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UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA
ANÁLISE DA AUDITORIA
grggggggggggggggggggg
ggggggggg
Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão
Objetivo da aula: analisar previa e adequadamente o relatório de auditoria
de modo a encontrar possíveis problemas que possam interferir na análise da
empresa.
Conteúdo: opinião. Base para opinião. Ênfase. Responsabilidade. Outros
assuntos e principais assuntos de auditoria.
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2
it
k
k
ktk
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j
jitjit XCustosIncAD     1
,,2,,10
𝑃𝑡 =
𝜏=1
∞
𝑅𝑓−𝑡
𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• Recentemente (2016), o relatório do auditor mudou o formato.
• Os casos que trago aqui são mais antigos, então estão no formato
anterior.
• Vejamos, antes de entrar nos casos antigos, o formato novo na
Grendene.
• Atenção especial aos principais assuntos de auditoria.
3
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• A não ser que você conheça muito bem o contador e a gestão da
empresa (além de confiar neles), é muito importante ficar atento ao
relatório da auditoria – é a primeira coisa que você deve olhar antes de
analisar as demonstrações contábeis .
• Atividade 1: junto com seu grupo, identifique os objetivos de cada
parágrafo do relatório de auditoria que está na pasta “atividade de
auditoria 1”.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE ABRANGÊNCIA - Importância
• “Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas
da Natura Cosméticos S.A. (“Sociedade”), identificadas como
Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o
balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas
demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do
patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela
data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais
notas explicativas.”
• DFs da NATURA em 31/12/2013.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE ABRANGÊNCIA
• Exemplo de Martins, Diniz e Miranda (2012, p.32): (...) muitos anos
atrás, a Indústrias Votorantim apresentava demonstrações consolidadas
junto com as individuais, mas o auditor mencionava expressamente o
exame apenas das individuais, o que significava que ele não opinava
sobre as consolidadas.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE RESPONSABILIDADE DA ADM.
• A Administração da Sociedade é responsável pela elaboração e
adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de
acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das
demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas
internacionais de relatório financeiro (IFRS), (...), e de acordo com as
práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles
internos que a Administração determinou como necessários para
permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de
distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro.
• DFs da NATURA em 31/12/2013.
7
A opinião é do auditor, mas a
responsabilidade por fazer e
apresentar é da Adm
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• DA RESPONSABILIDADE DO AUDITOR – são três parágrafos,
basicamente
• Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas
demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de
acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas
normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e
que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter
segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de
distorção relevante.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• DA RESPONSABILIDADE DO AUDITOR – são três parágrafos, basicamente
• Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para
obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados
nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem
do julgamento do auditor (princípiosxregrasxobjetivos), incluindo a avaliação
dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras,
independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos,
o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e
adequada apresentação das demonstrações financeiras da Sociedade para
planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas
circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia
desses controles internos da Sociedade. Uma auditoria inclui, também, a
avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade
das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação
da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto.
9
Sobre controles internos, a auditoria da Petro não
encontrou nada num “passado recente”...
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• DA RESPONSABILIDADE DO AUDITOR – são três parágrafos,
basicamente
• Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e
apropriada para fundamentar nossa opinião (NATURA, 2013).
• Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e
apropriada para fundamentar nossa opinião modificada (Ressalva nesse
caso) (LAEP, 2013).
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• DA RESPONSABILIDADE DO AUDITOR – são três parágrafos,
basicamente
• Às vezes os 3 parágrafos são resumidos em apenas um:
• Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre as
demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de
acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Em
decorrência dos assuntos descritos nos parágrafos incluídos na seção
“Base para abstenção de opinião”, não nos foi possível obter evidência
de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião
de auditoria e desta forma, este relatório é emitido com abstenção de
opinião (OGPAR, 2013)
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE OPINIÃO – também serão três parágrafos básicos (o
terceiro pode ser dispensado em alguns casos)
• No caso das Cias. abertas, haverá uma opinião sobre as DFs individuais
(“normas brasileiras”), uma para a consolidada (IFRS) e o terceiro explica
o porquê da diferença.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE OPINIÃO – também serão três
parágrafos básicos (o terceiro pode ser dispensado
em alguns casos)
• Opinião sobre as demonstrações financeiras
individuais:
• Em nossa opinião, as demonstrações financeiras
individuais, acima referidas, apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a
posição patrimonial e financeira da Natura
Cosméticos S.A. em 31 de dezembro de 2013, o
desempenho de suas operações e os seus fluxos de
caixa para o exercício findo naquela data, de acordo
com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE OPINIÃO – também serão três
parágrafos básicos (o terceiro pode ser dispensado em
alguns casos)
• Opinião sobre as demonstrações financeiras
consolidadas:
• Em nossa opinião, as demonstrações financeiras
consolidadas, acima referidas, apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a
posição patrimonial e financeira consolidada da Natura
Cosméticos S.A., em 31 de dezembro de 2013, o
desempenho consolidado de suas operações e os seus
fluxos de caixa consolidados para o exercício findo
naquela data, de acordo com as normas internacionais
de relatório financeiro (IFRS) (...) e as práticas contábeis
adotadas no Brasil.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE OPINIÃO – também serão três parágrafos
básicos (o terceiro pode ser dispensado em alguns casos)
• Ênfase:
• Avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e
controladas em conjunto pelo método de equivalência
patrimonial:
• Conforme descrito na nota explicativa 2.1, as demonstrações
financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as
práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Natura
Cosméticos S.A., essas práticas diferem do IFRS, aplicável às
demonstrações financeiras separadas, somente no que se
refere à avaliação dos investimentos em controladas,
coligadas e controladas em conjunto pelo método de
equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria
custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em
função desse assunto.
15
Art.248
da 6.404
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• OPINIÃO MODIFICADA: ressalva, opinião adversa e abstenção de
opinião
• 3 minutos para responder.
• O que diferencia uma da outra?
• Quando será emitida uma opinião modificada?
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• OPINIÃO MODIFICADA: ressalva, opinião adversa e abstenção de opinião
• Exemplo da LAEP em 2013:
• Base para opinião com ressalva
• Diversos fatores geram incertezas relevantes quanto à capacidade de
continuidade operacional da Companhia:
• A) Conforme descrito na Nota Explicativa nº 1, a Companhia tem sofrido
contínuos prejuízos operacionais e apresentado deficiência de capital de giro
e excesso de passivo circulante sobre ativo circulante em R$ 152.932 mil
(consolidado). Em decorrência dessa deficiência de capital de giro, a
Companhia e suas controladas incorreram em relevantes atrasos com
fornecedores e apresentam obrigações tributárias e encargos sociais vencidas
em períodos superiores à três meses.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• B) Conforme descrito nas notas explicativas nº 9 e nº 11, a recuperação
do valor do investimento em cotas do Fundo de Investimento, que detém
participação indireta na LBR Lacteos do Brasil (em 2011, investida
indireta), depende do sucesso do plano de recuperação judicial da
empresa investida, ainda não homologado. A controlada Parmalat
Brasil S.A. Indústria de Alimentos se encontra em processo de
recuperação judicial.
• C) Conforme descrito na nota explicativa nº 32, item c, a Companhia
sofre processo de execução judicial em seu país sede que poderá, até,
resultar em sua liquidação.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• D) Conforme descrito na nota explicativa nº 32, item a, a Companhia
deu início ao processo de descontinuidade de seu Programa de Brazilian
Depositary Receipts - BDRs. Embora o processo encontre-se suspenso,
aguardando manifestação da CVM quanto a sua conformidade, a
Companhia necessita desenvolver novas fontes de captação de recursos
para fazer frente à suas deficiências de capital de giro.
• E) Conforme descrito na nota explicativa nº 32, item d, a Companhia,
em função de ação civil pública, teve determinados bens e direitos
bloqueados judicialmente.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• Os planos da Administração, com relação aos assuntos acima
mencionados, estão descritos na Nota Explicativa nº 1 e a recuperação
do desenvolvimento normal das atividades da Companhia está
diretamente condicionada ao sucesso desses planos e ao desfecho
favorável das ações judiciais em curso.
• As demonstrações contábeis individuais e consolidadas não incluem
quaisquer ajustes relativos à realização e à classificação dos valores de
ativos ou quanto aos valores e à classificação de passivos que seriam
requeridos na impossibilidade de a Companhia e suas controladas
continuarem operando.
20
Qual é o problema de se avaliar
ativos e passivos normalmente em
uma situação de descontinuidade?
Lembrar de Abdul
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• Opinião com ressalva sobre as demonstrações contábeis individuais
• Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos decorrentes dos
aspectos mencionados no parágrafo Base para opinião com ressalva, as
demonstrações contábeis individuais acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição
patrimonial e financeira da Laep Investments Ltd. em 31 de dezembro de
2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o
exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• Opinião com ressalva sobre as demonstrações contábeis consolidadas
• Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos decorrentes dos
aspectos mencionados no parágrafo Base para opinião com ressalva, as
demonstrações contábeis consolidadas acima referidas apresentam
adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição
patrimonial e financeira consolidada da Laep Investments Ltd. em 31 de
dezembro de 2012, o desempenho consolidado de suas operações e os
seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com
as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo
International Accounting Standards Board – IASB e as práticas contábeis
adotadas no Brasil.
22
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• Imagine que você analisou todas as demonstrações
contábeis da empresa e só depois disso é que
verificou o relatório (parecer) do auditor. Que
problemas você poderia ter se nem lesse o relatório
do auditor?
• Vocês concordam com a ressalva no Caso LAEP,
dariam adversa ou abstenção de opinião? Justifique.
• O que você poderia fazer, como analista, para
“driblar” esse problema demonstrado na ressalva?
Considere que você tem acesso a todas as
informações necessárias (aqui estamos tratando da
análise tanto de quem está de fora quanto de dentro
da empresa).
23
10 minutos para as 3 questões
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• OPINIÃO MODIFICADA: ressalva, opinião adversa e abstenção de opinião
• Exemplo da SENERGISUL em 2010:
• Base para opinião com ressalva:
• (1) Conforme nota explicativa 14, a entidade está em processo de adequação
às normas internacionais de contabilidade das contas patrimoniais ativas
e passivas de modo a adequá-las aos pronunciamentos técnicos CPC (01) que
visa assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por valor
superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por venda; e CPC (12)
quanto à apuração do ajuste a valor presente de elementos do ativo e do
passivo quando da elaboração de demonstrações contábeis, dirimindo
algumas questões controversas advindas de tal procedimento; aprovados pelo
Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Diante de tais circunstâncias
ficamos impossibilitados de avaliar e opinar sobre os novos procedimentos
que deveriam ter sido aplicados, bem como de identificar o montante e
impacto nos resultados da entidade.
24
Não exploraremos esse caso, fica
como exemplo para estudarem,
caso tenham interesse
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• (2) Considerando o disposto no parágrafo anterior e a exemplo do
exercício de 2009, os saldos apresentados nas contas de títulos e
créditos a receber, créditos SENERTUR, eventos a liquidar, retenções de
impostos (IRRF e contribuições sociais retidas) e outros débitos a pagar
(processo CEEE), estão respaldados por conciliações parciais, e os
controles internos estão em fase de revisão, cujos efeitos de valor e
reflexos no resultado não puderam ser mensurados.
25
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• (3) Considerando as notas explicativas 3 “c” e 14, e as normas
internacionais de contabilidade, a entidade não aplicou as disposições
dos pronunciamentos técnicos previstas no CPC (01) teste de
“impairment” para evidenciar e mensurar a perda de capacidade de
recuperação do valor contábil de um ativo, a partir do valor econômico
(fair value); e CPC (27) que dá tratamento contábil para ativos
imobilizados, de forma que as demonstrações contábeis possam
discernir a informação sobre o investimento da entidade em seus ativos
imobilizados, bem como suas mutações, cujos principais pontos a serem
considerados na contabilização do ativo imobilizado são o
reconhecimento dos ativos, a determinação dos seus valores contábeis,
os valores de depreciação e perdas
• por desvalorização a serem reconhecidas em relação aos mesmos.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• (4) Conforme nota explicativa 3.3. “c” a entidade ainda não possui
controle individual de bens do ativo imobilizado e por entender que é
imune ao imposto de renda não tendo fins lucrativos, não vem
calculando nem contabilizando os encargos de depreciação dos bens do
imobilizado tangível, mantendo a administração o mesmo procedimento
do exercício anterior. Em face a tais circunstâncias ficamos
impossibilitados de mensurar e opinar sobre a real veracidade dos
valores apresentados em 31.12.2010, bem como seus reflexos no
resultado do exercício.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• (5)A entidade possui provisão para eventos ocorridos e não avisados –
PEONA, registrada no passivo circulante que monta em R$ 3.429.612,57
(R$ 2.263.165,92 em 31.12.1009), que não estão lastreadas por ativos
garantidores de modo a atender aos critérios da Resolução Normativa –
RN n°. 159, de 03 de julho de 2007, Resolução Normativa – RN n°. 227,
de 19 de agosto de 2010 e demais normas complementares.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• (6) Conforme descrito na nota explicativa 11 letra “b” não foi
provisionado o valor de R$ 694.816,20 em 2010(R$ 918.281,16 em
2009) relativo às ações trabalhistas (R$ 299.000,00) e cíveis (R$
395.816,20), conforme carta do departamento Jurídico, que classifica
aquelas ações como possível (R$ 623.816,20) e remota (R$
71.000,00) a probabilidade de êxito da entidade. Caso as contingências
cíveis e trabalhistas fossem reconhecidas o superávit e o
patrimônio social diminuiria, respectivamente, na mesma proporção.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• (7) Conforme nota explicativa 11 letra “b” a entidade vem mantendo, a
exemplo de exercícios anteriores, créditos a receber no montante de
R$ 10.042.928,16 (R$ 10.042.928,16 em 31.12.2009),referente à
decisão que ainda não é definitiva. O critério adotado contraria o
pronunciamento técnico CPC 25 (NBC T 19.7 – Resolução 1180/09) que
tratam das provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. Caso
a entidade não contabilizasse esse montante, o ativo e o patrimônio
social diminuiriam, respectivamente, na mesma proporção.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• (8) Conforme nota explicativa 10 a entidade possui registrado no
patrimônio social o montante de R$ 10.628.050,47 (R$ 10.628.050,47
em 31.12.2009) proveniente de reserva de reavaliação, efetuada em
exercício anterior, sem efetuar a realização uma vez que não procede à
depreciação. A entidade deixou de atender a Lei n°. 11.638/07 que
eliminou a reserva de reavaliação, cujo artigo 6°. estabelece duas
opções aos saldos remanescentes: (i) ser mantido até a sua realização
ou (ii) serem estornados ao término do exercício de 2008. Não foi
adotada nenhuma das alternativas propostas pela Lei e, caso a entidade
procedesse ao estorno, o montante do ativo e patrimônio social
diminuiria, respectivamente, na mesma proporção.
31
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• Opinião adversa sobre as demonstrações contábeis:
• Em nossa opinião, devido à relevância dos efeitos mencionados no
parágrafo base para opinião adversa (1) a (8), as demonstrações
contábeis acima referidas não representam adequadamente, em
todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do
Sindicato dos Assalariados Ativos, Aposentados e Pensionistas nas
Empresas Geradoras, ou Transmissoras, ou Distribuidoras, ou Afins, de
Energia Elétrica no Estado do Rio Grande do Sul, e Assistidos, por
Fundações de Seguridade Privada Originadas no Setor Elétrico –
SENERGISUL em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas
operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela
data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• OPINIÃO MODIFICADA: ressalva, opinião adversa e abstenção de opinião
• Óleo e Gás Participações, 2013:
• Base para abstenção de opinião:
• 4) Conforme mencionado na nota explicativa no 1, em 30 de outubro de 2013, a Companhia
ajuizou na Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, pedido de recuperação judicial
(...) Em 14 fevereiro de 2014, as companhias apresentaram seus planos de recuperação
judicial com a discriminação dos meios de recuperação a serem empregados, demonstração
de suas viabilidades econômicas e laudos econômico-financeiro e de avaliação dos bens e
ativos das companhias. A assembleia geral de credores, nos termos da referida Lei, votará
pela aprovação ou não do referido plano em prazo que não excederá a 180 dias contados da
data do deferimento do processamento da recuperação judicial. A Companhia apresentou,
ainda, a lista de credores que serão pagos ou seus valores serão convertidos em ações nos
termos deste plano, não tendo mensurado até a presente data os possíveis efeitos sobre as
demonstrações financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2013, tendo
em vista a dependência dos eventos futuros acima mencionados, que poderão ou não
ocorrer tais como: a aprovação ou não do plano de recuperação por parte dos credores,
bem como o resultado de sua execução.
33
O que o trecho grifado indica ao auditor?
a) despesas de juros serão reduzidas
b) os índices baseados em dívida serão alterados (comparabilidade?)
c) apesar de menos juros, o EPS poderá diminuir
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• 5) Além do comentado no parágrafo 4) acima, no exercício findo em 31 de
dezembro de 2013, a Companhia incorreu em prejuízo individual e
consolidado de R$17.434.691 mil e R$17.430.479 mil e possuía prejuízos
acumulados individual e consolidado de R$18.777.997 mil em 31 de
dezembro de 2013 e passivo circulante individual e consolidado da
Companhia estava em excesso ao ativo circulante individual e consolidado em
R$8.203 mil e R$14.486.577 mil, respectivamente. Essa situação indica a
existência de incerteza significativa que levanta dúvida significativa quanto à
capacidade de continuidade normal dos negócios da Companhia e suas
controladas e dúvida quanto a base para preparação das demonstrações
financeiras individuais e consolidadas. Em 31 de dezembro de 2013, os ativos
e passivos individuais e consolidados da Companhia foram classificados e
avaliados no pressuposto de continuidade normal dos negócios.
34
O QUE O TRECHO GRIFADO NOS DIZ
SOBRE A EMPRESA?
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• 6) (...) não nos foi possível concluir se as demonstrações financeiras
individuais e consolidadas da Companhia deveriam ser preparadas com base
na continuidade normal dos negócios ou se deveriam ser preparadas em uma
base de liquidação. A base de preparação das demonstrações financeiras
individuais e consolidadas; a realização do imposto de renda e contribuição
social diferidos ativos; a consolidação ou classificação da Parnaíba Gás
Natural S.A. (anteriormente denominada OGX Maranhão Petróleo e Gás S.A.)
como ativo destinados à venda (vide nota explicativa no 1); a realização dos
demais ativos, bem como o registro e pagamento de fornecedores;
empréstimos e financiamentos; registros e provisões adicionais de passivos;
registro e pagamento de todos os demais passivos, estão diretamente
vinculados com a aprovação do plano de recuperação por parte dos credores
e sucesso na implantação do plano e são fatores essenciais para definir a
continuidade normal dos negócios da Companhia por um período superior a
um ano. Esses eventos aqui descritos estão fora do controle da Companhia.
35
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• 7) As incertezas significativas comentadas nos parágrafos 4) a 6) acima,
não nos possibilitam concluir como, quando e por quais valores, os
ativos serão realizados e os passivos serão pagos. Eventos significativos
futuros, que não podemos prever seu desfecho, gerarão impactos
importantes nas operações da Companhia e de suas controladas. Esses
impactos podem afetar de maneira significativa a forma e os valores que
esses ativos serão realizados e esses passivos serão pagos. Também não
podemos concluir como os ativos serão realizados e os passivos serão
pagos, se por meio das operações da Companhia e de suas controladas
ou se por meio de venda de parte ou de todos os ativos.
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• Abstenção de opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e
consolidadas
• 8) Devido à relevância dos assuntos descritos nos parágrafos 4) a 7)
incluídos na seção “Base para abstenção de opinião”, não nos foi
possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para
fundamentar nossa opinião de auditoria sobre as demonstrações
financeiras individuais e consolidadas acima referidas.
Consequentemente, não expressamos uma opinião sobre as
demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas.
37
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE ÊNFASE
• Fundação Assistencial dos Servidores do INCRA – FASSINCRA, 2001:
• (4) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas, exceto pelos
ajustes provocados no parágrafo 3 acima, representam adequadamente, em todos
os aspectos relevantes, a posição Patrimonial e financeira da Fundação Assistencial
dos Servidores do INCRA – FASSINCRA, em 31 de dezembro de 2001, o resultado de
suas operações, as mutações do patrimônio líquido referentes ao exercício findo
naquela data, de acordo os Princípios Fundamentais de Contabilidade praticados no
Brasil. As Demonstrações Contábeis do exercício de 2000 foram por nós auditadas,
com Parecer emitido em 05 de abril de 2002, onde constam parágrafos de ênfase
relativos a inobservâncias na operacionalização dos controles e sobre a necessidade
de avaliar o risco de perda de demandas judiciais em processos em que a FASSINCRA
figura como Ré, com vistas à formação de passivo contingente.
• Atualmente tem que constar um “título” separado para o parágrafo de ênfase.
38
Não exploraremos esse caso
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O RELATÓRIO DO AUDITOR
• PARÁGRAFO DE ÊNFASE
• Natura Cosméticos, 2013:
• Avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em
conjunto pelo método de equivalência patrimonial, conforme descrito
na nota explicativa 2.1, as demonstrações financeiras individuais foram
elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No
caso da Natura Cosméticos S.A., essas práticas diferem do IFRS, aplicável
às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à
avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em
conjunto pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para
fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada
em função desse assunto.
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Análise do Relatório de Auditoria Antes da Análise das Demonstrações

  • 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DA PARAÍBA ANÁLISE DA AUDITORIA grggggggggggggggggggg ggggggggg Luiz Felipe de Araújo Pontes Girão Objetivo da aula: analisar previa e adequadamente o relatório de auditoria de modo a encontrar possíveis problemas que possam interferir na análise da empresa. Conteúdo: opinião. Base para opinião. Ênfase. Responsabilidade. Outros assuntos e principais assuntos de auditoria.
  • 2. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br 2 it k k ktk k kitk j jitjit XCustosIncAD     1 ,,2,,10 𝑃𝑡 = 𝜏=1 ∞ 𝑅𝑓−𝑡 𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏 youtube.com/contabilidademq @felfelipepontes @contabilidademq Slideshare.net/felipepontes16 /pontesfelipe Se inscreva em nosso canal e ative as notificações para não perder nada!
  • 3. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • Recentemente (2016), o relatório do auditor mudou o formato. • Os casos que trago aqui são mais antigos, então estão no formato anterior. • Vejamos, antes de entrar nos casos antigos, o formato novo na Grendene. • Atenção especial aos principais assuntos de auditoria. 3
  • 4. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • A não ser que você conheça muito bem o contador e a gestão da empresa (além de confiar neles), é muito importante ficar atento ao relatório da auditoria – é a primeira coisa que você deve olhar antes de analisar as demonstrações contábeis . • Atividade 1: junto com seu grupo, identifique os objetivos de cada parágrafo do relatório de auditoria que está na pasta “atividade de auditoria 1”. 4
  • 5. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE ABRANGÊNCIA - Importância • “Examinamos as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Natura Cosméticos S.A. (“Sociedade”), identificadas como Controladora e Consolidado, respectivamente, que compreendem o balanço patrimonial em 31 de dezembro de 2013 e as respectivas demonstrações do resultado, do resultado abrangente, das mutações do patrimônio líquido e dos fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, assim como o resumo das principais práticas contábeis e demais notas explicativas.” • DFs da NATURA em 31/12/2013. 5
  • 6. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE ABRANGÊNCIA • Exemplo de Martins, Diniz e Miranda (2012, p.32): (...) muitos anos atrás, a Indústrias Votorantim apresentava demonstrações consolidadas junto com as individuais, mas o auditor mencionava expressamente o exame apenas das individuais, o que significava que ele não opinava sobre as consolidadas. 6
  • 7. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE RESPONSABILIDADE DA ADM. • A Administração da Sociedade é responsável pela elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras individuais de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil e das demonstrações financeiras consolidadas de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS), (...), e de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil, assim como pelos controles internos que a Administração determinou como necessários para permitir a elaboração dessas demonstrações financeiras livres de distorção relevante, independentemente se causada por fraude ou erro. • DFs da NATURA em 31/12/2013. 7 A opinião é do auditor, mas a responsabilidade por fazer e apresentar é da Adm
  • 8. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • DA RESPONSABILIDADE DO AUDITOR – são três parágrafos, basicamente • Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre essas demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Essas normas requerem o cumprimento de exigências éticas pelos auditores e que a auditoria seja planejada e executada com o objetivo de obter segurança razoável de que as demonstrações financeiras estão livres de distorção relevante. 8
  • 9. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • DA RESPONSABILIDADE DO AUDITOR – são três parágrafos, basicamente • Uma auditoria envolve a execução de procedimentos selecionados para obtenção de evidência a respeito dos valores e divulgações apresentados nas demonstrações financeiras. Os procedimentos selecionados dependem do julgamento do auditor (princípiosxregrasxobjetivos), incluindo a avaliação dos riscos de distorção relevante nas demonstrações financeiras, independentemente se causada por fraude ou erro. Nessa avaliação de riscos, o auditor considera os controles internos relevantes para a elaboração e adequada apresentação das demonstrações financeiras da Sociedade para planejar os procedimentos de auditoria que são apropriados nas circunstâncias, mas não para fins de expressar uma opinião sobre a eficácia desses controles internos da Sociedade. Uma auditoria inclui, também, a avaliação da adequação das práticas contábeis utilizadas e a razoabilidade das estimativas contábeis feitas pela Administração, bem como a avaliação da apresentação das demonstrações financeiras tomadas em conjunto. 9 Sobre controles internos, a auditoria da Petro não encontrou nada num “passado recente”...
  • 10. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • DA RESPONSABILIDADE DO AUDITOR – são três parágrafos, basicamente • Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião (NATURA, 2013). • Acreditamos que a evidência de auditoria obtida é suficiente e apropriada para fundamentar nossa opinião modificada (Ressalva nesse caso) (LAEP, 2013). 10
  • 11. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • DA RESPONSABILIDADE DO AUDITOR – são três parágrafos, basicamente • Às vezes os 3 parágrafos são resumidos em apenas um: • Nossa responsabilidade é a de expressar uma opinião sobre as demonstrações financeiras com base em nossa auditoria, conduzida de acordo com as normas brasileiras e internacionais de auditoria. Em decorrência dos assuntos descritos nos parágrafos incluídos na seção “Base para abstenção de opinião”, não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião de auditoria e desta forma, este relatório é emitido com abstenção de opinião (OGPAR, 2013) 11
  • 12. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE OPINIÃO – também serão três parágrafos básicos (o terceiro pode ser dispensado em alguns casos) • No caso das Cias. abertas, haverá uma opinião sobre as DFs individuais (“normas brasileiras”), uma para a consolidada (IFRS) e o terceiro explica o porquê da diferença. 12
  • 13. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE OPINIÃO – também serão três parágrafos básicos (o terceiro pode ser dispensado em alguns casos) • Opinião sobre as demonstrações financeiras individuais: • Em nossa opinião, as demonstrações financeiras individuais, acima referidas, apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Natura Cosméticos S.A. em 31 de dezembro de 2013, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 13
  • 14. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE OPINIÃO – também serão três parágrafos básicos (o terceiro pode ser dispensado em alguns casos) • Opinião sobre as demonstrações financeiras consolidadas: • Em nossa opinião, as demonstrações financeiras consolidadas, acima referidas, apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Natura Cosméticos S.A., em 31 de dezembro de 2013, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa consolidados para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) (...) e as práticas contábeis adotadas no Brasil. 14
  • 15. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE OPINIÃO – também serão três parágrafos básicos (o terceiro pode ser dispensado em alguns casos) • Ênfase: • Avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial: • Conforme descrito na nota explicativa 2.1, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Natura Cosméticos S.A., essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. 15 Art.248 da 6.404
  • 16. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • OPINIÃO MODIFICADA: ressalva, opinião adversa e abstenção de opinião • 3 minutos para responder. • O que diferencia uma da outra? • Quando será emitida uma opinião modificada? 16
  • 17. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • OPINIÃO MODIFICADA: ressalva, opinião adversa e abstenção de opinião • Exemplo da LAEP em 2013: • Base para opinião com ressalva • Diversos fatores geram incertezas relevantes quanto à capacidade de continuidade operacional da Companhia: • A) Conforme descrito na Nota Explicativa nº 1, a Companhia tem sofrido contínuos prejuízos operacionais e apresentado deficiência de capital de giro e excesso de passivo circulante sobre ativo circulante em R$ 152.932 mil (consolidado). Em decorrência dessa deficiência de capital de giro, a Companhia e suas controladas incorreram em relevantes atrasos com fornecedores e apresentam obrigações tributárias e encargos sociais vencidas em períodos superiores à três meses. 17
  • 18. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • B) Conforme descrito nas notas explicativas nº 9 e nº 11, a recuperação do valor do investimento em cotas do Fundo de Investimento, que detém participação indireta na LBR Lacteos do Brasil (em 2011, investida indireta), depende do sucesso do plano de recuperação judicial da empresa investida, ainda não homologado. A controlada Parmalat Brasil S.A. Indústria de Alimentos se encontra em processo de recuperação judicial. • C) Conforme descrito na nota explicativa nº 32, item c, a Companhia sofre processo de execução judicial em seu país sede que poderá, até, resultar em sua liquidação. 18
  • 19. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • D) Conforme descrito na nota explicativa nº 32, item a, a Companhia deu início ao processo de descontinuidade de seu Programa de Brazilian Depositary Receipts - BDRs. Embora o processo encontre-se suspenso, aguardando manifestação da CVM quanto a sua conformidade, a Companhia necessita desenvolver novas fontes de captação de recursos para fazer frente à suas deficiências de capital de giro. • E) Conforme descrito na nota explicativa nº 32, item d, a Companhia, em função de ação civil pública, teve determinados bens e direitos bloqueados judicialmente. 19
  • 20. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • Os planos da Administração, com relação aos assuntos acima mencionados, estão descritos na Nota Explicativa nº 1 e a recuperação do desenvolvimento normal das atividades da Companhia está diretamente condicionada ao sucesso desses planos e ao desfecho favorável das ações judiciais em curso. • As demonstrações contábeis individuais e consolidadas não incluem quaisquer ajustes relativos à realização e à classificação dos valores de ativos ou quanto aos valores e à classificação de passivos que seriam requeridos na impossibilidade de a Companhia e suas controladas continuarem operando. 20 Qual é o problema de se avaliar ativos e passivos normalmente em uma situação de descontinuidade? Lembrar de Abdul
  • 21. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • Opinião com ressalva sobre as demonstrações contábeis individuais • Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos decorrentes dos aspectos mencionados no parágrafo Base para opinião com ressalva, as demonstrações contábeis individuais acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira da Laep Investments Ltd. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 21
  • 22. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • Opinião com ressalva sobre as demonstrações contábeis consolidadas • Em nossa opinião, exceto pelos possíveis efeitos decorrentes dos aspectos mencionados no parágrafo Base para opinião com ressalva, as demonstrações contábeis consolidadas acima referidas apresentam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira consolidada da Laep Investments Ltd. em 31 de dezembro de 2012, o desempenho consolidado de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as normas internacionais de relatório financeiro (IFRS) emitidas pelo International Accounting Standards Board – IASB e as práticas contábeis adotadas no Brasil. 22
  • 23. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • Imagine que você analisou todas as demonstrações contábeis da empresa e só depois disso é que verificou o relatório (parecer) do auditor. Que problemas você poderia ter se nem lesse o relatório do auditor? • Vocês concordam com a ressalva no Caso LAEP, dariam adversa ou abstenção de opinião? Justifique. • O que você poderia fazer, como analista, para “driblar” esse problema demonstrado na ressalva? Considere que você tem acesso a todas as informações necessárias (aqui estamos tratando da análise tanto de quem está de fora quanto de dentro da empresa). 23 10 minutos para as 3 questões
  • 24. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • OPINIÃO MODIFICADA: ressalva, opinião adversa e abstenção de opinião • Exemplo da SENERGISUL em 2010: • Base para opinião com ressalva: • (1) Conforme nota explicativa 14, a entidade está em processo de adequação às normas internacionais de contabilidade das contas patrimoniais ativas e passivas de modo a adequá-las aos pronunciamentos técnicos CPC (01) que visa assegurar que os ativos não estejam registrados contabilmente por valor superior àquele passível de ser recuperado por uso ou por venda; e CPC (12) quanto à apuração do ajuste a valor presente de elementos do ativo e do passivo quando da elaboração de demonstrações contábeis, dirimindo algumas questões controversas advindas de tal procedimento; aprovados pelo Conselho Federal de Contabilidade (CFC). Diante de tais circunstâncias ficamos impossibilitados de avaliar e opinar sobre os novos procedimentos que deveriam ter sido aplicados, bem como de identificar o montante e impacto nos resultados da entidade. 24 Não exploraremos esse caso, fica como exemplo para estudarem, caso tenham interesse
  • 25. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • (2) Considerando o disposto no parágrafo anterior e a exemplo do exercício de 2009, os saldos apresentados nas contas de títulos e créditos a receber, créditos SENERTUR, eventos a liquidar, retenções de impostos (IRRF e contribuições sociais retidas) e outros débitos a pagar (processo CEEE), estão respaldados por conciliações parciais, e os controles internos estão em fase de revisão, cujos efeitos de valor e reflexos no resultado não puderam ser mensurados. 25
  • 26. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • (3) Considerando as notas explicativas 3 “c” e 14, e as normas internacionais de contabilidade, a entidade não aplicou as disposições dos pronunciamentos técnicos previstas no CPC (01) teste de “impairment” para evidenciar e mensurar a perda de capacidade de recuperação do valor contábil de um ativo, a partir do valor econômico (fair value); e CPC (27) que dá tratamento contábil para ativos imobilizados, de forma que as demonstrações contábeis possam discernir a informação sobre o investimento da entidade em seus ativos imobilizados, bem como suas mutações, cujos principais pontos a serem considerados na contabilização do ativo imobilizado são o reconhecimento dos ativos, a determinação dos seus valores contábeis, os valores de depreciação e perdas • por desvalorização a serem reconhecidas em relação aos mesmos. 26
  • 27. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • (4) Conforme nota explicativa 3.3. “c” a entidade ainda não possui controle individual de bens do ativo imobilizado e por entender que é imune ao imposto de renda não tendo fins lucrativos, não vem calculando nem contabilizando os encargos de depreciação dos bens do imobilizado tangível, mantendo a administração o mesmo procedimento do exercício anterior. Em face a tais circunstâncias ficamos impossibilitados de mensurar e opinar sobre a real veracidade dos valores apresentados em 31.12.2010, bem como seus reflexos no resultado do exercício. 27
  • 28. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • (5)A entidade possui provisão para eventos ocorridos e não avisados – PEONA, registrada no passivo circulante que monta em R$ 3.429.612,57 (R$ 2.263.165,92 em 31.12.1009), que não estão lastreadas por ativos garantidores de modo a atender aos critérios da Resolução Normativa – RN n°. 159, de 03 de julho de 2007, Resolução Normativa – RN n°. 227, de 19 de agosto de 2010 e demais normas complementares. 28
  • 29. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • (6) Conforme descrito na nota explicativa 11 letra “b” não foi provisionado o valor de R$ 694.816,20 em 2010(R$ 918.281,16 em 2009) relativo às ações trabalhistas (R$ 299.000,00) e cíveis (R$ 395.816,20), conforme carta do departamento Jurídico, que classifica aquelas ações como possível (R$ 623.816,20) e remota (R$ 71.000,00) a probabilidade de êxito da entidade. Caso as contingências cíveis e trabalhistas fossem reconhecidas o superávit e o patrimônio social diminuiria, respectivamente, na mesma proporção. 29
  • 30. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • (7) Conforme nota explicativa 11 letra “b” a entidade vem mantendo, a exemplo de exercícios anteriores, créditos a receber no montante de R$ 10.042.928,16 (R$ 10.042.928,16 em 31.12.2009),referente à decisão que ainda não é definitiva. O critério adotado contraria o pronunciamento técnico CPC 25 (NBC T 19.7 – Resolução 1180/09) que tratam das provisões, passivos contingentes e ativos contingentes. Caso a entidade não contabilizasse esse montante, o ativo e o patrimônio social diminuiriam, respectivamente, na mesma proporção. 30
  • 31. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • (8) Conforme nota explicativa 10 a entidade possui registrado no patrimônio social o montante de R$ 10.628.050,47 (R$ 10.628.050,47 em 31.12.2009) proveniente de reserva de reavaliação, efetuada em exercício anterior, sem efetuar a realização uma vez que não procede à depreciação. A entidade deixou de atender a Lei n°. 11.638/07 que eliminou a reserva de reavaliação, cujo artigo 6°. estabelece duas opções aos saldos remanescentes: (i) ser mantido até a sua realização ou (ii) serem estornados ao término do exercício de 2008. Não foi adotada nenhuma das alternativas propostas pela Lei e, caso a entidade procedesse ao estorno, o montante do ativo e patrimônio social diminuiria, respectivamente, na mesma proporção. 31
  • 32. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • Opinião adversa sobre as demonstrações contábeis: • Em nossa opinião, devido à relevância dos efeitos mencionados no parágrafo base para opinião adversa (1) a (8), as demonstrações contábeis acima referidas não representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição patrimonial e financeira do Sindicato dos Assalariados Ativos, Aposentados e Pensionistas nas Empresas Geradoras, ou Transmissoras, ou Distribuidoras, ou Afins, de Energia Elétrica no Estado do Rio Grande do Sul, e Assistidos, por Fundações de Seguridade Privada Originadas no Setor Elétrico – SENERGISUL em 31 de dezembro de 2010, o desempenho de suas operações e os seus fluxos de caixa para o exercício findo naquela data, de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. 32
  • 33. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • OPINIÃO MODIFICADA: ressalva, opinião adversa e abstenção de opinião • Óleo e Gás Participações, 2013: • Base para abstenção de opinião: • 4) Conforme mencionado na nota explicativa no 1, em 30 de outubro de 2013, a Companhia ajuizou na Comarca da Capital do Estado do Rio de Janeiro, pedido de recuperação judicial (...) Em 14 fevereiro de 2014, as companhias apresentaram seus planos de recuperação judicial com a discriminação dos meios de recuperação a serem empregados, demonstração de suas viabilidades econômicas e laudos econômico-financeiro e de avaliação dos bens e ativos das companhias. A assembleia geral de credores, nos termos da referida Lei, votará pela aprovação ou não do referido plano em prazo que não excederá a 180 dias contados da data do deferimento do processamento da recuperação judicial. A Companhia apresentou, ainda, a lista de credores que serão pagos ou seus valores serão convertidos em ações nos termos deste plano, não tendo mensurado até a presente data os possíveis efeitos sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas em 31 de dezembro de 2013, tendo em vista a dependência dos eventos futuros acima mencionados, que poderão ou não ocorrer tais como: a aprovação ou não do plano de recuperação por parte dos credores, bem como o resultado de sua execução. 33 O que o trecho grifado indica ao auditor? a) despesas de juros serão reduzidas b) os índices baseados em dívida serão alterados (comparabilidade?) c) apesar de menos juros, o EPS poderá diminuir
  • 34. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • 5) Além do comentado no parágrafo 4) acima, no exercício findo em 31 de dezembro de 2013, a Companhia incorreu em prejuízo individual e consolidado de R$17.434.691 mil e R$17.430.479 mil e possuía prejuízos acumulados individual e consolidado de R$18.777.997 mil em 31 de dezembro de 2013 e passivo circulante individual e consolidado da Companhia estava em excesso ao ativo circulante individual e consolidado em R$8.203 mil e R$14.486.577 mil, respectivamente. Essa situação indica a existência de incerteza significativa que levanta dúvida significativa quanto à capacidade de continuidade normal dos negócios da Companhia e suas controladas e dúvida quanto a base para preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas. Em 31 de dezembro de 2013, os ativos e passivos individuais e consolidados da Companhia foram classificados e avaliados no pressuposto de continuidade normal dos negócios. 34 O QUE O TRECHO GRIFADO NOS DIZ SOBRE A EMPRESA?
  • 35. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • 6) (...) não nos foi possível concluir se as demonstrações financeiras individuais e consolidadas da Companhia deveriam ser preparadas com base na continuidade normal dos negócios ou se deveriam ser preparadas em uma base de liquidação. A base de preparação das demonstrações financeiras individuais e consolidadas; a realização do imposto de renda e contribuição social diferidos ativos; a consolidação ou classificação da Parnaíba Gás Natural S.A. (anteriormente denominada OGX Maranhão Petróleo e Gás S.A.) como ativo destinados à venda (vide nota explicativa no 1); a realização dos demais ativos, bem como o registro e pagamento de fornecedores; empréstimos e financiamentos; registros e provisões adicionais de passivos; registro e pagamento de todos os demais passivos, estão diretamente vinculados com a aprovação do plano de recuperação por parte dos credores e sucesso na implantação do plano e são fatores essenciais para definir a continuidade normal dos negócios da Companhia por um período superior a um ano. Esses eventos aqui descritos estão fora do controle da Companhia. 35
  • 36. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • 7) As incertezas significativas comentadas nos parágrafos 4) a 6) acima, não nos possibilitam concluir como, quando e por quais valores, os ativos serão realizados e os passivos serão pagos. Eventos significativos futuros, que não podemos prever seu desfecho, gerarão impactos importantes nas operações da Companhia e de suas controladas. Esses impactos podem afetar de maneira significativa a forma e os valores que esses ativos serão realizados e esses passivos serão pagos. Também não podemos concluir como os ativos serão realizados e os passivos serão pagos, se por meio das operações da Companhia e de suas controladas ou se por meio de venda de parte ou de todos os ativos. 36
  • 37. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • Abstenção de opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas • 8) Devido à relevância dos assuntos descritos nos parágrafos 4) a 7) incluídos na seção “Base para abstenção de opinião”, não nos foi possível obter evidência de auditoria apropriada e suficiente para fundamentar nossa opinião de auditoria sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas. Consequentemente, não expressamos uma opinião sobre as demonstrações financeiras individuais e consolidadas acima referidas. 37
  • 38. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE ÊNFASE • Fundação Assistencial dos Servidores do INCRA – FASSINCRA, 2001: • (4) Em nossa opinião, as demonstrações contábeis acima referidas, exceto pelos ajustes provocados no parágrafo 3 acima, representam adequadamente, em todos os aspectos relevantes, a posição Patrimonial e financeira da Fundação Assistencial dos Servidores do INCRA – FASSINCRA, em 31 de dezembro de 2001, o resultado de suas operações, as mutações do patrimônio líquido referentes ao exercício findo naquela data, de acordo os Princípios Fundamentais de Contabilidade praticados no Brasil. As Demonstrações Contábeis do exercício de 2000 foram por nós auditadas, com Parecer emitido em 05 de abril de 2002, onde constam parágrafos de ênfase relativos a inobservâncias na operacionalização dos controles e sobre a necessidade de avaliar o risco de perda de demandas judiciais em processos em que a FASSINCRA figura como Ré, com vistas à formação de passivo contingente. • Atualmente tem que constar um “título” separado para o parágrafo de ênfase. 38 Não exploraremos esse caso
  • 39. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • PARÁGRAFO DE ÊNFASE • Natura Cosméticos, 2013: • Avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, conforme descrito na nota explicativa 2.1, as demonstrações financeiras individuais foram elaboradas de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil. No caso da Natura Cosméticos S.A., essas práticas diferem do IFRS, aplicável às demonstrações financeiras separadas, somente no que se refere à avaliação dos investimentos em controladas, coligadas e controladas em conjunto pelo método de equivalência patrimonial, enquanto que para fins de IFRS seria custo ou valor justo. Nossa opinião não está ressalvada em função desse assunto. 39
  • 40. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br O RELATÓRIO DO AUDITOR • Com vocês... Lembram de algum outro caso interessante sobre relatórios de auditoria? 40
  • 41. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br Para ter acesso a mais conteúdos, acesse: – Blogs www.ContabilidadeMQ.com.br www.FinancasAplicadasBrasil.blogspot.com – Instagram: www.instagram.com/felfelipepontes – Facebook: www.facebook.com/ContabilidadeMQ – Twitter: www.twitter.com/felfelipepontes – YouTube: www.youtube.com/ContabilidadeMQ 41
  • 42. Felipe Pontes www.contabilidademq.com.br 42 it k k ktk k kitk j jitjit XCustosIncAD     1 ,,2,,10 𝑃𝑡 = 𝜏=1 ∞ 𝑅𝑓−𝑡 𝐸𝜏 𝑑 𝑡+𝜏 youtube.com/contabilidademq @felfelipepontes @contabilidademq Slideshare.net/felipepontes16 /pontesfelipe Se inscreva em nosso canal e ative as notificações para não perder nada!