Uso da leucena como forrageira

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Uso da leucena como forrageira

  1. 1. Vista aérea UFLAVista aérea UFLA
  2. 2. Fonte: www.lideragronomia.com.br Nome popular:Nome popular: LeucenaLeucena Nome científico:Nome científico: LeucaenaLeucaena leucocephala L.leucocephala L. Família:Família: FabaceaeFabaceae Origem:Origem: América CentralAmérica Central
  3. 3. CARACTERÍSTICAS GERAISCARACTERÍSTICAS GERAIS A leucena é uma leguminosa perene.A leucena é uma leguminosa perene. Autofecundação.Autofecundação. Porte arbustivo a arbóreo.Porte arbustivo a arbóreo. Sistema radicular profundo.Sistema radicular profundo. Pode atingir porte elevado.Pode atingir porte elevado.
  4. 4. CARACTERÍSTICAS GERAISCARACTERÍSTICAS GERAIS Flores brancas agrupadas em umaFlores brancas agrupadas em uma cabeça globular.cabeça globular. Fonte: Valter França Fonte: Mauro Guanandi
  5. 5. Vagens finas e achatadas com 15 a 25Vagens finas e achatadas com 15 a 25 sementes de coloração marrom brilhante.sementes de coloração marrom brilhante. CARACTERÍSTICAS GERAISCARACTERÍSTICAS GERAIS Fonte: Gerson Sobreira Fonte:RoseMüller
  6. 6. Segundo Gray (1969), as variedades deSegundo Gray (1969), as variedades de leucena são divididas em três grupos:leucena são divididas em três grupos:
  7. 7. Segundo Gray (1969), as variedades deSegundo Gray (1969), as variedades de leucena são divididas em três grupos:leucena são divididas em três grupos:
  8. 8. Segundo Gray (1969), as variedades deSegundo Gray (1969), as variedades de leucena são divididas em três grupos:leucena são divididas em três grupos:
  9. 9. EXIGÊNCIASEXIGÊNCIAS 22°C - 30°C; não inferior a 15°C.22°C - 30°C; não inferior a 15°C. Tolerância à seca: mantendo-se verde duranteTolerância à seca: mantendo-se verde durante o inverno, perdendo, no entanto, os folíoloso inverno, perdendo, no entanto, os folíolos quando sombreada e em períodos de secaquando sombreada e em períodos de seca mais prolongada.mais prolongada. L. diversifolia, L. pulverulentaL. diversifolia, L. pulverulenta e L.e L. esculenta:esculenta: regiões altas e de temperaturas mais baixas.regiões altas e de temperaturas mais baixas. CLIMACLIMA
  10. 10. EXIGÊNCIASEXIGÊNCIAS Tem preferência por solos bem drenados eTem preferência por solos bem drenados e corrigidos quanto à acidez e ao alumíniocorrigidos quanto à acidez e ao alumínio tóxicotóxico SOLOSOLO Fonte: www.webportalagropecuario.com.br
  11. 11. Recomendação de adubação e calagem para leucena: ImplantaçãoImplantação ManutençãoManutenção NitrogênioNitrogênio 10 kg/ha de N10 kg/ha de N Não é necessáriaNão é necessária (desde que inoculadas(desde que inoculadas as sementes comas sementes com rizóbio).rizóbio). FósforoFósforo 100 kg/ha de P100 kg/ha de P22OO55 50 kg de P50 kg de P22OO5,5, quandoquando abaixo de 5 mg/dm³abaixo de 5 mg/dm³ PotássioPotássio 60 kg/ha de K60 kg/ha de K22OO 60 kg/ha de K60 kg/ha de K22O,O, quando abaixo de 0,1quando abaixo de 0,1 cmol/dm³cmol/dm³ MicronutrientesMicronutrientes 40 kg/ha de FTE BR-1640 kg/ha de FTE BR-16 Repetir a cada 3 anosRepetir a cada 3 anos CalagemCalagem 60% de saturação de60% de saturação de basesbases Manter a saturação deManter a saturação de bases a 60%bases a 60% Adaptado de Marun & Alves(1996)
  12. 12. IMPLANTAÇÃOIMPLANTAÇÃO Preparo convencional: 1 aração e 2Preparo convencional: 1 aração e 2 gradagens,realizar a segunda gradagem a poucagradagens,realizar a segunda gradagem a pouca profundidade (2 a 3 cm), depois de alguns dias deprofundidade (2 a 3 cm), depois de alguns dias de uma chuva e imediatamente antes do plantio.uma chuva e imediatamente antes do plantio. PREPARO DO SOLOPREPARO DO SOLO Cortes frequentes : 1 m entre linhas.Cortes frequentes : 1 m entre linhas. Pastejo direto: 1,5 a 4 m entre linhas.Pastejo direto: 1,5 a 4 m entre linhas. As sementes na linha devem ficar distanciadas 5 cmAs sementes na linha devem ficar distanciadas 5 cm e enterradas a uma profundidade de 2 a 4 cm.e enterradas a uma profundidade de 2 a 4 cm. ESPAÇAMENTOESPAÇAMENTO
  13. 13. IMPLANTAÇÃOIMPLANTAÇÃO Outubro-novembro: desenvolvimento mais rápido.Outubro-novembro: desenvolvimento mais rápido. Fevereiro-março: enfrenta menos plantas invasoras, porémFevereiro-março: enfrenta menos plantas invasoras, porém retarda seu desenvolvimentoretarda seu desenvolvimento ÉPOCA DE SEMEADURAÉPOCA DE SEMEADURA 1 kg de sementes: 15 mil sementes.1 kg de sementes: 15 mil sementes. Espaçamento entre linhas de:Espaçamento entre linhas de: 1 m: 13 kg/ha1 m: 13 kg/ha 1,5 m: 9 kg/ha1,5 m: 9 kg/ha 2 m: 6,5 kg/ha2 m: 6,5 kg/ha Dobrar tais quantidades, considerando uma germinaçãoDobrar tais quantidades, considerando uma germinação média de 50% após a escarificação.média de 50% após a escarificação. QUANTIDADE DE SEMENTESQUANTIDADE DE SEMENTES
  14. 14. ESCARIFICAÇÃO DAS SEMENTESESCARIFICAÇÃO DAS SEMENTES Com a ajuda de uma lixa comum, arranha-se aCom a ajuda de uma lixa comum, arranha-se a superfície das sementes;superfície das sementes; Balanço das sementes em uma lata contendoBalanço das sementes em uma lata contendo pequenas pedras ou com vários furos feitos com umpequenas pedras ou com vários furos feitos com um prego de fora para dentro formando-se umaprego de fora para dentro formando-se uma superfície interna áspera (tipo ralador);superfície interna áspera (tipo ralador); Mergulho das sementes em água quente durante 10Mergulho das sementes em água quente durante 10 minutos.minutos.
  15. 15. INOCULAÇÃO DAS SEMENTESINOCULAÇÃO DAS SEMENTES A leucena pode fixar cerca de 200 kg/ha/ano de NA leucena pode fixar cerca de 200 kg/ha/ano de N com inoculação com o rizóbio específico.com inoculação com o rizóbio específico. Aproximadamente 1 g do inoculante (na forma de póAproximadamente 1 g do inoculante (na forma de pó preto ou turfa) é suficiente para inocular 200 g depreto ou turfa) é suficiente para inocular 200 g de sementes.sementes. O inoculante é um produto barato e pode serO inoculante é um produto barato e pode ser recebido pelo correio quando solicitado à empresarecebido pelo correio quando solicitado à empresa produtora.produtora. O processo de inoculação é muito simples e naO processo de inoculação é muito simples e na própria embalagem do pacote do inoculante vêmprópria embalagem do pacote do inoculante vêm impressas as instruções de como proceder.impressas as instruções de como proceder.
  16. 16. PELETIZAÇÃO DAS SEMENTESPELETIZAÇÃO DAS SEMENTES Processo: escarificar, inocular e cobrir as sementesProcesso: escarificar, inocular e cobrir as sementes com uma camada superficial de hiperfosfato nacom uma camada superficial de hiperfosfato na forma de pó bem fino.forma de pó bem fino. Finalidade: proteger a bactéria do inoculante (póFinalidade: proteger a bactéria do inoculante (pó preto) e fornecer parte do fósforo necessário aopreto) e fornecer parte do fósforo necessário ao início de crescimento das plantas.início de crescimento das plantas. Após o processo de peletização as sementesApós o processo de peletização as sementes devem ser semeadas num prazo de uma semana.devem ser semeadas num prazo de uma semana.
  17. 17. IMPLANTAÇÃOIMPLANTAÇÃO sacos plásticos ou tubetes.sacos plásticos ou tubetes. Usar um espaçamento de 20 a 30 cm entre as mudasUsar um espaçamento de 20 a 30 cm entre as mudas dentro da linha.dentro da linha. MUDASMUDAS Fonte: www.comunidadebancodoplaneta.com.br
  18. 18. UTILIZAÇÃO E MANEJOUTILIZAÇÃO E MANEJO Pastejo direto.Pastejo direto. Sistema Silvipastoris:Sistema Silvipastoris: Fonte: Embrapa Gado de Leite
  19. 19. PRODUÇÃO DE FORRAGEM E VALOR NUTRITIVOPRODUÇÃO DE FORRAGEM E VALOR NUTRITIVO Produz em média 15 toneladas de matéria secaProduz em média 15 toneladas de matéria seca consumível, 70% desse total no verão e 30% noconsumível, 70% desse total no verão e 30% no inverno.inverno. O valor nutritivo da leucena é comparável ao daO valor nutritivo da leucena é comparável ao da alfafa, considerada a rainha das leguminosas.alfafa, considerada a rainha das leguminosas. É uma fonte adequada de proteína bruta (25% naÉ uma fonte adequada de proteína bruta (25% na fração folha e 17% na fração folha/ hastes finas),fração folha e 17% na fração folha/ hastes finas), podendo substituir totalmente os concentradospodendo substituir totalmente os concentrados protéicos tradicionais (farelos de soja e algodão).protéicos tradicionais (farelos de soja e algodão).
  20. 20. UTILIZAÇÃO E MANEJOUTILIZAÇÃO E MANEJO As plantas são deixadas crescer livremente emAs plantas são deixadas crescer livremente em espaçamentos de 3 a 4 m entre fileiras, atingindoespaçamentos de 3 a 4 m entre fileiras, atingindo altura além do alcance dos animais.altura além do alcance dos animais. Os bovinos consomem rebrotas dos ramos lateraisOs bovinos consomem rebrotas dos ramos laterais que conseguem alcançar e pequenas plantasque conseguem alcançar e pequenas plantas nascidas do excesso de sementes caídas entre asnascidas do excesso de sementes caídas entre as fileiras das árvores.fileiras das árvores. MÉTODO AUSTRALIANO:MÉTODO AUSTRALIANO:
  21. 21. São áreas utilizadasSão áreas utilizadas para pastejo onde hápara pastejo onde há predominância oupredominância ou mesmo exclusividade demesmo exclusividade de leucena. Tambémleucena. Também destinada a corte edestinada a corte e fornecimento no cocho.fornecimento no cocho. UTILIZAÇÃO E MANEJOUTILIZAÇÃO E MANEJO BANCO DE PROTEÍNA OU LEGUMINEIRABANCO DE PROTEÍNA OU LEGUMINEIRA Fonte: Embrapa Gado de Leite
  22. 22. Corte manual dosCorte manual dos ramos de leucenaramos de leucena (emprego de facão ou(emprego de facão ou foice), realizado a 20-foice), realizado a 20- 30 cm da superfície30 cm da superfície do solo, parado solo, para fornecimento aosfornecimento aos animais no cochoanimais no cocho após picado emapós picado em triturador.triturador. UTILIZAÇÃO E MANEJOUTILIZAÇÃO E MANEJO Fonte: Embrapa Gado de Leite
  23. 23. UTILIZAÇÃO E MANEJOUTILIZAÇÃO E MANEJO O excesso de forragemO excesso de forragem produzida no verão podeproduzida no verão pode ser aproveitado incluindoser aproveitado incluindo até 30% de leucena naaté 30% de leucena na silagem de milho ousilagem de milho ou sorgo ou então, seca-lásorgo ou então, seca-lá e produzir farinha dee produzir farinha de folhas (25% de proteínafolhas (25% de proteína bruta).bruta). Fonte: Embrapa Gado de Leite
  24. 24. UTILIZAÇÃO E MANEJOUTILIZAÇÃO E MANEJO Farinha de leucenaFarinha de leucena peletizada: facilita opeletizada: facilita o armazenamento,armazenamento, distribuição e consumo,distribuição e consumo, além de diminuir oalém de diminuir o volume e as perdas.volume e as perdas. Fonte: Embrapa Gado de Leite
  25. 25. UTILIZAÇÃO E MANEJOUTILIZAÇÃO E MANEJO Uma substância chamada mimosina existente em maiorUma substância chamada mimosina existente em maior quantidade nos brotos e folhas da leucena, pode prejudicar aquantidade nos brotos e folhas da leucena, pode prejudicar a saúde dos animais.saúde dos animais. O consumo de até 30% de leucena em relação ao totalO consumo de até 30% de leucena em relação ao total ingerido diariamente (ou 3% de leucena em relação ao pesoingerido diariamente (ou 3% de leucena em relação ao peso vivo), não acarreta efeitos tóxicos. Um animal, por exemplo,vivo), não acarreta efeitos tóxicos. Um animal, por exemplo, de 400 kg de peso vivo pode consumir 12 kg/dia de leucena,de 400 kg de peso vivo pode consumir 12 kg/dia de leucena, o que significa 30% do total do volumoso consumidoo que significa 30% do total do volumoso consumido diariamente (aproximadamente 40 quilos).diariamente (aproximadamente 40 quilos). INTOXICAÇÃOINTOXICAÇÃO
  26. 26. UTILIZAÇÃO E MANEJOUTILIZAÇÃO E MANEJO Sintomas: queda de pêlos da cabeça e na inserçãoSintomas: queda de pêlos da cabeça e na inserção da cauda.da cauda. Cuidados: restringir o consumo da leucena e evitarCuidados: restringir o consumo da leucena e evitar que o animal fique ao sol.que o animal fique ao sol. Evitar fornecer leucena para equinos e asininos, porEvitar fornecer leucena para equinos e asininos, por serem mais sensíveis que os ruminantes.serem mais sensíveis que os ruminantes. INTOXICAÇÃOINTOXICAÇÃO
  27. 27. PRODUÇÃO DE LEITEPRODUÇÃO DE LEITE A leucena pode reduzir o emprego de concentradosA leucena pode reduzir o emprego de concentrados protéicos, constituindo-se num método deprotéicos, constituindo-se num método de suplementação do gado leiteiro.suplementação do gado leiteiro. Em experimento de curta duração, conduzido emEm experimento de curta duração, conduzido em Cuba com vacas holandesas em pastagem de gramaCuba com vacas holandesas em pastagem de grama estrela, foi observado que a suplementação diáriaestrela, foi observado que a suplementação diária com 4 a 5 kg de leucena foi capaz de produzir oscom 4 a 5 kg de leucena foi capaz de produzir os mesmos 15 kg/vaca/dia de leite que a suplementaçãomesmos 15 kg/vaca/dia de leite que a suplementação com 4 kg de concentrado (Senra et al., 1982, citadoscom 4 kg de concentrado (Senra et al., 1982, citados por Funes e Jordan, 1987).por Funes e Jordan, 1987).
  28. 28. APROVEITAMENTO DE ÁREAS DECLIVOSASAPROVEITAMENTO DE ÁREAS DECLIVOSAS As áreas de difícilAs áreas de difícil mecanização podem sermecanização podem ser melhor aproveitadas namelhor aproveitadas na forma de banco de proteínaforma de banco de proteína de leucena, semeando-se ade leucena, semeando-se a leucena sobre faixas deleucena sobre faixas de grama mato-grosso mortasgrama mato-grosso mortas com herbicida glyphosate.com herbicida glyphosate. Fonte: Embrapa Gado de Leite
  29. 29. PublicaçõesPublicações Cartilha: IAPARCartilha: IAPAR Comunicados Técnicos:Comunicados Técnicos: EmbrapaEmbrapa
  30. 30. xxxx A natureza faz poucasA natureza faz poucas pessoas fortes, maspessoas fortes, mas esforço e treinamentoesforço e treinamento fazem muitas (fazem muitas (NicolauNicolau Maquiavel)Maquiavel).. Obrigado!Obrigado!

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