Emilson E. Carvalho (Emilson Oak)
Rua Joaquim Loureiro, 14 Bairro Irajá
21230-105 - Rio de Janeiro – RJ
Tel.: (21) 2475620...
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onde vinham estes desajustados e onde se reunião, e se escondiam. Inútil
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Caminhos perdidos introduçãolivrode ficçãocientificabrasileiro > emilson oak mas informaçoes no nossos site < http://psifuture.blogspot.com.br//

  1. 1. Emilson E. Carvalho (Emilson Oak) Rua Joaquim Loureiro, 14 Bairro Irajá 21230-105 - Rio de Janeiro – RJ Tel.: (21) 24756203 – (21) 71686473 Livro: Caminhos Perdidos, DestinoS Reg.: 457.555 Livro: 860 Folha: 230 Protocolo: 2009RJ_2336 Caminhos Perdidos Destinos RESUMO Bloco Militar 72 – Setor de Prisioneiros Perigosos 22 maio – 23:18 hs Relato Digital nº 7947-2 AMj Chamo-me Dorx Perk, mas antes que eu fale quem sou, e o porque deste relato, quero registrar alguns fatos que considero muito importantes para que se possa entender como funciona o meu mundo, sua política básica, e cultura. Estou neste momento olhando para uma paisagem verde, tendo como pano de fundo uma montanha cinza-azulada e o céu coberto por nuvens. É uma manhã de inverno e este é um dos poucos lugares no mundo que não foi modificado e mantém sua paisagem ao natural, sem edifícios e espaço-portos, ou condomínios elegantes para alienígenas de todos os lugares, aqui tudo ainda é puro. Eu amo este lugar. Estou no planeta Terra, e o ano em que vivo segundo os velhos calendários é, 2368. O mundo se militarizou e as nações antes tão desunidas e politicamente conflitantes, se tornaram um único estado, que, com a ajuda de seres de “fora”, nos tornamos um mundo poderoso e frio, cheio de regras e total falta de humanidade. As crianças não vivem mais com suas famílias como antes, e sim em academias militares. As famílias só se formam por um período de cinco anos, e durante este tempo acompanham seus filhos até que no sexto ano se desfazem e as crianças passam a pertencer ao estado, enquanto os membros da família se separam e vão formar novas castas. O sistema de governo, não é inédito, é uma forma de TRIUNVIRATO, com três governantes decidindo entre si o destino do mundo e todos aqueles que nele moram. Antes deste
  2. 2. sistema, as linhas de governo eram simples e vivenciamos com elas muitas guerras e mudança de governantes em diversas partes do planeta. A pobreza, a fome, invasões eram o comum diário do mundo antigo. Logo após – 10 anos – do terceiro conflito mundial armado, que não trouxe a destruição tão esperada, mas sim, a morte por armas químicas cada vez mais potentes que espalharam na atmosfera uma quantidade absurda de vírus que quase dizimou na sua totalidade a população. Por quase 150 anos os cientistas lutaram para conter os mesmos vírus que em pouco tempo criaram. Quando o mundo se viu novamente habitável, e os sobreviventes doentes ou não, que pudessem carregar em seus DNAs algumas das doenças que assolaram o mundo, foram sendo cadastrados, logo entraram no plano de limpeza da raça, que na verdade era um sistema de eliminação dessas pessoas. Um novo governo então foi proposto, de forma que situações como aquela da guerra, não mais ocorresse, pois sem problemas políticos regionais ou mundiais, não haveria mais motivos para guerras, e foi que durante uma reunião no antigo prédio da ONU em Nova York, chefes de governos da Terra se uniram e se unificaram em reuniões que duraram quinze anos, como sendo esta a fórmula para acabar com toda e qualquer crise. Surgiu na época, várias fórmulas para ser votadas e promulgadas, e foram: presidencialismo total mundial, com um único presidente; O monárquico, transformando o mundo num sistema imperial; O empresarial, que formaria um grupo para agenciar e administrar o mundo como uma grande empresa no universo, mas nenhuma dessas propostas descritas com minúcias em dezenove volumes de mil páginas cada foi aceita. Veio então no verão, durante uma das reuniões de fim de semana uma nova e curiosa proposta que basicamente foi aceita na mesma hora. Os continentes formariam três grandes blocos, e deles seriam nomeados representantes políticos em numero de três, um para cada continente e estes seriam os comandantes do planeta, um triunvirato, como ocorreu em Roma, na antiguidade. Os blocos seriam então formados da seguinte forma: Europa Oriental, Europa Ocidental e África, Ásia e Oceania e por fim, as três Américas. O governo tripartido foi formado e se tornou militarizado, é claro que como em qualquer forma de governo, os rebeldes surgiram e ordens marciais foram criadas para conte-los. Houve durante muito tempo, prisões e mortes por todos os lugares. A religião também havia mudado, e passou a ser a tecnologia, uma religião dominadora que não aceitava sob hipótese alguma outra linha de pensamento que não ela mesma, a TECNOVITA. Ao longo dos anos, quando tudo parecia em paz, uma nova forma de ver o mundo, de conceituar as coisas, veio surgindo das trevas do esquecimento, esta linha de idéias não aceitava a tecnologia como algo a ser venerado e seguido, não aceitava a dissolução da família e não aceitava o militarismo como forma de aprendizado para crianças. No início, o triunvirato via esta casta reduzida de seguidores, como um bando de loucos fanáticos e fantasiosos. Com o passar do tempo, viu-se que eram reais, mas o governo os creu como desajustados que não entendiam sua própria sociedade, eram seguidores nostálgicos do velho regime e que não tardaria a sucumbir diante de uma forma mais poderosa de demonstração de divindade, a tecnológica. Buscou-se então descobrir de
  3. 3. onde vinham estes desajustados e onde se reunião, e se escondiam. Inútil é claro. O crescimento deste grupo era enorme e pessoas das classes mais altas se entregavam a esta novidade. Confusões políticas aconteceram e em alguns poucos lugares se via batalhas campais contra a Tecnovita O triunvirato promulgou leis que tornaram os grupos autodenominados “Arautos do Cristo” e “Cristãos”, como contraventores, um crime que poderia levar a morte sem julgamento, mas membros do próprio governo foram pegos se dizendo “arautos e cristãos”, o problema cresceu. Em anos de busca não se conseguiu saber onde se reuniam ou se escondiam estes grupos. O governo colocou-os como grupos terroristas de alta periculosidade, e como a população não parecia convencida disso, criaram-se então atentados terríveis e colocaram supostos membros das duas facções como autores do crime, jogando assim a população contra eles, reduzindo o espaço de suas atividades. Batalhas campais e verbais se tornaram comum e o governo ficou mais cruel e violento na tentativa de acabar com esta religião que queria destruir a Tecnovita. Buscaram-se nas bibliotecas secretas informações que pudesse explicar a origem das duas facções religiosas, e soube-se quem foi o responsável pela existência delas. Quanto a mim, sou do mundo conhecido como Ghyrr, um mundo em órbita da estrela Mintaka na Constelação de Orion, ou seja, sou um ghyrriliano e lógico, oriano. Venho de um planeta conturbado e fragmentado por inúmeras guerras, que tornou a população formada por mercenários, assassinos, traficantes, etc. Minha profissão, como a de muitos em meu mundo é... Assassino. Matei muitos seres por fortuna, em muitos mundos por onde estive, gostava do que fazia e da emoção do perigo que isso me trazia, por ser mais ousado e fazer coisas que outros assassinos não faziam, me tornei mais procurado, mais bem pago, o melhor. Indicado para qualquer trabalho, sendo fácil ou difícil, o pagamento era surpreendente. E eu fui escolhido de uma forma pouco usual, para ser o “arauto” do triunvirato na resolução do problema político-religioso. Este relato é a prova de que se pode mudar quando realmente se quer, por mais difícil que seja a escolha inicial, sempre há uma saída. Eu fui enviado para um local inimaginável, para matar alguém que confesso, é inacreditável e surpreendente, uma existência singular, com um objetivo fascinante. E minha escolha me trouxe tantos problemas entre os meus, que sigo pensado se deveria ter aceitado quando tive tempo e oportunidade de dizer não. Fui por muito, chamado de traidor de meu mundo e de nosso modo de viver. Pergunto-me sempre antes de dormir se realmente sou um traidor. Pergunto se um homem que dirige sua própria vida (como faço agora), que diz o que acredita ser a verdade, que não teme assumir algo, se este homem é um traidor... Talvez o fosse se considerar que devemos respeito absoluto a sociedade de meu mundo e seguir padrões por ela estabelecidos sem que sejamos ao menos consultados. Sei que podem dizer como eu que nasci numa sociedade assim e não tenho nenhuma referencia de outra qualquer, posso definir isso como errado? Sei que o que digo agora não faz o menor sentido para você, mas faz para mim e para minha consciência. Estou atualmente preso por não completar uma missão conforme queriam, e por destruir
  4. 4. completamente o meio de que alguém mais pudesse completá-la em meu lugar. Não me arrependo de forma alguma do que fiz e certamente repetiria tudo outra vez. Conheci alguém em minha missão, não uma mulher, mas um homem, um homem com padrões morais e filosóficos totalmente diferentes de tudo que eu já vira ou ouvira em minha vida. Um homem que tinha na sua forma de falar, mais força que as armas de meu tempo, um homem que nada exigia, que ao olhar para alguém, não se via rancor, dúvida, hesitação, mentira ou coisas do gênero. Sei que vai dizer que pessoa assim não existe que é uma fantasia, etc. Pode ser que não exista mais alguém assim no mundo de hoje, mas eu conheci um, talvez o único. Ao olhá-lo na primeira vez, ele para mim não passava de mais um “idiota primitivo”, uma perda de tempo, um homem qualquer. Eu o vi conversar com ladrões, prostitutas, militares, arruaceiros, religiosos e toda sorte de pessoas que viviam na sua sociedade. Realmente para mim pouco importava, não passavam de lixo e inúteis. Seu próprio país não passava de um lugar sujo e fedorento, onde poderia ploriferar doenças inimagináveis, dadas as condições de limpeza inexistente no lugar. Mas ele venceu tudo isso, como se na verdade nunca tivesse nascido lá, e sim, em algum lugar distante, e que lá estava, para acabar com aquela sociedade destrutiva, gerando evolução mental, social e filosófica. Por várias vezes eu o vi tropeçar e levantar-se sorrindo, dizendo em seguida: “Assim como cai e levantei sem reclamar, deve ser a vida de todos, quando caírem, levantem-se e continuem, sem reclamar”. Quantas vezes o vi dividindo um alimento qualquer que ele tinha em pouquíssima quantidade com outras pessoas, e olhá-las com certa candura... Quantas vezes o vi enfrentando sozinho a fúria de um homem que batia em seu escravo, de um soldado açoitando um infeliz, ou aos maus tratos impingidos a uma criança ou mendigos por alguém. Ele era bem visto por uns e mal visto por outros, na verdade havia um jogo político e religioso em que os dois lados se utilizavam dele para provar suas idéias, teorias e o poder. Mesmo assim, ele parecendo saber o que estava acontecendo, sorria, e olhava para todos como quem olha para uma criança que brinca. E você poderá me perguntar: “E daí, porque deste relato?” e eu te respondo... Eu fui até este homem, em seu tempo, para matá-lo. Sim, fiz uma viagem no tempo, por mais improvável e absurdo que isso possa parecer, para matar este homem, talvez o maior de todos. Não sei se era humano, alienígena, ou uma divindade. Sei que o conheci e isso mudou muita coisa em mim. De forma alguma sou religioso ou absorvi a filosofia de alguma religião terrestre, o que relato foi o que senti ao conhecer este homem que nada tinha de humano, e o que fiz do conhecimento obtido.

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