SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 28
TAXA LIVRE DE RISCO
E
PRÊMIO PELO RISCO
grggggggggggggggggggg
ggggggggg
Disciplina: FA II e FAI
Objetivo da aula: fornecer ferramentas para a escolha
da taxa livre de risco e estimar o prêmio pelo risco
Conteúdo: Taxa livre de risco. Prêmio pelo risco. Default
spread nos títulos.
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Introdução
• Todos os modelos baseados na relação entre risco e
retorno necessitam da Rf e do Prêmio pelo risco.
• O custo do capital é baseado também nessas
premissas: esse custo é o foco da aula, porém
precisamos da base da Rf e do PR.
• P.s.: comentar sobre o Boletim Focus e materiais
disponíveis para download.
2
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Taxa livre de Risco (Rf)
3
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
A Rf
• Relembrando a composição do retorno estimado
pelo CAPM:
– Rf
– Prêmio pelo risco ajustado pelo b da empresa
• Como a Rf é escolhida geralmente:
– Determina-se um ativo como sendo livre de risco e o seu
retorno é a taxa livre de risco.
• Mas o que faz com que um ativo seja livre de risco?
• O que devemos fazer quando não encontramos tal
ativo?
• Buscaremos as respostas para essas perguntas.
4
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Requisitos para a Rf
• É preciso saber com certeza o retorno do ativo (o
retorno observado é igual ao retorno esperado):
5
Não há risco
de default
Não há risco
de
reinvestimento
1. Todas as empresas têm
um pouco de risco.
2. Apenas os títulos do
Governo tem alguma
chance de serem Rf.
1. Às vezes não sabemos
qual será a taxa de juros
praticada pelo Governo
daqui a um tempo;
2. Deve-se escolher um
título que tenha prazo
igual ao da análise.
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Implicações práticas quando existe um título livre de
default
• A implicação é simples quando estamos num país
onde o governo tem baixa probabilidade de calote:
a Rf é o retorno de longo prazo dos títulos do
Tesouro Nacional.
• Se a análise for de curto prazo, utiliza-se o título de
curto prazo.
• Há implicações também sobre o prêmio pelo risco
histórico (como é a maioria dos casos): vocês
lembram como ele é estimado?
6
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
FC e Rf: o princípio da consistência
• O que isso quer dizer? Posso estimar o FC em R$ e usar a
Rf com base nos Tresury Bonds dos EUA?
• Por que, por exemplo, Damodaran avaliava (até antes da
Crise de 2008) as empresas brasileiras em US$?
• Com base no Princípio da Consistência, a avaliação de
uma mesma empresa será a mesma em diferentes
moedas:
– Assumindo a paridade do poder de compra da moeda, as
diferenças nas taxas de juros refletirão a inflação esperada.
– Tanto o FC como as taxas de desconto são afetados pela
inflação.
– Se a diferença nas taxas de juros não refletir adequadamente as
diferenças na inflação esperada, os valores não convergirão.
7
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Rf Real vs Rf nominal
• Em ambientes inflacionários, a valuation deve ser
feita em termos reais (FC estimados com g real e taxa
de desconto também real).
• As taxas de desconto possuem um fator real e outro
inflacionário. Quando há inflação (volátil,
imprevista), mesmo a Rf não é livre de risco de fato
(em termos reais).
• Solução para estimar Rf’s reais: títulos indexados à
inflação (exemplos?): aqui (sem internet) e aqui.
8
Relembrando como encontrar a taxa real
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
E quando não existe uma Rf?
• E se os governos dessem default? O primeiro default
foi com Philip II da Espanha (outros exemplos). E se
os governos não emitem títulos de longo prazo?
• Damodaran (2002) dá três saídas:
1. Busque as maiores e mais seguras empresas do mercado.
Como mesmo assim há o risco de default, dá-se o
desconto desse risco para tornar o retorno “Rf” (Site 1, 2
e 3). (Damodaran subtrai 1%, que é o default spread de
um AA nos EUA).
2. Utilização de taxas futuras.
3. Mesmo que haja risco de default do Governo, efetuar um
desconto com base numa agência de rating (ver site 1 e supor
que haja risco no Brasil, qual seria a Rf considerando uma NTN-B principal?).
9
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Questões conceituais
1. O que diferencia as Rf’s entre os países?
2. No caso de a inflação não ser previsível (haver alta
volatilidade), a Rf é de fato livre de risco? Justifique.
Qual é a solução para isso?
3. O que deve ser feito quando existe risco de default em
um país?
4. O que deve ser feito quando não há um título Rf no país
e você precisa utilizar o retorno de um título privado
como sendo uma proxy para a Rf?
10
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Prêmio pelo Risco
11
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Prêmio histórico
• Calculado como vimos na aula de CAPM.
• Essa abordagem é boa em países onde o mercado de
capitais e de títulos de dívida é forte (série histórica
longa, muita participação na economia e carteira de
mercado bem diversificada).
• Na prática (ver aqui), o prêmio pelo risco é
divergente entre os praticantes e acadêmicos:
– O período de tempo utilizado é diferente; e
– A Rf é diferente.
• Em mercados menos desenvolvidos o prêmio pelo
risco geralmente é negativo.
12
Utilizam-se entre 10 e 50 anos (Damodaran, 2002).
Eu uso 60 meses.
Argumento para pouco tempo: a aversão ao risco
do investidor médio muda com o tempo, então a
informação é mais atual.
Custo do pouco tempo: pode haver muito ruído no
curto prazo.
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Prêmio pelo risco histórico modificado
• O prêmio pelo risco é problemático no Brasil e nos
demais emergentes. Mas mesmo assim precisamos
usá-lo.
• A base para isso: prêmio de um mercado maduro +
risco país.
13
Risco país
Risco econômico
Risco político
Etc.
Risco de transferência de recursos
para outro país
Risco soberano
Risco cambial
Trabalho: buscar a
definição de risco
país e cada um
desses riscos.
Enviar por email
até o início da
próxima aula,
feito a mão.
Colocar a fonte!
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Prêmio pelo Risco País (PRP)
• Qual é o fator de risco que teoricamente deve ser
considerado na estimativa do custo do capital
próprio (dica: lembre do CAPM)? Teoricamente
deveríamos considerar o PRP? O RP é diversificável?
• Damodaran (2002) diz que temos que olhar pelo
investidor marginal que não tem diversificação
global, o que faz com que o risco específico do país
não seja diversificado.
• Quando temos que incluir o PRP:
1. O investidor marginal não é globalmente diversificado; ou
2. Os mercados são positivamente correlacionados.
14
Como as barreiras para negociação internacional diminuíram, isso aumentou a
correlação entre os mercados, resultando em um risco país não diversificável
(DAMODARAN, 2002)
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Mensurando o PRP
• Se o risco país é realmente importante e leva
prêmios por investir em países mais arriscados, como
mensurar isso?
• Damodaran (2002) sugere duas abordagens:
1. Spread pelo risco de default; e
2. Desvio padrão relativo.
15
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Spread pelo risco de default
• O risco de default pode ser obtido por meio de uma
agência de rating: S&P, Moody’s, Fitch etc.
• Verifique nas agências de rating (ou aqui) qual é o PRP
do Brasil, verifique qual é o prêmio pelo risco do
mercado dos EUA e suponha que uma empresa brasileira
tem b = 1,3. Qual seria o custo do capital próprio dessa
empresa? Assuma que a Rf nos EUA é de 5%.
• Escolham outros 3 países e façam o mesmo. Por que será
que há essa divergência no custo do capital?
• Alguns analistas incluem o PRP no prêmio pelo risco do
mercado dos EUA. Porém isso aumenta muito o custo do
capital de empresas com b alto (DAMODARAN, 2002).
16
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Spread pelo risco de default
• Problemas com essa
abordagem:
1. O foco é (sic) no risco de
default, então outros riscos
podem ser esquecidos.
2. Mede o risco associado com
bonds e não com o mercado
de capitais – o que pode
acabar por reduzir o custo do
capital próprio estimado.
17
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Spread pelo risco de default
• Cuidado para não contar o mesmo prêmio pelo
risco duas vezes!
• Aqui no Brasil nós podemos usar Títulos do Governo
como Rf (com os devidos cuidados).
• Por exemplo:
– Podemos usar o Brazilian C-Bond, emitido em US$, como
Rf e usar o prêmio pelo risco dos EUA, para avaliar uma
empresa brasileira em US$.
– Nesse caso não devemos incluir o PRP do Brasil, pois o C-
Bond já contém esse prêmio.
18
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Desvio padrão relativo
• Há analistas que acreditam que o prêmio pelo risco
do mercado reflete a diferença de risco entre os
países.
• Para isso, utiliza-se o desvio padrão dos preços das
ações.
• Padronizando o “risco” de um país em relação ao
outro, obteremos uma medida de risco relativa:
Desvio padrão relativo do País X = (Desvio Padrão de X)/(Desvio Padrão dos EUA)
• Para encontrar o prêmio pelo risco de mercado de
um país em relação aos EUA:
PRMercado_(X) = PRMercado_(EUA) * DPR_(X)
19
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Desvio padrão relativo
• Qual é o PRMercado da Indonésia, considerando que
o DP das ações é 35%, enquanto que nos EUA é de
20%? Considere que o PRMercado dos EUA é de
5,51%
• Com base no resultado da questão acima e sabendo
que o prêmio pelo risco dos EUA é de 5,51%, qual é o
PRP da Indonésia?
20
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Desvio padrão relativo
• Problemas com essa
abordagem:
1. Os mercados provavelmente
tem estruturas diferentes
que geram “volatilidades
diferentes”;
2. Pode haver um mercado
emergente com pouca
volatilidade devido à falta de
liquidez e não à falta de
risco; e
3. Os DP devem ser
mensurados na mesma
moeda.
21
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Estimando a exposição do ativo ao PRP
22
• Existem três abordagens para isso:
1. Assumindo que todas as empresas no país têm a mesma
exposição ao risco país;
2. Assumindo que a exposição de uma empresa ao risco
país é proporcional à sua exposição a todos os outros
riscos do mercado (mensurado pelo b); e
3. Permitindo que cada empresa tenha uma exposição ao
risco país que é diferente da sua exposição aos outros
riscos do mercado.
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Mesma exposição para todas as empresas
• Supondo que o PRP do Brasil seja 9,69%, qual será o
custo do capital próprio da Aracruz, considerando ainda
que seu b em US$ é 0,72, o retorno de um Tresury Bond
é 5% e o PRM é 5,51%?
• Suponha que a Petrobras tenha um b em US$ de 1,02,
qual seria seu custo do capital próprio?
• Qual é o impacto do PRP do Brasil, do Tresury Bond e do
PRM dos EUA no custo do capital próprio se houver um
aumento de 10% em cada um deles? Refaça as contas
tanto para a Aracruz quanto para a Petrobras, porém
alterando individualmente cada input do modelo (ex.: refaça
primeiro alterando o PRP do Brasil mantendo os demais inputs constantes).
23
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Mesma exposição para todas as empresas
• Limitação: assume-se que todas as empresas, não
importa seu setor ou tamanho, são igualmente
expostas ao risco país.
• Conversão do custo do capital em US$ para R$:
– Considerando que a inflação do Brasil seja de 10% e a dos
EUA de 3%: (1+18,66%)*[(1+10%)/(1+3%)] - 1 = 26,72%
– Converta agora o custo do capital da Petrobras.
24
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Exposição proporcional ao b
• O PRP é incluído no PRM, para ser multiplicado pelo
b.
• Qual seria o custo do capital da Aracruz e Petrobras
nesse caso? Quem sofreria maior impacto e por quê?
• Limitação: supõe que o b (medida de risco do
mercado) também mensura o risco país. Nesse caso,
empresas low beta seriam menos expostas ao risco
país, enquanto que as high beta seriam mais
expostas, mesmo que isso não reflita a realidade.
25
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Exposição específica ao risco país
• Para isso, Damodaran inclui um segundo fator ao
modelo de estimativa do custo do capital próprio,
chamado de l (desenvolvido em uma viagem ao Brasil).
Custo do capital próprio = Rf + b*(PRMercado maduro) + l*(PRP)
• l é a exposição da empresa ao risco país: (%
mercado local da empresa)/(% mercado local média
do país).
26
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Exposição específica ao risco país
• No caso da Aracruz, 20% da suas receitas são do
mercado local. E a média das outras empresas é 80%.
l Aracruz = 20%/80% = 0,25
• Qual será o custo do capital próprio da Aracruz por
essa metodologia?
• Supondo que exista uma empresa com o mesmo b
da Aracruz, porém seu l é 0,10. Qual seria seu custo
do capital? O que você pode inferir sobre isso?
27
Felipe Pontes
www.contabilidademq.blogspot.com
Exposição específica ao risco país
• Começaremos a análise de uma empresa, para fazer a
valuation.
• A primeira etapa do trabalho é buscar nas
demonstrações financeiras de 2014 qual foi a
porcentagem de receita que a sua empresa obteve fora
do Brasil.
• Esse trabalho, conforme consta no Plano de Ensino, será
parte de uma das notas da disciplina.
• O grupo será composto de ATÉ 2 pessoas.
• Transcrevam à mão as partes que falam da receita no
exterior, calcule a porcentagem e me envie por email até
o início da próxima aula.
• Deverá ser enviado também o link e a página onde a
informação está, para que eu possa verificar.
28

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Estimando os parâmetros do risco e o custo do financiamento
Estimando os parâmetros do risco e o custo do financiamentoEstimando os parâmetros do risco e o custo do financiamento
Estimando os parâmetros do risco e o custo do financiamentoFelipe Pontes
 
Dos lucros ao fluxo de caixa
Dos lucros ao fluxo de caixaDos lucros ao fluxo de caixa
Dos lucros ao fluxo de caixaFelipe Pontes
 
Apresentacao do artigo a escolha de fundos de acoes e o investidor individual
Apresentacao do artigo a escolha de fundos de acoes e o investidor individualApresentacao do artigo a escolha de fundos de acoes e o investidor individual
Apresentacao do artigo a escolha de fundos de acoes e o investidor individualFelipe Pontes
 
Fundos de Renda Fixa
Fundos de Renda FixaFundos de Renda Fixa
Fundos de Renda FixaFelipe Pontes
 
Valor Presente Líquido (Parte 2)
Valor Presente Líquido (Parte 2)Valor Presente Líquido (Parte 2)
Valor Presente Líquido (Parte 2)Felipe Pontes
 
Introdução às finanças
Introdução às finançasIntrodução às finanças
Introdução às finançasFelipe Pontes
 
Avaliação pelo fluxo de caixa livre e avaliação de empresas fechadas
Avaliação pelo fluxo de caixa livre e avaliação de empresas fechadasAvaliação pelo fluxo de caixa livre e avaliação de empresas fechadas
Avaliação pelo fluxo de caixa livre e avaliação de empresas fechadasFelipe Pontes
 
Fundos de Investimento Smart Beta
Fundos de Investimento Smart BetaFundos de Investimento Smart Beta
Fundos de Investimento Smart BetaFelipe Pontes
 
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?Felipe Pontes
 
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationMitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationFelipe Pontes
 
Teoria da Precificação por Arbitragem (APT)
Teoria da Precificação por Arbitragem (APT)Teoria da Precificação por Arbitragem (APT)
Teoria da Precificação por Arbitragem (APT)Felipe Pontes
 
Avaliação relativa (múltiplos)
Avaliação relativa (múltiplos)Avaliação relativa (múltiplos)
Avaliação relativa (múltiplos)Felipe Pontes
 
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long OnlyFundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long OnlyFelipe Pontes
 
Valor Presente Líquido (Parte I)
Valor Presente Líquido (Parte I)Valor Presente Líquido (Parte I)
Valor Presente Líquido (Parte I)Felipe Pontes
 
Avaliacao de carteiras e fundos de investimentos
Avaliacao de carteiras e fundos de investimentosAvaliacao de carteiras e fundos de investimentos
Avaliacao de carteiras e fundos de investimentosFelipe Pontes
 
Taxa livre de risco e prêmio pelo risco
Taxa livre de risco e prêmio pelo riscoTaxa livre de risco e prêmio pelo risco
Taxa livre de risco e prêmio pelo riscoFelipe Pontes
 
Fusões e aquisições (M&A)
Fusões e aquisições (M&A)Fusões e aquisições (M&A)
Fusões e aquisições (M&A)Felipe Pontes
 
VPL e Orçamento de Capital
VPL e Orçamento de CapitalVPL e Orçamento de Capital
VPL e Orçamento de CapitalFelipe Pontes
 
Teoria das carteiras
Teoria das carteirasTeoria das carteiras
Teoria das carteirasFelipe Pontes
 

Mais procurados (20)

Estimando os parâmetros do risco e o custo do financiamento
Estimando os parâmetros do risco e o custo do financiamentoEstimando os parâmetros do risco e o custo do financiamento
Estimando os parâmetros do risco e o custo do financiamento
 
Dos lucros ao fluxo de caixa
Dos lucros ao fluxo de caixaDos lucros ao fluxo de caixa
Dos lucros ao fluxo de caixa
 
Apresentacao do artigo a escolha de fundos de acoes e o investidor individual
Apresentacao do artigo a escolha de fundos de acoes e o investidor individualApresentacao do artigo a escolha de fundos de acoes e o investidor individual
Apresentacao do artigo a escolha de fundos de acoes e o investidor individual
 
Fundos Multimercado
Fundos MultimercadoFundos Multimercado
Fundos Multimercado
 
Fundos de Renda Fixa
Fundos de Renda FixaFundos de Renda Fixa
Fundos de Renda Fixa
 
Valor Presente Líquido (Parte 2)
Valor Presente Líquido (Parte 2)Valor Presente Líquido (Parte 2)
Valor Presente Líquido (Parte 2)
 
Introdução às finanças
Introdução às finançasIntrodução às finanças
Introdução às finanças
 
Avaliação pelo fluxo de caixa livre e avaliação de empresas fechadas
Avaliação pelo fluxo de caixa livre e avaliação de empresas fechadasAvaliação pelo fluxo de caixa livre e avaliação de empresas fechadas
Avaliação pelo fluxo de caixa livre e avaliação de empresas fechadas
 
Fundos de Investimento Smart Beta
Fundos de Investimento Smart BetaFundos de Investimento Smart Beta
Fundos de Investimento Smart Beta
 
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
 
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationMitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
 
Teoria da Precificação por Arbitragem (APT)
Teoria da Precificação por Arbitragem (APT)Teoria da Precificação por Arbitragem (APT)
Teoria da Precificação por Arbitragem (APT)
 
Avaliação relativa (múltiplos)
Avaliação relativa (múltiplos)Avaliação relativa (múltiplos)
Avaliação relativa (múltiplos)
 
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long OnlyFundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
 
Valor Presente Líquido (Parte I)
Valor Presente Líquido (Parte I)Valor Presente Líquido (Parte I)
Valor Presente Líquido (Parte I)
 
Avaliacao de carteiras e fundos de investimentos
Avaliacao de carteiras e fundos de investimentosAvaliacao de carteiras e fundos de investimentos
Avaliacao de carteiras e fundos de investimentos
 
Taxa livre de risco e prêmio pelo risco
Taxa livre de risco e prêmio pelo riscoTaxa livre de risco e prêmio pelo risco
Taxa livre de risco e prêmio pelo risco
 
Fusões e aquisições (M&A)
Fusões e aquisições (M&A)Fusões e aquisições (M&A)
Fusões e aquisições (M&A)
 
VPL e Orçamento de Capital
VPL e Orçamento de CapitalVPL e Orçamento de Capital
VPL e Orçamento de Capital
 
Teoria das carteiras
Teoria das carteirasTeoria das carteiras
Teoria das carteiras
 

Semelhante a Taxa livre de risco e prêmio pelo risco

Avaliação de carteiras e fundos de investimentos
Avaliação de carteiras e fundos de investimentosAvaliação de carteiras e fundos de investimentos
Avaliação de carteiras e fundos de investimentosFelipe Pontes
 
Avaliação de carteiras de investimentos
Avaliação de carteiras de investimentosAvaliação de carteiras de investimentos
Avaliação de carteiras de investimentosFelipe Pontes
 
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdfExercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdfPedro Luis Moraes
 
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdfExercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdfPedro Luis Moraes
 
Curso de avaliação pelo fluxo de caixa descontado (Valuation)
Curso de avaliação pelo fluxo de caixa descontado (Valuation)Curso de avaliação pelo fluxo de caixa descontado (Valuation)
Curso de avaliação pelo fluxo de caixa descontado (Valuation)Felipe Pontes
 
Derivativos de credito (Guia aula 2015)
Derivativos de credito (Guia aula 2015)Derivativos de credito (Guia aula 2015)
Derivativos de credito (Guia aula 2015)Augusto_Carvalho
 
Escolha de-portfolio-considerando-risco-e-retorno
Escolha de-portfolio-considerando-risco-e-retornoEscolha de-portfolio-considerando-risco-e-retorno
Escolha de-portfolio-considerando-risco-e-retornoClaudia Bonelli
 
Slides #01 - Finanças Pessoais
Slides #01 - Finanças PessoaisSlides #01 - Finanças Pessoais
Slides #01 - Finanças PessoaisLink Trade
 
Cpa20 simulado final 1
Cpa20  simulado final 1Cpa20  simulado final 1
Cpa20 simulado final 1Monica Marques
 
Contabilidade de derivativos e hedge accounting
Contabilidade de derivativos e hedge accountingContabilidade de derivativos e hedge accounting
Contabilidade de derivativos e hedge accountingM2M Escola de Negócios
 
Como aplicar seu dinheiro: fatores, princípios e informações
Como aplicar seu dinheiro: fatores, princípios e informaçõesComo aplicar seu dinheiro: fatores, princípios e informações
Como aplicar seu dinheiro: fatores, princípios e informaçõesEdno Santos
 
Financiamento de Longo Prazo (IPO e SEO - Parte I)
Financiamento de Longo Prazo(IPO e SEO - Parte I)Financiamento de Longo Prazo(IPO e SEO - Parte I)
Financiamento de Longo Prazo (IPO e SEO - Parte I)Felipe Pontes
 
Aprenda a Investir - Introdução ao mercado de renda fixa e variavel - Palestr...
Aprenda a Investir - Introdução ao mercado de renda fixa e variavel - Palestr...Aprenda a Investir - Introdução ao mercado de renda fixa e variavel - Palestr...
Aprenda a Investir - Introdução ao mercado de renda fixa e variavel - Palestr...Goal Investimentos
 
Revisão para o enade 2015: Quants
Revisão para o enade 2015: QuantsRevisão para o enade 2015: Quants
Revisão para o enade 2015: QuantsFelipe Pontes
 
17 dicas de investimentos para você se tornar um investidor de sucesso
17 dicas de investimentos para você se tornar um investidor de sucesso17 dicas de investimentos para você se tornar um investidor de sucesso
17 dicas de investimentos para você se tornar um investidor de sucessoRondinelle Almeida Oliveira
 

Semelhante a Taxa livre de risco e prêmio pelo risco (20)

Avaliação de carteiras e fundos de investimentos
Avaliação de carteiras e fundos de investimentosAvaliação de carteiras e fundos de investimentos
Avaliação de carteiras e fundos de investimentos
 
Avaliação de carteiras de investimentos
Avaliação de carteiras de investimentosAvaliação de carteiras de investimentos
Avaliação de carteiras de investimentos
 
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdfExercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
 
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdfExercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
Exercícios Cap. 2 - Dadodaran (Enunciado).pdf
 
Curso de avaliação pelo fluxo de caixa descontado (Valuation)
Curso de avaliação pelo fluxo de caixa descontado (Valuation)Curso de avaliação pelo fluxo de caixa descontado (Valuation)
Curso de avaliação pelo fluxo de caixa descontado (Valuation)
 
Derivativos de credito (Guia aula 2015)
Derivativos de credito (Guia aula 2015)Derivativos de credito (Guia aula 2015)
Derivativos de credito (Guia aula 2015)
 
Escolha de-portfolio-considerando-risco-e-retorno
Escolha de-portfolio-considerando-risco-e-retornoEscolha de-portfolio-considerando-risco-e-retorno
Escolha de-portfolio-considerando-risco-e-retorno
 
Slides #01 - Finanças Pessoais
Slides #01 - Finanças PessoaisSlides #01 - Finanças Pessoais
Slides #01 - Finanças Pessoais
 
Como avaliar fundos de investimento parte II
Como avaliar fundos de investimento parte IIComo avaliar fundos de investimento parte II
Como avaliar fundos de investimento parte II
 
Cpa20 simulado final 1
Cpa20  simulado final 1Cpa20  simulado final 1
Cpa20 simulado final 1
 
Contabilidade de derivativos e hedge accounting
Contabilidade de derivativos e hedge accountingContabilidade de derivativos e hedge accounting
Contabilidade de derivativos e hedge accounting
 
Como aplicar seu dinheiro: fatores, princípios e informações
Como aplicar seu dinheiro: fatores, princípios e informaçõesComo aplicar seu dinheiro: fatores, princípios e informações
Como aplicar seu dinheiro: fatores, princípios e informações
 
Financiamento de Longo Prazo (IPO e SEO - Parte I)
Financiamento de Longo Prazo(IPO e SEO - Parte I)Financiamento de Longo Prazo(IPO e SEO - Parte I)
Financiamento de Longo Prazo (IPO e SEO - Parte I)
 
Aprenda a Investir - Introdução ao mercado de renda fixa e variavel - Palestr...
Aprenda a Investir - Introdução ao mercado de renda fixa e variavel - Palestr...Aprenda a Investir - Introdução ao mercado de renda fixa e variavel - Palestr...
Aprenda a Investir - Introdução ao mercado de renda fixa e variavel - Palestr...
 
O que saber? Renda Fixa
O que saber? Renda FixaO que saber? Renda Fixa
O que saber? Renda Fixa
 
Cpa20 simulado
Cpa20  simulado Cpa20  simulado
Cpa20 simulado
 
Risco e retorno
Risco e retornoRisco e retorno
Risco e retorno
 
Revisão para o enade 2015: Quants
Revisão para o enade 2015: QuantsRevisão para o enade 2015: Quants
Revisão para o enade 2015: Quants
 
Economia Empresarial - Slides - Prof. André Paes
Economia Empresarial - Slides - Prof. André PaesEconomia Empresarial - Slides - Prof. André Paes
Economia Empresarial - Slides - Prof. André Paes
 
17 dicas de investimentos para você se tornar um investidor de sucesso
17 dicas de investimentos para você se tornar um investidor de sucesso17 dicas de investimentos para você se tornar um investidor de sucesso
17 dicas de investimentos para você se tornar um investidor de sucesso
 

Mais de Felipe Pontes

Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationMitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationFelipe Pontes
 
Ciclo de vida e desempenho das empresas
Ciclo de vida e desempenho das empresasCiclo de vida e desempenho das empresas
Ciclo de vida e desempenho das empresasFelipe Pontes
 
Fraude e gerenciamento de resultados
Fraude e gerenciamento de resultadosFraude e gerenciamento de resultados
Fraude e gerenciamento de resultadosFelipe Pontes
 
Análise de crédito e previsão de insolvência
Análise de crédito e previsão de insolvênciaAnálise de crédito e previsão de insolvência
Análise de crédito e previsão de insolvênciaFelipe Pontes
 
Apresentação do curso de valuation
Apresentação do curso de valuationApresentação do curso de valuation
Apresentação do curso de valuationFelipe Pontes
 
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsaMitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsaFelipe Pontes
 
Modelagem financeira e demonstrações pro forma
Modelagem financeira e demonstrações pro formaModelagem financeira e demonstrações pro forma
Modelagem financeira e demonstrações pro formaFelipe Pontes
 
Análise comparativa de empresas
Análise comparativa de empresasAnálise comparativa de empresas
Análise comparativa de empresasFelipe Pontes
 
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2Felipe Pontes
 
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1Felipe Pontes
 
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeisObjetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeisFelipe Pontes
 
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da ContabilidadeCaso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da ContabilidadeFelipe Pontes
 
Análise do negócio da empresa
Análise do negócio da empresaAnálise do negócio da empresa
Análise do negócio da empresaFelipe Pontes
 
Onde coletar informações para analisar as empresas
Onde coletar informações para analisar as empresasOnde coletar informações para analisar as empresas
Onde coletar informações para analisar as empresasFelipe Pontes
 
Análise prévia da contabilidade
Análise prévia da contabilidadeAnálise prévia da contabilidade
Análise prévia da contabilidadeFelipe Pontes
 
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das DemonstraçõesAnálise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das DemonstraçõesFelipe Pontes
 
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPBIntrodução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPBFelipe Pontes
 
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comunsPesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comunsFelipe Pontes
 
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPBPIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPBFelipe Pontes
 
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuationMitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuationFelipe Pontes
 

Mais de Felipe Pontes (20)

Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationMitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
 
Ciclo de vida e desempenho das empresas
Ciclo de vida e desempenho das empresasCiclo de vida e desempenho das empresas
Ciclo de vida e desempenho das empresas
 
Fraude e gerenciamento de resultados
Fraude e gerenciamento de resultadosFraude e gerenciamento de resultados
Fraude e gerenciamento de resultados
 
Análise de crédito e previsão de insolvência
Análise de crédito e previsão de insolvênciaAnálise de crédito e previsão de insolvência
Análise de crédito e previsão de insolvência
 
Apresentação do curso de valuation
Apresentação do curso de valuationApresentação do curso de valuation
Apresentação do curso de valuation
 
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsaMitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
 
Modelagem financeira e demonstrações pro forma
Modelagem financeira e demonstrações pro formaModelagem financeira e demonstrações pro forma
Modelagem financeira e demonstrações pro forma
 
Análise comparativa de empresas
Análise comparativa de empresasAnálise comparativa de empresas
Análise comparativa de empresas
 
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
 
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
 
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeisObjetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
 
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da ContabilidadeCaso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
 
Análise do negócio da empresa
Análise do negócio da empresaAnálise do negócio da empresa
Análise do negócio da empresa
 
Onde coletar informações para analisar as empresas
Onde coletar informações para analisar as empresasOnde coletar informações para analisar as empresas
Onde coletar informações para analisar as empresas
 
Análise prévia da contabilidade
Análise prévia da contabilidadeAnálise prévia da contabilidade
Análise prévia da contabilidade
 
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das DemonstraçõesAnálise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
 
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPBIntrodução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
 
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comunsPesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
 
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPBPIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
 
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuationMitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
 

Taxa livre de risco e prêmio pelo risco

  • 1. TAXA LIVRE DE RISCO E PRÊMIO PELO RISCO grggggggggggggggggggg ggggggggg Disciplina: FA II e FAI Objetivo da aula: fornecer ferramentas para a escolha da taxa livre de risco e estimar o prêmio pelo risco Conteúdo: Taxa livre de risco. Prêmio pelo risco. Default spread nos títulos.
  • 2. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Introdução • Todos os modelos baseados na relação entre risco e retorno necessitam da Rf e do Prêmio pelo risco. • O custo do capital é baseado também nessas premissas: esse custo é o foco da aula, porém precisamos da base da Rf e do PR. • P.s.: comentar sobre o Boletim Focus e materiais disponíveis para download. 2
  • 4. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com A Rf • Relembrando a composição do retorno estimado pelo CAPM: – Rf – Prêmio pelo risco ajustado pelo b da empresa • Como a Rf é escolhida geralmente: – Determina-se um ativo como sendo livre de risco e o seu retorno é a taxa livre de risco. • Mas o que faz com que um ativo seja livre de risco? • O que devemos fazer quando não encontramos tal ativo? • Buscaremos as respostas para essas perguntas. 4
  • 5. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Requisitos para a Rf • É preciso saber com certeza o retorno do ativo (o retorno observado é igual ao retorno esperado): 5 Não há risco de default Não há risco de reinvestimento 1. Todas as empresas têm um pouco de risco. 2. Apenas os títulos do Governo tem alguma chance de serem Rf. 1. Às vezes não sabemos qual será a taxa de juros praticada pelo Governo daqui a um tempo; 2. Deve-se escolher um título que tenha prazo igual ao da análise.
  • 6. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Implicações práticas quando existe um título livre de default • A implicação é simples quando estamos num país onde o governo tem baixa probabilidade de calote: a Rf é o retorno de longo prazo dos títulos do Tesouro Nacional. • Se a análise for de curto prazo, utiliza-se o título de curto prazo. • Há implicações também sobre o prêmio pelo risco histórico (como é a maioria dos casos): vocês lembram como ele é estimado? 6
  • 7. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com FC e Rf: o princípio da consistência • O que isso quer dizer? Posso estimar o FC em R$ e usar a Rf com base nos Tresury Bonds dos EUA? • Por que, por exemplo, Damodaran avaliava (até antes da Crise de 2008) as empresas brasileiras em US$? • Com base no Princípio da Consistência, a avaliação de uma mesma empresa será a mesma em diferentes moedas: – Assumindo a paridade do poder de compra da moeda, as diferenças nas taxas de juros refletirão a inflação esperada. – Tanto o FC como as taxas de desconto são afetados pela inflação. – Se a diferença nas taxas de juros não refletir adequadamente as diferenças na inflação esperada, os valores não convergirão. 7
  • 8. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Rf Real vs Rf nominal • Em ambientes inflacionários, a valuation deve ser feita em termos reais (FC estimados com g real e taxa de desconto também real). • As taxas de desconto possuem um fator real e outro inflacionário. Quando há inflação (volátil, imprevista), mesmo a Rf não é livre de risco de fato (em termos reais). • Solução para estimar Rf’s reais: títulos indexados à inflação (exemplos?): aqui (sem internet) e aqui. 8 Relembrando como encontrar a taxa real
  • 9. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com E quando não existe uma Rf? • E se os governos dessem default? O primeiro default foi com Philip II da Espanha (outros exemplos). E se os governos não emitem títulos de longo prazo? • Damodaran (2002) dá três saídas: 1. Busque as maiores e mais seguras empresas do mercado. Como mesmo assim há o risco de default, dá-se o desconto desse risco para tornar o retorno “Rf” (Site 1, 2 e 3). (Damodaran subtrai 1%, que é o default spread de um AA nos EUA). 2. Utilização de taxas futuras. 3. Mesmo que haja risco de default do Governo, efetuar um desconto com base numa agência de rating (ver site 1 e supor que haja risco no Brasil, qual seria a Rf considerando uma NTN-B principal?). 9
  • 10. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Questões conceituais 1. O que diferencia as Rf’s entre os países? 2. No caso de a inflação não ser previsível (haver alta volatilidade), a Rf é de fato livre de risco? Justifique. Qual é a solução para isso? 3. O que deve ser feito quando existe risco de default em um país? 4. O que deve ser feito quando não há um título Rf no país e você precisa utilizar o retorno de um título privado como sendo uma proxy para a Rf? 10
  • 12. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Prêmio histórico • Calculado como vimos na aula de CAPM. • Essa abordagem é boa em países onde o mercado de capitais e de títulos de dívida é forte (série histórica longa, muita participação na economia e carteira de mercado bem diversificada). • Na prática (ver aqui), o prêmio pelo risco é divergente entre os praticantes e acadêmicos: – O período de tempo utilizado é diferente; e – A Rf é diferente. • Em mercados menos desenvolvidos o prêmio pelo risco geralmente é negativo. 12 Utilizam-se entre 10 e 50 anos (Damodaran, 2002). Eu uso 60 meses. Argumento para pouco tempo: a aversão ao risco do investidor médio muda com o tempo, então a informação é mais atual. Custo do pouco tempo: pode haver muito ruído no curto prazo.
  • 13. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Prêmio pelo risco histórico modificado • O prêmio pelo risco é problemático no Brasil e nos demais emergentes. Mas mesmo assim precisamos usá-lo. • A base para isso: prêmio de um mercado maduro + risco país. 13 Risco país Risco econômico Risco político Etc. Risco de transferência de recursos para outro país Risco soberano Risco cambial Trabalho: buscar a definição de risco país e cada um desses riscos. Enviar por email até o início da próxima aula, feito a mão. Colocar a fonte!
  • 14. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Prêmio pelo Risco País (PRP) • Qual é o fator de risco que teoricamente deve ser considerado na estimativa do custo do capital próprio (dica: lembre do CAPM)? Teoricamente deveríamos considerar o PRP? O RP é diversificável? • Damodaran (2002) diz que temos que olhar pelo investidor marginal que não tem diversificação global, o que faz com que o risco específico do país não seja diversificado. • Quando temos que incluir o PRP: 1. O investidor marginal não é globalmente diversificado; ou 2. Os mercados são positivamente correlacionados. 14 Como as barreiras para negociação internacional diminuíram, isso aumentou a correlação entre os mercados, resultando em um risco país não diversificável (DAMODARAN, 2002)
  • 15. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Mensurando o PRP • Se o risco país é realmente importante e leva prêmios por investir em países mais arriscados, como mensurar isso? • Damodaran (2002) sugere duas abordagens: 1. Spread pelo risco de default; e 2. Desvio padrão relativo. 15
  • 16. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Spread pelo risco de default • O risco de default pode ser obtido por meio de uma agência de rating: S&P, Moody’s, Fitch etc. • Verifique nas agências de rating (ou aqui) qual é o PRP do Brasil, verifique qual é o prêmio pelo risco do mercado dos EUA e suponha que uma empresa brasileira tem b = 1,3. Qual seria o custo do capital próprio dessa empresa? Assuma que a Rf nos EUA é de 5%. • Escolham outros 3 países e façam o mesmo. Por que será que há essa divergência no custo do capital? • Alguns analistas incluem o PRP no prêmio pelo risco do mercado dos EUA. Porém isso aumenta muito o custo do capital de empresas com b alto (DAMODARAN, 2002). 16
  • 17. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Spread pelo risco de default • Problemas com essa abordagem: 1. O foco é (sic) no risco de default, então outros riscos podem ser esquecidos. 2. Mede o risco associado com bonds e não com o mercado de capitais – o que pode acabar por reduzir o custo do capital próprio estimado. 17
  • 18. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Spread pelo risco de default • Cuidado para não contar o mesmo prêmio pelo risco duas vezes! • Aqui no Brasil nós podemos usar Títulos do Governo como Rf (com os devidos cuidados). • Por exemplo: – Podemos usar o Brazilian C-Bond, emitido em US$, como Rf e usar o prêmio pelo risco dos EUA, para avaliar uma empresa brasileira em US$. – Nesse caso não devemos incluir o PRP do Brasil, pois o C- Bond já contém esse prêmio. 18
  • 19. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Desvio padrão relativo • Há analistas que acreditam que o prêmio pelo risco do mercado reflete a diferença de risco entre os países. • Para isso, utiliza-se o desvio padrão dos preços das ações. • Padronizando o “risco” de um país em relação ao outro, obteremos uma medida de risco relativa: Desvio padrão relativo do País X = (Desvio Padrão de X)/(Desvio Padrão dos EUA) • Para encontrar o prêmio pelo risco de mercado de um país em relação aos EUA: PRMercado_(X) = PRMercado_(EUA) * DPR_(X) 19
  • 20. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Desvio padrão relativo • Qual é o PRMercado da Indonésia, considerando que o DP das ações é 35%, enquanto que nos EUA é de 20%? Considere que o PRMercado dos EUA é de 5,51% • Com base no resultado da questão acima e sabendo que o prêmio pelo risco dos EUA é de 5,51%, qual é o PRP da Indonésia? 20
  • 21. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Desvio padrão relativo • Problemas com essa abordagem: 1. Os mercados provavelmente tem estruturas diferentes que geram “volatilidades diferentes”; 2. Pode haver um mercado emergente com pouca volatilidade devido à falta de liquidez e não à falta de risco; e 3. Os DP devem ser mensurados na mesma moeda. 21
  • 22. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Estimando a exposição do ativo ao PRP 22 • Existem três abordagens para isso: 1. Assumindo que todas as empresas no país têm a mesma exposição ao risco país; 2. Assumindo que a exposição de uma empresa ao risco país é proporcional à sua exposição a todos os outros riscos do mercado (mensurado pelo b); e 3. Permitindo que cada empresa tenha uma exposição ao risco país que é diferente da sua exposição aos outros riscos do mercado.
  • 23. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Mesma exposição para todas as empresas • Supondo que o PRP do Brasil seja 9,69%, qual será o custo do capital próprio da Aracruz, considerando ainda que seu b em US$ é 0,72, o retorno de um Tresury Bond é 5% e o PRM é 5,51%? • Suponha que a Petrobras tenha um b em US$ de 1,02, qual seria seu custo do capital próprio? • Qual é o impacto do PRP do Brasil, do Tresury Bond e do PRM dos EUA no custo do capital próprio se houver um aumento de 10% em cada um deles? Refaça as contas tanto para a Aracruz quanto para a Petrobras, porém alterando individualmente cada input do modelo (ex.: refaça primeiro alterando o PRP do Brasil mantendo os demais inputs constantes). 23
  • 24. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Mesma exposição para todas as empresas • Limitação: assume-se que todas as empresas, não importa seu setor ou tamanho, são igualmente expostas ao risco país. • Conversão do custo do capital em US$ para R$: – Considerando que a inflação do Brasil seja de 10% e a dos EUA de 3%: (1+18,66%)*[(1+10%)/(1+3%)] - 1 = 26,72% – Converta agora o custo do capital da Petrobras. 24
  • 25. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Exposição proporcional ao b • O PRP é incluído no PRM, para ser multiplicado pelo b. • Qual seria o custo do capital da Aracruz e Petrobras nesse caso? Quem sofreria maior impacto e por quê? • Limitação: supõe que o b (medida de risco do mercado) também mensura o risco país. Nesse caso, empresas low beta seriam menos expostas ao risco país, enquanto que as high beta seriam mais expostas, mesmo que isso não reflita a realidade. 25
  • 26. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Exposição específica ao risco país • Para isso, Damodaran inclui um segundo fator ao modelo de estimativa do custo do capital próprio, chamado de l (desenvolvido em uma viagem ao Brasil). Custo do capital próprio = Rf + b*(PRMercado maduro) + l*(PRP) • l é a exposição da empresa ao risco país: (% mercado local da empresa)/(% mercado local média do país). 26
  • 27. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Exposição específica ao risco país • No caso da Aracruz, 20% da suas receitas são do mercado local. E a média das outras empresas é 80%. l Aracruz = 20%/80% = 0,25 • Qual será o custo do capital próprio da Aracruz por essa metodologia? • Supondo que exista uma empresa com o mesmo b da Aracruz, porém seu l é 0,10. Qual seria seu custo do capital? O que você pode inferir sobre isso? 27
  • 28. Felipe Pontes www.contabilidademq.blogspot.com Exposição específica ao risco país • Começaremos a análise de uma empresa, para fazer a valuation. • A primeira etapa do trabalho é buscar nas demonstrações financeiras de 2014 qual foi a porcentagem de receita que a sua empresa obteve fora do Brasil. • Esse trabalho, conforme consta no Plano de Ensino, será parte de uma das notas da disciplina. • O grupo será composto de ATÉ 2 pessoas. • Transcrevam à mão as partes que falam da receita no exterior, calcule a porcentagem e me envie por email até o início da próxima aula. • Deverá ser enviado também o link e a página onde a informação está, para que eu possa verificar. 28