Aula de metodologia

333 visualizações

Publicada em

Aula de Metodologia de Pesquisa Científica

Publicada em: Educação
0 comentários
0 gostaram
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

  • Seja a primeira pessoa a gostar disto

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
333
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
3
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
10
Comentários
0
Gostaram
0
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide

Aula de metodologia

  1. 1. 1 METODOLOGIA DE INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA METODOLOGIA CIENTÍFICA ETAPAS DA INVESTIGAÇÃO CIENTÍFICA Escolha do tema, Formulação da hipótese, Planejamento da investigação , Desenvolvimento metodológico, Coleta e armazenamento de informações (observação, experimentação), Análise dos resultados, elaboração das conclusões, Divulgação dos resultados. METODOLOGIA CIENTÍFICA 2 Formulação De Hipótese 3 Verificação Da Hipótese 1 Delimitação Do Problema 4 Aplicação Prática METODOLOGIA CIENTÍFICA LEVANTAMENTO DO TEMA Delimitação do tema; Formulação da hipótese; Elaboração da pergunta central; Conhecimento anterior do tema; Investigações realizadas anteriormente; Literatura científica, pesquisa bibliográfica; Idéias dadas pelo orientador ou colegas; Idéias totalmente originais (insight); Pesquisas originais, de confirmação ou de replicação para aprendizado. METODOLOGIA CIENTÍFICA PESQUISA BIBLIOGRÁFICA Levantamento de todos os trabalhos já realizados sobre o mesmo tema, num determinado período; Levantamento dos métodos e técnicas a serem utilizadas na investigação; Realizado com metodologia específica e utilizando publicações e bancos de dados especiais (índices). METODOLOGIA CIENTÍFICA COMO ORGANIZAR OS RESUMOS  Objetivo: questão científica que trata o artigo; Delineamento da pesquisa: tipo de estudo utilizado; Amostra: forma de seleção, número de indivíduos que entraram e dos que completaram o estudo; Intervenção: indicar as suas características; Métodos e resultados: técnica de obtenção dos dados e seus principais achados; Conclusões: conclusões principais e suas aplicações ou implicações.
  2. 2. 2 METODOLOGIA CIENTÍFICA MÉTODOS DE PESQUISAS Pesquisas Qualitativas: Mais utilizado em Ciências Sociais. Pesquisas em saúde coletiva Percepções, comportamento e avaliações dos indivíduos. Pesquisas Quantitativas: Ciências da Saúde. Explicações objetivas para os fenômenos com ênfase em dados numéricos. METODOLOGIA CIENTÍFICA MÉTODOS DE PESQUISAS Pesquisas Qualitativas: Quando o tema não está claramente definido ou não é familiar; Em estudos exploratórios, quando conceitos ou variáveis não são bem conhecidos; Análise de aspectos particulares do comportamento; Compreensão do significado de um fenômeno específico; Quando não é necessário relacionar achados ao contexto sociocultural; Quando é necessária a descrição de dados numéricas; Quando a repetição das medições é importante; Quando é preciso generalizar resultados e compará-los entre populações diferentes. METODOLOGIA CIENTÍFICA PESQUISAS QUALITATIVAS Entrevistas. Formulários. Questionários. METODOLOGIA CIENTÍFICA PESQUISAS QUALITATIVAS Entrevistas, Formulários e Questionários Um conjunto de perguntas sobre um determinado tópico que não testa a habilidade do respondente, mas mede sua opinião, interesses, aspectos de personalidade e informações biográficas. METODOLOGIA CIENTÍFICA PESQUISAS QUALITATIVAS TESTES E ESCALAS Permitem avaliar de forma quantitativa o aspecto estudado (escalas de dor, ansiedade, estresse etc...); Escalas permitem a medição de atitudes e opiniões. Podem transformar dados qualitativos (variáveis nominais) em quantitativos (variáveis ordinais e numéricas) Testes podem ser: Projetivos (indivíduo reage diante de uma certa situação –Ex: Escalas de Dor); Psicológicos ( servem para medir e descrever certos aspectos e condutas- Ex: Ansiedade); Aptidão (previsão da capacidade que um indivíduo apresenta para executar uma dada tarefa); TIPOS DE PESQUISA Qualitativa – Ciências sociais, Quantitativa: Não experimental – Observacional, Quase experimental- pouco controle das variáveis, Experimental – melhor forma de avaliação da eficácia de uma determinada intervenção, METODOLOGIA CIENTÍFICA
  3. 3. 3 METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTRATÉGIAS EMPREGADAS NA INVESTIGAÇÃO DE UM TEMA DE SAÚDE Investigação laboratorial; Estudo de casos; Pesquisa experimental e quase- experimental; Revisões sistemáticas e meta-análise Pesquisa populacional, METODOLOGIA CIENTÍFICA TIPOS DE PESQUISAS Pesquisas laboratoriais: Estudos in vitro- corpos de prova, cultura de células; dentes extraídos etc... Estudos in vivo- experimentação em animais. INVESTIGAÇÃO LABORATORIAL Controle rigoroso; Redução da subjetividade. PROBLEMA: Extrapolação de resultados de in vitro ou em animais para os seres humanos METODOLOGIA CIENTÍFICA TIPOS DE ESTUDOS (Study designs) Estudos descritivos: Estudo de caso (case study); Série de casos (case-series study); Estudos de incidência; Estudos de prevalência (transversal ou seccional), Estudos Analíticos: Estudo transversal ou seccional (cross-sectional study); Estudo de caso-controle (case-control study) ; Estudo de coorte (cohort study); Ensaio randomizado, Estudos ecológicos (populacionais ou estatísticos), METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO DE CASOS VANTAGENS Primeira abordagem de um tema; Avaliação de problemas ainda mal conhecidos; Observação de poucos indivíduos com a mesma doença; Baixo custo; Fácil execução; Pode-se restringir a simples descrição ou sugerir explicações sobre a etiologia, evolução das doenças; Possibilita a observação intensiva de cada caso. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO DE CASOS Limitações: Pequeno número de indivíduos incluídos (altamente selecionados); Subjetividade nas observações; Falta de controle. METODOLOGIA CIENTÍFICA
  4. 4. 4 EPIDEMIOLOGIA Estudo da distribuição de uma doença ou de uma condição fisiológica nas populações e dos fatores que influenciam esta distribuição. METODOLOGIA CIENTÍFICA PESQUISA EPIDEMIOLÓGICA Descrever as condições de saúde da população; Investigar os fatores determinantes da situação de saúde; Avaliar o impacto das ações para alterar a situação de saúde. METODOLOGIA CIENTÍFICA METODOLOGIA CIENTÍFICA Descritivo e Analítico De Observação e de Intervenção Longitudinal e Transversal Coorte e Caso-Controle Propesctivo e Retrospectivos De Indivíduos ou Grupos (Estatísticos ou Ecológicos) Controlados e Não Controlados Experimental e Quase-Experimental TIPOS DE ESTUDOS ESTUDOS DESCRITIVOS Descrevem o que está ocorrendo com uma dada população; Informar sobre a distribuição de um evento; Podem ser de prevalência ou incidência; Não há formação de grupo controle (não controlados); Objetivos: Identificar grupos de risco; Sugerir explicações para as variações das freqüências (continuidade da pesquisa). METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDOS ANALÍTICOS  Analisam uma relação específica entre dois eventos;  Investigações analíticas passam por uma fase descritiva;  Formulação de hipóteses;  Presença de grupo controle;  Forma de organização dos grupos teste e controle gera diversos tipos de estudos analíticos,  Três possibilidades: METODOLOGIA CIENTÍFICA EXPOSIÇÃO (causa) DOENÇA (efeito) 1-Estudos Randomizados e Coorte 2-Estudo Caso-Controle 3-Estudo Transversal (causa e efeito analisados simultaneamente) REVISÃO DE LITERATURA DIFERENÇAS ENTRE REVISÕES SISTEMÁTICAS E NARRATIVAS ITENS REVISÃO NARRATIVA REVISÃO SISTEMÁTICA Questão de pesquisa Ampla Específica Fontes de pesquisa Restrita, não especificada e potencialmente com viés Abrangente e estratégia de busca explicita Seleção de estudos primários Informal e subjetiva, normalmente sujeita a viés Baseada em critérios aplicados uniformemente Avaliação de estudos primários Variável e subjetiva Criteriosa e reprodutível, avaliação da qualidade metodológica dos resultados Síntese Descritiva, fornece uma perspectiva geral sobre determinado tópico; geralmente não responde uma questão clínica específica Responde uma questão clínica específica, com base em resultados de pesquisas clínicas
  5. 5. 5 ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO (Randomized controlled trial study) Método que fornece uma distribuição ao acaso; Tem por objetivo distribuir igualmente as variáveis não controladas; Método não é adequado para amostras pequenas; Método proporciona trabalhos de melhor qualidade. METODOLOGIA CIENTÍFICA ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO Alta credibilidade; Distribuição aleatória (teste e controle); Não há dificuldade na formação do grupo controle; Padronização dos procedimentos; Qualidade dos dados de bom nível pois a coleta ocorre no momento em que os fatos ocorrem; Existe certeza que o tratamento é aplicado antes de aparecerem os efeitos; Uso de placebos e modelo duplo-cego; Interpretações dos dados simples, pois são livres de variáveis de confundimento. METODOLOGIA CIENTÍFICA ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO Determinadas situações não podem ser investigadas por esta metodologia: Necessidade de cooperação dos indivíduos; Grupo investigado altamente selecionado (muitas vezes não representativo); Alguns pacientes deixam de receber tratamento benéfico; Impossibilidade de ajustar o tratamento (dose, duração etc...) em função da necessidade de cada indivíduo; Dificuldades de conclusões seguras quando os efeitos são raros ou quando eles aparecem somente após longo período de latência (incidem depois de concluída a investigação). METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO RANDOMIZADO População Efeito: presente Efeito:ausente Efeito: presente Efeito:ausente Análise dos dados Experimental X Controle Amostra para estudo Medição dos efeitos Formação dos grupos por randomização e aplicação dos tratamentos Expostos à intervenção Não-Expostos à intervenção ou grupo experimental ou grupo controle PESQUISA EXPERIMENTAL Princípios básicos para o delineamento Repetição; Treinamento e calibração; Casualização; Controle; Cego e Duplo cego. METODOLOGIA CIENTÍFICA CEGAMENTO (Mascaramento) Evitar erros de aferição; O não cegamento pode criar diferenças artificiais entre os grupos; Estudo cego (Blind study; Mask study); Estudo duplo-cego (Duble blind study; Estudo triplo-cego (estudo multi- centro). METODOLOGIA CIENTÍFICA
  6. 6. 6 CALIBRAÇÃO Visa melhorar a capacidade de diagnóstico; Examinadores devem passar por treinamento; Critérios de diagnóstico devem ser discutidos; Exames em duplicata; O resultado da concordância deve estar presente no estudo; Indicadores de concordância: Dados paramétricos- medidas de tendência central, dispersão e coeficiente de correlação intraclasse; Dados não paramétricos- Testes Kappa, Kendall. METODOLOGIA CIENTÍFICA CONTROLE DE VIÉSES (Bias) Erro sistemático não intencional, introduzidos em qualquer fase da pesquisa Viés de seleção- erro na composição ou distribuição da amostra: Viés de aferição- forma como os dados são coletados ou observados pode alterar os resultados do estudo: Viés de confundimento- ocorre quando um terceiro fator pode ser responsável, pelo menos em parte pelos resultados. METODOLOGIA CIENTÍFICA GRUPOS DE COMPARAÇÃO Grupo experimental:  Grupo submetido ao tratamento, Grupo controle:  Grupo de comparação: Pode ser ou não tratado;  Controle histórico (positivo): modelo tradicional de tratamento,  Controle negativo: grupo deixado sem tratamento. METODOLOGIA CIENTÍFICA GRUPOS DE COMPARAÇÃO Placebo: produto ou procedimento inócuo aplicado com fins sugestivos ou psicológicos; Placebos: 30-40% da eficácia de diversas intervenções e medicamentos em especial naqueles que envolvem respostas subjetivas; Nocebos: efeito colateral do placebo (o indivíduo toma conhecimento que está usando uma substância sem efeito); Questões éticas devem ser consideradas, METODOLOGIA CIENTÍFICA REPRESENTATIVIDADE DA AMOSTRA Amostra tem por objetivo representar a população; População alvo deve ser proporcionalmente representada; Grande número de critérios de inclusão e exclusão podem dificultar a extrapolação dos resultados; Estudos que utilizam amostras com grande atividade de doença pode não ser representativa; Observar toda a população pode levar erros que ocorrem na coleta e no manuseio de um grande número de dados. METODOLOGIA CIENTÍFICA AMOSTRAGEM Econômica; Informação disponível em prazo menor de tempo ; Amostra bem selecionada pode fornecer resultados mais precisos, diminuindo a possibilidade de viéses; Melhor controle e qualidade na obtenção dos resultados. METODOLOGIA CIENTÍFICA
  7. 7. 7 METODOLOGIA CIENTÍFICA TÉCNICA DE AMOSTRAGEM Probabilística (aleatórias): Amostra que contém qualquer elemento da população alvo com probabilidade diferente de zero de fazer parte dela. Não Probabilística: Amostra composta de forma intencional. Os elementos não são selecionados aleatóriamente. Não é possível extrapolação dos dados, não há garantias de representatividade. METODOLOGIA CIENTÍFICA AMOSTRA PROBABILÍSTICA Amostra casual simples: todos os elementos da população tem a mesma chance de serem amostrados (randômica). METODOLOGIA CIENTÍFICA AMOSTRA PROBABILÍSTICA  Amostra sistemática: são estabelecidos sistemas e ordem para se determinar os elementos que farão parte da amostra. Elemento 1 Elemento 2 Elemento 3 Elemento 4 Elemento 5 Elemento 6 Elemento 7 Elemento 8 Elemento 9 Elemento 10 Elemento11   Elemento n y y + a y + 2a Elemento 3 Elemento 7 Elemento11   Elemento n População Amostra Sistemática METODOLOGIA CIENTÍFICA Amostra estratificada: Amostra é dividida em estratos para garantir uma melhor homogeneidade dos elementos que comporão os grupos; Necessário o conhecimento prévio da população. AMOSTRA PROBABILÍSTICA População Amostra Estratificada METODOLOGIA CIENTÍFICA AMOSTRA PROBABILÍSTICA Amostra por agrupamento: agrupamentos são representados por escolas, igrejas, associações, empresas etc... Faz-se a seleção dos indivíduos em cada grupo e depois que somados formam a amostra final. Amostra por área: dividi-se as áreas em regiões, sendo os elementos sorteados de acordo com a área para a formação da amostra. METODOLOGIA CIENTÍFICA AMOSTRA NÃO PROBABILÍSTICA Amostra Acidental: estudos exploratórios e é obtida pelos casos que vão aparecendo. Amostra intencional ou de seleção racional: o pesquisador se dirige intencionalmente a grupos de elementos dos quais se deseja a opinião. Amostra por cotas: a escolha dos elementos é feita livremente pelo pesquisador. O objetivo é selecionar elementos que acompanham uma amostra réplica da população. Utilizada em prévias eleitorais.
  8. 8. 8 METODOLOGIA CIENTÍFICA PESQUISA EXPERIMENTAL (Clinical trial) ENSAIO CLÍNICO RANDOMIZADO Estudo paralelo: um grupo de participantes recebe o tratamento ativo e um outro grupo formado por indivíduos diferentes constitui o grupo controle, Estudo cruzado: o mesmo grupo de indivíduos sofre diferentes intervenções em tempos sucessivos, Os participantes são seus próprios controles, Efeito “carry over” e período de “wash out”, Estudo boca dividida: “split mouth” o mesmo indivíduo recebe diferentes tratamentos em cada quadrante. METODOLOGIA CIENTÍFICA DESENHO EXPERIMENTAL - PARALELO (parallel controlled clinical trial) Participantes recebem apenas um tipo de intervenção; Utilizado quando não há possibilidade de utilização do modelo boca dividida (antibiótico sistêmico); Necessidade de amostra maior; Maior variabilidade da amostra. METODOLOGIA CIENTÍFICA DESENHO EXPERIMENTAL - CRUZADO (crossed over controlled clinical trial) Indivíduos são seus próprios controles; Aqueles que pertence ao grupo experimental na primeira fase do estudo serão controle na segunda; Atenção para o período entre uma fase e outra, para que a primeira intervenção não influencie a outra (wash out); Desfecho clínico dever ser reversível. METODOLOGIA CIENTÍFICA DESENHO EXPERIMENTAL BOCA DIVIDIDA (split mouth) Muito usado em odontologia; Boca é dividida (hemiarcada, quadrante ou sextante) e diferentes tratamentos são aplicados; Possibilidade de utilizar menos indivíduos; Só pode ser utilizado se não houver risco de contaminação; Não é adequado para estudos com medicação sistêmica. METODOLOGIA CIENTÍFICA Estudo quase experimental Sem randomização: menor poder; Pode ter controles contemporâneos (pacientes tratados ao mesmo tempo) ou históricos (obtidos em registros de tratamentos anteriores); Modelo de pesquisa limitado, mas muito empregada na pesquisa (métodos de diagnóstico e tratamento). PESQUISA NÃO EXPERIMENTAL Observacional Não há um tratamento específico, não ocorre manipulação das variáveis, Descritivos: descrevem a presença os eventos e as características em determinada população ou grupo; Inicialmente não há hipóteses a ser testadas. Analíticos: apresenta hipóteses prévias; Exige a constituição de grupos de observação que sejam comparáveis, exceto pela presença do fator em estudo,. METODOLOGIA CIENTÍFICA
  9. 9. 9 PESQUISA NÃO EXPERIMENTAL Observacional Prospectivos: coleta de dados (exposição eventos etc,,,), inicia-se após o planejamento da investigação, Retrospectivos: o fator em estudo e o evento ocorreram antes do inicio da investigação;  O pesquisador se vale de registros de dados já existentes. METODOLOGIA CIENTÍFICA PESQUISA NÃO EXPERIMENTAL Observacional - Tipos Estudo coortes: também chamado de estudo de incidência, “follow-up” e longitudinal. Estudo de relatos de casos: muito empregado na pesquisa odontológica, Caso caso especial dos estudos de coortes; Útil na investigação de critérios de diagnóstico e história natural de doenças; Relatos de casos na maioria das vezes apenas sugerem condutas; Não se tem um controle das múltiplas variáveis; Utilizam um número pequeno nas amostras, tendo menor poder de generalização. METODOLOGIA CIENTÍFICA PESQUISA NÃO EXPERIMENTAL Observacional - Tipos Estudo transversal: também chamado de estudo de prevalência, Pode ser prospectivo ou retrospectivo, Muito empregado em pesquisa clínica, Estudos de casos e controles: começa com a observação do estado de doença nos indivíduos, o qual tenta associar com a exposição prévia aos fatores de interesse, Estudo ecológico: também chamado de agregado ou descritivo, tem como unidade de análise um grupo, geralmente delimitado por uma região geográfica, no qual se analisa a freqüência exposição e de casos. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO COORTE Coorte – latim cohorte – um grupo de pessoas com características em comum; Não há distribuição aleatória; Grupos formados por observação; Seleção dos controle simples; Não há problemas éticos; Os dados referentes a exposição são conhecidos antes da ocorrência da doença. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO COORTE Falta de comparabilidade; Alto custo, principalmente nos de longa duração; Perdas de seguimento podem ser grandes; Amostra costuma ser grande, tanto maior quando menos freqüente o efeito é detectado; Método impossível de ser aplicado na análise de doenças raras; Em muitos casos os resultados são obtidos após longo período de seguimento; Dificuldade de cegamento; Indivíduos que mudam de hábitos podem levar a erros; Mudanças nos critérios de diagnóstico; Dificuldade de interpretação – fatores de confundimento. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO COORTE – TIPOS PROSPECTIVOS (follow up study) Também chamado de longitudinal ou incidência; Coorte mais comum; O pesquisador acompanha de corpo presente a investigação; Pode durar dias, semanas, meses, anos ou décadas; Os indivíduos são observados em mais de uma ocasião. A causa e o efeito são detectados simultaneamente; Caso-controle com observações em dois momentos – tipo de estudo longitudinal; Os critérios de avaliação são definidos antes da experimentação; Padronização de critérios confere boa qualidade a este tipo de estudo. Pode ou não apresentar controle.
  10. 10. 10 ESTUDO COORTE População Doentes Não doentes Doentes Não doentes Análise dos dados Expostos X Não expostos Amostra para estudo Medição dos efeitos Formação dos grupos por observação da exposição Expostos Não-Expostos ou grupo de estudo ou grupo controle ESTUDO COORTE – TIPOS ESTUDO RETROSPECTIVO Sinônimo de estudo coorte (histórico) ou caso- controle; O pesquisador tem conhecimento que a exposição e a doença já ocorreram; Pesquisa de arquivos, anamneses; A reprodutibilidade dos dados é discutível; Reduzida padronização nas anotações de arquivos; Pode ser realizada rapidamente, Utilização de dados do passado sobre a exposição e/ou doença; Pode ou não apresentar controle. ESTUDO CASO-CONTROLE Parte do efeito (doença) para se chegar as causas; Pesquisa retrospectiva; Os resultados são obtidos rapidamente; Baixo custo; Vários fatores de risco podem ser investigados simultaneamente; Não há necessidades de acompanhamento dos participantes; Método adequado para pesquisa da etiologia de doenças raras. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO CASO-CONTROLE Na maioria das situações somente casos novos devem ser incluídos, para se evitar viés de prevalência; Dificuldade para a seleção do grupo controle; Falta de comparabilidade entre as características dos casos e controles; Dados de exposição no passado podem ser inadequados; Exposição rara pode ser difícil analisar e interpretar os dados. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO DE CASO CONTROLE Expostos Não Expostos Expostos Não Expostos Análise dos dados Grupo de casos vezes grupo de controles Medição dos efeitos Formação dos grupos pela constatação da presença ou não da doença Não-Doentes (Grupo de controles) Doentes (Grupo de casos) População de casos e de controles Amostra de casos Amostra de controles COORTE X CASO-CONTROLE Diferença fundamental é como os grupos são constituídos; Se o critério de seleção for o grau de exposição a um fator de risco (hábito de fumar) – COORTE; Se o critério de formação dos grupos é o efeito (câncer) e analisa-se o passado na busca dos fatores de risco – CASO / CONTROLE. METODOLOGIA CIENTÍFICA
  11. 11. 11 ESTUDO TRANSVERSAL Conhecido como seccional ou de prevalência, coorte transversal; A causa e o efeito são detectados simultaneamente; Constitui uma radiografia estática do que ocorre em um dado momento. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO TRANSVERSAL Simplicidade e baixo custo; Rapidez; Objetividade na coleta de dados; Não necessidade de seguimento das pessoas; Facilidade de obtenção de amostra; Detecção de grupos de alto risco. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO TRANSVERSAL Condições de baixa prevalência exigem amostras grandes; Pacientes curados ou falecidos não aparecem na casuística dos casos; Exposição atual pode não representar a exposição passada; Interpretação dificultada por fatores de confundimento. METODOLOGIA CIENTÍFICA ESTUDO TRANSVERSAL Expostos e Doentes Expostos e Não doentes Não expostos e Doentes Não expostos e Não doentes Análise dos dados Duas possibilidades: Freqüência da doença em expostos e não expostos Freqüência da exposição em doentes e não doentes População Amostra para estudo Formação dos grupos por observação simultânea de exposição e doença DELINEAMENTO HÍBRIDO Estudo transversal com componente retrospectivo: Estudos transversais podem gerar informações sobre o passado, Estudo transversal associados à estudo coorte: Estudos transversais tem a vantagem de serem rápidos e baixo custo, podem ser realizados dentro de um estudo coorte, utilizando dados já disponíveis, Estudo caso-controle associados à estudo coorte: Pode ser realizado a partir de um estudo coorte (nested case-control), utilizado quanto o estudo coorte já está iniciado ou concluído, METODOLOGIA CIENTÍFICA Questões centrais e forma de análise de dados em quatro tipos de estudo, Tipo de Estudo Questão Central Análise dos Dados Randomizado Quais são os efeitos da intervenção? Incidência do efeito em expostos X não expostos Coorte Quais são os efeitos da exposição ao fator de risco? Incidência do efeito em expostos X não expostos Caso-Controle Quais são as causas do agravo da saúde? Proporção de expostos em casos X controles Transversal Quais são as freqüências do evento? Estão a exposição e a doença associadas? Prevalência do efeito em expostos X não expostos Proporção de expostos em casos X controle
  12. 12. 12 VARIABILIDADE Variação biológica- variação na unidade que está sendo medida: Deriva da dinâmica natural da fisiologia, homestase e patofisiologia; Variabilidade intra-individual; Variabilidade inter-individual. VARIABILIDADE Variação nas medidas- variação devido ao processo de medida: Imprecisão do instrumento (erro do/no instrumento); Variabilidade do instrumento; Imprecisão do indivíduo (erro do operador) Isso pode introduzir um erro aleatório e/ou erro sistemático VARIAÇÃO INTRA E INTER INDIVÍDUOS Quatro categorais de variabilidade clínica 1. Variabilidade intra-individual; 2. Variabilidade inter-individual 3. Variabilidade da medida intra- observador; 4. Variabilidade da medida inter- observador. TIPOS DE VARIAÇÃO Erro aleatório Associado a precisão do método; Não possuem valor definido, não são mensuráveis, flutuam aleatoriamente, não podem ser localizados ou corrigidos são irregulares e imprevisíveis; É mais dependente da medida em si do que do treinamento para a medida; Defeitos não sistemáticos de leitura (imperícia do operador); Variação da capacidade de avaliação, com o número de medidas efetuadas (cansaço). TIPOS DE VARIAÇÃO Erro aleatório Condições próprias dos aparelhos de medidas (certos aparelhos dão erros que variam com o tamanho da grandeza). Reflexos variáveis do operador (por exemplo no caso de apertar um cronômetro). Dificuldades na obtenção de certas medidas (ajuste do zero de uma escala, aplicação de um aparelho a uma peça em diferentes posições). Outros fatores não intencionais, tais que não possam ser considerados como falta grave de operação. Os erros acidentais ou aleatórios podem ser minimizados pela perícia do operador, mas jamais eliminados por completo. Erro sistemático Erros sistemáticos estão associados com a validade; Possuem valor definido e em princípio, podem ser medidos; Ocorre em função de um elemento específico no sistema de medida (observador, equipamento ou uma combinação desses); Um instrumento mal calibrado ou usado a uma temperatura diferente daquela em que foi feita a sua calibração. Por exemplo: um relógio descalibrado que sempre adianta ou sempre atrasa; TIPOS DE VARIAÇÃO
  13. 13. 13 Erro sistemático O tempo de resposta de um operador que sempre se adianta ou se atrasa nas observações; O operador que sempre superestima ou sempre subestima os valores das medidas; Por sua natureza estes erros têm amplitudes constantes, e afetam os resultados num mesmo sentido, ou para mais, ou para menos. TIPOS DE VARIAÇÃO Erro sistemático Validade; Estudo é dito válido quando apresenta um resultado que dificilmente será questionado com base em erros metodológicos; Principais vieses que geram erros sistemáticos: Viés de seleção Viés de informação Viés de confusão METODOLOGIA CIENTÍFICA Viés de Seleção  Ocorre em função dos procedimentos utilizados na seleção dos participantes;  Problema preocupante em estudos caso controle e coortes; Tipos Viés participação: alguns participantes são excluídos sistematicamente, algum fator influência na maior ou menor participação no estudo; Viés de não participação: indivíduo recusa em participar após selecionado; Viés de admissão: A chance de inclusão de indivíduos com características de confusão é maior em um grupo do que em outro Viés de incidência ou prevalência: Exposição provoca morte precoce (indivíduos morrem sem diagnóstico); Existência de lapso de tempo entre a exposição e a seleção do indivíduo; METODOLOGIA CIENTÍFICA Viés de Seleção Tipos Viés de perda seletiva de seguimento: Não cooperação, dificuldades operacionais, mudança de domicilio, morte etc... Viés de auto-seleção: associada a ocorrência do problema, indivíduos que buscam tratamento podem ser diferentes (para mais ou para menos) dos que não buscam; Viés de diagnóstico: ausência de um teste de diagnóstico definitivo; a presença de um suposto fator de exposição influência o diagnóstico. Ex álcool e fumo X câncer bucal. METODOLOGIA CIENTÍFICA Viés de Seleção Formas para tentar reduzir: Amostragem aleatória Evite amostras não aleatórias (como amostra de conveniência) Minimização dos critérios de exclusão METODOLOGIA CIENTÍFICA Viés de Informação Refere-se a erros sistemáticos de na mensuração ou aferição da exposição e/ou desfecho por problemas de diagnóstico (baixa sensibilidade e/ou especificidade), emprego de instrumentos de má qualidade, questionários não padronizados etc... Exemplos: Um balança é 1 kg mais pesada por cada participante; Os participantes não entendem uma pergunta do questionário; Um entrevistador pergunta um item incorretamente, consistentemente. Viés de lembrança: Dificuldade de lembrar fatos passados ou falta de registro dos mesmos. METODOLOGIA CIENTÍFICA
  14. 14. 14 Viés de Confusão Outras variáveis que interferem no resultado. METODOLOGIA CIENTÍFICA Tabagismo Doença Periodontal Higiene bucal ? Viés de Confusão Formas para tentar reduzir 1- No delineamento experimental: -Critérios de inclusão e exclusão: Exlcuir indivíduos com potenciais variáveis de confusão (risco de perder validade externa), deve ser usado com muito critério. -Pareamento: Equilibra as potenciais variáveis de confusão. Necessário identificar as possíveis variáveis de confusão na etapa de delineamento experimental. METODOLOGIA CIENTÍFICA Viés de Confusão Formas para tentar reduzir 2- Estratificação -Separação de participantes em subgrupos (estratos) com a variável de confusão e sem a variável de confusão -Problemas: Precisa medir a variável de confusão; O tamanho da amostra diminui com cada estrato 3- Ajuste estatístico -Abordagem comum que controla múltiplas variáveis de confusão simultaneamente: Regressão logística para desfechos dicotômicos; Regressão linear para desfechos contínuos. -Problemas: Precisa medir a variável de confusão. METODOLOGIA CIENTÍFICA METODOLOGIA CIENTÍFICA Validade Interna e Externa Interna: quando as evidências de associação (ou sua falta) têm mínima chance de dever ser ao acaso e não existem erros sistemáticos, Corresponde a aceitação ou não de uma hipótese, Externa: quando seus resultados podem ser generalizados para outras amostras ou populações. Corresponde a inferência . METODOLOGIA CIENTÍFICA Níveis dos estudos:  Nível I: Ensaios clínicos randomizados, adequado poder estatístico e mínima possibilidade de erro , Meta-análise de ensaios clínicos de nível II, comparáveis e com validade interna com adequado poder estatístico e mínima possibilidade de erro ,  Nível II: Ensaios clínicos randomizados, que não preenche os critérios do nível I, Análise de hipóteses secundárias de estudos nível I  Nível III: Estudo quase experimental com controles selecionados por métodos sistemáticos, Análise de subgrupos de ensaios clínicos randomizados,  Nível IV: Estudo quase experimental com controles históricos, Estudos de coortes,  Nível V: Estudo de casos e controles, Nível VI: Séries de casos, METODOLOGIA CIENTÍFICA CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA AVALIAÇÃO DE UM TRABALHO 1- Título: 1.1- O título é claro, exato e conciso, evitando palavras desnecessárias e sem abreviaturas? 2- Resumo: 2.1- Contém em poucas linhas o que foi feito, como foi feito, os resultados encontrados e as suas implicações? 3- Definição do tema para estudo: 3.1- O problema foi definido adequadamente? 3.2- É feita ligação do problema com trabalhos já publicados sobre o assunto? 3.3- O objetivo da investigação está descrito?
  15. 15. 15 METODOLOGIA CIENTÍFICA CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA AVALIAÇÃO DE UM TRABALHO 4- Desenho da investigação: 4.1- Qual o tipo de estudo? 4.2- O tipo de estudo é apropriado para alcançar o objetivo da investigação? Que limitações inerentes ao método pode ter afetado os resultados? 4.3- O método foi aplicado corretamente? 4.4- Aspectos éticos foram adequadamente conduzidos? 5- Amostra: 5.1- O grupo é adequado para alcançar o objetivo? 5.2- A amostra foi constituída ao acaso? Ela é de alguma forma viciada? 5.3- O tamanho da amostra é suficiente? METODOLOGIA CIENTÍFICA CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA AVALIAÇÃO DE UM TRABALHO 6- Aferição das informações: 6.1- Os indicadores e procedimentos utilizados são os mais apropriados? 6.2- As variáveis foram definidas adequadamente? 6.3- Foi realizado estudo piloto? 6.4- Houve treinamento e calibração dos examinadores? 6.5- Qual a confiabilidade das informações? 7- Análise estatística: 7.1- As técnicas estatísticas, se empregadas, são adequadas ao problema? 7.2- Elas foram usadas de maneira correta? 8- Consistência interna dos resultados: 8.1- Os números das tabelas estão somados corretamente? 8.2- Os totais de uma tabela são os mesmos dos totais de outra tabela? Se forem diferentes, há explicação para as diferenças? METODOLOGIA CIENTÍFICA CRITÉRIOS UTILIZADOS PARA AVALIAÇÃO DE UM TRABALHO 9- Interpretação dos resultados: 9.1- As diferenças encontradas podem ser devidas ao “acaso”? 9.2- As diferenças encontradas podem ser atribuídas a viés de seleção? 9.3- As diferenças encontradas a viés de aferição? 9.4-As diferenças podem ser atribuídas a viés de confundimento? 9.5- Os resultados são discutidos e comparados com pesquisas anteriores? 10- Conclusões: 10.1- As conclusões estão justificadas, frente aos resultados apresentados? 10.2- Elas são relevantes em relação ao problema e aos objetivos do estudo? 11- Estilo: 11.1- O estilo é claro direto, sem repetições desnecessárias? 11.2- O uso dos termos técnicos e do idioma é correto de maneira geral? 12- Referências Bibliográficas: 12.1- Elas são atuais e oportunas? 12.2- Estão apresentadas de forma correta?

×