Sala de Aula Interativa

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Um fichamento da introdução do livro Sala de Aula Interativa de Marco Silva.

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  • Título
  • A “interatividade” seria só um termo da moda que quer dizer o mesmo que diálogo e comunicação Nesse caso o termo seria uma ferramenta do capitalista para incentivar consumismo E a terceira crítica alega que a disseminação da idéia de interatividade seria uma tentativa de fazer a máquina parecer amigável enquanto torna os homens submissos a ela
  • Saímos do modelo de transmissão de 1 emissor para muitos receptores e entramos em um modelo de interação no qual todos transmitem e recebem.
  • O surgimento das redes sociais e a popularização de blogs e de programas de mensagens instantâneas facilitou o contato entre indivíduos. E facilitou também a produção de conteúdo. Paralelamente surge o interesse por parte dos produtores em contactar os consumidores buscando um feedback sobre seus produtos. Assim como o público também busca canais para se manifestar. Enquanto isso os grandes referenciais que moldam a sociedade se enfraquecem. Igrejas, partidos, famílias, etc. perdem parte de seu espaço e influência. Estes quatro fatores convergiram para aumentar a interatividade como nunca visto antes.
  • Nada em nosso mundo está completamente isolado. As coisas e pessoas interagem. A poluição, por exemplo, afeta as condições climáticas que por sua vez também afetam a poluição e ambas afetam nossa saúde. Logo, estudar apenas um elemento, sem ter consciência dos demais, não permite ao sujeito visualizar a situação real e sim apenas partes dela. E isso prejudica a busca por soluções para determinado problema. O pensar complexo conecta essas partes, permitindo a compreensão do todo.
  • Na recursividade dois conhecimentos, objetos ou indivíduos interagem, modificam-se, criam e recriam novas coisas que, por sua vez, também vão modificar os primeiros, recriando-os. O diálogo permite que mesmo ideias antagônicas possam ser associadas. Holograma significa que o todo é mais que a soma de suas partes. As partes estão no todo assim como o todo está nas partes.
  • Paulo Freire é muito lido, muito citado, mas pouco aplicado… Infelizmente. O processo de ensino-educação é prejudicado pela falta de interatividade resultante da concepção ultrapassada de que os alunos nada sabem e nada tem a dizer que possa ser aproveitado.
  • Apenas algumas sugestões que podem ajudar a mudar o paradigma atual e construir uma educação mais interativa e rica.
  • Sala de Aula Interativa

    1. 1. SALA DE AULA INTERATIVA UM CONVITE À INTERATIVIDADE E À COMPLEXIDADE PRINCIPAIS TÓPICOS Felipe Alves da Silva
    2. 2. Reações ao termo “interatividade”• Modismo• Estratégia de marketing• Submissão do homem ao computador tornando-se ele mesmo uma máquina
    3. 3. Mudança no paradigma das comunicações• Transição da modalidade massiva para a modalidade interativa• A lógica da distribuição dá lugar a lógica da comunicação• Emerge a interatividade, manifestando-se “nas esferas tecnológica, mercadológica e social”
    4. 4. Emerge a interatividade• A partir de novas tecnologias que permitem a produzir e publicar com facilidade• A partir de uma tentativa de diálogo entre produtor, produto e um consumidor cada vez mais exigente• A partir da busca do público por autonomia e voz• A partir da perda de espaço dos grandes referentes (igrejas, partidos, família, etc.)
    5. 5. O pensamento complexo• Pensar apenas em causas que geram efeitos, produtores que criam produtos, de maneira linear, não basta para compreender as transformações que presenciamos• Efeitos e produtos são também “causas e produtores daquilo que os produziu”• O pensamento complexo supera a linearidade e o determinismo, incorpora o acaso e a incerteza, contempla a ideia de múltiplas interações entre diferentes elementos de nosso mundo
    6. 6. Fundamentos do pensamento complexo• Recursividade• Diálogo• Holograma
    7. 7. A mensagem, o emissor e o receptor no novo paradigma• Na interatividade a mensagem é modificável, pode ser (re)construída na colaboração entre o emissor e o receptor• O emissor abre portas para a exploração de novas possibilidades• Enquanto o receptor pode deixar sua posição de consumidor passivo tornando-se cocriador
    8. 8. O hipertexto e o novo espectador• A informação disponibilizada como hipertexto não é mais uma página estática, mas uma rede de links entre inúmeros textos que se complementam ou mesmo se contradizem• O novo espectador abandona a linearidade e a passividade típicas da mídia de massa e passa a explorar os links, aprofundando seu conhecimento e avaliando argumentos conflitantes para formar sua opinião
    9. 9. A contradição da escola• Ser professor não é ser um transmissor de informação• Bem como educar não é discursar para uma turma• Mesmo assim a escola ainda é centrada na figura do professor que tudo sabe e transmite esse saber aos alunos que o aceitam passivamente
    10. 10. Tornando a sala de aula interativa• Abrir espaço para a participação do aluno• Estimular a autonomia• Viabilizar a coautoria• Construir o currículo em rede

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