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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
ANÁLISE PRÉVIA DA
CONTABILIDADE
grggggggggggggggggggg
ggggggggg
Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão
Objetivo da aula: apresentar ferramentas que deem base para a análise
inicial das demonstrações contábeis
Conteúdo: Discricionariedade da gestão e formas de controlar esse efeito.
Análise prévia dos números contábeis. Slides baseados no livro de Palepu e
Healy.
Felipe Pontes
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jitjit XCustosIncAD     1
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Introdução
• As demonstrações contábeis servem como uma forma de nós, usuários
externos (investidores, analistas, gestores, credores etc), avaliarmos o
desempenho da empresa.
• Mas será que as informações reportadas nas demonstrações contábeis
são realmente úteis?
3
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Introdução
• Se você não é contador, recomendo que leia os textos de contabilidade
e estude os livros do link abaixo antes de acompanhar esse curso.
• Materiais básicos para investidores: contabilidade, matemática
financeira, renda fixa etc:
http://www.contabilidademq.com.br/2019/02/materiais-basicos-para-
investidores-contabilidade-fundos-matematica-financeira.html
4
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Discricionariedade da gestão da empresa
• Regime de Caixa x Regime de Competência
Caixa é um fato. Lucro é uma opinião (bem fundamentada)?
• O que pode ter motivado a escolha contábil abaixo?
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https://www.valor.com.br/arquivo/876975/multiplan-rejeita-valor-justo-para-shoppings
http://www.contabilidademq.com.br/2011/04/shoppings-rejeitam-valor-justo.html
Receio de afetar
positivamente o
resultado
(dividendos)? Receio afetar
negativamente o
resultado
(performance/rem.variá
vel/covenants)?
Conservadorismo por
outros motivos?
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Formas de controle da discricionariedade
1 Princípios e normas contábeis
• Ver artigo de Paulo, Carvalho e Girão (2014). Muitas regras facilitam o uso “ruim” da
discricionariedade, por exemplo, com os bright-lines.
2 Auditoria externa
• Porém quem audita os auditores?
• “A rocambolesca crise da Petrobras colocou na berlinda o trabalho das firmas de auditoria.
Elas podem ser responsabilizadas por balanços mentirosos?” (Exame, 2015)
• “After Enron: Auditor Conservatism and Ex‐Andersen Clients” (TAR, 2006)
• Após escândalos, os próximos auditores acabam sendo mais conservadores (pelo menos por
um tempo).
3 Ambiente legal
• “Law and Finance” (PE, 1998), “Financial reporting incentives for conservative accounting:
The influence of legal and political institutions” (JAE, 2006) e “IFRS and accounting quality”
(EAR, 2007). O ambiente legal afeta a qualidade dos números reportados.
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Limitações da contabilidade
• Enquanto temos fatores que controlam a discricionariedade dos gestores,
esses mesmos fatores limitam a relevância da informação contábil.
• Eu mesmo sempre fui indignado com o conservadorismo contábil e a
objetividade, mas sei que é importante para proteger os usuários
externos. Por isso: valor contábil ≠ valor de fato da empresa.
7
“The implications of research on accounting
conservatism for accounting standard setting”
(ABR, 2015)
“Conservatism, prudence and the IASB's
conceptual framework” (ABR, 2015)
“Conservatism in Accounting Part I:
Explanations and Implications” (AH, 2003)
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Fatores que influenciam a qualidade da informação
1 NORMAS/REGRAS
• Algumas são tão rígidas que acabam fazendo com o que o número reportado não tenha sentido (e.g.
alguns gastos com pesquisa poderiam ser ativados e alguns ativos poderiam ser reavaliados)
• Ver Paulo, Carvalho e Girão (2014)
2 ERROS DE PREVISÃO/ESTIMAÇÃO
• Discutiremos sobre isso na aula da semana que vem, com o artigo de Dechow e Dichev (2002)
• “Accruals Discricionários: o Erro de Estimação Induzido pelo Conservantismo” (2006)
• “Property-liability insurer reserve error: motive, manipulation, or mistake” (TJRI, 2012)
• “O Papel de variáveis econômicas e atributos da carteira na estimação das provisões discricionárias
para perdas em operações de crédito nos bancos brasileiros” (BBR, 2013)
3 ESCOLHAS CONTÁBEIS DA GESTÃO
• Escolhas para atingir objetivos: covenants, remuneração variável, tributos, questões regulatórias (eg
Basiléia), bater expectativas do Mercado etc. Há uma vasta literatura empírica sobre isso.
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Overview da prévia à análise
1. Identifique as principais políticas contábeis
2. Avalie a flexibilidade da aplicação das normas/políticas (e.g. custo ou
valor justo nos shoppings), pois elas afetam a informatividade:
– “P&D é um fator chave para o sucesso das empresas de biotecnologia, mas eles
não podem escolher muita coisa sobre a contabilização desses gastos (...)
Enquanto que gestão do risco de crédito é um fator chave para o sucesso dos
bancos, porém eles têm mais liberdade para estimar as provisões” (PALEPU &
HEALY, 2007, p90).
3. Avalie a estratégia contábil:
9
• A política contábil da empresa é semelhante à das
concorrentes?
• A empresa tem fortes incentivos para usar a
política contábil ao seu favor? (dividendos,
covenants, tributos, metas, sinais etc)
• As estimativas foram realistas no passado? As
estimativas aconteceram de fato?
• Entre outras diversas perguntas.
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Overview da prévia à análise
4. Avalie a qualidade do disclosure
– Qualidade do site de relações com
investidores;
– Se os funcionários de relações com
investidores respondem
adequadamente as perguntas
(exemplo do meu caso com Gol e
Smiles);
– Se o relatório da administração é
suficientemente informativo sobre a
performance atual e não tenta nos
enrolar;
– Se as notas explicativas são
realmente explicativas e não apenas
cópias da norma contábil;
– Se a norma contábil restringe o
reporte adequado da informação, a
empresa divulga informações non-
GAAP de qualidade;
– Se há informações por segmento de
atuação da empresa;
– Desmembramento da receita e dos
custos;
– Informação tempestiva de notícias
ruins e boas; etc.
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Overview da prévia à análise
5. Identifique potenciais “red flags” e
investigue-os
– Eventos extraordinários (não recorrentes);
– Alteração na política contábil,
principalmente quando o desempenho é
ruim;
– Transações estranhas que aumentam o
lucro;
– Aumento de contas a receber em
descompasso com o aumento das vendas;
– Redução de margens para aumentar
vendas e ganhar share (isso pode ser
insustentável), principalmente quando não
há crise na economia;
– Aumento anormal dos estoques
(principalmente de matéria prima) em
relação às vendas;
– Aumento do gap entre lucro e fluxo de
caixa operacional (principalmente se não
houve alteração da política contábil);
– Redução anormal na alíquota efetiva do
imposto de renda;
– Impairment grande e inesperado;
– Gestão da empresa nervosa e agressiva
no conference call;
– Etc.
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Overview da prévia à análise
6. Faça os ajustes necessários com as informações que você tem acesso:
– Use a Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método indireto como uma fonte
de informações úteis (e.g. para capitalizar gastos de P&D que foram alocados
totalmente nas despesas);
– Use as informações das notas explicativas (e.g. para a escolha entre custo ou
valor justo nos shoppings ou para ajustar as premissas utilizadas para a
estimação do valor justo, ou para fazer ajustes quando a empresa altera as suas
políticas contábeis)
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Problemas após a overview inicial
1. Na perspectiva do analista, o conservadorismo contábil pode ser tão
ruim quanto a agressividade das políticas contábeis;
2. Políticas contábeis “não usuais” nem sempre políticas contábeis
“questionáveis”. Pode ser apenas uma tentativa mais adequada de
representação do negócio da empresa;
3. Nem todas as alterações na política contábil são relacionadas com
tentativas de gerenciar o resultado. As alterações podem fazer parte
de alterações na estratégia da empresa. Por isso é importante
entender bem o modelo de negócio antes de analisar a empresa.
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Exemplo da BR MALLS (4T17)
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Exemplo da BR MALLS (4T17)
15
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Exemplo da BR MALLS (4T17)
• De cara, eu já desconfio de modelos que usam taxas de crescimento
altas na perpetuidade. Considerar 1,5% real me parece bem alto,
porque a perpetuidade é o maior “chute” dos modelos de valuation,
logo, devemos ser bem conservadores.
• Além disso, faltam informações sobre a taxa de desconto, por exemplo.
16
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Exemplo da BR MALLS (4T17)
• Se você acha que o custo histórico é o método de avaliação mais
adequado para esses ativos, deve fazer um ajuste nos lucros e no
balanço.
• Se você acha que o valor justo é o mais adequado, deve avaliar se as
premissas usadas pela empresa são também adequadas. Caso não seja,
é preciso efetuar os ajustes e isso afetará também o lucro e o balanço.
• Veja o efeito da redução da taxa de crescimento na perpetuidade, como
o modelo fica sensível!
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Discussion Questions para entregar na próxima aula
1. Um estudante de finanças diz que “não entende porque alguém usa os
lucros contábeis, se nós temos o fluxo de caixa operacional disponível e
‘limpo’”. Você concorda com essa afirmação? Por que sim ou não?
2. “As normas contábeis que eu mais gosto são aquelas que eliminam
toda a discricionariedade da gestão da empresa, assim eu tenho
números contábeis uniformes para todas as empresas e não tenho que
me preocupar quando for fazer a análise”. Você concorda com essa
afirmação? Por que sim ou não?
3. “Eu me recuso a comprar ações de empresas que alteram
voluntariamente a sua política contábil, porque isso é certamente uma
forma de esconder notícias ruins”. Você concorda com essa afirmação?
Por que sim ou não? Pense em pelo menos um exemplo real disso.
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Exercício prático
• Faça para a empresa que você está analisando:
1. Quais são as principais políticas contábeis adotadas. Você identificou
algo “estranho” nelas? Explique porque concorda ou discorda.
2. Analise a flexibilidade na aplicação de algumas normas importantes
para a sua empresa.
3. Avalie a estratégia contábil adotada.
4. O disclosure é bom?
5. Quais são os potenciais red flags? Avalie-os.
6. Após essa análise inicial, há algum ajuste que você deveria fazer antes
de analisar a empresa mais profundamente? Quais e como?
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Utilidade da informação contábil
• No final capítulo, os autores trazem uma boa revisão da literatura
empírica sobre a utilidade da informação contábil para os investidores.
• Recomendo que leiam.
• Nas disciplinas de Teoria da Contabilidade no mestrado e no doutorado
vocês deverão se aprofundar nesse assunto e em value relevance.
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Referência básica
• PALEPU, Krishna G.; HEALY, Paul M. Business analysis and valuation.
Cengage Learning EMEA, 2007.
• PAULO, Edilson; DE CARVALHO, Luiz Nelson Guedes; GIRÃO, Luiz Felipe
de Araújo Pontes. Algumas questões sobre a normatização contábil
baseada em princípios, regras e objetivos. Revista Evidenciação
Contábil & Finanças, v. 2, n. 2, p. 24-39, 2014.
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Para ter acesso a mais conteúdos, acesse:
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www.ContabilidadeMQ.com.br
www.FinancasAplicadasBrasil.blogspot.com
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Análise prévia da contabilidade

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ANÁLISE PRÉVIA DA CONTABILIDADE grggggggggggggggggggg ggggggggg Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão Objetivo da aula: apresentar ferramentas que deem base para a análise inicial das demonstrações contábeis Conteúdo: Discricionariedade da gestão e formas de controlar esse efeito. Análise prévia dos números contábeis. Slides baseados no livro de Palepu e Healy.
  • 2. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br 2 it k k ktk k kitk j jitjit XCustosIncAD     1 ,,2,,10 𝑃𝑡 = 𝜏=1 ∞ 𝑅𝑓−𝑡 𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏 youtube.com/contabilidademq @felfelipepontes @contabilidademq Slideshare.net/felipepontes16 /pontesfelipe Se inscreva em nosso canal e ative as notificações para não perder nada!
  • 3. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Introdução • As demonstrações contábeis servem como uma forma de nós, usuários externos (investidores, analistas, gestores, credores etc), avaliarmos o desempenho da empresa. • Mas será que as informações reportadas nas demonstrações contábeis são realmente úteis? 3
  • 4. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Introdução • Se você não é contador, recomendo que leia os textos de contabilidade e estude os livros do link abaixo antes de acompanhar esse curso. • Materiais básicos para investidores: contabilidade, matemática financeira, renda fixa etc: http://www.contabilidademq.com.br/2019/02/materiais-basicos-para- investidores-contabilidade-fundos-matematica-financeira.html 4
  • 5. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Discricionariedade da gestão da empresa • Regime de Caixa x Regime de Competência Caixa é um fato. Lucro é uma opinião (bem fundamentada)? • O que pode ter motivado a escolha contábil abaixo? 5 https://www.valor.com.br/arquivo/876975/multiplan-rejeita-valor-justo-para-shoppings http://www.contabilidademq.com.br/2011/04/shoppings-rejeitam-valor-justo.html Receio de afetar positivamente o resultado (dividendos)? Receio afetar negativamente o resultado (performance/rem.variá vel/covenants)? Conservadorismo por outros motivos?
  • 6. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Formas de controle da discricionariedade 1 Princípios e normas contábeis • Ver artigo de Paulo, Carvalho e Girão (2014). Muitas regras facilitam o uso “ruim” da discricionariedade, por exemplo, com os bright-lines. 2 Auditoria externa • Porém quem audita os auditores? • “A rocambolesca crise da Petrobras colocou na berlinda o trabalho das firmas de auditoria. Elas podem ser responsabilizadas por balanços mentirosos?” (Exame, 2015) • “After Enron: Auditor Conservatism and Ex‐Andersen Clients” (TAR, 2006) • Após escândalos, os próximos auditores acabam sendo mais conservadores (pelo menos por um tempo). 3 Ambiente legal • “Law and Finance” (PE, 1998), “Financial reporting incentives for conservative accounting: The influence of legal and political institutions” (JAE, 2006) e “IFRS and accounting quality” (EAR, 2007). O ambiente legal afeta a qualidade dos números reportados. 6
  • 7. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Limitações da contabilidade • Enquanto temos fatores que controlam a discricionariedade dos gestores, esses mesmos fatores limitam a relevância da informação contábil. • Eu mesmo sempre fui indignado com o conservadorismo contábil e a objetividade, mas sei que é importante para proteger os usuários externos. Por isso: valor contábil ≠ valor de fato da empresa. 7 “The implications of research on accounting conservatism for accounting standard setting” (ABR, 2015) “Conservatism, prudence and the IASB's conceptual framework” (ABR, 2015) “Conservatism in Accounting Part I: Explanations and Implications” (AH, 2003)
  • 8. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Fatores que influenciam a qualidade da informação 1 NORMAS/REGRAS • Algumas são tão rígidas que acabam fazendo com o que o número reportado não tenha sentido (e.g. alguns gastos com pesquisa poderiam ser ativados e alguns ativos poderiam ser reavaliados) • Ver Paulo, Carvalho e Girão (2014) 2 ERROS DE PREVISÃO/ESTIMAÇÃO • Discutiremos sobre isso na aula da semana que vem, com o artigo de Dechow e Dichev (2002) • “Accruals Discricionários: o Erro de Estimação Induzido pelo Conservantismo” (2006) • “Property-liability insurer reserve error: motive, manipulation, or mistake” (TJRI, 2012) • “O Papel de variáveis econômicas e atributos da carteira na estimação das provisões discricionárias para perdas em operações de crédito nos bancos brasileiros” (BBR, 2013) 3 ESCOLHAS CONTÁBEIS DA GESTÃO • Escolhas para atingir objetivos: covenants, remuneração variável, tributos, questões regulatórias (eg Basiléia), bater expectativas do Mercado etc. Há uma vasta literatura empírica sobre isso. 8
  • 9. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Overview da prévia à análise 1. Identifique as principais políticas contábeis 2. Avalie a flexibilidade da aplicação das normas/políticas (e.g. custo ou valor justo nos shoppings), pois elas afetam a informatividade: – “P&D é um fator chave para o sucesso das empresas de biotecnologia, mas eles não podem escolher muita coisa sobre a contabilização desses gastos (...) Enquanto que gestão do risco de crédito é um fator chave para o sucesso dos bancos, porém eles têm mais liberdade para estimar as provisões” (PALEPU & HEALY, 2007, p90). 3. Avalie a estratégia contábil: 9 • A política contábil da empresa é semelhante à das concorrentes? • A empresa tem fortes incentivos para usar a política contábil ao seu favor? (dividendos, covenants, tributos, metas, sinais etc) • As estimativas foram realistas no passado? As estimativas aconteceram de fato? • Entre outras diversas perguntas.
  • 10. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Overview da prévia à análise 4. Avalie a qualidade do disclosure – Qualidade do site de relações com investidores; – Se os funcionários de relações com investidores respondem adequadamente as perguntas (exemplo do meu caso com Gol e Smiles); – Se o relatório da administração é suficientemente informativo sobre a performance atual e não tenta nos enrolar; – Se as notas explicativas são realmente explicativas e não apenas cópias da norma contábil; – Se a norma contábil restringe o reporte adequado da informação, a empresa divulga informações non- GAAP de qualidade; – Se há informações por segmento de atuação da empresa; – Desmembramento da receita e dos custos; – Informação tempestiva de notícias ruins e boas; etc. 10
  • 11. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Overview da prévia à análise 5. Identifique potenciais “red flags” e investigue-os – Eventos extraordinários (não recorrentes); – Alteração na política contábil, principalmente quando o desempenho é ruim; – Transações estranhas que aumentam o lucro; – Aumento de contas a receber em descompasso com o aumento das vendas; – Redução de margens para aumentar vendas e ganhar share (isso pode ser insustentável), principalmente quando não há crise na economia; – Aumento anormal dos estoques (principalmente de matéria prima) em relação às vendas; – Aumento do gap entre lucro e fluxo de caixa operacional (principalmente se não houve alteração da política contábil); – Redução anormal na alíquota efetiva do imposto de renda; – Impairment grande e inesperado; – Gestão da empresa nervosa e agressiva no conference call; – Etc. 11
  • 12. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Overview da prévia à análise 6. Faça os ajustes necessários com as informações que você tem acesso: – Use a Demonstração dos Fluxos de Caixa pelo método indireto como uma fonte de informações úteis (e.g. para capitalizar gastos de P&D que foram alocados totalmente nas despesas); – Use as informações das notas explicativas (e.g. para a escolha entre custo ou valor justo nos shoppings ou para ajustar as premissas utilizadas para a estimação do valor justo, ou para fazer ajustes quando a empresa altera as suas políticas contábeis) 12
  • 13. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Problemas após a overview inicial 1. Na perspectiva do analista, o conservadorismo contábil pode ser tão ruim quanto a agressividade das políticas contábeis; 2. Políticas contábeis “não usuais” nem sempre políticas contábeis “questionáveis”. Pode ser apenas uma tentativa mais adequada de representação do negócio da empresa; 3. Nem todas as alterações na política contábil são relacionadas com tentativas de gerenciar o resultado. As alterações podem fazer parte de alterações na estratégia da empresa. Por isso é importante entender bem o modelo de negócio antes de analisar a empresa. 13
  • 16. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Exemplo da BR MALLS (4T17) • De cara, eu já desconfio de modelos que usam taxas de crescimento altas na perpetuidade. Considerar 1,5% real me parece bem alto, porque a perpetuidade é o maior “chute” dos modelos de valuation, logo, devemos ser bem conservadores. • Além disso, faltam informações sobre a taxa de desconto, por exemplo. 16
  • 17. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Exemplo da BR MALLS (4T17) • Se você acha que o custo histórico é o método de avaliação mais adequado para esses ativos, deve fazer um ajuste nos lucros e no balanço. • Se você acha que o valor justo é o mais adequado, deve avaliar se as premissas usadas pela empresa são também adequadas. Caso não seja, é preciso efetuar os ajustes e isso afetará também o lucro e o balanço. • Veja o efeito da redução da taxa de crescimento na perpetuidade, como o modelo fica sensível! 17
  • 18. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Discussion Questions para entregar na próxima aula 1. Um estudante de finanças diz que “não entende porque alguém usa os lucros contábeis, se nós temos o fluxo de caixa operacional disponível e ‘limpo’”. Você concorda com essa afirmação? Por que sim ou não? 2. “As normas contábeis que eu mais gosto são aquelas que eliminam toda a discricionariedade da gestão da empresa, assim eu tenho números contábeis uniformes para todas as empresas e não tenho que me preocupar quando for fazer a análise”. Você concorda com essa afirmação? Por que sim ou não? 3. “Eu me recuso a comprar ações de empresas que alteram voluntariamente a sua política contábil, porque isso é certamente uma forma de esconder notícias ruins”. Você concorda com essa afirmação? Por que sim ou não? Pense em pelo menos um exemplo real disso. 18
  • 19. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Exercício prático • Faça para a empresa que você está analisando: 1. Quais são as principais políticas contábeis adotadas. Você identificou algo “estranho” nelas? Explique porque concorda ou discorda. 2. Analise a flexibilidade na aplicação de algumas normas importantes para a sua empresa. 3. Avalie a estratégia contábil adotada. 4. O disclosure é bom? 5. Quais são os potenciais red flags? Avalie-os. 6. Após essa análise inicial, há algum ajuste que você deveria fazer antes de analisar a empresa mais profundamente? Quais e como? 19
  • 20. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Utilidade da informação contábil • No final capítulo, os autores trazem uma boa revisão da literatura empírica sobre a utilidade da informação contábil para os investidores. • Recomendo que leiam. • Nas disciplinas de Teoria da Contabilidade no mestrado e no doutorado vocês deverão se aprofundar nesse assunto e em value relevance. 20
  • 21. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Referência básica • PALEPU, Krishna G.; HEALY, Paul M. Business analysis and valuation. Cengage Learning EMEA, 2007. • PAULO, Edilson; DE CARVALHO, Luiz Nelson Guedes; GIRÃO, Luiz Felipe de Araújo Pontes. Algumas questões sobre a normatização contábil baseada em princípios, regras e objetivos. Revista Evidenciação Contábil & Finanças, v. 2, n. 2, p. 24-39, 2014. 21
  • 22. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Para ter acesso a mais conteúdos, acesse: – Blogs www.ContabilidadeMQ.com.br www.FinancasAplicadasBrasil.blogspot.com – Instagram: www.instagram.com/felfelipepontes – Facebook: www.facebook.com/ContabilidadeMQ – Twitter: www.twitter.com/felfelipepontes – YouTube: www.youtube.com/ContabilidadeMQ 22
  • 23. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br 23 it k k ktk k kitk j jitjit XCustosIncAD     1 ,,2,,10 𝑃𝑡 = 𝜏=1 ∞ 𝑅𝑓−𝑡 𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏 youtube.com/contabilidademq @felfelipepontes @contabilidademq Slideshare.net/felipepontes16 /pontesfelipe Se inscreva em nosso canal e ative as notificações para não perder nada!