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FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
ORIENTAÇÕES
O Slide aqui apresentado, tem como objetivo apresentar um
RESUMO do Livro estudo na Disciplina. Dessa forma:
1. Realize a leitura com total cuidado e oração.
2. Utilize a Bíblia, Dicionários e outras fontes teológicas para
acompanhamento das passagens mencionadas.
3. As imagens são meramente ilustrativas.
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
ORIENTAÇÕES
Procuramos ao máximo fazer um resumo de cada questão, pois
caso contrário a disciplina se tornaria muito extensa, razão pela
qual sugerimos que se há algum tópico que seja de interesse
expressivo do aluno, ele pesquise por conta própria, para
enriquecimento de sua própria cultura teológica.
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Livros Históricos
O que é história?
História é: Narração dos fatos notáveis
ocorridos na vida dos povos, em particular, e
da humanidade em geral. Conjunto de
conhecimentos adquiridos através da
tradição e/ou mediante documentos, acerca
da evolução da humanidade.
1
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
Definição de Hermenêutica:
É a arte e a interpretação da linguagem.
Objetivos da Hermenêutica:
Relação entre: Autor - Leitor:
2
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
O objetivo é tornar o autor contemporâneo
do leitor, aproximando-os à compreensão
da mesma época. O leitor deve
compreender o escritor na época em que o
texto foi escrito e não na época em que o
texto está sendo lido.
3
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
Um segundo objetivo da hermenêutica e
esclarecer tudo que haja de obscuro.
Tornar o assunto compreensível para uma
posterior exposição - II Pedro 3:15 e 16.
4
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
“Concordamos, também, que o pregador ou
professor está por demais inclinados a escavar
primeiro, e a olhar depois, e assim encobrir o
significado claro do texto, que freqüentemente está
na superfície. Seja dito logo de início, e repetido a
cada passo, que o alvo da boa interpretação não é a
originalidade, não se procura descobrir aquilo que
ninguém jamais viu” – Fee/Stuart, Entendes o que
lês? Página 13.
5
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
A palavra hermenêutica deriva do termo
grego Hermeneutikos, por sua vez deriva de
um verbo “hermeneou” cujo significado é:
arte de interpretar os livros sagrados e os
textos antigos.
6
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
De modo geral e mais abrangente, se fala da
teoria da interpretação de sinais e símbolos
de uma cultura e a arte de interpretar leis.
Ciência - Porque contém regras definidas,
organizadas.
Arte - Porque na hora de aplicar as regras há
necessidade de bom senso, sensibilidade.
7
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
Há espaço para a criatividade no estudo da
Bíblia, porém, esta só deve ocorrer quando ela
é dirigida pelo Espírito Santo.
8
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
O máximo cuidado é sugerido quando levamos
a imaginação a criar “verdades” sem base
bíblica e a expor estas mesmas como
“doutrina” quando na verdade não passa de
uma questão da imaginação e fruto muitas
vezes de uma dedução.
“Há uma diferença enorme entre interpretação
e aplicação”.
9
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
Interpretação - Só é o significado pretendido
pelo autor, ou seja, por Deus. A
interpretação bíblica deverá extrair do texto
apenas o que o Deus pretendia dizer através
do autor humano, e não o que nós
pretendemos que o texto diga.
Aplicação - Podem ser várias, dependendo
da situação em que as pessoas se
encontram.
10
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Hermenêutica Histórica
Hermenêutica Bíblica - Geral e Especial
Geral - É aquela que trata as Escrituras como
um todo. Princípios gerais, básicos. Elabora os
princípios. Os princípios de estudos de
hermenêutica são a base para uma teologia
sadia e bíblica.
Especial - É aquela que trata de questões
particulares das Escrituras. Esta classe de
hermenêutica não pode elaborar princípios.
11
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Cânon
Não nos compete mais a pesquisa para
determinar os livros canônicos (inspirados), o
estudo da formação do Cânon é um estudo
de outra disciplina.
Existem muitos livros inspirados que não
foram incluídos no cânon bíblico pelo fato de
se tratarem de problemas específicos para
aquela região, igreja ou pessoa.
12
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Cânon
Exemplos: I Cor. 5:9 (uma Carta anterior a
esta que é considerada a primeira) --- Col.
4:16 (havia uma carta para os Laodicenses).
Obs: O profeta é inspirado no exercício de
sua função.
13
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Cânon
Crítica Textual: Ciência que estuda as possíveis
mudanças que ocorrem com o texto bíblico.
-Como foi escrito?
Crítica Histórica: É aquela que estuda os fatos
históricos envolvidos com o texto.
- Quem escreveu? Para quem escreveu?
- Em que circunstâncias? Relação da Hermenêutica
com outros campos do estudo bíblico.
14
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DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Cânon
15
CÂNON CRÍTICA TEXTUAL CRÍTICA
HISTÓRICA
EXEGESE -
BÍBLICA E -
SISTEMÁTICA
Vê se o texto é o
melhor em
grego, o mais
próximo ao
original
Quando foi
escrito
Porque foi
escrito
Quem foi o autor
Para quem
escreveu
Depois de
definir os
aspectos
históricos,
chegamos à
exegese. De
uma correta
exegese
depende a
minha
teologia.
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Cânon
Teologia:
Bíblica - Limita o estudo a um livro ou um
grupo de livros. Ela focaliza o livro em sí.
Focaliza o livro.
Sistemática - Pega um tema bíblico e nos
vamos para toda a Bíblia para ver o que se
fala sobre esse tema. Focaliza o tema.
16
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Cânon
Exemplo:
-O problema do sofrimento humano no livro
de Jó (Teologia Bíblica).
-O problema do sofrimento humano em toda
a Bíblia (Teologia Sistemática).
- Não fica limitada a situação de Jó apenas,
mas vemos tudo o que Deus mostrou sobre o
sofrimento humano.
17
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Cânon
-Conhecido:
-Deus só pode ser compreendido na medida
em que Ele se revela.
Nas Escrituras, nós temos uma revelação
necessária e não revelação absoluta, pois
Deus não nos revelou tudo, apenas o
necessário para a nossa salvação.
18
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Compreensão Bíblica
1o – Histórico
Estamos largamente separados da época dos
escritores bíblicos.
A Bíblia cobre um período de cerca de 1.500
anos.
Com o tempo, muita coisa se perde.
Quando compreendemos os fatos históricos, nos
podemos compreender melhor os fatos bíblicos.
19
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Compreensão Bíblica
2o – Cultural
Um dos mais difíceis a serem transpostos.
A cultura distinta dos povos bíblicos.
Nos apenas vemos aquilo que estamos
condicionados a ver.
O ideal é nos colocarmos em uma posição
neutra.
20
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Compreensão Bíblica
a) - Costumes
Gen. 15:2 - Foram achados documentos na
cidade enterrada de Nuzu (c. 2000 -
c.1500 a.C.), que mostraram que o costume
daquela época era adotar um filho quando
não se tinham filhos legítimos para herdar a
herança. Se, porém, o primogênito nascesse,
o adotado passaria para segundo plano.
21
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Compreensão Bíblica
Gên. 31:34 - Ídolos do lar (no hebr. -
Terafins), eram pequenos objetos que
serviam como documentos que
comprovavam a posse das terras e
propriedades. Raquel roubou a herança de
seu pai.
22
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Compreensão Bíblica
b) – Pensamento
A maneira oriental de pensar é totalmente
diferente da ocidental.
Silogismo - A análise de argumento formal
baseando-se na proposição de uma premícia
maior e de outra menor, as quais se
verdadeiras levam à conclusão de que
determinado fato é verdadeiro.
23
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Compreensão Bíblica
Silogismo é a estrutura do pensamento grego.
* Premícia maior: Toda virtude é louvável
* Premícia menor: Ora, a bondade é virtude.
* Conclusão: Logo, a bondade é louvável.
No Velho Testamento não existe “silogismo”.
No Velho Testamento a lógica baseia-se na
experiência humana e não no raciocínio
dedutivo.
24
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Compreensão Bíblica
3o - Lingüístico - (Hebraico, aramaico e grego)
Nas melhores traduções há problemas.
Idiomalismo: expressão específica de uma
língua, de um povo.
Falta de equivalência entre as palavras
traduzidas.
I Pedro 1:20 – Qual é verdadeiro significado da
palavra: (grego = epílucis) = iniciativa, impulso.
25
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Compreensão Bíblica
Nenhuma profecia da Escritura foi feita pelos
profetas ou de sua conta, mas iluminados
por Deus.
Produção da profecia e não interpretação.
26
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conceito Bíblico de Inspiração
Defendemos o ponto de vista ortodoxa sobre a inspiração.
Inspiração Bíblica:
A Bíblia conquanto tenha mantido os estilos pessoais de expressão
e liberdade dos escritores humanos, é a palavra de Deus em suas
fontes originais, toda e totalmente inspirada por Deus mediante o
Espírito Santo, sem nenhuma diferença qualificativa na inspiração
de qualquer de seus livros, cuja autoridade é assim normativa para
a fé e a vida, para a doutrina e proclamação, para pensamento e
investigação.
27
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conceito Bíblico de Inspiração
I Cor. 7:10 - “Digo eu, não o Senhor”.
Paulo faz uma distinção entre o que Cristo diz e o que
ele (Paulo), diz.
Ensino indireto por meio do Espírito Santo (Paulo era
apóstolo).
Não se trata de inspiração e sim, de uma posição:
Algo que havia sido dito por Jesus e algo que apenas
Paulo havia falado e não Jesus. Porém, é inspirado do
mesmo modo, pois provém de Deus.
28
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conceito Bíblico de Inspiração
(1) A Unicidade da Bíblia
Somente a Bíblia apresenta uma dupla natureza:
1o - Sua origem divina.
2o - Sua dimensão humana.
Por causa de sua origem divina, a Bíblia é a
palavra de Deus (Aqui temos duas grandes posições em
relação ao significado de inspiração bíblica, uma
posição defende que a Bíblia contem a palavra de Deus,
enquanto que outra posição defende que a Bíblia é a
palavra de Deus).
29
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conceito Bíblico de Inspiração
1 - Origem Divina
II Pedro. 1:20
Iniciativa, ímpeto, impulso;
II Pedro. 1:21
Vontade, desejo, intenção;
Os profetas bíblicos não tiveram desejo nem iniciativa
para escrever as Escrituras Sagradas.
30
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conceito Bíblico de Inspiração
2 - Sua dimensão humana
a) Linguagem humana (Hebraico, Aramaico e
Grego, eram línguas usadas na época, não só pelo
povo de Deus, mas também por povos vizinhos).
b) Características peculiares (os profetas
tinham sua própria personalidade e peculiaridades
na forma de escrita, e isso foi vertido para seus
escritos).
31
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Valor dos Evangelhos
Os Evangelhos são livros históricos?
Jesus Cristo viveu realmente?
Disse tudo aquilo que foi escrito?
32
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Valor dos Evangelhos
Em primeiro lugar, dizemos que os Evangelhos, muito
mais do que narrativas de fatos históricos, eles são
baseados em fatos históricos, fundamentados no
fato histórico da vida e obra de Jesus Cristo. Não se
pode provar fato por fato, ou seja, com todas as
minúcias.
33
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Valor dos Evangelhos
Mas não se pode negar o valor histórico geral dos
fatos, por exemplo, que Cristo fez milagres. O modo
como os autores escrevem, os costumes, a cultura, as
palavras, a mentalidade, corresponde às das pessoas
que viviam naquela época.
34
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Valor dos Evangelhos
Finalmente, podemos dizer: os Evangelhos não são
livros históricos no sentido que se entende esta
palavra atualmente, mas seguramente são baseados
em acontecimentos históricos.
Alguns autores, além dos evangelistas, falaram de
Jesus. Flávius Josephus, fariseu, historiador
contemporâneo de Jesus, conta detalhes daquele
tempo.
35
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Valor dos Evangelhos
Embora com aspecto tendencioso para a ótica dos
fariseus, mas isto era mesmo de se esperar, isto é,
que ele não falasse mais de Jesus e de outros
movimentos messiânicos, é preciso se notar que em
vista da dominação dos romanos, ele foi cauteloso
para não assustá-los escrevendo sobre estes
movimentos considerados por eles 'subversivos'.
36
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Necessidade da Hermenêutica
Todo leitor é um intérprete. Mas ler não implica
necessariamente em entender. Quando não há
barreiras na compreensão de um texto, a
interpretação é automática e inconsciente. Mas isso
nem sempre ocorre.
37
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Necessidade da Hermenêutica
De conformidade com a doutrina reformada da
clareza ou perspicuidade das Escrituras, a Bíblia é
substancialmente, mas não completamente clara. As
verdades básicas necessárias à salvação, serviço e
vida cristã são evidentes em um ou outro texto, mas
nem todos os textos das Escrituras são igualmente
claros.
38
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Necessidade da Hermenêutica
Por ser um livro divino-humano, inspirado por Deus,
mas escrito por homens, admite-se que há
dificuldades de ordem espiritual e de ordem
humana para a compreensão das Escrituras. O
apóstolo Pedro reconheceu essa dificuldade com
relação aos escritos do apóstolo Paulo, dizendo que
neles ‘‘há certas coisas difíceis de entender... ’’ (2 Pe
3.16).
39
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Necessidade da Hermenêutica
A. Dificuldades de Ordem Espiritual
O aspecto espiritual envolvido na interpretação das
Escrituras é demonstrado claramente em passagens
bíblicas tais como 1 Coríntios 2.14 e 2 Coríntios 4.3-
6:
Ora, o homem natural não aceita as coisas do
Espírito de Deus, por que lhe são loucura; e não
pode entendê-las, porque elas se discernem
espiritualmente.
40
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Necessidade da Hermenêutica
B. Dificuldades Naturais
Deve-se observar, entretanto, que as Escrituras
também revelam, por ensino direto e por inúmeros
exemplos, que o coração do homem é mais
enganoso do que todas as coisas e
desesperadamente corrupto (Jr 17.9), não sendo,
portanto, totalmente confiável.
41
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Principais Correntes de Interpretação
As classificações normalmente pecam pelo
simplismo. É de fato difícil resumir e agrupar
adequadamente as diversas ênfases, tendências,
princípios e práticas de uma determinada área de
estudos, sem negligenciar peculiaridades
importantes. Com a hermenêutica não é diferente.
42
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Principais Correntes de Interpretação
Contudo, observando as diferentes ênfases,
tendências, princípios e práticas de interpretação
das Escrituras adotados no curso da história da
Igreja, pode-se perceber pelo menos três correntes
gerais nas quais as diversas escolas podem ser de
certo modo agrupadas:
43
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Principais Correntes de Interpretação
A. Corrente Espiritualista
Muitos grupos na história da interpretação bíblica se
caracterizaram por superenfatizar o caráter
espiritual (místico) das Escrituras, em detrimento do
seu caráter humano.
44
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Principais Correntes de Interpretação
1. A Hermenêutica Alegórica
Trata-se de um dos métodos de interpretação mais
antigos. Fortemente influenciados pelo platonismo e
pelo alegorismo judaico, os defensores desse
método de interpretação atribuíam diversos
sentidos ao texto das Escrituras, enfatizando o
sentido chamado de alegórico.
45
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Principais Correntes de Interpretação
2. A Hermenêutica Intuitiva
Os hermeneutas intuitivos caracterizam-se por
identificar a mensagem do texto com os
pensamentos que lhes vêm à mente ao lê-lo, sem
contudo dar a devida atenção à gramática, ao
contexto e às circunstâncias históricas, geográficas,
culturais, religiosas, etc.
46
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Principais Correntes de Interpretação
3. A Hermenêutica Existencialista
Há uma escola contemporânea de interpretação das
Escrituras que enfatiza excessivamente o
conhecimento subjetivo em detrimento do seu
sentido gramatical e histórico.
47
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Principais Correntes de Interpretação
B. Corrente Humanista
No extremo oposto da corrente espiritualista
encontra-se a corrente que se pode chamar de
humanista. Esta corrente caracteriza-se por dar
ênfase excessiva ao caráter humano das Escrituras e
por uma aversão ao seu caráter sobrenatural. A
ênfase dessa corrente está no método, na técnica,
nos aspectos literários ou históricos das Escrituras.
48
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conclusão
A teologia e a praxis eclesiástica deformadas do
evangelicalismo moderno clamam por reforma;
clamam por um novo retorno às Escrituras.
49
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conclusão
A corrente espiritualista de interpretação bíblica já
foi colocada na balança e achada em falta: as
hermenêuticas alegórica, intuitiva e existencialista,
por não darem a devida consideração ao caráter
humano das Escrituras, abrem espaço para todo tipo
de exesegese.
50
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conclusão
O caráter fantasioso destas hermenêuticas acaba
desviando a atenção do leitor ou ouvinte do
verdadeiro sentido do texto bíblico (aquele que o
Espírito Santo intentou transmitir).
51
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conclusão
Orare e labutare é o caminho. Não é um caminho
fácil nem mágico. Requer sinceridade e diligência.
Talvez não forneça interpretações esplêndidas nem
realce a criatividade, imaginação e genialidade do
pregador.
52
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Conclusão
Mas é o antigo e bom caminho aprovado com louvor
pela história. Ele deixa que a verdade de Deus opere
e que as Escrituras falem com poder e graça,
promovendo profundas reformas teológicas e
eclesiásticas.
53
FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL
DISCIPLINA: HERMENÊUTICA
Mensagem
“E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”.
João 8:32 - Bíblica
53
Disciplina de Hermenêutica

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Disciplina de Hermenêutica

  • 1.
  • 2. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA ORIENTAÇÕES O Slide aqui apresentado, tem como objetivo apresentar um RESUMO do Livro estudo na Disciplina. Dessa forma: 1. Realize a leitura com total cuidado e oração. 2. Utilize a Bíblia, Dicionários e outras fontes teológicas para acompanhamento das passagens mencionadas. 3. As imagens são meramente ilustrativas.
  • 3. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA ORIENTAÇÕES Procuramos ao máximo fazer um resumo de cada questão, pois caso contrário a disciplina se tornaria muito extensa, razão pela qual sugerimos que se há algum tópico que seja de interesse expressivo do aluno, ele pesquise por conta própria, para enriquecimento de sua própria cultura teológica.
  • 4. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Livros Históricos O que é história? História é: Narração dos fatos notáveis ocorridos na vida dos povos, em particular, e da humanidade em geral. Conjunto de conhecimentos adquiridos através da tradição e/ou mediante documentos, acerca da evolução da humanidade. 1
  • 5. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica Definição de Hermenêutica: É a arte e a interpretação da linguagem. Objetivos da Hermenêutica: Relação entre: Autor - Leitor: 2
  • 6. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica O objetivo é tornar o autor contemporâneo do leitor, aproximando-os à compreensão da mesma época. O leitor deve compreender o escritor na época em que o texto foi escrito e não na época em que o texto está sendo lido. 3
  • 7. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica Um segundo objetivo da hermenêutica e esclarecer tudo que haja de obscuro. Tornar o assunto compreensível para uma posterior exposição - II Pedro 3:15 e 16. 4
  • 8. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica “Concordamos, também, que o pregador ou professor está por demais inclinados a escavar primeiro, e a olhar depois, e assim encobrir o significado claro do texto, que freqüentemente está na superfície. Seja dito logo de início, e repetido a cada passo, que o alvo da boa interpretação não é a originalidade, não se procura descobrir aquilo que ninguém jamais viu” – Fee/Stuart, Entendes o que lês? Página 13. 5
  • 9. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica A palavra hermenêutica deriva do termo grego Hermeneutikos, por sua vez deriva de um verbo “hermeneou” cujo significado é: arte de interpretar os livros sagrados e os textos antigos. 6
  • 10. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica De modo geral e mais abrangente, se fala da teoria da interpretação de sinais e símbolos de uma cultura e a arte de interpretar leis. Ciência - Porque contém regras definidas, organizadas. Arte - Porque na hora de aplicar as regras há necessidade de bom senso, sensibilidade. 7
  • 11. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica Há espaço para a criatividade no estudo da Bíblia, porém, esta só deve ocorrer quando ela é dirigida pelo Espírito Santo. 8
  • 12. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica O máximo cuidado é sugerido quando levamos a imaginação a criar “verdades” sem base bíblica e a expor estas mesmas como “doutrina” quando na verdade não passa de uma questão da imaginação e fruto muitas vezes de uma dedução. “Há uma diferença enorme entre interpretação e aplicação”. 9
  • 13. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica Interpretação - Só é o significado pretendido pelo autor, ou seja, por Deus. A interpretação bíblica deverá extrair do texto apenas o que o Deus pretendia dizer através do autor humano, e não o que nós pretendemos que o texto diga. Aplicação - Podem ser várias, dependendo da situação em que as pessoas se encontram. 10
  • 14. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Hermenêutica Histórica Hermenêutica Bíblica - Geral e Especial Geral - É aquela que trata as Escrituras como um todo. Princípios gerais, básicos. Elabora os princípios. Os princípios de estudos de hermenêutica são a base para uma teologia sadia e bíblica. Especial - É aquela que trata de questões particulares das Escrituras. Esta classe de hermenêutica não pode elaborar princípios. 11
  • 15. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Cânon Não nos compete mais a pesquisa para determinar os livros canônicos (inspirados), o estudo da formação do Cânon é um estudo de outra disciplina. Existem muitos livros inspirados que não foram incluídos no cânon bíblico pelo fato de se tratarem de problemas específicos para aquela região, igreja ou pessoa. 12
  • 16. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Cânon Exemplos: I Cor. 5:9 (uma Carta anterior a esta que é considerada a primeira) --- Col. 4:16 (havia uma carta para os Laodicenses). Obs: O profeta é inspirado no exercício de sua função. 13
  • 17. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Cânon Crítica Textual: Ciência que estuda as possíveis mudanças que ocorrem com o texto bíblico. -Como foi escrito? Crítica Histórica: É aquela que estuda os fatos históricos envolvidos com o texto. - Quem escreveu? Para quem escreveu? - Em que circunstâncias? Relação da Hermenêutica com outros campos do estudo bíblico. 14
  • 18. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Cânon 15 CÂNON CRÍTICA TEXTUAL CRÍTICA HISTÓRICA EXEGESE - BÍBLICA E - SISTEMÁTICA Vê se o texto é o melhor em grego, o mais próximo ao original Quando foi escrito Porque foi escrito Quem foi o autor Para quem escreveu Depois de definir os aspectos históricos, chegamos à exegese. De uma correta exegese depende a minha teologia.
  • 19. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Cânon Teologia: Bíblica - Limita o estudo a um livro ou um grupo de livros. Ela focaliza o livro em sí. Focaliza o livro. Sistemática - Pega um tema bíblico e nos vamos para toda a Bíblia para ver o que se fala sobre esse tema. Focaliza o tema. 16
  • 20. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Cânon Exemplo: -O problema do sofrimento humano no livro de Jó (Teologia Bíblica). -O problema do sofrimento humano em toda a Bíblia (Teologia Sistemática). - Não fica limitada a situação de Jó apenas, mas vemos tudo o que Deus mostrou sobre o sofrimento humano. 17
  • 21. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Cânon -Conhecido: -Deus só pode ser compreendido na medida em que Ele se revela. Nas Escrituras, nós temos uma revelação necessária e não revelação absoluta, pois Deus não nos revelou tudo, apenas o necessário para a nossa salvação. 18
  • 22. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Compreensão Bíblica 1o – Histórico Estamos largamente separados da época dos escritores bíblicos. A Bíblia cobre um período de cerca de 1.500 anos. Com o tempo, muita coisa se perde. Quando compreendemos os fatos históricos, nos podemos compreender melhor os fatos bíblicos. 19
  • 23. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Compreensão Bíblica 2o – Cultural Um dos mais difíceis a serem transpostos. A cultura distinta dos povos bíblicos. Nos apenas vemos aquilo que estamos condicionados a ver. O ideal é nos colocarmos em uma posição neutra. 20
  • 24. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Compreensão Bíblica a) - Costumes Gen. 15:2 - Foram achados documentos na cidade enterrada de Nuzu (c. 2000 - c.1500 a.C.), que mostraram que o costume daquela época era adotar um filho quando não se tinham filhos legítimos para herdar a herança. Se, porém, o primogênito nascesse, o adotado passaria para segundo plano. 21
  • 25. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Compreensão Bíblica Gên. 31:34 - Ídolos do lar (no hebr. - Terafins), eram pequenos objetos que serviam como documentos que comprovavam a posse das terras e propriedades. Raquel roubou a herança de seu pai. 22
  • 26. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Compreensão Bíblica b) – Pensamento A maneira oriental de pensar é totalmente diferente da ocidental. Silogismo - A análise de argumento formal baseando-se na proposição de uma premícia maior e de outra menor, as quais se verdadeiras levam à conclusão de que determinado fato é verdadeiro. 23
  • 27. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Compreensão Bíblica Silogismo é a estrutura do pensamento grego. * Premícia maior: Toda virtude é louvável * Premícia menor: Ora, a bondade é virtude. * Conclusão: Logo, a bondade é louvável. No Velho Testamento não existe “silogismo”. No Velho Testamento a lógica baseia-se na experiência humana e não no raciocínio dedutivo. 24
  • 28. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Compreensão Bíblica 3o - Lingüístico - (Hebraico, aramaico e grego) Nas melhores traduções há problemas. Idiomalismo: expressão específica de uma língua, de um povo. Falta de equivalência entre as palavras traduzidas. I Pedro 1:20 – Qual é verdadeiro significado da palavra: (grego = epílucis) = iniciativa, impulso. 25
  • 29. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Compreensão Bíblica Nenhuma profecia da Escritura foi feita pelos profetas ou de sua conta, mas iluminados por Deus. Produção da profecia e não interpretação. 26
  • 30. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conceito Bíblico de Inspiração Defendemos o ponto de vista ortodoxa sobre a inspiração. Inspiração Bíblica: A Bíblia conquanto tenha mantido os estilos pessoais de expressão e liberdade dos escritores humanos, é a palavra de Deus em suas fontes originais, toda e totalmente inspirada por Deus mediante o Espírito Santo, sem nenhuma diferença qualificativa na inspiração de qualquer de seus livros, cuja autoridade é assim normativa para a fé e a vida, para a doutrina e proclamação, para pensamento e investigação. 27
  • 31. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conceito Bíblico de Inspiração I Cor. 7:10 - “Digo eu, não o Senhor”. Paulo faz uma distinção entre o que Cristo diz e o que ele (Paulo), diz. Ensino indireto por meio do Espírito Santo (Paulo era apóstolo). Não se trata de inspiração e sim, de uma posição: Algo que havia sido dito por Jesus e algo que apenas Paulo havia falado e não Jesus. Porém, é inspirado do mesmo modo, pois provém de Deus. 28
  • 32. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conceito Bíblico de Inspiração (1) A Unicidade da Bíblia Somente a Bíblia apresenta uma dupla natureza: 1o - Sua origem divina. 2o - Sua dimensão humana. Por causa de sua origem divina, a Bíblia é a palavra de Deus (Aqui temos duas grandes posições em relação ao significado de inspiração bíblica, uma posição defende que a Bíblia contem a palavra de Deus, enquanto que outra posição defende que a Bíblia é a palavra de Deus). 29
  • 33. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conceito Bíblico de Inspiração 1 - Origem Divina II Pedro. 1:20 Iniciativa, ímpeto, impulso; II Pedro. 1:21 Vontade, desejo, intenção; Os profetas bíblicos não tiveram desejo nem iniciativa para escrever as Escrituras Sagradas. 30
  • 34. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conceito Bíblico de Inspiração 2 - Sua dimensão humana a) Linguagem humana (Hebraico, Aramaico e Grego, eram línguas usadas na época, não só pelo povo de Deus, mas também por povos vizinhos). b) Características peculiares (os profetas tinham sua própria personalidade e peculiaridades na forma de escrita, e isso foi vertido para seus escritos). 31
  • 35. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Valor dos Evangelhos Os Evangelhos são livros históricos? Jesus Cristo viveu realmente? Disse tudo aquilo que foi escrito? 32
  • 36. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Valor dos Evangelhos Em primeiro lugar, dizemos que os Evangelhos, muito mais do que narrativas de fatos históricos, eles são baseados em fatos históricos, fundamentados no fato histórico da vida e obra de Jesus Cristo. Não se pode provar fato por fato, ou seja, com todas as minúcias. 33
  • 37. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Valor dos Evangelhos Mas não se pode negar o valor histórico geral dos fatos, por exemplo, que Cristo fez milagres. O modo como os autores escrevem, os costumes, a cultura, as palavras, a mentalidade, corresponde às das pessoas que viviam naquela época. 34
  • 38. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Valor dos Evangelhos Finalmente, podemos dizer: os Evangelhos não são livros históricos no sentido que se entende esta palavra atualmente, mas seguramente são baseados em acontecimentos históricos. Alguns autores, além dos evangelistas, falaram de Jesus. Flávius Josephus, fariseu, historiador contemporâneo de Jesus, conta detalhes daquele tempo. 35
  • 39. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Valor dos Evangelhos Embora com aspecto tendencioso para a ótica dos fariseus, mas isto era mesmo de se esperar, isto é, que ele não falasse mais de Jesus e de outros movimentos messiânicos, é preciso se notar que em vista da dominação dos romanos, ele foi cauteloso para não assustá-los escrevendo sobre estes movimentos considerados por eles 'subversivos'. 36
  • 40. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Necessidade da Hermenêutica Todo leitor é um intérprete. Mas ler não implica necessariamente em entender. Quando não há barreiras na compreensão de um texto, a interpretação é automática e inconsciente. Mas isso nem sempre ocorre. 37
  • 41. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Necessidade da Hermenêutica De conformidade com a doutrina reformada da clareza ou perspicuidade das Escrituras, a Bíblia é substancialmente, mas não completamente clara. As verdades básicas necessárias à salvação, serviço e vida cristã são evidentes em um ou outro texto, mas nem todos os textos das Escrituras são igualmente claros. 38
  • 42. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Necessidade da Hermenêutica Por ser um livro divino-humano, inspirado por Deus, mas escrito por homens, admite-se que há dificuldades de ordem espiritual e de ordem humana para a compreensão das Escrituras. O apóstolo Pedro reconheceu essa dificuldade com relação aos escritos do apóstolo Paulo, dizendo que neles ‘‘há certas coisas difíceis de entender... ’’ (2 Pe 3.16). 39
  • 43. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Necessidade da Hermenêutica A. Dificuldades de Ordem Espiritual O aspecto espiritual envolvido na interpretação das Escrituras é demonstrado claramente em passagens bíblicas tais como 1 Coríntios 2.14 e 2 Coríntios 4.3- 6: Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, por que lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. 40
  • 44. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Necessidade da Hermenêutica B. Dificuldades Naturais Deve-se observar, entretanto, que as Escrituras também revelam, por ensino direto e por inúmeros exemplos, que o coração do homem é mais enganoso do que todas as coisas e desesperadamente corrupto (Jr 17.9), não sendo, portanto, totalmente confiável. 41
  • 45. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Principais Correntes de Interpretação As classificações normalmente pecam pelo simplismo. É de fato difícil resumir e agrupar adequadamente as diversas ênfases, tendências, princípios e práticas de uma determinada área de estudos, sem negligenciar peculiaridades importantes. Com a hermenêutica não é diferente. 42
  • 46. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Principais Correntes de Interpretação Contudo, observando as diferentes ênfases, tendências, princípios e práticas de interpretação das Escrituras adotados no curso da história da Igreja, pode-se perceber pelo menos três correntes gerais nas quais as diversas escolas podem ser de certo modo agrupadas: 43
  • 47. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Principais Correntes de Interpretação A. Corrente Espiritualista Muitos grupos na história da interpretação bíblica se caracterizaram por superenfatizar o caráter espiritual (místico) das Escrituras, em detrimento do seu caráter humano. 44
  • 48. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Principais Correntes de Interpretação 1. A Hermenêutica Alegórica Trata-se de um dos métodos de interpretação mais antigos. Fortemente influenciados pelo platonismo e pelo alegorismo judaico, os defensores desse método de interpretação atribuíam diversos sentidos ao texto das Escrituras, enfatizando o sentido chamado de alegórico. 45
  • 49. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Principais Correntes de Interpretação 2. A Hermenêutica Intuitiva Os hermeneutas intuitivos caracterizam-se por identificar a mensagem do texto com os pensamentos que lhes vêm à mente ao lê-lo, sem contudo dar a devida atenção à gramática, ao contexto e às circunstâncias históricas, geográficas, culturais, religiosas, etc. 46
  • 50. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Principais Correntes de Interpretação 3. A Hermenêutica Existencialista Há uma escola contemporânea de interpretação das Escrituras que enfatiza excessivamente o conhecimento subjetivo em detrimento do seu sentido gramatical e histórico. 47
  • 51. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Principais Correntes de Interpretação B. Corrente Humanista No extremo oposto da corrente espiritualista encontra-se a corrente que se pode chamar de humanista. Esta corrente caracteriza-se por dar ênfase excessiva ao caráter humano das Escrituras e por uma aversão ao seu caráter sobrenatural. A ênfase dessa corrente está no método, na técnica, nos aspectos literários ou históricos das Escrituras. 48
  • 52. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conclusão A teologia e a praxis eclesiástica deformadas do evangelicalismo moderno clamam por reforma; clamam por um novo retorno às Escrituras. 49
  • 53. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conclusão A corrente espiritualista de interpretação bíblica já foi colocada na balança e achada em falta: as hermenêuticas alegórica, intuitiva e existencialista, por não darem a devida consideração ao caráter humano das Escrituras, abrem espaço para todo tipo de exesegese. 50
  • 54. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conclusão O caráter fantasioso destas hermenêuticas acaba desviando a atenção do leitor ou ouvinte do verdadeiro sentido do texto bíblico (aquele que o Espírito Santo intentou transmitir). 51
  • 55. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conclusão Orare e labutare é o caminho. Não é um caminho fácil nem mágico. Requer sinceridade e diligência. Talvez não forneça interpretações esplêndidas nem realce a criatividade, imaginação e genialidade do pregador. 52
  • 56. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Conclusão Mas é o antigo e bom caminho aprovado com louvor pela história. Ele deixa que a verdade de Deus opere e que as Escrituras falem com poder e graça, promovendo profundas reformas teológicas e eclesiásticas. 53
  • 57. FACULDADE E SEMINÁRIOS TEOLÓGICO NACIONAL DISCIPLINA: HERMENÊUTICA Mensagem “E conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”. João 8:32 - Bíblica 53