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14Rua Estados Unidos, 498, 01427-000, São Paulo, SP     Tel 55-11 3052-3311, Fax 55-11-3884-9022           tendencias@tend...
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08h30 28.07 amarylis romano tendencia consultoriasl (mercado)

  1. 1. Preços dos Óleos Vegetais sob a Lupa do Mercado Julho de 2011 Amaryllis Romano amaryllis@tendencias.com.br
  2. 2. Formação de preços de commodities 2- A literatura é farta em estudos sobre modelagem para determinaçãode preços de commodities.- Todos os modelos partem de premissas de mercado, onde aquestão da oferta e demanda são determinantes para o preço atual.- Os avanços mais recentes estão no campo do estudo decondicionamento destes preços a outras variáveis anteriormente nãodeterminantes ou relacionadas.- Neste sentido, ganha importância a determinação relativamentenova da vinculação a condicionantes da demanda para: - Alimentos; - Energia; - Ativos agropecuários como reserva de valor de capital.
  3. 3. Formação de preços de commodities 3 Relações entre preços se aprofundou nos últimos anos160 35 1600 800140 30 1400 700120 25 1200 600100 1000 500 80 20 800 400 60 15 600 300 40 10 400 200 20 200 100 0 5 0 - jan/00 jan/01 jan/02 jan/03 jan/04 jan/05 jan/06 jan/07 jan/08 jan/09 jan/10 jan/11 jan/00 jan/01 jan/02 jan/03 jan/04 jan/05 jan/06 jan/07 jan/08 jan/09 jan/10 jan/11 petroleo açúcar grão soja milho 800 160 1610 70 700 140 1410 60 600 120 1210 50 500 100 1010 400 80 810 40 300 60 610 30 200 40 410 20 100 20 210 - 0 10 jan/00 10 jan/01 jan/02 jan/03 jan/04 jan/05 jan/06 jan/07 jan/08 jan/10 jan/11 jan/09 jan/00 jan/01 jan/02 jan/03 jan/04 jan/05 jan/06 jan/07 jan/08 jan/09 jan/10 jan/11 grão de soja óleo de soja milho petroleo Fonte: CBOT,CEPEA.. Elaboração Tendências
  4. 4. Formação de preços de commodities 4 35 Soja Grão 60 35 US$/sc 30 50 30 25 25 40 20 20 30 15 15 10 20 10 5 10 5 jan/00 jan/01 jan/02 jan/03 jan/04 jan/05 jan/06 jan/07 jan/08 jan/09 jan/10 jan/11 jan/00 jan/01 jan/02 jan/03 jan/04 jan/05 jan/06 jan/07 jan/08 jan/09 jan/10 jan/11 externo interno interno R$/sc externoUS$/sc Saldo dos especuladores - Soja (1000 contratos) - Preços internos “procuram”400300 remuneração em dólar.200 - Desvalorização do dólar frente a100 cesta de moedas implica preços 0 internacionais mais elevados em-100 dólar.-200 - Aumento da participação de-300 “especuladores” em momentos Long Short NET de crise financeira global. Fonte: CBOT,CEPEA. Elaboração Tendências
  5. 5. Formação de preços de commodities 5- Esta nova realidade deriva da introdução de novos mercados parapraticamente todos os produtos agrícolas, especialmente relacionados àgeração de energia renovável (etanol, biodiesel, etc.)- Em função disto, além da vinculação tradicional entre o produto e seusderivados e sua sazonalidade em função de safra e entressafra, há que selevar em conta a vinculação com o preço de outras fontes de energia,especialmente o petróleo.- No caso dos óleos vegetais isso significa que, além da correlação de seuspreços com os grãos, há que se determinar sua correlação com outras fontesde energia, renováveis ou não, mas que afetam a formação de preços doproduto final: o etanol ou o biodiesel.- Adicionalmente, desde a crise de 2008 há a crescente participação de hedgefunds em mercados de ativos vinculados ao setor agropecuário o que afetafortemente a volatilidade e pode alterar o nível dos preços.- Os recentes e inéditos movimentos do dólar frente a outras moedas tambémjustificam estudos específicos.
  6. 6. Fundamentos do mercado 6 - Controvérsia global segue no sentido de buscar “culpados” pelas recentes elevações nos preços das commodities. - É fato que houve elevação no consumo não tradicional de diversos produtos de origem vegetal e animal com a implementação de programas nacionais de biocombustíveis e isto certamente tem efeito sobre as cotações. -Todavia, estes programas também foram responsáveis pela sustentação da renda de várias lavouras, bem como pela implementação de outras ao dar um destino mais nobre a produções que eram tratadas como sub-produtos, garantindo evoluções positivas de produção. - Ex.: apesar do rendimento no esmagamento da soja ser menor em óleo, o que deveria torná-lo mais nobre (pelo menos pela menor oferta), o mercado sempre foi orientado pela demanda por farelo para rações animais.
  7. 7. Cenário para Commodities 7• O forte crescimento da China desde o final dos anos 1970 é o fato maisimportante que ocorreu na economia internacional desde que os EstadosUnidos emergiram como uma economia continental no final do século XIX. • Está em curso um processo que em duas ou três décadas está incluindo um quarto da humanidade nos diversos mercados: mercado de consumo, de trabalho e de capital. • Se considerarmos juntas a Índia e a China, em algumas décadas 45% da humanidade será incorporada aos diversos mercados. Trata-se de um fenômeno de proporções humanas maiores do que a revolução industrial e a emergência da economia americana.
  8. 8. Cenários para commodities 8O recente movimento de elevação expressiva das cotações de commoditiesagropecuárias aponta para a questão chave de que não há razões para seacreditar que, a despeito dos fenômenos China e Índia, os preços deixarão deobedecer a lei que determina a condição de equilíbrio de longo prazo dospreços, a qual prevê que haverá um contínuo aumento na oferta de commoditiesenquanto tal decisão se mostrar lucrativa.No curto prazo, a evolução climática tem sido a responsável por grandes restrições àexpansão da oferta global, uma vez que mesmo produções menos eficientes temsido incentivadas pelos elevados preços.Além disso, há outros fatores que devem impedir um aumento mais acentuado daprodução no Brasil e a ampliação da participação nacional no mercado global decommodities:• Restrições ao capital estrangeiro para os investimentos em expansão da fronteira agrícola;• Empecilhos criados pela falta de agilidade e clareza na aprovação de regulação para incentivar o uso de novas tecnologias;• Gargalos na logística de escoamento da produção.
  9. 9. Fundamentos do mercado – óleos vegetais 9 500 Produção Mundial de Oleaginosas - A exemplo dos demais produtos agrícolas, o mercado mundial de 450 oleaginosas também tem sofrido com 400 restrições de oferta ocasionadas, na maioria das vezes, por problemas 350 climáticos em diferentes partes do 300 globo. 250 - Simultaneamente, a demanda segue crescendo firme ancorada nos ganhos Produção Consumo Doméstico de renda principalmente da população dos emergentes. Produção Mundial de Óleos Vegetais 155 150 145 2007/08 a 2011/12 140 Oferta de oleaginosas = 3,1% a.a 135 Consumo de oleaginosas = 2,6% a.a 130 Oferta de óleos vegetais = 3,3% a.a 125 Demanda de óleos vegetais = 3,7% a.a 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 produção consumoFonte: USDA, : FAPRI, Renewables 2011 Global Status Report. Elaboração Tendências
  10. 10. Fundamentos do mercado 10155 22 A demanda para produção de150 20 biodiesel tem impactado o145 18 consumo global de óleos140 16 vegetais.135 14130 12 Prod em 2010 bi de litros União Europeia 10,0125 10 - Alemanha 2,9 2007/08 2008/09 2009/10 2010/11 2011/12 - França 2,0 BIODIESEL – MUNDO - Bélgica 0,4 consumo de oleos vegetais esquerda Em bilhões de litros - Polônia 0,5 produção de biodiesel direita - Outros 4,2 20 Brasil 2,3 Argentina 2,1 16 EUA 1,2 União Européia segue China 0,2 como maior produtor e 12 Espanha 1,1 consumidor. MP é o óleo Canada 0,2 8 Tailândia 0,6 de colza. Itália 0,8 4 Indonésia 0,7 Reino Unido 0,4 0 Colômbia 0,3 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010 Total 19,9 Fonte: FAPRI, Renewables 2011 Global Status Report. Elaboração Tendências
  11. 11. Fundamentos do mercado 11 A despeito da recente elevação nos preços da MP e do fato de vários países não terem cumprido metas impostas de participação de biocombustíveis, o mercado global segue em franca expansão. alta. País Matéria-Prima Mistura Etanol Biodiesel E25, E100, B2,Brasil Cana-de-açúcar Mamona,soja, dendê B3 (7/08),B4(7/09) e B5 desde jul/10 Gorduras animais eCanadá Milho, trigo, palha E5 em 2010 e B2 em 2012 Soja Colza Girassol Palma Outros óleos vegetais Milho,trigo, mandioca Jatropha, óleos 5 províncias já usam B10 e EUA 941,3 ** ** ** 992,2China vegetais reciclados ou e sorgo importados E10 Argentina 1.871,4 ** ** ** ** Trigo,colza,todos Brasil 1.804,9 ** ** ** ** 5,75% de mistura em todo outros grãos, açúcar EU 753,0 7.631,8 254,4 ** **União Européia Colza, girassol e soja combustível de transporte de beterraba, vinho e álcool até 2010 e 10% até 2020. Indonésia ** ** ** 88,6 ** Melaço, cana-de- Jatropha e óleo de E10 em 2008 e B5 em Malásia ** ** ** 120,6 **Índia açúcar palma importado 2012 Cana-de-açúcar e Jatropha e óleo deIndonésia B10 e E10 em 2010 mandioca palma B5 em todos os veículos públicos. Previsão de B5Malásia Não tem Óleo de palma para todos veículos à diesel em breve Melaço, mandioca, Óleo de palma e óleos dobrar utilização de E10Tailândia cana-de-açúcar vegetais reciclados até 2011 e B10 em 2012 Soja, outras 7,5 bilhões de galões em oleaginosas, gorduraEUA Milho 2012 e 36 bilhões de animal e óleos e galões em 2022 gorduras reciclados Fonte: FAPRI, Renewables 2011 Global Status Report. Elaboração Tendências
  12. 12. Fundamentos do mercado nacional 12 No mercado domestico, a capacidade instalada é superior ao consumo mandatório. Existe espaço para elevar a mistura de B5 para B10 sem alterações na estrutura da oferta.Participação regional na produção nacional de Consumo mensal de diesel e biodiesel biodiesel milhões de litros/mês 5,00 0,2700 4% Centro-Oeste 6% 4,60 0,2300 Sul 0,1900 16% 39% 4,20 0,1500 Sudeste 3,80 0,1100 Nordeste 3,40 0,0700 projeção 35% 3,00 0,0300 Norte jan/08 jul/08 jan/09 jul/09 jan/10 jul/10 jan/11 jul/11 diesel- esquerda biodiesel-direita Fonte: ANP, CEPEA. Elaboração e projeção,Tendências
  13. 13. Fundamentos do mercado nacional 13 - Elevação dos preços externos da soja e derivados poderá implicar na manutenção de margens estreitas ou mesmo negativas no mercado doméstico. - Apesar disto, o mercado de biodiesel é bastante promissor. Leilões de biodiesel Custo de produção do biodiesel e preços internos do óleo Volume Volume Preço Nº de Período de Mistura Data do leilão ofertado arrematado médio (*) usinas entrega vigente mil m3 mil m3 R$/litro1º 23/11/05 92,5 70 8 1,90 20062º 30/03/06 315 170 12 1,86 Jul/06-Jul/07 4,03º e 4º 11/07/06 1.266,74 600 6 e 25 1,75 2007 2%5º 13/02/07 50 45.0 7 1,86 até Dez/07 3,56º e 7º 13 e 14/11/2007 380 380.0 26 e 30 1,86 Jan-Jun/088º e 9º 10 e 11/04/08 654,95 330 24 e 20 2,69 Jul-Set/08 3,010º e 11º 14 e 15/08/08 441,82 330 21 e 20 2,61 Out-Dez/08 3% 2,512º 24/11/08 449,89 330 23 2,39 Jan-Mar/0913º 27/02/09 578,15 315 27 e 32 2,36 Abr-Jun/09 2,014º 27/02/09 645,62 460 27 e 32 2,31 Jul-Set/09 4%15º 28/08/09 460 460 27 e 32 2,27 Out-Dez/09 1,5 Projeção16º 17/11/09 575 575 27 e 28 2,33 Jan-Mar/1017º 1 e 2/03/2010 565 565 29 e 20 2,24 Abr-Jun/10 1,018º 27 e 31/05/2010 600 600 27 2,11 Jul-Set/1019º 30/08 a 3/09/2010 615 615 25 e 24 1,74 Out-Dez/10 5%20º 17,18 e 19/11/2010 600 600 37 2,30 Jan-Mar/11 preço do leilão R$/l custo do biodiesel*21º 18 a 23/02/2011 660 660 50 2,05 Abr-jun/1122º 24 a 26/05/2011 700 700 39 2,21 Jul-set/11 Fonte: ANP, CEPEA. Elaboração e projeção,Tendências
  14. 14. 14Rua Estados Unidos, 498, 01427-000, São Paulo, SP Tel 55-11 3052-3311, Fax 55-11-3884-9022 tendencias@tendencias.com.br www.tendencias.com.br

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