Pastoral familiar - Sexualidade

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Apresentação voltada para lideranças da Pastoral Familiar. Apresentado por André Kawahala, durante encontro do regional sul 4 da Pastoral familiar, em Rio do Oeste.

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Pastoral familiar - Sexualidade

  1. 1. PASTORAL FAMILIAR<br />SEXUALIDADE<br />FORMAÇÃO PARA MULTIPLICADORES<br />
  2. 2. Introdução<br />Temas a serem trabalhados na palestra:<br />O que é Sexualidade?<br />Vivendo a Sexualidade<br />Afetividade x Sexualidade<br />O relacionamento sexual<br />Introdução aos métodos<br />Como abordar os temas:<br />Seriedade com descontração<br />Recursos<br />2<br />
  3. 3. O que é Sexualidade?<br />
  4. 4. O que é Sexualidade<br />Sexualidade = Conjunto composto de<br />Características:<br />Físicas (todas), mentais, psíquicas e espirituais.<br />Comportamentos:<br />Sociais, familiares e íntimos.<br />Expressões (físicas) e atitudes,<br />Idéias, ideologias, pensamentos, etc.<br />Próprias em cada cultura e a cada pessoa<br />
  5. 5. O que é Sexualidade<br />Enquanto cultura, geralmente diz-se que é “relativa”, que a “sexualidade depende de...” quando na verdade existe um conceito e consenso sobre o que é.<br />O problema cultural é que muitas vezes se pretende mudar o conceito de acordo com as tendências do momento social, o ambiente e os interesses dos grupos sociais.<br />
  6. 6. O que é Sexualidade?<br />Exemplos: <br />A nudez pública é crime!<br />Atentado violento ao pudor<br />Não é aceita no dia a dia<br />Mas e a nudez na mídia ???<br />TV, cinema, revistas, internet...<br />E os campos de nudismo?<br />É, de certa forma, pública<br />Temos um problema na orientação para a sexualidade humana!<br />
  7. 7. O que é Sexualidade<br />Sexualidade é o que me define como “eu”, a parte que o outro pode sentir (ver, ouvir, tocar, cheirar, saborear)<br />Há níveis nesse contato que vão do social ao íntimo.<br />Esses níveis são definidos pela pessoa. Cada um pode decidir o quanto expõe-se e interage.<br />A manifestação da sexualidade vai da simples presença física ao ato sexual.<br />
  8. 8. O que é Sexualidade?<br />“Feminilidade e masculinidade são dons complementares, pelo que a sexualidade humana é parte integrante da capacidade concreta de amor que Deus inscreveu no homem e na mulher. « A sexualidade é uma componente fundamental da personalidade, um modo de ser, de se manifestar, de comunicar com os outros, de sentir, de expressar e de viver o amor humano »” <br />(SHVS – PCF, nº 10)<br />8<br />
  9. 9. Vivendo a sexualidade<br />9<br />
  10. 10. Vivendo a Sexualidade<br />A sexualidade do indivíduo recebe influências do meio em que vive:<br />estrutura familiar, ambientes, grupos sociais, situações, nível de instrução, mídia...<br />Cuidar da sexualidade do indivíduo significa cuidar dele em cada local, momento, fase e situação de vida.<br />A vivência (exercício) da Sexualidade, embora seja considerada a partir da adolescência, têm raízes na infância e na estrutura familiar.<br />10<br />
  11. 11. Vivendo a Sexualidade<br />“Há portanto uma cultura em que a sociedade e os meios de comunicação a maior parte das vezes oferecem a esse respeito uma informação despersonalizada, lúdica, muitas vezes pessimista e além disso sem consideração pelas diversas etapas de formação e de evolução das crianças e dos jovens, sob o influxo de um distorcido conceito individualista da liberdade e num contexto privado de valores fundamentais sobre a vida, sobre o amor humano e sobre a família”.<br />(Sexualidade Humana Verdade e Significado – PCF 1995, nº 1)<br />11<br />
  12. 12. Vivendo a Sexualidade<br />A Sexualidade representa não apenas o exercício humano do relacionamento, mas a integração completa de cada um que é corpo – razão – psique – espírito, ou, corpo e alma.<br />Hoje, entende-se Sexualidade apenas como o exercício sexual (encontro genital pelo prazer físico), reduzindo o ser humano à categoria de irracional.<br />12<br />
  13. 13. Vivendo a Sexualidade<br />“« a nossa civilização, que aliás registra tantos aspectos positivos no plano material e cultural, deveria dar-se conta de ser, em diversos pontos de vista, uma civilização doente, que gera profundas alterações no ser humano. Por que se verifica isto? A razão está no fato de que a nossa sociedade se distancia da plena verdade sobre o ser humano, da verdade sobre o que o homem e a mulher são como pessoas.” (Carta às Famílias, 1994, nº 20 / SHVS – PCF, nº 6)<br />13<br />
  14. 14. Vivência da Sexualidade<br />Quando a Sexualidade é vivida de maneira incompleta pode (e geralmente acontece) provocar prejuízos físicos, mentais, emocionais e psíquicos.<br />Os casais passam a privilegiar somente o encontro dos corpos já desde a fase do namoro, confundindo ou dissociando...<br />sexualidade– sexo– amor<br />14<br />
  15. 15. Vivendo a Sexualidade<br />O resultado mais comum é a insatisfação gerada ou pelo trato mecânico do ato sexual em si ou pelos desejos não correspondidos sempre que...<br />SEXO<br />SEXUALIDADE<br />AMOR<br />15<br />
  16. 16. Vivendo a Sexualidade<br />Mas pode haver também a insatisfação gerada pelo esfriamento e pelo não exercício correto do encontro dos corpos...<br />SEXUALIDADE<br />AMOR<br />SEXO<br />16<br />
  17. 17. Vivendo a Sexualidade<br />É preciso equilíbrio, onde o encontro seja o resultado da atenção que um dispensa ao outro, que passa por uma afetividade sadia e termina com uma profunda doação integral de si, quando...<br />AMOR<br />SEXUALIDADE<br />SEXO<br />17<br />
  18. 18. Vivendo a Sexualidade<br />“Todavia, para evitar a imoralidade, cada homem tenha a sua esposa, e cada mulher o seu marido. O marido cumpra o dever conjugal para com a esposa, e a esposa faça o mesmo com o marido. A esposa não é dona do seu próprio corpo, e sim o marido. Do mesmo modo, o marido não é dono do seu próprio corpo, e sim a esposa.”<br />18<br />
  19. 19. Vivendo a Sexualidade<br />“Não se recusem um ao outro, a não ser que estejam de comum acordo e por algum tempo, para se entregarem à oração; depois disso, voltem a unir-se, a fim de que Satanás não os tente por não poderem dominar-se. Digo isso como concessão, e não como ordem. Eu gostaria que todos os homens fossem como eu. Mas cada um recebe de Deus o seu dom particular; um tem este dom, e outro tem aquele.” (1 Cor 7, 2 – 7)<br />19<br />
  20. 20. Afetividade x Sexualidade<br />20<br />
  21. 21. Afetividade X Sexualidade<br />Afeto (Houaiss)<br />Etimologia: subst. lat.affectus,us'estado psíquico ou moral (bom ou mau), afeição, disposição de alma, estado físico, sentimento, vontade';Antônimos: ver desprezo e repulsão Homônimos: afeto (fl. afetar)<br />Podemos afetar positivamente ou negativamente<br />21<br />
  22. 22. Afetividade X Sexualidade<br />Afetividade é a condição de quem tem afeto, que é sensível ao outro.<br />A Afetividade é componente importante da Sexualidade, pois desde o momento do primeiro encontro de olhar, se não houver um afetar positivo gerando o afeto mútuo, não se deveria avançar nos níveis da Sexualidade, chegando à expressão de si ao outro na intimidade.<br />22<br />
  23. 23. Afetividade X Sexualidade<br />A Afetividade precisa ser cultivada no dia a dia do casal através...<br />... da atenção dispensada mutuamente (homem e mulher)<br />... dos pequenos gestos,<br />... do constante namorar (o verdadeiro!)<br />E mesmo na diferença entre Homens e Mulheres é possível viver uma Afetividade Conjugal que construa uma Sexualidade Conjugal.<br />23<br />
  24. 24. O Relacionamento sexual<br />24<br />
  25. 25. O Relacionamento Sexual<br />SEXO é componente da Sexualidade;<br />SEXO não sobrevive sem o sentimento do Amor, porque torna-se apenas uma busca do maior ou melhor prazer. Vira genitalidade e pode frustrar;<br />SEXO é uma consequência e não uma motivação ou causa;<br />Porém casamento sem SEXO é irmandade.<br />25<br />
  26. 26. O Relacionamento Sexual<br />“A este amor conjugal, e somente a este, pertence a doação sexual, que se « realiza de maneira verdadeiramente humana, somente se é parte integral do amor com o qual homem e mulher se empenham totalmente um para com o outro até à morte »”. (SHVS – PCF – nº 14)<br />26<br />
  27. 27. O Relacionamento Sexual<br />“para a santidade de vida consiste em viverem eles mesmos (casal) a castidade conjugal. Isto comporta que eles estejam conscientes de que no seu amor está presente o amor de Deus e, por isso, também a sua doação sexual deverá ser vivida no respeito de Deus e do Seu desígnio de amor, com fidelidade, honra e generosidade para com o cônjuge e para com a vida que pode surgir do seu gesto de amor”. (SHVS – PCF – nº 20)<br />27<br />
  28. 28. O Relacionamento Sexual<br />“Os atos com os quais os cônjuges se unem íntima e castamente são honestos e dignos. Quando realizados de maneira verdadeiramente humana, significam e favorecem a mútua doação pela qual os esposos se enriquecem com o coração alegre e agradecido. (GS, nº 49) A sexualidade é fonte de alegria e de prazer: ...”<br />28<br />
  29. 29. O Relacionamento Sexual<br />“O próprio Criador... Estabeleceu que nesta função (i.é, de geração) os esposos sentissem prazer e satisfação do corpo e do espírito. Portanto, os esposos não fazem nada de mal em procurar este prazer e em gozá-lo. Eles aceitam o que o Criador lhes destinou. Contudo, os esposos devem saber manter-se nos limites de uma moderação justa.” Catecismo, nº 2362<br />29<br />
  30. 30. Introdução aos métodos<br />30<br />
  31. 31. Introdução aos Métodos<br />MENTIRAS<br />A Igreja proíbe este ou aquele método.<br />A Igreja permite o sexo apenas para a procriação.<br />A Igreja quer encher o mundo de filhos ainda que os casais não tenham condições.<br />VERDADES<br />A Igreja RECOMENDA, INDICA, ORIENTA.<br />Já vimos: a Igreja diz que a relação serve também ao bem do casal.<br />A Igreja recomenda o planejamento da família e do número de filhos de maneira não egoísta.<br />31<br />
  32. 32. Introdução aos Métodos<br />A Igreja não recomenda métodos que sejam nocivos à vida e à saúde da mulher (ou do homem) e que sejam prejudiciais ou fatais à criança que possa estar no ventre.<br />Não recomenda também o que fere a dignidade do casal e a fidelidade<br />32<br />
  33. 33. Introdução aos Métodos<br />Não se recomendam:<br />Pílula: danos à saúde, embora a comunidade médica e os laboratórios insistam em dizer o contrário;<br />DIU: abortivo, podendo ser agressivo ao útero, além de necessitar de “manutenção” periódica<br />Diafragma: pode provocar malefícios ao colo uterino.<br />33<br />
  34. 34. Introdução aos Métodos<br />Não se recomendam:<br />Injeções: danos à saúde da mulher;<br />Adesivos: danos à saúde da mulher;<br />Preservativos: pode provocar danos ao útero; carrega em si o senso de “liberdade” distorcido, dando a idéia de que tudo é permitido quando está sendo usada.<br />34<br />
  35. 35. Introdução aos Métodos<br />Não se recomendam:<br />Laqueadura e vasectomia: são mutilações do corpo; fecham o ato apenas no prazer, sem a permissão à procriação e à vida.<br />35<br />
  36. 36. Introdução aos Métodos<br />Década de 50 – Dr. John J. Billings, Dra. EvelynBillings e Dr James Brown. Austrália.<br />O Método de Ovulação Billings (MOB) é um meio de regulação natural da fertilidade.<br />O MOB é baseado inteiramente nos sintomas de fertilidade e infertilidade observados na vulva. Não utiliza qualquer forma de contagem do ritmo, tomada de temperatura, drogas ou aparelhos.<br />36<br />
  37. 37. Introdução aos Métodos<br />Há quatro regras simples do Método de Ovulação Billings que são aplicadas se o casal deseja conseguir ou evitar a gravidez.<br />Três regras (as Regras dos Primeiros Dias) aplicadas no período até a ovulação, quando o dia ápice da fertilidade é identificado. A quarta regra (a Regra do Ápice) é aplicada quando o Dia Ápice for reconhecido.<br />37<br />
  38. 38. Introdução aos Métodos<br />O MOB pode ser utilizado desde a menarca até a menopausa, em períodos de amamentação, após medicação hormonal e quando ocorrem ciclos irregulares. Pode ser usado para conseguir ou evitar a gravidez. O MOB demonstrou evidências de ser eficaz para casais de baixa fertilidade atingirem uma gravidez e deve ser o primeiro recurso em casos de aparente infertilidade.<br />38<br />
  39. 39. Introdução aos Métodos<br />A utilização do Método de Ovulação Billings não é compatível com métodos de barreira ou formas hormonais de contracepção, seja durante período de aprendizagem ou com propósito de planejamento familiar.<br />39<br />
  40. 40. Introdução aos Métodos<br />Medicação hormonal, como a contida em pílulas e implantes para controle da fertilidade, regula os níveis de hormônios e interfere no funcionamento da cérvix, alterando assim os sintomas naturais de fertilidade. Pode levar algum tempo após a interrupção deste tipo de medicação para que os sintomas naturais de fertilidade retornem.<br />http://www.woomb.org/index_pt.html<br />40<br />
  41. 41. Introdução aos Métodos<br />Outros métodos e sinais:<br />Térmico: a mulher tem até 1ºC a mais no dia da ovulação, ao acordar.<br />Liberação do óvulo: pontada próxima à virilha, na direção dos ovários, significativa, que demonstra o dia da liberação do óvulo.<br />Saliva: no período fértil há presença de hormônio na saliva da mulher e há, hoje, aparelhos que identificam esse nível.<br />41<br />
  42. 42. Como abordar os temas<br />42<br />
  43. 43. Seriedade e descontração<br />A postura de um palestrante deste tema deve ser sóbria sem exageros;<br />Brincadeiras de mau gosto devem ser evitadas a qualquer custo;<br />Porém deve ser descontraído para tratar do tema.<br />43<br />
  44. 44. Seriedade e descontração<br />44<br />Assim, deve-se dedicar mais tempo à Sexualidade e aos métodos naturais. O restante é só para a informação e referência da audiência.<br />Deve evitar e com tranquilidade “cortar” interferências inconvenientes da audiência;<br />Ser enfático no que deseja transmitir. Gastar mais tempo com esse assunto.<br />
  45. 45. Seriedade e descontração<br />45<br />Seja animado, mas...<br />...respeite o ânimo da audiência. Se os casais permanecerem tímidos depois de 10 a 15 min. de palestra, não adiantará forçar a barra para que se descontraiam. Leve a palestra em um ritmo mais tranquilo.<br />Se utilizar o recurso da conversa o das perguntas aos casais, evitar fixar-se em apenas um para não constranger nem abrir muito espaço, principalmente se o casal for mais “saidinho”.<br />
  46. 46. Recursos<br />46<br />No último caso, use apenas a criatividade, lance mão de dinâmicas ou leve a palestra como um bate papo informal.<br />Datashow e micro<br />Fimes em vídeo (DVD) com TV ou Datashow<br />Retroprojetor<br />Livros<br />Cartazes<br />Quadro branco<br />Lousa<br />
  47. 47. Perguntas?<br />47<br />
  48. 48. Fale com André e Ritinha<br />Ritinha: ritinha_mk@yahoo.com.br<br />(11) 8375-4517 ou casa: (11) 4789-2302<br />André: andrekaw@uol.com.br<br />(11) 8105-0679<br />Sites:<br />www.pfsul1.com.br = Past. Familiar de SP<br />www.amordecasal.com = site sobre Amor<br />www.andrekaw.com = site pessoal<br />48<br />

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