar e abrir umnovo mercado consumidor de arte. Tendo preferências estéticas distintas da realeza, foi importante para a formação de certas escolas barrocas maisligadas ao realismo. Por fim, outra força ativa foi um renovado interesse no mundo natural e uma gradativa ampliação dos horizontes culturaisatravés da exploração do globo e do desenvolvimento da ciência, que trouxeram uma consciência da insignificância do homem em meio à vastidãodo universo e da insuspeitada complexidade da natureza. O desenvolvimento da pintura de paisagem durante o Barroco foi um reflexo desses novosdescobrimentos.12• Na economia a principal mudança foi a formação de um sistema de mercado internacional através do desenvolvimento do sistema colonial nasAméricas e Oriente, com a escravidão como uma das bases de seu funcionamento. O sistema bancário também foi aprimorado, as práticas decomércio se tornaram mais complexas e a importação de produtos coloniais, como o café, tabaco, arroz e açúcar, transformou hábitos culturais e adieta. Junto com a afluência para a Europa de outros bens da colônia, incluindo grandes quantidades de ouro, prata e diamantes, o sucesso dosistema mercantil europeu enriqueceu o continente e afetou as relações sociais e políticas, originando novas regras de diplomacia e etiqueta, alémde financiar um grande florescimento artístico.13• Os séculos XVII-XVIII, período principal de vigência do Barroco, continuaram a ser marcados por numerosas mudanças na situação política européia epelo conflito constante. Foi assinalado que entre 1562 e 1721 a Europa como um todo não conheceu a paz senão em quatro anos. A maior guerradeste período foi a Guerra dos Trinta Anos (1618-1648), que envolveu a Espanha, França, Suécia, Dinamarca, Países Baixos, Áustria, Polônia, ImpérioOtomano e Sacro Império. De início desencadeada pela disputa entre católicos e protestantes, logo repercutiu para o campo secular em questõesdinásticas e nacionalistas. Na conclusão do confronto, a Paz de Vestfália determinou uma reorganização ampla na geografia políticacontinental, favoreceu o fortalecimento de Estados absolutistas, enfraqueceu outros, mas reconheceu a impossibilidade da reunificação doCristianismo, que foi deslocado como força política pelas realidades práticas da política secul
  16. 16. • O conhecimento [editar]• Nesse processo de amplas e continuadas mudanças se juntaram a religião, a filosofia moral e as ciências, na tentativa demelhor estudar a adaptabilidade por parte dos indivíduos em meio a um contexto agitado e incerto, bem como pesquisar anatureza e motivações do ser humano, a fim de que o conhecimento resultante fosse usado para fins práticosdefinidos, como por exemplo, a melhor doutrinação religiosa e o melhor manejo das massas pelas elites. Segundo JoséAntonio Maravall, na cultura da época, o autoconhecimento, desejado desde o tempo de Sócrates, agora se revestia de umcaráter tático, racional e utilitarista. E a partir do autoconhecimento e autodomínio, se acreditava que se conheceria oíntimo de todos os homens, e se poderia dominar a natureza e o ambiente social com mais facilidade, um processo queficou explícito por exemplo na obra dos poetas Corneille e Gracián, dizendo que o homem era um microcosmo, e aodominar-se se tornava mestre do mundo. Esse autoconhecimento possibilitava ainda que se fizessem previsões sobretendências e comportamentos futuros, individuais e coletivos, aproveitando oportunidades e evitando desgraças. Nessesentido, a cultura barroca foi essencialmente pragmática e regulada pela prudência, considerada no período a maior dasvirtudes a serem adquiridas. Diversos políticos e moralistas barrocos a enalteceram como meio de se manter alguma ordeme controle num mundo em eterna mudança.14• Philippe de Champaigne: Vaidade, c. 1671. Museu de Tessé, Le Mans• Nessa pesquisa do ser humano um papel importante foi desempenhado pela medicina, considerando-se que se acreditavaque as funções e aspecto do corpo refletiam condições da alma, e assim o estudo do corpo humano influenciou conceitosreligiosos e morais, fazendo com que muitos doutores se sentissem habilitados a discorrer sobre economia, política emoralidade. Ao mesmo tempo, o estudo intensificado da anatomia humana e sua ampla divulgação em livros científicos egravuras atraiu a atenção dos artistas, se multiplicaram representações do corpo morto em detalhe, e a descrição artísticada morte e dos cadáveres e esqueletos foi usada para se meditar sobre os fins últimos da existência e da condição humana.O mesmo impulso científico alimentou o interesse pela psicologia e pela análise das emoções e motivações através dafisionomia física do indivíduo, considerada o espelho do seu estado de espírito, o que possibilitou a formulação decategorizações para os tipos caracterológicos.15• Ainda que a religião tenha preservado uma grande ascendência sobre as pessoas, ela começou a declinar diante docrescente racionalismo e pragmatismo promovidos pela ciência e pela nova realidade política, desafiando antigas crençasfundamente enraizadas; foi a época da chamada revolução científica. Às vezes o conflito entre ciência e religião ainda serevelou momentoso, como por exemplo na condenação de Galileu pela Inquisição, mas os avanços foram rápidos evariados.16 O Renascimento havia preparado um ambiente receptivo para a disseminação de novas idéias sobre ciência efilosofia, e a principal questão da época era a proposta por Michel de Montaigne: "O que eu conheço?", ou seja, estavaaberta a dúvida sobre a natureza do conhecimento e suas relações com a fé, a razão, a autoridade, ametafísica, ética, política, economia e ciência natural. A atitude de questionamento foi a marca da obra de grandes cientistase filósofos da época, como Descartes, Pascal e Hobbes, cujas obras lançaram as bases de um novo método de pesquisa e deum novo modo de pensar, centrado no racionalismo e expandido para todos os domínios do entendimento e dapercepção, repercutindo profundamente na maneira como o homem via o mundo e a si mesmo.17
  17. 17. • Academismo [editar]• Ver artigo principal: Academismo• Charles Le Brun: A apoteose de Luís XIV, 1677. A arte acadêmica a serviço do Estado• O espírito analítico da época influiu até mesmo na teoria da arte. Fortalecendo uma tendência que se haviainiciado timidamente no século XVI, o Barroco foi o período em que se estruturaram as academias de arte e sefundou o método de ensino rigorosamente normatizado e categorizado conhecido como academismo, que teriaimensa influência sobre toda a arte européia pelos séculos vindouros. Depois de ensaios irregulares na Itália, osistema acadêmico desabrochou na França no reinado de Luís XIV, onde foram criadas as primeiras academias deabrangência nacional para as várias modalidades da arte e ciências, das quais uma das mais notáveis e influentesfoi a Academia Real de Pintura e Escultura. Sob a direção de Charles Le Brun e o patrocínio real a Academia setornou o principal braço executivo de um programa de glorificação da monarquia absolutista de LuísXIV, estabelecendo definitivamente a associação da escola com o Estado e com isso revestindo-a de enorme poderdiretivo sobre todo o sistema de arte francês, o que veio a contribuir para tornar a França o novo centro culturaleuropeu, deslocando a supremacia até então italiana. Neste período a doutrina acadêmica atingiu o auge de seurigor, abrangência, uniformidade, formalismo e explicitude, e segundo Barasch em nenhum outro momento dahistória da teoria da arte a idéia de Perfeição foi mais intensamente cultivada como o mais alto objetivo doartista, tendo como modelo máximo a produção da Alta Renascença italiana, daí que no caso francês o Barrocosempre permaneceu mais ou menos afiliado à tradição clássica. Enquanto que para os renascentistas italianos aarte era também uma pesquisa do mundo natural, para Le Brun era acima de tudo o produto de uma culturaadquirida, de formas herdadas e de uma tradição estabelecida. Assim a Itália ainda era uma referênciainestimável.18 19• Pierre Bourdieu afirmou que a criação do sistema acadêmico significou a formulação de uma teoria em que a arteera uma encarnação os princípios da Beleza, da Verdade e do Bem. A ênfase no virtuosismo técnico e nareferência aos modelos da Antiguidade clássica, que ligavam a Arte à Ética, expressavam uma visão, primeiro, deuma ordem social concebida em fundamentos morais e, segundo, do artista como um pedagogo, um erudito e umhumanista.20 21 As academias, que a partir do fim do século XVII se multiplicaram pela Europa e Américas, foramimportantes para a elevação do status profissional dos artistas, afastando-os dos artesãos e aproximando-os dosintelectuais. Também tiveram um papel fundamental na organização de todo o sistema de arte enquantofuncionaram, pois além do ensino monopolizaram a ideologia cultural, o gosto, a crítica, o mercado e as vias deexibição e difusão da produção artística, e estimularam a formação de coleções didáticas que acabaram por ser aorigem de muitos museus de arte. Essa vasta influência se deveu principalmente à sua estreita associação com opoder constituído dos Estados, sendo via de regra veículos para a divulgação e consagração de ideários nãoapenas artísticos, mas também políticos e sociais.22 23
  18. 18. • Etimologia, conceituação, caracterização [editar]• Rubens: As consequências da guerra, 1637-38. Palazzo Pitti, Florença• Bernini: Êxtase de Santa Teresa, 1625• Usualmente, considera-se que termo "barroco" originalmente significaria "pérola irregular ou imperfeita", um termo cujaorigem é obscura, pode derivar do português antigo, do espanhol, do árabe ou do francês. Segundo outrasopiniões, porém, o termo tem origem na fórmula mnemotécnica BAROCO, usada pelos escolásticos para designar um dosmodos do silogismo, o que daria ao termo um sentido pejorativo de raciocínio estranho, tortuoso, que confunde o falso como verdadeiro. A palavra rapidamente ganhou circulação nas línguas francesa e italiana, mas nas artes plásticas, só foi usadano fim do período em questão, quando novos classicistas começaram a criticar excessos e irregularidades de um estilo jáentão visto como decadente e uma simples degeneração dos princípios clássicos. Na própria Itália em que nasceu durantemuito tempo foi considerado como o período em que a arte chegou ao seu nível mais baixo, consideradapesada, artificial, de mau gosto e dada a extravagâncias e contorções injustificáveis e incompreensíveis.24 25 26 27• A carga pejorativa que se ligou ao conceito de Barroco só começou a ser dissolvida em meados do século XIX, a partir dosestudos de Jacob Burckhardt e Heinrich Wölfflin. Wölfflin o descreveu contrapondo-o ao Renascimento, definindo cincotraços genéricos principais que se tornariam canônicos: o privilégio da cor e da mancha sobre a linha; da profundidade sobreo plano; das formas abertas sobre as fechadas; da imprecisão sobre a clareza, e da unidade sobre a multiplicidade.24 22 28 29Arnold Hauser explicou a categorização de Wölfflin dizendo que a busca de um efeito não-linear, essencialmente pictórico enão gráfico, procurava criar uma impressão de ilimitado, imensurável, infinito, dinâmico, subjetivo e inapreensível; o objetose tornava um devir, um processo, e não uma afirmação final. A preferência pela espacialidade profunda sobre a rasaacompanhava o mesmo gosto por estruturas dinâmicas, a mesma oposição a tudo o que parecia por demais estável, a todasas fronteiras rígidas, refletindo uma visão de mundo em perpétuo movimento e mudança. O recurso favorito dos artistasbarrocos para a criação de um espaço dinâmico e profundo foi o emprego de primeiros planos magnificados com objetosaparentemente bem ao alcance do observador, justapostos a outros em dimensões reduzidas num plano de fundo muitorecuado. Também foi comum o uso do escorço pronunciado e de perspectiva multifocal. Segundo Hauser, a tendênciabarroca de substituir o absoluto pelo relativo, a limitação pela liberdade, é expressa mais nitidamente no uso de formasabertas. Numa composição clássica, a cena representada é um todo auto-suficiente e autocontido, todos os seus elementossão inter-relacionados e interdependentes, nada é supérfluo ou casual e tudo veicula um significado preciso, enquanto queuma obra barroca parece mais frouxamente organizada, com vários elementos parecendo arbitrários, circunstanciais ouincompletos, produtos de uma fantasia que adquire valor por si mesma e não pretende ser essencial ao discursovisual, tendo antes um caráter decorativo e improvisatório.

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