SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 24
UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
CICLO DE VIDA E DESEMPENHO
DAS EMPRESAS
grggggggggggggggggggg
ggggggggg
Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão
Objetivo da aula: analisar as relações e as implicações dos estágios do ciclo
de vida na qualidade das demonstrações contábeis e no desempenho das
empresas.
Conteúdo: Teoria do ciclo de vida. Modelo de classificação do ciclo de vida.
Ciclo de vida e desempenho.
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
2
it
k
k
ktk
k
kitk
j
jitjit XCustosIncAD     1
,,2,,10
𝑃𝑡 =
𝜏=1
∞
𝑅𝑓−𝑡
𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏
youtube.com/contabilidademq
@felfelipepontes
@contabilidademq
Slideshare.net/felipepontes16
/pontesfelipe Se inscreva em nosso canal e
ative as notificações para não
perder nada!
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Recapitulando...
• Notícias da semana.
• Andamento dos artigos.
• Atualização do relatório de análise.
• Discussão da análise do gerenciamento de resultados de cada empresa
e a comparação com o setor.
3
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida
• Nascer, crescer, amadurecer e depois descontinuar as atividades. O ciclo
de vida das empresas é linear assim?
4
Não!
Depende
A empresa ter
ou não prazo
de duração
Competição
Barreiras de
saída
Entropia em
geral
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida
• Em geral, a literatura de ciclo de vida classifica as empresas em 5
estágios (MILLER; FRIESEN, 1984; DICKINSON, 2011):
– Nascimento;
– Crescimento;
– Maturidade;
– Turbulência/Renascimento; e
– Declínio.
5
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida (alterações circunstanciais)
Circunstância quanto à: Alterações à medida que há evolução nos ECVs:
Situação
1. A complexidade no processo de gerir a empresa aumenta ao longo dos ECVs;
2. As empresas se tornam maiores;
3. O capital se torna menos concentrado;
4. Há aumento da influência dos clientes na gestão;
5. Há diminuição da influência dos acionistas na gestão;
6. Há aumento da concorrência; e
7. A empresa se torna mais heterogênea, com mais produtos/serviços, em resposta
aos mercados saturados.
Estrutura
1. A complexidade demandará uma estrutura administrativa mais forte e sofisticada
(sistemas de informação, controle de desempenho, planejamento etc.);
2. Descentralização da autoridade para decisões estratégicas;
3. Maior participação da gestão;
4. Capacidade de superar a complexidade do ambiente; e
5. Na fase de declínio, a estrutura passa a ser muito primitiva.
Estilo da tomada de
decisão
1. O crescimento organizacional e a complexidade ambiental farão a atividade
administrativa ser cada vez mais difícil.
Estratégia
1. As tentativas de renovar as estratégias (inovação em produtos/serviços,
diversificação, integração vertical etc.) estão concentradas nas fases de
nascimento, crescimento e turbulência, enquanto que, na maturidade e no
declínio, o foco está voltado em melhorar a eficiência (reduzir preços, imitar
estratégias dos concorrentes, lobbying etc.).
6
Fonte: adaptado de Miller e Friesen (1984).
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida
• Quais são os exemplos de empresas que migraram de um estágio para
outro, recentemente (ou nem tão recentemente assim) e quais foram os
fundamentos por trás da mudança de estágio (para frente ou para trás)?
• Em qual estágio vocês acham que a sua empresa está? Por quê? 5
minutos para pensar e colocar no papel.
• As empresas que vocês estão analisando passaram por alteração no
estágio do ciclo de vida recentemente? Qual foi o indício? 3 minutos
para pensar e colocar no papel.
7
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida
• Grupo EBX: empresas nasceram, mas não conseguiram se desenvolver e
algumas até foram para recuperação judicial (turbulência/declínio).
• Magazine Luiza: empresa relativamente madura, passou por um
período turbulento e agora está em estágio de crescimento. A Via
Varejo aparentemente ainda está um pouco longe de sair da
turbulência.
• Natura: para lidar melhor com a concorrência, a Natura passou a abrir
lojas próprias, adquiriu a The Body Shop e já está com outras aquisições
na mira.
• Blockbuster: não suportou a competição online de serviços mais
tempestivos, como o da Netflix, e declinou
8
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida (Ambiente informacional)
9
Fonte: Girão (2016)
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida (Impacto da incerteza no Ke)
Painel A – Boxplot da variável COCpeg_prem
distribuída entre os ECV
Painel B – Distribuição ajustada da variável
COCpeg_prem entre os ECV
0
.2.4.6.8
1
COCpeg_prem
Nascimento Crescimento Maturidade Turbulência Declínio
0
.05
.1
.15
.2
.25
COCpeg_prem
Nascimento Crescimento Maturidade Turbulência Declínio
10
Fonte: Girão (2016)
Custo do capital entre os ECVs
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida (disponibilidade de info)
11
Empresas maduras  menos opacas informacionalmente Empresas jovens  mais opacas informacionalmente
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
12
Zero receita e
algum rejuízo
Há receita, mas há
também prejuízo
Valuation de
Damodaran sobre
a Tesla
Um dos livros recentes de Damodaran foca muito nessa questão: https://amzn.to/2RC3EjT
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
13
O mercado precifica forte e
rapidamente as oportunidades da
empresa:
a) principalmente as “techs” – muito
hype? vide o caso do Pokemon Go;
b) o lucro não precifica esse “hype” tão
rapidamente (e.g. P&D nos EUA e o P no
Brasil/IFRS).
Será esse o caso da RADL que
tem PE de 52x, mas os analistas
preveem o preço chegar a mais
de R$ 80,00?
(preço atual em torno de R$
60,00)
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida
• Aos interessados no tema, há duas postagens no blog sobre a reação do
mercado ao Pokemon Go, analisando os fundamentos do negócio:
– Quem é esse Pokémon?! Valor de mercado da Nintendo sobe 70%
http://contabilidademq.blogspot.com.br/2016/07/quem-e-esse-pokemon-valor-
de-mercado-da.html
– Pokémon Go: overreaction ou não? Eis a questão!
http://contabilidademq.blogspot.com.br/2016/07/pokemon-go-overreaction-ou-
nao-eis.html
14
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Teoria do Ciclo de Vida
• Em suma: analisar as demonstrações contábeis e fazer valuation sem
considerar o ciclo de vida da empresa pode ser bem perigoso, porque as
circunstâncias e as incertezas são muito diferentes nos diferentes estágios do
ciclo de vida organizacional.
• Existem muitas evidências ao redor do mundo, inclusive, de que a qualidade
da informação contábil muda ao longo dos estágios de ciclo de vida.
• No Brasil temos evidências de que a qualidade da informação contábil varia
em todas as medidas, exceto pelo gerenciamento de resultados que não é
estatisticamente diferente entre os estágios.
• Ver Lima, Carvalho, Paulo e Girão (2015):
https://rac.anpad.org.br/index.php/rac/article/view/1111/1107
15
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Modelo de Classificação dos Estágios do Ciclo
16
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Modelo de Classificação dos Estágios do Ciclo
17
Que sinal esperar para o fluxo de caixa operacional em cada estágio? Positivo
ou negativo? Argumente!
Que sinal esperar para o fluxo de caixa de investimento em cada estágio?
Positivo ou negativo? Argumente!
Que sinal esperar para o fluxo de caixa de financiamento em cada estágio?
Positivo ou negativo? Argumente!
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Modelo de Classificação dos Estágios do Ciclo
• Modelo de Dickinson (2011) (o melhor), mas existem diversos
outros que usam diversas outras variáveis. Vejam, por
exemplo, o artigo de Lima, Carvalho, Paulo e Girão (2015).
18
Fluxo de Caixa Nascimento Crescimento Maturidade Turbulência Declínio
Operacional - + + + - + - -
Investimento - - - + - + + +
Financiamento + + - + - - + -
Fonte: Dickinson (2011, p. 1974)
AGORA CONFIRMEM A SUPOSIÇÃO DE VOCÊS SOBRE O CICLO
DE VIDA DA SUA EMPRESA E DA CONCORRENTE, COM O
MODELO ACIMA.
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Ciclo de Vida e Desempenho da Empresa
19
AMPLIAR A IMAGEM NA LUPA.
Pelo modelo de Dickinson, a
evidência empírica converge com a
teoria, enquanto que no modelo de
Anthony e Ramesh e pela
classificação da idade a evidência
empírica é contrária à teoria.
Vejamos a tabela.
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Ciclo de Vida e Desempenho das Ações
20
AMPLIAR A IMAGEM NA LUPA.
Pelas evidências apresentadas, é possível
traçar estratégias de investimento com base
no ciclo de vida. Investir em empresas
maduras pode gerar retornos anormais
(1,6% com base nesses dados).
Mais surpreendente: investir em empresas
em declínio gerou retorno anormal de
13,5%!!
Qual é o problema? Viés de sobrevivência
mais uma vez. Só as empresas em declínio
que sobreviveram por 15 meses
participaram da amostra.
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Atividades para a semana
1. Classificar a sua empresa e as concorrentes com base no modelo de
ciclo de vida de Dickinson.
2. Analisar, ao longo do tempo, o ciclo de vida e o desempenho da
empresa pelas métricas de desempenho estudadas ao longo da
disciplina. Parece existir relação entre o ciclo de vida e o desempenho?
21
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Projeto de Marcelly
22
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
Para ter acesso a mais conteúdos, acesse:
– Blogs
www.ContabilidadeMQ.com.br
www.FinancasAplicadasBrasil.blogspot.com
– Instagram:
www.instagram.com/felfelipepontes
– Facebook:
www.facebook.com/ContabilidadeMQ
– Twitter:
www.twitter.com/felfelipepontes
– YouTube:
www.youtube.com/ContabilidadeMQ
23
Felipe Pontes
www.contabilidademq.com.br
24
it
k
k
ktk
k
kitk
j
jitjit XCustosIncAD     1
,,2,,10
𝑃𝑡 =
𝜏=1
∞
𝑅𝑓−𝑡
𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏
youtube.com/contabilidademq
@felfelipepontes
@contabilidademq
Slideshare.net/felipepontes16
/pontesfelipe Se inscreva em nosso canal e
ative as notificações para não
perder nada!

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

1 slides - planejamento e controle da produção (pcp)
1   slides - planejamento e controle da produção (pcp)1   slides - planejamento e controle da produção (pcp)
1 slides - planejamento e controle da produção (pcp)Caio Roberto de Souza Filho
 
Analise de Ponto de Equilibrio
Analise de Ponto de EquilibrioAnalise de Ponto de Equilibrio
Analise de Ponto de EquilibrioFilipe Mello
 
Franquias: Modelo de Negócios
Franquias: Modelo de NegóciosFranquias: Modelo de Negócios
Franquias: Modelo de NegóciosRenato Melo
 
Gestão da qualidade tqm e modelos de excelência
Gestão da qualidade tqm e modelos de excelênciaGestão da qualidade tqm e modelos de excelência
Gestão da qualidade tqm e modelos de excelênciaFelipe Guedes Pinheiro
 
3 slides - planejamento mestre da produção (mps)
3   slides - planejamento mestre da produção (mps)3   slides - planejamento mestre da produção (mps)
3 slides - planejamento mestre da produção (mps)Caio Roberto de Souza Filho
 
Gerenciamento de-projetos-exercicios-resolvidos-estudo-de-casos-e-simulacoes
Gerenciamento de-projetos-exercicios-resolvidos-estudo-de-casos-e-simulacoesGerenciamento de-projetos-exercicios-resolvidos-estudo-de-casos-e-simulacoes
Gerenciamento de-projetos-exercicios-resolvidos-estudo-de-casos-e-simulacoesJucioliver
 
Aula 5 planejamento tático
Aula 5   planejamento táticoAula 5   planejamento tático
Aula 5 planejamento táticoMurilo Amorim
 
Gestão de recursos humanos
Gestão de recursos humanosGestão de recursos humanos
Gestão de recursos humanosRafael Pozzobon
 
Manufatura enxuta (Lean Manufacturing)
Manufatura enxuta (Lean Manufacturing)Manufatura enxuta (Lean Manufacturing)
Manufatura enxuta (Lean Manufacturing)Daniel Lucas
 
Aula payback simples e descontado
Aula   payback simples e descontadoAula   payback simples e descontado
Aula payback simples e descontadoDaniel Moura
 

Mais procurados (20)

1 slides - planejamento e controle da produção (pcp)
1   slides - planejamento e controle da produção (pcp)1   slides - planejamento e controle da produção (pcp)
1 slides - planejamento e controle da produção (pcp)
 
Analise de Ponto de Equilibrio
Analise de Ponto de EquilibrioAnalise de Ponto de Equilibrio
Analise de Ponto de Equilibrio
 
Teoria do Desenvolvimento Organizacional
Teoria do Desenvolvimento OrganizacionalTeoria do Desenvolvimento Organizacional
Teoria do Desenvolvimento Organizacional
 
Contabilidade conceitos básicos
Contabilidade   conceitos básicosContabilidade   conceitos básicos
Contabilidade conceitos básicos
 
Franquias: Modelo de Negócios
Franquias: Modelo de NegóciosFranquias: Modelo de Negócios
Franquias: Modelo de Negócios
 
Gestão da qualidade tqm e modelos de excelência
Gestão da qualidade tqm e modelos de excelênciaGestão da qualidade tqm e modelos de excelência
Gestão da qualidade tqm e modelos de excelência
 
Gestão de qualidade (slides)
Gestão de qualidade (slides)Gestão de qualidade (slides)
Gestão de qualidade (slides)
 
Logística - Fundamentos
Logística - FundamentosLogística - Fundamentos
Logística - Fundamentos
 
Logistica empresarial
Logistica empresarialLogistica empresarial
Logistica empresarial
 
3 slides - planejamento mestre da produção (mps)
3   slides - planejamento mestre da produção (mps)3   slides - planejamento mestre da produção (mps)
3 slides - planejamento mestre da produção (mps)
 
Sistema de produção
Sistema de produçãoSistema de produção
Sistema de produção
 
Gerenciamento de-projetos-exercicios-resolvidos-estudo-de-casos-e-simulacoes
Gerenciamento de-projetos-exercicios-resolvidos-estudo-de-casos-e-simulacoesGerenciamento de-projetos-exercicios-resolvidos-estudo-de-casos-e-simulacoes
Gerenciamento de-projetos-exercicios-resolvidos-estudo-de-casos-e-simulacoes
 
Benchmarking
BenchmarkingBenchmarking
Benchmarking
 
Teoria das organizações
Teoria das organizaçõesTeoria das organizações
Teoria das organizações
 
Desenvolvimento de Produto
Desenvolvimento de ProdutoDesenvolvimento de Produto
Desenvolvimento de Produto
 
Aula 5 planejamento tático
Aula 5   planejamento táticoAula 5   planejamento tático
Aula 5 planejamento tático
 
Gestão de recursos humanos
Gestão de recursos humanosGestão de recursos humanos
Gestão de recursos humanos
 
07 2014 - gestão tributária
07 2014 - gestão tributária07 2014 - gestão tributária
07 2014 - gestão tributária
 
Manufatura enxuta (Lean Manufacturing)
Manufatura enxuta (Lean Manufacturing)Manufatura enxuta (Lean Manufacturing)
Manufatura enxuta (Lean Manufacturing)
 
Aula payback simples e descontado
Aula   payback simples e descontadoAula   payback simples e descontado
Aula payback simples e descontado
 

Semelhante a Ciclo de vida e desempenho das empresas

Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeisObjetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeisFelipe Pontes
 
Fraude e gerenciamento de resultados
Fraude e gerenciamento de resultadosFraude e gerenciamento de resultados
Fraude e gerenciamento de resultadosFelipe Pontes
 
Análise de crédito e previsão de insolvência
Análise de crédito e previsão de insolvênciaAnálise de crédito e previsão de insolvência
Análise de crédito e previsão de insolvênciaFelipe Pontes
 
Análise comparativa de empresas
Análise comparativa de empresasAnálise comparativa de empresas
Análise comparativa de empresasFelipe Pontes
 
Análise prévia da contabilidade
Análise prévia da contabilidadeAnálise prévia da contabilidade
Análise prévia da contabilidadeFelipe Pontes
 
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?Felipe Pontes
 
Modelagem financeira e demonstrações pro forma
Modelagem financeira e demonstrações pro formaModelagem financeira e demonstrações pro forma
Modelagem financeira e demonstrações pro formaFelipe Pontes
 
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2Felipe Pontes
 
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationMitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationFelipe Pontes
 
Análise do negócio da empresa
Análise do negócio da empresaAnálise do negócio da empresa
Análise do negócio da empresaFelipe Pontes
 
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationMitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationFelipe Pontes
 
Palestra sobre Planejamento Estratégico - Ryla 2012
Palestra sobre Planejamento Estratégico - Ryla 2012Palestra sobre Planejamento Estratégico - Ryla 2012
Palestra sobre Planejamento Estratégico - Ryla 2012vitoriotomaz
 
O estilo da auditoria afeta a qualidade da informação contábil no Brasil?
O estilo da auditoria afeta a qualidade da informação contábil no Brasil?O estilo da auditoria afeta a qualidade da informação contábil no Brasil?
O estilo da auditoria afeta a qualidade da informação contábil no Brasil?Felipe Pontes
 
Tópicos avançados em gestão de produtos
Tópicos avançados em gestão de produtosTópicos avançados em gestão de produtos
Tópicos avançados em gestão de produtosJoaquim Torres
 
Atps analise de investimento
Atps analise de investimentoAtps analise de investimento
Atps analise de investimentoJoelma Ribeiro
 
Estudo: A sustentabilidade no mundo corporativo
Estudo: A sustentabilidade no mundo corporativoEstudo: A sustentabilidade no mundo corporativo
Estudo: A sustentabilidade no mundo corporativoMiti Inteligência
 
Artigo acadetec-01 maio2013
Artigo acadetec-01 maio2013Artigo acadetec-01 maio2013
Artigo acadetec-01 maio2013Acadetec
 
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1Felipe Pontes
 

Semelhante a Ciclo de vida e desempenho das empresas (20)

Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeisObjetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
Objetivos centrais da análise das demonstrações contábeis
 
Fraude e gerenciamento de resultados
Fraude e gerenciamento de resultadosFraude e gerenciamento de resultados
Fraude e gerenciamento de resultados
 
Análise de crédito e previsão de insolvência
Análise de crédito e previsão de insolvênciaAnálise de crédito e previsão de insolvência
Análise de crédito e previsão de insolvência
 
Análise comparativa de empresas
Análise comparativa de empresasAnálise comparativa de empresas
Análise comparativa de empresas
 
Análise prévia da contabilidade
Análise prévia da contabilidadeAnálise prévia da contabilidade
Análise prévia da contabilidade
 
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
Quando a competição de empresas não maduras reduz seu custo do capital?
 
Modelagem financeira e demonstrações pro forma
Modelagem financeira e demonstrações pro formaModelagem financeira e demonstrações pro forma
Modelagem financeira e demonstrações pro forma
 
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
Análise crítica dos indicadores contábeis tradicionais parte 2
 
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationMitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
 
A aplicação da Gestão do Conhecimento pelo administrador é essencial
A aplicação da Gestão do Conhecimento pelo administrador é essencialA aplicação da Gestão do Conhecimento pelo administrador é essencial
A aplicação da Gestão do Conhecimento pelo administrador é essencial
 
Análise do negócio da empresa
Análise do negócio da empresaAnálise do negócio da empresa
Análise do negócio da empresa
 
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuationMitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
Mitos, (nem tão) verdades (assim) e aplicações de valuation
 
Palestra sobre Planejamento Estratégico - Ryla 2012
Palestra sobre Planejamento Estratégico - Ryla 2012Palestra sobre Planejamento Estratégico - Ryla 2012
Palestra sobre Planejamento Estratégico - Ryla 2012
 
O estilo da auditoria afeta a qualidade da informação contábil no Brasil?
O estilo da auditoria afeta a qualidade da informação contábil no Brasil?O estilo da auditoria afeta a qualidade da informação contábil no Brasil?
O estilo da auditoria afeta a qualidade da informação contábil no Brasil?
 
Tópicos avançados em gestão de produtos
Tópicos avançados em gestão de produtosTópicos avançados em gestão de produtos
Tópicos avançados em gestão de produtos
 
Atps analise de investimento
Atps analise de investimentoAtps analise de investimento
Atps analise de investimento
 
Estudo: A sustentabilidade no mundo corporativo
Estudo: A sustentabilidade no mundo corporativoEstudo: A sustentabilidade no mundo corporativo
Estudo: A sustentabilidade no mundo corporativo
 
Artigo acadetec-01 maio2013
Artigo acadetec-01 maio2013Artigo acadetec-01 maio2013
Artigo acadetec-01 maio2013
 
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
Análise por Indicadores Tradicionais - Parte 1
 
APO - Aula 01
APO - Aula 01APO - Aula 01
APO - Aula 01
 

Mais de Felipe Pontes

Apresentação do curso de valuation
Apresentação do curso de valuationApresentação do curso de valuation
Apresentação do curso de valuationFelipe Pontes
 
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsaMitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsaFelipe Pontes
 
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da ContabilidadeCaso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da ContabilidadeFelipe Pontes
 
Onde coletar informações para analisar as empresas
Onde coletar informações para analisar as empresasOnde coletar informações para analisar as empresas
Onde coletar informações para analisar as empresasFelipe Pontes
 
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das DemonstraçõesAnálise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das DemonstraçõesFelipe Pontes
 
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPBIntrodução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPBFelipe Pontes
 
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comunsPesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comunsFelipe Pontes
 
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPBPIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPBFelipe Pontes
 
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuationMitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuationFelipe Pontes
 
APV e Custo do Capital
APV e Custo do CapitalAPV e Custo do Capital
APV e Custo do CapitalFelipe Pontes
 
Política de Dividendos e Modelo de Desconto de Dividendos
Política de Dividendos e Modelo de Desconto de DividendosPolítica de Dividendos e Modelo de Desconto de Dividendos
Política de Dividendos e Modelo de Desconto de DividendosFelipe Pontes
 
Orçamento de Capital e VPL
Orçamento de Capital e VPLOrçamento de Capital e VPL
Orçamento de Capital e VPLFelipe Pontes
 
Taxa livre de risco e prêmio pelo risco
Taxa livre de risco e prêmio pelo riscoTaxa livre de risco e prêmio pelo risco
Taxa livre de risco e prêmio pelo riscoFelipe Pontes
 
Apresentação Finanças 2 - Valuation
Apresentação Finanças 2 - ValuationApresentação Finanças 2 - Valuation
Apresentação Finanças 2 - ValuationFelipe Pontes
 
Modelagem financeira e balanco pro forma
Modelagem financeira e balanco pro forma  Modelagem financeira e balanco pro forma
Modelagem financeira e balanco pro forma Felipe Pontes
 
Aplicando a técnica de Fermi para resolver problemas - Fermização
Aplicando a técnica de Fermi para resolver problemas - FermizaçãoAplicando a técnica de Fermi para resolver problemas - Fermização
Aplicando a técnica de Fermi para resolver problemas - FermizaçãoFelipe Pontes
 
Fundos de Investimento Smart Beta
Fundos de Investimento Smart BetaFundos de Investimento Smart Beta
Fundos de Investimento Smart BetaFelipe Pontes
 
Fundos de Investimento Imobiliário
Fundos de Investimento ImobiliárioFundos de Investimento Imobiliário
Fundos de Investimento ImobiliárioFelipe Pontes
 
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long OnlyFundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long OnlyFelipe Pontes
 

Mais de Felipe Pontes (20)

Apresentação do curso de valuation
Apresentação do curso de valuationApresentação do curso de valuation
Apresentação do curso de valuation
 
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsaMitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
Mitos sobre investimentos: além da "seguranca" da poupanca e do "risco" da bolsa
 
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da ContabilidadeCaso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
Caso Abdul - Revisão dos Princípios Básicos da Contabilidade
 
Onde coletar informações para analisar as empresas
Onde coletar informações para analisar as empresasOnde coletar informações para analisar as empresas
Onde coletar informações para analisar as empresas
 
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das DemonstraçõesAnálise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações
 
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPBIntrodução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
Introdução à Análise Avançada das Demonstrações Contábeis UFPB
 
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comunsPesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
Pesquisa em contabilidade dicas e falhas comuns
 
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPBPIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
PIBIC, Monitoria e Extensão no DFC/UFPB
 
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuationMitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
Mitos, (nem tao) verdades (assim) e aplicacoes de valuation
 
APV e Custo do Capital
APV e Custo do CapitalAPV e Custo do Capital
APV e Custo do Capital
 
Política de Dividendos e Modelo de Desconto de Dividendos
Política de Dividendos e Modelo de Desconto de DividendosPolítica de Dividendos e Modelo de Desconto de Dividendos
Política de Dividendos e Modelo de Desconto de Dividendos
 
Orçamento de Capital e VPL
Orçamento de Capital e VPLOrçamento de Capital e VPL
Orçamento de Capital e VPL
 
Taxa livre de risco e prêmio pelo risco
Taxa livre de risco e prêmio pelo riscoTaxa livre de risco e prêmio pelo risco
Taxa livre de risco e prêmio pelo risco
 
Apresentação Finanças 2 - Valuation
Apresentação Finanças 2 - ValuationApresentação Finanças 2 - Valuation
Apresentação Finanças 2 - Valuation
 
Modelagem financeira e balanco pro forma
Modelagem financeira e balanco pro forma  Modelagem financeira e balanco pro forma
Modelagem financeira e balanco pro forma
 
Aplicando a técnica de Fermi para resolver problemas - Fermização
Aplicando a técnica de Fermi para resolver problemas - FermizaçãoAplicando a técnica de Fermi para resolver problemas - Fermização
Aplicando a técnica de Fermi para resolver problemas - Fermização
 
Fundos de Investimento Smart Beta
Fundos de Investimento Smart BetaFundos de Investimento Smart Beta
Fundos de Investimento Smart Beta
 
Fundos de Investimento Imobiliário
Fundos de Investimento ImobiliárioFundos de Investimento Imobiliário
Fundos de Investimento Imobiliário
 
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long OnlyFundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
Fundos de Investimento Long Biased, Long & Short e Long Only
 
Fundos Multimercado
Fundos MultimercadoFundos Multimercado
Fundos Multimercado
 

Ciclo de vida e desempenho das empresas

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA CICLO DE VIDA E DESEMPENHO DAS EMPRESAS grggggggggggggggggggg ggggggggg Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão Objetivo da aula: analisar as relações e as implicações dos estágios do ciclo de vida na qualidade das demonstrações contábeis e no desempenho das empresas. Conteúdo: Teoria do ciclo de vida. Modelo de classificação do ciclo de vida. Ciclo de vida e desempenho.
  • 2. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br 2 it k k ktk k kitk j jitjit XCustosIncAD     1 ,,2,,10 𝑃𝑡 = 𝜏=1 ∞ 𝑅𝑓−𝑡 𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏 youtube.com/contabilidademq @felfelipepontes @contabilidademq Slideshare.net/felipepontes16 /pontesfelipe Se inscreva em nosso canal e ative as notificações para não perder nada!
  • 3. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Recapitulando... • Notícias da semana. • Andamento dos artigos. • Atualização do relatório de análise. • Discussão da análise do gerenciamento de resultados de cada empresa e a comparação com o setor. 3
  • 4. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida • Nascer, crescer, amadurecer e depois descontinuar as atividades. O ciclo de vida das empresas é linear assim? 4 Não! Depende A empresa ter ou não prazo de duração Competição Barreiras de saída Entropia em geral
  • 5. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida • Em geral, a literatura de ciclo de vida classifica as empresas em 5 estágios (MILLER; FRIESEN, 1984; DICKINSON, 2011): – Nascimento; – Crescimento; – Maturidade; – Turbulência/Renascimento; e – Declínio. 5
  • 6. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida (alterações circunstanciais) Circunstância quanto à: Alterações à medida que há evolução nos ECVs: Situação 1. A complexidade no processo de gerir a empresa aumenta ao longo dos ECVs; 2. As empresas se tornam maiores; 3. O capital se torna menos concentrado; 4. Há aumento da influência dos clientes na gestão; 5. Há diminuição da influência dos acionistas na gestão; 6. Há aumento da concorrência; e 7. A empresa se torna mais heterogênea, com mais produtos/serviços, em resposta aos mercados saturados. Estrutura 1. A complexidade demandará uma estrutura administrativa mais forte e sofisticada (sistemas de informação, controle de desempenho, planejamento etc.); 2. Descentralização da autoridade para decisões estratégicas; 3. Maior participação da gestão; 4. Capacidade de superar a complexidade do ambiente; e 5. Na fase de declínio, a estrutura passa a ser muito primitiva. Estilo da tomada de decisão 1. O crescimento organizacional e a complexidade ambiental farão a atividade administrativa ser cada vez mais difícil. Estratégia 1. As tentativas de renovar as estratégias (inovação em produtos/serviços, diversificação, integração vertical etc.) estão concentradas nas fases de nascimento, crescimento e turbulência, enquanto que, na maturidade e no declínio, o foco está voltado em melhorar a eficiência (reduzir preços, imitar estratégias dos concorrentes, lobbying etc.). 6 Fonte: adaptado de Miller e Friesen (1984).
  • 7. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida • Quais são os exemplos de empresas que migraram de um estágio para outro, recentemente (ou nem tão recentemente assim) e quais foram os fundamentos por trás da mudança de estágio (para frente ou para trás)? • Em qual estágio vocês acham que a sua empresa está? Por quê? 5 minutos para pensar e colocar no papel. • As empresas que vocês estão analisando passaram por alteração no estágio do ciclo de vida recentemente? Qual foi o indício? 3 minutos para pensar e colocar no papel. 7
  • 8. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida • Grupo EBX: empresas nasceram, mas não conseguiram se desenvolver e algumas até foram para recuperação judicial (turbulência/declínio). • Magazine Luiza: empresa relativamente madura, passou por um período turbulento e agora está em estágio de crescimento. A Via Varejo aparentemente ainda está um pouco longe de sair da turbulência. • Natura: para lidar melhor com a concorrência, a Natura passou a abrir lojas próprias, adquiriu a The Body Shop e já está com outras aquisições na mira. • Blockbuster: não suportou a competição online de serviços mais tempestivos, como o da Netflix, e declinou 8
  • 9. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida (Ambiente informacional) 9 Fonte: Girão (2016)
  • 10. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida (Impacto da incerteza no Ke) Painel A – Boxplot da variável COCpeg_prem distribuída entre os ECV Painel B – Distribuição ajustada da variável COCpeg_prem entre os ECV 0 .2.4.6.8 1 COCpeg_prem Nascimento Crescimento Maturidade Turbulência Declínio 0 .05 .1 .15 .2 .25 COCpeg_prem Nascimento Crescimento Maturidade Turbulência Declínio 10 Fonte: Girão (2016) Custo do capital entre os ECVs
  • 11. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida (disponibilidade de info) 11 Empresas maduras  menos opacas informacionalmente Empresas jovens  mais opacas informacionalmente
  • 12. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br 12 Zero receita e algum rejuízo Há receita, mas há também prejuízo Valuation de Damodaran sobre a Tesla Um dos livros recentes de Damodaran foca muito nessa questão: https://amzn.to/2RC3EjT
  • 13. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br 13 O mercado precifica forte e rapidamente as oportunidades da empresa: a) principalmente as “techs” – muito hype? vide o caso do Pokemon Go; b) o lucro não precifica esse “hype” tão rapidamente (e.g. P&D nos EUA e o P no Brasil/IFRS). Será esse o caso da RADL que tem PE de 52x, mas os analistas preveem o preço chegar a mais de R$ 80,00? (preço atual em torno de R$ 60,00)
  • 14. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida • Aos interessados no tema, há duas postagens no blog sobre a reação do mercado ao Pokemon Go, analisando os fundamentos do negócio: – Quem é esse Pokémon?! Valor de mercado da Nintendo sobe 70% http://contabilidademq.blogspot.com.br/2016/07/quem-e-esse-pokemon-valor- de-mercado-da.html – Pokémon Go: overreaction ou não? Eis a questão! http://contabilidademq.blogspot.com.br/2016/07/pokemon-go-overreaction-ou- nao-eis.html 14
  • 15. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Teoria do Ciclo de Vida • Em suma: analisar as demonstrações contábeis e fazer valuation sem considerar o ciclo de vida da empresa pode ser bem perigoso, porque as circunstâncias e as incertezas são muito diferentes nos diferentes estágios do ciclo de vida organizacional. • Existem muitas evidências ao redor do mundo, inclusive, de que a qualidade da informação contábil muda ao longo dos estágios de ciclo de vida. • No Brasil temos evidências de que a qualidade da informação contábil varia em todas as medidas, exceto pelo gerenciamento de resultados que não é estatisticamente diferente entre os estágios. • Ver Lima, Carvalho, Paulo e Girão (2015): https://rac.anpad.org.br/index.php/rac/article/view/1111/1107 15
  • 16. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Modelo de Classificação dos Estágios do Ciclo 16
  • 17. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Modelo de Classificação dos Estágios do Ciclo 17 Que sinal esperar para o fluxo de caixa operacional em cada estágio? Positivo ou negativo? Argumente! Que sinal esperar para o fluxo de caixa de investimento em cada estágio? Positivo ou negativo? Argumente! Que sinal esperar para o fluxo de caixa de financiamento em cada estágio? Positivo ou negativo? Argumente!
  • 18. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Modelo de Classificação dos Estágios do Ciclo • Modelo de Dickinson (2011) (o melhor), mas existem diversos outros que usam diversas outras variáveis. Vejam, por exemplo, o artigo de Lima, Carvalho, Paulo e Girão (2015). 18 Fluxo de Caixa Nascimento Crescimento Maturidade Turbulência Declínio Operacional - + + + - + - - Investimento - - - + - + + + Financiamento + + - + - - + - Fonte: Dickinson (2011, p. 1974) AGORA CONFIRMEM A SUPOSIÇÃO DE VOCÊS SOBRE O CICLO DE VIDA DA SUA EMPRESA E DA CONCORRENTE, COM O MODELO ACIMA.
  • 19. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Ciclo de Vida e Desempenho da Empresa 19 AMPLIAR A IMAGEM NA LUPA. Pelo modelo de Dickinson, a evidência empírica converge com a teoria, enquanto que no modelo de Anthony e Ramesh e pela classificação da idade a evidência empírica é contrária à teoria. Vejamos a tabela.
  • 20. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Ciclo de Vida e Desempenho das Ações 20 AMPLIAR A IMAGEM NA LUPA. Pelas evidências apresentadas, é possível traçar estratégias de investimento com base no ciclo de vida. Investir em empresas maduras pode gerar retornos anormais (1,6% com base nesses dados). Mais surpreendente: investir em empresas em declínio gerou retorno anormal de 13,5%!! Qual é o problema? Viés de sobrevivência mais uma vez. Só as empresas em declínio que sobreviveram por 15 meses participaram da amostra.
  • 21. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Atividades para a semana 1. Classificar a sua empresa e as concorrentes com base no modelo de ciclo de vida de Dickinson. 2. Analisar, ao longo do tempo, o ciclo de vida e o desempenho da empresa pelas métricas de desempenho estudadas ao longo da disciplina. Parece existir relação entre o ciclo de vida e o desempenho? 21
  • 23. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Para ter acesso a mais conteúdos, acesse: – Blogs www.ContabilidadeMQ.com.br www.FinancasAplicadasBrasil.blogspot.com – Instagram: www.instagram.com/felfelipepontes – Facebook: www.facebook.com/ContabilidadeMQ – Twitter: www.twitter.com/felfelipepontes – YouTube: www.youtube.com/ContabilidadeMQ 23
  • 24. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br 24 it k k ktk k kitk j jitjit XCustosIncAD     1 ,,2,,10 𝑃𝑡 = 𝜏=1 ∞ 𝑅𝑓−𝑡 𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏 youtube.com/contabilidademq @felfelipepontes @contabilidademq Slideshare.net/felipepontes16 /pontesfelipe Se inscreva em nosso canal e ative as notificações para não perder nada!