SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 6
Baixar para ler offline
Agosto 2016 - ISSN: 1988-7833
AS FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR E A PRÁTICA DOCENTE (ENSAIO)
Fernanda Matos1
UFMG, fcmatosbh@gmail.com
Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato:
Fernanda Matos (2016): “As funções do administrador e a prática docente (Ensaio)”, Revista Contribuciones a
las Ciencias Sociales, (julio-septiembre 2016). En línea: http://www.eumed.net/rev/cccss/2016/03/controle.html
Resumo
Este ensaio tem como proposta dialogar a relação entre o processo de administração e a prática
docente. Busca-se, com este texto, problematizar que o processo de administração e as funções
básicas do administrador são inerentes ao exercício das atividades de professor. Então, este ensaio
sobre processo de administração e a prática docente envolve, primeiro conceituar o processo de
administração e as funções do administrador para então enveredar para apresentar algumas das
atividades docentes inter-relacionadas com os temas da administração propostos.
Palavras-chave: planejamento, direção, organização, controle, professor
Abstract
This paper aims dialogue the relationship between the process of administration and teaching. Seeks,
with this text, problematize the process of administration and the basic functions of the administrator
are inherent to the teacher activities. So this essay on management process and teaching practice
involves first conceptualize the process of management and administrator functions to then go down
to present some of the teaching activities interrelated with the proposed management issues.
Keywords: planning, direction, organization, control, teacher
Resumen
Este ensayo se propone el diálogo la relación entre el proceso de administración y enseñanza. Se
busca, con este texto, problematizar el proceso de administración y las funciones básicas del
administrador son inherentes a las actividades de los maestros. Por lo que este ensayo sobre el
proceso de gestión y práctica de la enseñanza implica en primer lugar a conceptualizar el proceso de
funciones de gestión y de administrador para luego bajar a presentar algunas de las actividades de
enseñanza relacionados entre sí los distintos temas propuestos.
Palabras clave: planificación, dirección, organización, control, profesor
1
Sou Doutoranda em Administração na UFMG. Formada em Administração, Mestre em Turismo e Meio Ambiente pelo Centro
Universitário UNA/MG, também fiz MBA em Gestão Estratégica de Marketing. Professora e Pesquisadora.
2
As funções do administrador e a prática docente
Megginson et al (1986) afirmam que pode-se definir administração como sendo o ato de se trabalhar
com as pessoas para determinar, interpreta e alcançar os objetivos organizacionais a partir do uso
das funções de planejamento, organização, direção e controle. Assim, a administração é um
processo, ou seja, algo sistemático, e assim, também é o trabalho docente: ordenado e sistêmico.
Para Koontz e O’Donnell (1980), a tarefa geral do administrador é criar dentro da empresa um
ambiente que facilite a obtenção de seu objetivo. De forma análoga, podemos pensar que a tarefa
geral do docente, fazendo uso de ‘seus saberes especializados’ (Farias, et al, p.73), é “criar situações
favoráveis ao desenvolvimento dos aprendizes nas diferentes áreas do conhecimento, no aspecto
afetivo-emocional, nas habilidades e nas atitudes e valores” (Masetto, 2008, p.14), sobretudo no
ensino superior que tem características muito peculiares por objetivar “a formação do cidadão, do
profissional, do sujeito enquanto pessoa, enfim de uma formação que o habilite ao trabalho e à vida”
(Leal, 2005). Costa (2008 p.59), argumenta que “o trabalho docente é o responsável pela produção
de saberes sociais, pela educação de cidadãos conscientes no contexto da sociedade
contemporânea”.
Henri Fayol foi o primeiro a formular uma teoria da administração, publicando em 1916 Administração
Industrial e Geral. Em uma abordagem pioneira, definiu que administrar é prever, organizar,
comandar, coordenar e controlar (2010 p.26), conceituando-as da seguinte maneira: i) prever per
visualizar o futuro e traçar o programa de ação; ii) organizar uma organização é dotá-la de tudo que é
útil ao seu funcionamento: matérias-primas, utensílios, capitais e pessoal, constituindo o organismo
material e social da empresa; iii) comandar é dirigir o pessoal; iv) coordenar é ligar, unir e harmonizar
todos os atos e esforços; v) controlar é velar para que tudo ocorra de acordo com as regras
estabelecidas e as ordens dadas.
Embora essas funções tenham sido definidas no começo do século XX, ainda são utilizadas em
diversos livros e materiais, mas com uma diferença. As funções comandar e coordenar foram unidas
por estarem associadas aos processos de gestão de pessoas. Assim, podemos dizer que no
processo de administração, todo administrador, independentemente do tipo e tamanho de empresa,
executa, mesmo que informalmente, as quatro funções de administração: planejar, organizar, dirigir e
controlar. Entretanto, essas funções não são atividades independentes, e que também não há uma
sequencia exata no tempo. Essas fases e as escolhas a elas concernentes também estão “presentes
durante o acontecer em sala de aula, num processo de idas e vindas” (Leal, 2005).
A primeira das funções da administração é o planejamento, que será a base das demais funções.
Como destacado por Koontz e O’Donnell (1980), o planejamento envolve a seleção de objetivos e
diretrizes, programas e procedimentos para os atingir, ou seja, é tomada de decisões, tendo em vista
que envolve uma escolha entre muitas alternativas. Como destacado por Tancredi, Barrios e Ferreira
(1998) planejar compreende um conjunto de conhecimentos práticos e teóricos ordenados de modo a
possibilitar interagir com a realidade, programar as estratégias e ações necessárias, e tudo o mais
que seja delas decorrente, no sentido de tornar possível alcançar as metas e os objetivos desejados
e nele preestabelecidos. “O planejamento é um processo que exige organização, sistematização,
previsão, decisão e outros aspectos na pretensão de garantir a eficiência e eficácia de uma ação,
quer seja em um nível micro, quer seja no nível macro. (Leal, 2005)”
O planejamento consiste, não apenas na especificação dos objetivos a serem atingidos, mas também
na definição das estratégias e ações que permitam alcançá-los. Conforme Cinelli (2006), o
planejamento compreende a definição das metas de uma organização, o estabelecimento de uma
estratégia global para alcançar essas metas e o desenvolvimento de uma hierarquia de planos
abrangentes para integrar e coordenar atividades. Refere-se, portanto, aos fins (o que será feito) e
também aos meios (como será feito).
Na atividade docente, o planejamento é a função do professor pela definição dos objetivos a serem
atingidos (quais as competências que os alunos devem desenvolver); as estratégias e ações que
permitam alcançá-los; e o desenvolvimento de planos que integram suas atividades, ou seja, como
deve ser feito. Podemos assim dizer que “planejar é decidir antecipadamente o que fazer, de que
maneira fazer, quando fazer, e quem deve fazer” Koontz e O’Donnell (1980, p.85). Na prática
docente, o planejamento assume o caráter didático e consciente em que o professor pensa e repensa
3
os comportamentos de todos os participantes no processo de aprendizagem. Conforme Tancredi,
Barrios e Ferreira (1998), planejar é uma atitude permanente da organização e do administrador, e
analogamente, podemos pensar que também é do professor.
As atividades de planejamento incluem a análise da situação atual, a previsão de cenários futuros, a
determinação de objetivos e metas, a decisão sobre os negócios que a empresa deverá se engajar, a
escolha das estratégias corporativas e a determinação dos recursos e relacionamentos internos e
externos necessários para que a empresa atenda aos objetivos propostos. Do mesmo modo, a
atividade docente requer a realização destas análises. Ponto que também foi destacado por Leal
(2005) ao indicar a necessidade de “realização de um diagnóstico aqui compreendido como uma
situação de análise; de reflexão sobre o circunstante, o local, o global.”
Esta análise ou diagnóstico consiste em pensar: o projeto pedagógico da instituição, as condições
físicas, suas normas expressas nos regimentos, e posteriormente, as que são socializadas entre os
colaboradores. Outros pontos para análise, segundo Leal (2005) são “a cultura institucional a filosofia
da universidade e/ou da instituição de ensino superior, enfim, as condições objetivas e subjetivas em
que o processo de ensino irá acontecer. A autora ainda sugere: averiguar a quantidade de alunos, os
novos desafios impostos pela sociedade, os recursos disponíveis, nível, as possíveis estratégias de
inovação, as expectativas do aluno, o nível intelectual, as condições socioeconômicas (retrato
sociocultural do aluno). Estas reflexões são importantes para obtenção do conhecimento sobre o
perfil dos alunos, realidade e dificuldades, no intuito minimizar os problemas de ensino-aprendizagem
que possam surgir ao longo do curso da disciplina, e balizaram o desenvolvimento do plano de
ensino.
Fayol (2010, p.65) defendia que o instrumento mais eficaz da previsão (ou planejamento) é p
programa de ação. Segundo ele, o programa é “ao mesmo tempo, o resultado visado, a linha de
conduta a seguir, as etapas a vencer, os meios a empregar; uma espécie de quadro do futuro” no
qual os acontecimentos figurem mais claros, segundo ideias preconcebidas, e onde os
acontecimentos distantes surgem mais ou menos vagos; é a marcha das empresa prevista e prepara
para certo tempo. Na prática docente, o plano de ensino é um documento base que serve como
referência aos docentes, evidencia os objetivos da disciplina e discrimina de forma detalhada os itens
a serem ministrados ao longo do curso. Os planos para as organizações e os planos de ensino
possuem algumas similitudes: para ser efetivos precisam ser construído com base em suas
necessidades; ser flexíveis permitindo ajustes quando necessário; ser executável no que tange o
processo e o cronograma. A confecção do programa, e também do plano de ensino, é uma tarefa
delicada “é particularmente longa e trabalhosa, quando efetuada pela primeira vez. Mas cada
renovação ocasiona alguma simplificação e, desde o que o programa se torne um hábito, as
dificuldades e os obstáculos são grandemente reduzidos” Fayol (2010, p.73).
O plano de ensino ou programa da disciplina deve conter os dados de identificação da disciplina,
ementa, objetivos, conteúdo programático, metodologia, avaliação e referências básica e
complementar da disciplina. A seguir são apresentados alguns dos primeiros itens:
i) A ementa da disciplina; declara quais os tópicos que farão parte do conteúdo da disciplina,
apresentando um resumo dos conteúdos que serão trabalhados.
ii) objetivos de ensino ou da disciplina: os objetivos gerais expressam os objetivos
educacionais, demonstrando “o perfil” profissional e educativo esperado. Os objetivos específicos são
elaborados na perspectiva da formação de habilidades a serem desenvolvidas pelos alunos, ou seja,
englobam o que os alunos deverão conhecer, compreender, analisar e avaliar ao longo da disciplina.
iii) conteúdos; representam os conhecimentos necessários para a formação ou temas que
são estudados durante o curso. Como expresso por Leal (2005) está relacionado com o
sistematização dos saberes que serão transmitidos aos alunos, levando em consideração aspectos
como “validade, relevância, gradualidade, acessibilidade, interdisciplinaridade, articulação com outras
áreas, cientificidade, adequação.”
iv) Referências – Cabe ao professor indicar fontes de pesquisa e leitura sobre os conteúdos
programáticos que serão abordados ao longo da disciplina.
Como pode-se perceber a tomada de decisão está profundamente ligada a esta função, e todas as
demais dependem desta. Entretanto, alerta Megginson et al (1986), o “bom planejamento se apoia
também na execução efetiva das outras funções”, que serão vista à seguir.
4
A segunda função do administrador, diz respeito à organização, que compreende, dentre outros
pontos, a determinação de que recursos e atividades são necessários para serem atingidos os
objetivos que foram estabelecidos anteriormente. Andrade e Amboni (2011, p.5) acrescenta que
organizar “compreende o processo de estruturação de uma organização por meio da distribuição do
poder, das tarefas, das responsabilidades e da prestação de contas”.
No que diz respeito à prática docente podemos pensar na prática e nos instrumentos para que os
conhecimentos sejam construídos, que devem ser diversificados, atendendo às diferentes formas de
construir o aprendizado. “Quando o professor exacerba um método ou uma técnica, poderá estar
privilegiando alguns alunos e excluindo outros”.
- recursos de ensino: novamente, a análise inicial realizada pelo professor será importante,
pois deverá levar em consideração as condições dos alunos e da instituição de ensino para organizar
as situações didáticas.
- metodologia de ensino: o conjunto de métodos aplicados a situação didático- pedagógica,
ou seja, o caminho escolhido pelo professor para organizar as situações ensino-aprendizagem. A
aprendizagem é um processo de mudança de comportamento, tratando-se de algo extenso, mas que
devido a limitação de tempo de relação aluno-professor, possui início, meio e fim.
“O professor deve refletir didaticamente sobre sua prática, pensar no cotidiano sobre o saber- fazer
em sala de aula, para não escorregar na mesmice metodológica de utilização dos mesmos recursos e
das invariáveis técnicas de ensino. É importante que o professor estude sobre essa temática, uma
vez que há uma diversidade metodológica que pode ser trabalhada em sem sala de aula e/ou numa
situação didático-pedagógica.”
A função direção diz respeito a conseguir com que os colaboradores, no caso da administração,
façam aquilo que se quer que eles façam, ‘envolve a orientação e a supervisão’ (Koontz e O’Donnell,
1980, p.50). Os autores acrescentam que essa é uma função difícil e complexa. Ao pensarmos na
atividade docente, podemos perceber que estas atribuições também estão presentes na rotina em
sala de aula. Pois, tão importante quanto desenvolver o planejamento da disciplinas é transmiti-lo aos
alunos, de modo que eles conheçam a programação do semestre e o que é esperado deles. Como
exemplo da atividade de supervisão, podemos citar com o desenvolvimento de exercícios e
atividades em sala de aula realizadas em grupo, no qual o professor geralmente percorre os grupos,
sanando dúvidas dos alunos e ouvindo sobre a execução da tarefa.
Para Andrade e Amboni (2011, p.5) dirigir “envolve os estilos de liderança e de direção utilizados
pelos gestores para motivar as pessoas a atingir os objetivos propostos e proporcionar o sentido da
missão”. Assim, esta função envolve as qualidades, estilos e poder do líder, bem como suas
atividades em comunicação, motivação e disciplinas. Atribuições que também estão presentes na
rotina em sala de aula. Essa função é exercida, por exemplo, atribuindo tarefas e emitindo
orientações e instruções, transmitindo metas e objetivos dos trabalhos propostos, pedindo
cooperação.
Controle é a criação de meios e maneiras de assegurar que o desempenho seja realmente
conseguido. De acordo com Andrade e Amboni (2011, p.5) controlar demonstra a compatibilidade
entre os objetivos esperados e resultados alcançados.” Segundo Fayol (2010, p.130), o controle
“aplica-se a tudo: às coisas, às pessoas, aos atos”. E acrescenta que do ponto de vista
administrativo, é necessário assegurar que o plano existe, “é aplicado e está em dia”. Para tanto, a
função de controle envolve a definição de medidas de desempenho, a verificação sistemática do
desempenho efetivo e sua comparação com os padrões e objetivos planejados. Pode-se notar que
não é uma ação isolada, mas um processo que ocorre em três etapas:
i) medição – que consiste em medir os resultados obtidos das atividades que foram
executadas, pode ser executada por diferentes técnicas;
ii) comparação – comparação com os objetivos ou indicadores específicos do resultado que
se deseja alcançar, sendo esperado algum desvio, dentro dos limites aceitos. No exercício da
atividade docente, por exemplo, ao finalizar os estudos de uma unidade, espera-se que todos os
alunos (ou a maioria deles), tenham compreendido a maior parte do conteúdo ministrado;
iii) correção – envolve medidas para corrigir os desvios em relação aos padrões e aos planos.
O função controle é, ainda desenvolvida em antes do início das atividades, enquanto ela ocorre e
depois que estiver terminada. Portanto, o processo avaliativo é contínuo, cumulativo e diagnóstico
5
visando acompanhar o desenvolvimento organizacional ou o processo de aprendizagem. Entretanto,
na prática docente prevalecem os aspectos qualitativos sobre os quantitativos, avaliando se os
conteúdos, os recursos e métodos, dentre outros, estão sendo adequados para que os objetivos
sejam eficientes e efetivamente alcançados. Como exemplo do controle preventivo podemos
destacar os que objetivam antecipar os problemas que podem ocorrer; buscando garantir que
recursos e as condições que evitem complicações durante a tarefa. O controle simultâneo monitora
as atividades que estejam sendo executadas de acordo com os padrões de desempenho, e enfatizam
o processo, corrigindo os problemas à medida que vão ocorrendo. E o controle posterior que avalia a
performance de uma atividade após sua realização. Todas essas atividades de controle estão ligadas
à função do professor, que ao desenvolver suas atividades precisa avaliar-se, avaliar o processo de
ensino e a aprendizagem do aluno.
Nesta relação, cabe também ao professor a tarefa de desenvolver instrumentos de avaliação que
considerem o avanço que aqueles alunos obtiveram durante o curso. As avaliações devem ser
diversificadas, atendendo as diferentes aptidões dos alunos, por meio da aplicação de exercícios,
provas, atividades individuais e/ou em grupo, relatórios, pesquisas de campo e observação
periódicas, dentre outros instrumentos, buscando considerar os avanços, dificuldades e
possibilidades de desenvolvimentos, conforme destacado por Leal (2005) e Zanon e Althaus (2008).
Assim, a avaliação compreende todos os instrumentos e mecanismos que o professor verificará se os
objetivos estão sendo atingidos ao longo da disciplina.
Para a realização de um controle efetivo é preciso que primeiramente tenha sido desenvolvidas as
funções de planejamento, organização, e direção. Assim, como nos alerta Costa (2008 p.59) “antes
de avaliar os seus alunos, primeiro avalie a si mesmo seus planejamentos de aula, objetivos,
metodologias e, consequentemente, seus atos diante desse processo.
Considerações finais
Neste ensaio buscou-se dialogar a relação entre o processo de administração e a prática docente.
Considerou-se que a administração é um processo, ou seja, algo sistemático, e assim, também é o
trabalho docente. Apresentamos as funções básicas do administrador (planejamento, organização,
direção e controle) e para cada uma delas buscamos pontos que inter-relacionasse com o exercício
das atividades de professor. Não buscamos esgotar os temas, mas apresentar uma reflexão que
aproximasse as duas áreas: a Administração e a Educação. Neste sentido, fica como sugestão a
ampliação do debate proposto.
Referências:
ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de; AMBONI, Nério. Teoria geral da administração. 2ed. Rio de
Janeiro: Elsevier, 2011.
CINELLI, Fernando. Planejamento - Um foco mais amplo. Boletim Gestão de Projetos nº 29, Abril
2006 Disponível em http://www.ietec.com.br/ietec/index_html.
COSTA, Jeiffieny da Silva. Docência no ensino superior: professor aulista ou professor pesquisador?
Caderno Discente do Instituto Superior de Educação – Ano 2, n. 2 – Aparecida de Goiânia – 2008
FAYOL, Henri. Administração Industrial e Geral. 10.ed. 10 reimpr. São Paulo : Atlas, 2010.
FARIAS, Isabel Maria Sabino et al. Identidade e fazer docente: aprendendo a ser e estar na profissão.
In. Didática e docência: aprendendo a profissão. Fortaleza: Líber livro, 2008.
KOONTZ, Harold; O’DONNELL, Cyril. Princípios de Administração: uma análise das funções
administrativas. 12 ed. São Paulo: Livraria Pioneira Editora. 1980. Volumes 1 e 2.
LEAL, Regina Barros. Planejamento de ensino: peculiaridades significativas. Revista
6
Iberoamericana de Educación. Número 37/3. 2005. Disponível em: http://rieoei.org/1106.htm
MEGGINSON, Leon; MOSLEY, Donald C.; PIETRI Jr., Paul H. Administração: conceitos e
aplicações. São Paulo: Editora Harbra,1986.
MASETTO, Marcos Tarciso (Org.) Docência na universidade. 9. ed. Campinas: Papirus, 2008.
TANCREDI, Francisco Bernadini; BARRIOS, Susana Rosa Lopez e FERREIRA, José Henrique
Germann. Planejamento em Saúde, volume 2. São Paulo : Faculdade de Saúde Pública da
Universidade de São Paulo, 1998. – (Série Saúde & Cidadania) Realizadores: “Instituto para o
Desenvolvimento da Saúde – IDS, Núcleo de Assistência Médico-Hospitalar – NAMH/FSP – USP,
Banco Itaú”.
ZANON, D. P.; ALTHAUS, M. 2008. Instrumentos de avaliação na prática pedagógica
universitária. Disponível em: www.maiza.com.br

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

9.1. planejamento de ensino como ferramenta básica do processo
9.1. planejamento de ensino como ferramenta básica do processo9.1. planejamento de ensino como ferramenta básica do processo
9.1. planejamento de ensino como ferramenta básica do processo
Claudio Lima
 
Planejamento educacional
Planejamento educacionalPlanejamento educacional
Planejamento educacional
Elaine Araújo
 
A pedagogia do movimento humano. o corpo como objecto de estudo. projecto lei...
A pedagogia do movimento humano. o corpo como objecto de estudo. projecto lei...A pedagogia do movimento humano. o corpo como objecto de estudo. projecto lei...
A pedagogia do movimento humano. o corpo como objecto de estudo. projecto lei...
Rita Rosa
 
A planificação didáctica nova apresentação
A planificação didáctica   nova apresentaçãoA planificação didáctica   nova apresentação
A planificação didáctica nova apresentação
Lourenço Neto
 
Desenvolvimento de competências dos gerentes da construção
Desenvolvimento de competências dos gerentes da construçãoDesenvolvimento de competências dos gerentes da construção
Desenvolvimento de competências dos gerentes da construção
Universidade Federal Fluminense
 

Mais procurados (19)

9.1. planejamento de ensino como ferramenta básica do processo
9.1. planejamento de ensino como ferramenta básica do processo9.1. planejamento de ensino como ferramenta básica do processo
9.1. planejamento de ensino como ferramenta básica do processo
 
Planejar
PlanejarPlanejar
Planejar
 
A lideranca como_instrumento_de_administracao_na_gestao_educacional
A lideranca como_instrumento_de_administracao_na_gestao_educacionalA lideranca como_instrumento_de_administracao_na_gestao_educacional
A lideranca como_instrumento_de_administracao_na_gestao_educacional
 
Planejamento educacional
Planejamento educacionalPlanejamento educacional
Planejamento educacional
 
A falta de sentido do planejamento
A falta de sentido do planejamentoA falta de sentido do planejamento
A falta de sentido do planejamento
 
Pedagogia do movimento humano: pesquisa do ensino e da preparação profissional
Pedagogia do movimento humano: pesquisa do ensino e da preparação profissionalPedagogia do movimento humano: pesquisa do ensino e da preparação profissional
Pedagogia do movimento humano: pesquisa do ensino e da preparação profissional
 
Planejamento escolar
Planejamento escolarPlanejamento escolar
Planejamento escolar
 
A pedagogia do movimento humano. o corpo como objecto de estudo. projecto lei...
A pedagogia do movimento humano. o corpo como objecto de estudo. projecto lei...A pedagogia do movimento humano. o corpo como objecto de estudo. projecto lei...
A pedagogia do movimento humano. o corpo como objecto de estudo. projecto lei...
 
A prática educativa
A prática educativaA prática educativa
A prática educativa
 
Planejamento da aula e currículo
Planejamento da aula  e currículoPlanejamento da aula  e currículo
Planejamento da aula e currículo
 
Ppoint.Planejamento.Revisado2006
Ppoint.Planejamento.Revisado2006Ppoint.Planejamento.Revisado2006
Ppoint.Planejamento.Revisado2006
 
Libâneo
LibâneoLibâneo
Libâneo
 
A planificação didáctica nova apresentação
A planificação didáctica   nova apresentaçãoA planificação didáctica   nova apresentação
A planificação didáctica nova apresentação
 
Planejamento Pedagógico
Planejamento PedagógicoPlanejamento Pedagógico
Planejamento Pedagógico
 
Estagio surper
Estagio surperEstagio surper
Estagio surper
 
Desenvolvimento de competências dos gerentes da construção
Desenvolvimento de competências dos gerentes da construçãoDesenvolvimento de competências dos gerentes da construção
Desenvolvimento de competências dos gerentes da construção
 
A+prática+educativa
A+prática+educativaA+prática+educativa
A+prática+educativa
 
Texto Planejamento
Texto PlanejamentoTexto Planejamento
Texto Planejamento
 
Planejamento Educacional
Planejamento EducacionalPlanejamento Educacional
Planejamento Educacional
 

Destaque

Genealogia da internet (parte 3 - convergência e web 1.0 )
Genealogia da internet (parte 3 - convergência e web 1.0 )Genealogia da internet (parte 3 - convergência e web 1.0 )
Genealogia da internet (parte 3 - convergência e web 1.0 )
fabiomalini
 
Genealogia da internet (a cultura p2p)
Genealogia da internet (a cultura p2p)Genealogia da internet (a cultura p2p)
Genealogia da internet (a cultura p2p)
fabiomalini
 
Análises Automatizadas de tweets e posts: filtrando textos no twitter e no fa...
Análises Automatizadas de tweets e posts: filtrando textos no twitter e no fa...Análises Automatizadas de tweets e posts: filtrando textos no twitter e no fa...
Análises Automatizadas de tweets e posts: filtrando textos no twitter e no fa...
fabiomalini
 

Destaque (20)

Genealogia da internet (parte 3 - convergência e web 1.0 )
Genealogia da internet (parte 3 - convergência e web 1.0 )Genealogia da internet (parte 3 - convergência e web 1.0 )
Genealogia da internet (parte 3 - convergência e web 1.0 )
 
Os próximos 20 anos do e-commerce no Brasil: regulamentação, inovação, mercad...
Os próximos 20 anos do e-commerce no Brasil: regulamentação, inovação, mercad...Os próximos 20 anos do e-commerce no Brasil: regulamentação, inovação, mercad...
Os próximos 20 anos do e-commerce no Brasil: regulamentação, inovação, mercad...
 
Analise de Redes Sociais
Analise de Redes SociaisAnalise de Redes Sociais
Analise de Redes Sociais
 
#DataScience e Ação Coletiva. slide #ArenaNetMundial
#DataScience e Ação Coletiva. slide #ArenaNetMundial#DataScience e Ação Coletiva. slide #ArenaNetMundial
#DataScience e Ação Coletiva. slide #ArenaNetMundial
 
Genealogia da internet (a cultura p2p)
Genealogia da internet (a cultura p2p)Genealogia da internet (a cultura p2p)
Genealogia da internet (a cultura p2p)
 
Análises Automatizadas de tweets e posts: filtrando textos no twitter e no fa...
Análises Automatizadas de tweets e posts: filtrando textos no twitter e no fa...Análises Automatizadas de tweets e posts: filtrando textos no twitter e no fa...
Análises Automatizadas de tweets e posts: filtrando textos no twitter e no fa...
 
Crítica e internet
Crítica e internetCrítica e internet
Crítica e internet
 
Ensaio: os rótulos e as ‘verdades’ absolutas
Ensaio: os rótulos e as ‘verdades’ absolutasEnsaio: os rótulos e as ‘verdades’ absolutas
Ensaio: os rótulos e as ‘verdades’ absolutas
 
Fórum de Líderes - "Desafios e Tendências do Varejo"
Fórum de Líderes - "Desafios e Tendências do Varejo"Fórum de Líderes - "Desafios e Tendências do Varejo"
Fórum de Líderes - "Desafios e Tendências do Varejo"
 
Genealogia da internet
Genealogia da internetGenealogia da internet
Genealogia da internet
 
Visões preliminares do #VemPraRua
Visões preliminares do #VemPraRua Visões preliminares do #VemPraRua
Visões preliminares do #VemPraRua
 
Congresso E-Commerce Brasil - Sistema tributário e os desafios para o e-commerce
Congresso E-Commerce Brasil - Sistema tributário e os desafios para o e-commerceCongresso E-Commerce Brasil - Sistema tributário e os desafios para o e-commerce
Congresso E-Commerce Brasil - Sistema tributário e os desafios para o e-commerce
 
Diferença dos protestos nas redes sociais: o #VemPraRua entre 2013 e 2015
Diferença dos protestos nas redes sociais: o #VemPraRua entre 2013 e 2015Diferença dos protestos nas redes sociais: o #VemPraRua entre 2013 e 2015
Diferença dos protestos nas redes sociais: o #VemPraRua entre 2013 e 2015
 
Ensaio sobre O Caçado sabendo Caçar (Edgar Morin)
Ensaio sobre O Caçado sabendo Caçar (Edgar Morin)Ensaio sobre O Caçado sabendo Caçar (Edgar Morin)
Ensaio sobre O Caçado sabendo Caçar (Edgar Morin)
 
Forum 2016 - Advanced Customer Aquisition – How to generate visitors without ...
Forum 2016 - Advanced Customer Aquisition – How to generate visitors without ...Forum 2016 - Advanced Customer Aquisition – How to generate visitors without ...
Forum 2016 - Advanced Customer Aquisition – How to generate visitors without ...
 
Ensaio: Sua tese de doutorado (ou pesquisa) é política?
Ensaio: Sua tese de doutorado (ou pesquisa) é política?Ensaio: Sua tese de doutorado (ou pesquisa) é política?
Ensaio: Sua tese de doutorado (ou pesquisa) é política?
 
Mulher e Polítca: reflexões sobre a participação da mulher na política
Mulher e Polítca: reflexões sobre a participação da mulher na políticaMulher e Polítca: reflexões sobre a participação da mulher na política
Mulher e Polítca: reflexões sobre a participação da mulher na política
 
Refinamento de campanhas com publicacoes de midias sociais
Refinamento de campanhas com publicacoes de midias sociaisRefinamento de campanhas com publicacoes de midias sociais
Refinamento de campanhas com publicacoes de midias sociais
 
Influenciadores
InfluenciadoresInfluenciadores
Influenciadores
 
Conferência E-Commerce Brasil NORDESTE 2016 - Como vender melhor os serviços ...
Conferência E-Commerce Brasil NORDESTE 2016 - Como vender melhor os serviços ...Conferência E-Commerce Brasil NORDESTE 2016 - Como vender melhor os serviços ...
Conferência E-Commerce Brasil NORDESTE 2016 - Como vender melhor os serviços ...
 

Semelhante a As funções do administrador e a prática docente (ensaio)

Gestão de sala de aula 2
Gestão de sala de aula 2Gestão de sala de aula 2
Gestão de sala de aula 2
suelyaparecida
 
Gestão democrática
Gestão democráticaGestão democrática
Gestão democrática
eliasdemoch
 
A organização Escola
A organização EscolaA organização Escola
A organização Escola
viviprof
 
Os contornos da gestão como mudança na esco
Os contornos da gestão como mudança na escoOs contornos da gestão como mudança na esco
Os contornos da gestão como mudança na esco
Antonio Alfazema Alfazema
 
Organização da educação escolar no brasil na perspectiva da gestão democrática
Organização da educação escolar no brasil na perspectiva da gestão democráticaOrganização da educação escolar no brasil na perspectiva da gestão democrática
Organização da educação escolar no brasil na perspectiva da gestão democrática
Pibid Letras Português Ufal
 
2197414 planificar
2197414 planificar2197414 planificar
2197414 planificar
Pedro Rufino
 
Texto projeto pol+¡tico pedag+¦gico
Texto projeto pol+¡tico pedag+¦gicoTexto projeto pol+¡tico pedag+¦gico
Texto projeto pol+¡tico pedag+¦gico
familiaestagio
 
Projeto pol+¡tico pedag+¦gico texto word 2003
Projeto pol+¡tico pedag+¦gico texto word 2003Projeto pol+¡tico pedag+¦gico texto word 2003
Projeto pol+¡tico pedag+¦gico texto word 2003
familiaestagio
 

Semelhante a As funções do administrador e a prática docente (ensaio) (20)

Gestão de sala de aula 2
Gestão de sala de aula 2Gestão de sala de aula 2
Gestão de sala de aula 2
 
Como promover a construção ppp
Como promover a construção pppComo promover a construção ppp
Como promover a construção ppp
 
Apresentação DE ADMINISTRAÇÃO: CURSO TÉCNICO
Apresentação DE ADMINISTRAÇÃO: CURSO TÉCNICOApresentação DE ADMINISTRAÇÃO: CURSO TÉCNICO
Apresentação DE ADMINISTRAÇÃO: CURSO TÉCNICO
 
Gestão democrática
Gestão democráticaGestão democrática
Gestão democrática
 
Planificação
PlanificaçãoPlanificação
Planificação
 
2W PP1 JENIFA.docx
2W PP1 JENIFA.docx2W PP1 JENIFA.docx
2W PP1 JENIFA.docx
 
A organização Escola
A organização EscolaA organização Escola
A organização Escola
 
Os contornos da gestão como mudança na esco
Os contornos da gestão como mudança na escoOs contornos da gestão como mudança na esco
Os contornos da gestão como mudança na esco
 
OPGEAENE AULA 6 : Coordenação, elaboração e avaliação de projeto político pe...
OPGEAENE  AULA 6 : Coordenação, elaboração e avaliação de projeto político pe...OPGEAENE  AULA 6 : Coordenação, elaboração e avaliação de projeto político pe...
OPGEAENE AULA 6 : Coordenação, elaboração e avaliação de projeto político pe...
 
O coordenador pedagógico e o espaço de mudança
O coordenador pedagógico e o espaço de mudançaO coordenador pedagógico e o espaço de mudança
O coordenador pedagógico e o espaço de mudança
 
A elaboração do projeto político pedagógico
A elaboração do projeto político pedagógicoA elaboração do projeto político pedagógico
A elaboração do projeto político pedagógico
 
Organização da educação escolar no brasil na perspectiva da gestão democrática
Organização da educação escolar no brasil na perspectiva da gestão democráticaOrganização da educação escolar no brasil na perspectiva da gestão democrática
Organização da educação escolar no brasil na perspectiva da gestão democrática
 
2197414 planificar
2197414 planificar2197414 planificar
2197414 planificar
 
Actuação do secretario nas organizações educacionais
Actuação do secretario nas organizações educacionais Actuação do secretario nas organizações educacionais
Actuação do secretario nas organizações educacionais
 
Texto projeto pol+¡tico pedag+¦gico
Texto projeto pol+¡tico pedag+¦gicoTexto projeto pol+¡tico pedag+¦gico
Texto projeto pol+¡tico pedag+¦gico
 
Projeto pol+¡tico pedag+¦gico texto word 2003
Projeto pol+¡tico pedag+¦gico texto word 2003Projeto pol+¡tico pedag+¦gico texto word 2003
Projeto pol+¡tico pedag+¦gico texto word 2003
 
Aula 01 -_administração_pública_-_prof[1]._eduardo_fávero
Aula 01 -_administração_pública_-_prof[1]._eduardo_fáveroAula 01 -_administração_pública_-_prof[1]._eduardo_fávero
Aula 01 -_administração_pública_-_prof[1]._eduardo_fávero
 
Cap.4 o planejamento da ação didatica
Cap.4   o planejamento da ação didaticaCap.4   o planejamento da ação didatica
Cap.4 o planejamento da ação didatica
 
Desenvolvendo competências dos gerentes da indústria da construção civil - tr...
Desenvolvendo competências dos gerentes da indústria da construção civil - tr...Desenvolvendo competências dos gerentes da indústria da construção civil - tr...
Desenvolvendo competências dos gerentes da indústria da construção civil - tr...
 
1a versao monografia (guardado automaticamente) recente
1a versao monografia (guardado automaticamente) recente1a versao monografia (guardado automaticamente) recente
1a versao monografia (guardado automaticamente) recente
 

Mais de fcmatosbh

Dados desagregados por gênero na busca da equidade na gestão pública da água ...
Dados desagregados por gênero na busca da equidade na gestão pública da água ...Dados desagregados por gênero na busca da equidade na gestão pública da água ...
Dados desagregados por gênero na busca da equidade na gestão pública da água ...
fcmatosbh
 
Impactos das mudanças climaticas nos recursos hídricos _ desafios e implicaçõ...
Impactos das mudanças climaticas nos recursos hídricos _ desafios e implicaçõ...Impactos das mudanças climaticas nos recursos hídricos _ desafios e implicaçõ...
Impactos das mudanças climaticas nos recursos hídricos _ desafios e implicaçõ...
fcmatosbh
 
Desigualdade de gênero nas organizações_desafios a serem superados e oport...
Desigualdade de gênero nas organizações_desafios a serem superados e oport...Desigualdade de gênero nas organizações_desafios a serem superados e oport...
Desigualdade de gênero nas organizações_desafios a serem superados e oport...
fcmatosbh
 
El papel de los datos desglosados por género en búsqueda de equidad en la ges...
El papel de los datos desglosados por género en búsqueda de equidad en la ges...El papel de los datos desglosados por género en búsqueda de equidad en la ges...
El papel de los datos desglosados por género en búsqueda de equidad en la ges...
fcmatosbh
 
Estratégia de gestão colaborativa dos recursos hídricos: a contribuição ...
Estratégia de gestão colaborativa dos recursos hídricos: a contribuição ...Estratégia de gestão colaborativa dos recursos hídricos: a contribuição ...
Estratégia de gestão colaborativa dos recursos hídricos: a contribuição ...
fcmatosbh
 
Water governance as an instrument of democratization: reflections on the shar...
Water governance as an instrument of democratization: reflections on the shar...Water governance as an instrument of democratization: reflections on the shar...
Water governance as an instrument of democratization: reflections on the shar...
fcmatosbh
 
The profile of state water resources councils’ representatives and women’s vo...
The profile of state water resources councils’ representatives and women’s vo...The profile of state water resources councils’ representatives and women’s vo...
The profile of state water resources councils’ representatives and women’s vo...
fcmatosbh
 
Água e Gênero: perspectivas e experiências - Volume 2
Água e Gênero: perspectivas e experiências - Volume 2Água e Gênero: perspectivas e experiências - Volume 2
Água e Gênero: perspectivas e experiências - Volume 2
fcmatosbh
 
Perfil dos Representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e a vo...
Perfil dos Representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e a vo...Perfil dos Representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e a vo...
Perfil dos Representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e a vo...
fcmatosbh
 
Participação em comitês de bacias hidrográficas_ reflexões sobre represe...
Participação em comitês de bacias hidrográficas_ reflexões sobre represe...Participação em comitês de bacias hidrográficas_ reflexões sobre represe...
Participação em comitês de bacias hidrográficas_ reflexões sobre represe...
fcmatosbh
 
Retratos de Governanças das Águas: Comitê da bacia hidrográfica do Rio Grande
Retratos de Governanças das Águas: Comitê da bacia hidrográfica do Rio GrandeRetratos de Governanças das Águas: Comitê da bacia hidrográfica do Rio Grande
Retratos de Governanças das Águas: Comitê da bacia hidrográfica do Rio Grande
fcmatosbh
 

Mais de fcmatosbh (20)

Governança dos recursos hídricos: análises do perfil e do processo de formaçã...
Governança dos recursos hídricos: análises do perfil e do processo de formaçã...Governança dos recursos hídricos: análises do perfil e do processo de formaçã...
Governança dos recursos hídricos: análises do perfil e do processo de formaçã...
 
Dados desagregados por gênero na busca da equidade na gestão pública da água ...
Dados desagregados por gênero na busca da equidade na gestão pública da água ...Dados desagregados por gênero na busca da equidade na gestão pública da água ...
Dados desagregados por gênero na busca da equidade na gestão pública da água ...
 
A construção da agenda da água no Brasil
A construção da agenda da água no BrasilA construção da agenda da água no Brasil
A construção da agenda da água no Brasil
 
Impactos das mudanças climaticas nos recursos hídricos _ desafios e implicaçõ...
Impactos das mudanças climaticas nos recursos hídricos _ desafios e implicaçõ...Impactos das mudanças climaticas nos recursos hídricos _ desafios e implicaçõ...
Impactos das mudanças climaticas nos recursos hídricos _ desafios e implicaçõ...
 
Patriarcado e o Poder_ uma abordagem interdiciplinar.pdf
Patriarcado e o Poder_ uma abordagem interdiciplinar.pdfPatriarcado e o Poder_ uma abordagem interdiciplinar.pdf
Patriarcado e o Poder_ uma abordagem interdiciplinar.pdf
 
Desigualdade de gênero nas organizações_desafios a serem superados e oport...
Desigualdade de gênero nas organizações_desafios a serem superados e oport...Desigualdade de gênero nas organizações_desafios a serem superados e oport...
Desigualdade de gênero nas organizações_desafios a serem superados e oport...
 
El papel de los datos desglosados por género en búsqueda de equidad en la ges...
El papel de los datos desglosados por género en búsqueda de equidad en la ges...El papel de los datos desglosados por género en búsqueda de equidad en la ges...
El papel de los datos desglosados por género en búsqueda de equidad en la ges...
 
Estratégia de gestão colaborativa dos recursos hídricos: a contribuição ...
Estratégia de gestão colaborativa dos recursos hídricos: a contribuição ...Estratégia de gestão colaborativa dos recursos hídricos: a contribuição ...
Estratégia de gestão colaborativa dos recursos hídricos: a contribuição ...
 
Water governance as an instrument of democratization: reflections on the shar...
Water governance as an instrument of democratization: reflections on the shar...Water governance as an instrument of democratization: reflections on the shar...
Water governance as an instrument of democratization: reflections on the shar...
 
Desafios e Oportunidades na Gestão Ambiental: O papel dos municípios e parcer...
Desafios e Oportunidades na Gestão Ambiental: O papel dos municípios e parcer...Desafios e Oportunidades na Gestão Ambiental: O papel dos municípios e parcer...
Desafios e Oportunidades na Gestão Ambiental: O papel dos municípios e parcer...
 
The profile of state water resources councils’ representatives and women’s vo...
The profile of state water resources councils’ representatives and women’s vo...The profile of state water resources councils’ representatives and women’s vo...
The profile of state water resources councils’ representatives and women’s vo...
 
Água e Gênero: perspectivas e experiências - Volume 2
Água e Gênero: perspectivas e experiências - Volume 2Água e Gênero: perspectivas e experiências - Volume 2
Água e Gênero: perspectivas e experiências - Volume 2
 
Perfil de Representantes de Consejos Estatales de Recursos Hídricos y la voz ...
Perfil de Representantes de Consejos Estatales de Recursos Hídricos y la voz ...Perfil de Representantes de Consejos Estatales de Recursos Hídricos y la voz ...
Perfil de Representantes de Consejos Estatales de Recursos Hídricos y la voz ...
 
Perfil dos Representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e a vo...
Perfil dos Representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e a vo...Perfil dos Representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e a vo...
Perfil dos Representantes dos Conselhos Estaduais de Recursos Hídricos e a vo...
 
Participação em comitês de bacias hidrográficas_ reflexões sobre represe...
Participação em comitês de bacias hidrográficas_ reflexões sobre represe...Participação em comitês de bacias hidrográficas_ reflexões sobre represe...
Participação em comitês de bacias hidrográficas_ reflexões sobre represe...
 
Aprendizagem Rede de Governança: impressões preliminares da oficina de capaci...
Aprendizagem Rede de Governança: impressões preliminares da oficina de capaci...Aprendizagem Rede de Governança: impressões preliminares da oficina de capaci...
Aprendizagem Rede de Governança: impressões preliminares da oficina de capaci...
 
Os atores sociais nos organismos colegiados de gestão das águas no Estado de ...
Os atores sociais nos organismos colegiados de gestão das águas no Estado de ...Os atores sociais nos organismos colegiados de gestão das águas no Estado de ...
Os atores sociais nos organismos colegiados de gestão das águas no Estado de ...
 
Água e Gênero - Perspectivas e Experiências.pdf
Água e Gênero - Perspectivas e Experiências.pdfÁgua e Gênero - Perspectivas e Experiências.pdf
Água e Gênero - Perspectivas e Experiências.pdf
 
Retratos de Governanças das Águas _ Comitê para integração da bacia hidro...
Retratos de Governanças das Águas _ Comitê para integração da bacia hidro...Retratos de Governanças das Águas _ Comitê para integração da bacia hidro...
Retratos de Governanças das Águas _ Comitê para integração da bacia hidro...
 
Retratos de Governanças das Águas: Comitê da bacia hidrográfica do Rio Grande
Retratos de Governanças das Águas: Comitê da bacia hidrográfica do Rio GrandeRetratos de Governanças das Águas: Comitê da bacia hidrográfica do Rio Grande
Retratos de Governanças das Águas: Comitê da bacia hidrográfica do Rio Grande
 

Último

1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
aulasgege
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
VALMIRARIBEIRO1
 

Último (20)

ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdfufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
ufcd_9649_Educação Inclusiva e Necessidades Educativas Especificas_índice.pdf
 
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
1. Aula de sociologia - 1º Ano - Émile Durkheim.pdf
 
O que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de InfânciaO que é, de facto, a Educação de Infância
O que é, de facto, a Educação de Infância
 
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacional
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacionalBENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacional
BENEFÍCIOS DA NEUROPSICOPEDAGOGIA educacional
 
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
APH- Avaliação de cena , analise geral do ambiente e paciente.
 
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHASMARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
MARCHA HUMANA. UM ESTUDO SOBRE AS MARCHAS
 
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdfApostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
Apostila-Letramento-e-alfabetização-2.pdf
 
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdfEnunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
Enunciado_da_Avaliacao_1__Direito_e_Legislacao_Social_(IL60174).pdf
 
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantilPower Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
Power Point sobre as etapas do Desenvolvimento infantil
 
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptxSlides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
Slides Lição 07, Central Gospel, As Duas Testemunhas Do Final Dos Tempos.pptx
 
livro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensoriallivro para educação infantil conceitos sensorial
livro para educação infantil conceitos sensorial
 
Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.Poema - Aedes Aegypt.
Poema - Aedes Aegypt.
 
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptxSlides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
Slides Lição 8, CPAD, Confessando e Abandonando o Pecado.pptx
 
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhosoO Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
O Reizinho Autista.pdf - livro maravilhoso
 
Abuso Sexual da Criança e do adolescente
Abuso Sexual da Criança e do adolescenteAbuso Sexual da Criança e do adolescente
Abuso Sexual da Criança e do adolescente
 
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-criançasLivro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
Livro infantil: A onda da raiva. pdf-crianças
 
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livroMeu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
Meu corpo - Ruth Rocha e Anna Flora livro
 
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PEEdital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
Edital do processo seletivo para contratação de agentes de saúde em Floresta, PE
 
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º anoNós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
Nós Propomos! Sertã 2024 - Geografia C - 12º ano
 
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos AnimaisNós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
Nós Propomos! Canil/Gatil na Sertã - Amigos dos Animais
 

As funções do administrador e a prática docente (ensaio)

  • 1. Agosto 2016 - ISSN: 1988-7833 AS FUNÇÕES DO ADMINISTRADOR E A PRÁTICA DOCENTE (ENSAIO) Fernanda Matos1 UFMG, fcmatosbh@gmail.com Para citar este artículo puede utilizar el siguiente formato: Fernanda Matos (2016): “As funções do administrador e a prática docente (Ensaio)”, Revista Contribuciones a las Ciencias Sociales, (julio-septiembre 2016). En línea: http://www.eumed.net/rev/cccss/2016/03/controle.html Resumo Este ensaio tem como proposta dialogar a relação entre o processo de administração e a prática docente. Busca-se, com este texto, problematizar que o processo de administração e as funções básicas do administrador são inerentes ao exercício das atividades de professor. Então, este ensaio sobre processo de administração e a prática docente envolve, primeiro conceituar o processo de administração e as funções do administrador para então enveredar para apresentar algumas das atividades docentes inter-relacionadas com os temas da administração propostos. Palavras-chave: planejamento, direção, organização, controle, professor Abstract This paper aims dialogue the relationship between the process of administration and teaching. Seeks, with this text, problematize the process of administration and the basic functions of the administrator are inherent to the teacher activities. So this essay on management process and teaching practice involves first conceptualize the process of management and administrator functions to then go down to present some of the teaching activities interrelated with the proposed management issues. Keywords: planning, direction, organization, control, teacher Resumen Este ensayo se propone el diálogo la relación entre el proceso de administración y enseñanza. Se busca, con este texto, problematizar el proceso de administración y las funciones básicas del administrador son inherentes a las actividades de los maestros. Por lo que este ensayo sobre el proceso de gestión y práctica de la enseñanza implica en primer lugar a conceptualizar el proceso de funciones de gestión y de administrador para luego bajar a presentar algunas de las actividades de enseñanza relacionados entre sí los distintos temas propuestos. Palabras clave: planificación, dirección, organización, control, profesor 1 Sou Doutoranda em Administração na UFMG. Formada em Administração, Mestre em Turismo e Meio Ambiente pelo Centro Universitário UNA/MG, também fiz MBA em Gestão Estratégica de Marketing. Professora e Pesquisadora.
  • 2. 2 As funções do administrador e a prática docente Megginson et al (1986) afirmam que pode-se definir administração como sendo o ato de se trabalhar com as pessoas para determinar, interpreta e alcançar os objetivos organizacionais a partir do uso das funções de planejamento, organização, direção e controle. Assim, a administração é um processo, ou seja, algo sistemático, e assim, também é o trabalho docente: ordenado e sistêmico. Para Koontz e O’Donnell (1980), a tarefa geral do administrador é criar dentro da empresa um ambiente que facilite a obtenção de seu objetivo. De forma análoga, podemos pensar que a tarefa geral do docente, fazendo uso de ‘seus saberes especializados’ (Farias, et al, p.73), é “criar situações favoráveis ao desenvolvimento dos aprendizes nas diferentes áreas do conhecimento, no aspecto afetivo-emocional, nas habilidades e nas atitudes e valores” (Masetto, 2008, p.14), sobretudo no ensino superior que tem características muito peculiares por objetivar “a formação do cidadão, do profissional, do sujeito enquanto pessoa, enfim de uma formação que o habilite ao trabalho e à vida” (Leal, 2005). Costa (2008 p.59), argumenta que “o trabalho docente é o responsável pela produção de saberes sociais, pela educação de cidadãos conscientes no contexto da sociedade contemporânea”. Henri Fayol foi o primeiro a formular uma teoria da administração, publicando em 1916 Administração Industrial e Geral. Em uma abordagem pioneira, definiu que administrar é prever, organizar, comandar, coordenar e controlar (2010 p.26), conceituando-as da seguinte maneira: i) prever per visualizar o futuro e traçar o programa de ação; ii) organizar uma organização é dotá-la de tudo que é útil ao seu funcionamento: matérias-primas, utensílios, capitais e pessoal, constituindo o organismo material e social da empresa; iii) comandar é dirigir o pessoal; iv) coordenar é ligar, unir e harmonizar todos os atos e esforços; v) controlar é velar para que tudo ocorra de acordo com as regras estabelecidas e as ordens dadas. Embora essas funções tenham sido definidas no começo do século XX, ainda são utilizadas em diversos livros e materiais, mas com uma diferença. As funções comandar e coordenar foram unidas por estarem associadas aos processos de gestão de pessoas. Assim, podemos dizer que no processo de administração, todo administrador, independentemente do tipo e tamanho de empresa, executa, mesmo que informalmente, as quatro funções de administração: planejar, organizar, dirigir e controlar. Entretanto, essas funções não são atividades independentes, e que também não há uma sequencia exata no tempo. Essas fases e as escolhas a elas concernentes também estão “presentes durante o acontecer em sala de aula, num processo de idas e vindas” (Leal, 2005). A primeira das funções da administração é o planejamento, que será a base das demais funções. Como destacado por Koontz e O’Donnell (1980), o planejamento envolve a seleção de objetivos e diretrizes, programas e procedimentos para os atingir, ou seja, é tomada de decisões, tendo em vista que envolve uma escolha entre muitas alternativas. Como destacado por Tancredi, Barrios e Ferreira (1998) planejar compreende um conjunto de conhecimentos práticos e teóricos ordenados de modo a possibilitar interagir com a realidade, programar as estratégias e ações necessárias, e tudo o mais que seja delas decorrente, no sentido de tornar possível alcançar as metas e os objetivos desejados e nele preestabelecidos. “O planejamento é um processo que exige organização, sistematização, previsão, decisão e outros aspectos na pretensão de garantir a eficiência e eficácia de uma ação, quer seja em um nível micro, quer seja no nível macro. (Leal, 2005)” O planejamento consiste, não apenas na especificação dos objetivos a serem atingidos, mas também na definição das estratégias e ações que permitam alcançá-los. Conforme Cinelli (2006), o planejamento compreende a definição das metas de uma organização, o estabelecimento de uma estratégia global para alcançar essas metas e o desenvolvimento de uma hierarquia de planos abrangentes para integrar e coordenar atividades. Refere-se, portanto, aos fins (o que será feito) e também aos meios (como será feito). Na atividade docente, o planejamento é a função do professor pela definição dos objetivos a serem atingidos (quais as competências que os alunos devem desenvolver); as estratégias e ações que permitam alcançá-los; e o desenvolvimento de planos que integram suas atividades, ou seja, como deve ser feito. Podemos assim dizer que “planejar é decidir antecipadamente o que fazer, de que maneira fazer, quando fazer, e quem deve fazer” Koontz e O’Donnell (1980, p.85). Na prática docente, o planejamento assume o caráter didático e consciente em que o professor pensa e repensa
  • 3. 3 os comportamentos de todos os participantes no processo de aprendizagem. Conforme Tancredi, Barrios e Ferreira (1998), planejar é uma atitude permanente da organização e do administrador, e analogamente, podemos pensar que também é do professor. As atividades de planejamento incluem a análise da situação atual, a previsão de cenários futuros, a determinação de objetivos e metas, a decisão sobre os negócios que a empresa deverá se engajar, a escolha das estratégias corporativas e a determinação dos recursos e relacionamentos internos e externos necessários para que a empresa atenda aos objetivos propostos. Do mesmo modo, a atividade docente requer a realização destas análises. Ponto que também foi destacado por Leal (2005) ao indicar a necessidade de “realização de um diagnóstico aqui compreendido como uma situação de análise; de reflexão sobre o circunstante, o local, o global.” Esta análise ou diagnóstico consiste em pensar: o projeto pedagógico da instituição, as condições físicas, suas normas expressas nos regimentos, e posteriormente, as que são socializadas entre os colaboradores. Outros pontos para análise, segundo Leal (2005) são “a cultura institucional a filosofia da universidade e/ou da instituição de ensino superior, enfim, as condições objetivas e subjetivas em que o processo de ensino irá acontecer. A autora ainda sugere: averiguar a quantidade de alunos, os novos desafios impostos pela sociedade, os recursos disponíveis, nível, as possíveis estratégias de inovação, as expectativas do aluno, o nível intelectual, as condições socioeconômicas (retrato sociocultural do aluno). Estas reflexões são importantes para obtenção do conhecimento sobre o perfil dos alunos, realidade e dificuldades, no intuito minimizar os problemas de ensino-aprendizagem que possam surgir ao longo do curso da disciplina, e balizaram o desenvolvimento do plano de ensino. Fayol (2010, p.65) defendia que o instrumento mais eficaz da previsão (ou planejamento) é p programa de ação. Segundo ele, o programa é “ao mesmo tempo, o resultado visado, a linha de conduta a seguir, as etapas a vencer, os meios a empregar; uma espécie de quadro do futuro” no qual os acontecimentos figurem mais claros, segundo ideias preconcebidas, e onde os acontecimentos distantes surgem mais ou menos vagos; é a marcha das empresa prevista e prepara para certo tempo. Na prática docente, o plano de ensino é um documento base que serve como referência aos docentes, evidencia os objetivos da disciplina e discrimina de forma detalhada os itens a serem ministrados ao longo do curso. Os planos para as organizações e os planos de ensino possuem algumas similitudes: para ser efetivos precisam ser construído com base em suas necessidades; ser flexíveis permitindo ajustes quando necessário; ser executável no que tange o processo e o cronograma. A confecção do programa, e também do plano de ensino, é uma tarefa delicada “é particularmente longa e trabalhosa, quando efetuada pela primeira vez. Mas cada renovação ocasiona alguma simplificação e, desde o que o programa se torne um hábito, as dificuldades e os obstáculos são grandemente reduzidos” Fayol (2010, p.73). O plano de ensino ou programa da disciplina deve conter os dados de identificação da disciplina, ementa, objetivos, conteúdo programático, metodologia, avaliação e referências básica e complementar da disciplina. A seguir são apresentados alguns dos primeiros itens: i) A ementa da disciplina; declara quais os tópicos que farão parte do conteúdo da disciplina, apresentando um resumo dos conteúdos que serão trabalhados. ii) objetivos de ensino ou da disciplina: os objetivos gerais expressam os objetivos educacionais, demonstrando “o perfil” profissional e educativo esperado. Os objetivos específicos são elaborados na perspectiva da formação de habilidades a serem desenvolvidas pelos alunos, ou seja, englobam o que os alunos deverão conhecer, compreender, analisar e avaliar ao longo da disciplina. iii) conteúdos; representam os conhecimentos necessários para a formação ou temas que são estudados durante o curso. Como expresso por Leal (2005) está relacionado com o sistematização dos saberes que serão transmitidos aos alunos, levando em consideração aspectos como “validade, relevância, gradualidade, acessibilidade, interdisciplinaridade, articulação com outras áreas, cientificidade, adequação.” iv) Referências – Cabe ao professor indicar fontes de pesquisa e leitura sobre os conteúdos programáticos que serão abordados ao longo da disciplina. Como pode-se perceber a tomada de decisão está profundamente ligada a esta função, e todas as demais dependem desta. Entretanto, alerta Megginson et al (1986), o “bom planejamento se apoia também na execução efetiva das outras funções”, que serão vista à seguir.
  • 4. 4 A segunda função do administrador, diz respeito à organização, que compreende, dentre outros pontos, a determinação de que recursos e atividades são necessários para serem atingidos os objetivos que foram estabelecidos anteriormente. Andrade e Amboni (2011, p.5) acrescenta que organizar “compreende o processo de estruturação de uma organização por meio da distribuição do poder, das tarefas, das responsabilidades e da prestação de contas”. No que diz respeito à prática docente podemos pensar na prática e nos instrumentos para que os conhecimentos sejam construídos, que devem ser diversificados, atendendo às diferentes formas de construir o aprendizado. “Quando o professor exacerba um método ou uma técnica, poderá estar privilegiando alguns alunos e excluindo outros”. - recursos de ensino: novamente, a análise inicial realizada pelo professor será importante, pois deverá levar em consideração as condições dos alunos e da instituição de ensino para organizar as situações didáticas. - metodologia de ensino: o conjunto de métodos aplicados a situação didático- pedagógica, ou seja, o caminho escolhido pelo professor para organizar as situações ensino-aprendizagem. A aprendizagem é um processo de mudança de comportamento, tratando-se de algo extenso, mas que devido a limitação de tempo de relação aluno-professor, possui início, meio e fim. “O professor deve refletir didaticamente sobre sua prática, pensar no cotidiano sobre o saber- fazer em sala de aula, para não escorregar na mesmice metodológica de utilização dos mesmos recursos e das invariáveis técnicas de ensino. É importante que o professor estude sobre essa temática, uma vez que há uma diversidade metodológica que pode ser trabalhada em sem sala de aula e/ou numa situação didático-pedagógica.” A função direção diz respeito a conseguir com que os colaboradores, no caso da administração, façam aquilo que se quer que eles façam, ‘envolve a orientação e a supervisão’ (Koontz e O’Donnell, 1980, p.50). Os autores acrescentam que essa é uma função difícil e complexa. Ao pensarmos na atividade docente, podemos perceber que estas atribuições também estão presentes na rotina em sala de aula. Pois, tão importante quanto desenvolver o planejamento da disciplinas é transmiti-lo aos alunos, de modo que eles conheçam a programação do semestre e o que é esperado deles. Como exemplo da atividade de supervisão, podemos citar com o desenvolvimento de exercícios e atividades em sala de aula realizadas em grupo, no qual o professor geralmente percorre os grupos, sanando dúvidas dos alunos e ouvindo sobre a execução da tarefa. Para Andrade e Amboni (2011, p.5) dirigir “envolve os estilos de liderança e de direção utilizados pelos gestores para motivar as pessoas a atingir os objetivos propostos e proporcionar o sentido da missão”. Assim, esta função envolve as qualidades, estilos e poder do líder, bem como suas atividades em comunicação, motivação e disciplinas. Atribuições que também estão presentes na rotina em sala de aula. Essa função é exercida, por exemplo, atribuindo tarefas e emitindo orientações e instruções, transmitindo metas e objetivos dos trabalhos propostos, pedindo cooperação. Controle é a criação de meios e maneiras de assegurar que o desempenho seja realmente conseguido. De acordo com Andrade e Amboni (2011, p.5) controlar demonstra a compatibilidade entre os objetivos esperados e resultados alcançados.” Segundo Fayol (2010, p.130), o controle “aplica-se a tudo: às coisas, às pessoas, aos atos”. E acrescenta que do ponto de vista administrativo, é necessário assegurar que o plano existe, “é aplicado e está em dia”. Para tanto, a função de controle envolve a definição de medidas de desempenho, a verificação sistemática do desempenho efetivo e sua comparação com os padrões e objetivos planejados. Pode-se notar que não é uma ação isolada, mas um processo que ocorre em três etapas: i) medição – que consiste em medir os resultados obtidos das atividades que foram executadas, pode ser executada por diferentes técnicas; ii) comparação – comparação com os objetivos ou indicadores específicos do resultado que se deseja alcançar, sendo esperado algum desvio, dentro dos limites aceitos. No exercício da atividade docente, por exemplo, ao finalizar os estudos de uma unidade, espera-se que todos os alunos (ou a maioria deles), tenham compreendido a maior parte do conteúdo ministrado; iii) correção – envolve medidas para corrigir os desvios em relação aos padrões e aos planos. O função controle é, ainda desenvolvida em antes do início das atividades, enquanto ela ocorre e depois que estiver terminada. Portanto, o processo avaliativo é contínuo, cumulativo e diagnóstico
  • 5. 5 visando acompanhar o desenvolvimento organizacional ou o processo de aprendizagem. Entretanto, na prática docente prevalecem os aspectos qualitativos sobre os quantitativos, avaliando se os conteúdos, os recursos e métodos, dentre outros, estão sendo adequados para que os objetivos sejam eficientes e efetivamente alcançados. Como exemplo do controle preventivo podemos destacar os que objetivam antecipar os problemas que podem ocorrer; buscando garantir que recursos e as condições que evitem complicações durante a tarefa. O controle simultâneo monitora as atividades que estejam sendo executadas de acordo com os padrões de desempenho, e enfatizam o processo, corrigindo os problemas à medida que vão ocorrendo. E o controle posterior que avalia a performance de uma atividade após sua realização. Todas essas atividades de controle estão ligadas à função do professor, que ao desenvolver suas atividades precisa avaliar-se, avaliar o processo de ensino e a aprendizagem do aluno. Nesta relação, cabe também ao professor a tarefa de desenvolver instrumentos de avaliação que considerem o avanço que aqueles alunos obtiveram durante o curso. As avaliações devem ser diversificadas, atendendo as diferentes aptidões dos alunos, por meio da aplicação de exercícios, provas, atividades individuais e/ou em grupo, relatórios, pesquisas de campo e observação periódicas, dentre outros instrumentos, buscando considerar os avanços, dificuldades e possibilidades de desenvolvimentos, conforme destacado por Leal (2005) e Zanon e Althaus (2008). Assim, a avaliação compreende todos os instrumentos e mecanismos que o professor verificará se os objetivos estão sendo atingidos ao longo da disciplina. Para a realização de um controle efetivo é preciso que primeiramente tenha sido desenvolvidas as funções de planejamento, organização, e direção. Assim, como nos alerta Costa (2008 p.59) “antes de avaliar os seus alunos, primeiro avalie a si mesmo seus planejamentos de aula, objetivos, metodologias e, consequentemente, seus atos diante desse processo. Considerações finais Neste ensaio buscou-se dialogar a relação entre o processo de administração e a prática docente. Considerou-se que a administração é um processo, ou seja, algo sistemático, e assim, também é o trabalho docente. Apresentamos as funções básicas do administrador (planejamento, organização, direção e controle) e para cada uma delas buscamos pontos que inter-relacionasse com o exercício das atividades de professor. Não buscamos esgotar os temas, mas apresentar uma reflexão que aproximasse as duas áreas: a Administração e a Educação. Neste sentido, fica como sugestão a ampliação do debate proposto. Referências: ANDRADE, Rui Otávio Bernardes de; AMBONI, Nério. Teoria geral da administração. 2ed. Rio de Janeiro: Elsevier, 2011. CINELLI, Fernando. Planejamento - Um foco mais amplo. Boletim Gestão de Projetos nº 29, Abril 2006 Disponível em http://www.ietec.com.br/ietec/index_html. COSTA, Jeiffieny da Silva. Docência no ensino superior: professor aulista ou professor pesquisador? Caderno Discente do Instituto Superior de Educação – Ano 2, n. 2 – Aparecida de Goiânia – 2008 FAYOL, Henri. Administração Industrial e Geral. 10.ed. 10 reimpr. São Paulo : Atlas, 2010. FARIAS, Isabel Maria Sabino et al. Identidade e fazer docente: aprendendo a ser e estar na profissão. In. Didática e docência: aprendendo a profissão. Fortaleza: Líber livro, 2008. KOONTZ, Harold; O’DONNELL, Cyril. Princípios de Administração: uma análise das funções administrativas. 12 ed. São Paulo: Livraria Pioneira Editora. 1980. Volumes 1 e 2. LEAL, Regina Barros. Planejamento de ensino: peculiaridades significativas. Revista
  • 6. 6 Iberoamericana de Educación. Número 37/3. 2005. Disponível em: http://rieoei.org/1106.htm MEGGINSON, Leon; MOSLEY, Donald C.; PIETRI Jr., Paul H. Administração: conceitos e aplicações. São Paulo: Editora Harbra,1986. MASETTO, Marcos Tarciso (Org.) Docência na universidade. 9. ed. Campinas: Papirus, 2008. TANCREDI, Francisco Bernadini; BARRIOS, Susana Rosa Lopez e FERREIRA, José Henrique Germann. Planejamento em Saúde, volume 2. São Paulo : Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, 1998. – (Série Saúde & Cidadania) Realizadores: “Instituto para o Desenvolvimento da Saúde – IDS, Núcleo de Assistência Médico-Hospitalar – NAMH/FSP – USP, Banco Itaú”. ZANON, D. P.; ALTHAUS, M. 2008. Instrumentos de avaliação na prática pedagógica universitária. Disponível em: www.maiza.com.br