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GERAÇÃO DE ENERGIA COM
FONTES RENOVÁVEIS
Engo. FERNANDO ALCOFORADO
Participação das Fontes de Energia no
Mundo- 1990/ 2010/ 2030
Fonte de Energia Participação (%)
1990 2010 2030
Petróleo 38 34 32
Carvão 24 26 22
Gás Natural 20 22 26
Nuclear 5,5 6 7
Hidráulica 2 2 2
Biomassa 10 9 8
Outras renováveis 0,5 1 3
Fonte: Costamilan, Luiz, Futuro da Energia no Mundo. www.ibp.org.br/services/.../FileDownload.EZTSvc.asp?...2848.
Principais causas do efeito-estufa na
atmosfera
Fatores causadores do efeito estufa Contribuição (%)
Uso e produção de energia 57
CFC 17
Práticas agrícolas 14
Desmatamento 9
Outras atividades industriais 3
Fonte: Lashof, D.A. & Tirpak, D.A., n.2
Consumo Mundial de Energia e
Emissões de CO2 em 1989 e 2030
Fonte: Worldwatch Institute. Consumo Mundial de Energia e Emissões de CO2 em 1989 e 2030.
Fonte de Energia 1989 2030
(Com mudança na matriz
energética mundial)
Energia
(Mtep)
CO2
(milhões de ton.)
Energia
(Mtep)
CO2
(milhões de ton.)
Petróleo 3.098 2.393 1.500 1.160
Carvão 2.231 2.396 240 430
Gás Natural 1.707 975 1.750 1.000
Renováveis 1.813 - 7.000 -
Nuclear 451 - 0 0
Total 9.300 5.764 10.490 2.590
Oferta interna de energia no Brasil
em 2009 e 2030- %
Petróleo
e derivados
38%
Gás natural
9%
Carvão
mineral
5%
Urânio
1%
Hidráulica e
eletricidade
15%
Lenha e
carvão
vegetal
10%
Produtos da
cana
18%
Outras
renováveis
4%
2009
petróleo e
derivados
28%
gás natural
15%
carvão
mineral
7%
urânio
3%
hidráulica e
eletricidade
13%lenha e
carvão
vegetal
6%
produtos da
cana
19%
outras
renováveis
9%
2030
CONSUMO DE DERIVADOS DE
PETRÓLEO POR SETOR EM 2009- %
consumo na transformação
4%
setor
energético
5%
residencial
6%
comercial
0%
público
1%
agropecuário
6%
transportes
51%
industrial
13%
consumo final não
energético
14%
Fontes renováveis e não renováveis na
matriz energética brasileira- %
0
10
20
30
40
50
60
2005 2010 2020 2030
Fontes renováveis
Fontes não renováveis
Fontes e usos da energia
Fontes de energia renováveis
• Hidráulica
• Biomassa
• Etanol
• Biodiesel
• Biogás
• Geotérmica
• Marítima
• Eólica
• Solar
• Pilha Combustível
Fontes de energia renováveis
Energias renováveis atualmente com
maior desenvolvimento
• Hidráulica: utiliza o fluxo das águas para geração de eletricidade com
usinas a “fio d´água” e com reservatório.
• Biomassa: utiliza matéria de origem vegetal para produzir energia (bagaço
de cana-de-açúcar, álcool, madeira, palha de arroz, óleos vegetais etc).
• Energia solar: utiliza os raios solares para gerar energia oferecendo
vantagens como: não polui, é renovável e existe em abundância. A
desvantagem é que ainda não é viável economicamente, os custos para a
sua obtenção superam os benefícios.
• Energia eólica: é a energia gerada através da força do vento captado por
aerogeradores. Suas vantagens são: é abundante na natureza, intenso e
regular e produz energia a preços relativamente competitivos.
• Etanol: é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, do
eucalipto e da beterraba. Como energia pode ser utilizado para operar
motores de veículos ou para produzir energia elétrica. Suas vantagens são:
é uma fonte renovável e menos poluidora do que a gasolina.
• Biodiesel: substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em
motores ciclo diesel. Suas vantagens: é renovável e e menos poluidora do
que o óleo diesel.
Vantagens das Energias Renováveis
• Podem ser consideradas inesgotáveis à escala humana
comparando com os combustíveis fósseis
• O seu impacto ambiental é menor do que o provocado pelas
fontes de energia com origem nos combustíveis fósseis (carvão,
petróleo e gás), uma vez que não produzem dióxido de carbono
ou outros gases do “efeito de estufa”
• Oferecem menos riscos do que a energia nuclear
• Permitem a criação de novos postos de emprego com
investimentos em zonas desfavorecidas
• Permitem reduzir as emissões de CO2, melhorar a qualidade de
vida (um ar mais limpo)
• Reduzem a dependência energética da nossa sociedade face aos
combustíveis fósseis
• Conferem autonomia energética a um país, uma vez que a sua
utilização não depende da importação de combustíveis fósseis
• Conduzem à investigação em novas tecnologias que permitam
melhor eficiência energética
Vantagens das Energias Renováveis
• Energia Eólica- É inesgotável, não emite gases poluentes nem gera resíduos,
não emite gases de efeito de estufa, são compatíveis com outros usos e
utilizações do terreno como a agricultura e a criação de gado, cria emprego,
gera investimento em zonas desfavorecidas e benefícios financeiros aos
proprietários
• Energia Solar Fotovoltaica- A energia solar não polui durante seu uso,
necessita de manutenção mínima, os painéis solares são cada dia mais
potentes e seu custo vem decaindo e é excelente em lugares remotos ou de
difícil acesso
• Energia Termossolar- É um tipo de energia limpa e renovável que não gera,
durante seu processo, emissão de gases poluentes para a atmosfera
• Energia Hidroelétrica- Não emite poluentes, contribuindo assim na luta
contra o aquecimento global e para um país como o Brasil, cortado por
imensos rios, torna-se uma fonte de energia vantajosa e altamente
sustentável
• Energia da Biomassa- É uma energia renovável, é pouco poluente, não
emitindo dióxido de carbono, a biomassa sólida é extremamente barata,
sendo as suas cinzas menos agressivas para o ambiente e apresenta uma
menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos, etc)
• Energia das Ondas e Marés- A constância e previsibilidade da ocorrência das
marés, as marés serem uma fonte inesgotável de energia, serem uma fonte
de energia não poluente
Desvantagens das Energias Renováveis
• Energia da Biomassa – Desflorestação de florestas, possui um menor poder calorífico
quando comparado com outros combustíveis, os biocombustíveis líquidos contribuem
para a formação de chuvas ácidas e dificuldades no transporte e no armazenamento de
biomassa sólida
• Energia Hidroelétrica – custos elevados de investimento, inundam áreas extensas de
produção de alimentos e florestas, alteram o funcionamento dos rios prejudicando
muitas espécies de seres vivos
• Energia Solar Fotovoltaica– os custos iniciais são muito elevados, as formas de
armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas por
exemplo aos combustíveis fósseis, os painéis solares têm um rendimento de apenas
25%, apesar deste valor estar aumentando ao longo dos anos
• Energia Termossolar- custos iniciais elevados de implantação do sistema heliotérmico
• Energia das Ondas e Marés– depende muito da localização, os custos de instalação são
bastante elevados, só é produzida energia enquanto existir um desnível entre os níveis
de água que se encontram nas partes superior e inferior do muro da barragem, e só
podem ser instaladas centrais para a produção de eletricidade em locais que possuam
um desnível entre marés bastante elevado (cerca de 5,5m)
• Energia Eólica – o custo inicial das turbinas é muito elevado. Existência de muito
barulho produzido, intermitência do vento, provoca um impacto visual considerável,
principalmente para os moradores ao redor e impacto negativo sobre as aves do local
Custos da geração de energia elétrica –
R$/MWh (taxa de retorno= 10% a.a.)
• UHEs - R$ 60,63 a R$ 101,35 (tendência: crescimento)
• PCHs - R$ 112,47 a R$ 161,96 (tendência: estabilidade)
• Eólica - R$ 89,00 a R$ 118,00 (tendência: queda)
• Biomassa (cana-de-açúcar) - R$ 91,00 a R$ 131,00 (tendência:
queda)
• Nuclear - R$ 155,00 a R$ 192,68 (tendência: crescimento)
• Gás natural em Ciclo Combinado - R$ 173,58 (tendência: queda)
• Carvão pulverizado nacional - R$ 133,55 (tendência: estabilidade)
Custo da geração de energia elétrica
no Brasil
• Biomassa: R$ 102/MWh
• PCH: R$ 116/ MWh
• Energia hidroelétrica: R$ 118/ MWh
• GNL: R$ 126/ MWh
• Carvão importado: R$ 128/ MWh
• Carvão nacional: R$ 135/ MWh
• Nuclear: R$ 139/ MWh
• Gás natural: R$ 140,00/ MWh
• Biogás: R$ 191/ MWh
• Energia eólica: R$ 197/MWh
• Óleo combustível: R$ 330/ MWh
• Óleo diesel: R$ 491/ MWh
• Fonte: ESTUDO DE UTILIZAÇÃO DA ENERGIA EÓLICA COMO FONTE
GERADORA DE ENERGIA NO BRASIL de MURILO VILL MAGALHÃES,
UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2009.
Evolução futura dos custos de produção de
eletricidade no mundo
• Energia eólica- se situa entre 50 e 95 US$/MWh, podendo
atingir US$ 30/MWh no ano 2030
• Energia fotovoltaica- se situa entre 500 e 1.160 US$/MWh,
podendo alcançar US$ 40 /MWh no ano 2030;
• Energia termossolar- se situa entre 220 e 730 US$/MWh,
podendo alcançar US$ 60/MWh no ano 2030
• Biomassa- se situa entre 45 e 105 US$/MWh podendo
alcançar US$ 50/MWh no ano 2030
• PCH- se situa atualmente entre 35 e 145 US$/MWh.
• Todos estes números foram calculados considerando-se uma
taxa de retorno de 15% ao ano e a vida útil de 20 anos.
Os absurdos do PNE 2030
1. Ampliação da capacidade de geração de
energia elétrica das centrais nucleares
2. Implantação de hidrelétricas na Amazônia
3. Aumento da produção e do consumo de
derivados de petróleo que contribui para a
elevação das emissões de gases do efeito
estufa na atmosfera
4. Ênfase no aumento da produção de energia e
pouca nas ações de economia ou racionalização
do consumo
5. Predomínio das fontes não renováveis sobre as
renováveis de energia
Os absurdos do PNE 2030
• O Brasil dispõe de um potencial hidroelétrico de 83 GW fora da região Norte que
poderia ser aproveitado sem afetar a floresta amazônica.
• O Brasil dispõe de um potencial de 143,5 GW de potência em energia eólica e
planeja a utilização de apenas 3,3 GW em 2030 apesar de ter um custo de
geração competitivo com o das usinas hidroelétricas.
• O PNE 2030 não prevê a utilização do grande potencial de energia solar existente
no Brasil com o uso de painéis fotovoltaicos, que deveriam ser amplamente
disseminados em comunidades isoladas na zona rural onde o custo do
suprimento de eletricidade em rede é mais elevado e, também, de painéis
termossolares que deveriam ser utilizados no aquecimento de água em
domicílios, hospitais, hotéis, etc. nas cidades.
• O PNE 2030 prevê a utilização de uma potência de 1,3 GW em termelétricas com
o uso de resíduos urbanos que corresponde a 0,6% da capacidade total planejada
para 2030, o que é muito pouco porque o Brasil produz 195 mil toneladas de
resíduos sólidos urbanos (lixo) por dia que se fossem totalmente aproveitados
seria suficiente para abastecer em 30% a demanda de energia elétrica atual do
Brasil.
• O PNE 2030 prevê a capacidade de 8 GW em energia nuclear em 2030, indo
contra a tendência mundial de banir o uso de centrais nucleares especialmente
após o acidente de Fukushima no Japão.
• Apesar do potencial de biomassa no Brasil na produção de energia elétrica ser
estimada em cerca de 10 TWh/ano (10.000 GWh/ano), PNE 2030 previu a
utilização em 2030 de apenas 4,75 GW que corresponde a 2,1% da potência a ser
instalada até 2030.
Alternativas à decisão de não implantar centrais
hidrelétricas na Amazônia até o ano 2030
• Ações imediatas:
1. Adoção da política de produzir energia em pequena ou média escala e
distribuída em mercados próximos das fontes de produção, ao invés da
produção concentrada de energia elétrica através de grandes centrais
hidrelétricas distantes dos mercados consumidores;
2. Uso de PCH´s (pequenas centrais hidrelétricas) ou hidrelétricas de médio
porte em várias regiões do Brasil próximas dos mercados consumidores;
3. Utilização de termelétricas convencionais com o uso de biomassa, resíduos
urbanos e do gás natural, turbinas eólicas e sistemas de energia solar
fotovoltaica ou termossolar onde justificar sua implantação, se as fontes
de produção de hidrelétricas em pequena ou média escala não forem
suficientes;
4. Incentivo à economia de energia em todos os setores da atividade do país;
e,
5. Uso da cogeração na indústria visando a produção de calor e eletricidade
com a utilização de resíduos da produção industrial e do gás natural.
• Ações a médio e longo prazo:
1. Utilização em larga escala fontes renováveis de energia (solar, eólica,
biomassa e hidrogênio).
Alternativas para reduzir a produção
e o consumo de petróleo
Ações a curto prazo:
1. Substituição da gasolina pelo etanol e do diesel pelo biodiesel no setor de
transporte;
2. Substituição do óleo combustível pelo gás natural e biomassa na indústria; e,
3. Restrição ao uso de automóveis nos centros urbanos.
Ações a médio e longo prazo:
1. Substituição do GLP pelo gás natural no setor residencial;
2. Aumento da eficiência dos veículos automotores para economizar energia;
3. Expansão dos sistemas ferroviário e hidroviário para o transporte de carga em
substituição ao rodoviário;
4. Expansão do transporte coletivo, sobretudo o transporte de massa de alta
capacidade como o metrô ou VLT para reduzir o uso de automóveis nas cidades;
5. Incentivo à fabricação e utilização de carros elétricos;
6. Incentivo à fabricação de máquinas e equipamentos de maior eficiência para
economizar energia; e,
7. Substituição da gasolina e do óleo diesel pelo hidrogênio no setor de transporte.
Cenários de consumo de energia
elétrica 2050
CENÁRIO DE REFERÊNCIA 2050
(MME)
CENÁRIO INTERMEDIÁRIO
2050
(USP)
CENÁRIO REVOLUÇÃO ENERGÉTICA 2050
(GREENPEACE)
Geração total: 1639 TWh/ano Geração total: 1166 TWh/ano Geração total: 1077 TWh/ano
Eficiência energética: 0 TWh/ano Eficiência energética: 413 TWh/ano Eficiência energética: 413 TWh/ano
Hidrelétricas 38% Hidrelétricas 40% Hidrelétricas 38%
Gás natural 34% Gás natural 25% Gás natural 12%
Biomassa e resíduos 15% Biomassa e resíduos 24% Biomassa e resíduos 26%
Eólica 4% Eólica 8% Eólica 20%
Nuclear 6% Nuclear 2% Nuclear 0%
Diesel e Óleo combustivel 3% Diesel e Óleo combustivel 1% Diesel e Óleo combustivel 0%
Carvão 0% Carvão 0% Carvão 0%
Painéis fotovoltaicos 0% Painéis fotovoltaicos 0% Painéis fotovoltaicos 4%
Incentivos à geração distribuída em
pequena escala no Brasil
• Em abril de 2012 a Aneel publicou resolução que
estabelece regras para o net-metering,
mecanismo de compensação que permite que
consumidores possam gerar energia em suas
próprias edificações e injetar o excedente
gerado na rede de distribuição.
• A energia injetada na rede gerará créditos de
eletricidade que serão deduzidos das faturas dos
consumidores.
• As fontes elegíveis para esse tipo de geração são
energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou
cogeração qualificada, com potência máxima de
1 MW.
IRRADIAÇÃO SOLAR NO BRASIL
Energia solar fotovoltaica
• Caso o lago de Itaipu fosse coberto
com painéis fotovoltaicos (com 8%
de eficiência global de conversão e
assumindo a radiação solar da
região do lago), a geração seria de
183 TWh/ano, o que representaria
aproximadamente 45% do total
consumido pelo Brasil em 2008.
POTENCIAL DE ENERGIA EÓLICA NO BRASIL
Atlas de Energia Eólica – Cepel / Eletrobras
A POLÍTICA DE SUPRIMENTO DE ENERGIA
ELÉTRICA REQUERIDA PARA O BRASIL
• Implantar PCH´s (pequenas centrais hidrelétricas) ou
hidroelétricas de médio porte em várias regiões do
Brasil ao invés de hidroelétricas de grande porte.
• As centrais nucleares deveriam ser abandonadas como
alternativa energética por problemas de segurança e
disposição final do lixo atômico.
• Adotar a política de economia de energia em todos os
setores da atividade do país.
• Incrementar a cogeração na indústria visando a
produção de calor e eletricidade com a utilização de
resíduos da produção industrial e do gás natural.
• Usar resíduos e biogás provenientes dos aterros
sanitários na produção de eletricidade.
• Utilizar o hidrogênio como fonte geradora de energia a
médio e longo prazo.
• Elevar a confiabilidade na operação do sistema elétrico
para minimizar os efeitos dos “apagões”.
DIRETRIZES DE PROGRAMAS PARA
REDUÇÃO DO CONSUMO DE PETRÓLEO COM
A SUBSTITUIÇÃO DE ENERGÉTICOS
• Substituição da gasolina pelo etanol e do
diesel pelo biodiesel a curto prazo no setor de
transporte.
• Substituição da gasolina e do diesel pelo
hidrogênio a médio e longo prazo no setor de
transporte.
• Substituição do óleo combustível pelo gás
natural e biomassa na indústria.
• Substituição do carvão mineral pelo gás
natural na indústria.
• Substituição do diesel pela biomassa e gás
natural no setor energético.
• Substituição do GLP pelo gás natural no setor
residencial.
DIRETRIZES DE PROGRAMAS PARA
REDUÇÃO DO CONSUMO DE PETRÓLEO
E AÇÕES DE ECONOMIA DE ENERGIA
• Produção de vapor e eletricidade na indústria com o
uso de sistemas de cogeração.
• Incentivo às montadoras de automóveis e caminhões
no sentido de elevar a eficiência dos veículos
automotores para economizar energia.
• Expansão dos sistemas ferroviários e hidroviários para
o transporte de carga em substituição aos caminhões.
• Expansão do transporte coletivo, sobretudo o
transporte de massa de alta capacidade como o metrô
ou VLT para reduzir o uso de automóveis nas cidades.
• Restrição ao uso de automóveis nos centros e em
outras áreas das cidades.
• Incentivo à fabricação de máquinas e equipamentos de
maior eficiência para economizar energia.
OFERTA INTERNA DE ENERGIA (%) –
BAHIA 2010
USINAS EÓLICAS NA BAHIA
IRRADIAÇÃO SOLAR NO BRASIL
PCHS- pequenas centrais hidrelétricas
na Bahia
• Em 2002, havia 914 MW de potencial
inventariado de PCHs no Estado da Bahia,
distribuídos entre 87 centrais
• As PCHs recebem o mesmo tratamento
das grandes hidrelétricas no
licenciamento ambiental
• As PCHs poderão exercer um papel de
indutor de crescimento em regiões mais
isoladas
• As PCHs colaboram na redução das
perdas nas linhas de transmissão de
energia do sistema interligado
Usinas Eólicas na Bahia
•O potencial eólico da Bahia é estimado em 40
GW
•Os ventos da Bahia são considerados os
melhores do mundo, por serem unidirecionais e
constantes, características que permitem uma
excelente capacidade de geração de energia
eólica
•A energia eólica cria oportunidades de trabalho
e de geração de renda no interior da Bahia
•A Bahia concentra boa parte de seu potencial
eólico ao longo de toda margem direita do Rio
São Francisco, desde a Serra do Espinhaço até
Juazeiro
•As turbinas eólicas produzem nível elevado de
poluição sonora, impacto visual negativo e
impactos sobre a fauna e sobre o uso de terras
Cogeração com o uso de resíduos ou biomassa
na Bahia
•O potencial estimado de geração de energia elétrica no
Estado da Bahia através do aproveitamento de cana-de-açúcar
está entre 200 a 1.000 GWh/ano, resíduos agrícolas entre 50 a
500 GWh/ano, resíduos de madeira entre 200 e 500 GWh/ano e
o aproveitamento de óleos vegetais entre 2 a 10 GWh/ano
• Há duas áreas promissoras na Bahia para cogeração:i) O
Oeste do Estado: Formosa do Rio Preto pode produzir 318.147
MWh/ano, ou em 3 municípios próximos que, com algodão,
soja e arroz, produziriam 204.172 MWh/ano;e, ii) O Litoral Norte
com o uso de resíduos do coco-da-baía, produzindo 313.172
MWh/ano
•Com a utilizaçao de resíduos do algodão, arroz, coco-da-baia,
milho, café e soja produzidos na Bahia é possivel gerar de
2.792 GWh/ano a 3.909 GWh/ano de energia elétrica com uma
potência na faixa de 531 MW a 744 MW
•As centrais elétricas de cogeração podem provocar a emissão
de poluentes aéreos, elevado consumo de água e elevações na
temperatura de cursos naturais d’água devido a seu sistema
de refrigeração
ETANOL
• A Bahia possui 120 municípios produtores de cana-de-
açúcar com área plantada de 92.947 ha e produtividade
estimada em 5.592.921 t de cana (IBGE, 2005), produzidas
em mais de 7.000 estabelecimentos espalhados em treze
polos produtivos
• A produção dos derivados da cana-de-açúcar no Estado
da Bahia conta com 7.000 estabelecimentos, que geram
cerca de 35.000 empregos diretos
• A produção de etanol da Bahia em 2019 será de 0,222
bilhões de litros e a demanda de 2,068 bilhões de litros. O
déficit em 2019 será de 1,846 bilhões de litros. Este
déficit indica a necessidade de criar incentivos para a
produção interna de álcool no estado da Bahia
• A produção de etanol impacta sobre o meio ambiente
desde a produção da cana de açúcar até a sua
fabricação afetando o solo agrícola, o meio hídrico e o ar
BIODIESEL
•A Bahia é responsável por 5% da produção nacional de biodiesel.
A produção em 2011 foi de 132 mil m³ e, em 2010, de 92 mil m³
com uma variação de 43%
•Há três unidades de produção de biodiesel hoje na Bahia. Uma é
a Petrobrás Biocombustíveis (PBIO), em Candeias. Outra é a
Brasilecodiesel, em Iraquara. E a terceira é a Comanche, em
Simões Filho
•O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB)
não está funcionando bem na Bahia porque a produção da
agricultura familiar na Bahia está muito pequena
• Entre as alternativas em discussão está a expansão da produção
de dendê no Brasil. A cultura do dendê tem reais possibilidades
de crescer na Bahia. A mamona da Bahia, apesar de não ser
competitiva na produção de biodiesel, vive um bom momento com
preços altos e remuneração recorde para o produtor
•Um dos principais atributos do biodiesel é a sua capacidade de
reduzir a emissão de poluentes atmosféricos em comparação com
o óleo diesel, contribuindo para a redução do efeito estufa com
melhorias na qualidade de vida e da saúde pública
•Existem impactos de cunho negativos que estão sendo bastante
debatidos. Um deles e o mais antigo é sobre a questão da
produção de energia versus a produção de alimentos
NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA PARA A BAHIA
A política de suprimento de energia elétrica requerida para a
Bahia deveria contemplar o seguinte
• Implantar PCH´s (pequenas centrais hidrelétricas) e
hidrelétricas de médio porte em várias regiões da Bahia.
• Implantar usinas eólicas e sistemas híbridos (solar e eólico)
nas localidades mais apropriadas.
• Implantar sistemas de energia solar fotovoltaica ou
termossolar onde justificar sua implantação, sobretudo no
Semiárido.
• Produzir energia com o uso d resíduos e do biogás
provenientes dos aterros sanitários.
• Implantar sistema de cogeração na indústria para produzir
vapor e eletricidade utilizando resíduos da produção
industrial e o gás natural.
• Abandonar as centrais nucleares como alternativa energética
por ser de alto custo e apresentar problemas de segurança.
• Economizar energia em todos os setores de atividade da
Bahia.
NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA PARA A BAHIA
A política requerida para o setor de petróleo e gás natural da Bahia deveria
contemplar o seguinte:
• Reduzir o consumo de derivados de petróleo promovendo a utilização de
substitutos para a gasolina e o óleo diesel no setor de transporte e para o óleo
combustível na indústria. Entre os substitutos da gasolina e do óleo diesel no
setor de transporte podem ser citados o etanol e o biodiesel em curto prazo e o
hidrogênio a médio e longo prazo. O substituto do óleo combustível mais
apropriado na indústria seria o gás natural pelo fato de ser a fonte fóssil mais
limpa entre os combustíveis fósseis.
• Reduzir o consumo de combustíveis fósseis com a adoção de políticas visando a
execução de programas que contribuam para impedir as mudanças climáticas
catastróficas em nosso planeta promovendo sua substituição por outros recursos
energéticos na Bahia. Neste sentido, é preciso efetuar a: 1) substituição da
gasolina pelo etanol e do diesel pelo biodiesel em curto prazo no setor de
transporte; 2) substituição do óleo combustível pelo gás natural e biomassa na
indústria; 3) substituição do carvão mineral pelo gás natural na indústria; 4)
substituição do óleo diesel pela biomassa e gás natural no setor energético; e, 5)
substituição do GLP pelo gás natural no setor residencial e de serviços.
• Reduzir o consumo de petróleo através de ações de economia de energia. Estas
políticas são as seguintes: 1) produzir vapor e eletricidade na indústria com o uso
de sistemas de cogeração; 2) expandir os sistemas ferroviários e hidroviários para
o transporte de carga em substituição aos caminhões; 3) expandir o sistema de
transporte coletivo, sobretudo o transporte de massa de alta capacidade como o
metrô ou VLT para reduzir o uso de automóveis nas cidades; 4) restringir o uso de
automóveis nos centros e em outras áreas das cidades; e, 5) utilizar derivados de
petróleo para fins não energéticos, sobretudo como matéria prima industrial.
NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA PARA A BAHIA
• Para executar estas políticas, deveria haver um grande esforço no sentido de elevar a
produção de substitutos para o petróleo e gás natural com o incremento da produção
de biocombustíveis (etanol e biodiesel) no Estado da Bahia, bem como para superar
sua dependência na importação etanol e biodiesel. Esta iniciativa traria a vantagem
de promover o desenvolvimento da produção interna de etanol como substituto da
gasolina e de biodiesel como substituto do diesel do petróleo gerando emprego e
renda nas regiões produtoras, além de contribuir para a preservação do meio
ambiente.
• Adicionalmente, deveria haver grande esforço para o aproveitamento das
potencialidades existentes de fontes alternativas de energia na Bahia (Energia Solar
Fotovoltaica, Energia Termossolar, PCHs- Pequenas Centrais Hidrelétricas, Usinas
Eólicas, Cogeração com o Uso de Resíduos ou Biomassa e Usinas Termelétricas com o
Uso do Biogás de Aterros Sanitários) para complementar a geração do sistema
interligado e reduzir os riscos de “black outs” no suprimento de eletricidade.
• Esta necessidade se impõe porque a capacidade de geração do sistema elétrico do
Nordeste brasileiro se aproxima do limite segundo o Operador Nacional do Sistema
Elétrico (ONS) que decidiu acionar a carga máxima de energia a partir de usinas
termelétricas na região para preservar um volume de água nos reservatórios acima
do nível crítico. O sistema elétrico brasileiro é um dos maiores do mundo, mas tem
registrado diminuição de confiabilidade com os sucessivos apagões. Desde janeiro de
2011, até o dia 4 de fevereiro de 2014, foram registrados 181 apagões.
Potencial de geração de energia elétrica na
Bahia (sem o uso da energia solar)
• O consumo de energia elétrica na Bahia em 2013 = 463,740 mil
GWh
• O potencial total de geração de energia elétrica na Bahia=
356,413 mil GWh (76,85% do consumo em 2013)
• O potencial eólico da Bahia é estimado em 40 GW= 350,400 mil
GWh
• O potencial estimado de cogeração de energia elétrica no
Estado da Bahia através do aproveitamento de:
• cana-de-açúcar está entre 200 a 1.000 GWh/ano =1 mil GWh
• resíduos agrícolas entre 50 a 500 GWh/ano= 0,5 mil GWh
• resíduos de madeira entre 200 e 500 GWh/ano = 0,5 mil GWh
• óleos vegetais entre 2 a 10 GWh/ano= 0,01 mil GWh
• O potencial de PCH: 914 MW= 8006640 MWh= 4,003 mil GWh
Potencial de geração de energia elétrica
na Bahia (apenas com o uso da energia
solar)
• Como exercício teórico, consideremos o suprimento
do consumo de energia elétrica da Bahia em 2013
(463,740 mil GWh) com a utilização apenas da energia
solar fotovoltaica.
• Admitindo o potencial de energia solar de 8
KWh/m2/dia, em 365 dias seriam produzidos 2.920
KWh/m2 (8 KWh x 365 dias/m2= 2.920 KWh/m2).
• A quantidade em Km2 de painéis voltaicos
necessários seria de 158,8 Km2 (463.740.000.000
KWh/ 2.920 KWh/m2= 158.815.068 m2= 158,8 Km2).
• Esta quantidade em Km2 seria correspondente a
2,83% da área do Estado da Bahia de 560.000 Km2
(158,8 km2/560.000 Km2).

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Geração de energia com fontes renováveis

  • 1. GERAÇÃO DE ENERGIA COM FONTES RENOVÁVEIS Engo. FERNANDO ALCOFORADO
  • 2. Participação das Fontes de Energia no Mundo- 1990/ 2010/ 2030 Fonte de Energia Participação (%) 1990 2010 2030 Petróleo 38 34 32 Carvão 24 26 22 Gás Natural 20 22 26 Nuclear 5,5 6 7 Hidráulica 2 2 2 Biomassa 10 9 8 Outras renováveis 0,5 1 3 Fonte: Costamilan, Luiz, Futuro da Energia no Mundo. www.ibp.org.br/services/.../FileDownload.EZTSvc.asp?...2848.
  • 3. Principais causas do efeito-estufa na atmosfera Fatores causadores do efeito estufa Contribuição (%) Uso e produção de energia 57 CFC 17 Práticas agrícolas 14 Desmatamento 9 Outras atividades industriais 3 Fonte: Lashof, D.A. & Tirpak, D.A., n.2
  • 4. Consumo Mundial de Energia e Emissões de CO2 em 1989 e 2030 Fonte: Worldwatch Institute. Consumo Mundial de Energia e Emissões de CO2 em 1989 e 2030. Fonte de Energia 1989 2030 (Com mudança na matriz energética mundial) Energia (Mtep) CO2 (milhões de ton.) Energia (Mtep) CO2 (milhões de ton.) Petróleo 3.098 2.393 1.500 1.160 Carvão 2.231 2.396 240 430 Gás Natural 1.707 975 1.750 1.000 Renováveis 1.813 - 7.000 - Nuclear 451 - 0 0 Total 9.300 5.764 10.490 2.590
  • 5. Oferta interna de energia no Brasil em 2009 e 2030- % Petróleo e derivados 38% Gás natural 9% Carvão mineral 5% Urânio 1% Hidráulica e eletricidade 15% Lenha e carvão vegetal 10% Produtos da cana 18% Outras renováveis 4% 2009 petróleo e derivados 28% gás natural 15% carvão mineral 7% urânio 3% hidráulica e eletricidade 13%lenha e carvão vegetal 6% produtos da cana 19% outras renováveis 9% 2030
  • 6. CONSUMO DE DERIVADOS DE PETRÓLEO POR SETOR EM 2009- % consumo na transformação 4% setor energético 5% residencial 6% comercial 0% público 1% agropecuário 6% transportes 51% industrial 13% consumo final não energético 14%
  • 7. Fontes renováveis e não renováveis na matriz energética brasileira- % 0 10 20 30 40 50 60 2005 2010 2020 2030 Fontes renováveis Fontes não renováveis
  • 8. Fontes e usos da energia
  • 9. Fontes de energia renováveis • Hidráulica • Biomassa • Etanol • Biodiesel • Biogás • Geotérmica • Marítima • Eólica • Solar • Pilha Combustível
  • 10. Fontes de energia renováveis
  • 11. Energias renováveis atualmente com maior desenvolvimento • Hidráulica: utiliza o fluxo das águas para geração de eletricidade com usinas a “fio d´água” e com reservatório. • Biomassa: utiliza matéria de origem vegetal para produzir energia (bagaço de cana-de-açúcar, álcool, madeira, palha de arroz, óleos vegetais etc). • Energia solar: utiliza os raios solares para gerar energia oferecendo vantagens como: não polui, é renovável e existe em abundância. A desvantagem é que ainda não é viável economicamente, os custos para a sua obtenção superam os benefícios. • Energia eólica: é a energia gerada através da força do vento captado por aerogeradores. Suas vantagens são: é abundante na natureza, intenso e regular e produz energia a preços relativamente competitivos. • Etanol: é produzido principalmente a partir da cana-de-açúcar, do eucalipto e da beterraba. Como energia pode ser utilizado para operar motores de veículos ou para produzir energia elétrica. Suas vantagens são: é uma fonte renovável e menos poluidora do que a gasolina. • Biodiesel: substitui total ou parcialmente o óleo diesel de petróleo em motores ciclo diesel. Suas vantagens: é renovável e e menos poluidora do que o óleo diesel.
  • 12. Vantagens das Energias Renováveis • Podem ser consideradas inesgotáveis à escala humana comparando com os combustíveis fósseis • O seu impacto ambiental é menor do que o provocado pelas fontes de energia com origem nos combustíveis fósseis (carvão, petróleo e gás), uma vez que não produzem dióxido de carbono ou outros gases do “efeito de estufa” • Oferecem menos riscos do que a energia nuclear • Permitem a criação de novos postos de emprego com investimentos em zonas desfavorecidas • Permitem reduzir as emissões de CO2, melhorar a qualidade de vida (um ar mais limpo) • Reduzem a dependência energética da nossa sociedade face aos combustíveis fósseis • Conferem autonomia energética a um país, uma vez que a sua utilização não depende da importação de combustíveis fósseis • Conduzem à investigação em novas tecnologias que permitam melhor eficiência energética
  • 13. Vantagens das Energias Renováveis • Energia Eólica- É inesgotável, não emite gases poluentes nem gera resíduos, não emite gases de efeito de estufa, são compatíveis com outros usos e utilizações do terreno como a agricultura e a criação de gado, cria emprego, gera investimento em zonas desfavorecidas e benefícios financeiros aos proprietários • Energia Solar Fotovoltaica- A energia solar não polui durante seu uso, necessita de manutenção mínima, os painéis solares são cada dia mais potentes e seu custo vem decaindo e é excelente em lugares remotos ou de difícil acesso • Energia Termossolar- É um tipo de energia limpa e renovável que não gera, durante seu processo, emissão de gases poluentes para a atmosfera • Energia Hidroelétrica- Não emite poluentes, contribuindo assim na luta contra o aquecimento global e para um país como o Brasil, cortado por imensos rios, torna-se uma fonte de energia vantajosa e altamente sustentável • Energia da Biomassa- É uma energia renovável, é pouco poluente, não emitindo dióxido de carbono, a biomassa sólida é extremamente barata, sendo as suas cinzas menos agressivas para o ambiente e apresenta uma menor corrosão dos equipamentos (caldeiras, fornos, etc) • Energia das Ondas e Marés- A constância e previsibilidade da ocorrência das marés, as marés serem uma fonte inesgotável de energia, serem uma fonte de energia não poluente
  • 14. Desvantagens das Energias Renováveis • Energia da Biomassa – Desflorestação de florestas, possui um menor poder calorífico quando comparado com outros combustíveis, os biocombustíveis líquidos contribuem para a formação de chuvas ácidas e dificuldades no transporte e no armazenamento de biomassa sólida • Energia Hidroelétrica – custos elevados de investimento, inundam áreas extensas de produção de alimentos e florestas, alteram o funcionamento dos rios prejudicando muitas espécies de seres vivos • Energia Solar Fotovoltaica– os custos iniciais são muito elevados, as formas de armazenamento da energia solar são pouco eficientes quando comparadas por exemplo aos combustíveis fósseis, os painéis solares têm um rendimento de apenas 25%, apesar deste valor estar aumentando ao longo dos anos • Energia Termossolar- custos iniciais elevados de implantação do sistema heliotérmico • Energia das Ondas e Marés– depende muito da localização, os custos de instalação são bastante elevados, só é produzida energia enquanto existir um desnível entre os níveis de água que se encontram nas partes superior e inferior do muro da barragem, e só podem ser instaladas centrais para a produção de eletricidade em locais que possuam um desnível entre marés bastante elevado (cerca de 5,5m) • Energia Eólica – o custo inicial das turbinas é muito elevado. Existência de muito barulho produzido, intermitência do vento, provoca um impacto visual considerável, principalmente para os moradores ao redor e impacto negativo sobre as aves do local
  • 15. Custos da geração de energia elétrica – R$/MWh (taxa de retorno= 10% a.a.) • UHEs - R$ 60,63 a R$ 101,35 (tendência: crescimento) • PCHs - R$ 112,47 a R$ 161,96 (tendência: estabilidade) • Eólica - R$ 89,00 a R$ 118,00 (tendência: queda) • Biomassa (cana-de-açúcar) - R$ 91,00 a R$ 131,00 (tendência: queda) • Nuclear - R$ 155,00 a R$ 192,68 (tendência: crescimento) • Gás natural em Ciclo Combinado - R$ 173,58 (tendência: queda) • Carvão pulverizado nacional - R$ 133,55 (tendência: estabilidade)
  • 16. Custo da geração de energia elétrica no Brasil • Biomassa: R$ 102/MWh • PCH: R$ 116/ MWh • Energia hidroelétrica: R$ 118/ MWh • GNL: R$ 126/ MWh • Carvão importado: R$ 128/ MWh • Carvão nacional: R$ 135/ MWh • Nuclear: R$ 139/ MWh • Gás natural: R$ 140,00/ MWh • Biogás: R$ 191/ MWh • Energia eólica: R$ 197/MWh • Óleo combustível: R$ 330/ MWh • Óleo diesel: R$ 491/ MWh • Fonte: ESTUDO DE UTILIZAÇÃO DA ENERGIA EÓLICA COMO FONTE GERADORA DE ENERGIA NO BRASIL de MURILO VILL MAGALHÃES, UNIVERSIDADE FEDERAL DE SANTA CATARINA, 2009.
  • 17. Evolução futura dos custos de produção de eletricidade no mundo • Energia eólica- se situa entre 50 e 95 US$/MWh, podendo atingir US$ 30/MWh no ano 2030 • Energia fotovoltaica- se situa entre 500 e 1.160 US$/MWh, podendo alcançar US$ 40 /MWh no ano 2030; • Energia termossolar- se situa entre 220 e 730 US$/MWh, podendo alcançar US$ 60/MWh no ano 2030 • Biomassa- se situa entre 45 e 105 US$/MWh podendo alcançar US$ 50/MWh no ano 2030 • PCH- se situa atualmente entre 35 e 145 US$/MWh. • Todos estes números foram calculados considerando-se uma taxa de retorno de 15% ao ano e a vida útil de 20 anos.
  • 18. Os absurdos do PNE 2030 1. Ampliação da capacidade de geração de energia elétrica das centrais nucleares 2. Implantação de hidrelétricas na Amazônia 3. Aumento da produção e do consumo de derivados de petróleo que contribui para a elevação das emissões de gases do efeito estufa na atmosfera 4. Ênfase no aumento da produção de energia e pouca nas ações de economia ou racionalização do consumo 5. Predomínio das fontes não renováveis sobre as renováveis de energia
  • 19. Os absurdos do PNE 2030 • O Brasil dispõe de um potencial hidroelétrico de 83 GW fora da região Norte que poderia ser aproveitado sem afetar a floresta amazônica. • O Brasil dispõe de um potencial de 143,5 GW de potência em energia eólica e planeja a utilização de apenas 3,3 GW em 2030 apesar de ter um custo de geração competitivo com o das usinas hidroelétricas. • O PNE 2030 não prevê a utilização do grande potencial de energia solar existente no Brasil com o uso de painéis fotovoltaicos, que deveriam ser amplamente disseminados em comunidades isoladas na zona rural onde o custo do suprimento de eletricidade em rede é mais elevado e, também, de painéis termossolares que deveriam ser utilizados no aquecimento de água em domicílios, hospitais, hotéis, etc. nas cidades. • O PNE 2030 prevê a utilização de uma potência de 1,3 GW em termelétricas com o uso de resíduos urbanos que corresponde a 0,6% da capacidade total planejada para 2030, o que é muito pouco porque o Brasil produz 195 mil toneladas de resíduos sólidos urbanos (lixo) por dia que se fossem totalmente aproveitados seria suficiente para abastecer em 30% a demanda de energia elétrica atual do Brasil. • O PNE 2030 prevê a capacidade de 8 GW em energia nuclear em 2030, indo contra a tendência mundial de banir o uso de centrais nucleares especialmente após o acidente de Fukushima no Japão. • Apesar do potencial de biomassa no Brasil na produção de energia elétrica ser estimada em cerca de 10 TWh/ano (10.000 GWh/ano), PNE 2030 previu a utilização em 2030 de apenas 4,75 GW que corresponde a 2,1% da potência a ser instalada até 2030.
  • 20. Alternativas à decisão de não implantar centrais hidrelétricas na Amazônia até o ano 2030 • Ações imediatas: 1. Adoção da política de produzir energia em pequena ou média escala e distribuída em mercados próximos das fontes de produção, ao invés da produção concentrada de energia elétrica através de grandes centrais hidrelétricas distantes dos mercados consumidores; 2. Uso de PCH´s (pequenas centrais hidrelétricas) ou hidrelétricas de médio porte em várias regiões do Brasil próximas dos mercados consumidores; 3. Utilização de termelétricas convencionais com o uso de biomassa, resíduos urbanos e do gás natural, turbinas eólicas e sistemas de energia solar fotovoltaica ou termossolar onde justificar sua implantação, se as fontes de produção de hidrelétricas em pequena ou média escala não forem suficientes; 4. Incentivo à economia de energia em todos os setores da atividade do país; e, 5. Uso da cogeração na indústria visando a produção de calor e eletricidade com a utilização de resíduos da produção industrial e do gás natural. • Ações a médio e longo prazo: 1. Utilização em larga escala fontes renováveis de energia (solar, eólica, biomassa e hidrogênio).
  • 21. Alternativas para reduzir a produção e o consumo de petróleo Ações a curto prazo: 1. Substituição da gasolina pelo etanol e do diesel pelo biodiesel no setor de transporte; 2. Substituição do óleo combustível pelo gás natural e biomassa na indústria; e, 3. Restrição ao uso de automóveis nos centros urbanos. Ações a médio e longo prazo: 1. Substituição do GLP pelo gás natural no setor residencial; 2. Aumento da eficiência dos veículos automotores para economizar energia; 3. Expansão dos sistemas ferroviário e hidroviário para o transporte de carga em substituição ao rodoviário; 4. Expansão do transporte coletivo, sobretudo o transporte de massa de alta capacidade como o metrô ou VLT para reduzir o uso de automóveis nas cidades; 5. Incentivo à fabricação e utilização de carros elétricos; 6. Incentivo à fabricação de máquinas e equipamentos de maior eficiência para economizar energia; e, 7. Substituição da gasolina e do óleo diesel pelo hidrogênio no setor de transporte.
  • 22. Cenários de consumo de energia elétrica 2050 CENÁRIO DE REFERÊNCIA 2050 (MME) CENÁRIO INTERMEDIÁRIO 2050 (USP) CENÁRIO REVOLUÇÃO ENERGÉTICA 2050 (GREENPEACE) Geração total: 1639 TWh/ano Geração total: 1166 TWh/ano Geração total: 1077 TWh/ano Eficiência energética: 0 TWh/ano Eficiência energética: 413 TWh/ano Eficiência energética: 413 TWh/ano Hidrelétricas 38% Hidrelétricas 40% Hidrelétricas 38% Gás natural 34% Gás natural 25% Gás natural 12% Biomassa e resíduos 15% Biomassa e resíduos 24% Biomassa e resíduos 26% Eólica 4% Eólica 8% Eólica 20% Nuclear 6% Nuclear 2% Nuclear 0% Diesel e Óleo combustivel 3% Diesel e Óleo combustivel 1% Diesel e Óleo combustivel 0% Carvão 0% Carvão 0% Carvão 0% Painéis fotovoltaicos 0% Painéis fotovoltaicos 0% Painéis fotovoltaicos 4%
  • 23. Incentivos à geração distribuída em pequena escala no Brasil • Em abril de 2012 a Aneel publicou resolução que estabelece regras para o net-metering, mecanismo de compensação que permite que consumidores possam gerar energia em suas próprias edificações e injetar o excedente gerado na rede de distribuição. • A energia injetada na rede gerará créditos de eletricidade que serão deduzidos das faturas dos consumidores. • As fontes elegíveis para esse tipo de geração são energia hidráulica, solar, eólica, biomassa ou cogeração qualificada, com potência máxima de 1 MW.
  • 25. Energia solar fotovoltaica • Caso o lago de Itaipu fosse coberto com painéis fotovoltaicos (com 8% de eficiência global de conversão e assumindo a radiação solar da região do lago), a geração seria de 183 TWh/ano, o que representaria aproximadamente 45% do total consumido pelo Brasil em 2008.
  • 26. POTENCIAL DE ENERGIA EÓLICA NO BRASIL Atlas de Energia Eólica – Cepel / Eletrobras
  • 27. A POLÍTICA DE SUPRIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA REQUERIDA PARA O BRASIL • Implantar PCH´s (pequenas centrais hidrelétricas) ou hidroelétricas de médio porte em várias regiões do Brasil ao invés de hidroelétricas de grande porte. • As centrais nucleares deveriam ser abandonadas como alternativa energética por problemas de segurança e disposição final do lixo atômico. • Adotar a política de economia de energia em todos os setores da atividade do país. • Incrementar a cogeração na indústria visando a produção de calor e eletricidade com a utilização de resíduos da produção industrial e do gás natural. • Usar resíduos e biogás provenientes dos aterros sanitários na produção de eletricidade. • Utilizar o hidrogênio como fonte geradora de energia a médio e longo prazo. • Elevar a confiabilidade na operação do sistema elétrico para minimizar os efeitos dos “apagões”.
  • 28. DIRETRIZES DE PROGRAMAS PARA REDUÇÃO DO CONSUMO DE PETRÓLEO COM A SUBSTITUIÇÃO DE ENERGÉTICOS • Substituição da gasolina pelo etanol e do diesel pelo biodiesel a curto prazo no setor de transporte. • Substituição da gasolina e do diesel pelo hidrogênio a médio e longo prazo no setor de transporte. • Substituição do óleo combustível pelo gás natural e biomassa na indústria. • Substituição do carvão mineral pelo gás natural na indústria. • Substituição do diesel pela biomassa e gás natural no setor energético. • Substituição do GLP pelo gás natural no setor residencial.
  • 29. DIRETRIZES DE PROGRAMAS PARA REDUÇÃO DO CONSUMO DE PETRÓLEO E AÇÕES DE ECONOMIA DE ENERGIA • Produção de vapor e eletricidade na indústria com o uso de sistemas de cogeração. • Incentivo às montadoras de automóveis e caminhões no sentido de elevar a eficiência dos veículos automotores para economizar energia. • Expansão dos sistemas ferroviários e hidroviários para o transporte de carga em substituição aos caminhões. • Expansão do transporte coletivo, sobretudo o transporte de massa de alta capacidade como o metrô ou VLT para reduzir o uso de automóveis nas cidades. • Restrição ao uso de automóveis nos centros e em outras áreas das cidades. • Incentivo à fabricação de máquinas e equipamentos de maior eficiência para economizar energia.
  • 30. OFERTA INTERNA DE ENERGIA (%) – BAHIA 2010
  • 33. PCHS- pequenas centrais hidrelétricas na Bahia • Em 2002, havia 914 MW de potencial inventariado de PCHs no Estado da Bahia, distribuídos entre 87 centrais • As PCHs recebem o mesmo tratamento das grandes hidrelétricas no licenciamento ambiental • As PCHs poderão exercer um papel de indutor de crescimento em regiões mais isoladas • As PCHs colaboram na redução das perdas nas linhas de transmissão de energia do sistema interligado
  • 34. Usinas Eólicas na Bahia •O potencial eólico da Bahia é estimado em 40 GW •Os ventos da Bahia são considerados os melhores do mundo, por serem unidirecionais e constantes, características que permitem uma excelente capacidade de geração de energia eólica •A energia eólica cria oportunidades de trabalho e de geração de renda no interior da Bahia •A Bahia concentra boa parte de seu potencial eólico ao longo de toda margem direita do Rio São Francisco, desde a Serra do Espinhaço até Juazeiro •As turbinas eólicas produzem nível elevado de poluição sonora, impacto visual negativo e impactos sobre a fauna e sobre o uso de terras
  • 35. Cogeração com o uso de resíduos ou biomassa na Bahia •O potencial estimado de geração de energia elétrica no Estado da Bahia através do aproveitamento de cana-de-açúcar está entre 200 a 1.000 GWh/ano, resíduos agrícolas entre 50 a 500 GWh/ano, resíduos de madeira entre 200 e 500 GWh/ano e o aproveitamento de óleos vegetais entre 2 a 10 GWh/ano • Há duas áreas promissoras na Bahia para cogeração:i) O Oeste do Estado: Formosa do Rio Preto pode produzir 318.147 MWh/ano, ou em 3 municípios próximos que, com algodão, soja e arroz, produziriam 204.172 MWh/ano;e, ii) O Litoral Norte com o uso de resíduos do coco-da-baía, produzindo 313.172 MWh/ano •Com a utilizaçao de resíduos do algodão, arroz, coco-da-baia, milho, café e soja produzidos na Bahia é possivel gerar de 2.792 GWh/ano a 3.909 GWh/ano de energia elétrica com uma potência na faixa de 531 MW a 744 MW •As centrais elétricas de cogeração podem provocar a emissão de poluentes aéreos, elevado consumo de água e elevações na temperatura de cursos naturais d’água devido a seu sistema de refrigeração
  • 36. ETANOL • A Bahia possui 120 municípios produtores de cana-de- açúcar com área plantada de 92.947 ha e produtividade estimada em 5.592.921 t de cana (IBGE, 2005), produzidas em mais de 7.000 estabelecimentos espalhados em treze polos produtivos • A produção dos derivados da cana-de-açúcar no Estado da Bahia conta com 7.000 estabelecimentos, que geram cerca de 35.000 empregos diretos • A produção de etanol da Bahia em 2019 será de 0,222 bilhões de litros e a demanda de 2,068 bilhões de litros. O déficit em 2019 será de 1,846 bilhões de litros. Este déficit indica a necessidade de criar incentivos para a produção interna de álcool no estado da Bahia • A produção de etanol impacta sobre o meio ambiente desde a produção da cana de açúcar até a sua fabricação afetando o solo agrícola, o meio hídrico e o ar
  • 37. BIODIESEL •A Bahia é responsável por 5% da produção nacional de biodiesel. A produção em 2011 foi de 132 mil m³ e, em 2010, de 92 mil m³ com uma variação de 43% •Há três unidades de produção de biodiesel hoje na Bahia. Uma é a Petrobrás Biocombustíveis (PBIO), em Candeias. Outra é a Brasilecodiesel, em Iraquara. E a terceira é a Comanche, em Simões Filho •O Programa Nacional de Produção e Uso de Biodiesel (PNPB) não está funcionando bem na Bahia porque a produção da agricultura familiar na Bahia está muito pequena • Entre as alternativas em discussão está a expansão da produção de dendê no Brasil. A cultura do dendê tem reais possibilidades de crescer na Bahia. A mamona da Bahia, apesar de não ser competitiva na produção de biodiesel, vive um bom momento com preços altos e remuneração recorde para o produtor •Um dos principais atributos do biodiesel é a sua capacidade de reduzir a emissão de poluentes atmosféricos em comparação com o óleo diesel, contribuindo para a redução do efeito estufa com melhorias na qualidade de vida e da saúde pública •Existem impactos de cunho negativos que estão sendo bastante debatidos. Um deles e o mais antigo é sobre a questão da produção de energia versus a produção de alimentos
  • 38. NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA PARA A BAHIA A política de suprimento de energia elétrica requerida para a Bahia deveria contemplar o seguinte • Implantar PCH´s (pequenas centrais hidrelétricas) e hidrelétricas de médio porte em várias regiões da Bahia. • Implantar usinas eólicas e sistemas híbridos (solar e eólico) nas localidades mais apropriadas. • Implantar sistemas de energia solar fotovoltaica ou termossolar onde justificar sua implantação, sobretudo no Semiárido. • Produzir energia com o uso d resíduos e do biogás provenientes dos aterros sanitários. • Implantar sistema de cogeração na indústria para produzir vapor e eletricidade utilizando resíduos da produção industrial e o gás natural. • Abandonar as centrais nucleares como alternativa energética por ser de alto custo e apresentar problemas de segurança. • Economizar energia em todos os setores de atividade da Bahia.
  • 39. NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA PARA A BAHIA A política requerida para o setor de petróleo e gás natural da Bahia deveria contemplar o seguinte: • Reduzir o consumo de derivados de petróleo promovendo a utilização de substitutos para a gasolina e o óleo diesel no setor de transporte e para o óleo combustível na indústria. Entre os substitutos da gasolina e do óleo diesel no setor de transporte podem ser citados o etanol e o biodiesel em curto prazo e o hidrogênio a médio e longo prazo. O substituto do óleo combustível mais apropriado na indústria seria o gás natural pelo fato de ser a fonte fóssil mais limpa entre os combustíveis fósseis. • Reduzir o consumo de combustíveis fósseis com a adoção de políticas visando a execução de programas que contribuam para impedir as mudanças climáticas catastróficas em nosso planeta promovendo sua substituição por outros recursos energéticos na Bahia. Neste sentido, é preciso efetuar a: 1) substituição da gasolina pelo etanol e do diesel pelo biodiesel em curto prazo no setor de transporte; 2) substituição do óleo combustível pelo gás natural e biomassa na indústria; 3) substituição do carvão mineral pelo gás natural na indústria; 4) substituição do óleo diesel pela biomassa e gás natural no setor energético; e, 5) substituição do GLP pelo gás natural no setor residencial e de serviços. • Reduzir o consumo de petróleo através de ações de economia de energia. Estas políticas são as seguintes: 1) produzir vapor e eletricidade na indústria com o uso de sistemas de cogeração; 2) expandir os sistemas ferroviários e hidroviários para o transporte de carga em substituição aos caminhões; 3) expandir o sistema de transporte coletivo, sobretudo o transporte de massa de alta capacidade como o metrô ou VLT para reduzir o uso de automóveis nas cidades; 4) restringir o uso de automóveis nos centros e em outras áreas das cidades; e, 5) utilizar derivados de petróleo para fins não energéticos, sobretudo como matéria prima industrial.
  • 40. NOVA POLÍTICA ENERGÉTICA PARA A BAHIA • Para executar estas políticas, deveria haver um grande esforço no sentido de elevar a produção de substitutos para o petróleo e gás natural com o incremento da produção de biocombustíveis (etanol e biodiesel) no Estado da Bahia, bem como para superar sua dependência na importação etanol e biodiesel. Esta iniciativa traria a vantagem de promover o desenvolvimento da produção interna de etanol como substituto da gasolina e de biodiesel como substituto do diesel do petróleo gerando emprego e renda nas regiões produtoras, além de contribuir para a preservação do meio ambiente. • Adicionalmente, deveria haver grande esforço para o aproveitamento das potencialidades existentes de fontes alternativas de energia na Bahia (Energia Solar Fotovoltaica, Energia Termossolar, PCHs- Pequenas Centrais Hidrelétricas, Usinas Eólicas, Cogeração com o Uso de Resíduos ou Biomassa e Usinas Termelétricas com o Uso do Biogás de Aterros Sanitários) para complementar a geração do sistema interligado e reduzir os riscos de “black outs” no suprimento de eletricidade. • Esta necessidade se impõe porque a capacidade de geração do sistema elétrico do Nordeste brasileiro se aproxima do limite segundo o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) que decidiu acionar a carga máxima de energia a partir de usinas termelétricas na região para preservar um volume de água nos reservatórios acima do nível crítico. O sistema elétrico brasileiro é um dos maiores do mundo, mas tem registrado diminuição de confiabilidade com os sucessivos apagões. Desde janeiro de 2011, até o dia 4 de fevereiro de 2014, foram registrados 181 apagões.
  • 41. Potencial de geração de energia elétrica na Bahia (sem o uso da energia solar) • O consumo de energia elétrica na Bahia em 2013 = 463,740 mil GWh • O potencial total de geração de energia elétrica na Bahia= 356,413 mil GWh (76,85% do consumo em 2013) • O potencial eólico da Bahia é estimado em 40 GW= 350,400 mil GWh • O potencial estimado de cogeração de energia elétrica no Estado da Bahia através do aproveitamento de: • cana-de-açúcar está entre 200 a 1.000 GWh/ano =1 mil GWh • resíduos agrícolas entre 50 a 500 GWh/ano= 0,5 mil GWh • resíduos de madeira entre 200 e 500 GWh/ano = 0,5 mil GWh • óleos vegetais entre 2 a 10 GWh/ano= 0,01 mil GWh • O potencial de PCH: 914 MW= 8006640 MWh= 4,003 mil GWh
  • 42. Potencial de geração de energia elétrica na Bahia (apenas com o uso da energia solar) • Como exercício teórico, consideremos o suprimento do consumo de energia elétrica da Bahia em 2013 (463,740 mil GWh) com a utilização apenas da energia solar fotovoltaica. • Admitindo o potencial de energia solar de 8 KWh/m2/dia, em 365 dias seriam produzidos 2.920 KWh/m2 (8 KWh x 365 dias/m2= 2.920 KWh/m2). • A quantidade em Km2 de painéis voltaicos necessários seria de 158,8 Km2 (463.740.000.000 KWh/ 2.920 KWh/m2= 158.815.068 m2= 158,8 Km2). • Esta quantidade em Km2 seria correspondente a 2,83% da área do Estado da Bahia de 560.000 Km2 (158,8 km2/560.000 Km2).