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Curso Arquitetura de Informação @ iMasters Jan 2013

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Curso Arquitetura de Informação @ iMasters Jan 2013

  1. 1. Introdução à Arquitetura de Informação Um pouco de história e princípios teóricos
  2. 2. Agenda do Curso Segunda. Terça. Quarta. Quinta. Sexta. Introdução Sistemas da AI Processo e Técnicas Processo e Técnicas Encerramento Parte 1 Parte 2 Definições Organização e Pesquisa Especificação Testes de História Rotulação Usabilidade Porque isso é importante Modelos Conceituais Navegação e Busca Concepção Implementação Mundo da AI UX Honeycomb
  3. 3. Sobre mim Arquiteto de Informação na Gazeta do Povo – O principal Jornal do Paraná. Mais de 5 anos na labuta. A maior parte deste tempo trabalhei na Agência Casa, onde coordenei a equipe de UX e desenvolvi projetos de estratégia de conteúdo e experiência do usuário, em diversos tipos de plataformas como portais, aplicativos, campanhas, redes sociais, blogs e Intranets para clientes como Infoglobo, Tecnisa, HSBC, Ford, Johnson & Johnson, Coca Cola, Unimed, o Boticário, Portobello, Buscapé, Bematech, entre outros. Meus projetos queridinhos são o redesenho do site do Jornal Extra e do Globo, ambos no rio de Janeiro e dos quais provavelmente vou falar bastante. Jornalista formado na PUC-PR. Casado, fui até Ushuaia de Uno, estudo marcenaria no SENAI, montanhista vergonhosamente amador e gostaria de morar no mato. Filósofo e músico todo mundo é, e eu também.
  4. 4. Definição de Arquitetura de Informação – Livro Urso 1. O design estrutural de ambientes de informação compartilhada. 2. A combinação de sistemas de organização, rotulação, busca e navegação em sites e intranets. 3. A arte e ciência de formatar produtos e experiências de informação  com  base  na  usabilidade  e  “encontrabilidade”. 4. Uma disciplina emergente e comunidade focada na prática de trazer princípios de design e arquitetura para o cenário virtual.
  5. 5. Mas o que eu Fazemos pesquisas para entender o usuário o cliente e os desenvolvedores, criamos protótipos e estruturas de conteúdo para definir soluções que digo pro meu intermediam as vontades, necessidades e limitações de cada um e depois conferimos pra ver se tudo continua coerente durante o desenvolvimento do chefe? processo. Encontramos um ponto comum entre o que o cliente quer, o usuário precisa e o que dá pra fazer. Comunicamos isso da melhor forma possível para clientes e desenvolvedores para que os primeiros aprovem e os segundos executem da melhor forma possível. Defendemos a boa experiência do usuário através de uma boa arquitetura de informação e design de interação. Identificamos os meios mais eficientes de conectar os usuários com o que eles precisam. Definimos o melhor jeito de fazer um sistema que cumpra os objetivos do cliente, satisfazendo necessidades do usuário.
  6. 6. Mas o que eu Sou um Arquiteto de Informação. Eu organizo montes digo pra minha enormes de informação em grandes sites e intranets para as Vó? pessoas encontrarem o que estão procurando. Pense como se eu fosse um bibliotecário da internet. Sou um Arquiteto de Informação. Eu ajudo minha empresa a fazer com que seus clientes achem nossos produtos com mais facilidade no site. Eu sou um tipo de vendedor on-line. Eu aplico os conceitos de marketing, um por um, na internet. Sou um Arquiteto de Informação. Sou quem resolve o problema e excesso de informação do qual todo mundo reclama. Vó; eu trabalho com computador.
  7. 7. Definição interessante de dono desconhecido: O designer de experiência do usuário é um ponto de ligação. Não é um especialista em um assunto, um doutor, ou qualquer tipo de ser mágico. Nós não temos um conjunto de melhores práticas que podem ser aplicadas automaticamente, nem temos todas as respostas. Nossa maior habilidade deve ser a de que sabemos como ouvir.
  8. 8. História breve da Arquitetura de Informação Aristóteles Orador – Discurso - Auditório Quem - O quê - Para quem? Arquitetura Do  grego:  αρχιτεκτονική Arché – αρχι  - Primeiro, ou principal Tékton – τεκτονική  - Construção Informação Do latim: informationis Delinear, conceber idéia.
  9. 9. Richard Saul Wurman http://www.wurman.com/rsw/ Usou  pela  primeira  vez  o  termo  “Arquitetura   de  Informação”  em  1976  no  livro  Ansiedade   de informação. Arquiteto especialista em design gráfico.
  10. 10. Louis Rosenfeld e Peter Morville rosenfeldmedia.com semanticstudios.com - Introduziram a Arquitetura de Informação na internet. - Fundadores da primeira empresa a empregar conceitos de Arquitetura de informação no design de websites na empresa Argus em 1994. - Biblioteconomista e Cientista da Informação.
  11. 11. Por que isso é importante? - Custo de encontrar a informação - Custo de não encontrar informação - O valor da educação - O custo da construção - O custo da manutenção - Custo de treinamento - O valor da marca - Ganhar dinheiro, economizar dinheiro, melhorar a satisfação de seus empregados ou consumidores, ou só fazer do mundo um lugar melhor...
  12. 12. Porque os projetos dão errado: 1 Requerimentos mal definidos 2 Comunicação ruim entre cliente, usuário e desenvolvedores 3 Políticas de Stakeholders http://spectrum.ieee.org/computing/software/why-software-fails/0
  13. 13. 50% É a média do tempo gasto em refação nos projetos de TI. http://spectrum.ieee.org/computing/software/why-software-fails/0
  14. 14. 100X Mais caro fazer alterações em um projeto finalizado. http://spectrum.ieee.org/computing/software/why-software-fails/0
  15. 15. 15% Dos projetos são abandonados depois de uma primeira entrega inadequada. http://spectrum.ieee.org/computing/software/why-software-fails/0
  16. 16. U$ 1.000.000.000.000 (É um trilhão, não se preocupe em contar os zeros.) Foram gastos em tecnologia de informação em 2010 por governos e organizações em todo o mundo. Para se ter uma idéia, foram gastos 1,5 trilhões na área militar. http://spectrum.ieee.org/computing/software/why-software-fails/0
  17. 17. 83% É a média da melhoria dos KPI’s em projetos com 10% do orçamento gasto em pesquisa de usabilidade. http://spectrum.ieee.org/computing/software/why-software-fails/0
  18. 18. Aumentamos KPI’s - Conversões - Tráfego no site - Cadastros - Contatos de novos clientes - Vendas - Fatia de mercado - Transações - Taxa de sucesso em tarefas - Retenção - Produtividade - Pageviews - Uso do sistema - Visitas
  19. 19. Diminuímos KPI’s - Custos do projeto - Tempo de desenvolvimento do projeto - Custo de treinamento - Erros no uso do sistema - Tempo do usuário - Chamadas em help desk - Refações - Manutenção
  20. 20. Benefícios Subjetivos: - Satisfação do consumidor - Fidelização de clientes - Satisfação do cliente e de investidores - Percepção de valor da marca - Satisfação de funcionários - Clareza na comunicação - Facilidade de aprendizagem do sistema - Aumento da confiança do usuário - Eficiência na gestão de informação
  21. 21. Os empréstimos de pessoa física no Brasil em 2009 R$ 469 bi R$ 0,5 bi (7%) R$ 8,5 bi R$ 4,4 bi (52%)
  22. 22. O Spread Bancário de pessoa física em 2009 chegou a 26%. Mas vamos ser realistas e calcular o lucro dos empréstimos pela taxa mínima de juros do crédito parcelado automático que é de 3,93%
  23. 23. 4,4 Bilhões de R$ X 3,9 % R$175 milhões lucro dos empréstimos feitos via ATM
  24. 24. Lembram que a média da melhoria dos KPI’s em projetos de UX é de 83% ? Vamos ser modestos, e imaginar que após um processo de redesenho de 6 meses, o número de empréstimo via ATM’s tenha aumentado 5%.
  25. 25. 175 Milhões de R$ X 5 % R$ 8,7 milhões Aumento do lucro dos empréstimos feitos via ATM depois do suposto redesenho.
  26. 26. Destes 8 milhões que o cliente ganhou, quanto será que podemos cobrar pelo projeto ?
  27. 27. Fundamento da Arquitetura de Informação Modelo Conceitual de UCD - IDEO
  28. 28. Modelo – Urso Polar - Usuário, Contexto, Vídeo Noticioso burocrático Aúdio Oficial Conteúdo. Texto Entretenimento Gráficos Técnico Animações Institucional Imagens Informativo Comercial Interações Operacional Hipertexto Artístico Aberto ou restrito Publicitário Tipo de ambiente virtual (sistema off-line, Internet intranet...) Hardware/Software Contexto jurídico Aspectos Culturais/sociais/políticos Capital humano de Aspectos funcionais operacionalização Nível econômico/social Metodologia de desenvolvimento Estado físico Metas, objetivos e implicações Motivações Sazonais do Cliente Aspectos Psicológicos/cognitivos Recursos financeiros Necessidades primárias/secundárias... Tecnologia Ergonomia Tempo Know-how
  29. 29. Modelo - User Experience HoneyComb:
  30. 30. Utilidade O conteúdo é o rei. O que o usuário quer/precisa? O que o cliente quer/precisa? O que se tem/ou se pode ter? Útil é tudo o que serve ao usuário final independente de sua qualificação moral; não existe produção se não houver consumo. Útil para o usuário nem sempre é útil para o Arquiteto de informação, para o cliente ou para a sociedade como um todo. O site mais inútil da internet Info Online, 2009
  31. 31. Usabilidade “Usabilidade  é  a  eficiência,  eficácia  e  satisfação  com  a  qual  os   públicos do produto alcançam objetivos em um determinado contexto.” – Eficácia: É a capacidade de executar tarefa de forma correta e completa. – Eficiência: São os recursos gastos para conseguir ter eficácia. – Satisfação: O conforto e aceitação do trabalho dentro do sistema. Usabilidade é a medida na qual um produto pode ser usado por usuários específicos para alcançar objetivos específicos com efetividade, eficiência e satisfação num contexto específico de uso. Norma ISO 94241-11
  32. 32. PhD Jakob Nielsen useit.com Diretor do Nielsen-Norman Group, uma das maiores empresas de consultoria em usabilidade no mundo.
  33. 33. Cinco atributos da usabilidade (NIELSEN, 1993) Facilidade de aprendizagem Eficiência de uso Facilidade de memorização Baixa taxa de erros Satisfação subjetiva Heurísticas de Nielsen Feedback Linguagem do usuário Controle e liberdade para o usuário Consistência e padrões de navegação Prevenir Erros Minimizar a sobrecarga de memória Flexibilidade e eficiência no uso - Atalhos Diálogos Simples e Naturais Boas Mensagens de Erro Ajuda e Documentação
  34. 34. Steve Krug sensible.com Popularizou a usabilidade com um livro inovador, amigável e prático. Pioneiro no uso de metáforas e na didática de ensino da usabilidade.
  35. 35. Encontrabilidade O que o usuário quer? Quando ele quer? Como ele quer encontrar? Que recursos ele dispõe para encontrar? Sobrecarga de informação: Em Janeiro de 2009 existiam mais de 185 milhões de sites na internet. (Nielsen- Netratings) Mais de um milhão de sites surgem por mês em todo o mundo.(NETCRAFT, 2009) Em 2006 o mundo criou 161 exabytes de informação. (IDC, 2007) Estamos diante de diversos fluxos diferentes de informações complexas tem que estar estruturadas com o objetivo de serem encontradas.
  36. 36. É difícil achar uma agulha no palheiro?
  37. 37. Depende da agulha
  38. 38. E depende do Palheiro
  39. 39. Credibilidade 10 principais fatores influenciadores da credibilidade de um site: 1 - Facilite a verificação das informações do seu site 2 – Mostre que existe uma instituição organizada real por trás do projeto 3 – Realce a experiência da sua organização nos conteúdos e serviços que oferece. 4 – Mostre as pessoas honestas e confiáveis por trás do projeto 5 – Facilite o contato 6 – O design do seu site deve parecer profissional (ou apropriado para sua finalidade) 7 – Faça seu site fácil de utilizar, e útil 8 – Atualize seu site frequentemente (ou pelo menos mostre que foi revisado recentemente) 9 – Seja moderado com conteúdos promocionais(anúncios e ofertas) 10 – Evite todo o tipo de erro, por menor que seja. http://credibility.stanford.edu/
  40. 40. Acessibilidade Sites devem ser acessíveis a todos, independente de: Restrição física Restrição tecnológica Restrição financeira Restrição social Decreto-lei 5296 de 2 de dezembro de 2004 Art. 2o Ficam sujeitos ao cumprimento das disposições deste Decreto, sempre que houver interação com a matéria nele regulamentada: I - a aprovação de projeto de natureza arquitetônica e urbanística, de COMUNICAÇÃO E INFORMAÇÃO, de transporte coletivo, bem como a execução de qualquer tipo de obra, quando tenham destinação pública ou coletiva; Itens de hardware funcionam como extensões do corpo humano.
  41. 41. Desejabilidade (credo!) Amigabilidade Nossa busca pela eficiência deve vir temperada pela apreciação do poder e do valor de uma imagem, identidade, marca e outros elementos do design emocional. Um site pode e deve ser legal, divertido de usar, desde que não hajam conflitos de prioridade. As emoções e sensações são essenciais para a convivência e sobrevivência humana. Entre  dois  sites  igualmente  eficientes,  a  “amigabilidade”  é  um  dos  fatores   que desempata o jogo. Os paradigmas nem sempre vendem mais, e quando descobrem isso, eles começam a mudar.
  42. 42. Linguagem do usuário http://www.cocacolabrasil.com.br http://www.cocacola.com.br http://www.cocacolazero.com.br http://www.thecoca-colacompany.com/
  43. 43. Valorabilidade (credo!) Valor Agregado Os sites devem dar resultado para quem paga. Têm que valer a pena serem pagos. Para as organizações sem fins lucrativos, a experiência do usuário deve favorecer a missão proposta. Para empresas com lucro, devem contribuir para o faturamento da empresa e aumento da satisfação do cliente. É o que manterá seu projeto no ar por todo e todo o sempre amém. Os investimentos em publicidade na internet cresceram 44% em 2008, contra 9% da média do mercado . Fonte: Meio & Mensagem Receita do Google: U$ 4,2 Bi (2008) Estimativa de prejuízo do You Tube para 2009: U$174 Mi Fonte: RampRate Receita da Rede Globo: R$7,5 Bi (2008) Fonte: Blue Bus
  44. 44. E o Design?
  45. 45. Design de Interação / Design centrado no usuário Design de Interação é a maneira como um produto proporciona ações em conjunto entre pessoas e sistemas. – Usabilidoido Pensar no relacionamento do homem com sistemas ou objetos. Colocar a lógica fechada dos ambientes técnicos em função das variações da cognição humana. O designer de Interação se concentra nas perguntas feitas pelo usuário. (Morville e Rosenfeld) Alguns nomes que se veem por aí: User Experience Designer Interaction Designer Information Architect Usability Engineer
  46. 46. Alguns nomes que se veem por aí:
  47. 47. Donald Norman Sócio fundador do Nielsen Norman Group, pioneiro da aplicação da Psicologia Cognitiva ao design centrado no usuário.
  48. 48. Desafios da Arquitetura Web Social Web Semântica Design Responsivo Acessibilidade Serviço X Negócio Desenvolvimento Ágil
  49. 49. Componentes Básicos da AI
  50. 50. Louis Rosenfeld e Peter Morville, autores do clássico livro da capa com o “Urso  Polar”,  dividiram  a  Arquitetura  de  Informação  de  um  website  em quatro grandes sistemas, cada um composto por regras próprias e suas aplicações: Sistema de Organização Sistema de Rotulação Sistema de Navegação Sistemas de Busca * ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information Architecture for the Word Wide Web. 3. ed. Sebastopol, CA: O'Reilly, 2006.
  51. 51. Sistema de organização
  52. 52. Seu site é organizado? * Site acima: http://www.havenworks.com/
  53. 53. O que é um sistema de organização? O sistema de organização é o componente da Arquitetura de Informação responsável por organizar a informação do website. Sua função é definir as regras de classificação e ordenação das informações que serão apresentadas e aplicar estas regras, categorizando todos os conteúdos oferecidos. Seu principal desafio é organizar a informação de forma que ajude o usuário a encontrar o que precisa para atingir seu objetivo.
  54. 54. Por quê categorizar as informações? Categorizar é uma habilidade natural que a mente humana usa para compreender o mundo ao seu redor. Categorizar é o processo cognitivo de dividir as experiências do mundo em grupos de entidades, ou categorias, para construir uma ordem dos mundos físico e social em que o individuo participa. JACOB e SHAW, 1998 Categorização é um mecanismo cognitivo fundamental que simplifica a interação do indivíduo com o ambiente: Ela não apenas facilita o armazenamento da informação, mas também reduz a demanda da(apud JACOB e SHAW, 1998) MARKMAN memória humana. * JACOB, E. ; SHAW, D. Sociocognitive Perspectives on Representation. Annual Review of Information Science and Technology (ARIST). Vol. 33, p. 131-185, New York: Knowledge Industry Publications, 1988.
  55. 55. Formas de organização da informação Para organizar a informação é preciso classificá-la, definir quais documentos serão colocados em quais categorias. Para isso é preciso considerar as características da interface. Os pesquisadores Rosenfeld & Morville*, falam da importância  dos  “esquemas  de  organização”.  Citam alguns esquemas de organização através dos quais navegamos todos os dias, como listas de telefone, supermercados e guias de programação de televisão, que facilitam o acesso à informação. Os autores classificam os esquemas em: esquemas exatos e esquemas ambíguos. * ROSENFELD, L.; MORVILLE, P. Information Architecture for the Word Wide Web. 3. ed. Sebastopol, CA: O'Reilly, 2006.
  56. 56. Sistema de organização Esquema exato Esquema ambíguo Divide a informação em categorias bem Divide a Informação em categorias definidas e mutuamente exclusivas. subjetivas. Baseia-se na ambigüidade inerente da língua e na subjetividade Possui regras claras para incluir novos humana. itens. Não possui regras claras de como incluir Indicado quando o usuário sabe novos itens. exatamente o que está procurando. Indicado quando o usuário não sabe exatamente o que está procurando. Páginas brancas da Páginas amarelas da lista telefônica (Esquema exato) lista telefônica (Esquema ambíguo)
  57. 57. Esquemas de organização exatos Alfabeto Indicado para grandes conjuntos de Informação e públicos muito diversificado. Ex: Dicionários, Enciclopédias, Listas Telefônicas. Tempo (cronológico) Indicado para mostrar a ordem cronológica de eventos. Ex: Livros de História, Guias de TV, Arquivo de notícias. Localização (geográfico) Compara informações vindas de diferentes locais. Ex: Previsão do tempo, pesquisa política, Atlas de anatomia. Seqüência Organiza itens por ordem de grandeza. Indicado para conferir valor ou peso a informação. Ex: Lista de preços, rankings, classificações.
  58. 58. Esquemas de organização ambíguos Assunto (tema) Divide a informação em diferentes tipos, modelos ou perguntas a serem respondidas. Ex: Páginas Amarelas, Editorias do jornal, Supermercado. Tarefa Organiza a informação em conjuntos de ações. Raramente utilizado sozinho na Web. Ex: Menu aplicativos Windows (Editar, Exibir, Formatar). Público-Alvo (audiência) Indicado quando se deseja customizar o conteúdo para diferentes públicos-alvos. Ex: Lojas de departamento (classifica seus produtos em masculino, feminino e infantil). Metáfora Utilizado para orientar o usuário em algo novo baseado-se em algo que lhe é familiar. Ex: Desktop de um computador (utiliza a metáfora de uma mesa de escritório). Híbrido Reúne 2 ou mais esquemas em uma mesma organização. Normalmente causa confusão ao usuário.
  59. 59. Faced classification A classificação do mesmo conjunto de informações em diferentes esquemas é chamado de faced classification (classificação facetada ou multi-dimensional). Cada esquema representa uma dimensão na estrutura que organiza a informação. A web, por ser um ambiente virtual, permite facilmente apresentar a mesma informação organizada de várias formas. No mundo físico, ao contrário, isso é praticamente impossível. A grande vantagem da faced classification é que ela oferece ao usuário diversas maneiras de buscar a mesma informação, acomodando diferentes estratégias de busca e modelos conceituais.
  60. 60. Assunto Alfabeto http://www.almanaqueculinario.com.br/receitas-alfabeto/
  61. 61. Tempo http://veja.abril.com.br/acervodigital/home.aspx
  62. 62. Assunto Tempo http://www.redetv.com.br/portal/grade.aspx
  63. 63. Localização Assunto http://www.tecnisa.com.br
  64. 64. Assunto Localização http://www.submarinoviagens.com.br/viagens/destinos.aspx
  65. 65. Seqüência Híbrido (tarefa, assunto) http://migre.me/
  66. 66. Assunto Seqüência http://www.folha.com.br/
  67. 67. Exemplos de sistemas de organização Público-alvo Assunto Tarefas http://www.caixa.gov.br/
  68. 68. Público-alvo Assunto http://www.boticario.com.br
  69. 69. Híbrido (assunto, localização, público-alvo) http://www.imoveiscuritiba.com.br
  70. 70. Metáfora http://www.zoomii.com
  71. 71. Metáfora http://www.petmoustache.com/index.html
  72. 72. Metáfora http://www.sharpideas.com/
  73. 73. Dificuldades em organizar a informação na web Principais dificuldades Devido aos seus diversos aspectos cognitivos, a organização da informação na Web apresenta diversas dificuldades: Ambigüidade Heterogeneidade Multilocação Diferenças de Perspectiva Políticas Internas Estética
  74. 74. Ambigüidade Os sistemas de classificação se baseiam na linguagem humana, que é naturalmente ambígua. Liquidificador  está  em  “eletrodomésticos”,“eletroportáteis”,  ou  “utilidades  domésticas”? http://www.magazineluiza.com.br/
  75. 75. Heterogeneidade O conteúdo disponibilizado na web é altamente heterogêneo. Em um mesmo site podem estar presentes conteúdos de diversos tipos (textos, vídeos, sons, etc.) e em diversos formatos (html, gif, jpg, ppt, pdf, doc, etc.). Assim, criar um único sistema de organização que atenda a todo o website pode ser impossível. Serviços Vídeo Publicidade Notícias Mobile http://www.globo.com/
  76. 76. Multilocação No mundo virtual um mesmo corpo pode ocupar dois ou mais lugares no espaço. http://www.musicovery.com
  77. 77. Diferenças de perspectiva O arquiteto precisa evitar que suas perspectivas pessoais influenciem a organização da informação e buscar atender as diferentes perspectivas de cada usuário, o que aumenta a complexidade do sistema de organização. http://www.dell.com.br/
  78. 78. Políticas internas Muitas vezes decisões políticas influenciam diretamente a organização da informação de modo a resolver interesses internos ao invés de atender as necessidades do usuário. A exigência de espaços para publicidade em muitos sites afeta profundamente a experiência do usuário. http://www.rpc.com.br/
  79. 79. Estética Além de possuir uma organização compreensível um website precisa ser esteticamente agradável. Porém a estética não deve prevalecer sobre a compreensão da informação. Esteticamente o site é bonito e agradável, mas seu conteúdo só é descoberto atrás das flores caso o usuário compreenda a metáfora visual aplicada. http://www.flowersforhope.com/garden/
  80. 80. Sistemas de Rotulação
  81. 81. Antes, de falar de rotulação vamos falar um pouco de signos: Semiótica: O estudo dos signos. Signos são representações de experiências. Tudo aquilo que faz parte do universo cognitivo do usuário, nós podemos chamar de intuitivo, inclusive os processos de significação que podem variar de acordo com o contexto semântico.
  82. 82. Processo de significação:
  83. 83. Contextos semânticos Cultural Funcional Pajero Clipe Brasil Espanha Temporal Gramatical Pia Broto Verbo 1960 2009 Substantivo (o pássaro pia)
  84. 84. Sistema de rotulação Rótulos são os signos que irão representar a estruturação do conteúdo do site. Eles devem comunicar ao usuário qual é o conteúdo do site e o que ele pode ou não pode fazer. Château Pétrus Do Avô Pomerol, Bordeaux, França. Campo Largo, Paraná, Brasil. Safra de 1899 Safra de 2009 5.203,00€, R$ 5,60
  85. 85. Regras de rotulação Completude Cubra todo o conceito transmitido pelo conjunto de rótulos. Níveis conteúdo Não misture conceitos com níveis diferentes de abrangência. Sintaxe Mantenha uniformidade na sintaxe dos termos. Estilo Siga um padrão de apresentação visual. Público Não misture termos com abordagens diferentes no mesmo menu.
  86. 86. Recomendações para o Sistema de rotulação - Crie categorias auto exclusivas. - Consulte outros sistemas de rotulação da categoria. - Use termos padronizados. Se necessário, crie um arquivo de autoridade. - Cuidado com sinônimos, homônimos e termos ambíguos. Estabeleça um padrão de uso ou indique a desambiguação. - Evite siglas.
  87. 87. Recomendações para o Sistema de rotulação - Pense na Amigabilidade. - Fale a linguagem do usuário. Faça um Card Sorting. - Estreite o Escopo para evitar ambiguidades. Se precisar divida o conteúdo do site em sub-sites. -Exiba os itens imediatamente inferiores. - Os termos devem se adequar a estrutura mental do usuário e não a estrutura interna das empresas.
  88. 88. Rótulos textuais Rótulos visuais Signos em forma de palavras. Signos em formas de imagens. VACA Vantagens Vantagens Intuitividade Economia de espaço Facilidade de Eficiência de uso Aprendizagem Deixam a interface mais Implementação Rápida atrativa
  89. 89. Tipos de Ícones Ícones Diretos ou literais Ícones indiretos Representam o conceito literalmente, mostram Se apropriam de uma parte do conceito uma figura do próprio conceito representado. representado na composição do signo. Ícones metafóricos Signos arbitrários Utilizam um outro conceito ou ato Definidos formalmente sem qualquer relação relacionado ao que respresenta. natural com seu significado. Ícones Concretos Ícones Abstratos Ícones Mistos