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ATENÇÃO
FARMACÊUTICA E
FARMÁCIA CLÍNICA
Farm Waine Ferreira
Breve Cronologia
Na década de 60, com o início da prática
da farmácia clínica nos Estados Unidos, o
farmacêutico começa a se conscientizar
de seu papel perante a saúde pública,
voltando-se para a atenção ao paciente e
com a preocupação em minimizar os
riscos relacionados ao medicamento.
O medicamento passa a ser visto como
instrumento para se atingir um resultado,
seja ele paliativo, curativo ou preventivo1
Breve Cronologia
A preocupação
com a promoção
do uso racional
de medicamentos
foi impulsionada
pela publicação
de documentos
pela Organização
Mundial da Saúde
(OMS), como a
primeira Lista
Modelo de
Medicamentos
Essenciais, em
19771.
Breve Cronologia
Na Holanda, onde as
farmácias são
relativamente
grandes, 95% dos
pacientes sempre
visitam a mesma
farmácia e a
farmacovigilância é
realizada por
farmacêuticos
2
desde 1980
Breve Cronologia
No artigo de 1990, Hepler & Strand definiram pela primeira vez o conceito de AtenFar como “a provisão
responsável do tratamento farmacológico com o propósito de alcançar resultados concretos que melhorem
a qualidade de vida dos pacientes” e identificaram oito categorias de PRMs. Este foi o marco histórico do
surgimento de uma nova prática, a Atenção Farmacêutica. O conceito proposto difundiu-se mundialmente.
Posteriormente, em 1993, a OMS estendeu o benefício da AtenFar para toda a comunidade e reconheceu o
farmacêutico como um dispensador de atenção à saúde, que deve participar ativamente na prevenção de
doenças e na promoção da saúde, juntamente com outros membros da equipe de saúde. Abre-se, com a
publicação deste documento, um espaço sem precedentes para a ampliação da prática farmacêutica³.
Breve Cronologia
No Brasil, o termo AtenFar foi utilizado pela primeira vez em 1995, durante o XVIII Encontro Nacional de
Estudantes de Farmácia (ENEF), em Natal (RN)3.
Em 1997, o Movimento Estudantil de Farmácia teve um papel de destaque no aprofundamento do debate
sobre AtenFar, com a realização do XX ENEF, no Recife (PE), cujo tema principal foi “A Atenção
Farmacêutica: instrumento de saúde”3.
Breve Cronologia
Em 2001 foi iniciado o processo de discussão sobre as diversidades dos conceitos e das práticas de Atenção Farmacêutica no
Brasil, tendo à frente a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde. No mesmo ano foi organizada
pela OPAS uma oficina de trabalho para apresentação de experiências e reflexões sobre o tema, na cidade de Fortaleza (CE). O
grupo constituído nesta oficina produziu o documento “Proposta de Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica”, com o
objetivo de uniformizar os conceitos e a prática profissional no país.
2001 – Primeiro Consenso em AtenFar, Espanha, Método PWDT  Método Dáder
Breve Cronologia
2003 – 3o Congresso de Ciências Farmacêuticas do Rio de Janeiro - I Fórum Nacional de AtenFar, no qual ocorreu mais
um momento para trocas de experiências.
2004 – 12o. Farmapolis, Florianópolis (SC), II Fórum Nacional de AtenFarm
2006 – MS realiza Fórum de Ciência e Pesquisa em AtenFar no âmbito do SUS
2007 – CRF/SP promoveu a realização do Seminário Internacional de Dispensação e AtenFar do Estado de São Paulo.
Resolução 357/01 – definições do artigo 6° / Capítulo I
Todos os tipos de adoçantes e alimentos com fins
terapêuticos passíveis de comercialização (*), mais
as seguintes definições:
 Assistência Farmacêutica (AF) - é o conjunto de
ações e serviços que visam assegurar a assistência
integral, a promoção, a proteção e a recuperação
da saúde nos estabelecimentos públicos ou
privados, desempenhados pelo farmacêutico ou
sob sua supervisão.
 Assistência Técnica - é o conjunto de atividades
profissionais que requer obrigatoriamente a
presença física do farmacêutico nos serviços
inerentes ao âmbito da profissão farmacêutica
efetuando a assistência e atenção farmacêutica.
(*) Terá lista definitiva nas IN9 e IN10, ambas de 17 de agosto de 2009, como complemento à
RDC 44/09.
 Atenção Farmacêutica (AtenFar) - é um conceito
de prática profissional no qual o paciente é o
principal beneficiário das ações do farmacêutico.
A atenção é o compêndio das atitudes, dos
comportamentos, dos compromissos, das
inquietudes, dos valores éticos, das funções, dos
conhecimentos, das responsabilidades e das
habilidades do farmacêutico na prestação da
farmacoterapia, com objetivo de alcançar
resultados terapêuticos definidos na saúde e na
qualidade de vida do paciente.
 Ato Farmacêutico - ato privativo do farmacêutico
por seus conhecimentos adquiridos durante sua
formação acadêmica como perito do
medicamento.
 Automedicação Responsável - uso de
medicamento não prescrito sob a orientação e
acompanhamento do farmacêutico.
Resolução 357/01 – Cap. 4 – Perfil Farmacoterapêutico
Art. 64 - O farmacêutico deverá estar em condições de
instrumentalizar procedimentos adequados que propiciem a
construção do perfil farmacoterapêutico dos pacientes que
acorram à farmácia.
Art. 65 - O perfil farmacoterapêutico de um paciente é o
registro cronológico da informação relacionada com o
consumo de medicamentos, permitindo ao farmacêutico
realizar o acompanhamento de cada paciente para garantir
o uso seguro e eficaz dos medicamentos.
Parágrafo único. O perfil farmacoterapêutico de um
paciente inclui os medicamentos prescritos ou não, o
consumo de plantas medicinais, os regimes dietéticos, o
consumo de bebidas (álcool, café, chá e outras), reação
adversas ou hipersensibilidade a certos medicamentos e
demais fatores que podem alterar a relação paciente -
medicamento.
Resolução 357/01 – Cap. 4 – Perfil Farmacoterapêutico
Art. 66 - A confecção da ficha do perfil farmacoterapêutico e o acompanhamento
do paciente permite ao farmacêutico:
I. Relacionar os problemas do paciente com a administração dos medicamentos;
II. Controlar o cumprimento da prescrição;
III. Relacionar a ingestão alimentar com os medicamentos e os horários de
administração;
IV. Dar informação ao paciente sobre os medicamentos prescritos referindo-se
aos seguintes aspectos:
a) modo de empregar os medicamentos;
b) necessidade de respeitar os horários de administração;
c) importância de duração do tratamento;
d) necessidade de alterar hábitos dietéticos ou bebidas (álcool, café, chá e
outros) que prejudiquem o tratamento terapêutico.
Resolução 357/01 – Cap. 4 – Perfil Farmacoterapêutico
Art. 67 - O farmacêutico no estabelecimento
de critérios de seleção dos pacientes para
fazer a ficha do perfil farmacoterapêutico deve
incluir aqueles que:
I. Apresentam sinais ou sintomas que sugerem
problemas relacionados com os
medicamentos: reações adversas a
medicamentos ou resposta terapêutica
inadequada;
II. Recebem medicamentos com uma estreita
margem entre a ação terapêutica e tóxica, que
podem requerer a monitorização da
concentração no sangues;
III. Consomem muitas medicamentos ou
padecem de várias enfermidades;
IV. São psiquiátricos ou idosos que recebem
um grande número de medicamentos e que
com elevada freqüência apresentam
problemas relacionados com a medicação.
Resolução 357/01 – Cap. 4 – Perfil Farmacoterapêutico
. Art. 68 - O farmacêutico ao elaborar a ficha do perfil farmacoterapêutico deve incluir os
seguintes dados:
I. Identificação do paciente
II. Dados clínico - patológicos:
a) Regimes dietéticos;
b) Consumo freqüente de bebidas alcoólicas, fumo e consumo de bebidas com cafeína e outras;
c) Alergias a medicamentos ou alimentos; d) Doenças crônicas;
e) Tratamento medicamentoso atual e do passado
III. Medicamentos prescritos:
a) Nome genérico, concentração, forma farmacêutica, via de administração, quantidade e indicações
b) Nome dos prescritores; c) Registro de reações adversas a medicamentos.
IV. Cumprimento dos tratamentos
Resolução 499/08 – Capítulo II – dos SF
Seção I - do perfil farmacoterapêutico e acompanhamento da terapêutica farmacológica
Art. 69 - A farmácia deve dispor de
local adequado que assegure a
privacidade necessária para a
entrevista do farmacêutico com o
paciente e a garantia do sigilo
profissional.
Art. 70 - O farmacêutico deve estar em
condição de identificar os
medicamentos que possam provocar
reações adversas e enfermidades
induzidas por fármacos e comunicá-las
ao órgão sanitário competente das
localidade em que exerçam a atividade
profissional.
Conceitos
1) ATENÇÃO FARMACÊUTICA
De acordo com a proposta do Consenso de
Atenção Farmacêutica publicada em 2002,
Atenção Farmacêutica é: “um modelo de prática
farmacêutica desenvolvida no contexto da
assistência farmacêutica.
Compreende atitudes, valores éticos,
comportamentos, habilidades, compromissos e
corresponsabilidades na prevenção de doenças,
promoção e recuperação da saúde, de forma
integrada à equipe de saúde.
É a interação direta do farmacêutico com o
usuário, visando uma farmacoterapia racional e a
obtenção de resultados defi nidos e mensuráveis,
voltados para a melhoria da qualidade de vida”.
Conceitos
2) USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS (URM)
De acordo com a Organização Mundial de Saúde
(OMS), “há uso racional de medicamentos
quando pacientes recebem medicamentos
apropriados para suas condições clínicas, em
doses adequadas às suas necessidades
individuais, por um período adequado e ao menor
custo para si e para a comunidade”.
Sendo assim, o uso irracional pode elevar custos,
bem como o tempo de tratamento e os riscos de
danos aos pacientes. Portanto, o farmacêutico
clínico necessita de sólidos conhecimentos para
auxiliar a equipe multiprofissional na tomada de
decisão da terapêutica mais adequada e, assim,
promover o URM.
Conceitos
3) ANAMNESE FARMACÊUTICA
Consiste em uma entrevista clínica,
realizada pelo farmacêutico clínico,
com o paciente, e tem como foco
três pontos: perfil do paciente,
história clínica e história
farmacoterapêutica.
Neste momento, o farmacêutico
clínico obtém dados subjetivos e
objetivos que orientarão a sua
conduta na elaboração do plano
terapêutico.
Conceitos
4) CONSULTA FARMACÊUTICA
Na prática diária, o farmacêutico clínico
atenderá os pacientes um a um, em consultas
individualizadas, a fim de coletar e organizar
dados do paciente. Estes dados são registrados
e arquivados no prontuário do paciente.
Com isso, o farmacêutico clínico poderá revisar
a farmacoterapia, bem como identificar
problemas relacionados à medicação,
realizando intervenções farmacêuticas. A
figura 1, a seguir, mostra cada etapa
detalhada:
Conceitos
5) SEGUIMENTO FARMACOTERAPÊUTICO
De acordo com a proposta do Consenso de
AtenFar publicada em 2002, Seguimento
Farmacoterapêutico é: “um componente
da Atenção Farmacêutica e configura um
processo no qual o farmacêutico se
responsabiliza pelas necessidades do
usuário relacionadas ao medicamento, por
meio da detecção, prevenção e resolução
dos PRMs, de forma sistemática, contínua e
documentada, com o objetivo de alcançar
resultados definidos, buscando a melhoria
da qualidade de vida do usuário”.
Conceitos
6) CONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA
Trata-se de um processo de revisão da farmacoterapia,
que tem como objetivo identificar PRM, a fim de
proporcionar ao paciente os benefícios dos efeitos
terapêuticos desejados. Os problemas mais comuns
podem incluir duplicidades terapêuticas, exclusão de
medicamentos, omissão de medicamentos e diferenças
em doses, em formas farmacêuticas ou em posologias.
Por meio deste processo, é possível identificar a
automedicação e também o uso inadequado dos
medicamentos, que podem resultar no aumento dos
riscos de eventos adversos.
O farmacêutico clínico tem papel fundamental nesta
atividade, pois, em conjunto com a equipe
multiprofissional, poderá garantir a continuidade do
tratamento de pacientes internados que fazem uso
prévio de medicamentos.
Conceitos
7) ANÁLISE DA PRESCRIÇÃO
A prescrição consiste no conjunto de ações documentadas relativas ao cuidado da saúde.
Desta forma, o farmacêutico clínico é responsável pela análise da prescrição do paciente e deve considerar
sempre:
 Identificação do paciente: nome, registro de internação, sexo, idade, peso e altura;
 Aspectos do paciente: o registro de alergias e uso de medicamento prévio;
 Aspectos da administração dos medicamentos: reconstituição, diluição, tempo de infusão, estabilidade e
incompatibilidade;
 Dose: dose adequada para a indicação terapêutica, dose máxima diária, ajuste de dose renal/hepática,
ajuste de dose para pacientes idosos/crianças/gestantes/lactantes;
 Frequência: o intervalo correto entre as doses e o aprazamento adequado;
 Medicamento: disponibilidade no mercado, padronização da instituição, indicações terapêuticas, contraindicações e
interações medicamentosas;
 Via de administração: via correta e se há necessidade de ajustes de formas farmacêuticas.
Conceitos
8) AJUSTE DE DOSE
A individualização da dose é um dos fatores importantes para
o sucesso terapêutico. Devem-se considerar características
específicas em pacientes pediátricos, idosos, gestantes,
nefropatas, hepatopatas, críticos, imunossuprimidos, entre
outros.
Portanto, é essencial que o farmacêutico clínico tenha
conhecimento tanto da farmacocinética quanto da
farmacodinâmica dos medicamentos, pois assim é possível
estipular doses mais precisas e seguras a serem administradas
nos pacientes.
Conceitos
9) ADEQUAÇÃO DE FORMAS FARMACÊUTICAS
Forma farmacêutica é o estado final de apresentação dos princípios ativos após uma
ou mais operações farmacêuticas executadas com ou sem a adição de excipientes
apropriados, a fim de facilitar a sua utilização e obter o efeito terapêutico desejado,
com características apropriadas a uma determinada via de administração (ANVISA,
2011).
É essencial que o farmacêutico clínico considere a condição clínica do paciente, bem
como a via de administração disponível, tendo em vista as diversas formas
farmacêuticas dos medicamentos.
Deve ainda realizar uma análise do ponto de vista farmacológico e farmacotécnico, a
fim de evitar falhas terapêuticas, riscos biológicos para profissionais de saúde e
possíveis danos ao paciente.
Deve-se dar preferência por soluções que foram desenvolvidas para administração
pela via enteral. Na ausência destas soluções, deve-se considerar a utilização de
medicamentos por vias alternativas, tais como: endovenosa, intramuscular,
transdérmica e sublingual.
Conceitos
10) INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA (IM)
Interação Medicamentosa (IM) é a alteração dos efeitos de um medicamento pela
presença simultânea de outro medicamento, alimento, bebida ou substâncias fisiológicas
no organismo.
Embora em alguns casos os efeitos destas interações sejam benéficos, a grande maioria
das interações é indesejável, podendo causar toxicidade inesperada ou perda do efeito
desejado (BORGES et al., 2002).
A interação farmacocinética é aquela em que um medicamento, alimento ou bebida
altera a velocidade ou a extensão de absorção, distribuição, biotransformação ou
excreção de uma droga (RUIZ, 1993).
A interação farmacodinâmica, por sua vez, é aquela que ocorre nos sítios de ação dos
fármacos, por meio da inibição ou estímulo à interação fármaco-receptor (RUIZ, 1993).
Portanto, o farmacêutico clínico, junto à equipe multiprofissional, deve analisar as
possíveis IM desfavoráveis, considerando a sua relevância no tratamento proposto. Além
disso, é necessário avaliar o risco/benefício da continuidade do tratamento, bem como
as alternativas terapêuticas disponíveis e a necessidade de monitoramento de sinais
e/ou sintomas do paciente com relação à possibilidade de algum desfecho desfavorável.
Conceitos
11) INCOMPATIBILIDADE MEDICAMENTOSA
A incompatibilidade medicamentosa, também chamada de interação farmacêutica, ocorre fora do organismo,
ou seja, no momento do preparo ou da administração.
As reações físico-químicas entre fármacos ou entre fármacos e solventes ocorrem quando há a mistura de dois
ou mais compostos em frascos, bolsas, seringas, como, por exemplo, a claritromicina sendo reconstituída em
solução contendo sódio. Ou ainda durante infusão venosa, como é o caso do diazepam e o propofol sendo
infundidos em mesma via.
Já as reações físico-químicas entre fármacos e recipientes ocorrem quando são diluídos ou colocados em
contato com materiais como cateteres e equipos, como, por exemplo, a diluição de amiodarona em bolsas
contendo policloreto de vinila (PVC). As incompatibilidades podem ser observadas por alteração de cor,
aspecto, ou formação de precipitado. Além disso, pode ocorrer adsorção de fármacos a superfícies plásticas
ou de vidro das embalagens e materiais utilizados no preparo, administração e armazenamento de
medicamentos.
Vale ressaltar que este fenômeno pode estar relacionado à perda de eficácia do medicamento, bem como à
ocorrência de reações adversas, como, por exemplo, um embolismo venoso por infusão de solução contendo
precipitado visível ou não a olho nu.
Cabe ao farmacêutico clínico estar atento e prevenir estas incompatibilidades, orientando a equipe
multiprofissional.
Conceitos
12) MONITORAMENTO DE FÁRMACOS
O monitoramento sérico de fármacos, do inglês Therapeutic Drug Monitoring (TDM), consiste na análise
dos resultados de dosagem de nível sérico de medicamento no sangue. Este procedimento é utilizado
para otimizar a farmacoterapia, permitindo o ajuste de dose de medicamentos de acordo com as
características individuais do paciente.
De modo geral, os critérios utilizados para determinar se um medicamento deve ser monitorado ou
apenas avaliado por meio da resposta clínica podem ser devido a medicamentos:
 com estreita margem terapêutica;
 que possuem alta taxa de ligação às proteínas;
 potencialmente tóxicos;
 em que há dificuldade de estabelecer a eficácia clínica;
Conceitos
12) MONITORAMENTO DE FÁRMACOS
• Pacientes com suspeita de toxicidade; com resposta
terapêutica inadequada;
• Casos de alteração da dose;
• Mudança no estado clínico do paciente ou introdução
de outros medicamentos;
• Viabilidade técnica de detecção do fármaco no sangue.
Ressalta-se que as principais classes que apresentam
necessidade de serem monitoradas sericamente são:
antimicrobianos, anticonvulsivantes e
imunossupressores.
Conceitos
13) ANÁLISE DE EXAMES LABORATORIAIS
O exame laboratorial é uma tentativa de
representação numérica de uma função orgânica.
Para o exercício da farmácia clínica, é essencial
conhecer os principais exames laboratoriais:
bioquímicos e microbiológicos.
Além disso, é fundamental entender as expectativas
quanto aos resultados e possibilidades de
interferências tanto de medicamentos quanto da
própria condição clínica do paciente.
Dentre os principais exames bioquímicos analisados
estão: hemograma, coagulograma, função renal,
função hepática, eletrólitos, marcadores
inflamatórios e infecciosos, hormônios, glicemia e
enzimas cardíacas.
Conceitos
14) VISITA MULTIPROFISSIONAL
A visita multiprofissional é o momento em que a
equipe de saúde se reúne para discutir os casos
clínicos. Pode ocorrer diariamente, ou em dias e
horários preestabelecidos, podendo ser à beira
do leito ou em formato de reunião clínica.
Neste contexto, cabe ao farmacêutico clínico
identificar a conduta de cada profissional e
assim detectar oportunidades de ações de
melhoria da terapêutica. A participação efetiva é
o que garante a integração real na equipe
multidisciplinar.
Conceitos
15) EVOLUÇÃO EM PRONTUÁRIO
O prontuário é o conjunto de documentos relativos à assistência
prestada a um paciente.
Segundo a Portaria MS nº 4283/2010, que aprova as diretrizes e
estratégias para organização, fortalecimento e aprimoramento das
ações e serviços de farmácia no âmbito dos hospitais, o farmacêutico
deve registrar as informações relevantes para a tomada de decisão da
equipe multiprofissional.
Além disso, de acordo com a Resolução n° 555, de 2011, do CFF, cabe
ao farmacêutico o registro formal de suas ações no prontuário do
paciente.
Conforme a Resolução n° 585, de 2013, do CFF, o farmacêutico deve
realizar a evolução farmacêutica e registrar no prontuário do paciente
as ações tomadas diante de cada caso. Portanto, o farmacêutico clínico
tem o direito e o dever de registrar no prontuário do paciente todas as
informações necessárias para a melhoria da farmacoterapia.
Conceitos
16) REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTOS (RAM)
Reação Adversa a Medicamentos (RAM) é qualquer resposta prejudicial
ou indesejável, não intencional, a um medicamento, que ocorre nas
doses usualmente empregadas no homem para profilaxia, diagnóstico,
terapia da doença ou para a modificação de funções fisiológicas
(ANVISA, 2011).
O farmacêutico clínico, por estar integrado à equipe multiprofissional e
próximo ao paciente, é um dos responsáveis por prevenir, identificar,
auxiliar na resolução, bem como monitorar a evolução de reações
adversas a medicamentos. Além disso, é fundamental avaliar as
relações de causalidade, devendo notificá-las para as autoridades
sanitárias.
Conceitos
17) FARMACOVIGILÂNCIA
“Farmacovigilância é a ciência das atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de
efeitos adversos ou qualquer problema possível relacionado com fármacos”(WHO, 2002).
:
Conceitos
17) FARMACOVIGILÂNCIA
• Desvios da qualidade de produtos farmacêuticos;
• Erros de administração de medicamentos;
• Notificações de perda de eficácia;
17) FARMACOVIGILÂNCIA
• Uso de fármacos para indicações não aprovadas
(off label);
• Notificação de casos de intoxicação aguda ou
crônica por produtos farmacêuticos;
• Abuso e uso inadequado de produtos;
• Interações medicamentosas.
O farmacêutico clínico tem papel relevante em
direcionar os problemas relacionados à
segurança no uso dos medicamentos às áreas
pertinentes da assistência farmacêutica,
garantindo ações de melhoria de qualidade dos
produtos e processos.
Conceitos
18) ERROS DE MEDICAÇÃO
De acordo com o National Coordinating Council for Medication Error
Reporting and Prevention (NCCMERP), “erro de medicação é qualquer evento
evitável que, de fato ou potencialmente, pode levar ao uso inadequado de
medicamento. Esse conceito implica que o uso inadequado pode ou não lesar
o paciente, e não importa se o medicamento se encontra sob o controle de
profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor.
O erro pode estar relacionado à prática profissional, produtos usados na área
de saúde, procedimentos, problemas de comunicação, incluindo prescrição,
rótulos, embalagens, nomes, preparação, dispensação, distribuição,
administração, educação, monitoramento e uso de medicamentos”.
Cabe ao farmacêutico clínico identificar, dimensionar e registrar as
ocorrências de erros de medicação. Além disso, é essencial trabalhar em
conjunto com os gestores para definir ações preventivas e corretivas a fim de
aumentar a segurança no uso de medicamentos.
Conceitos
19) CRONOFARMACOLOGIA
A cronofarmacologia é a ciência que estuda os efeitos dos medicamentos no
organismo em virtude das alterações diurnas e noturnas, isto é, de acordo com as
variações circadianas.
Esses conhecimentos podem auxiliar tanto a equipe multiprofissional quanto o
paciente, quando da administração de fármacos em horários adequados, garantindo,
desta forma, uma farmacoterapêutica com maior eficácia e comodidade ao paciente e
proporcionando melhor adesão ao tratamento.
20) PROTOCOLOS CLÍNICOS
Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas são documentos elaborados pela equipe
multidisciplinar com o objetivo de estabelecer as melhores condutas diante de uma
situação clínica. O suporte para os protocolos clínicos pode ser encontrado no portal
do Ministério da Saúde. Envolve quatro situações: o diagnóstico, o tratamento, o
prognóstico e a prevenção.
Conceitos
21) PARTICIPAÇÃO EM COMISSÕES HOSPITALARES
Dentre as principais comissões, destacam-se:
• Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN): o
farmacêutico clínico poderá acompanhar pacientes em
terapia nutricional, principalmente em uso de nutrição
parenteral. Além disso, auxiliará na administração correta de
medicamentos por sondas;
• Equipe Multidisciplinar de Terapia Antineoplásica (EMTA): nesta
equipe, o farmacêutico clínico tem papel importante no
acompanhamento dos pacientes oncológicos e seus regimes
terapêuticos;
Conceitos
21) PARTICIPAÇÃO EM COMISSÕES HOSPITALARES
Dentre as principais comissões, destacam-se:
• Comissão de Controle de Infecção Hospitalar: o farmacêutico clínico
tem papel importante na promoção do uso racional de antimicrobianos;
• Comissão de Farmácia e Terapêutica: o farmacêutico clínico
poderá atuar fornecendo informações seguras, realizando
estudos de farmacoeconomia, estudos de utilização de
medicamentos, contribuindo na seleção e padronização de
medicamentos;
Conceitos
21) PARTICIPAÇÃO EM
COMISSÕES HOSPITALARES
Dentre as principais comissões,
destacam-se:
• Comissão de Gerenciamento
de Risco (segurança do
paciente): o farmacêutico
clínico poderá auxiliar nas ações
de prevenção, bem como no
monitoramento de eventos
adversos.
Gerenciamento
de risco
Tecncovigilância
Hemovigilância
Farmacovigilância
Grupo de
Prevenção de
Quedas
Grupo de
Gerenciamento
de Risco de
úlcera por
pressão
Gerenciamento
Patrimonial
Gerenciamento
de Resíduos
Grupo de
Dispositivos
Invasivos-Enterais
Saúde
Ocupacional
Prevenção de
Infecção
Hospitalar
Grupo de
Prevenção de
Infecção de
Corrente
Sanguímea
Conceitos
22) ORIENTAÇÃO AO PACIENTE
A orientação é o momento em que o farmacêutico clínico instrui
o paciente quanto à finalidade do tratamento, bem como à
melhor forma de administrar os medicamentos, além dos riscos
e efeitos que podem ocorrer, reduzindo, assim, a ocorrência de
problemas relacionados ao tratamento e contribuindo com a
melhoria da adesão e a eficácia terapêutica.
23) EDUCAÇÃO CONTINUADA
é importante que o farmacêutico clínico mantenha atualização sobre
medicamentos, tratamentos e informações relevantes à sua prática.
Além disso, o farmacêutico clínico possui papel fundamental na
educação da equipe multiprofissional, pacientes e cuidadores.
Conceitos
24) CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS (CIM)
“Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) é o local que
reúne, analisa, avalia e fornece informação sobre medicamentos,
visando o seu uso racional.” (VIDOTTI et al., 2000)
A base de dados deve ser atualizada, confiável e pertinente, tendo o profissional desse local a função de avaliar
criticamente as fontes antes de transmiti-las às pessoas solicitantes.
Conceitos
24) CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS (CIM)
Algumas das atribuições de um CIM são:
• Responder às perguntas relacionadas ao uso de medicamentos, tanto de profissionais da
saúde quanto do público em geral;
• Atividades de pesquisa sobre o uso de medicamentos;
• Publicação de materiais educativos e informativos, como boletins e alertas;
• Participação efetiva junto às comissões hospitalares, principalmente da Comissão de
Farmácia e Terapêutica (CFT);
• Coordenação de programas de farmacovigilância (como notificação de reações adversas e
erros de medicação);
• Educação, como por exemplo, oferta de estágio;
• Treinamentos sobre temas da farmacoterapia.
TESTANDO
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO
PIAUÍ - PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO 1/2012 - 113 – FARMACÊUTICO - Data e Horário da Prova: Domingo,
14/10/201236
Questão 36 - O trabalho do farmacêutico nas unidades de saúde de forma mais atuante, levando em conta
critérios técnicos, vem sendo requerida pela sociedade como um todo.
O desenvolvimento da farmácia clínica e da atenção farmacêutica emerge neste contexto. Sobre farmácia
clínica e atenção farmacêutica, assinale a alternativa correta.
A. Educar e orientar pacientes sobre o uso correto de medicamentos são ações que, caso o farmacêutico
desenvolva, podem colaborar com a redução dos gastos com saúde.
B. Caso o farmacêutico não concorde com uma prescrição, deve registrar o fato, mas não deve comunicá-lo
para não causar constrangimento.
C. A participação do farmacêutico na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) deve ser vedada já
que a farmácia deve ser um setor meramente administrativo.
D. O papel do farmacêutico se restringe a entregar o medicamento solicitado.
E. Cabe somente ao médico dar opinião sobre a farmacoterapia utilizada.
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
PREFEITURA MUNICIPAL DE PINHAIS - ESTADO DO PARANÁ - PROCESSO SELETIVO
SIMPLIFICADO Nº 001/2014 – FARMACÊUTICO (23/02/2014)
Questão 15 - Assinale a alternativa correta:
A. A atenção farmacêutica envolve apenas o fornecimento correto do
medicamento ao paciente
B. A atenção farmacêutica é elemento essencial aos serviços de saúde e deve
estar integrada com as outras partes do sistema e demais profissionais
C. O farmacêutico não participa nas decisões sobre o tratamento
medicamentoso, mas acompanha o seguimento terapêutico
D. O paciente não necessita ser consultado para a elaboração do plano
terapêutico
E. O farmacêutico não pode interferir na busca da cura ou redução dos sintomas
do paciente
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO
ONOFRE LOPES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE –
FARMACÊUTICO - Data e Horário da Prova: Domingo, 16/02/2014
QUESTÃO 26 - Instância colegiada, de caráter consultivo e deliberativo, que tem
por objetivo selecionar medicamentos a serem utilizados no sistema da saúde
nos três níveis de atenção. Além disso, assessora a diretoria clínica na
formulação de diretrizes para seleção, padronização, prescrição, aquisição,
distribuição e uso de medicamentos dentro das instituições da saúde. É correto
afirmar que o texto apresentado descreve a definição de:
A. farmácia hospitalar.
B. comissão de farmácia e terapêutica.
C. comissão de controle de infecção hospitalar.
D. farmácia satélite.
E. atenção farmacêutica.
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
FUNDAÇÃO ESTATAL REGIONAL DE SAÚDE DA REGIÃO DE BAURU – FERSB –
PROCESSO SELETIVO UNIFICADO 1/2016 – 330: FARMACÊUTICO
QUESTÃO 12 - O Programa Farmácia Popular do Brasil é uma iniciativa do
Governo Federal e foi criado para ampliar o acesso aos medicamentos para as
doenças mais comuns entre os cidadãos. O programa funciona em duas
modalidades: uma rede própria de farmácias populares e a parceria com
farmácias e drogarias da rede privada. O programa cumpre uma das diretrizes da:
A. Política Nacional de Medicamentos de Alto Custo.
B. Política Nacional do Medicamento Popular.
C. Política Nacional de Atenção Farmacêutica.
D. Política Nacional de Saúde.
E. Política Nacional de Assistência Farmacêutica.
(PARÊNTESES)
.
A Política Pública de Assistência Farmacêutica, aprovada pela Resolução n. 338, de 06.05.2004, do Conselho
Nacional de Saúde, inserese no contexto de políticas públicas maiores e mais complexas, quais sejam, a política
nacional de medicamentos e o próprio sistema público de saúde delineado pela Constituição Federal de 1988.
Portanto, a política pública de assistência farmacêutica tem como regramento jurídico básico, além da própria
Constituição da República Federativa do Brasil de 1988,
• a Lei Federal n. 8.080/1990,
• a Lei Federal n. 8.142/1990,
• a Portaria 204, de 29 de janeiro de 2007 (que regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos
federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento),
• a Portaria n. 3.916, de 30 de outubro de 1998 (que aprova a Política Nacional de Medicamentos),
• a Resolução n. 338 do CNS, de 06 de maio de 2004 (que aprova a Política Nacional de Assistência
Farmacêutica), e as
• Portarias n. 2.981, de 26 de novembro de 2009, alterada pela Portaria n. 3.439, de 11 de novembro de 2010,
e n. 4.217, de 28 de dezembro de 2010, que dispõem sobre a estrutura e funcionamento, respectivamente,
do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica e do Componente Básico da Assistência
Farmacêutica.
Em: Política nacional de medicamentos e política nacional de assistência farmacêutica: organização, princípios e arcabouço normativo
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
FUNDAÇÃO ESTATAL REGIONAL DE SAÚDE DA REGIÃO DE BAURU – FERSB –
PROCESSO SELETIVO UNIFICADO 1/2016 – 330: FARMACÊUTICO
QUESTÃO 17 - As comissões do Conselho Nacional de Saúde (CNS) estão constituídas pela Lei
nº 8.080/90 e têm a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde. As
comissões previstas em lei são:
A. Alimentação e Nutrição; Vigilância Sanitária e Farmacoepidemiologia; Recursos Humanos;
Ciência e Tecnologia; Saúde do Trabalhador; Comissão de Orçamento e Finanças.
B. Alimentação e Nutrição; Vigilância Sanitária e Farmacoeconomia; Recursos Humanos; Ciência
e Tecnologia; Saúde do Trabalhador; Comissão de Licitações.
C. Agricultura; Sustentabilidade; Recursos Humanos; Ciência e Tecnologia; Saúde do Trabalhador;
Comissão de Orçamento e Finanças.
D. Agricultura; Sustentabilidade; Atenção Farmacêutica; Ciência e Tecnologia; Saúde do
Trabalhador; Comissão de Licitações.
E. Sustentabilidade; Parcerias Público-Privadas; Atenção Farmacêutica; Ciência e Tecnologia;
Saúde do Idoso; Comissão de Licitações.
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - EDITAL NORMATIVO NO 1 – RP/SES-DF/2017, DE 17
DE OUTUBRO DE 2016. PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA
EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE DESENVOLVIDOS EM HOSPITAIS, ATENÇÃO PRIMÁRIA E DEMAIS
CENÁRIOS DE PRÁTICA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL. Prova:
27/11/2016.
Conforme Resolução CNS no 338/2004, a Política Nacional de Assistência Farmacêutica deve ser compreendida como
política pública norteadora para a formulação de políticas setoriais, entre as quais se destacam as políticas de
medicamentos, de ciência e tecnologia, de desenvolvimento industrial e de formação de recursos humanos, entre outras,
garantindo a intersetorialidade inerente ao Sistema Único de Saúde (SUS) do País e cuja implantação envolve tanto o setor
público quanto o privado de atenção à saúde. Diante disso, é importante entender que a assistência farmacêutica é um
conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o
medicamento como insumo essencial e visando ao acesso e ao seu uso racional. As ações de assistência farmacêutica
envolvem a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção,
programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, além de
acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e melhoria da
qualidade de vida da população. Neste último aspecto, enquadra-se a Atenção Farmacêutica, considerada como um
modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da assistência farmacêutica que compreende atitudes, valores
éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e corresponsabilidades na prevenção de doenças, promoção e
recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde.
RESOLUÇÃO CNS no 338, de 6 de maio de 2004, com adaptações
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - EDITAL NORMATIVO NO 1 – RP/SES-DF/2017, DE 17
DE OUTUBRO DE 2016. PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA
EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE DESENVOLVIDOS EM HOSPITAIS, ATENÇÃO PRIMÁRIA E DEMAIS
CENÁRIOS DE PRÁTICA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL. Prova:
27/11/2016.
Com base na resolução apresentada, julgue os itens a seguir.
14. Define-se como farmácia clínica toda atividade executada pelo farmacêutico, voltada para o paciente por meio do
contato direto, exclusivamente.
15. A atenção farmacêutica (pharmaceutical care) é caracterizada por um conjunto de ações privativas do farmacêutico,
que buscam a provisão responsável da farmacoterapia, com o objetivo central de propiciar bem-estar aos pacientes.
16. Os processos de seleção, programação e aquisição de medicamentos, no âmbito da assistência farmacêutica, nas
várias esferas de gestão (União, estados e municípios), envolvem planejamento estratégico da área administrativa para sua
execução. Apesar disso, essas ações são privativas do farmacêutico, pois o medicamento é insumo essencial dos
processos de assistência farmacêutica.
17. Uma das ferramentas para a promoção do uso racional de medicamentos é a adoção da Relação Nacional de
Medicamentos Essenciais (RENAME), que limita, em todas as esferas de gestão (União, estados e municípios), a lista de
medicamentos que poderá ser disponibilizada pelo SUS.
18. As comissões de farmácia e terapêutica são instâncias de deliberação e avaliação de todos os aspectos do tratamento
medicamentoso. Por isso, podem contribuir com a seleção e a padronização de medicamentos a serem disponibilizados a
uma determinada população. As comissões são ferramentas para a promoção do uso racional de medicamentos.
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - EDITAL NORMATIVO NO 1 – RP/SES-DF/2017, DE 17
DE OUTUBRO DE 2016. PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA
EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE DESENVOLVIDOS EM HOSPITAIS, ATENÇÃO PRIMÁRIA E DEMAIS
CENÁRIOS DE PRÁTICA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL. Prova:
27/11/2016.
O controle de medicamentos e de insumos farmacêuticos é de responsabilidade do farmacêutico na farmácia de
manipulação, devendo obedecer a critérios mínimos exigidos para o exercício da atividade de manipulação das
preparações magistrais. Tais farmácias devem garantir, inclusive, a qualidade físico-química e microbiológica da
própria água potável. Logo, todos os procedimentos de trabalho necessitam da atenção do farmacêutico e de
condições especiais à respectiva manipulação e dispensação, com o objetivo de garantir a qualidade dos produtos
manipulados. A partir desse tema, julgue os itens a seguir.
64. Quando a prescrição apresentar concentração superior aos limites farmacológicos, incompatibilidade ou
interações potencialmente perigosas, o farmacêutico deve solicitar a confirmação, por escrito, do profissional
prescritor e, na ausência ou negativa de confirmação, a receita somente poderá ser aviada mediante autorização
do paciente.
65. Em preparações farmacêuticas, é necessário remover os contaminantes críticos que podem causar problemas e
distorções nos resultados dos procedimentos, como pirógenos, matéria orgânica, íons, gases, metais pesados etc.
66. A água purificada para uso farmacêutico é considerada matéria-prima produzida na própria farmácia de
manipulação a partir da água potável.
QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO
UNILAVRAS CONCURSOS – CONCURSO PÚBLICO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAMBÉ DE MATO DENTRO –
EDITAL 1/2017.
QUESTÃO 29 - Sobre Assistência Farmacêutica, Farmácia Clínica, Cuidado Farmacêutico e tipos de serviços
clínicos, analise as considerações que se seguem.
I - A gestão clínica da assistência farmacêutica se caracteriza como um conjunto de atividades farmacêuticas
interdependentes e focadas na qualidade, no acesso e no uso racional de medicamentos, ou seja, na
produção, seleção, programação, aquisição, distribuição, armazenamento e dispensação dos medicamentos.
II - O cuidado farmacêutico/atenção farmacêutica está inserido no contexto da Assistência Farmacêutica.
Dessa forma, sabe-se que a Assistência farmacêutica é um macro componente que envolve ações de gestão
clínica e gestão técnica dos medicamentos, sendo também de caráter multiprofissional.
III - A farmácia clínica é uma área da farmácia voltada à ciência e à prática do uso racional de medicamentos,
na qual os farmacêuticos prestam cuidado ao paciente, de forma a otimizar a farmacoterapia, promover
saúde e bem-estar, e prevenir doenças.
IV - O acompanhamento farmacoterapêutico é um serviço farmacêutico provido durante dois encontros com
o paciente. No processo de cuidado, identificam-se problemas relacionados a medicamentos e resultados
negativos da farmacoterapia, analisando suas causas e fazendo intervenções documentadas, visando a
resolvê-las ou preveni-las.
Após a análise, foram consideradas incorretas apenas
A) I e II. B) II e IV. C) II e III. D) I e IV.
B I B L I O G R A F I A
1 - Sulpino , V.F. Possibilidades de Contribuição do Farmacêutico para a Promoção da
Saúde Ciência & Saúde Coletiva, 12(1):213-220, 2007.
2 - Van Mil ,F.; Schul z, M. A Review of Pharmaceutical Care in Community Pharmacy in
Europe. Health highlights. Harvard Health Policy Review. Spring 2006.Vol. 7, No. 1: 155-
68.
3 - Ministério da Saúde . Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos.
Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Relatório do 1º
Seminário Internacional para Implementação da Atenção Farmacêutica no SUS.
Brasília. Editora do Ministério da Saúde, 2009.
4 – Resolução CFF 357 de 20 de abril de 2001 – aprova o regulamento técnico das
boas práticas em farmácia, em http://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/357.pdf
5 – Farmácia Clínica. / Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. – São
Paulo: Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, 2015. 1ª edição-1ª
reimpressão.

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Atenção Farmacêutica e Farmácia Clínica em cronologia

  • 2. Breve Cronologia Na década de 60, com o início da prática da farmácia clínica nos Estados Unidos, o farmacêutico começa a se conscientizar de seu papel perante a saúde pública, voltando-se para a atenção ao paciente e com a preocupação em minimizar os riscos relacionados ao medicamento. O medicamento passa a ser visto como instrumento para se atingir um resultado, seja ele paliativo, curativo ou preventivo1
  • 3. Breve Cronologia A preocupação com a promoção do uso racional de medicamentos foi impulsionada pela publicação de documentos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), como a primeira Lista Modelo de Medicamentos Essenciais, em 19771.
  • 4. Breve Cronologia Na Holanda, onde as farmácias são relativamente grandes, 95% dos pacientes sempre visitam a mesma farmácia e a farmacovigilância é realizada por farmacêuticos 2 desde 1980
  • 5. Breve Cronologia No artigo de 1990, Hepler & Strand definiram pela primeira vez o conceito de AtenFar como “a provisão responsável do tratamento farmacológico com o propósito de alcançar resultados concretos que melhorem a qualidade de vida dos pacientes” e identificaram oito categorias de PRMs. Este foi o marco histórico do surgimento de uma nova prática, a Atenção Farmacêutica. O conceito proposto difundiu-se mundialmente. Posteriormente, em 1993, a OMS estendeu o benefício da AtenFar para toda a comunidade e reconheceu o farmacêutico como um dispensador de atenção à saúde, que deve participar ativamente na prevenção de doenças e na promoção da saúde, juntamente com outros membros da equipe de saúde. Abre-se, com a publicação deste documento, um espaço sem precedentes para a ampliação da prática farmacêutica³.
  • 6. Breve Cronologia No Brasil, o termo AtenFar foi utilizado pela primeira vez em 1995, durante o XVIII Encontro Nacional de Estudantes de Farmácia (ENEF), em Natal (RN)3. Em 1997, o Movimento Estudantil de Farmácia teve um papel de destaque no aprofundamento do debate sobre AtenFar, com a realização do XX ENEF, no Recife (PE), cujo tema principal foi “A Atenção Farmacêutica: instrumento de saúde”3.
  • 7. Breve Cronologia Em 2001 foi iniciado o processo de discussão sobre as diversidades dos conceitos e das práticas de Atenção Farmacêutica no Brasil, tendo à frente a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e o Ministério da Saúde. No mesmo ano foi organizada pela OPAS uma oficina de trabalho para apresentação de experiências e reflexões sobre o tema, na cidade de Fortaleza (CE). O grupo constituído nesta oficina produziu o documento “Proposta de Consenso Brasileiro de Atenção Farmacêutica”, com o objetivo de uniformizar os conceitos e a prática profissional no país. 2001 – Primeiro Consenso em AtenFar, Espanha, Método PWDT  Método Dáder
  • 8. Breve Cronologia 2003 – 3o Congresso de Ciências Farmacêuticas do Rio de Janeiro - I Fórum Nacional de AtenFar, no qual ocorreu mais um momento para trocas de experiências. 2004 – 12o. Farmapolis, Florianópolis (SC), II Fórum Nacional de AtenFarm 2006 – MS realiza Fórum de Ciência e Pesquisa em AtenFar no âmbito do SUS 2007 – CRF/SP promoveu a realização do Seminário Internacional de Dispensação e AtenFar do Estado de São Paulo.
  • 9. Resolução 357/01 – definições do artigo 6° / Capítulo I Todos os tipos de adoçantes e alimentos com fins terapêuticos passíveis de comercialização (*), mais as seguintes definições:  Assistência Farmacêutica (AF) - é o conjunto de ações e serviços que visam assegurar a assistência integral, a promoção, a proteção e a recuperação da saúde nos estabelecimentos públicos ou privados, desempenhados pelo farmacêutico ou sob sua supervisão.  Assistência Técnica - é o conjunto de atividades profissionais que requer obrigatoriamente a presença física do farmacêutico nos serviços inerentes ao âmbito da profissão farmacêutica efetuando a assistência e atenção farmacêutica. (*) Terá lista definitiva nas IN9 e IN10, ambas de 17 de agosto de 2009, como complemento à RDC 44/09.  Atenção Farmacêutica (AtenFar) - é um conceito de prática profissional no qual o paciente é o principal beneficiário das ações do farmacêutico. A atenção é o compêndio das atitudes, dos comportamentos, dos compromissos, das inquietudes, dos valores éticos, das funções, dos conhecimentos, das responsabilidades e das habilidades do farmacêutico na prestação da farmacoterapia, com objetivo de alcançar resultados terapêuticos definidos na saúde e na qualidade de vida do paciente.  Ato Farmacêutico - ato privativo do farmacêutico por seus conhecimentos adquiridos durante sua formação acadêmica como perito do medicamento.  Automedicação Responsável - uso de medicamento não prescrito sob a orientação e acompanhamento do farmacêutico.
  • 10. Resolução 357/01 – Cap. 4 – Perfil Farmacoterapêutico Art. 64 - O farmacêutico deverá estar em condições de instrumentalizar procedimentos adequados que propiciem a construção do perfil farmacoterapêutico dos pacientes que acorram à farmácia. Art. 65 - O perfil farmacoterapêutico de um paciente é o registro cronológico da informação relacionada com o consumo de medicamentos, permitindo ao farmacêutico realizar o acompanhamento de cada paciente para garantir o uso seguro e eficaz dos medicamentos. Parágrafo único. O perfil farmacoterapêutico de um paciente inclui os medicamentos prescritos ou não, o consumo de plantas medicinais, os regimes dietéticos, o consumo de bebidas (álcool, café, chá e outras), reação adversas ou hipersensibilidade a certos medicamentos e demais fatores que podem alterar a relação paciente - medicamento.
  • 11. Resolução 357/01 – Cap. 4 – Perfil Farmacoterapêutico Art. 66 - A confecção da ficha do perfil farmacoterapêutico e o acompanhamento do paciente permite ao farmacêutico: I. Relacionar os problemas do paciente com a administração dos medicamentos; II. Controlar o cumprimento da prescrição; III. Relacionar a ingestão alimentar com os medicamentos e os horários de administração; IV. Dar informação ao paciente sobre os medicamentos prescritos referindo-se aos seguintes aspectos: a) modo de empregar os medicamentos; b) necessidade de respeitar os horários de administração; c) importância de duração do tratamento; d) necessidade de alterar hábitos dietéticos ou bebidas (álcool, café, chá e outros) que prejudiquem o tratamento terapêutico.
  • 12. Resolução 357/01 – Cap. 4 – Perfil Farmacoterapêutico Art. 67 - O farmacêutico no estabelecimento de critérios de seleção dos pacientes para fazer a ficha do perfil farmacoterapêutico deve incluir aqueles que: I. Apresentam sinais ou sintomas que sugerem problemas relacionados com os medicamentos: reações adversas a medicamentos ou resposta terapêutica inadequada; II. Recebem medicamentos com uma estreita margem entre a ação terapêutica e tóxica, que podem requerer a monitorização da concentração no sangues; III. Consomem muitas medicamentos ou padecem de várias enfermidades; IV. São psiquiátricos ou idosos que recebem um grande número de medicamentos e que com elevada freqüência apresentam problemas relacionados com a medicação.
  • 13. Resolução 357/01 – Cap. 4 – Perfil Farmacoterapêutico . Art. 68 - O farmacêutico ao elaborar a ficha do perfil farmacoterapêutico deve incluir os seguintes dados: I. Identificação do paciente II. Dados clínico - patológicos: a) Regimes dietéticos; b) Consumo freqüente de bebidas alcoólicas, fumo e consumo de bebidas com cafeína e outras; c) Alergias a medicamentos ou alimentos; d) Doenças crônicas; e) Tratamento medicamentoso atual e do passado III. Medicamentos prescritos: a) Nome genérico, concentração, forma farmacêutica, via de administração, quantidade e indicações b) Nome dos prescritores; c) Registro de reações adversas a medicamentos. IV. Cumprimento dos tratamentos
  • 14. Resolução 499/08 – Capítulo II – dos SF Seção I - do perfil farmacoterapêutico e acompanhamento da terapêutica farmacológica Art. 69 - A farmácia deve dispor de local adequado que assegure a privacidade necessária para a entrevista do farmacêutico com o paciente e a garantia do sigilo profissional. Art. 70 - O farmacêutico deve estar em condição de identificar os medicamentos que possam provocar reações adversas e enfermidades induzidas por fármacos e comunicá-las ao órgão sanitário competente das localidade em que exerçam a atividade profissional.
  • 15. Conceitos 1) ATENÇÃO FARMACÊUTICA De acordo com a proposta do Consenso de Atenção Farmacêutica publicada em 2002, Atenção Farmacêutica é: “um modelo de prática farmacêutica desenvolvida no contexto da assistência farmacêutica. Compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e corresponsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde. É a interação direta do farmacêutico com o usuário, visando uma farmacoterapia racional e a obtenção de resultados defi nidos e mensuráveis, voltados para a melhoria da qualidade de vida”.
  • 16. Conceitos 2) USO RACIONAL DE MEDICAMENTOS (URM) De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), “há uso racional de medicamentos quando pacientes recebem medicamentos apropriados para suas condições clínicas, em doses adequadas às suas necessidades individuais, por um período adequado e ao menor custo para si e para a comunidade”. Sendo assim, o uso irracional pode elevar custos, bem como o tempo de tratamento e os riscos de danos aos pacientes. Portanto, o farmacêutico clínico necessita de sólidos conhecimentos para auxiliar a equipe multiprofissional na tomada de decisão da terapêutica mais adequada e, assim, promover o URM.
  • 17. Conceitos 3) ANAMNESE FARMACÊUTICA Consiste em uma entrevista clínica, realizada pelo farmacêutico clínico, com o paciente, e tem como foco três pontos: perfil do paciente, história clínica e história farmacoterapêutica. Neste momento, o farmacêutico clínico obtém dados subjetivos e objetivos que orientarão a sua conduta na elaboração do plano terapêutico.
  • 18. Conceitos 4) CONSULTA FARMACÊUTICA Na prática diária, o farmacêutico clínico atenderá os pacientes um a um, em consultas individualizadas, a fim de coletar e organizar dados do paciente. Estes dados são registrados e arquivados no prontuário do paciente. Com isso, o farmacêutico clínico poderá revisar a farmacoterapia, bem como identificar problemas relacionados à medicação, realizando intervenções farmacêuticas. A figura 1, a seguir, mostra cada etapa detalhada:
  • 19. Conceitos 5) SEGUIMENTO FARMACOTERAPÊUTICO De acordo com a proposta do Consenso de AtenFar publicada em 2002, Seguimento Farmacoterapêutico é: “um componente da Atenção Farmacêutica e configura um processo no qual o farmacêutico se responsabiliza pelas necessidades do usuário relacionadas ao medicamento, por meio da detecção, prevenção e resolução dos PRMs, de forma sistemática, contínua e documentada, com o objetivo de alcançar resultados definidos, buscando a melhoria da qualidade de vida do usuário”.
  • 20. Conceitos 6) CONCILIAÇÃO MEDICAMENTOSA Trata-se de um processo de revisão da farmacoterapia, que tem como objetivo identificar PRM, a fim de proporcionar ao paciente os benefícios dos efeitos terapêuticos desejados. Os problemas mais comuns podem incluir duplicidades terapêuticas, exclusão de medicamentos, omissão de medicamentos e diferenças em doses, em formas farmacêuticas ou em posologias. Por meio deste processo, é possível identificar a automedicação e também o uso inadequado dos medicamentos, que podem resultar no aumento dos riscos de eventos adversos. O farmacêutico clínico tem papel fundamental nesta atividade, pois, em conjunto com a equipe multiprofissional, poderá garantir a continuidade do tratamento de pacientes internados que fazem uso prévio de medicamentos.
  • 21. Conceitos 7) ANÁLISE DA PRESCRIÇÃO A prescrição consiste no conjunto de ações documentadas relativas ao cuidado da saúde. Desta forma, o farmacêutico clínico é responsável pela análise da prescrição do paciente e deve considerar sempre:  Identificação do paciente: nome, registro de internação, sexo, idade, peso e altura;  Aspectos do paciente: o registro de alergias e uso de medicamento prévio;  Aspectos da administração dos medicamentos: reconstituição, diluição, tempo de infusão, estabilidade e incompatibilidade;  Dose: dose adequada para a indicação terapêutica, dose máxima diária, ajuste de dose renal/hepática, ajuste de dose para pacientes idosos/crianças/gestantes/lactantes;  Frequência: o intervalo correto entre as doses e o aprazamento adequado;  Medicamento: disponibilidade no mercado, padronização da instituição, indicações terapêuticas, contraindicações e interações medicamentosas;  Via de administração: via correta e se há necessidade de ajustes de formas farmacêuticas.
  • 22. Conceitos 8) AJUSTE DE DOSE A individualização da dose é um dos fatores importantes para o sucesso terapêutico. Devem-se considerar características específicas em pacientes pediátricos, idosos, gestantes, nefropatas, hepatopatas, críticos, imunossuprimidos, entre outros. Portanto, é essencial que o farmacêutico clínico tenha conhecimento tanto da farmacocinética quanto da farmacodinâmica dos medicamentos, pois assim é possível estipular doses mais precisas e seguras a serem administradas nos pacientes.
  • 23. Conceitos 9) ADEQUAÇÃO DE FORMAS FARMACÊUTICAS Forma farmacêutica é o estado final de apresentação dos princípios ativos após uma ou mais operações farmacêuticas executadas com ou sem a adição de excipientes apropriados, a fim de facilitar a sua utilização e obter o efeito terapêutico desejado, com características apropriadas a uma determinada via de administração (ANVISA, 2011). É essencial que o farmacêutico clínico considere a condição clínica do paciente, bem como a via de administração disponível, tendo em vista as diversas formas farmacêuticas dos medicamentos. Deve ainda realizar uma análise do ponto de vista farmacológico e farmacotécnico, a fim de evitar falhas terapêuticas, riscos biológicos para profissionais de saúde e possíveis danos ao paciente. Deve-se dar preferência por soluções que foram desenvolvidas para administração pela via enteral. Na ausência destas soluções, deve-se considerar a utilização de medicamentos por vias alternativas, tais como: endovenosa, intramuscular, transdérmica e sublingual.
  • 24. Conceitos 10) INTERAÇÃO MEDICAMENTOSA (IM) Interação Medicamentosa (IM) é a alteração dos efeitos de um medicamento pela presença simultânea de outro medicamento, alimento, bebida ou substâncias fisiológicas no organismo. Embora em alguns casos os efeitos destas interações sejam benéficos, a grande maioria das interações é indesejável, podendo causar toxicidade inesperada ou perda do efeito desejado (BORGES et al., 2002). A interação farmacocinética é aquela em que um medicamento, alimento ou bebida altera a velocidade ou a extensão de absorção, distribuição, biotransformação ou excreção de uma droga (RUIZ, 1993). A interação farmacodinâmica, por sua vez, é aquela que ocorre nos sítios de ação dos fármacos, por meio da inibição ou estímulo à interação fármaco-receptor (RUIZ, 1993). Portanto, o farmacêutico clínico, junto à equipe multiprofissional, deve analisar as possíveis IM desfavoráveis, considerando a sua relevância no tratamento proposto. Além disso, é necessário avaliar o risco/benefício da continuidade do tratamento, bem como as alternativas terapêuticas disponíveis e a necessidade de monitoramento de sinais e/ou sintomas do paciente com relação à possibilidade de algum desfecho desfavorável.
  • 25. Conceitos 11) INCOMPATIBILIDADE MEDICAMENTOSA A incompatibilidade medicamentosa, também chamada de interação farmacêutica, ocorre fora do organismo, ou seja, no momento do preparo ou da administração. As reações físico-químicas entre fármacos ou entre fármacos e solventes ocorrem quando há a mistura de dois ou mais compostos em frascos, bolsas, seringas, como, por exemplo, a claritromicina sendo reconstituída em solução contendo sódio. Ou ainda durante infusão venosa, como é o caso do diazepam e o propofol sendo infundidos em mesma via. Já as reações físico-químicas entre fármacos e recipientes ocorrem quando são diluídos ou colocados em contato com materiais como cateteres e equipos, como, por exemplo, a diluição de amiodarona em bolsas contendo policloreto de vinila (PVC). As incompatibilidades podem ser observadas por alteração de cor, aspecto, ou formação de precipitado. Além disso, pode ocorrer adsorção de fármacos a superfícies plásticas ou de vidro das embalagens e materiais utilizados no preparo, administração e armazenamento de medicamentos. Vale ressaltar que este fenômeno pode estar relacionado à perda de eficácia do medicamento, bem como à ocorrência de reações adversas, como, por exemplo, um embolismo venoso por infusão de solução contendo precipitado visível ou não a olho nu. Cabe ao farmacêutico clínico estar atento e prevenir estas incompatibilidades, orientando a equipe multiprofissional.
  • 26. Conceitos 12) MONITORAMENTO DE FÁRMACOS O monitoramento sérico de fármacos, do inglês Therapeutic Drug Monitoring (TDM), consiste na análise dos resultados de dosagem de nível sérico de medicamento no sangue. Este procedimento é utilizado para otimizar a farmacoterapia, permitindo o ajuste de dose de medicamentos de acordo com as características individuais do paciente. De modo geral, os critérios utilizados para determinar se um medicamento deve ser monitorado ou apenas avaliado por meio da resposta clínica podem ser devido a medicamentos:  com estreita margem terapêutica;  que possuem alta taxa de ligação às proteínas;  potencialmente tóxicos;  em que há dificuldade de estabelecer a eficácia clínica;
  • 27. Conceitos 12) MONITORAMENTO DE FÁRMACOS • Pacientes com suspeita de toxicidade; com resposta terapêutica inadequada; • Casos de alteração da dose; • Mudança no estado clínico do paciente ou introdução de outros medicamentos; • Viabilidade técnica de detecção do fármaco no sangue. Ressalta-se que as principais classes que apresentam necessidade de serem monitoradas sericamente são: antimicrobianos, anticonvulsivantes e imunossupressores.
  • 28. Conceitos 13) ANÁLISE DE EXAMES LABORATORIAIS O exame laboratorial é uma tentativa de representação numérica de uma função orgânica. Para o exercício da farmácia clínica, é essencial conhecer os principais exames laboratoriais: bioquímicos e microbiológicos. Além disso, é fundamental entender as expectativas quanto aos resultados e possibilidades de interferências tanto de medicamentos quanto da própria condição clínica do paciente. Dentre os principais exames bioquímicos analisados estão: hemograma, coagulograma, função renal, função hepática, eletrólitos, marcadores inflamatórios e infecciosos, hormônios, glicemia e enzimas cardíacas.
  • 29. Conceitos 14) VISITA MULTIPROFISSIONAL A visita multiprofissional é o momento em que a equipe de saúde se reúne para discutir os casos clínicos. Pode ocorrer diariamente, ou em dias e horários preestabelecidos, podendo ser à beira do leito ou em formato de reunião clínica. Neste contexto, cabe ao farmacêutico clínico identificar a conduta de cada profissional e assim detectar oportunidades de ações de melhoria da terapêutica. A participação efetiva é o que garante a integração real na equipe multidisciplinar.
  • 30. Conceitos 15) EVOLUÇÃO EM PRONTUÁRIO O prontuário é o conjunto de documentos relativos à assistência prestada a um paciente. Segundo a Portaria MS nº 4283/2010, que aprova as diretrizes e estratégias para organização, fortalecimento e aprimoramento das ações e serviços de farmácia no âmbito dos hospitais, o farmacêutico deve registrar as informações relevantes para a tomada de decisão da equipe multiprofissional. Além disso, de acordo com a Resolução n° 555, de 2011, do CFF, cabe ao farmacêutico o registro formal de suas ações no prontuário do paciente. Conforme a Resolução n° 585, de 2013, do CFF, o farmacêutico deve realizar a evolução farmacêutica e registrar no prontuário do paciente as ações tomadas diante de cada caso. Portanto, o farmacêutico clínico tem o direito e o dever de registrar no prontuário do paciente todas as informações necessárias para a melhoria da farmacoterapia.
  • 31. Conceitos 16) REAÇÃO ADVERSA A MEDICAMENTOS (RAM) Reação Adversa a Medicamentos (RAM) é qualquer resposta prejudicial ou indesejável, não intencional, a um medicamento, que ocorre nas doses usualmente empregadas no homem para profilaxia, diagnóstico, terapia da doença ou para a modificação de funções fisiológicas (ANVISA, 2011). O farmacêutico clínico, por estar integrado à equipe multiprofissional e próximo ao paciente, é um dos responsáveis por prevenir, identificar, auxiliar na resolução, bem como monitorar a evolução de reações adversas a medicamentos. Além disso, é fundamental avaliar as relações de causalidade, devendo notificá-las para as autoridades sanitárias.
  • 32. Conceitos 17) FARMACOVIGILÂNCIA “Farmacovigilância é a ciência das atividades relativas à identificação, avaliação, compreensão e prevenção de efeitos adversos ou qualquer problema possível relacionado com fármacos”(WHO, 2002). :
  • 33. Conceitos 17) FARMACOVIGILÂNCIA • Desvios da qualidade de produtos farmacêuticos; • Erros de administração de medicamentos; • Notificações de perda de eficácia;
  • 34. 17) FARMACOVIGILÂNCIA • Uso de fármacos para indicações não aprovadas (off label); • Notificação de casos de intoxicação aguda ou crônica por produtos farmacêuticos; • Abuso e uso inadequado de produtos; • Interações medicamentosas. O farmacêutico clínico tem papel relevante em direcionar os problemas relacionados à segurança no uso dos medicamentos às áreas pertinentes da assistência farmacêutica, garantindo ações de melhoria de qualidade dos produtos e processos.
  • 35. Conceitos 18) ERROS DE MEDICAÇÃO De acordo com o National Coordinating Council for Medication Error Reporting and Prevention (NCCMERP), “erro de medicação é qualquer evento evitável que, de fato ou potencialmente, pode levar ao uso inadequado de medicamento. Esse conceito implica que o uso inadequado pode ou não lesar o paciente, e não importa se o medicamento se encontra sob o controle de profissionais de saúde, do paciente ou do consumidor. O erro pode estar relacionado à prática profissional, produtos usados na área de saúde, procedimentos, problemas de comunicação, incluindo prescrição, rótulos, embalagens, nomes, preparação, dispensação, distribuição, administração, educação, monitoramento e uso de medicamentos”. Cabe ao farmacêutico clínico identificar, dimensionar e registrar as ocorrências de erros de medicação. Além disso, é essencial trabalhar em conjunto com os gestores para definir ações preventivas e corretivas a fim de aumentar a segurança no uso de medicamentos.
  • 36. Conceitos 19) CRONOFARMACOLOGIA A cronofarmacologia é a ciência que estuda os efeitos dos medicamentos no organismo em virtude das alterações diurnas e noturnas, isto é, de acordo com as variações circadianas. Esses conhecimentos podem auxiliar tanto a equipe multiprofissional quanto o paciente, quando da administração de fármacos em horários adequados, garantindo, desta forma, uma farmacoterapêutica com maior eficácia e comodidade ao paciente e proporcionando melhor adesão ao tratamento. 20) PROTOCOLOS CLÍNICOS Protocolos Clínicos e Diretrizes Terapêuticas são documentos elaborados pela equipe multidisciplinar com o objetivo de estabelecer as melhores condutas diante de uma situação clínica. O suporte para os protocolos clínicos pode ser encontrado no portal do Ministério da Saúde. Envolve quatro situações: o diagnóstico, o tratamento, o prognóstico e a prevenção.
  • 37. Conceitos 21) PARTICIPAÇÃO EM COMISSÕES HOSPITALARES Dentre as principais comissões, destacam-se: • Equipe Multidisciplinar de Terapia Nutricional (EMTN): o farmacêutico clínico poderá acompanhar pacientes em terapia nutricional, principalmente em uso de nutrição parenteral. Além disso, auxiliará na administração correta de medicamentos por sondas; • Equipe Multidisciplinar de Terapia Antineoplásica (EMTA): nesta equipe, o farmacêutico clínico tem papel importante no acompanhamento dos pacientes oncológicos e seus regimes terapêuticos;
  • 38. Conceitos 21) PARTICIPAÇÃO EM COMISSÕES HOSPITALARES Dentre as principais comissões, destacam-se: • Comissão de Controle de Infecção Hospitalar: o farmacêutico clínico tem papel importante na promoção do uso racional de antimicrobianos; • Comissão de Farmácia e Terapêutica: o farmacêutico clínico poderá atuar fornecendo informações seguras, realizando estudos de farmacoeconomia, estudos de utilização de medicamentos, contribuindo na seleção e padronização de medicamentos;
  • 39. Conceitos 21) PARTICIPAÇÃO EM COMISSÕES HOSPITALARES Dentre as principais comissões, destacam-se: • Comissão de Gerenciamento de Risco (segurança do paciente): o farmacêutico clínico poderá auxiliar nas ações de prevenção, bem como no monitoramento de eventos adversos. Gerenciamento de risco Tecncovigilância Hemovigilância Farmacovigilância Grupo de Prevenção de Quedas Grupo de Gerenciamento de Risco de úlcera por pressão Gerenciamento Patrimonial Gerenciamento de Resíduos Grupo de Dispositivos Invasivos-Enterais Saúde Ocupacional Prevenção de Infecção Hospitalar Grupo de Prevenção de Infecção de Corrente Sanguímea
  • 40. Conceitos 22) ORIENTAÇÃO AO PACIENTE A orientação é o momento em que o farmacêutico clínico instrui o paciente quanto à finalidade do tratamento, bem como à melhor forma de administrar os medicamentos, além dos riscos e efeitos que podem ocorrer, reduzindo, assim, a ocorrência de problemas relacionados ao tratamento e contribuindo com a melhoria da adesão e a eficácia terapêutica. 23) EDUCAÇÃO CONTINUADA é importante que o farmacêutico clínico mantenha atualização sobre medicamentos, tratamentos e informações relevantes à sua prática. Além disso, o farmacêutico clínico possui papel fundamental na educação da equipe multiprofissional, pacientes e cuidadores.
  • 41. Conceitos 24) CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS (CIM) “Centro de Informações sobre Medicamentos (CIM) é o local que reúne, analisa, avalia e fornece informação sobre medicamentos, visando o seu uso racional.” (VIDOTTI et al., 2000) A base de dados deve ser atualizada, confiável e pertinente, tendo o profissional desse local a função de avaliar criticamente as fontes antes de transmiti-las às pessoas solicitantes.
  • 42. Conceitos 24) CENTRO DE INFORMAÇÃO SOBRE MEDICAMENTOS (CIM) Algumas das atribuições de um CIM são: • Responder às perguntas relacionadas ao uso de medicamentos, tanto de profissionais da saúde quanto do público em geral; • Atividades de pesquisa sobre o uso de medicamentos; • Publicação de materiais educativos e informativos, como boletins e alertas; • Participação efetiva junto às comissões hospitalares, principalmente da Comissão de Farmácia e Terapêutica (CFT); • Coordenação de programas de farmacovigilância (como notificação de reações adversas e erros de medicação); • Educação, como por exemplo, oferta de estágio; • Treinamentos sobre temas da farmacoterapia.
  • 44. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO PIAUÍ - PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO 1/2012 - 113 – FARMACÊUTICO - Data e Horário da Prova: Domingo, 14/10/201236 Questão 36 - O trabalho do farmacêutico nas unidades de saúde de forma mais atuante, levando em conta critérios técnicos, vem sendo requerida pela sociedade como um todo. O desenvolvimento da farmácia clínica e da atenção farmacêutica emerge neste contexto. Sobre farmácia clínica e atenção farmacêutica, assinale a alternativa correta. A. Educar e orientar pacientes sobre o uso correto de medicamentos são ações que, caso o farmacêutico desenvolva, podem colaborar com a redução dos gastos com saúde. B. Caso o farmacêutico não concorde com uma prescrição, deve registrar o fato, mas não deve comunicá-lo para não causar constrangimento. C. A participação do farmacêutico na Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) deve ser vedada já que a farmácia deve ser um setor meramente administrativo. D. O papel do farmacêutico se restringe a entregar o medicamento solicitado. E. Cabe somente ao médico dar opinião sobre a farmacoterapia utilizada.
  • 45. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO PREFEITURA MUNICIPAL DE PINHAIS - ESTADO DO PARANÁ - PROCESSO SELETIVO SIMPLIFICADO Nº 001/2014 – FARMACÊUTICO (23/02/2014) Questão 15 - Assinale a alternativa correta: A. A atenção farmacêutica envolve apenas o fornecimento correto do medicamento ao paciente B. A atenção farmacêutica é elemento essencial aos serviços de saúde e deve estar integrada com as outras partes do sistema e demais profissionais C. O farmacêutico não participa nas decisões sobre o tratamento medicamentoso, mas acompanha o seguimento terapêutico D. O paciente não necessita ser consultado para a elaboração do plano terapêutico E. O farmacêutico não pode interferir na busca da cura ou redução dos sintomas do paciente
  • 46. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO EMPRESA BRASILEIRA DE SERVIÇOS HOSPITALARES - HOSPITAL UNIVERSITÁRIO ONOFRE LOPES DA UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE – FARMACÊUTICO - Data e Horário da Prova: Domingo, 16/02/2014 QUESTÃO 26 - Instância colegiada, de caráter consultivo e deliberativo, que tem por objetivo selecionar medicamentos a serem utilizados no sistema da saúde nos três níveis de atenção. Além disso, assessora a diretoria clínica na formulação de diretrizes para seleção, padronização, prescrição, aquisição, distribuição e uso de medicamentos dentro das instituições da saúde. É correto afirmar que o texto apresentado descreve a definição de: A. farmácia hospitalar. B. comissão de farmácia e terapêutica. C. comissão de controle de infecção hospitalar. D. farmácia satélite. E. atenção farmacêutica.
  • 47. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO FUNDAÇÃO ESTATAL REGIONAL DE SAÚDE DA REGIÃO DE BAURU – FERSB – PROCESSO SELETIVO UNIFICADO 1/2016 – 330: FARMACÊUTICO QUESTÃO 12 - O Programa Farmácia Popular do Brasil é uma iniciativa do Governo Federal e foi criado para ampliar o acesso aos medicamentos para as doenças mais comuns entre os cidadãos. O programa funciona em duas modalidades: uma rede própria de farmácias populares e a parceria com farmácias e drogarias da rede privada. O programa cumpre uma das diretrizes da: A. Política Nacional de Medicamentos de Alto Custo. B. Política Nacional do Medicamento Popular. C. Política Nacional de Atenção Farmacêutica. D. Política Nacional de Saúde. E. Política Nacional de Assistência Farmacêutica.
  • 48. (PARÊNTESES) . A Política Pública de Assistência Farmacêutica, aprovada pela Resolução n. 338, de 06.05.2004, do Conselho Nacional de Saúde, inserese no contexto de políticas públicas maiores e mais complexas, quais sejam, a política nacional de medicamentos e o próprio sistema público de saúde delineado pela Constituição Federal de 1988. Portanto, a política pública de assistência farmacêutica tem como regramento jurídico básico, além da própria Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, • a Lei Federal n. 8.080/1990, • a Lei Federal n. 8.142/1990, • a Portaria 204, de 29 de janeiro de 2007 (que regulamenta o financiamento e a transferência dos recursos federais para as ações e os serviços de saúde, na forma de blocos de financiamento), • a Portaria n. 3.916, de 30 de outubro de 1998 (que aprova a Política Nacional de Medicamentos), • a Resolução n. 338 do CNS, de 06 de maio de 2004 (que aprova a Política Nacional de Assistência Farmacêutica), e as • Portarias n. 2.981, de 26 de novembro de 2009, alterada pela Portaria n. 3.439, de 11 de novembro de 2010, e n. 4.217, de 28 de dezembro de 2010, que dispõem sobre a estrutura e funcionamento, respectivamente, do Componente Especializado da Assistência Farmacêutica e do Componente Básico da Assistência Farmacêutica. Em: Política nacional de medicamentos e política nacional de assistência farmacêutica: organização, princípios e arcabouço normativo
  • 49. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO FUNDAÇÃO ESTATAL REGIONAL DE SAÚDE DA REGIÃO DE BAURU – FERSB – PROCESSO SELETIVO UNIFICADO 1/2016 – 330: FARMACÊUTICO QUESTÃO 17 - As comissões do Conselho Nacional de Saúde (CNS) estão constituídas pela Lei nº 8.080/90 e têm a finalidade de articular políticas e programas de interesse para a saúde. As comissões previstas em lei são: A. Alimentação e Nutrição; Vigilância Sanitária e Farmacoepidemiologia; Recursos Humanos; Ciência e Tecnologia; Saúde do Trabalhador; Comissão de Orçamento e Finanças. B. Alimentação e Nutrição; Vigilância Sanitária e Farmacoeconomia; Recursos Humanos; Ciência e Tecnologia; Saúde do Trabalhador; Comissão de Licitações. C. Agricultura; Sustentabilidade; Recursos Humanos; Ciência e Tecnologia; Saúde do Trabalhador; Comissão de Orçamento e Finanças. D. Agricultura; Sustentabilidade; Atenção Farmacêutica; Ciência e Tecnologia; Saúde do Trabalhador; Comissão de Licitações. E. Sustentabilidade; Parcerias Público-Privadas; Atenção Farmacêutica; Ciência e Tecnologia; Saúde do Idoso; Comissão de Licitações.
  • 50. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - EDITAL NORMATIVO NO 1 – RP/SES-DF/2017, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016. PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE DESENVOLVIDOS EM HOSPITAIS, ATENÇÃO PRIMÁRIA E DEMAIS CENÁRIOS DE PRÁTICA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL. Prova: 27/11/2016. Conforme Resolução CNS no 338/2004, a Política Nacional de Assistência Farmacêutica deve ser compreendida como política pública norteadora para a formulação de políticas setoriais, entre as quais se destacam as políticas de medicamentos, de ciência e tecnologia, de desenvolvimento industrial e de formação de recursos humanos, entre outras, garantindo a intersetorialidade inerente ao Sistema Único de Saúde (SUS) do País e cuja implantação envolve tanto o setor público quanto o privado de atenção à saúde. Diante disso, é importante entender que a assistência farmacêutica é um conjunto de ações voltadas à promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual como coletiva, tendo o medicamento como insumo essencial e visando ao acesso e ao seu uso racional. As ações de assistência farmacêutica envolvem a pesquisa, o desenvolvimento e a produção de medicamentos e insumos, bem como a sua seleção, programação, aquisição, distribuição, dispensação, garantia da qualidade dos produtos e serviços, além de acompanhamento e avaliação de sua utilização, na perspectiva da obtenção de resultados concretos e melhoria da qualidade de vida da população. Neste último aspecto, enquadra-se a Atenção Farmacêutica, considerada como um modelo de prática farmacêutica, desenvolvida no contexto da assistência farmacêutica que compreende atitudes, valores éticos, comportamentos, habilidades, compromissos e corresponsabilidades na prevenção de doenças, promoção e recuperação da saúde, de forma integrada à equipe de saúde. RESOLUÇÃO CNS no 338, de 6 de maio de 2004, com adaptações
  • 51. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - EDITAL NORMATIVO NO 1 – RP/SES-DF/2017, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016. PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE DESENVOLVIDOS EM HOSPITAIS, ATENÇÃO PRIMÁRIA E DEMAIS CENÁRIOS DE PRÁTICA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL. Prova: 27/11/2016. Com base na resolução apresentada, julgue os itens a seguir. 14. Define-se como farmácia clínica toda atividade executada pelo farmacêutico, voltada para o paciente por meio do contato direto, exclusivamente. 15. A atenção farmacêutica (pharmaceutical care) é caracterizada por um conjunto de ações privativas do farmacêutico, que buscam a provisão responsável da farmacoterapia, com o objetivo central de propiciar bem-estar aos pacientes. 16. Os processos de seleção, programação e aquisição de medicamentos, no âmbito da assistência farmacêutica, nas várias esferas de gestão (União, estados e municípios), envolvem planejamento estratégico da área administrativa para sua execução. Apesar disso, essas ações são privativas do farmacêutico, pois o medicamento é insumo essencial dos processos de assistência farmacêutica. 17. Uma das ferramentas para a promoção do uso racional de medicamentos é a adoção da Relação Nacional de Medicamentos Essenciais (RENAME), que limita, em todas as esferas de gestão (União, estados e municípios), a lista de medicamentos que poderá ser disponibilizada pelo SUS. 18. As comissões de farmácia e terapêutica são instâncias de deliberação e avaliação de todos os aspectos do tratamento medicamentoso. Por isso, podem contribuir com a seleção e a padronização de medicamentos a serem disponibilizados a uma determinada população. As comissões são ferramentas para a promoção do uso racional de medicamentos.
  • 52. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO ESCOLA SUPERIOR DE CIÊNCIAS DA SAÚDE - EDITAL NORMATIVO NO 1 – RP/SES-DF/2017, DE 17 DE OUTUBRO DE 2016. PROCESSO SELETIVO PARA INGRESSO NOS PROGRAMAS DE RESIDÊNCIA EM ÁREA PROFISSIONAL DA SAÚDE DESENVOLVIDOS EM HOSPITAIS, ATENÇÃO PRIMÁRIA E DEMAIS CENÁRIOS DE PRÁTICA DA SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DO DISTRITO FEDERAL. Prova: 27/11/2016. O controle de medicamentos e de insumos farmacêuticos é de responsabilidade do farmacêutico na farmácia de manipulação, devendo obedecer a critérios mínimos exigidos para o exercício da atividade de manipulação das preparações magistrais. Tais farmácias devem garantir, inclusive, a qualidade físico-química e microbiológica da própria água potável. Logo, todos os procedimentos de trabalho necessitam da atenção do farmacêutico e de condições especiais à respectiva manipulação e dispensação, com o objetivo de garantir a qualidade dos produtos manipulados. A partir desse tema, julgue os itens a seguir. 64. Quando a prescrição apresentar concentração superior aos limites farmacológicos, incompatibilidade ou interações potencialmente perigosas, o farmacêutico deve solicitar a confirmação, por escrito, do profissional prescritor e, na ausência ou negativa de confirmação, a receita somente poderá ser aviada mediante autorização do paciente. 65. Em preparações farmacêuticas, é necessário remover os contaminantes críticos que podem causar problemas e distorções nos resultados dos procedimentos, como pirógenos, matéria orgânica, íons, gases, metais pesados etc. 66. A água purificada para uso farmacêutico é considerada matéria-prima produzida na própria farmácia de manipulação a partir da água potável.
  • 53. QUESTÕES SOBRE O ASSUNTO UNILAVRAS CONCURSOS – CONCURSO PÚBLICO DA PREFEITURA MUNICIPAL DE ITAMBÉ DE MATO DENTRO – EDITAL 1/2017. QUESTÃO 29 - Sobre Assistência Farmacêutica, Farmácia Clínica, Cuidado Farmacêutico e tipos de serviços clínicos, analise as considerações que se seguem. I - A gestão clínica da assistência farmacêutica se caracteriza como um conjunto de atividades farmacêuticas interdependentes e focadas na qualidade, no acesso e no uso racional de medicamentos, ou seja, na produção, seleção, programação, aquisição, distribuição, armazenamento e dispensação dos medicamentos. II - O cuidado farmacêutico/atenção farmacêutica está inserido no contexto da Assistência Farmacêutica. Dessa forma, sabe-se que a Assistência farmacêutica é um macro componente que envolve ações de gestão clínica e gestão técnica dos medicamentos, sendo também de caráter multiprofissional. III - A farmácia clínica é uma área da farmácia voltada à ciência e à prática do uso racional de medicamentos, na qual os farmacêuticos prestam cuidado ao paciente, de forma a otimizar a farmacoterapia, promover saúde e bem-estar, e prevenir doenças. IV - O acompanhamento farmacoterapêutico é um serviço farmacêutico provido durante dois encontros com o paciente. No processo de cuidado, identificam-se problemas relacionados a medicamentos e resultados negativos da farmacoterapia, analisando suas causas e fazendo intervenções documentadas, visando a resolvê-las ou preveni-las. Após a análise, foram consideradas incorretas apenas A) I e II. B) II e IV. C) II e III. D) I e IV.
  • 54. B I B L I O G R A F I A 1 - Sulpino , V.F. Possibilidades de Contribuição do Farmacêutico para a Promoção da Saúde Ciência & Saúde Coletiva, 12(1):213-220, 2007. 2 - Van Mil ,F.; Schul z, M. A Review of Pharmaceutical Care in Community Pharmacy in Europe. Health highlights. Harvard Health Policy Review. Spring 2006.Vol. 7, No. 1: 155- 68. 3 - Ministério da Saúde . Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos. Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. Relatório do 1º Seminário Internacional para Implementação da Atenção Farmacêutica no SUS. Brasília. Editora do Ministério da Saúde, 2009. 4 – Resolução CFF 357 de 20 de abril de 2001 – aprova o regulamento técnico das boas práticas em farmácia, em http://www.cff.org.br/userfiles/file/resolucoes/357.pdf 5 – Farmácia Clínica. / Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo. – São Paulo: Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo, 2015. 1ª edição-1ª reimpressão.