Pauta capacitacao

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Pauta capacitacao

  1. 1. ORIENTAÇÕES PARA CAPACITAÇÃO DOS PROFESSORES ANOS INICIAIS AGENDA 1º DIA - 19 de fevereiro 1. Acolhida – Projeção do filme “ A porta” 2. Poema “Verdade” - Carlos Drummond Andrade - Slyde disquete Verdade A porta da verdade estava aberta, mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque meia pessoa que entrava só trazia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso onde a verdade esplendia seus fogos. Era dividida em metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era totalmente bela. E carecia optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia. Carlos Drummond de Andrade 3. Análise da Agenda
  2. 2. 4. Analisando os INDICADORES da distorção idade/ano de escolaridade - Exposição dialogada e apresentação de Slides PROJETO ACELERAR PARA VENCER Alunos defasados atendidos em 2008 Superintendências Anos Iniciais Anos Finais Letramento Total % Alunos matriculados Almenara 1.687 5.028 592 6.715 Araçuaí 768 4.906 570 5.674 Curvelo 287 2.317 295 2.604 Diamantina 1.587 6.347 825 7.934 Governador Valadares 1.111 6.663 69 7.774 Guanhães 362 4.074 0 4.436 Janaúba 164 2.164 467 2.328 Januária 2.978 7.670 2.198 10.648 Montes claros 361 5.916 511 6.277 Pirapora 456 3.077 615 3.533 Paracatu 803 2.268 683 3.071 Teófilo Otoni 2.062 6.706 715 8.768 Sub-Total 12.626 57.136 7.540 69.762 0 Metropolitanas Anos Iniciais Anos Finais Letramento Total % Alunos matriculados A 1.224 6.534 1.499 7.758 B 4.011 10.375 1.515 14.386 C 2.115 11.210 870 13.325 Sub-Total 7.350 28.119 3.884 35.469 0 Total Geral 19.976 85.255 11.424 105.231 0 FONTE: Dados de matricula fornecidos pelas superintendências. SUPERINTENDENCIAS DO NORTE DE MINAS METROPOLITANAS
  3. 3. Anos Iniciais Anos Finais Letramento Total 0 1,000 2,000 3,000 4,000 5,000 6,000 7,000 8,000 9,000 10,000 11,000 12,000 13,000 14,000 15,000 16,000 ALUNOS DEFASADOS ATENDIDOS EM 2008 NAS SUPERINTENDENCIAS METROPOLITANAS A B C METROPOLITANAS ALUNOS Almena ra Araçuaí Curvelo Diaman tina Governa dor Valadar es Guanhã es Janaúb a Januári a Montes claros Pirapor a Paracat u Teófilo Otoni 0 500 1,000 1,500 2,000 2,500 3,000 3,500 4,000 4,500 5,000 5,500 6,000 6,500 7,000 7,500 8,000 8,500 ALUNOS DEFASADOS ATENDIDOS NAS SUPERINTENDENCIAS DO NORTE DE MGEM 2008 Anos Iniciais Anos Finais Letramento SUPERINTENDENCIAS NUMERODEALUNOS
  4. 4. 5. Contextualizando o Projeto “Acelerar para Vencer” A escola brasileira muitas vezes deixa de cumprir sua função social, cultivando a “Pedagogia da Repetência” até eliminar o aluno de sua sala de aula. A repetência não cria apenas o aluno fracassado: cria profissionais e cidadãos fracassados em todas as dimensões da cidadania Os problemas: • A Distorção idade/ano de escolaridade refere-se à diferença entre a idade escolar e a idade cronológica dos alunos. Computou-se para este cálculo de defasagem os alunos com duas ou mais repetências. • O atendimento em 2008 será : • Anos iniciais: 19.976 (dezenove mil novecentos e setenta e seis) • Anos Finais: 82.255 (oitenta e dois mil duzentos e cinqüenta e cinco) Destes números 11.424 (onze mil quatrocentos e vinte e quatro) alunos considerados iletrados terão um trabalho diferenciado em classes temporárias de letramento Causas da distorção idade ano de escolaridade ( defasagem): - Repetência - Evasão - Abandono - Entrada tardia na escola Uma Solução: Aceleração da Aprendizagem: Projeto Acelerar para Vencer
  5. 5. A quem se destina? O Projeto destina-se aos alunos das séries iniciais e finais do Ensino Fundamental, com defasagem idade/ano de escolaridade de pelo menos 2 anos, que poderão constituir grupos diferenciados de atendimento conforme o nível de alfabetização: - Aceleração I – para os alunos dos anos iniciais. - Aceleração II – para os alunos dos anos finais, considerando dois períodos letivos: a) 1º período de aceleração, para estudos correspondentes ao 6º e 7º anos do Ensino Fundamental de 9 anos; b) 2º período de aceleração, para estudos correspondentes ao 8º e 9º anos do Ensino Fundamental. Os alunos da aceleração I e II, ao superarem a distorção idade/ano de escolaridade, serão integrados às turmas regulares do Ensino Fundamental. Objetivos Geral: Aumentar a proficiência média dos alunos do Ensino Fundamental, reduzindo progressivamente a distorção idade/ano de escolaridade na região Norte de Minas, Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce. Específicos: • Capacitar os técnicos da SRE, Supervisores Pedagógicos e Professores na metodologia e operacionalização das ações do Projeto. • Desenvolver alternativa pedagógica de aceleração da aprendizagem, fundamentada em aprendizagens significativas, a partir do currículo básico e no fortalecimento da auto-estima. • Fortalecer e desenvolver o autoconceito e a auto-estima dos alunos • Contribuir para que os professores envolvidos no Projeto construam referências pedagógicas de melhoria da prática docente e do processo ensino-aprendizagem • Erradicar a cultura da repetência no Ensino Fundamental com a implementação da pedagogia do sucesso. • Garantir a aprendizagem do aluno para que seja promovido, ao final de cada ano letivo, para a série adequada à sua idade. • Estabelecer parcerias com as prefeituras municipais para inclusão das ações do projeto nas escolas de sua rede. • Promover uma nova cultura baseada no sucesso do aluno. Meta a ser alcançada
  6. 6. Redução gradual das taxas de distorção idade-ano de escolaridade. Abrangência do Projeto O Projeto será desenvolvido em 212 municípios do Norte de Minas, Jequitinhonha, Mucuri e Rio Doce, pertencentes à região de Ensino de 12 SRE a saber: Almenara, Araçuaí, Curvelo, Diamantina, Guanhães, Janaúba, Governador Valadares, Montes Claros, Paracatu, Pirapora, Teófilo Otoni e Metropolitanas A, B e C Fundamentação pedagógica O Projeto de Correção de distorção idade/ano de escolaridade orienta-se por princípios de cunho altamente democráticos, uma vez que a Educação Básica é o ponto de partida para uma educação permanente e na crença de que TODO aluno é capaz de aprender. Também define algumas linhas metodológicas de ação: • As experiências, os interesses e as necessidades dos alunos são referenciais de partida da ação docente; • O aprender fazer, fazendo; • A otimização do tempo pedagógico; • A interdisciplinaridade; • O acompanhamento sistemático; • O registro constante e fidedigno dos resultados; • A oportunidade imediata de recuperação Fundamentação Teórico-Metodológica Teorias e princípios que embasam a metodologia adotada nas turmas de correção de distorção idade/ano de escolaridade: • O papel do professor é de vital importância como mediador ou facilitador do processo de aprendizagem; • As atividades de aprendizagem também podem ser organizadas de forma cooperativa; • As pessoas aprendem de maneira diferente e cada uma a seu tempo; • A inteligência é imprevisível e pode ser modificada ou desenvolvida; • Os alunos percebem que aquilo que aprendem possui um valor social serve à sua vida e pode beneficiar a comunidade - Aprendizagem colaborativa;
  7. 7. • Os alunos defasados são mais maduros e podem recuperar o tempo “perdido” de forma mais rápida – aceleração; A visita ao Brasil, em 1992, de Henry Levin um dos principais criadores do Projeto “Escolas Aceleradas” concebido na Universidade de Stanford – USA (1986), possibilitou aqui a disseminação da metodologia de aceleração. Em seu retorno ao Brasil, 1996, deixou fortalecida a idéia de aceleração de estudos fazendo surgir às primeiras iniciativas de classes aceleradas visando corrigir o percurso de insucesso de alunos defasados e possibilitando aos Sistemas de Ensino, a correção do fluxo escolar. Como funciona? • O Projeto de Correção de distorção idade/ano de escolaridae está estruturado na metodologia de projetos e parte sempre de um tema gerador • O ponto central é o desenvolvimento da auto-estima do aluno e do professor • A recuperação da autoconfiança – o aluno se percebe capaz desde o primeiro dia de aula • A matriz de objetivos contempla os conteúdos básicos exigidos nos anos iniciais e as habilidades mais significativas • A avaliação acontece ao longo do processo e ao final de cada projeto • A auto-avaliação permite ao aluno acompanhar o seu progresso • As atividades de recuperação paralela acontecem em tempo real • Possibilita ao aluno, regularizar sua vida escolar, oferecendo oportunidade de avanço de no mínimo 2 anos e retorno à escolarização regular. • Os Coordenadores e professores recebem Capacitação da metodologia • Os professores têm ainda um acompanhamento sistemático que é caracterizada como Formação em serviço • O professor recebe um “Guia do professor” que contém toda orientação para seu trabalho. Recursos Didáticos • Para as turmas de aceleração de estudos são disponibilizados 7 livros para o aluno, sendo um Módulo Introdutório que trabalha temas que facilitam o desenvolvimento da auto-estima e 6 Projetos elaborados a partir de temas geradores de geografia, história e ciências; • Caixa de livros de literatura, com no mínimo, 40 títulos diferentes, de
  8. 8. acordo com a faixa etária e o interesse do aluno • Um Guia de orientações para o professor • Matriz de objetivos e habilidades dos conteúdos a serem ministrados. Indicadores de acompanhamento O acompanhamento do Projeto de Correção da distorção idade/ano de escolaridade acontece sistematicamente durante todo seu desenvolvimento objetivando o cumprimento de metas e eficácia do processo ensino- aprendizagem. Serão utilizados instrumentos próprios que podem ser encontrados no Guia de Acompanhamento e Avaliação. Avaliação do Projeto O Projeto será objeto de dois tipos de avaliação: - Avaliação no processo e Avaliação externa. - A Avaliação no processo A avaliação no Projeto de Correção de distorção idade/ano de escolaridade é concebida como um instrumento para ajudar o aluno a aprender e faz parte integrante do trabalho realizado em sala de aula. A partir dela o professor pode rever os procedimentos que vem utilizando e replanejar o seu trabalho. Para o aluno ela permite perceber seus avanços e dificuldades. Tem assim uma função permanente de diagnóstico e acompanhamento do processo ensino-aprendizagem. A avaliação acontece intimamente vinculada às atividades do dia-a-dia da sala de aula, possibilitando a reflexão contínua sobre o processo de aprendizagem. No entanto, é necessário haver também momentos específicos, previstos no calendário, para se fazer um balanço geral do trabalho, uma síntese do desempenho dos alunos, da classe e do professor ao final de um período ou etapa. Essas “paradas” permitem uma visão de conjunto do que cada um, classe e professor, conseguiram desenvolver no período, sempre tendo em mente os objetivos que se quer alcançar. São momentos de reflexão mais aprofundada sobre a relação do processo ensino-aprendizagem. A Avaliação externa A avaliação externa para as classes do Projeto de Correção de fluxo seguirá o mesmo planejamento e cronograma estabelecidos pela SME para as classes do Ensino Fundamental no município. Objetiva diagnosticar os obstáculos da aprendizagem, observar os avanços
  9. 9. adquiridos e, assim, implementar as intervenções necessárias à melhoria da qualidade do ensino. Para avaliar este projeto serão realizadas avaliações externas pelo SIMAVE e os resultados analisados estatística e pedagogicamente, para propiciar ao sistema agir para corrigir rumos e garantir o cumprimento das metas estabelecidas. Professor lembre-se a avaliação deve ser AVAL (I) AÇÃO Todo o sistema de acompanhamento e avaliação do Projeto objetiva garantir o foco no desempenho do aluno, na melhoria dos resultados de sua aprendizagem e, consequentemente, da redução das taxas de distorção idade/ano de escolaridade. 6. Definindo Perfil e Papeis das pessoas envolvidas no projeto Para gerenciar e coordenar as ações de implantação e implementação do Projeto, foram definidos níveis de Gerenciamento e Coordenação, já abordados no Documento do Projeto, Central, Regional e Local. A seguir, especificamos novos detalhes das competências dos responsáveis em cada um destes níveis: Equipe do Órgão Central: - Assessorar as Superintendências Regionais de Ensino no planejamento, implantação e implementação do Projeto de Aceleração nas escolas dos seus Municípios. - Analisar e consolidar dados de demanda levantados nas escolas e consolidados nas SRE. - Definir a metodologia e o material didático a serem usados no Projeto de aceleração. - Elaborar o documento com a proposta metodológica e as orientações técnico-pedagógicas do Projeto. - Elaborar o GUIA para os Coordenadores Regionais e Supervisores Pedagógicos. - Definir a equipe técnico-pedagógica da Gerência Central do Projeto. - Contratar professores para elaboração do GUIA do Professor para os anos finais do Ensino Fundamental. - Orientar sobre a escolha dos profissionais que comporão a equipe de Supervisores Pedagógicos das Escolas-Polo, observando o perfil adequado e o quantitativo necessário. - Propiciar as condições necessárias ao funcionamento do Projeto. - Definir agenda para as ações a serem desenvolvidas no Órgão Central , SRE e Escolas no período de 2007 e 2008. Coordenadores Regionais e demais Analistas e Inspetores Escolares - Comprometer-se com as orientações da Secretaria de Estado da Educação - Repassar as orientações recebidas a toda a equipe de Analistas e Inspetores
  10. 10. Escolares da SRE - Priorizar as demandas do Projeto “Acelerar para vencer” nas fases de planejamento e implantação, acompanhando posteriormente as ações junto às escolas como um todo. - Confirmar a demanda conforme diagnóstico quantitativo de defasagem por idade. - Fazer a previsão da demanda a cada ano e elaborar o Plano de Atendimento, organizando as turmas e definindo o número de Professores e Supervisores Pedagógicos necessários. - Garantir a execução do Projeto como ação integrada no âmbito da SEE/SRE e das Escolas Estaduais e Municipais nas prefeituras que formalizarem a adesão. - Avaliar o desenvolvimento do Projeto - Estabelecer um cronograma de ações 2007/2008 a partir do Cronograma estabelecido pela Gerência do Projeto na SEE. - Coordenar a implantação e execução do Projeto integrado às ações, resultados e práticas da SEE.. - Reunir com os Supervisores Pedagógicos pelo menos 1( uma ) vez por mês, ou sempre que se fizer necessário, e manter a equipe do Órgão Central informada do progresso ou dificuldades ao longo do processo. Supervisores Pedagógicos das Escolas-Pólo - Organizar as turmas, em conjunto com a Direção da Escola, com 25 alunos em média. - Apoiar pedagogicamente o professor em sua atuação na sala de aula. - Promover a capacitação inicial e formação continuada em serviço dos professores sob sua responsabilidade. - Co-responsabilizar-se pelos resultados escolares e de freqüência, acompanhando o desempenho dos alunos junto ao dirigente escolar e aos professores. Dirigente Escolar: - Garantir espaço físico adequado ao funcionamento das turmas. - Garantir a execução do Projeto como ação integrada da escola e de seu Projeto Pedagógico - Escolher, de acordo com perfil adequado, o professor para a docência das turmas do Projeto. - Integrar a família nas ações da escola pertinentes ao mesmo. - Co-responsabilizar-se pelos resultados, acompanhando o desempenho dos alunos junto ao Professor, Supervisor Pedagógico e Equipe Regional. Professor: - Aplicar com qualidade a metodologia adotada. - Garantir aos seus alunos aprendizagens significativas. - Resgatar a auto-estima dos alunos acreditando nas suas potencialidades. - Promover a avaliação continuada e em processo ,detectando o progresso e/ou dificuldades dos alunos, promovendo a recuperação imediata dessas dificuldades. - Responsabilizar-se pelos resultados da aprendizagem dos alunos. - Fornecer, com fidedignidade e nas datas previstas, os dados referentes aos
  11. 11. resultados de desempenho escolar e freqüência dos alunos. - Promover o aluno dos anos iniciais ,ao final de 1 (um) ano de Projeto para o 6º ano do Ensino Regular e o aluno dos anos finais, ao final de 2 ( dois) anos para o Ensino Médio. • Buscar a sua permanente atualização nas capacitações em serviço. Família: - Participar de reuniões informativas e formativas promovidas pela escola, visando conhecer o Projeto, as mudanças e resultados esperados e como eles podem contribuir para o sucesso do aluno e da Escola . 7. Conhecendo a Metodologia e utilizando os ícones nas classes dos anos iniciais do Ensino Fundamental. TRABALHO EM GRUPOS OBS.: Para formação dos Grupos serão utilizados ícones que serão distribuídos aos participantes do mesmo grupo. Grupo 1 : Apresente para os colegas, de forma bem criativa, a carta aos professores. Grupo 2: Depois de ouvir o tema “Envolvimento dos Pais” escreva uma pequena carta para enviar aos pais de sua escola, sensibilizando-os sobre a importância de sua participação, para o sucesso do aluno e do Projeto Grupo 3: Você ouviu o comentário sobre “Evasão Escolar”. Defina causas e apresente sugestões para evitar o problema. Grupo 4:
  12. 12. Dinâmica Auto estima. Pedir aos participantes que realizem as seguintes tarefas: a) fazer um aviãozinho de papel b) fazer uma estrela com palitos de fósforo c) fazer um barquinho de papel d) escrever uma pequena mensagem para um colega Combinar, em particular, com duas pessoas para serem os ajudantes na avaliação destas tarefas. Um deverá fazer uma apreciação positiva, elevando a auto estima dos participantes; o outro deverá fazer comentários que depreciam os trabalhos. Ao final, perguntar ao grupo qual foi o sentimento ao serem avaliados das duas formas. Pedir que observem que a mesma atividade pode ser usada pelo professor para elevar a auto estima do aluno ou para desestimulá-lo quanto a sua capacidade e auto realização. Grupo 5: Discutir e Justificar - A escola brasileira, muitas vezes, deixa de cumprir sua função social, cultivando a “Pedagogia da repetência” até eliminar o aluno de sua sala de aula. A repetência não cria apenas o aluno fracassado: cria profissionais e cidadãos fracassados em todas as dimensões da cidadania. Grupo 6: Depois de ouvir a reportagem “O papel do Diretor” repasse de forma criativa para o grupão - Qual a importância do dirigente escolar para o sucesso do Projeto na escola. Grupo 7: Você ouviu a reportagem “ A escola e a Comunidade “ - Qual o desafio da escola para envolver a comunidade em suas atividades? Grupo 8:
  13. 13. Repasse para os colegas os comentários que você ouviu sobre o desafio da repetência escolar. Almoço 8. TÉCNICA: JURI SIMULADO A professora e a Maleta (Lygia Bojunga) A professora era gorducha; a maleta também. A Professora era jovem; a maleta era velha, meio estragada e de um lado tinha um desenho de um garoto e uma garota de mãos dadas. Vestido igual, cabelo igual, sorriso igual! A Professora gostava de ver a classe contente. Mal entrava na classe e já ia contando uma coisa engraçada. Depois abria a maleta e escolhia o pacote do dia. Tinha pacotes pequenininhos, médios’grandes, tinha pacote embrulhado em papel de seda, metido em saquinho de plástico, tinha pacote de tudo quanto é cor. Não era à toa que a maleta ficava gorda daquele jeito! Só pela cor do pacote as crianças já sabiam o que ia acontecer: pacote azul era dia de inventar brincadeiras de juntar menina e menino; não ficava mais valendo aquela história mofada de menino só brincar disso, menina só brinca daquilo, meninos do lado de cá, meninas do lado de lá. Pacote cor- de-rosa era dia de aprender a cozinhar. A professora remexia no pacote, entrava e saia da classe e, de repente, pronto! Mostrava um fogão com botijãozinho de gás e tudo. Era um tal de experimentar receita que só vendo. Um dia a diretora da escola entrou na sala, justo na hora que o Alexandre estava ensinando um outro garoto a fazer bolinhos de trigo. Uma fumaceira medonha na sala de aula! Todas as crianças em volta do fogão palpitando:- falta sal, bota pimenta, bota um pouquinho de salsa. A diretora sabia que estava na hora da aula de matemática. Que matemática era aquela que a Professora estava inventando?Não gostou da invenção, mas saiu sem dizer nada. Pacote vermelho era dia de viajar: saia retrato do mundo inteiro lá de dentro do pacote. Espalhavam aquilo tudo pela classe; enfileiravam as carteiras para fingir de avião e de trem. Quando chegavam nos retratos, um ia contando para o outro tudo o que sabia sobre aquele lugar. Tinha um pacote cor de burro quando foge que a Professora nunca chegou a
  14. 14. abrir! Todo dia ela botava o pacote em cima da mesa. Mas na hora de abrir, ficava pensando se abria ou não e acabava guardando o pacote de novo. Pacote verde era dia de aprender a pregar botão, botar fecho, fazer bainha na calça e na saia. Se o verde era bem forte, era dia de aprender a cortar a unha e cabelo. Verde bem clarinho era dia de consertar e limpar os sapatos. E tinha ainda um verde, que mão era forte nem claro: era um verde amarelo que as crianças adoravam; Era dia da Professora abrir o pacote de história. Cada história ótima! Tinha um pacote branco, que só servia para a Professora. Esconder e para a turma brincar de achar. Quem achava ia para o quadro negro dar aula. No princípio ninguém procurava direito. Coisa mais chata dar aula! E aula de quê? __ Conta a tua vida. Mostra o que você sabe fazer. Com o tempo, a turma deu para procurar direito o pacote. Era muito engraçada a tal aula! No dia em que o Alexandre achou o pacote, resolveu contar para a turma como e que ele vendia amendoim na praia. No melhor da aula, um grupo de pais d alunos que estava visitando a escola entrou na sala. Quando a aula acabou um deles perguntou a Professora: __ A senhora está querendo ensinar meu filho a ganhar a vida vendendo amendoim? A Professora explicou que Alexandre só estava contando para os colegas como era o trabalho dele, para todos ficarem sabendo co é que ele vivia. No outro dia saiu fofoca: contaram para o Alexandre que tinha um pessoal que não estava gostando da maleta da Professora. __ Que pessoal? Um disse que era a diretora, outro disse que era uma outra professora, outro disse que outro falou, mas ninguém ficou sabendo direito! Uns dias depois choveu muito!Chuva grossa. Encheu a rua, o tráfego da cidade parou, casa desmoronou. Coisa a beça aconteceu. E quase ninguém foi à escola. Mas Alexandre foi. Entrou na classe e viu tudo vazio. Chovia demais para voltar para casa na casa. Resolveu sentar e esperar. Lá pelas tantas a Professora chegou. Mas chegou sem a maleta. E com jeito diferente, uma cara meio inchada, não contou coisa engraçada, não riu nem nada. Sentou e ficou olhando para o chão. Alexandre achou que ela nem tinha visto ele. __Ou! Ela também disse oi! Mas continuou quieta. Depois de algum tempo, Alexandre cansou de tanto ninguém dizer nada e falou: __ A chuva molhou sua cara? A professora nem se mexeu. Ele perguntou:
  15. 15. __ Foi a chuva? Ela fez que sim com a cabeça. Alexandre resolveu esperar mais um pouco. Mas pelo jeito a Professora tinha esquecido de dar aula. Será que era porque ela não tinha trazido a maleta?Arriscou: __ Cadê a maleta? A professora olhou para ele sem saber muito bem o que dizer. Ele insistiu: __ Heim? Cadê? __ Perdi Ele se apavorou: __ Com tudo que tinha dentro? __ É __ Os pacotes todos? __ É __ O azul, o verde, o... __ É...É...É! Puxa que susto! Ela nunca tinha falado alto assim. Não perguntou mais nada. O coração ficou batendo, batendo, mas ela continuava sempre quieta até que ele não se agüentou e perguntou de novo: __ E agora?Como é que vai dar aula sem maleta? __ Não sei. __ Dá jeito de você comprar os pacotes de novo? __ Não. __ Por quê? Ela não disse nada. __ Responde...Por quê? __ Eles vêm junto com a maleta?Não vendem separados? __ Mas então compra outra maleta. Pronto. Ela ficou quieta de novo. E o tempo ia passando e ela continuava sempre quieta! A cara dela não secava nunca e não chovia lá dentro. Cada vez molhava mais! Então ele acabou pedindo: __ Compra, sim? __ Não dá Alexandre, eles não estão mais fabricando assas maletas hoje em dia. E ai...ele não perguntou mais nada. Ela também não falou mais. Até que a campainha tocou e a aula acabou. Detalhamento da atividade coletiva: JURI SIMULADO
  16. 16. Esta atividade é uma dramatização de um jUri onde a professora será julgada. Todos os participantes formarão um único grupo, deverão se organizar e apresentar um julgamento conforme os moldes reais. Sugestão de personagens envolvidos: ré ( a professora), a diretora, advogado de acusação, advogado de defesa, jurados, pai que chega para dar queixa, testemunhas, etc... 9. TEMA: O trabalho na sala de aula - Trabalho em grupo Como formar os 2 grupos ? A formação dos grupos será por numeração 1 e 2. Os participantes devem se reunir. Todos os números 1 e todos os números 2. Grupo 1 - Tema - Só o exemplo constrói – Cláudio Moura Castro. Grupo 2 - Formação e invenção do professor no século XXI – Cristovam Buarque. Cada grupo estudará um texto e o repassará em plenária. 10. Avaliação do dia – Ficha individual. PROJETO “ACELERAR PARA VENCER” CAPACITAÇÃO INICIAL DOS PROFESSORES DOS ANOS INICIAS AVALIAÇÃO DIÁRIA DATA: NOME: SRE:
  17. 17. Sugestões: 11. A ultima atividade do dia deve ser a orientação do Para Casa . Orientações para realização do “ Para Casa” AGENDA 2º DIA - 20 de fevereiro 1. Curtindo a leitura – Texto: “ Quero – quero” Rubens Alves “O senhor vai me entender. Tenho filhos e estou a procura de uma escola que 1º Dia 2º Dia 3º Dia OBS 1 Fui assíduo e pontual? Sim Não Às vezes 2 Me envolvi com o tema trabalhado? Sim Não Às vezes 3 Enriqueci o tema proposto com sugestões pertinentes? Sim Não Às vezes 4 Me empenhei na resolução da “tarefa de casa”? Sim Não Às vezes 5 Os temas abordados foram claros e objetivos? Sim Não Às vezes 6 Os temas abordados atenderam minhas expectativas? Sim Não Às vezes
  18. 18. seja boa para eles...” Com essas palavras a jovem senhora se explicou ao senhor à sua frente, assentado numa poltrona, atrás de uma escrivaninha. Era o diretor da escola. Ele sorriu, levantou-se e fez um gesto com a mão... E foi assim que se iniciou a visita. Ele, diretor antigo, caminhava à frente, explicando as coisas da escola, da educação, da vida. Ele sabia sobre o que estava falando. Ela, jovem, mãe e dona de casa, ia seguindo, observando, ouvindo. Ele mostrava com orgulho as salas de aula, os laboratórios, as quadras esportivas, a biblioteca... Terminada a visita, de volta ao gabinete do diretor, a conversa aproximou-se do desfecho. O diretor estava confiante. Era difícil para uma mãe, uma simples dona de casa, resistir à autoridade e clareza dos seus argumentos. Foi então que a mãe tomou a iniciativa: “Como eu lhe disse, estou à procura de uma escola que seja boa para os meus filhos. E há algumas coisas a mais que gostaria de saber. Eu queria saber se essa escola é rigorosa, se ela aperta os seus alunos...” O diretor a tranqüilizou. “Quanto a isso a senhora pode estar descansada. Orientamos nossos professores no sentido de apertar ao máximo os alunos. A senhora compreende: vivemos num mundo competitivo, o vestibular está à espera e somente os mais aptos sobreviverão...” A mãe continuou: “Há uma outra coisa que me preocupa. Os alunos freqüentam a escola por um período apenas, ou manhã, ou tarde. Sobra um tempo vazio... E eu desejo saber se a escola planeja esse tempo também, se é prática da escola dar tarefas para serem realizadas em casa, tarefas que encham esse tempo...” “Mas é claro. O nosso planejamento pedagógico se orienta no sentido de fazer com que os alunos estejam o tempo todo ocupados com as coisas da escola. No mundo em que vivemos não podemos nos dar ao luxo de tempo ocioso... O vestibular é cruel!” E, com um sorriso, acrescentou: “Eu sempre digo aos alunos, brincando: ‘Enquanto você está vadiando há um japonês estudando...’” A jovem mãe se levantou e, sorrindo, se explicou: “O senhor sabe... Como lhe disse, estou à procura de uma escola que seja boa para os meus filhos. A coisa que mais desejo para meus filhos é que eles sejam felizes. Portanto, uma escola boa para os meus filhos terá de ser uma escola em que eles se sintam felizes. Terá de ser uma escola em que eles aprenderão que aprender dá prazer. Uma escola em que os livros sejam um motivo de felicidade e não uma obrigação. Mas o senhor me disse que seus professores são orientados no sentido de ‘apertar’ as crianças. Agora, tomando por mim, eu não me sentiria feliz se vivesse sendo ‘apertada’. Aperto dá stress... Além do que, eu acho que é importante que as crianças tenham tempo livre para fazer o que quiserem: brincar, construir coisas, excursionar, fazer as infinitas coisas que não estão previstas nos programas escolares... Eu tenho medo de que, se meus filhos viessem a freqüentar a sua escola, eles iriam associar aprendizagem com sofrimento e acabariam por ter raiva de aprender...” E ainda sorrindo, despediu-se do diretor e saiu rumo a uma outra escola...
  19. 19. 2. Considerações sobre o “PARA CASA 3. Conhecendo e discutindo o Guia de Orientação para os professores e supervisores Parte 1 – Trabalho em grupo TANGRAN Serão elaborados quebra-cabeças usando os trangrans de cores e formas diferentes. Cada componente do grupo recebe um pedaço que formará a sua figura. Ao montar o quebra-cabeça os grupos encontrarão a tarefa que deverão realizar. Serão formados 8 grupos a partir das seguintes figuras: círculo, quadrado, retângulo, triângulo eqüilátero e triângulo retângulo, trapézio, losango e paralelepípedo. 1.Círculo: Leia a carta escrita aos professores que trabalham com as turmas dos anos iniciais. Repasse para o colega de forma criativa 2.Quadrado: Como se compõe o material dos alunos das turmas dos anos iniciais 3.Retângulo: Descreva, de forma sucinta a repasse para os colegas quais os aspectos operacionais do Projeto. 4.Triângulo eqüilátero: Analise e explique os objetivos do Projeto: - Objetivo geral - Objetivo específico 5.Triângulo retângulo: Explique o que é e para que serve a Matriz de Objetivos 6.Trapézio: Para se trabalhar com projetos, quais os aspectos que devem ser observados. 7.Paralelepípedo: Explique por que usamos ícones no Projeto Acelerar para Vencer Almoço 4. Dinâmica => Auto Estima A AUTO-ESTIMA Nathaniel Branden, psicólogo norte-americano, em sua obra “O Poder da Auto-Estima”, 1994, define: “Auto-estima é a vivência de sermos apropriados à vida e às exigências que ela coloca. Mais especificamente, auto-estima é... 1. Confiança em nossa capacidade de pensar e enfrentar os desafios básicos da vida. 2. A confiança em nosso direito de ser feliz, a sensação de que temos valor, de que somos merecedores, de que temos direito de expressar
  20. 20. nossas necessidades e desejos e de desfrutar os resultados de nossos esforços.”.(obr.cit.p.28). Como você pode perceber, contidos nessa definição de auto-estima estão os elementos essenciais à sobrevivência humana: a confiança no nosso consciente intelectual – o sermos capazes, pelo poder da nossa inteligência, de realizar, de criar, de solucionar os problemas que a vida nos apresenta com competência e de sermos vitoriosos nessas empreitadas; e a confiança no nosso consciente emocional – o sermos capazes, pelo poder das nossas emoções e do nosso valor, de cultivar a felicidade, de suprir nossas necessidades e de viver em plenitude todos os benefícios que a vida coloca ao nosso dispor. Uma auto-estima positiva é essencial para o processo de vida; é aquela que nos fornece todas as armas para enfrentar quaisquer vicissitudes em nossa existência; é ela que nos estimula na busca de nossos ideais, que nos impulsiona para as realizações e para o sucesso. Uma baixa auto-estima diminui nossa resistência da vida; ela nos faz sucumbir diante de fatores adversos; ela nos torna pequenos e impotentes diante dos obstáculos, nos reduz ao fracasso. Como afirma Branden: “Se tivermos uma confiança realista em nossas noções e em nosso valor pessoal, se nos sentirmos seguros a nosso respeito, nossa tendência será viver o mundo como um lugar aberto para nós, respondendo a seus desafios e oportunidades de uma maneira apropriada. A auto-estima fortalece, dá energia e motivação. Ela nos inspira a obter resultados e nos permite sentir prazer e orgulho diante de nossas realizações. Ela nos abre a possibilidade de sentir satisfação “. (obr. cit. Pp.29/30) Os dois componentes da auto-estima estão inter-relacionados: a auto- eficiência e o autorespeito. É o saber do que sou capaz e a certeza de meus valores, o meu direito a ser feliz. PARA SUA REFLEXÃO! E você, professor,como tem lidado com a sua auto-estima? “Mas, para algumas crianças, a escola é um cárcere legalmente forçado, onde elas estão nas mãos de professores carentes de auto-estima e destreinados para fazer seu trabalho adequadamente. São professores que não inspiram, mas humilham. Não conhecem a cortesia e o respeito, só o ridículo e o sarcasmo. (...) Não motivam oferecendo valores, mas provocando medo. Não acreditam nas possibilidades de uma criança, só nas suas limitações (obr. cit. P.249/250)
  21. 21. Você conhece maneira mais eficiente de se destruir a auto-estima de um aluno? Como você avalia a auto-estima de um aluno de 14 anos, cursando, pela “enésima” vez, a 2ª série, ao lado de alunos de 8 anos? Cabe a você, professor, reconstruir a auto-estima desse aluno. É ainda Branden que afirma: “Dentre todos os grupos profissionais, são os professores que têm demonstrado mais receptividade para a importância da auto-estima”. (obr. cit. p.250) “Sabem que as crianças que acreditam mais em si mesmas e cujos professores projetam uma visão positiva de seu potencial vão melhor na escola que outras sem essas vantagens”. (obr. cit. p. 250) Prossegue o autor em sua afirmação. Nossa experiência tem demonstrado que uma proposta pedagógica fundamental no fortalecimento da auto-estima tem realizado verdadeiros milagres: adolescentes problemáticos, inúmeras vezes repetentes, ainda analfabetos na 3ª série do ensino fundamental, ao receber o estímulo de professores preocupados com a sua auto-estima, em aproximadamente dois meses, se alfabetizaram e se integraram ao contexto da sala de aula de aceleração da aprendizagem. É verdade que vários outros elementos se conjugaram nesse esforço: currículo promotor de aprendizagens significativas; professor apto a aplicar métodos e técnicas mais dinâmicos e a possibilitar o desenvolvimento de habilidades cognitivas básicas e psicomotoras, a criar uma ambiência física e psicológica estimuladora, instigadora em sala de aula; tudo isso contribuindo para o fortalecimento da auto-estima do aluno. Um aspecto importante que precisa ser ressaltado é que, para ser saudável, a auto-estima deve ser baseada na realidade. O aluno tem condições de se avaliar realisticamente. Suas habilidades devem seguir uma escala progressiva de dificuldades para que se sinta verdadeiramente vencendo desafios e aprendendo. A postura do professor precisa ser segura, firme e sincera. O aluno percebe quando a atitude do professor é artificial. E você, professor, com a sua competência, com a sua dedicação e a sua vontade de aprender cada vez mais e de se atualizar constantemente, vai operar verdadeiros milagres numa turma de aceleração da aprendizagem. TRABALHO COLETIVO – QUESTIONAMENTOS ORAIS 1. Comente a seguinte afirmativa de Nathaniel Branden: “Dentre todos os grupos profissionais, são os professores que têm
  22. 22. demonstrado mais receptividade para a importância da auto-estima”. 2. Julgue as situações abaixo: a) O melhor aluno da sala está expondo oralmente um assunto para a turma. Jorge, que tem fama de aluno relapso, mas que conhece algo sobre o assunto. A professora o repreende: __ Cale a boca, você só diz besteira. Deixe o Evandro continuar. b) Ana Lúcia tem muita dificuldade em Matemática. Sempre erra a maioria dos exercícios. Desta vez, de um total de 15 (quinze) acertou 6 (seis), 2 (dois) a mais do eu na vez anterior. A professora lhe diz: __ Gostei de ver. Ana Lúcia. Você está progredindo. Vamos ver juntas onde você encontrou mais dificuldades? (Extraído de: CETEB. Curso de Aceleração da Aprendizagem. Módulo 1. Programa Formação Continuada do Professor. Brasília: CETEB) VINTE SEGREDOS PARA CONSTRUIR A AUTO-ESTIMA NA SALA DE AULA 1. Professor trate seus alunos com respeito, descubra o potencial existente em cada um, assim você estará salvando uma vida. 2. Estimule nos alunos atitudes e habilidades para que eles possam inovar, criar e agir de modo pessoalmente responsável; que saibam se autogerenciar; que conservem sua individualidade e ao mesmo tempo, trabalhem com eficiência e equipe; que confiem em seus poderes e em sua capacidade de contribuir. 3. Ensine a criança a pensar, a reconhecer discursos lógicos, a ser criativa e a aprender. 4. Professores com baixa auto-estima são tipicamente infelizes e professores infelizes utilizam métodos destrutivos e humilhantes para manter o controle da classe. Cuidado! Pois as crianças vêem no professor o seu referencial e com ele aprendem o comportamento do adulto. 5. Tenham uma profunda confiança no potencial da pessoa com a qual está lidando. 6. Atenção! Professores com boa auto-estima estão aptos a nutrir a auto- estima de outra pessoa, proporcionando uma experiência de aceitação e respeito. 7. Um dos maiores presentes que um professor pode dar a um aluno é negar-se a aceitar seu autoconceito negativo.
  23. 23. 8. O professor deve transmitir aos alunos suas experiências positivas com relação a eles. A criança sente-se nutrida, apoiada e inspirada. 9. Esteja sempre atento ao modo como trata a criança, dispensando-lhe cortesia, respeito, atenção. Assim você estará criando um ambiente favorável à auto-estima. 10. O professor deverá ter a mesma atitude em relação a todos os alunos. A criança precisa saber que na classe prevalece a justiça. 11. Ajude a criança a sentir-se visível, procurando ressaltar seus pontos fortes, incentivando a auto-apreciação. 12. Descubra o que há de melhor na criança para torná-la consciente de seus valores e apreciá-los. 13. Procure dar atenção especial às crianças tímidas, quietas, procurando trazer essa criança “para fora”, interrogando-a, fazendo com que fale, diga sua opinião, permitindo que ela experimente sua competência social. 14. Mantenha a disciplina na sala de aula através de regras que, para serem respeitadas, precisam ser explicadas de forma que cativem as crianças e sejam compreendidas por elas, nunca impostas. 15. O professor deverá ensinar às crianças um respeito racional pelos sentimentos dos colegas e criar um ambiente no qual essa aceitação seja sentida por todos. Crianças que se sentem aceitas tem facilidade de se aceitarem. 16. Para o professor conseguir incentivar nos alunos a auto-aceitação precisa estar pronto para aceitar os sentimentos deles, buscando compreendê-los sem se deixar dominar por eles. 17. Cultive relações interpessoais positivas, competentes e bem- sucedidas. 18. Professores eficientes sabem que a pessoa só aprende construindo sobre os pontos fortes e não sufocando as fraquezas. Com isso constroem a competência, dando aos alunos tarefas condizentes com o nível de habilidades de cada um. 19. Ajude o aluno a passar de uma atitude de “aluno obediente” para a de “aluno responsável”, capaz de questionar e se necessário, desafiar. 20. Se o objetivo do professor é construir a auto-estima naqueles que foram confiados a seus cuidados, ele deve começar trabalhando primeiramente consigo mesmo. “ Professores que não aceitam a si mesmos não conseguirão comunicar com sucesso a auto-estima”.
  24. 24. 5. Conhecendo e discutindo o Guia de Orientação para os professores Parte 2 – Trabalho em grupo Cada um dos temas abaixo será trabalhado por um grupo que deverá estudar e planejar o repasse para os colegas, de forma criativa e interessante. Para formação dos quatro grupos utilizar a dinâmica de contagem das pessoas ( 1,2,3 e 4) as pessoas que receberam o número 1 formam um grupo, número dois formam outro grupo e assim por diante. Grupo 1: Matriz de objetivos e habilidades (Guia do Professor) Grupo 2: Formulários de avaliação do resultado escolar pelo professor/supervisor Grupo 3: Elenco de conteúdos (Guia do Professor) Grupo 4: Cronograma das aulas (Guia do Professor) 6. Estudo de casos => Trabalho em grupos 4 (quatro) grupos “ Como resolver os problemas do cotidiano da Escola.” ESTUDO DE CASO (1º) Alguns professores vêm apresentando dificuldades em estabelecer uma dinâmica inovadora de trabalho –Trabalho em grupos, disposição das carteiras de forma não convencional na sala de aula . Como você professor pode resolver esta situação. ESTUDO DE CASO (2) Rosana, professora de turma do PAV fez sua primeira reunião de pais. Ela sentiu- se muito pressionada por eles que questionaram a falta de notas nas avaliações dos alunos,pois no Projeto usa-se conceitos. O que podemos explicar aos pais para que eles entendam que os conceitos equivalem a nota conforme explicado no Guia de Avaliação e Acompanhamento. ESTUDO DE CASO (3) A Professora Junia está trabalhando com uma turma de 25 alunos dos anos iniciais, ela está muito entusiasmada com a nova dinâmica da sala de aula. Os alunos cada vez mais envolvidos e participativos. Mesmo assim, esta semana ela disse ao supervisor que seis alunos estão com graves dificuldades de leitura. Que sugestões de atividades você poderia oferecer à sua colega. ESTUDO DE CASO (4)
  25. 25. Ana Lúcia participou da capacitação inicial e assumiu uma turma com 23 alunos do PAV. Ela está satisfeita mas, diz que tem muitas inseguranças quanto aos problemas de disciplina pois, a diretora e outros colegas têm reclamado do “ tumulto” na sala de aula causado pelo arranjo das carteiras.Você professor como poderá contornar uma situação semelhante? 7. Avaliação do dia - Ficha Individual 8. Orientações sobre a tarefa de casa. AGENDA 3º DIA - 21 de fevereiro 1. Curtindo a leitura – História em quadrinhos “ O Bom e o Velho Charlie Brown ”. 2. Considerações sobre o “PARA CASA”. 3. Apresentação do material do aluno Serão distribuídos dez conjuntos com Módulo introdutório e os sete Projetos e feita a apresentação de como este material está organizado. 4. Pedagogia de Projetos - Ler e discutir os passos para elaboração de projeto SUGESTÃO PARA ELABORAÇÃO DE PROJETO O que e um projeto? O nome projeto é utilizado para designar um conjunto de ações com objetivos específicos a serem alcançados. Os projetos têm começo e fim determinados devendo sempre atingir metas estabelecidas. A expressão clara dos problemas a resolver, dos objetivos a alcançar, das ações a executar, dos meios e recursos necessários para o seu desenvolvimento, das formas de avaliar e de verificar os resultados é o que se domina projeto. Elementos de um projeto Um projeto é a forma de apresentar uma proposta de trabalho e deve conter os seguintes tópicos ou etapas: • Contexto; • Justificativa;
  26. 26. • Definição de projetos gerais e específicos; • O projeto e a proposta política e/ou pedagógica; • Metodologia; • Atividades; • Insumos; • Acompanhamento, avaliação e disseminação; • Cronograma físico / Financeiro; O que deve conter cada tópico ou etapa? • Contexto – Objetiva explicitar de forma sucinta a situação existente no meio em que as ações ocorrerão e as informações básicas que sustentam a necessidade do projeto no município bem como os resultados esperados dentro de um objetivo definido. Estes dados são, normalmente, resultado de um diagnóstico aplicado para esse fim. • Justificativa – Deve responder claramente as razoes pelas quais se julga necessário executar o projeto e porque ele esta sendo proposto. É importante indicar quem será beneficiado direta ou indiretamente com o projeto. • Definição de objetos gerais e específicos – Na definição pela implantação do projeto já se deve ter definido o seu objetivo geral: o que se pretende alcançar; o que deve mudar com a sua implantação; que impacto ele terá sobre o ambiente externo. Os objetivos específicos são mais precisos e detalhados e devem manter coerência com o objetivo geral. Eles são considerados como soluções a serem buscadas para resoluções de problemas bem delimitados e devem ser realistas, considerando o tempo, os recursos humanos e insumos. Devem pautar-se no diagnóstico da Rede. Visam aproximar a realidade existente da realidade desejada, respondendo a pergunta “PARA QUÊ”? • O projeto e a proposta política e/ou pedagógica - Na elaboração do projeto deve-se considerar qual será o seu relacionamento com a proposta político/pedagógica (do município da escola). Tanto na execução quanto na avaliação do projeto a equipe envolvida deve constantemente estar refletindo sobre a proposta desenvolvida como forma de buscar o seu aperfeiçoamento. • Metodologia – A metodologia constitui-se de estratégias de ação. São modos práticos de concretizar cada política de ação. São atividades propostas em níveis diversos para dinamizar a programação e, consequentemente alcançar os objetivos. Essa é a fase do processo onde, à medida que se elabora, executa-se e simultaneamente, avalia-se. Na metodologia, responde-se à pergunta “COMO”? • Atividades – É a fase onde se especificará as atividades centrais que levarão à realização dos objetivos específicos do projeto estão relacionadas diretamente aos resultados. Nesta etapa deve-se responder às seguintes perguntas:
  27. 27. - o quê? Com que fim? ; Como? ; quando? ; onde? ; quem? ; com o quê? ; correspondendo a cada resultado pelo menos uma atividade, a duração prevista para a sua realização e, se depende de outras ações para sua efetivação. É a operacionalização do projeto. (Todos os itens aqui constantes deverão estar de acordo com o preconizado na fundamentação teórico – metodológica do Projeto). • Insumos – São os meios necessários para a realização do projeto, quer seja equipamentos, materiais de consumo, recursos humanos, recursos econômicos dentre outros. Os insumos são determinados após a definição dos objetivos geral e específicos. Uma vez identificados todos os insumos necessários devem ser destacados aqueles que serão assegurados diretamente pelo executor e outros que necessitarão de apoio financeiro ou parceira. • Acompanhamento, avaliação e disseminação – - Como será feito o acompanhamento? A equipe definirá e relacionará as formas de acompanhamento e de registros do projeto. Se serão utilizados instrumentos se o acompanhamento será presencial ou à distância, se haverá um sistema informatizado para a coleta de dados e informações. - Como serão medidos os efeitos do projeto? A equipe deve relacionar os indicadores do efeito do projeto no município, na escola, para os alunos e professores, para a comunidade. (Mencionar as reuniões na escola e na comunidade para divulgação dos resultados envolvendo toda a escola e comunidade.). - Como será divulgado e/ou transmitido o que foi realizado? Deverão ser descritos os meios que se utilizarão para divulgar os resultados do projeto e como ele ocorreu, objetivando disponibilizá-lo como experiência e/ou exemplo para outros Sistemas de Educação. • Cronograma físico / Financeiro - A partir da definição das atividades do projeto, sua inter-relação com outras ações e seu encadeamento lógico, deve ser preparado um cronograma geral para todo o período de execução, no qual devem constar o desenvolvimento físico e os gastos financeiros correspondentes. Neste item responde-se às perguntas “COM QUÊ”? “QUANTO”? “QUANDO”? Normalmente o cronograma é apresentado em um gráfico de barras com o período de execução das ações durante o seu desenvolvimento. Ao final da elaboração do projeto é preciso uma criteriosa avaliação e análise do mesmo devendo-se para isto, observar: - a coerência com os objetivos gerais; será atingido o que foi proposto pelo município. - a exeqüibilidade, em função da metodologia de trabalho e estratégias propostas; a metodologia e estratégias são possíveis de serem realizadas.
  28. 28. - a observância das normas vigentes no município; - a sustentabilidade, no sentido da permanência de seus efeitos após o término de seu desenvolvimento; os alunos serão beneficiados, o projeto contribuirá para a melhoria da educação na escola e no município. - a relação custo/benefício do projeto para o desenvolvimento dos efeitos desejados. Serão otimizados os recursos financeiros do município com previsão de maiores recursos a serem investidos na Educação. 5. Módulo Introdutório – Vivência da 1ª aula – Demonstração da ROTINA. Em situação simulada desenvolver as atividades propostas para a primeira aula do Módulo Introdutório: 5.1 Apresentação dos alunos- a sala será enfeitada com balões e dentro deles haverá uma ficha com o nome de um aluno. Cada aluno escolherá um balão e ao estourá-lo encontrará o nome de um colega. Deverá procurá-lo apresentar-se e pedir que se apresente. Quando todos já se encontraram o professor deve propor organizar a lista da chamada da turma. Primeiro a professora distribui uma ficha em branco e solicita a cada aluno que escreva seu nome completo (nome + sobrenome). Em formato de roda os alunos se posicionam no centro da sala e formarão a lista de chamada cada qual encaixando a ficha do seu nome observando a ordem alfabética dos nomes. Após este trabalho os nomes são transcritos para uma folha grande mostrando para os alunos que esta será a folha de presença da sala. Chamar à responsabilidade e compromisso para que todos estejam presentes todos os dias na escola. 6. Vivência dos Projetos – Trabalho em grupo - Dividir a turma em seis grupos =>um para cada projeto. - Escolher e preparar uma aula de cada projeto. 7. Socialização das aulas preparadas – plenária ( 3 grupos) Almoço 8. Continuação da demonstração das aulas preparadas pelos grupos ( 3 grupos)
  29. 29. 9. Oficina de avaliação "A prática da avaliação como acompanhamento cotidiano da aprendizagem, ajuda o professor a ter clareza de Onde e Como intervir para que seus alunos possam chegar às metas desejadas”. Serão distribuídos 3 textos diferentes sobre o assunto. Os grupos deverão estudar o seu assunto e planejar o repasse para os demais. Grupos de 1 a 6 - Texto: Mitos da Avaliação - Maria Thereza Penna Firme
  30. 30. Grupo 7 - Texto - Intencionalidade:palavra-chave da avaliação - Celso Vasconcelos Grupo 8 - Texto - Os avanços da Avaliação Escolar no Século XXI Grupos de 1 a 6 – Mitos da Avaliação Diz-se que... Há uma forte sensação de insegurança e desconforto quando temos uma idéia brilhante e tentamos escrevê-la, mas a ponta do lápis está solta e cai. (...) Há idéias brilhantes, professores “de ponta”, páginas que podem ser escritas, vontade de escrever, mas o “lápis” está sem ponta e o “aparelho” entupido. Os mitos que abalam o sistema vão destruindo as melhores idéias e intenções em compasso de erosão, de perda, de abandono. Enquanto isso, os mecanismos e procedimentos, supostamente pedagógicos de solução vão se “repetindo...”,”repetindo....!!!!” sem se notar que o lápis está quebrado por dentro e o apontador está entupido. Repetência? Evasão? Este é o ciclo perverso que expulsa do sistema muitos milhões de cidadãos brasileiros – de cada 1000 crianças que entram na escola, apenas 45 concluem primeiro grau sem qualquer repetência. Ele começa quando as crianças são obrigadas a aprender a ler ao mesmo tempo e não satisfazem essa exigência; ele termina quando as crianças, depois de sucessivas repetências, são forçadas, pelos obstáculos criados, a abandonarem a escola, o sistema e o próprio desejo de ler e escrever. Essa é uma transgressão ao direito de aprender e, dramaticamente, ocorre com os países menos desenvolvidos e com as populações mais pobres. Assim, a reprovação, embora pareça um ato técnico-pedagógico é paradoxalmente “bem intencionado”, é essencialmente um ato político que serve à reprodução das desigualdades sociais. (...) Cada vez que ela (a escola) reconhece os avanços da trajetória da criança e considera os seus tropeços como parte da construção do próprio sistema de aprendizagem, ela está sendo capaz de inovar. Esta é a concepção mais dinâmica, mais atualizada, mais justa, de avaliação escolar. Avaliar não é reprovar, mas sim, compreender e promover a cada momento, o desenvolvimento pleno da criança, do jovem ou de qualquer individuo ou grupo social que se submeta ao processo de alfabetização e de aprendizagem em geral (...). O erro do aluno, ou seja, o que ele omite, o que ele deixa de fazer é sempre percebido em termos negativos. Para se ter uma visão positiva é preciso adotar o ponto de vista da criança e do jovem. Julgá-los sem entender esse procedimento de crescimento é desrespeitá-lo na sua inteligência, na sua afetividade e na sua própria experiência de vida.
  31. 31. Para avançar no sentido dessa mudança, é preciso demonstrar mitos que de há muito vêm servido como fundamentos que justificam as práticas de reprovação, como se estas fossem necessárias para garantir a qualidade do sistema educacional. (...) 1º. Assim diz-se que: “Os alunos não podem passar de ano sem saber ler”. Não é verdade. A leitura é uma aprendizagem continua que não se completa na 1ª série, começa antes da criança entrar na escola e continua durante todo o processo educacional inclusive na idade adulta. Alem disso, por causa das diferenças individuais e das experiências que cada criança ou jovem tem no seu meio familiar, os alunos não aprendem ao mesmo tempo e do mesmo modo. É preciso respeitar esse rítimo e esse estilo. Não se pode punir um aluno por necessitar de mais tempo. (...) 2º. Diz-se que... “Promover todos os alunos tira o estímulo dos mais estudiosos e favorece o desinteresse dos menos estudiosos”. Não é verdade. Esta afirmação se baseia no fato de que os alunos estão acostumados a “estudar para prova”. Se os professores se conscientizarem e conscientizarem os alunos para o valor da aprendizagem de tal modo que eles estudem para sua formação e não para “passar de ano”, o estímulo por aprender supera “o da prova”. E o desejo de crescer cada vez mais e de buscar a própria realização é o que deve ser apoiado na escola, como um processo continuo. Além disso, a verificação da aprendizagem não pode ficar concentrada “numa só prova” mas sim numa variedade de observações e durante toda a trajetória escolar. 3º. Diz-se que... “A qualidade do ensino diminui quando todos os alunos são promovidos”. Não é verdade. A pesquisa e a prática têm comprovado que a baixa qualidade do ensino se deve a outras causas, como a falta de propósitos claros sobre a educação, a falta de informação adequada sobre teorias e práticas pedagógicas, o isolamento do professor no campo de trabalho e o apego aos sistemas tradicionais em que o professor foi formado. 4º. Diz-se que... “Quando todos os alunos são promovidos acontece que muitos passam de ano sem saber nada”. Não é verdade. “Saber” não é meramente um conjunto de conhecimentos e de certas habilidades determinadas pelo professor. Trata-se da capacidade de imaginar, de criar, de indagar, de exercer competências variadas segundo a cultura e a história de cada individuo, de estar em paz, de viver.
  32. 32. (...) 5º. Diz-se que... “Trabalhar com turmas heterogêneas em que uns sabem ler e outros não, porque foram promovidos sem saber ler é impossível”. Não é verdade. Este costume pedagógico de separar os alunos que sabem ler dos que não sabem, os que são “fortes” do que são “fracos”, os que são “rápidos” dos que são “lentos”, os “promovidos” dos “repetentes”, os “novos” dos “velhos” com o propósito, até bem intencionado, de formar turmas “homogêneas” (o que vale também para formação de grupos na sala de aula), não assegura sucesso na aprendizagem. Inicialmente é preciso entender que os alunos jamais serão homogêneos por mais que sejam “reclassificados” e “remanejados”. Eles vão sempre diferir nas suas peculiaridades individuais – físicas, afetivas, cognitivas, sócio-culturais. Então é artificial tentar qualquer homogeneização. Por outro lado, a tentativa de separação em grupos ou turmas fixas gera rotulação discriminatória: os “bons” e os “maus”, os “inteligentes” e os “ difíceis”, os “recuperáveis” e os “não recuperáveis”, os “melhores” e os piores”, os “vencedores e os fracassados”. E o que é mais grave, é que são os de mais baixa renda que formam o contingente pendente da organização que se dá na escola, porque as crianças chegam, continuam e saem disso. Vale destacar que é benéfico para as crianças e os jovens a convivência de desiguais,, pelo estímulo intelectual da troca, pela aprendizagem das relações interpessoais e pela solidariedade social que se forja. O professor sim, deve estar consciente dessa diversificação e trabalhar o potencial respeitando e valorizando as múltiplas inteligências. Cedo ele vai descobrir que os alunos não só aprenderam com o professor, mas também e com grande sucesso com os próprios colegas. (...) 6º. Diz-se que... “Quando todos os alunos sabem que vão passar, o professor perde a autoridade”. Não é verdade. O que ocorre é que o professor perde a autoridade quando essa autoridade depende principalmente do medo que ele desperte ao aluno, ou seja “se não estuda, não vai passar de ano”. Se o professor não tem mais esse recurso que produz temor e o aluno não tem por outro lado, o único estímulo para estudar, surge um clima de insegurança que permanece até que se substitua o medo da “prova” pelo desejo de estudar para a próxima recuperação. É a prática e a pesquisa mostram que o professor conquista mais respeito dos alunos quando utiliza atitudes positivas, constantes, do que quando provoca medo e ansiedade. Pode até mesmo acontecer que por medo, o aluno estude, mas por este mesmo medo, não assimila o que estuda.
  33. 33. Num ambiente favorável e estimulante o professor conquista afeto, estima e respeito dos alunos e estes conquistam a segurança de que são capazes de aprender. A autoridade do professor não se sustenta no uso de ameaças e castigos mas sim, em sua capacidade profissional e seu compromisso de conduzir o processo educacional do melhor modo possível. O maior incentivo que ele poderá proporcionar ao aluno será o de reconhecer seu próprio valor como pessoa, antes de ser aluno. Mais digno do que “reprovar” o aluno será capacitar o professor para ensinar crianças e jovens, em qualquer estágio de seu desenvolvimento; é capacitá- lo para avaliar o aluno em todas as suas potencialidades, utilizando o melhor de sua sensibilidade e de sua competência para captar indicadores de avanço e sinais de preocupação; é capacitá-lo para auto-avaliação como educador e avaliar a escola e todo o contexto educacional; é capacitá-lo para entender criticamente que a responsabilidade não é de uma só instância. É de todos os envolvidos e interessados na educação, com o mais elevado propósito de se promover o aperfeiçoamento. Este é o respeito pelo direito de aprender, tanto para o aluno como para o próprio professor. Em síntese, o enfrentamento da educação de excelência é uma luta de duas frentes, lado a lado: com os adultos, a ação vigorosa para preencher as lacunas de um processo inacabado e com as crianças e os jovens, a ação corajosa de garantir toda a escolaridade a que têm direito, eliminando do sistema educacional, a repetência e a evasão – expressões evidentes e dramáticas de um processo educacional irrelevante. E, enquanto nós refletimos, gostaria de contar que um menino repetente na sétima série, ao chegar ao final do ano, aguardando os resultados sobre sua promoção para a oitava série, teve um sonho: “Mamãe, sonhei que todos os meus colegas que estão na oitava, repetiram o ano para me esperar”. Valeria a pena escutar os sonhos das crianças e dos jovens, as queixas e as justas cobranças. É hora de pegar o “lápis” que não esteja quebrado por dentro. De avaliar suas condições internas e externas. De verificar se a “ponta” está firme. Se há suficiente “papel”... E então deixar fluir a imaginação e criar uma escola que cresça em múltiplas dimensões, sem tropeços e sem bloqueios, na trajetória digna do aperfeiçoamento de cada criança, cada jovem, de cada professor e da educação brasileira. Mitos, nunca mais! Thereza Penna Firme,Educadora * Adaptado do artigo publicado na Revista Ensaio – Avaliação e Políticas Públicas em Educação, vol. 2 – out / dez. 1994. Grupo 7 - Entrevista : Celso dos Santos Vasconcelos
  34. 34. Intencionalidade: palavra-chave da avaliação De nada adianta mudar ferramentas, se o professor continuar classificando os alunos em bons e maus Quem quer fazer uma avaliação mais justa para ajudar o aluno a superar suas dificuldades pode começar mudando sua intenção no ato de avaliar. Essa é a visão do educador Celso Vasconcelos. Leia a íntegra da entrevista exclusiva que ele deu à NOVA ESCOLA. Nova Escola > Qual a definição mais abrangente de avaliação? Vasconcelos < Avaliar é localizar necessidades e se comprometer com sua superação. Em qualquer situação de vida, a questão básica da avaliação é: o que eu estou avaliando? No sentido escolar, ela só deve acontecer para haver intervenção no processo de ensino e aprendizagem. NE > Porque o sistema de avaliação começou a ser questionado nos últimos anos? Vasconcelos < Essa análise tem sentido se recuperarmos um pouco do papel da escola na sociedade. No século XVIII, a burguesia usava a escola para formar mão-de-obra e era uma justificativa para as diferenças sociais. A educação, além de fornecer homens-máquina para as indústrias que estavam surgindo, era um chamariz para a ascensão social. Essa situação se manteve por mais de 2 mil anos. Hoje o diploma não garante colocação a ninguém. Não se pode mais afirmar que uma pessoa formada terá um bom emprego, ou mesmo se vai ter emprego. Muitas escolas então usam atualmente o apelo da educação como superação: formar uma pessoa para ser melhor do que as outras. Com a mudança no mercado de trabalho e o avanço da consciência crítica dos educadores, é preciso quebrar a lógica de 10 mil anos da avaliação excludente. NE > Como a avaliação diferencia uma educação integradora de outra excludente? Vasconcelos < Eu divido a prática de avaliar em quatro categorias. A primeira é o conteúdo, na qual se percebe o conteúdo cognitivo do aluno. A segunda é a forma de avaliar: dar notas ou conceitos? Fazer ou não uma semana só de exames? Dar questões longas ou curtas? Outra categoria é formada pelas relações que a avaliação estabelece na prática de ensino: posso mudar a avaliação sem mudar o tipo de aula? Como avaliar uma classe grande? A última, e a mais importante, é a intencionalidade. Mudanças nos outros aspectos sem mudar a intenção com a qual se avalia não levam a nada. NE > O que é então a intencionalidade? Vasconcelos < Eu uso intencionalidade porque dá para brincar com as palavras intenção e realidade, ou seja, o desejo traduzido em práticas concretas. Precisa querer. A primeira questão a ser feita é: avaliar para que? Para localizar a necessidade do aluno e para atender à superação. Quando então temos um aluno, ou vários, que não estão acompanhando, é preciso parar para atendê-los. É elementar. Quando a dificuldade é localizada, o professor precisa se comprometer com a busca de uma estratégia e com a superação da barreira.
  35. 35. NE > Mas o professor tem tempo na grade curricular para atender esses alunos? Vasconcelos < É preciso rever conceitos, repensar práticas de aula, replanejar o calendário escolar, buscar alternativas. João Amós Comeno, pensador protestante, já dizia, em 1637, em seu tratado A Arte Universal de Ensinar Tudo a Todos (Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa), que existiam três cavaleiros do apocalipse da educação: 1) a avaliação classificatória; 2) o conteúdo estabelecido sem sentido e 3) o professor falando o tempo todo. Essas três coisas já são denunciadas a tanto tempo e são realmente uma praga no ensino. Em Didática Magna, Comeno falava que o ensino precisava ser mais participativo. Ele comparava a sala de aula com a vida, ressaltando o perigo das classes homogêneas e da padronização dos alunos. Ele dava o seguinte exemplo: na natureza existem flores diferentes; na sala de aula temos também de ter pessoas diferentes. É singelo, mas de um sentido político profundo. NE < Que tipo de perigos trazem esses três cavaleiros do apocalipse? Vasconcelos < O conteúdo preestabelecido obriga o professor a cumprir um rol de temas. Por trás dessa exigência está a avaliação classificatória: se ele não cumprir essa lista de assuntos, ele vai ser julgado pelos colegas da série seguinte, pelos pais, pelo sistema, pelo vestibular como incompetente. Então o professor fica preocupado e quer cumprir o programa. Para conseguir isso, ele dá aulas expositivas, já que uma aula interativa e participativa demanda tempo, e aí o programa atrasa. Isso acaba com o processo pedagógico. Na minha opinião, o pior dos três cavaleiros é a avaliação classificatória. Ela interfere em todas as outras práticas. E se quiser acabar mesmo com o processo, podemos chamar o quarto cavaleiro: as condições precárias de trabalho. Na hora que o professor for parar para tirar uma conclusão dessa intencionalidade, ele vai se defrontar com isso. Ainda que ele queira parar, como é que fica o programa? Um aluno que não entende gera indisciplina, contamina outros. E agora esse professor tem problemas de aprendizagem e de comportamento. Parece exagero mas não é. O professor precisa estar fortalecido na sua convicção de que parar é necessário, para que ele enfrente todas as pressões. Ele precisa saber que a curva da aprendizagem não é linear. Ela é exponencial: uma base bem trabalhada, ainda que demore mais, leva a uma aprendizagem mais rápida no futuro. A nova intencionalidade pode se traduzir na prática de metodologia participativa em sala de aula, onde se faz a recuperação da aprendizagem no próprio ato do ensino. Eu não fico esperando ensinar para depois avaliar. Se o aluno participa, dialoga, já é possível perceber ali mesmo se ele não está entendendo. O trabalho de recuperação do aprendizado pode então se dar concomitante ao ensino. NE > Que peso as notas devem ter na avaliação de um aluno? Vasconcelos < Nota é ridículo. Mas também pode ser democrática, se for pega como um indicador da situação do aluno naquele momento. Pode-se aplicar notas se você tiver em mente que ela pode ser dinâmica. Alguns alunos perguntam o que fazer para recuperar a nota. O professor deve perguntar o que deve fazer para recuperar a aprendizagem. Esse método classificatório interfere no psicológico do aluno, interrompe a relação dele com o objeto do conhecimento. Existe o currículo oculto, que ninguém pode negar: em sua trajetória escolar, o aluno aprende que o
  36. 36. importante é a nota, pois é isso que ele deve perseguir para passar de ano, e não o prazer em aprender. Se a opção for por um sistema que não dê tanta importância à nota, mas sim ao aprendizado, isso precisa ser implantado desde as séries iniciais. NE < Que instrumentos ele pode usar em um novo processo de avaliação? Vasconcelos < Uma coisa simples é o diálogo, a exposição dialogada. Mas existem técnicas mais ativas, como dramatização, relatórios, pesquisas, onde o professor pode perceber o nível de elaboração do aluno. A metodologia participativa é fundamental na concretização da nova intencionalidade. Outro método simples: pedir para o aluno dizer com as suas próprias palavras os conceitos apreendidos, para ver se houve internalização. Freqüentemente o estudante repete as palavras do professor ou do livro didático. O trabalho em grupo em sala de aula é importante, com um colega ajudando o outro. Ao invés de ter somente um professor na sala de aula, é possível ter cinco ou seis: os próprios alunos fazendo esse papel. Outra prática muito legal é você fazer monitoria: os alunos passam a ajudar seus colegas em determinadas disciplinas ou conteúdos. Como se pode ver, há uma série de iniciativas que traduzem essa nova intencionalidade em práticas concretas. São coisas pequenas que o professor já pode começar a mudar, sem precisar mexer no planejamento escolar. Claro que seria ótimo, por exemplo, se o professor tivesse 20 horas de trabalho em classe e outras 10 na escola, quando ele pudesse atender o aluno com dificuldades fora da classe, entrevistá-lo, conversar com ele. Isso seria excelente. No fundo, gostaríamos de chegar ao ponto em que o aluno desenvolvesse a competência de se auto-avaliar e avaliar o trabalho do professor. Isso é importante porque o aluno passa a se localizar no processo de aprendizagem. Essa é a verdadeira construção da autonomia que a educação moderna visa. NE < Mas a escola também deve se integrar nesse processo de mudança? Vasconcelos < Existem algumas práticas que demandam modificações mais profundas. Os professores do segundo ciclo do Ensino Fundamental reclamam que não têm tempo com os alunos. Um professor de História da 5ª série, por exemplo, vê cada turma somente algumas poucas vezes por semana. Mas se ele acompanhar esses alunos até a 8ª , vai conhecê-los cada vez melhor. Isso exige somente uma reengenharia de horários, coisa que está ao alcance da escola. Se o professor já tem uma visão nova, a escola vai percebendo essas alternativas. Por isso é fundamental que o professor participe do processo de repensar o projeto pedagógico na condição de sujeito, não de objeto. Infelizmente, muitas mudanças ocorrem com o professor padecendo delas. Ele é simplesmente comunicado das mudanças. É o caso clássico da questão do ciclo no Estado de São Paulo. Em outras realidades, as escolas aderiram aos ciclos, por etapas. Em São Paulo os ciclos foram implantados de uma vez em 98. Porto Alegre vem fazendo 10 anos de caminhada com as escolas de lá. O Ceará colocou em 98 ciclos somente da 1ª a 4ª , por adesão, para no máximo 40% da rede. Aos poucos, outras escolas foram entrando no esquema novo. Isso parece pouco, mas não é. É mais demorado, mas evita-se o risco de o processo ser uma grande mentira. Queima-se a idéia do ciclo porque ele é implantado de maneira inadequada. Se a mudança é uma coisa violenta para o aluno, também o é para o professor. Não se muda por decreto. É
  37. 37. preciso favorecer a mudança de intencionalidade. E aí entra então o estudo. O professor não faz uma avaliação diferente porque ele não sabe. O modelo que ele teve como aluno é o tradicional. Mesmo ensinando práticas diferentes de avaliação, os professores de Educação, na hora da avaliação, mandam seus alunos, futuros professores, pegarem o papel e fazer uma prova. Esse é um ponto sério. Outro ponto fundamental é o do projeto político pedagógico. Uma mudança fundamental passa pelo sujeito, mas também pelas relações dentro da escola. Não dá para discutir avaliação se não discutir antes que pessoa se quer formar: queremos reforçar a sociedade excludente que está aí? Se queremos, a avaliação tradicional está perfeita. Mas se sonhamos com uma sociedade onde todos tenham voz ativa, então é preciso modificar tudo. Philippe Perrenoud fala que mudar a avaliação é mudar a escola. Eu vou um pouco mais adiante. Digo que mudar a avaliação é mudar a sociedade. No final, o que está em discussão é um projeto de sociedade. Nós acreditamos em uma sociedade que tenha lugar para todos? É possível construí-la ou não? É preciso compreender o seu espaço de autonomia relativa e atuar em cima disso, sabendo que você não é o redentor da humanidade, mas também não está totalmente amarrado. Tem coisas que você pode começar a fazer, por isso que eu insisto muito em passos pequenos, mas concretos e coletivos em uma nova direção. Essa perspectiva do processo é muito importante no resgate da potência do professor, da alegria em ensinar. Quando ele percebe que existem práticas que ele pode começar a utilizar, sua auto estima começa a aumentar. O mesmo acontece com o aluno. Eu defendo a reunião pedagógica semanal, pelo menos duas horas por semana, remunerada. A ansiedade diminui só de saber que os colegas têm problemas iguais aos nossos. NE < O senhor disse que o professor precisa parar e fazer uma avaliação para depois atender aqueles que precisam de ajuda, e o passo seguinte seria a retomada, a mudança. O que o professor deve fazer para que esse processo ocorra em prol do aluno? Vasconcelos < O professor precisa pensar qual será o caminho que deve seguir: uma mudança de metodologia? Uma outra forma de abordar o conteúdo? Um exercício complementar para ser feito em casa? Um atividade diversificada em sala de aula? Um trabalho em grupo? É preciso buscar uma alternativa, o que não se aceita mais é ver o problema constatado e não ocorrer mudanças. Não tem sentido o professor passar o fim de semana inteiro corrigindo provas e atribuindo notas e na segunda-feira entregar o boleto na secretaria, ir para a sala como se nada tivesse acontecido, bimestre novo, vida nova. NE > Como o professor deve expor ao aluno a avaliação feita no decorrer do processo? Vasconcelos < A questão fundamental é saber qual o perfil de pessoa que se quer formar, de acordo com o projeto pedagógico da escola. Essa questão não é muito simples, pois nós perdemos muitos referenciais. A partir disso, o professor vai ter os critérios para fazer o relatório. Tendo isso claro, ele pode dizer quanto essa criança está se aproximando, ou não, dos objetivos. A vantagem do relatório é que ele permite ter uma idéia do processo, verificando como a criança vivencia o processo escolar. Mas é preciso ter noção desse processo, para não tornar o relatório uma ficha policial: "A criança é agressiva, dispersiva etc". Se o parecer for
  38. 38. assim, prefiro a nota, por mais limitada que ela seja. De 1ª a 4ª série é mais fácil, pois um professor acompanha o aluno o ano todo. Já de 5ª a 8ª torna-se mais complicado, caso o professor não tenha um tempo semanal para ficar na escola e cuidar dessa tarefa. Muitas vezes os professores montam alguns tipos de relatórios e os apresentam independente dos alunos que estão sendo avaliados. É uma grande farsa. Mas se for inevitável, é possível criar uns 25 níveis de classificação e, dependendo do aluno avaliado, ele é enquadrado em um desses níveis. Se o professor acrescentar algum comentário pessoal, por exemplo, o processo torna- se transparente e eficaz. Sei que é muito fácil falar para os professores fazerem relatórios, mas muitas vezes eles não têm tempo, principalmente os de séries mais avançadas. Sinceramente eu acredito que, das quatro categorias da avaliação (conteúdo, forma, intencionalidade e relações), eu investiria mais energia na intencionalidade. Se eu tiver de decidir entre conceito e relatório ou ter mais tempo de intervenções em sala de aula, eu não tenho a menor dúvida: dou conceito e incentivo o professor a mudar sua prática no dia-a-dia. NE < Como o professor pode se capacitar para entrar nessa nova realidade? Vasconcelos < Ele deve deixar o bom senso aflorar, fazer e depois discutir com os colegas. Isso é o mais importante. Depois ele pode partir para cursos e literatura. É interessante também o professor conhecer práticas que estão dando certo em outras escolas. Grupo 8 – Os Avanços da Avaliação Escolar no Século XXI 10. Avaliação final do Encontro. Ficha a ser preenchida e devolvida para consolidação dos dados. 11. Encerramento

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