Memorial Elaine

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Apresentação Memorial Elaine

Publicada em: Educação, Diversão e humor
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Memorial Elaine

  1. 1. MEMORIAL ELAINE DA PAIXÃO
  2. 2. MEMORIAL <ul><li>Sou a décima filha de pai analfabeto e mãe de pouca leitura e escrita, mas que sempre fizeram questão de todos os filhos frequentassem a escola e deste fato eles sempre tiveram orgulho. Ambos nos deram condições de fazer até o ensino médio em escola particular. </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Como fui a penúltima a nascer, minha irmã mais velha já lecionava e as outras tinham hábito de ler e sempre tive acesso a livros de todos os tipos, formatos, tamanhos, gêneros e seguir os exemplos que via em minha casa não foi muito difícil. </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Sempre vi as minhas irmãs lendo revistas, jornais, livros e sempre ganhava livros de histórias de presente. Até hoje, lembro-me de um muito especial: MOGLY, </li></ul>o Menino Lobo que vinha acompanhado de um vinil, nunca me cansava de ouvir aquela história e de me encantar com as páginas coloridas.
  5. 5. <ul><li>Por isto, sempre digo, que meu incentivo como leitora veio mesmo de casa. Ao entrar para escola com cinco anos de idade, já reconhecia as letras do alfabeto e já lia palavras que não apresentavam dificuldades e como fui alfabetizada nesta fase, a minha fascinação só aumentava. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Lembro-me até hoje das histórias que ouvia da Tia Dayse sobre cada letra e do som que nos ensinava, pois fui alfabetizada pelo método fônico(Bã – barrigudão, Pã – do martelo do papai, Gã – do gatão) e tantos outros sons... </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Como me sentia feliz em descobrir novas palavras e conseguir ler sozinha os meus livros de histórias. </li></ul><ul><li>Lembro-me da tia Bernadete, que trabalhava com uma cartilha na 1ª série que eu também gostava, e sempre que solicitava a leitura oral eu estava lá pronta para ler aquelas histórias legais, mas ficava impaciente em esperar pelos colegas que liam gaguejando, e foi na primeira série que comecei a produzir textos que sempre foram elogiados pelas professoras e minha imaginação ia longe nas produções de texto que criava. . </li></ul>
  8. 8. <ul><li>Já 2ª série, lembro-me de que o livro de português era de Magda Soares, e o livro era tão chato que tenho trauma dos livros didáticos da autora até hoje, e não me lembro da tia Marieta, Tia Ignezinha ou da tia Rosinha(2ª a 4ª série ) incentivarem-me a ler, mas como já tinha o hábito da leitura a falta de incentivo delas nunca me atrapalhou em nada </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Ao ir para a 5ª série, tudo era novo, textos mais complexos que exigiam mais atenção e interpretação e a professora de Português Cláudia Carreira que me acompanhou até a 8ª série nos incentivava muito a viajar através da leitura e cada vez mais minhas produções de texto também ficavam melhores. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>Li tantos livros da biblioteca da escola e a bibliotecária Regina também fazia sua parte nos incentivando e sugerindo livros. </li></ul><ul><li>A coleção vagalume era a minha preferida,li todas as Aventuras de Xisto, O Rapto do Menino Dourado, Éramos Seis,Um Cadáver Ouve Rádio, A Ilha Perdida, A Coleção do Cachorrinho Samba também era incrível. </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Na sétima série, lembro-me de ter lido um livro que me marcou muito, Por uma semente de paz que contava a história de uma professora recém-formada que vai trabalhar numa comunidade muito carente e ela conseguia cativar aqueles meninos e ajudava a transformar a vida deles, foi o único livro que reli na minha vida. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Mas, lembro-me também que na 8ª série tive que ler Dom Quixote de Miguel de Cervantes para fazer uma ficha literária, como odiei aquele livro e detesto-o até hoje, é o único livro que lembro-me de ter odiado tanto, mas este personagem lunático não me fez tomar raiva de ler não, muito pelo contrário, incentivou-me a procurar livros melhores para esquecer aquela chatice de leitura. </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Ao ir para o Ensino Médio tive dois professores que marcaram minha vida: Sandra Barbosa, que mesmo sendo rígida nos deixava encantadas com a Literatura Portuguesa, gosto muito dos sermões do Padre Antônio Vieira, das poesias para Marília de Dirceu, do Boca de Inferno com seus poemas críticos e provocativos. </li></ul>
  14. 14. <ul><li>E infelizmente, Afonso Godinho, que me fez odiar a Literatura Brasileira, seus movimentos e clássicos, pois suas aulas eram tão chatas e ele era tão lunático que nos 2° e 3° anos passei batida pela leitura de autores como Érico Veríssimo, Machado de Assis e tantos outros que vim a ler só na faculdade. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Ainda no Magistério conheci através da professora de Didática dona Jesuína os livros Fala Maria Favela e A Escola da Vida e a Vida da Escola, ambos fantásticos e servem como indicadores para minha vida profissional. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Em 91, fiz Contabilidade e como era dispensada de Literatura e mais uma vez teria que ter aulas com Afonso, preferia ler nos horários livres Harold Hobbins, Danielle Steel, Sidney Sheldon, Ághata Cristhie, Chico Xavier... </li></ul>Em 95, passei no vestibular, queria fazer Pedagogia e por ironia do destino caí na segunda opção que era Letras, de início fiquei pelas aulas inglês da Conceição, que é outra língua que também gosto muito , apesar de estar um pouco parada.
  17. 17. <ul><li>Mas, Dona Júlia, a professora de Português, que sempre nos mandava entrar no bosque e ler as entrelinhas no texto, me fez encantar novamente pela Língua Portuguesa e depois veio o Carlos Novais, que deixava todas as alunas encantadas, além de lindo, charmoso, e cavalheiro é também competentíssimo professor de Literatura, e foi ele quem me fez conhecer a fundo os clássicos da Literatura Brasileira e Portuguesa. </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Foi ele quem me fez apaixonar por Machado de Assis,Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas são os meus prediletos. Suas aulas fantásticas deixavam-nos atentas a cada palavra, gesto ou indicação. </li></ul>Na faculdade conheci outros autores mais técnicos porém essenciais à nossa área, Matoso Câmara, Maria da Graça Costa Val, Carla
  19. 19. <ul><li>Coscarelli, Ivanildo Bechara, Geraldi, Antônio Augusto de Oliveira(Dute), Isabel Solé, Luís Carlos Marcuschi e Miguel Arroyo (os meus prediletos), Mágda Soares(apareceu de novo em minha vida, mas continuo traumatizada com seus livros didáticos) e tantos outros que passaram a ser constantes na minha vida profissional. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>Em 99, fui fazer Pós-Graduação na Uni-BH, e tive a grata satisfação de ser aluna de três professores dos quais só ouvia falar e conhecia textos e livros, Graça Costa Val, Carla Coscarelli e Antônio Augusto(Dute) e foi na Pós que me encantei com Marcuschi, é tanto que para fazer minha monografia li muito seus artigos maravilhosos. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Os livros técnicos leio mesmo para obter informações e atualizar-me sempre. Tenho o hábito de ler tudo, até mesmo bula de remédio, caiu em minhas mãos estou lendo. E como profissional procuro incentivar meus alunos e sobrinhos, sugiro livros, leio o que eles me sugerem para poder comentar, fazemos indicações literária, frequentamos a biblioteca e ultimamente, resolvi aumentar o número de leitores no país meus presentes têm sido livros não importando a idade(criança a idoso) e para minha grata surpresa quem eu presenteio mesmo não tendo hábito de leitura, leem e depois me procuram para comentar ou pedir novas indicações. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>Hoje, leio até menos do que gostaria, a carga de trabalho acaba sendo excessiva e o tempo que sobra nem sempre é suficiente para eu ler tanto quanto gostaria, mas não deixo de estar sempre praticando este hábito saudável e uma coisa boa que aconteceu foi o fato de uma aluna ter ganho a medalha de bronze na Olimpíada de Português ano passado, foi importante as escolas que trabalho, pois tenho conseguido incentivar meus alunos a ler e fazer com que eles percebam a importância da leitura na minha vida. </li></ul>

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