Aula sobre Reabilitação - Ft Msdo Marcos Zanchet

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Aula sobre Reabilitação - Ft Msdo Marcos Zanchet

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PELOTASESCOLA SUPERIOR DE EDUCAÇÃO FÍSICA REABILITAÇÃO E RECONDICIONAMENTO
  2. 2. EQUIPE DE MEDICINA DO EXERCÍCIOTODOS os membros da equipe de medicina do exercíciosão responsáveis pela EDUCAÇÃO de treinadores e atletas. Riscos de lesão; Precauções; Tratamentos.Diferentes profissionais desempenham importantes papéisna recuperação e retorno do atleta a prática esportiva. Prevenção e Reabilitação da lesão.
  3. 3. COMPOSIÇÃO DA EQUIPE EQUIPE MÉDICA Ortopedia, Pediatria, Psiquiatria... Prescrição de medicamentos, prevenção de lesões,supervisão, avaliação, diagnóstico e suporte a outros profissionais.Embora não tenha responsabilidade sobre areabilitação diária, a equipe médica faz adeterminação final da prontidão do atleta pararetorno à competição.
  4. 4. COMPOSIÇÃO DA EQUIPE FISIOTERAPIA Ortopedia, Traumatologia, Fisioterapia Esportiva Modalidades terapêuticas, exercício terapêutico, redução da dor, recuperação da atividade.Relação próxima com uma variedade de especialistasmédicos.
  5. 5. COMPOSIÇÃO DA EQUIPE EDUCADOR FÍSICO Treinador, Preparador Físico Tratamento, recondicionamento.Compreensão da biomecânica e especificidade doesporte.
  6. 6. COMPOSIÇÃO DA EQUIPE NUTRICIONISTA PSICÓLOGO MASSOTERAPEUTA
  7. 7. EVOLUÇÃOATLETA/PACIENTE EVOLUÇÃO
  8. 8. MÉDICOFISIOTERAPEUTA NUTRICIONISTA EDUCADOR FÍSICO ATLETA/PACIENTE
  9. 9. DIAGNÓSTICO REABILITAÇÃO TREINAMENTO E RETORNOCLÍNICO A PRÁTICA DO ESPORTE MÉDICO FISIOTERAPEUTA EDUCADOR FÍSICO MODELO DE RECUPERAÇÃO
  10. 10. COMPETIÇÃOLESÃO
  11. 11. COMUNICAÇÃO Compreender o diagnóstico dado à lesão. * Indicação ** Contra-indicaçãoIndicação: Forma de tratamento requerida para reabilitação.Contra-indicação: Prática desaconselhável em função da lesãoocorrida.
  12. 12. TIPO DE LESÃOLesão primária: *Macrotraumática *MicrotraumáticaLesão secundária: Resposta inflamatória ou hipóxicaque ocorre com a lesão primária
  13. 13. CLASSIFICAÇÃO DAS FRATURAS
  14. 14. MACROTRAUMA- Lesão musculotendínea:
  15. 15. LESÃO MUSCULAR- Contusão;- Distensão (estiramentos).
  16. 16. Lesão muscular: Ruptura de fibras musculares. Grau 1: Lesão de apenas algumas fibras com pequeno edema e desconforto. Acompanhada de nenhuma ou mínima perda de força e restrição de ADM. Não é possível palpar defeito muscular durante a contração muscular. Apesar de a dor não causar incapacidade funcional não é recomendado manter a atividade devido ao risco de aumentar a lesão.
  17. 17. Grau 2: Provocam dano maior ao músculo comevidente perda da função. É possível palpar um pequenodefeito muscular no sítio de lesão. Ocorre formação dehematoma. Grau 3: Estende-se por toda sessão transversa domúsculo resultando em completa perda de funçãomuscular e dor intensa. Falha na estrutura muscular éevidente.
  18. 18. TIPO DE LESÃOMICROTRAUMA: Lesão por uso excessivo. É resultado do estresse anormal repetido aplicado no tecido por treinamento contínuo ou com pouco tempo de recuperação. Essa lesões podem ocorrer devido a erros no treinamento, treinamento em superfície subótimas (irregulares, inadequadas), falhas biomecânicas , controle motor insuficiente, desalinhamento ósseo...
  19. 19. MICROTRAUMA- Fratura por estresse: Geralmente resultado deaumento no volume de treinamento.
  20. 20. MICROTRAUMA- Tendinite: Processo inflamatório do tendão.- Tendinose: Degeneração do tendão. TENDINOPATIA: PATOLOGIA DO TENDÃO.
  21. 21. RECUPERAÇÃO TECIDUALO processo de retorno ao esporte depois de umalesão envolve a cura dos tecidos lesionados e suapreparação para o retorno à função.Todos os tecidos seguem um mesmo padrão derecuperação, embora o cronograma de eventosocorridos em cada fase difere para cada tipo detecido.
  22. 22. FASE DE INFLAMAÇÃO Lesão – início imediato da cicatrização.A destruição celular resulta em alteração dometabolismo e liberação de materiais quedesencadeiam a resposta inflamatória.- Vemelhidão, edema, sensibilidade e aumento da temperatura.Essa resposta inicial do organismo é essencial paratodo processo de cicatrização.Caso essa resposta não atinja seu objetivo ou nãodecline, a cicatrização normal não ocorre.
  23. 23. FASE DE INFLAMAÇÃODurante esse processo, leucócitos e outras célulasfagocíticas são liberadas para o tecido lesado.Essa reação celular em geral é protetora, tendendo alocalizar ou dispor os subprodutos da lesão pelafagocitose, estabelecendo, assim, o processo dereparação.
  24. 24. FASE DE INFLAMAÇÃO Ambiente de hipóxia – morte tecidual.Liberação de Histamina e Bradicinina: Aumentam o fluxosanguíneo e permeabilidade capilar - EDEMAExtravasamento de fluidos ao redordos tecidos. Inibe a contração teciduale limita as atividades.
  25. 25. FASE DE INFLAMAÇÃOA presença de edema e substâncias inflamatóriasestimulam nocivamente fibras sensoriais, causandodor e contribuindo para redução na atividade.Duração de 2 a 3 dias depois de uma lesão agudapodendo variar de acordo com o dano tecidual.Apesar da fase inflamatória ser crítica pararecuperação do tecido, se ela não terminar em umperíodo razoável de tempo retarda o processo decicatrização.
  26. 26. INFLAMAÇÃO CRÔNICAOcorre quando a resposta inflamatória aguda nãoelimina o agente nocivo nem restaura o tecido a seuestado fisiológico normal.Implica a substituição de leucócitos por macrófagos,linfócitos e plasmócitos. Essas células acumulam em umamatriz frouxa de tecido conjuntivo altamentevascularizada e inervada na região lesionada.Os mecanismos específicos que convertem a inflamaçãoaguda em crônica são desconhecidos. Parecem estarassociados a situações de esforço repetido ou sobrecargacom microtraumas cumulativos.
  27. 27. INFLAMAÇÃO CRÔNICAA inflamação crônica parece resistente a tratamento físico e farmacológico.
  28. 28. FASE DE REPARAÇÃO Esta fase permite a reposição dos tecidos.Novos capilares e tecidos conjuntivos, bem comofibras de colágeno, são colocados aleatoriamente,servindo como estrutura sob a qual a reparaçãoacontece.
  29. 29. FASE DE REPARAÇÃODevido ao posicionamento ocasional, o alinhamentopara obter força máxima ainda não foi obtido.As fibras de colágeno são mais fortes quando estãoposicionadas longitudinalmente na linha principaldo estresse; mesmo assim, várias fibras novas sãoposicionadas transversalmente. Capacidade de transmitir força limitada.
  30. 30. FASE DE REPARAÇÃOEssa fase inicia em horas ou até 2 dias após a lesão e pode durar meses.
  31. 31. FASE DE REMODELAÇÃOO tecido cicatricial é fortalecido durante a fase deremodelação.A produção de colágeno está diminuída, permitindoaos novos tecidos formados a oportunidade demelhorar força, estrutura e função.Com aumento da sobrecarga as fibras do novo tecidocomeçam a hipertrofiar e alinhar-se ao longo daslinhas de estresse.
  32. 32. FASE DE REMODELAÇÃOQuanto mais espessa e alinhadas as fibras decolágeno, mais fortes elas se tornam, permitindo oretorno a atividade.Embora a força aumente significativamente, o novotecido provavelmente nunca será tão forte como otecido que foi reposto.A remodelação pode durar até 4 meses pós lesão.
  33. 33. FATORES QUE IMPEDEM A CICATRIZAÇÃO Extensão da lesão; Edema; Hemorragia; Irrigação precária; Espasmo muscular; Infecção; Idade; Estado nutricional.
  34. 34. ESTRATÉGIAS PARA REABILITAÇÃO E RECONDICIONAMENTODeve-se considerar: * Respostas subjetivas do atleta; * Mecanismos fisiológicos. Embora o objetivo seja o retorno rápido às atividades é importante lembrar que cada pessoa responde de modo diferente a lesão, apresentando, assim, progressos específicos.
  35. 35. OBJETIVOS DA RECUPERAÇÃONão forçar excessivamente a cura do tecido;Otimizar a formação da matriz de colágeno. ESCOLHER UM NÍVEL CARGA QUE NÃO SOBRECARREGUE O TECIDO!!!!
  36. 36. FASE 1 – LESÃO AGUDAProcesso inflamatório: Organismo “colocando ordem na confusão” A maneira como a lesão é tratada no início tem impacto inquestionável no processo de recuperação.
  37. 37. FASE 1 – LESÃO AGUDAObjetivo: Proteger contra novas lesões e criar umambiente que conduza ao reparo fibroblástico. • Edema, produtos inflamatórios, dor, redução da contração muscular... P.R.I.C.E. + Mod. Terapêuticas
  38. 38. P.R.I.C.E.Proteção: Impedir que ocorra novas lesões.Repouso: O período de restrição de atividade éabsolutamente essencial em todos os programas detratamento. Se a estrutura não repousa, sendosubmetida a pressões e distensões, o processo decicatrização, na verdade, nunca tem oportunidade deiniciar. Aumenta o tempo de recuperação.
  39. 39. P.R.I.C.E.GELO: Tratamento inicial.Reduz a dor e promove vasoconstrição de modo acontrolar hemorragia e edema.Desacelera o metabolismo na região e diminui ademanda de O2 , reduzindo, assim, a hipóxia.O frio reduz a defesa muscular espástica queacompanha a dor.
  40. 40. P.R.I.C.E.Compressão: Controlar o edema inicial.Elevação: Fator final do controle do edema. 1. Aplicar a bandagem sobre a lesão – Distal para proximal 2. Cobrir com bolsas de gelo (20 a 30 min) 3. Elevação (72h) 4. Repouso por pelo menos 24h.
  41. 41. FASE 2 - REPARAÇÃO Os fibroblastos vão depositando uma matriz de fibras de colágeno e formando o tecido cicatricial Lesão sensível ao toque, dor mais fraca.Modalidades terapêuticas (US, Laser, Eletroestimulação...) +- Restaurar a ADM;- Reduzir a atrofia;- Cardiorespiratório;- Força;- Controle neuromuscular.
  42. 42. FASE 3 - REMODELAÇÃO Otimizar a função tecidual- Fortalecimento específico;- Velocidade específica;- Cardiorespiratório;- Flexibilidade;- Cadeias cinéticas aberta e fechada.
  43. 43. Critério para “alta”???
  44. 44. marcoszanchet@gmail.com

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