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UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA
SUPERVISOR: CLÁUDIA REGINA TEIXEIRA DE SOUZA
   ESTAGIÁRIA: JULIANA NOGUEIRA SCHMIDT
         REGENTE: ANTÔNIO GERALDO




    ESTÁGIO
    SUPERVISIONADO II




COLÉGIO: MODELO LUIS EDUARDO
MAGALHÃES

TURMA: 1º ANO (90M1)
Reflexão...




   “Não é no silêncio que os homens se
    fazem, mas na palavra, no trabalho, na
    ação-reflexão.”
                          Paulo Freire
Apresentação
      O presente trabalho é fruto das
 atividades de observação e regência
 realizadas em 27 aulas, como parte das
 atividades    da    disciplina    Estágio
 Supervisionado     II,   do   curso    de
 Licenciatura em Ciências Biológicas da
 Universidade do Estado da Bahia, sob a
 orientação    da    professora    Cláudia
 Regina Teixeira de Souza.
      O estágio foi desenvolvido em duas
 etapas: observação, momento em que foi
 analisada a estrutura física do colégio, o
 professor regente e a turma; e a fase da
 regência.
As experiências       relatadas       neste
portfólio foram vivenciadas no Colégio
Modelo    Luís     Eduardo         Magalhães,
localizado na Rua Luís Viana, S/N -
Centro,   Alagoinhas – Bahia. É uma
escola de Ensino Médio (1           ano ao 3
ano). O estágio foi realizado na turma
de 1º ano M1 do turno matutino durante
o período de 14/09/10 à 07/12/10.
      A   proposta      de        estágio     foi
desenvolvida a partir da elaboração de
planos semanais contendo os objetivos
conceituais,       procedimentais               e
atitudinais,     além       das     seqüências
didáticas que buscavam potencializar
as relações interativas em sala de aula e
acompanhadas de proposta de avaliação
que   fosse    viável   a    realidade       dos
estudantes.
Introdução

    Pimenta e Lima (2009) consideram
que a finalidade do estágio é propiciar ao
aluno uma aproximação à realidade na
qual atuará. Além disso, o estágio como
reflexão da práxis possibilita aos alunos
que ainda não exercem o magistério
aprender com aqueles que já possuem
experiência na atividade docente.

    O   estágio   é   o   eixo   central   na
formação de professores, pois é através
dele que o profissional conhece os aspectos
indispensáveis    para    a   formação     da
construção da identidade e dos saberes do
dia a dia (PIMENTA E LIMA, 2004).
Conforme Januário (2008) o estágio é
fundamental, pois ao estagiar, o futuro
professor passa a enxergar a educação
com outro olhar, procurando entender a
realidade da escola e o comportamento
dos    alunos,     dos      professores          e      dos
profissionais que a compõem. Com isso
faz    uma    nova        leitura     do    ambiente
(escola,   sala     de     aula,      comunidade),
procurando         meios          para          intervir
positivamente.

      Dessa       maneira         é        de        suma
importância envolver-se com o estágio
supervisionado       e        refletir          sobre    a
influência        deste      na       nossa          vida
profissional.
A Escola

      O estágio foi realizado no Colégio
Modelo Luis Eduardo Magalhães o qual
apresenta apenas as séries de Ensino Médio
com 1.092 alunos matriculados.
      A   escola    é     bastante   ampla   com
quatro pavimentos. O pavimento térreo
apresenta salas da administração, diretoria,
coordenação,       sala      dos     professores,
secretaria,    auditório,     recreio   coberto,
cantina, anfiteatro e quadro poliesportiva.
O primeiro pavimento possui seis salas de
aula, uma sala de arte, um laboratório de
ciências. O segundo pavimentos apresenta
seis salas de aula, uma sala de informática,
uma sala de tv e vídeo.
A Escola
          Por   fim,   o   terceiro    pavimento
 apresenta       os        departamentos          de
 Apoio/Supervisão,         Colegiado    escolar    e
 três salas de língua estrangeira.
          O colégio funciona nos três turnos,
 atendendo grande parte dos alunos da
 cidade    de   Alagoinhas,     assim    também
 como alunos de cidades circunvizinhas
 (Araçás, Aramari, Entre Rios e etc.)
A Escola




Corredor das salas de aula

                              Praça de alimentação e Cantina




Administração, diretoria,
coordenação,     sala   dos        Frente do Colégio Modelo
professores, secretaria
A Turma: 90M1

        A turma é composta por trinta e
nove alunos, com faixa etária de quinze à
dezessete     anos     de   idade,    e      com
praticamente     a     mesma   quantidade     de
meninos e meninas. Alguns alunos sempre
se mostravam participativos durante as
aulas. No entanto, era um pouco difícil
manter o silêncio durante as aulas devido
as   conversas   paralelas,    principalmente
quando a sala estava em círculo. É uma
turma       bastante     alegre,     unida     e
principalmente cheia de energia!
A Turma: 90M1


        Talvez, a conversa e a falta de
interesse,      muitas   vezes    observada    na
turma, pode ter sido em resultado do
período do ano, IV unidade. Alguns alunos
precisavam apenas de poucos pontos para
passar e outros já estavam na recuperação.
Assim     não se empenhavam em conseguir
boas notas nessa unidade.
        No entanto, o relacionamento com a
turma     foi    agradável.      Eram,   na    sua
maioria      responsáveis     em    realizar    as
tarefas solicitadas e não desrespeitavam a
estagiária em nenhum momento, tanto
dentro como fora da sala de aula.
A Turma: 90M1
O Livro
•     Biologia: citologia/ histologia, do autor Wilson
      Roberto Paulino. Vol. 1 – 1 ed. – São Paulo - Editora
      Ática, 2005.




     Esse livro foi de grande ajuda para o
     entendimento do assunto pelos alunos.
     Apresenta    várias  ilustrações,  textos
     extras, como também ótimas questões para
     serem trabalhadas em sala de aula.


    “A presença das figuras é marcante nos livros
    didáticos atuais de biologia...Considera-se que uma
    adequada representação gráfica pode substituir
    páginas de texto, tornando-se parte vívida e
    memorável da informação. Além de fornecer uma
    descrição sucinta, o desenho acrescenta vigor à
    apresentação oral ou escrita [...]Não é por acaso que
    os livros didáticos de biologia apresentam uma
    quantidade de desenhos bem superior aos outros tipos
    de figuras: sua função é a de tornar mais claro o
    texto .”
                                       BRUZZO (2004)
I Etapa

• OBSERVAÇÃO
     Essa etapa foi realizada num período
 de três semanas, sendo observadas duas
 aulas por dia a cada semana.

     Na primeira semana ( 14/09/10). O
 professor realizou a correção de atividade
 do livro. A sala estava em círculo com
 muitos alunos conversando. O professor
 solicitou a atividade feita no caderno para
 dar o visto. Em seguida começou a corrigir
 a atividade sobre núcleo celular. Em alguns
 momentos pedia silêncio, mas na maioria
 das vezes prendia a atenção com perguntas
 feitas   diretamente   para    aqueles   que
 estavam conversando.
I Etapa

    Na    segunda     semana    (21/09/10),   os
alunos fizeram uma atividade em grupo
quando     construiram         um    cariótipo
utilizando papel, tesoura e cola. O professor
distribuiu a atividade para cada grupo e
durante a aula acompanhou e tirou as
dúvidas   necessárias.   Como       nem   todos
terminaram    a   tempo,   a    atividade     foi
finalizada em casa.

    Na última semana (05/10/10) dessa
primeira etapa, foi observada a turma
durante a realização de uma prova que
teve duração de aproximadamente duas
aulas.
II Etapa


• REGÊNCIA (20 Aulas)
  – Início: 12/10/10
  – Fim: 07/12/10
  – Assuntos:
     • Síntese de Proteína

     • Divisão celular

     • Histologia
I Semana: 19.10.2010

• Assunto: Síntese de Proteína
• Técnicas de ensino:
   – Aula expositiva dialógica com
     demostração didática ( tv pen drive)
   – Exibição de vídeo




                    Nome do vídeo : Projeto Genoma Humano
I Semana: 19.10.2010
       Para    iniciar   a   aula   foi   realizada    uma
 dinâmica      de   apresentação    quando     os     alunos
 disseram: nome, e uma característica marcante do
 colega ao lado. Após a dinâmica de apresentação,
 foi   planejado    passar   um     vídeo   sobre     ácidos
 nucléicos com o objetivo de fazer uma rápida
 revisão da primeira parte do assunto. No entanto o
 vídeo não foi assistido, pois não conseguiu ser
 executado na TV pen drive. Contudo esta revisão
 foi feita pela própria professora com o auxílio de
 algumas figuras (TV pen drive) e o quadro. Logo em
 seguida foi iniciada a exposição dialogada do
 assunto síntese de proteína com o auxílio do quadro
 e da TV pen drive.
       Para finalizar a aula, a fim de um melhor
 entendimento do assunto abordado, foi solicitado
 que os alunos resolvessem algumas questões do livro
 didático,    mas esses resistiram em fazer e assim a
 atividade foi transferida para casa. Por fim, foi
 feita chamada e os alunos conforme respondiam
 eram liberados.
Comentando Teóricos...

        Inicialmente       foi    pensado     em   utilizar
   vídeos,    pois   é     uma     forma      dinâmica    e
   instrutiva de debater o conteúdo. Segundo
   Morán (1995) o vídeo aproxima a sala de aula
   do cotidiano, das linguagens de aprendizagem
   e   comunicação         da     sociedade    urbana,    e
   também introduz novas questões no processo
   educacional. Além disso, o vídeo é sensorial,
   visual, linguagem falada, linguagem musical e
   escrita. Somos atingidos por todos os sentidos e
   de todas as maneiras. O vídeo nos seduz,
   informa,     entretém,         projeta     em    outras
   realidades (no imaginário), em outros tempos e
   espaços.

        Por isso que essa ferramenta de ensino foi
   utilizada    em       outras    ocasiões    a   fim   de
   aprimorar o conhecimento dos alunos nos
   diversos conteúdos.
II Semana: 26.10.2010

  • Assunto: Síntese de Proteína

  • Técnicas de ensino:
       – Aula expositiva dialógica com
          demonstração didática (tv pen drive);

       – Exibição de vídeo;

       – Música.




Música: Ácido Nucléico
II Semana: 26.10.2010

     A aula foi iniciada com uma música
 para a revisão da aula anterior. Quando a
 música foi passada houve uma participação
 tímida da maioria dos alunos. No entanto
 pode-se notar o interesse deles pelo assunto a
 partir da técnica de ensino utilizada. No
 entanto   após   alguns    minutos   a   aula   foi
 interrompida, pois a sala seria utilizada por
 um programa de educação. Daí a turma foi
 deslocada para a sala de vídeo. Com a
 mudança e a disposição das cadeiras nessa
 sala (cadeiras ao redor de bancadas), os
 alunos    ficaram   mais    dispersos    e   poucos
 continuaram a prestar atenção na aula.
II Semana: 26.10.2010
      Logo em seguida foi dada continuação ao
  assunto Síntese de proteína por meio de uma
  aula expositiva, enfatizando o processo da
  tradução. Para uma melhor compreensão do
  assunto   foi   assistido   um   vídeo,   o   qual
  demonstrou passo a passo a formação de uma
  proteína. Ao término do vídeo, foi realizada
  uma breve discussão em sala sobre o processo
  de síntese de proteína apresentado no vídeo.
      Para finalizar a aula, foi solicitado aos
  alunos que respondessem algumas questões do
  livro didático ( pág. 87, questões 8 – 15) ,
  referentes ao assunto em estudo.

      Infelizmente,    os alunos não mostraram
  tanto interesse na aula, apesar das       técnicas
  de ensino utilizadas, provavelmente devido ao
  deslocamento dos mesmos durante a aula.
Comentando Teóricos....
     Para Gainza (1988), a música é um
  elemento       fundamental              para     o
  desenvolvimento integral (bio-psicossocial)
  do ser humano, pois conecta a absorção
  (internalização)     com        a        expressão
  (externalização        e            comunicação)
  contribuindo para a transformação e o
  desenvolvimento. Além disso, quando um
  adulto     ouve    música,      uma        grande
  quantidade    de   informação       é   processada
  muito      rapidamente.      (PEDERIVA           e
  TRISTÃO , 2006)
     Moura e Moretti (2003), relatam como
  uma situação de interação possibilita um
  movimento de compreensão progressiva de
  conceitos de forma significativa
III Semana: 09.11.2010
• Assunto: Síntese de Proteína

• Técnicas de ensino:

   – Jogo: Sintetizando proteína.


      No início da aula foi solicitado o caderno
  para ser dado o visto no exercício passado nas
  aulas anteriores, porém poucos alunos fizeram.
  No entanto durante a correção alguns alunos
  participaram respondendo as questões enquanto
  outros copiavam o que era dito. Após a correção
  foi dado início ao jogo “Síntese de proteína”
  quando a turma foi dividida em duas equipes. As
  perguntas foram sorteadas e feitas a cada equipe
  uma por vez, aqueles que acertavam ganhavam
  um ponto e colavam o anticódon no códon
  correspondente que estava no quadro
III Semana: 09.11.2010
       Os   alunos    se   mostraram      bastantes
  animados durante o jogo. A equipe vencedora
  ganhou um pacote de balas, o qual, por
  vontade do grupo vencedor, foi distribuído
  para toda a sala. No fim da aula foi solicitado
  aos alunos que levassem na próxima aula o
  material necessário      para a confecção      do
  álbum seriado de histologia.
       Nessa aula, recebi uma surpresa: visita
  da professora orientadora, Cláudia Regina.
  Inicialmente fiquei nervosa, mas quando o
  jogo foi iniciado e houve a participação dos
  alunos e até mesmo da própria professora , foi
  o   suficiente   para    me   deixar   bem   mais
  tranqüila!!
Comentando Teóricos...


     Segundo Cunha (1988), O jogo pedagógico
ou didático é aquele fabricado com o objetivo
de         proporcionar             determinadas
aprendizagens, diferenciando-se do material
pedagógico, por conter o aspecto lúdico e
utilizado para atingir determinados objetivos
pedagógicos, sendo uma alternativa para se
melhorar o desempenho dos estudantes em
alguns   conteúdos     de difícil   aprendizagem
(Gomes et al, 2001).

     Devido ao perfil da turma, ser um pouco
agitada, a aplicação do jogo didático foi de
grande proveito pois a turma se mostrou
interessada no assunto o qual era de difícil
compreensão segundo os próprios alunos.
Comentando Teóricos...

    Segundo Miranda (2001), mediante o jogo
didático, vários objetivos podem ser atingidos,
relacionados à cognição (desenvolvimento da
inteligência e da personalidade, fundamentais
para a construção de conhecimentos); afeição
(desenvolvimento da sensibilidade e da estima
e atuação no sentido de estreitar laços de
amizade     e    afetividade);        socialização
(simulação de vida em grupo); motivação
(envolvimento    da   ação,      do    desafio   e
mobilização da curiosidade) e criatividade.
Reunião AC
     A      Reunião     de       AC    é      realizada
 semanalmente     com       o    objetivo     de    fazer
 articulação   entre   as       diversas    áreas    e   é
 monitorada    por     um       articulador.       Nestes
 encontros são discutidos a vida da escola, são
 feitos planejamentos e relatórios sobre as
 turmas.

     A Professora responsável              pela reunião
 passou as instruções , como, quais seriam os
 dias das provas da IV unidade e das provas
 de recuperação, para os demais professores .
 Tais dias foram escolhidos por sorteio.

     No entanto, as provas do 3 ano seriam
 adiantadas devido a uma viagem que os
 alunos fariam. Apenas um professor não foi a
 favor da mudança e dos dias escolhidos para
 a prova.

     Após o término dos avisos, os professores
IV Semana: 16.11.2010

 • Assunto: Histologia
 • Técnicas de ensino:
   – Confecção de um álbum seriado
       Os alunos ficariam dispostos em círculo
   para   a    elaboração    individual        do   álbum
   seriado.    Inicialmente seria explicado pelo
   professor quais os passos para a realização do
   álbum seriado. Para a confecção do álbum foi
   permitido    o   uso     de    livros   e    pesquisas
   adicionais trazidas pelos próprios alunos.
       Esta atividade foi aplicada pelo regente
   da turma, Antônio Geraldo, pois neste dia a
   estagiária não pôde comparecer a escola
   devido a presença no evento: XIII SBPP-
   Simpósio     Brasileiro       de   Paleobotânica     e
   Palinologia, realizado em Salvador, de 14-17
   de novembro de 2010.
Comentando teóricos...

       Para orientar o professor substituto durante a
  aula, foi elaborado o plano de aula (como em todas
  as outras) que segundo Fusari (s.a.), serve como um
  instrumento orientador do trabalho docente.

       Esse mesmo autor reforça que faz parte da
  competência   teórica   do   professor,    e   dos    seus
  compromissos com a democratização do ensino, a
  tarefa cotidiana de preparar suas aulas, o que
  implica ter claro, também, quem é seu aluno, o que
  pretende    com    o    conteúdo,         como       inicia
  rotineiramente suas aulas, como as conduz e se
  existe a preocupação com uma síntese final do dia
  ou dos quarenta ou cinqüenta minutos vivenciados
  durante a hora-aula.

       Assim, nesse momento o plano de aula foi
  fundamental para o professor ter a orientação
  correta de como aplicar a atividade programada
  anteriormente.
V Semana: 23.11.2010

• Assunto: Divisão celular

• Técnicas de ensino:
  – Aula expositiva dialógica com
    demonstração didática (tv pen drive);

  – Confecção com massa de modelar da célula
    em mitose.
V Semana:                  23.11.2010

    Como       planejado     a    aula   deveria    ser
iniciada com a explicação do assunto, mitose
com o auxílio da Tv pen drive, porém muitos
alunos ficaram com dúvida sobre a atividade
passada na aula anterior sobre histologia.
Dessa maneira a explicação do assunto só foi
finalizada no meio da segunda aula. No
entanto    isso   não   impediu      que   os    alunos
realizassem a atividade para a confecção de
células nas diferentes fases da mitose, com
massa     de   modelar,      em   que    cada    equipe
escolheu apenas uma das fases da mitose, e
confeccionou      a   fase    escolhida.   Foi     uma
atividade lúdica bem interessante, os alunos
participaram com muita motivação.
Comentando Teóricos...

     Os modelos didáticos são representações,
confeccionadas a partir de material concreto,
de   estruturas        ou     partes     de        processos
biológicos.    A     utilização     de    modelos         em
educação em Ciências e Biologia é relevante.
Giordan & Vecchi            ressaltam ainda que um
modelo é uma construção, uma estrutura que
pode ser utilizada como referência, uma
imagem analógica que permite materializar
uma idéia ou um conceito, tornados assim,
diretamente        assimiláveis.    (SANTOS          et   al,
2010)

     A confecção do material com a massa de
modelar        possibilitou        que        os     alunos
visualizassem melhor a célula durante as
etapas    da    divisão.      Todos      os    grupos     se
empenharam e realizaram um bom trabalho!!
VI Semana: 07.12.2010
  PROVA-Verificação de aprendizagem

       Foi solicitado que os alunos sentassem em
  fila, em seguida foram lidas as instruções para
  a realização da prova. A avaliação constou de
  13 questões, sendo quatro      objetivas e nove
  subjetivas e teve duração máxima de 1:40h.
  Todos os alunos se comportaram muito bem,
  não foi necessário chamar atenção ou recolher
  a prova de ninguém. No entanto, a medida que
  eles terminavam a prova era entregue a prova
  corrigida de uma outra matéria. Em um dado
  momento isso gerou certo tumulto , obrigando a
  retirada dos alunos que haviam finalizado o
  teste.

       No geral, os alunos tiveram boas notas,
  sendo que pouco mais de 30% não conseguiram
  alcançar a média da unidade.
Comentando teóricos...

PROVA-Verificação de aprendizagem

    A avaliação é uma parte essencial do
processo de educação. No entanto, é importante
que exista uma grande variedade de formas de
avaliação    para   que   pese   a    aparente
uniformidade nas atribuições de notas. Entre as
maneiras de se avaliar os alunos encontram-se
as provas.

    Segundo Gatti (2003) encontra-se um certo
percentual de professores que pensam que as
provas em si são instrumento de aprendizagem.
Por exemplo, certo professor citado no artigo
acredita que “os estudantes podem aprender
enquanto estão fazendo uma prova, desde que
se dê a eles questões sobre as quais tenham que
pensar. “
Comentando teóricos...

 PROVA-Verificação de aprendizagem


     Portanto,      é   fundamental    que     os
 professores elaborem as provas com o intuito de
 ajudar   os   alunos   a   desenvolverem     seu
 aprendizado. Desse modo, a prova além de ser
 uma verificação de aprendizagem, contribuirá
 para a fixação do conhecimento assimilado.
Comentando dificuldades...
       Lidar     com    uma    turma      muito
  numerosa foi um pouco difícil devido a
  conversa da maioria dos alunos durante
  as    aulas.     Apesar          de    chamar
  constantemente atenção para fazerem
  silêncio, os alunos continuavam com as
  conversas paralelas.

       Além    disso,   o   fato    do   recurso
  audiovisual que as vezes não funcionava,
  fazia com que os alunos se deslocassem
  para outra sala até mesmo durante a
  própria aula quando perdia-se a atenção
  no assunto que estava sendo explicado.
Comentando dificuldades...


      Em muitas aulas, sentia-me frustrada por
  não conseguir manter o silêncio durante a
  explicação    ou    em     qualquer   atividade         que
  fazíamos.     Segundo Crozier e Friedberg (1977),
  o exercício do poder não é um exercício
  solitário, pois o carácter relacional do poder
  implica sempre a possibilidade de negociação e
  de adaptação dos actores envolvidos nessa
  relação.

      Acredito       que   por   não    ter   feito       essa
  negociação desde o início do estágio não foi
  possível ter o domínio de classe necessário. No
  entanto     esse   trato    com   a    turma        é    de
  fundamental importância para que eles possam
  cooperar no processo ensino-aprendizagem.
Avaliação do Estágio pelos
         alunos

       No último dia de aula, que na realidade já era
 prova, foi entregue aos alunos uma ficha de
 avaliação da estagiária. Nessa ficha os alunos
 teriam de responder o que acharam da estagiária,
 das   aulas    ministradas     por   ela,    como     também
 deveriam avaliar o comportamento e o desempenho
 deles próprios frente a estagiária .

       Como      resultado,     a   maioria      dos    alunos
 afirmaram que as aulas foram boas, bastante
 explicativas, dinâmicas, divertidas e variadas.

       Por     outro   lado,   quanto     a    avaliação   do
 comportamento         dos     próprios      alunos,    muitos
 admitiram que não prestaram atenção o suficiente
 e que faltou mais esforço para terem alcançado um
 resultado gratificante.
Conclusão
     O estágio é um processo de aprendizagem
indispensável a um profissional que deseja
estar preparado para enfrentar os desafios de
uma carreira. Dessa maneira, o                       estágio
supervisionado            foi       uma      experiência
significativa       para        a    minha     formação
enquanto professora, pois foi um período em
que tive a oportunidade de observar o âmbito
escolar com um olhar de educador.

     Nessa etapa, foi possível constatar a
atuação do professor no contexto escolar
frente   aos       mais    diversos       desafios    dessa
profissão, como, a falta de recursos, espaços
físicos inadequados, alunos desinteressados,
dentre     tantas         outras      situações.      Dessa
maneira,       o    estágio         supervisionado       me
proporcionou o contato com a realidade viva
do   mercado        de      trabalho,      possibilitando
consolidar minha profissionalização.
Conclusão

    Devo confessar que em certos momentos
pensei em ser mais tradicional possível com os
alunos por conversarem tanto e por não
colaborarem comigo. Ás vezes era necessário
reclamar para conseguir ao menos falar
durante a aula. No entanto, isso não impediu
a realização dos objetivos estabelecidos para a
unidade.   Todas   as   atividades   planejadas
foram realizadas como também os conteúdos,
antes estabelecidos, foram explicados.
Referências
•   BRUZZO, Cristina. Biologia: educação e
    imagens. Educ. Soc. [online]. 2004, vol.25, n.89,
    pp. 1359-1378. ISSN 0101-7330.

•   CAMPOS, L. M. L. A produção de jogos didáticos
    para o ensino de ciências e biologia: uma
    proposta para favorecer a aprendizagem. São
    Paulo: Departamento de Educação – Instituto de
    Biociências da Unesp – Campus de Botucatu ,
    2001.

•   CROZIER, Michel & FRIEDBERG, Erhard (1977). L’
    acteur et le système. Paris: Seuil

•   CUNHA, N. Brinquedo, desafio e descoberta. Rio
    de Janeiro: FAE. 1988.

•   Gatti, B. A. O Professor e a Avaliação na Sala de
    Aula. Estudos em Avaliação Educacional, 100 n.
    27, jan-jun/2003

•   GAINZA, Violeta. H. Estudos de Psicopedagogia
    Musical. Summus, São Paulo: Novas buscas em
    educação, 1988.
Referências
•   GOMES, R. R.; FRIEDRICH, M. A Contribuição dos
    jogos didáticos na aprendizagem de conteúdos
    de Ciências e Biologia. In: EREBIO,1, Rio de
    Janeiro, 2001, Anais..., Rio de Janeiro, 2001,
    p.389-92.

•   JANUARIO, Gilberto. O Estágio Supervisionado e
    suas contribuições para a prática pedagógica do
    professor. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA E
    INVESTIGAÇÕES DE/EM AULAS DE MATEMÁTICA, 2,
    2008, Campinas. Anais: II SHIAM. Campinas:
    GdS/FE-Unicamp, 2008. v. único.p. 1-8.

•   MIRANDA, S. No Fascínio do jogo, a alegria de
    aprender. In: Ciência Hoje, v.28, 2001 p. 64-66.

•   MORÁN, José Manuel. O vídeo na sala de
    aula.Comunicacão e Educacão, São Paulo, (2):
    27 a 35, .jan./abr. 1995

•    MOURA, Manoel. O; MORETTI, Vanessa. D.
    Investigando a aprendizagem do conceito de
    função a partir dos conceitos prévios e das
    interações sociais .Ciência & Educação, V.9, n1,
    p.67-82. Abr. 2003.

•   PEDERIVA, Patrícia. L. M & TRISTÃO, Rosana. M.
    Música e cognição. Ciência & Cognição, V. 09, n
    3 p. 83-90. Nov, 2006.

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  • 1. UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA SUPERVISOR: CLÁUDIA REGINA TEIXEIRA DE SOUZA ESTAGIÁRIA: JULIANA NOGUEIRA SCHMIDT REGENTE: ANTÔNIO GERALDO ESTÁGIO SUPERVISIONADO II COLÉGIO: MODELO LUIS EDUARDO MAGALHÃES TURMA: 1º ANO (90M1)
  • 2. Reflexão... “Não é no silêncio que os homens se fazem, mas na palavra, no trabalho, na ação-reflexão.” Paulo Freire
  • 3. Apresentação O presente trabalho é fruto das atividades de observação e regência realizadas em 27 aulas, como parte das atividades da disciplina Estágio Supervisionado II, do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas da Universidade do Estado da Bahia, sob a orientação da professora Cláudia Regina Teixeira de Souza. O estágio foi desenvolvido em duas etapas: observação, momento em que foi analisada a estrutura física do colégio, o professor regente e a turma; e a fase da regência.
  • 4. As experiências relatadas neste portfólio foram vivenciadas no Colégio Modelo Luís Eduardo Magalhães, localizado na Rua Luís Viana, S/N - Centro, Alagoinhas – Bahia. É uma escola de Ensino Médio (1 ano ao 3 ano). O estágio foi realizado na turma de 1º ano M1 do turno matutino durante o período de 14/09/10 à 07/12/10. A proposta de estágio foi desenvolvida a partir da elaboração de planos semanais contendo os objetivos conceituais, procedimentais e atitudinais, além das seqüências didáticas que buscavam potencializar as relações interativas em sala de aula e acompanhadas de proposta de avaliação que fosse viável a realidade dos estudantes.
  • 5. Introdução Pimenta e Lima (2009) consideram que a finalidade do estágio é propiciar ao aluno uma aproximação à realidade na qual atuará. Além disso, o estágio como reflexão da práxis possibilita aos alunos que ainda não exercem o magistério aprender com aqueles que já possuem experiência na atividade docente. O estágio é o eixo central na formação de professores, pois é através dele que o profissional conhece os aspectos indispensáveis para a formação da construção da identidade e dos saberes do dia a dia (PIMENTA E LIMA, 2004).
  • 6. Conforme Januário (2008) o estágio é fundamental, pois ao estagiar, o futuro professor passa a enxergar a educação com outro olhar, procurando entender a realidade da escola e o comportamento dos alunos, dos professores e dos profissionais que a compõem. Com isso faz uma nova leitura do ambiente (escola, sala de aula, comunidade), procurando meios para intervir positivamente. Dessa maneira é de suma importância envolver-se com o estágio supervisionado e refletir sobre a influência deste na nossa vida profissional.
  • 7. A Escola O estágio foi realizado no Colégio Modelo Luis Eduardo Magalhães o qual apresenta apenas as séries de Ensino Médio com 1.092 alunos matriculados. A escola é bastante ampla com quatro pavimentos. O pavimento térreo apresenta salas da administração, diretoria, coordenação, sala dos professores, secretaria, auditório, recreio coberto, cantina, anfiteatro e quadro poliesportiva. O primeiro pavimento possui seis salas de aula, uma sala de arte, um laboratório de ciências. O segundo pavimentos apresenta seis salas de aula, uma sala de informática, uma sala de tv e vídeo.
  • 8. A Escola Por fim, o terceiro pavimento apresenta os departamentos de Apoio/Supervisão, Colegiado escolar e três salas de língua estrangeira. O colégio funciona nos três turnos, atendendo grande parte dos alunos da cidade de Alagoinhas, assim também como alunos de cidades circunvizinhas (Araçás, Aramari, Entre Rios e etc.)
  • 9. A Escola Corredor das salas de aula Praça de alimentação e Cantina Administração, diretoria, coordenação, sala dos Frente do Colégio Modelo professores, secretaria
  • 10. A Turma: 90M1 A turma é composta por trinta e nove alunos, com faixa etária de quinze à dezessete anos de idade, e com praticamente a mesma quantidade de meninos e meninas. Alguns alunos sempre se mostravam participativos durante as aulas. No entanto, era um pouco difícil manter o silêncio durante as aulas devido as conversas paralelas, principalmente quando a sala estava em círculo. É uma turma bastante alegre, unida e principalmente cheia de energia!
  • 11. A Turma: 90M1 Talvez, a conversa e a falta de interesse, muitas vezes observada na turma, pode ter sido em resultado do período do ano, IV unidade. Alguns alunos precisavam apenas de poucos pontos para passar e outros já estavam na recuperação. Assim não se empenhavam em conseguir boas notas nessa unidade. No entanto, o relacionamento com a turma foi agradável. Eram, na sua maioria responsáveis em realizar as tarefas solicitadas e não desrespeitavam a estagiária em nenhum momento, tanto dentro como fora da sala de aula.
  • 13. O Livro • Biologia: citologia/ histologia, do autor Wilson Roberto Paulino. Vol. 1 – 1 ed. – São Paulo - Editora Ática, 2005. Esse livro foi de grande ajuda para o entendimento do assunto pelos alunos. Apresenta várias ilustrações, textos extras, como também ótimas questões para serem trabalhadas em sala de aula. “A presença das figuras é marcante nos livros didáticos atuais de biologia...Considera-se que uma adequada representação gráfica pode substituir páginas de texto, tornando-se parte vívida e memorável da informação. Além de fornecer uma descrição sucinta, o desenho acrescenta vigor à apresentação oral ou escrita [...]Não é por acaso que os livros didáticos de biologia apresentam uma quantidade de desenhos bem superior aos outros tipos de figuras: sua função é a de tornar mais claro o texto .” BRUZZO (2004)
  • 14. I Etapa • OBSERVAÇÃO Essa etapa foi realizada num período de três semanas, sendo observadas duas aulas por dia a cada semana. Na primeira semana ( 14/09/10). O professor realizou a correção de atividade do livro. A sala estava em círculo com muitos alunos conversando. O professor solicitou a atividade feita no caderno para dar o visto. Em seguida começou a corrigir a atividade sobre núcleo celular. Em alguns momentos pedia silêncio, mas na maioria das vezes prendia a atenção com perguntas feitas diretamente para aqueles que estavam conversando.
  • 15. I Etapa Na segunda semana (21/09/10), os alunos fizeram uma atividade em grupo quando construiram um cariótipo utilizando papel, tesoura e cola. O professor distribuiu a atividade para cada grupo e durante a aula acompanhou e tirou as dúvidas necessárias. Como nem todos terminaram a tempo, a atividade foi finalizada em casa. Na última semana (05/10/10) dessa primeira etapa, foi observada a turma durante a realização de uma prova que teve duração de aproximadamente duas aulas.
  • 16. II Etapa • REGÊNCIA (20 Aulas) – Início: 12/10/10 – Fim: 07/12/10 – Assuntos: • Síntese de Proteína • Divisão celular • Histologia
  • 17. I Semana: 19.10.2010 • Assunto: Síntese de Proteína • Técnicas de ensino: – Aula expositiva dialógica com demostração didática ( tv pen drive) – Exibição de vídeo Nome do vídeo : Projeto Genoma Humano
  • 18. I Semana: 19.10.2010 Para iniciar a aula foi realizada uma dinâmica de apresentação quando os alunos disseram: nome, e uma característica marcante do colega ao lado. Após a dinâmica de apresentação, foi planejado passar um vídeo sobre ácidos nucléicos com o objetivo de fazer uma rápida revisão da primeira parte do assunto. No entanto o vídeo não foi assistido, pois não conseguiu ser executado na TV pen drive. Contudo esta revisão foi feita pela própria professora com o auxílio de algumas figuras (TV pen drive) e o quadro. Logo em seguida foi iniciada a exposição dialogada do assunto síntese de proteína com o auxílio do quadro e da TV pen drive. Para finalizar a aula, a fim de um melhor entendimento do assunto abordado, foi solicitado que os alunos resolvessem algumas questões do livro didático, mas esses resistiram em fazer e assim a atividade foi transferida para casa. Por fim, foi feita chamada e os alunos conforme respondiam eram liberados.
  • 19. Comentando Teóricos... Inicialmente foi pensado em utilizar vídeos, pois é uma forma dinâmica e instrutiva de debater o conteúdo. Segundo Morán (1995) o vídeo aproxima a sala de aula do cotidiano, das linguagens de aprendizagem e comunicação da sociedade urbana, e também introduz novas questões no processo educacional. Além disso, o vídeo é sensorial, visual, linguagem falada, linguagem musical e escrita. Somos atingidos por todos os sentidos e de todas as maneiras. O vídeo nos seduz, informa, entretém, projeta em outras realidades (no imaginário), em outros tempos e espaços. Por isso que essa ferramenta de ensino foi utilizada em outras ocasiões a fim de aprimorar o conhecimento dos alunos nos diversos conteúdos.
  • 20. II Semana: 26.10.2010 • Assunto: Síntese de Proteína • Técnicas de ensino: – Aula expositiva dialógica com demonstração didática (tv pen drive); – Exibição de vídeo; – Música. Música: Ácido Nucléico
  • 21. II Semana: 26.10.2010 A aula foi iniciada com uma música para a revisão da aula anterior. Quando a música foi passada houve uma participação tímida da maioria dos alunos. No entanto pode-se notar o interesse deles pelo assunto a partir da técnica de ensino utilizada. No entanto após alguns minutos a aula foi interrompida, pois a sala seria utilizada por um programa de educação. Daí a turma foi deslocada para a sala de vídeo. Com a mudança e a disposição das cadeiras nessa sala (cadeiras ao redor de bancadas), os alunos ficaram mais dispersos e poucos continuaram a prestar atenção na aula.
  • 22. II Semana: 26.10.2010 Logo em seguida foi dada continuação ao assunto Síntese de proteína por meio de uma aula expositiva, enfatizando o processo da tradução. Para uma melhor compreensão do assunto foi assistido um vídeo, o qual demonstrou passo a passo a formação de uma proteína. Ao término do vídeo, foi realizada uma breve discussão em sala sobre o processo de síntese de proteína apresentado no vídeo. Para finalizar a aula, foi solicitado aos alunos que respondessem algumas questões do livro didático ( pág. 87, questões 8 – 15) , referentes ao assunto em estudo. Infelizmente, os alunos não mostraram tanto interesse na aula, apesar das técnicas de ensino utilizadas, provavelmente devido ao deslocamento dos mesmos durante a aula.
  • 23. Comentando Teóricos.... Para Gainza (1988), a música é um elemento fundamental para o desenvolvimento integral (bio-psicossocial) do ser humano, pois conecta a absorção (internalização) com a expressão (externalização e comunicação) contribuindo para a transformação e o desenvolvimento. Além disso, quando um adulto ouve música, uma grande quantidade de informação é processada muito rapidamente. (PEDERIVA e TRISTÃO , 2006) Moura e Moretti (2003), relatam como uma situação de interação possibilita um movimento de compreensão progressiva de conceitos de forma significativa
  • 24. III Semana: 09.11.2010 • Assunto: Síntese de Proteína • Técnicas de ensino: – Jogo: Sintetizando proteína. No início da aula foi solicitado o caderno para ser dado o visto no exercício passado nas aulas anteriores, porém poucos alunos fizeram. No entanto durante a correção alguns alunos participaram respondendo as questões enquanto outros copiavam o que era dito. Após a correção foi dado início ao jogo “Síntese de proteína” quando a turma foi dividida em duas equipes. As perguntas foram sorteadas e feitas a cada equipe uma por vez, aqueles que acertavam ganhavam um ponto e colavam o anticódon no códon correspondente que estava no quadro
  • 25. III Semana: 09.11.2010 Os alunos se mostraram bastantes animados durante o jogo. A equipe vencedora ganhou um pacote de balas, o qual, por vontade do grupo vencedor, foi distribuído para toda a sala. No fim da aula foi solicitado aos alunos que levassem na próxima aula o material necessário para a confecção do álbum seriado de histologia. Nessa aula, recebi uma surpresa: visita da professora orientadora, Cláudia Regina. Inicialmente fiquei nervosa, mas quando o jogo foi iniciado e houve a participação dos alunos e até mesmo da própria professora , foi o suficiente para me deixar bem mais tranqüila!!
  • 26.
  • 27. Comentando Teóricos... Segundo Cunha (1988), O jogo pedagógico ou didático é aquele fabricado com o objetivo de proporcionar determinadas aprendizagens, diferenciando-se do material pedagógico, por conter o aspecto lúdico e utilizado para atingir determinados objetivos pedagógicos, sendo uma alternativa para se melhorar o desempenho dos estudantes em alguns conteúdos de difícil aprendizagem (Gomes et al, 2001). Devido ao perfil da turma, ser um pouco agitada, a aplicação do jogo didático foi de grande proveito pois a turma se mostrou interessada no assunto o qual era de difícil compreensão segundo os próprios alunos.
  • 28. Comentando Teóricos... Segundo Miranda (2001), mediante o jogo didático, vários objetivos podem ser atingidos, relacionados à cognição (desenvolvimento da inteligência e da personalidade, fundamentais para a construção de conhecimentos); afeição (desenvolvimento da sensibilidade e da estima e atuação no sentido de estreitar laços de amizade e afetividade); socialização (simulação de vida em grupo); motivação (envolvimento da ação, do desafio e mobilização da curiosidade) e criatividade.
  • 29. Reunião AC A Reunião de AC é realizada semanalmente com o objetivo de fazer articulação entre as diversas áreas e é monitorada por um articulador. Nestes encontros são discutidos a vida da escola, são feitos planejamentos e relatórios sobre as turmas. A Professora responsável pela reunião passou as instruções , como, quais seriam os dias das provas da IV unidade e das provas de recuperação, para os demais professores . Tais dias foram escolhidos por sorteio. No entanto, as provas do 3 ano seriam adiantadas devido a uma viagem que os alunos fariam. Apenas um professor não foi a favor da mudança e dos dias escolhidos para a prova. Após o término dos avisos, os professores
  • 30. IV Semana: 16.11.2010 • Assunto: Histologia • Técnicas de ensino: – Confecção de um álbum seriado Os alunos ficariam dispostos em círculo para a elaboração individual do álbum seriado. Inicialmente seria explicado pelo professor quais os passos para a realização do álbum seriado. Para a confecção do álbum foi permitido o uso de livros e pesquisas adicionais trazidas pelos próprios alunos. Esta atividade foi aplicada pelo regente da turma, Antônio Geraldo, pois neste dia a estagiária não pôde comparecer a escola devido a presença no evento: XIII SBPP- Simpósio Brasileiro de Paleobotânica e Palinologia, realizado em Salvador, de 14-17 de novembro de 2010.
  • 31. Comentando teóricos... Para orientar o professor substituto durante a aula, foi elaborado o plano de aula (como em todas as outras) que segundo Fusari (s.a.), serve como um instrumento orientador do trabalho docente. Esse mesmo autor reforça que faz parte da competência teórica do professor, e dos seus compromissos com a democratização do ensino, a tarefa cotidiana de preparar suas aulas, o que implica ter claro, também, quem é seu aluno, o que pretende com o conteúdo, como inicia rotineiramente suas aulas, como as conduz e se existe a preocupação com uma síntese final do dia ou dos quarenta ou cinqüenta minutos vivenciados durante a hora-aula. Assim, nesse momento o plano de aula foi fundamental para o professor ter a orientação correta de como aplicar a atividade programada anteriormente.
  • 32. V Semana: 23.11.2010 • Assunto: Divisão celular • Técnicas de ensino: – Aula expositiva dialógica com demonstração didática (tv pen drive); – Confecção com massa de modelar da célula em mitose.
  • 33. V Semana: 23.11.2010 Como planejado a aula deveria ser iniciada com a explicação do assunto, mitose com o auxílio da Tv pen drive, porém muitos alunos ficaram com dúvida sobre a atividade passada na aula anterior sobre histologia. Dessa maneira a explicação do assunto só foi finalizada no meio da segunda aula. No entanto isso não impediu que os alunos realizassem a atividade para a confecção de células nas diferentes fases da mitose, com massa de modelar, em que cada equipe escolheu apenas uma das fases da mitose, e confeccionou a fase escolhida. Foi uma atividade lúdica bem interessante, os alunos participaram com muita motivação.
  • 34. Comentando Teóricos... Os modelos didáticos são representações, confeccionadas a partir de material concreto, de estruturas ou partes de processos biológicos. A utilização de modelos em educação em Ciências e Biologia é relevante. Giordan & Vecchi ressaltam ainda que um modelo é uma construção, uma estrutura que pode ser utilizada como referência, uma imagem analógica que permite materializar uma idéia ou um conceito, tornados assim, diretamente assimiláveis. (SANTOS et al, 2010) A confecção do material com a massa de modelar possibilitou que os alunos visualizassem melhor a célula durante as etapas da divisão. Todos os grupos se empenharam e realizaram um bom trabalho!!
  • 35. VI Semana: 07.12.2010 PROVA-Verificação de aprendizagem Foi solicitado que os alunos sentassem em fila, em seguida foram lidas as instruções para a realização da prova. A avaliação constou de 13 questões, sendo quatro objetivas e nove subjetivas e teve duração máxima de 1:40h. Todos os alunos se comportaram muito bem, não foi necessário chamar atenção ou recolher a prova de ninguém. No entanto, a medida que eles terminavam a prova era entregue a prova corrigida de uma outra matéria. Em um dado momento isso gerou certo tumulto , obrigando a retirada dos alunos que haviam finalizado o teste. No geral, os alunos tiveram boas notas, sendo que pouco mais de 30% não conseguiram alcançar a média da unidade.
  • 36. Comentando teóricos... PROVA-Verificação de aprendizagem A avaliação é uma parte essencial do processo de educação. No entanto, é importante que exista uma grande variedade de formas de avaliação para que pese a aparente uniformidade nas atribuições de notas. Entre as maneiras de se avaliar os alunos encontram-se as provas. Segundo Gatti (2003) encontra-se um certo percentual de professores que pensam que as provas em si são instrumento de aprendizagem. Por exemplo, certo professor citado no artigo acredita que “os estudantes podem aprender enquanto estão fazendo uma prova, desde que se dê a eles questões sobre as quais tenham que pensar. “
  • 37. Comentando teóricos... PROVA-Verificação de aprendizagem Portanto, é fundamental que os professores elaborem as provas com o intuito de ajudar os alunos a desenvolverem seu aprendizado. Desse modo, a prova além de ser uma verificação de aprendizagem, contribuirá para a fixação do conhecimento assimilado.
  • 38. Comentando dificuldades... Lidar com uma turma muito numerosa foi um pouco difícil devido a conversa da maioria dos alunos durante as aulas. Apesar de chamar constantemente atenção para fazerem silêncio, os alunos continuavam com as conversas paralelas. Além disso, o fato do recurso audiovisual que as vezes não funcionava, fazia com que os alunos se deslocassem para outra sala até mesmo durante a própria aula quando perdia-se a atenção no assunto que estava sendo explicado.
  • 39. Comentando dificuldades... Em muitas aulas, sentia-me frustrada por não conseguir manter o silêncio durante a explicação ou em qualquer atividade que fazíamos. Segundo Crozier e Friedberg (1977), o exercício do poder não é um exercício solitário, pois o carácter relacional do poder implica sempre a possibilidade de negociação e de adaptação dos actores envolvidos nessa relação. Acredito que por não ter feito essa negociação desde o início do estágio não foi possível ter o domínio de classe necessário. No entanto esse trato com a turma é de fundamental importância para que eles possam cooperar no processo ensino-aprendizagem.
  • 40. Avaliação do Estágio pelos alunos No último dia de aula, que na realidade já era prova, foi entregue aos alunos uma ficha de avaliação da estagiária. Nessa ficha os alunos teriam de responder o que acharam da estagiária, das aulas ministradas por ela, como também deveriam avaliar o comportamento e o desempenho deles próprios frente a estagiária . Como resultado, a maioria dos alunos afirmaram que as aulas foram boas, bastante explicativas, dinâmicas, divertidas e variadas. Por outro lado, quanto a avaliação do comportamento dos próprios alunos, muitos admitiram que não prestaram atenção o suficiente e que faltou mais esforço para terem alcançado um resultado gratificante.
  • 41. Conclusão O estágio é um processo de aprendizagem indispensável a um profissional que deseja estar preparado para enfrentar os desafios de uma carreira. Dessa maneira, o estágio supervisionado foi uma experiência significativa para a minha formação enquanto professora, pois foi um período em que tive a oportunidade de observar o âmbito escolar com um olhar de educador. Nessa etapa, foi possível constatar a atuação do professor no contexto escolar frente aos mais diversos desafios dessa profissão, como, a falta de recursos, espaços físicos inadequados, alunos desinteressados, dentre tantas outras situações. Dessa maneira, o estágio supervisionado me proporcionou o contato com a realidade viva do mercado de trabalho, possibilitando consolidar minha profissionalização.
  • 42. Conclusão Devo confessar que em certos momentos pensei em ser mais tradicional possível com os alunos por conversarem tanto e por não colaborarem comigo. Ás vezes era necessário reclamar para conseguir ao menos falar durante a aula. No entanto, isso não impediu a realização dos objetivos estabelecidos para a unidade. Todas as atividades planejadas foram realizadas como também os conteúdos, antes estabelecidos, foram explicados.
  • 43. Referências • BRUZZO, Cristina. Biologia: educação e imagens. Educ. Soc. [online]. 2004, vol.25, n.89, pp. 1359-1378. ISSN 0101-7330. • CAMPOS, L. M. L. A produção de jogos didáticos para o ensino de ciências e biologia: uma proposta para favorecer a aprendizagem. São Paulo: Departamento de Educação – Instituto de Biociências da Unesp – Campus de Botucatu , 2001. • CROZIER, Michel & FRIEDBERG, Erhard (1977). L’ acteur et le système. Paris: Seuil • CUNHA, N. Brinquedo, desafio e descoberta. Rio de Janeiro: FAE. 1988. • Gatti, B. A. O Professor e a Avaliação na Sala de Aula. Estudos em Avaliação Educacional, 100 n. 27, jan-jun/2003 • GAINZA, Violeta. H. Estudos de Psicopedagogia Musical. Summus, São Paulo: Novas buscas em educação, 1988.
  • 44. Referências • GOMES, R. R.; FRIEDRICH, M. A Contribuição dos jogos didáticos na aprendizagem de conteúdos de Ciências e Biologia. In: EREBIO,1, Rio de Janeiro, 2001, Anais..., Rio de Janeiro, 2001, p.389-92. • JANUARIO, Gilberto. O Estágio Supervisionado e suas contribuições para a prática pedagógica do professor. In: SEMINÁRIO DE HISTÓRIA E INVESTIGAÇÕES DE/EM AULAS DE MATEMÁTICA, 2, 2008, Campinas. Anais: II SHIAM. Campinas: GdS/FE-Unicamp, 2008. v. único.p. 1-8. • MIRANDA, S. No Fascínio do jogo, a alegria de aprender. In: Ciência Hoje, v.28, 2001 p. 64-66. • MORÁN, José Manuel. O vídeo na sala de aula.Comunicacão e Educacão, São Paulo, (2): 27 a 35, .jan./abr. 1995 • MOURA, Manoel. O; MORETTI, Vanessa. D. Investigando a aprendizagem do conceito de função a partir dos conceitos prévios e das interações sociais .Ciência & Educação, V.9, n1, p.67-82. Abr. 2003. • PEDERIVA, Patrícia. L. M & TRISTÃO, Rosana. M. Música e cognição. Ciência & Cognição, V. 09, n 3 p. 83-90. Nov, 2006.