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  • Material de excelente qualidade para o publico em geral em especial para o estudante da LIBRAS, como eu, obrigado!!!
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  1. 1. O mundo nas mãos
  2. 2. <ul><li>Elaboração do Seminário da Apresentação Virtual, Momento 2- 2ª Etapa( II ). </li></ul><ul><li>Deficiência : Surdez Profunda. </li></ul><ul><li>Dificuldades específicas: Aluno não oralizado, não conhecendo a Língua Portuguesa. </li></ul><ul><li>Grupo Graham Bell – Turma RJ-07 </li></ul><ul><li>Mediadora: Nivia Maseri de Moraes </li></ul>Inclusão e Tecnologias Assistivas
  3. 3. <ul><li>Trajeto de um aluno com surdez profunda, conhecendo apenas LIBRAS,não sendo oralizado, nem conhecendo Português em uma sala inclusiva </li></ul>
  4. 4. Divisão por deficiência Fonte: IBGE 2002
  5. 5. Vídeos recomendados <ul><ul><li>http://www.youtube.com/watch ? v=OFwVO0zx9sw </li></ul></ul><ul><ul><li>Software Bilíngue para surdos </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.youtube.com/watch ? v=gYV_e7lVH38 </li></ul></ul><ul><ul><li>A surdez e o desafio da inclusão escolar </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.youtube.com/watch ? v=4BZQhWGkvNQ </li></ul></ul><ul><ul><li>Inclusão de alunos em salas de aula de alunos que ouvem </li></ul></ul>
  6. 6. O Código de Libras
  7. 7. A palavra picareta em Signwriting http://www.dicionariolibras.com.br/website/portifolio_detalhar.asp?cod=124&idi=1&moe=6&id_portifolio=2219
  8. 8. Singwriting <ul><li>O SignWriting é um sistema de escrita das línguas gestuais, criado por Valerie Sutton em 1974, nos Estados Unidos. Este sistema de escrita teve origem na descrição das danças da coreógrafa e despertou a curiosidade de investigadores da língua gestual dinamarquesa que procuravam uma forma de escrever os gestos. A década de 70 do século passado caracterizou-se como o período de transição do DanceWriting (escrita de danças) para o SignWriting (escrita de gestos). </li></ul><ul><li>Este sistema de escrita permite que os surdos escrevam a sua própria língua, sem terem que recorrer à sua segunda língua. No caso do nosso país, sem terem que recorrer ao Português. Para além disso, pode adaptar-se a qualquer língua gestual do mundo . </li></ul>
  9. 9. Decreto 5.626 de 22 de dezembro de 2005 Lei 10.436/02 <ul><li>O Decreto 5.626 de 22 de dezembro de 2005, que regulamentou a Lei 10.436/02, definiu formas institucionais para o uso e a difusão da Língua Brasileira de Sinais e da Língua Portuguesa, visando o acesso das pessoas surdas à educação. O decreto trata ainda da inclusão da Libras como disciplina curricular nos cursos de formação de professores e nos cursos de Fonoaudiologia, da formação do professor de Libras e do instrutor de Libras, da formação do tradutor e intérprete de Libras / Língua Portuguesa, da garantia do direito à educação e saúde das pessoas surdas ou com deficiência auditiva e do papel do poder público e das empresas no apoio ao uso e difusão da Libras.Lei Estatual n 11405 de 31 de dezembro de 1999 Dispõe sobre a oficialização da LIBRAS – Língua Brasileira de Sinais e dá outras providências. </li></ul>
  10. 10. Conhecendo o surdo <ul><li>Surdez profunda : a criança dificilmente desenvolverá a linguagem oral espontaneamente; só responde auditivamente a sons muito intensos como: bombas, trovão, motor de carro e avião; freqüentemente utiliza a leitura orofacial; necessita fazer uso de aparelho de amplificação e/ou implante coclear, bem como de acompanhamento especializado. </li></ul><ul><li>Quem são os SURDOS? São aqueles que perderam a audição de forma parcial ou total Há muitos graus de perda auditiva, hoje dizemos que surdos são aqueles que usam a língua de sinais para se comunicar e deficientes auditivos aqueles que com uma prótese podem reconhecer pelo som as palavras. Deficiência Auditiva Profunda - Limiares acima de 90 dB . </li></ul>
  11. 11. <ul><li>O que é o Surdo-Mudo? Erro social dado ao fato de que o surdo vive num “silêncio” rotulado pela própria sociedade (por falta de conhecimento do real significado das duas palavras). Surdo: dificuldade parcial ou total no que se refere à audição Mudo: problema ligado à voz. </li></ul><ul><li>O que é a deficiência auditiva? É apenas uma perda sensorial por isto as pessoas com problemas de audição tem potencialidade igual a de qualquer ouvinte. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Comunicação com liberdade e segurança : para os surdos a língua de sinais é fundamental pois só através dela podem se comunicar com liberdade e segurança. </li></ul><ul><li>Educação acesso à cidadania : a educação de uma pessoa surda se dará de forma diferente de acordo com a época em que a surdez acontecer. Ela precisará de um atendimento especializado para conseguir uma educação de qualidade e poder participar da sociedade como cidadã. A FENEIS sempre acompanha as pesquisas e direcionamentos dados á educação dos surdos em cumprimento de sua missão que visa a educação e a integração dos surdos. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Língua: conjunto do vocabulário de um idioma, e de suas regras gramaticais; </li></ul><ul><li>Idioma : Por exemplo: inglês, português, LIBRAS. </li></ul><ul><li>Linguagem: Capacidade que o homem e alguns animais possuem para se comunicar, expressar seus pensamentos. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>Língua de Sinais : É a língua dos surdos e que possui a sua própria estrutura e gramática através do canal comunicação visual, a língua de sinais dos surdos urbanos brasileiros é a LIBRAS. </li></ul><ul><li>A Língua Brasileira de Sinais foi desenvolvida a partir da língua de sinais francesa. As línguas de sinais não são universais, cada país possui a sua. A LIBRAS possui estrutura gramatical própria. Os sinais são formados por meio da combinação de formas e de movimentos das mãos e de pontos de referência no corpo ou no espaço. Segundo a legislação vigente, Libras constitui um sistema lingüístico de transmissão de idéias e fatos, oriundos de comunidades de pessoas com deficiência auditiva do Brasil, na qual há uma forma de comunicação e expressão, de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Cultura Surda : ao longo dos séculos os surdos foram formando uma cultura própria centrada principalmente em sua forma de comunicação. Em quase todas as cidades do mundo vamos encontrar associações de surdos onde eles se reúnem e convivem socialmente. </li></ul><ul><li>Intérprete de LIBRAS : pessoa ouvinte que interpreta para os surdos uma comunicação falada usando a língua de sinais e vice-versa. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Prevenção : as causas mais frequentes da surdez são a rubéola na gravidez, a meningite, o sarampo, a desidratação e o uso excessivo de antibióticos. Campanhas, palestras encontros, mobilizações de profissionais são importantes para que todos tomem consciência dos recursos disponíveis para um atendimento eficaz às pessoas portadoras de qualquer tipo de surdez. É importante ainda que as famílias de surdos aprendam a língua de sinais e se reúnam com a finalidade de discutir seus problemas comuns e reivindicar uma educação de qualidade para seus filhos. </li></ul>
  17. 17. Celular para surdos <ul><li>Telefone para surdos - TDD A central de atendimento aos surdos – CAS pela ANATEL também tem beneficiado à comunidade surda brasileira com seu serviço de informações, possibilitando assim um acesso maior a dados que até então eram impossibilitados para os surdos. </li></ul><ul><li>Telefone celular agora já é realidade para os surdos, uma vez que o intercâmbio de mensagens vai aproximar pessoas cada vez mais, sem a dependência de terceiros para o uso de telefone e envio de recados. É a tecnologia que chega mais perto da comunidade surda e promete um futuro melhor as pessoas. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>O CAS é um sistema de auxílio através de telefonista, que visa melhorar os meios de comunicações entre pessoas surdas e pessoas ouvintes. </li></ul><ul><li>Funciona de seguinte forma: </li></ul>
  19. 19. <ul><li>Pessoa (A) surda, telefona para o número da operadora de telefonia,definido exclusivamente para surdos, através de seu aparelho de TDD, uma telefonista atende e faz a ligação para a pessoa (B) que é ouvinte. A partir deste momento, tudo o que o surdo digitar via TDD, a telefonista falará para o ouvinte, e vice-versa, ou seja, tudo o que o ouvinte falar, ela digitará de volta para o surdo. </li></ul><ul><li>Pessoa ouvinte também tem um nº, definido pela operadora, para telefonar para o surdo. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>A FENEIS , estabeleceu uma importante parceria de trabalho com uma operadora de telefonia celular, ao disponibilizar para a comunidade surda a tecnologia do envio e recebimento de mensagens escritas através do celular. </li></ul><ul><li>Nesse primeiro momento, apenas um tipo de aparelho (NOKIA 6120i) está habitado para o serviço, em função de possuir bateria vibratória que permite ao surdo “ouvir” o telefone chamar. A federação está empenhada em que a novidade beneficie os surdos de todo o Brasil . </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Legenda em Português No Brasil, a rede Globo de Televisão é pioneira no sistema de legenda oculta em programas de TV. As legendas são opcionais e só aparecem na TV quando é acionada uma tecla chamada Closed Caption (CC) </li></ul><ul><li>A legenda aparece nos seguintes programas: - Bom Dia Brasil - Jornal Hoje - Jornal Nacional - Fantástico - Programa do Jô </li></ul>
  22. 22. A inclusão de pessoas com surdez na escola comum <ul><li>A inclusão de pessoas com surdez na escola comum requer que se busquem meios para beneficiar sua participação e aprendizagem tanto na sala de aula como no Atendimento Educacional Especializado. Conforme Dorziat (1998), o aperfeiçoamento da escola comum em favor de todos os alunos é primordial. Esta autora observa que os professores precisam conhecer e usar a Língua de Sinais, entretanto, deve-se considerar que a simples adoção dessa língua não é suficiente para escolarizar o aluno com surdez. </li></ul>
  23. 23. <ul><li>Assim, a escola comum precisa implementar ações que tenham sentido para os alunos em geral e que esse sentido possa ser compartilhado com os alunos com surdez. Mais do que a utilização de uma língua, os alunos com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento, explorem suas capacidades, em todos os sentidos. </li></ul>
  24. 24. A SURDEZ NA PERSPECTIVA PEDAGÓGICA E SOCIAL <ul><li>A surdez é uma experiência visual que traz aos surdos a possibilidade de constituir sua subjetividade por meio de experiências cognitivolinguísticas diversas, mediadas por formas alternativas de comunicação simbólica, que encontram na língua de sinais, seu principal meio de concretização. </li></ul><ul><li>A surdez é uma realidade heterogênea e multifacetada e cada sujeito surdo é único, pois sua identidade se constituirá a depender das experiências socioculturais que compartilhou ao longo de sua vida. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>Os surdos têm direito a uma educação bilíngue , que priorize a língua de sinais como sua língua natural e primeira língua, bem como o aprendizado da língua portuguesa, como segunda língua . </li></ul><ul><li>O desenvolvimento de uma educação bilíngue de qualidade é fundamental ao exercício de sua cidadania, na qual o acesso aos conteúdos curriculares, leitura e escrita não dependam do domínio da oralidade. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>A Língua Portuguesa precisa ser viabilizada: enquanto linguagem dialógica/ funcional/ instrumental e enquanto área do conhecimento (disciplina curricular). </li></ul><ul><li>A presença de educadores surdos , é imprescindível no processo educacional, atuando como modelos de identificação linguístico cultural e exercendo funções e papéis significativos . </li></ul>
  27. 27. O trabalho pedagógico com os alunos com surdez nas escolas comuns <ul><li>O trabalho pedagógico com os alunos com surdez nas escolas comuns, deve ser desenvolvido em um ambiente bilíngue, ou seja, em um espaço em que se utilize a Língua de Sinais e a Língua Portuguesa. Um período adicional de horas diárias de estudo é indicado para a execução do Atendimento Educacional Especializado. Nele destacam-se três momentos didático-pedagógicos: </li></ul>
  28. 28. <ul><li>1) Momento do Atendimento Educacional Especializado em Libras na escola comum, em que todos os conhecimentos dos diferentes conteúdos curriculares, são explicados nessa língua por um professor, sendo o mesmo preferencialmente surdo . </li></ul><ul><li>Esse trabalho é realizado todos os dias, e destina-se aos alunos com surdez. </li></ul>
  29. 29. 2) Momento do Atendimento Educacional Especializado para o ensino de Libras na escola comum, no qual os alunos com surdez terão aulas de Libras, favorecendo o conhecimento e a aquisição, principalmente de termos científicos. Este trabalhado é realizado pelo professor e/ ou instrutor de Libras (preferencialmente surdo), de acordo com o estágio de desenvolvimento da Língua de Sinais em que o aluno se encontra. O atendimento deve ser planejado a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno tem a respeito da Língua de Sinais.
  30. 30. <ul><li>3) Momento do Atendimento Educacional Especializado para o ensino da Língua Portuguesa, no qual são trabalhadas as especificidades dessa língua para pessoas com surdez . Este trabalho é realizado todos os dias para os alunos com surdez, à parte das aulas da turma comum, por uma professora de Língua Portuguesa, graduada nesta área, preferencialmente. O atendimento deve ser planejado a partir do diagnóstico do conhecimento que o aluno tem a respeito da Língua Portuguesa. </li></ul>
  31. 31. Planejamento das aulas <ul><li>O planejamento do Atendimento Educacional Especializado em Libras é feito pelo professor especializado, juntamente com os professores de turma comum e os professores de Língua Portuguesa, pois o conteúdo deste trabalho é semelhante ao desenvolvido na sala de aula comum. </li></ul>
  32. 32. Fotos <ul><li>Veja no Blog http://wwwpucinteracaotecnologiasemeducacao.blogspot.com/2009/11/fotos.html </li></ul><ul><li>a sequência de fotos de uma sala de aula ambientada para surdos com o título Fotos. </li></ul><ul><li>http://www.slideshare.net/fatimamarins/fotos-de-uma-sala-ambientada-para-alunos-surdos-2585758 </li></ul>
  33. 33. Sala de aula para a relação professor/ alunos surdos e demais alunos <ul><li>Diferentes formas de comunicação que devem estar presentes na sala de aula para a relação professor/ alunos surdos e demais alunos </li></ul><ul><li>Além da língua de sinais, meio privilegiado de interação simbólica, diferentes formas de comunicação que utilizam outros códigos visuais deverão estar presentes na sala de aula, beneficiando a relação entre professor/alunos surdos e demais alunos: </li></ul>
  34. 34. <ul><li>língua portuguesa oral / leitura labial - a língua oral desenvolvida com os surdos até hoje é baseada, fundamentalmente, no treino fonoarticulatório/ estimulação auditiva. Como conseqüência apenas uma pequena parcela de alunos surdos (não mais que 20%, segundo as pesquisas) puderam apresentar realmente a possibilidade de comunicação oral. A leitura labial é possibilitada pela visualização da expressão fisionômica e dos gestos da pessoa que fala. Geralmente, o professor costuma acreditar que sentar o aluno na primeira carteira, falar de frente e pausadamente basta para que ele compreenda sua mensagem. </li></ul>
  35. 35. <ul><li>Entretanto, mesmo entre os surdos treinados para o domínio desta técnica, há estudos demonstrando ser a leitura labial um meio ineficaz para a compreensão plena, entre os interlocutores, uma vez que, na melhor das hipóteses, 50% da mensagem estará comprometida pela dificuldade de leitura de fonemas não visíveis para os surdos e pela rapidez do fluxo da fala, o que dificulta o entendimento do conteúdo que acaba sendo deduzido pelo contexto, o que nem sempre é confiável. </li></ul>
  36. 36. <ul><li>1)alfabeto manual - é um recurso utilizado pelos surdos para ‘soletrar’ nomes próprios ou palavras do português para as quais não há equivalente em língua de sinais. Vale lembrar que de nada adiantará a soletração pelo professor se o significado da palavra for desconhecido para o aluno. </li></ul><ul><li>2) mímica/dramatização - são recursos possíveis na comunicação, que poderão acompanhar ou enriquecer os conteúdos discutidos em sala de aula e que, embora não exerçam a função simbólica de uma língua, dão conta de constituir significados mais relacionados ao aqui e agora. </li></ul>
  37. 37. <ul><li>3) desenhos/ilustrações/fotografias - poderão ser aliados importantes, pois trazem, concretamente, a referência ao tema que se apresenta. Toda a pista visual pictográfica enriquece o conteúdo e estimula o hemisfério cerebral não-lingüístico, tornando-se um recurso precioso de memorização para todos os alunos. </li></ul>
  38. 38. <ul><li>4) recursos tecnológicos (vídeo/TV, retroprojetor , computador, slides,entre outros ) — constituem instrumentos ricos e atuais para se trabalhar com novos códigos e linguagens em sala de aula. A preferência deve ser por filmes legendados, pois isto facilita o acompanhamento pelos surdos. No entanto, é sempre bom estar discutindo, previamente, a temática a ser desenvolvida, o enredo, os personagens envolvidos, pois caso a legenda não seja totalmente compreendida, por conta do desconhecimento de algumas palavras pelos alunos surdos, não haverá prejuízo quanto à interiorização do conteúdo tratado. </li></ul>
  39. 39. <ul><li>5)língua portuguesa escrita - apresenta-se como uma possibilidade visual de estar representando as informações veiculadas em sala de aula. O professor poderá estar organizando um roteiro do conteúdo a ser abordado, com palavras-chave, no quadro ou no retroprojetor, recorrendo, sempre, a seus apontamentos como forma de organizar sua explanação. Mais uma vez, é bom lembrar que palavras desconhecidas devem ter seu conteúdo clarificado para os alunos, sob o risco de tornarem-se um indicador sem efeito. Há inúmeras experiências que demonstram que, mesmo o aluno falante nativo do português, beneficia-se das explicações ou sinônimos oferecidos aos surdos para a compreensão dos enunciados. </li></ul>
  40. 40. TIPOS DE APOIO <ul><li>1) professor de apoio fixo - profissional especializado, que presta atendimento integral às turmas do ensino comum em que estiverem matriculados alunos surdos. Pode estar vinculado à sala de recursos, dispondo, em seu Cronograma, de horários para este atendimento; </li></ul><ul><li>2) professor itinerante - profissional especializado que presta apoio às escolas, periodicamente, realizando orientações sobre as adequações curriculares necessárias aos alunos surdos (metodologia, recursos e estratégias, avaliação...; </li></ul>
  41. 41. <ul><li>3) professores intérpretes - profissional bilíngue (Língua de Sinais e Língua Portuguesa) que atua na interpretação/tradução dos conteúdos curriculares e atividades acadêmicas, envolvidas na escola. Sua função principal é a de permitir o acesso às informações veiculadas, principalmente, em sala de aula, no mesmo nível e complexidade que as recebem os demais alunos; </li></ul>
  42. 42. <ul><li>4) salas de recursos - classes que funcionam em período contrário ao do ensino comum, organizadas com recursos e materiais adequados à complementação da escolarização dos alunos, com professor especializado e bilíngue; </li></ul>
  43. 43. <ul><li>5) equipes multidisciplinares (psicólogos, pedagogos , fonoaudiólogos, orientadores educacionais entre outros ) - que prestam atendimento complementar ao atendimento educacional, ofertado pelos Centros de Atendimento Especializado, públicos e privados, ou escolas especiais;escolas especiais - do mesmo modo, ofertam serviços especializados de natureza terapêutica e assistencial, em período contrário ao ensino comum. </li></ul>
  44. 44. Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum e no Atendimento Educacional Especializado em Libras <ul><li>O Atendimento Educacional Especializado em Libras fornece a base conceitual dessa língua e do conteúdo curricular estudado na sala de aula comum, o que favorece ao aluno com surdez a compreensão desse conteúdo. Nesse atendimento há explicações das idéias essenciais dos conteúdos estudados em sala de aula comum. Os professores utilizam imagens visuais e quando o conceito é muito abstrato recorrem a outros recursos, como o teatro, por exemplo. Os recursos didáticos utilizados na sala de aula comum para a compreensão dos conteúdos curriculares são também utilizados no Atendimento Educacional Especializado em Libras. </li></ul>
  45. 45. <ul><li>Os professores do Atendimento Educacional Especializado de Libras fazem permanentemente avaliações para verificação da aprendizagem dos alunos em relação à evolução conceitual de Libras. Em resumo, questões importantes sobre o Atendimento Educacional Especializado em Libras e para o ensino de Libras: </li></ul>
  46. 46. <ul><li>1) O Atendimento Educacional Especializado com o uso de Libras , ensina e enriquece os conteúdos curriculares promovendo a aprendizagem dos alunos com surdez na turma comum. </li></ul><ul><li>2) O ambiente educacional bilíngue é importante e indispensável, já que respeita a estrutura da Libras e da Língua Portuguesa. Este atendimento exige uma organização metodológica e didática e especializada. </li></ul>
  47. 47. <ul><li>3) Professor que ministra aulas em Libras deve ser qualificado para realizar o atendimento das exigências básicas do ensino por meio da Libras e também, para não praticar o bimodalismo, ou seja, misturar a Libras e a Língua Portuguesa que são duas línguas de estruturas diferentes. </li></ul><ul><li>4) O professor com surdez, para o ensino de Libras oferece aos alunos com surdez melhores possibilidades do que o professor ouvinte porque o contato com crianças e jovens com surdez com adultos com surdez favorece a aquisição dessa língua. </li></ul>
  48. 48. <ul><li>5) A avaliação processual do aprendizado por meio da Libras é importante para que se verifique, pontualmente, a contribuição do Atendimento Educacional Especializado para o aluno com surdez na escola comum. </li></ul><ul><li>6)A qualidade dos recursos visuais é primordial para facilitar a compreensão do conteúdo curricular em Libras. </li></ul>
  49. 49. <ul><li>7) A organização do ambiente de aprendizagem e as explicações do professor em Libras propiciam uma compreensão das idéias complexas, contidas nos conhecimentos curriculares. </li></ul><ul><li>8) O Atendimento Educacional Especializado em Libras oferece ao aluno com surdez segurança e motivação para aprender, sendo, portanto, de extrema importância para a inclusão do aluno na classe comum. </li></ul>
  50. 50. DESENVOLVENDO COMPETÊNCIAS PARA O ATENDIMENTO ÀS NECESSIDADES EDUCACIONAIS ESPECIAIS DE ALUNOS SURDOS <ul><li>Não é qualquer proposta ou qualquer interação que desencadeia a aprendizagem. Toda atividade que se ofereça ao aluno na sala de aula precisa ter uma intenção clara, do professor para o aluno. O trabalho pedagógico deve ter, como ponto de partida, os conhecimentos que a criança já possui. Esta seria a base para a ampliação e aquisição de novos conhecimentos. </li></ul><ul><li>A Língua Portuguesa, além de se constituir disciplina do currículo que exige uma reflexão pormenorizada de sua aprendizagem pelos surdos, é o elemento organizador e mediador no desenvolvimento das demais áreas do conhecimento curricular. Veiculada através de material gráfico (livros, apostilas, revistas, jornais) é o meio privilegiado de acesso à informação em sala de aula, sistematizando a memória cultural da humanidade e, portanto, o acesso ao conhecimento. </li></ul>
  51. 51. <ul><li>Com relação às demais áreas de conhecimento, desde que seja assegurada a adequação do código linguístico, os problemas serão minimizados em relação à apropriação dos conteúdos pelos alunos surdos. No entanto, algumas áreas, dada a sua organização curricular, poderão gerar algumas dificuldades para os surdos, necessitando a realização de adaptações curriculares, a fim de garantir o respeito à diferença linguística presente. </li></ul>
  52. 52. <ul><li>É necessário destacar que seja qual for a área de conhecimento a ser desenvolvida, um texto estará sempre presente, uma vez que ele configura a maior unidade de sentido da língua e qualquer atividade de interação verbal pressupõe sua existência, podendo se materializar de forma oral, escrita ou sinalizada. A conversa inicial, a ordem para a tarefa, os enunciados dos problemas matemáticos, a piada, a experiência no laboratório, o livro didático, entre outras situações cotidianas em sala de aula, constituem-se textos significativos estruturados em Língua Portuguesa. Para os alunos surdos, poderá haver dificuldades de compreensão desses textos, fato que indica a necessidade de se utilizar a língua de sinais e outros códigos visuais citados no texto que trata da “Língua de Sinais e outras formas de comunicação visual”. </li></ul>
  53. 53. <ul><li>A não utilização de códigos visuais poderá levá-los a comportamentos inadequados: a indiferença, o isolamento, a agressividade e o erro. </li></ul><ul><li>É provável que muitos dos objetivos e conteúdos sejam os mesmos para alunos surdos e ouvintes, desde que asseguradas as formas alternativas de organização, metodologia e avaliação, que pressuponham os seguintes princípios metodológicos: </li></ul>
  54. 54. <ul><li>1)Favorecer a atividade própria dos alunos, estimulando suas experiências diretas, como ponto de partida da aprendizagem; </li></ul><ul><li>2)organizar as atividades de aprendizagem em pequenos grupos, para estimular a cooperação e comunicação entre os alunos; </li></ul><ul><li>3)utilizar, constantemente recursos visuais de comunicação que sirvam de apoio à informação transmitida oralmente (desenho, leitura, vídeo, cartaz, etc); </li></ul>
  55. 55. <ul><li>4)avaliar o conhecimento do aluno em todas as áreas, levando em consideração as características da interferência da Língua de Sinais em suas produções escritas, conforme exemplo abaixo: </li></ul><ul><li>P: O que é uma ilha? </li></ul><ul><li>R: Terra água lado </li></ul><ul><li>O aluno tem conhecimento do elemento geográfico. O que ele não conseguiu foi expressar esse conhecimento nos padrões linguísticos formais da Língua Portuguesa. </li></ul>
  56. 56. Adequação da língua portuguesa na educação dos surdos <ul><li>Práticas metodológicas de ensino de segundas línguas </li></ul><ul><li>utilização da escrita na interação simultânea professor/aluno (conversação); </li></ul><ul><li>escolha prévia de textos de acordo com a competência lingüística dos educandos; </li></ul><ul><li>apresentação de referências relevantes (contexto histórico, enredo, personagens, localização geográfica, biografia do autor, etc.) sobre o texto, em língua de sinais ou utilizando outros recursos, antes de sua leitura ; </li></ul><ul><li>apresentação do texto por escrito ; </li></ul>
  57. 57. <ul><li>exploração do vocabulário e da estrutura do texto (decodificação de vocábulos desconhecidos, por meio do emprego de associações e analogias); </li></ul><ul><li>ênfase aos aspectos semânticos e estruturais do texto; </li></ul><ul><li>estímulo à formação de opinião e do pensamento crítico. </li></ul>
  58. 58. AVALIAÇÃO <ul><li>Numa concepção pedagógica progressista, preocupada com a transformação social, a avaliação deve ser vista como a ferramenta que auxilia na aprendizagem do aluno, possibilitando-lhe apropriar-se de conhecimentos e de habilidades necessárias ao seu crescimento. Busca-se uma avaliação que seja, para o professor, um instrumento não só para constatar o que o aluno já sabe, mas que lhe permita rever, criticamente seu trabalho, e reorientar sua atuação. </li></ul>
  59. 59. <ul><li>Grupo Graham Bell </li></ul><ul><li>Vanilda Rosa Silva dos Santos </li></ul><ul><li>Simone de Fátima Mendes Pinto </li></ul><ul><li>Ana Paula Carneiro Rola </li></ul><ul><li>Fátima Roberto Marins </li></ul><ul><li>Disciplina : Inclusão e Tecnologias Assistivas-ITA </li></ul><ul><li>Turma: RJ-07 </li></ul><ul><li>Mediadora: Nivia Pereira Maseri de Moraes </li></ul><ul><li>Novembro de 2009 </li></ul>
  60. 60. Referências <ul><li>http://potal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/aee_da.pdf </li></ul><ul><li>http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/mee002270.pdf </li></ul>
  61. 61. <ul><ul><li>http://www.slideshare.net/share/blogspot/736583 </li></ul></ul><ul><ul><li>http://www.inclusaoutopiareal.psc.br/libras.htm </li></ul></ul>
  62. 62. <ul><li>http://wwwpucinteracaotecnologiasemeducacao.blogspot.com/2009/11/inclusao-de-indios-surdos.html </li></ul><ul><li>http://wwwpucinteracaotecnologiasemeducacao.blogspot.com/2009/11/escola-municipal-em-irara-bahia.html </li></ul>
  63. 63. <ul><li>http://escoladereferencia.blogs.sapo.pt/10590.html </li></ul><ul><li>http://fabulas1.blogspot.com/2004_04_01_archive.html </li></ul><ul><li>Imagem da capa </li></ul><ul><li>http://www.dicionariolibras.com.br/website/portifolio_detalhar.asp ? cod=124&idi=1&moe=6&id_portifolio=2219 Picareta </li></ul>

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