Oportunidades e desafios para a Infraestrutura no Brasil: planejar para crescer  <br />Abril de 2011<br />
Overview da infraestrutura dos BRICs<br />Décadas de investimentos insuficientes levaram  a uma condição de “demanda repri...
Overview da infraestrutura dos BRICs<br />Demanda por estrutura<br />Os países em desenvolvimento (BRICs em destaque) apre...
Estimativa de recursos necessários para investimento em infra revela grandeza das oportunidades e desafios <br />Até 2020,...
Integração entre União, Estados e Municípios<br />Necessidade de planejamento integrado entre esferas da federação e entre...
Carência de novos investimentos, com visão integrada de Logística e entre unidades da federação:<br />Em curso: definição ...
Planejamento<br />Determinar a realização de estudos direcionados à expansão do transporte de cargas por hidrovia<br />Ape...
Possibilidade de que setor ganhe status de prioridade: saúde pública<br />Programa de melhoraria da eficiência (sobretudo ...
Grande desafio: desenvolvimento de parque limpo e redução de níveis tarifários<br />Eficiência<br />Substituição de fontes...
Foco em Planejamento Integrado na esfera Federal (MINPLAN): alinhamento ministerial e com esferas estadual e municipal<br ...
Como financiar estes investimentos<br />
Principais fontes de Fomento para Infraestrutura<br />BNDES<br />BNB<br />R$ 168 bi liberados em 2010 – dos maiores bancos...
Incentivo a regiões menos desenvolvidas (semi-árido): taxa fixa + bônus por adimplência.
Garantias corporativas e limites fixados por grupo econômico</li></li></ul><li>Estruturas alternativas: mercado de capitai...
Debêndures<br /><ul><li>Instrumento de mercado de capital que pode ser mais longo.
Promove prática de governança: emissor de capital aberto e com registro na CVM.
Instrumento versátil: carências, prazos mais longos (independem da natureza do recebível); repactuações e rolagens; com ou...
Estruturas alternativas III: Investidores institucionais<br />Fundos de Pensão e FIPs<br /><ul><li>Renda variável: investe...
Renda fixa: grandes demandantes de debêntures, FIDCs, CCBs e CRIs.
Investidores cada vez mais atentos a oportunidades de negócio, dada tendência de juros reais cadentes no Brasil</li></ul>F...
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  1. 1.
  2. 2. Oportunidades e desafios para a Infraestrutura no Brasil: planejar para crescer <br />Abril de 2011<br />
  3. 3. Overview da infraestrutura dos BRICs<br />Décadas de investimentos insuficientes levaram a uma condição de “demanda reprimida” por equipamentos de infraestrutura em praticamente todos os países em desenvolvimento (BRIC inclusive)<br />Média Mundial<br />Brasil<br />
  4. 4. Overview da infraestrutura dos BRICs<br />Demanda por estrutura<br />Os países em desenvolvimento (BRICs em destaque) apresentam crescimento de demanda maior do que os países desenvolvidos em diversas áreas assim como em tecnologia e energia. Em uma conjuntura macro favorável, o apetite dos países em desenvolvimento por infraestrutura gera diversas oportunidades de investimentos em vários setores nesses países.<br />
  5. 5. Estimativa de recursos necessários para investimento em infra revela grandeza das oportunidades e desafios <br />Até 2020, investimentos deverão ultrapassar R$ 1 trilhão<br />Gargalos: ausência de projetos e de planejamento integrado e dificuldades para o capital privado contribuir com novos investimentos <br />
  6. 6. Integração entre União, Estados e Municípios<br />Necessidade de planejamento integrado entre esferas da federação e entre ministérios (transporte, portos, aeroportos, energia, meio ambiente)<br />Exemplos: trechos urbanos de acesso a rodovias; acesso a portos e aeroportos; barragens em UHE para permitir navegabilidade etc.<br />Necessidade de estudos prévios, sobretudo de impactos ambientais e geológicos<br />Rodovias: R$ 200 bilhões até 2022<br />Contratos Administrativos para Recuperação e Manutenção de rodovias federais<br />Conceito: submodalidade de concessão voltada a serviços de recuperação e manutenção de Rodovias <br />Prazos mais longos e contratos mais completos<br />Ampliação da capacidade de armazenamento de asfalto<br />Melhor planejamento dos investimentos de curto e longo prazos<br />Investimentos públicos e/ou da Petrobrás para ampliar capacidade de tancagem das refinarias<br />
  7. 7. Carência de novos investimentos, com visão integrada de Logística e entre unidades da federação:<br />Em curso: definição sobre faixas de domínio e direitos de passagem<br />Passagens de nível e contornos de cidades<br />Matriz energética: urgente expandir modal ferroviário para reforçar competitividade (redução de tempo percorrido) e reduzir emissão de GEE<br />Ferrovias: R$ 130 bilhões até 2022<br /><ul><li>Reformulação de Modelo de Concessão poderá incentivar otimização das áreas atuais, mas deverá concentrar-se na expansão de novas malhas – há cerca de 11.800 km mapeados</li></li></ul><li>Mudança do marco regulatório e da estrutura de governança do setor: redefinição de papéis <br />Transição de DAC para ANAC e do Min. Defesa e Infraero para Secretaria Nacional de Aviação<br />Mudanças devem agilizar investimentos e permitir ampliação do capital privado nas atividades de investimento e operação do setor<br />Aeroportos: R$ 20 bilhões até 2022<br />Otimização de processos:<br />Definir critérios e descentralizar assuntos do dia-a-dia dos aeroportos<br />Ajustar trâmites de procedimentos que envolvem ANVISA, Receita Federal e Ministério da Agricultura<br />Operação otimizada pode elevar capacidade do sistema sem grandes investimentos em infraestrutura<br />Definir política tarifária que permita desconcentração – regionalização e otimização da estrutura aeroportuária<br />Investimentos mais concentrados em terminais de passageiros<br /><ul><li>Reformulação deverá gerar resultados a curto prazo, em especial em frentes já mapeadas – concessão em Natal e expansões em Cumbica, Viracopos e JK-BSB.</li></li></ul><li>Planejamento de expansão: ainda fundamental e necessário<br />Mapeamento completo de capacidades, acessos, vocações de carga e otimização de logística considerando atuais e novos acessos e pontos de geração de carga etc. – ainda para ser feito<br />Implementação de PGO<br />22 novos portos previstos. <br />Novas concessões ainda não definidas: algumas com datas muito dilatadas (36 meses para estudos, definição da modelagem e edital)<br />Necessidade de definição de modelo de expansão: privativos x públicos<br />Definição ANTAQ ainda contém ambigüidades e pontos controversos<br />Recuperação e manutenção<br />Contratos de Dragagem, por exemplo, em prazos mais alongados e a preços mais competitivos<br />Portos: expansão à vista<br />
  8. 8. Planejamento<br />Determinar a realização de estudos direcionados à expansão do transporte de cargas por hidrovia<br />Aperfeiçoar a regulamentação que prevê o uso múltiplo das águas, em ação conjunta das agências ANA, ANTAQ e ANEEL e do DNIT.<br /><ul><li>Investimentos</li></ul>Novas fórmulas de PPP ou concessões, com modelos de gestão que permitam ao setor privado mais investimentos no sistema fluvial<br />Efetivação do Hidroanel de SP<br />Hidrovias: incentivar a intermodalidade<br />Intermodalidade<br />Rever a tributação sobre as operações intermodais visando a desoneração fiscal e o aumento da atratividade do transporte fluvial<br />Efetivação do Operador de Transporte Intermodal – OTM<br />
  9. 9. Possibilidade de que setor ganhe status de prioridade: saúde pública<br />Programa de melhoraria da eficiência (sobretudo perdas físicas e métricas de pessoal/faturamento), vinculando liberação de recursos a metas de desempenho<br />Saneamento – universalização como meta crível<br />Incentivo a parcerias estratégicas das CESB`s – Companhias Estaduais de Saneamento Básico – com operadores privados<br />Permitir aos municípios entender e praticar o novo marco regulatório<br />Possibilidade de acesso a recursos do programa de investimentos do FI-FGTS e outras fontes visando à capitalização, modernização e melhor gestão das CESB´s<br />Desoneração de PIS/Cofins<br />Otimização na alocação de recursos não onerosos do PAC, <br />
  10. 10. Grande desafio: desenvolvimento de parque limpo e redução de níveis tarifários<br />Eficiência<br />Substituição de fontes que geram GEE<br />Redução de perdas<br />Crescimento econômico irá exigir cerca de 5 GW/ano de nova capacidade<br />R$ 20-25 BI/ano em geração<br />Mais cerca de 30 BI/ano em T-D<br />Investimento em geração, transmissão e distribuição: visão integrada para aumentar segurança do sistema<br />Regulação deve atrair investidores (redução da percepção de risco)<br />Diversidade da matriz impõe pressão nas tarifas<br />Desenvolver com eficiência energética é vital para competitividade da economia brasileira<br />Energia: crescer com eficiência energética<br />
  11. 11. Foco em Planejamento Integrado na esfera Federal (MINPLAN): alinhamento ministerial e com esferas estadual e municipal<br />Governança e gestão em áreas vitais: aeroportos e portos<br />Mão de obra: foco em treinamento e qualificação e na indução de processos mais eficientes<br />Incentivo ao desenvolvimento do mercado de capitais<br />Incentivo ao desenvolvimento do mercado segurador de obras: completionbond, seguro garantia e resseguros. <br />Síntese dos desafios vitais para o desenvolvimento da infraestrutura<br />
  12. 12. Como financiar estes investimentos<br />
  13. 13. Principais fontes de Fomento para Infraestrutura<br />BNDES<br />BNB<br />R$ 168 bi liberados em 2010 – dos maiores bancos de fomento do mundo, recorde histórico<br />Médio prazo: alavancagem reduzida e mix de recursos<br />Infraestrutura deve seguir incentivada<br />Em geral, garantia real ou fiança bancária na fase de construção. Uso de completionbonde/ou seguros garantia em estudo<br /><ul><li>Forte expansão das operações com base em FNE + recursos próprios
  14. 14. Incentivo a regiões menos desenvolvidas (semi-árido): taxa fixa + bônus por adimplência.
  15. 15. Garantias corporativas e limites fixados por grupo econômico</li></li></ul><li>Estruturas alternativas: mercado de capitais<br />CCBs - Cédulas de Crédito Bancário<br />Tomador emite Cédula para um banco baseada em recebíveis<br />Prazos usualmente não muito longos – papel bastante utilizado em empréstimos-ponte<br />Em prazos muito curtos concorrem com NPs (até 180 dias), mais ágeis e conhecidos<br />FIDCs – Fundo de Investimento em Direitos Creditórios<br />Cessão de recebíveis contratados (preferível) ou não, desde que razoavelmente previsíveis (ex.: rodovias)<br />Estrutura mais “blindada” que a debênture: risco é do recebível e não da empresa cedente<br />Porém, maior custo de emissão relativamente a debêntures<br />
  16. 16. Debêndures<br /><ul><li>Instrumento de mercado de capital que pode ser mais longo.
  17. 17. Promove prática de governança: emissor de capital aberto e com registro na CVM.
  18. 18. Instrumento versátil: carências, prazos mais longos (independem da natureza do recebível); repactuações e rolagens; com ou sem garantias firmes; conversíveis ou não (instrumento de equity).</li></ul>Estruturas alternativas II: Mercado de Capitais<br /><ul><li>Incentivos recentes a debêntures voltadas à infraestrutura e com prazo superior a 4 anos:</li></ul>Isenção de IR/CSLL sobre rendimentos de debêntures de SPEs adquiridas por pessoas físicas e estrangeiros<br />Redução de 34% para 15% do IR/CSLL sobre rendimentos para investidores pessoas jurídicas<br />
  19. 19. Estruturas alternativas III: Investidores institucionais<br />Fundos de Pensão e FIPs<br /><ul><li>Renda variável: investem em equity sobretudo via FIPs (participação direta é mais restrita)
  20. 20. Renda fixa: grandes demandantes de debêntures, FIDCs, CCBs e CRIs.
  21. 21. Investidores cada vez mais atentos a oportunidades de negócio, dada tendência de juros reais cadentes no Brasil</li></ul>FI-FGTS<br />Já investiu R$ 16,7 bilhões em infraestrutura, desde sua primeira operação realizada em 2008<br /> Investe em equity, mas também participa da dívida via instrumentos de quasi-equity, debêntures ou dívida conversível<br />BNDESPar<br />Participa de equity e de dívida via mercado de capitais (debêntures e FIDC)<br />Implementa padrão de governança do Novo Mercado quando investe em equity, com saída via abertura de capital<br />Capitaliza empreendimentos controlados por grupos privados com boas estruturas de governança, gestão e tecnologia e em condições de prazo e risco compatíveis<br />
  22. 22. Captação de Recursos:<br />Fontes de recursos sem condições de atender a todos os participantes plenamente<br />Custos de constituição de garantias exigidas pelos financiadores (ex. fiança bancária, seguro-garantia)<br />Cálculo dos covenants exigidos (ex. constituição de conta reserva sem considerar O&M, ICSD acrescido de caixa, etc.)<br />Cenário de vento adotado pelo financiador (ex. BNDES considera o cenário de vento P90* como base)<br />Condições irreais de financiamento (ex. spreads, prazos e carência)<br />Exemplo de estruturação em eólicas<br />Deságios exagerados por não entendimento da dinâmica do leilão<br />Gera desconfiança da exeqüibilidade do projeto<br />Modelagem do negócio<br />Desconsiderar nuances do leilão (leilão de mesmas fontes energéticas podem possuir dinâmicas diferentes)<br />Não realizar análise de riscos e impactos<br />Estimativas inadequadas de vento e outras condições (terrenos, equipamentos)<br />Desatualização dos conceitos contábeis<br />Exemplo: estruturas de quasi-equity são enquadradas como endividamento<br />* Cenário de vento P90 é o cenário que possui 90% de probabilidade de ventar mais, e conseqüentemente, gerar mais energia, segundo o certificador contratado<br />
  23. 23. Obrigado<br />

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