3º trimestre 2015 adolescentes lição 11

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Então o Senhor Deus pôs o homem no jardim do Éden, para cuidar dele e nele fazer plantações. (Gn 2:15).

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3º trimestre 2015 adolescentes lição 11

  1. 1. MODELO
  2. 2. TEXTO BÍBLICO • Então o SENHOR Deus pôs o homem no jardim do Éden, para cuidar dele e nele fazer plantações. (Gn 2:15). • Terá de trabalhar no pesado e suar para fazer com que a terra produza algum alimento; isso até que você volte para a terra, pois dela você foi formado. Você foi feito de terra e vai virar terra outra vez. (Gn 3:19).
  3. 3. DESTAQUE • Então Jesus disse a eles: “...O meu Pai trabalha até agora, e eu também trabalho...” (Jo 5:17)
  4. 4. DEVOCIONAL • SEG.........................................Pv 19:2 • TER.........................................Pv 13:16 • QUA........................................Pv 13:15 • QUI..........................................Pv 10:4b • SEX.........................................Pv 20:4 • SAB.........................................Pv 24:3 • DOM........................................At 16:6,7
  5. 5. OBJETIVOS • Esclarecer: Que em breve eles terão que escolher uma profissão. • Conscientizar: Das muitas exigências do mercado de trabalho na atualidade. • Ensinar: O que as Escrituras Sagradas dizem a respeito do ser bem-sucedido.
  6. 6. I – O MOMENTO DE ESCOLHER UMA PROFISSÃO • No passado, a família do futuro profissional tinha um peso muito forte, às vezes decisivo, na escolha. • Hoje a escolha é de natureza mais pessoal, ouvindo-se ou não a família. Muitas vezes há conflito. • O jovem tende a escolher pelo princípio do prazer. • O adulto tende a pensar em termos de remuneração. • No passado, o elenco de profissões era menor. • Em termos de ocupações de nível superior, eram poucas as possibilidades.
  7. 7. • Vejamos o caso da engenharia, da medicina e da comunicação, por exemplo. O jovem pode ficar confuso, com tantas possibilidades. • No passado, a dinâmica da história era mais lenta e mais previsível. • Hoje não se pode prever, por exemplo, que profissão remunerará bem nos anos próximos, mesmo porque pode surgir alguma que ainda não exista. • Quem há alguns anos, por exemplo, imaginou que haveria uma profissão como webmaster? • Quem imaginou que haveria algo como comércio eletrônico, que movimenta R$ 10 bilhões por ano no Brasil, dobrando a cada dois anos?
  8. 8. • Há dois outros elementos complicadores. • O primeiro: É que a escolha profissional se dá num momento pessoal de auto-conhecimento e de auto- definição. • Ao mesmo tempo em que se define como pessoa, a pessoa tem que definir a sua profissão. Não é fácil.
  9. 9. • O segundo: É para o cristão que ouve que a sua profissão deve glorificar a Deus e proclamar o seu Reino. • Como é isto possível? • Como isto deve ser tornado possível? • Não é fácil para um cristão escolher a sua profissão, tendo mais este critério, entre tantos outros.
  10. 10. • Tenhamos sempre em mente que o trabalho é um espaço de sobrevivência financeira. • O trabalho é um espaço de realização pessoal, pela interação que proporciona e pelas habilidades que permite desenvolver. • O trabalho é um espaço de transformação da realidade.
  11. 11. • Na instrução sobre o trabalho, em Efésios 6, o apóstolo Paulo orienta a pessoas, patrões e empregados, a como conviverem em seus empregos. • Ele parte da realidade do emprego. • Para chegarmos lá, precisamos falar da escolha do emprego. • Sugiro, então, alguns cuidados.
  12. 12. • 1. A escolha da profissão é um assunto de significado existencial e espiritual. • Nossa realização como pessoas tem a ver com o acerto e com o erro nessa escolha. • Não devemos tratar nossa escolha profissional apenas como uma questão de inteligência e de oportunidades. • Precisamos de uma vida que não separe religião e vida. • Tudo o que tem a ver com a vida tem a ver com Deus. • Tudo o que nos importa Lhe importa.
  13. 13. • 2. A escolha da profissão tem que considerar o presente, sem esquecer o futuro.
  14. 14. • Assim, devemos estar atentos a todos os sinais do tempo, que podem vir de feiras, leituras de jornais, revistas e guias de emprego, programas de rádio ou televisão ou de portais eletrônicos.
  15. 15. • Devemos usar os recursos da imaginação bem informada para vermos cenários possíveis. • A decisão deve ser racional. • Deve prevalecer sua vocação. • Há profissões em que a remuneração é mais baixa que outras; no futuro, na hora de reclamar, devemos nos lembrar que já sabíamos disto.
  16. 16. • Há ocupações que exigem alguns comportamentos dos profissionais, em relação ao tempo empregado e ao estresse envolvido, por exemplo. • Uma vez ouvi de uma médica, casada, que escolheu determinada especialização, porque não demandava plantões, que ela não queria para a sua vida. • Ela queria mesmo era ser obstetra, mas escolheu outra, porque sabia que a obstetrícia não sabe o que é noite, feriado ou férias longas. • Precisamos nos expor a experiências diferentes.
  17. 17. • 3. A escolha da profissão deve ser regida pelo princípio do prazer, associado ao princípio da realidade. • O princípio do prazer está na gênese; o da realidade, no meio e no fim do processo de escolha. • Uma boa maneira de saber de que gostávamos é notar o que não nos dá prazer. • Se vemos sangue e nos horrorizamos, não devemos escolher profissões da área da saúde, por exemplo. • Se detestamos matemática, a engenharia não nos é recomendável. • Se não gostamos de conversar com pessoas, já sabemos que precisamos de uma profissão de pouco contato.
  18. 18. • Não se deve abandonar o prazer, nem o ideal, mas o ideal é que o interesse pela arte seja acompanhada, se for o caso, por alguma outra profissão, numa dupla e dura jornada. • Alguns, quem sabe, poderão se dedicar só à arte, sabendo que o retorno financeiro é alto de risco. • A peneira é muito fina. Vejamos os casos dos escritores brasileiros: quantos podem viver dos seus livros? • Mesmo os maiores vivem do trabalho como jornalista ou colunista. • A maioria dos livros publicados no Brasil não foi produzida por escritores de tempo integral, nem por isto deixaram de ser escritores e se realizarem como tais. • Nem sempre devemos colocar todos os ovos apenas numa cesta.
  19. 19. • 4. A escolha da profissão deve deixar em equilíbrio duas possibilidades: • A da realização pessoal e a realização espiritual. • Este equilíbrio acontece quando o trabalho é desenvolvido com um sentido de missão. • Para que e para quem fazemos o que fazemos?
  20. 20. • José, do Egito, tinha uma visão clara a este respeito. Quando se revelou aos aterrorizados e covardes irmãos, explicou porque chegou ao cargo de primeiro-ministro: "Agora, não se aflijam nem se recriminem por terem me vendido para cá, pois foi para salvar vidas que Deus me enviou adiante de vocês. (...) Deus me enviou à frente de vocês para lhes preservar um remanescente nesta terra e para salvar-lhes a vida com grande livramento. Assim, não foram vocês que me mandaram para cá, mas sim o próprio Deus. Ele me tornou ministro do faraó e me fez administrador de todo o palácio e governador de todo o Egito. Voltem depressa a meu pai e digam-lhe: Assim diz o seu filho José: Deus me fez senhor de todo o Egito. Vem para cá, não te demores" (Genesis 45.5-9)
  21. 21. • Numa hora de grande dificuldade, Mardoqueu aconselhou à rainha Ester, com palavras que se aplicam a todo aquele que vive para Deus, mesmo num ambiente em que a palavra "Deus" não deve ser pronunciada ou numa ambiente dominado por uma racionalidade totalmente econômica ou tecnológica: “ • Não pense que pelo fato de estar no palácio do rei, você será a única entre os judeus que escapará, pois, se você ficar calada nesta hora, socorro e livramento surgirão de outra parte para os judeus, mas você e a família do seu pai morrerão.
  22. 22. • Quem sabe se não foi para um momento como este que você chegou à posição de rainha?" (Éster 4.13-14). Paulo, ao fazer um resumo de sua carreira, concluiu: "Todavia, não me importo, nem considero a minha vida de valor algum para mim mesmo, se tão-somente puder terminar a corrida e completar o ministério que o Senhor Jesus me confiou, de testemunhar do evangelho da graça de Deus. (Atos 20.24) • O que ele queria mesmo era dizer, ao final de sua vida: "Combati o bom combate, terminei a corrida [carreira - ARA], guardei a fé. Agora me está reservada a coroa da justiça, que o Senhor, justo Juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amam a sua vinda" (2Timóteo 4.7-8).
  23. 23. • 5. Em termos práticos, se as coisas estão claras, devemos fazer nossa escolha e trabalhar duro para levá-la adiante. • Se as coisas não estão claras, e o horizonte da escolha nos parece obscuro, eis aí algumas sugestões. a. Como Deus tem interesse no que lhe interessa: • sobretudo no seu interesse profissional, ore sempre a Ele pedindo orientação. Não o deixe de fora na hora de escolher a carreira a seguir. b. Envolva sua família na sua escolha. Não bata cabeça sozinho. Bata com mais alguém... Não despreze a experiência dos mais velhos, que já passaram pelas mesmas coisas que você passa.
  24. 24. c. Faça um teste vocacional. • Ele pode não ser definitivo. • Mas será bastante orientativo. d. Leia sobre profissões. • Leia muito. • Veja muito. • Converse muito. • Não tome decisões ligeiras. Duvide de suas escolhas no tempo de duvidar de suas escolhas. e. Decida. • Ore. • Siga em frente, o que envolve ainda mais esforço, empenhe e estudo.
  25. 25. II – UM MERCADO EXIGENTE • Muitos desafios ainda a enfrentar no desrespeito ao trabalho, principalmente ao trabalho infantil, mas o cenário é de mais oportunidades e qualificação • Setenta anos depois da criação do salário mínimo, é mais fácil ser trabalhador no Brasil?
  26. 26. • Existem mais oportunidades, mas há uma quantidade maior de pessoas necessitando de trabalho. • Temos um grande número de trabalhadores que não consegue espaço, quase sempre, pela falta de qualificação. • O mercado fica cada vez mais exigente, e a educação profissional ainda está deixando a desejar, embora tenhamos avançado muito.
  27. 27. • Existe, por outro lado, uma facilidade de direitos, mas temos dificuldade na efetivação destes, porque muitos trabalhadores aceitam condições de trabalho inadequadas, prejudiciais à saúde ou, então, sem observância destes direitos, com relações trabalhistas precárias, por questões de sobrevivência. • Temos uma grande quantidade de trabalhadores em atividades informais, enfrentando o problema da proteção social, da seguridade. • Ainda é um grande desafio.
  28. 28. • Vemos um aumento de empregos temporários e o descumprimento das leis trabalhistas. • Essa situação prejudica o cidadão? • A insegurança nas relações de trabalho são prejudiciais. • No contexto em que as pessoas estão com necessidade de solução urgente de seu problema, de sustento da família, elas se submetem a essas relações de trabalho precárias, mas não asseguram a dignidade. • Uma relação de trabalho segura e estável deve ser construída em um vínculo reconhecido.
  29. 29. • Mercado exige capacitação contínua • Você já parou para pensar por que, mesmo com tanta gente procurando emprego ou em busca de uma recolocação profissional, há tantas vagas sem preenchimento no mercado? • Essa é uma grande preocupação dos profissionais de RH e a resposta para essa pergunta é uma só: a falta de profissionais qualificados no mercado de trabalho.
  30. 30. • Essa carência é o reflexo das mudanças frenéticas que a evolução tecnológica causou e ainda tem causado nas empresas e na nossa vida.
  31. 31. • Todos os dias nós desenvolvemos novos softwares, computadores, mídias, robôs, máquinas que podem ajudar no nosso dia a dia. • No entanto, essa revolução tecnológica tem causado grandes impactos no marcado de trabalho e máquina tem tirado o trabalho operacional que antes era feito pelo homem, e agora tem sido executado por robôs.
  32. 32. • Por exemplo, antes os telefones das empresas eram operados e atendidos por secretárias que transferiam as ligações.
  33. 33. • Nesta mesma linha de raciocínio, não são mais pessoas que montam carros nas montadoras, mas robôs e tampouco são pessoas colhem nas lavouras, são as colheitadeiras que fazem esse trabalho. • Todas estas inovações, por um lado, “roubam” o trabalho operacional do homem, mas por outro, criam novas profissões e novas oportunidades de emprego. • No entanto, essas novas oportunidades exigem maior qualificação profissional e é preciso para estar apto a executá-las.
  34. 34. • Para ilustrar melhor essa evolução do mercado e a sua constante exigência pela qualificação do profissional, observe as seguintes situações:
  35. 35. • Perceba a pirâmide como o mercado de trabalho, que está cada vez mais exigente. • Com isso, com o passar do tempo, os trabalhos mais operacionais vão sendo substituídos por máquinas e o profissional que não se atualiza acaba ficando fora deste mercado. • E, no topo da pirâmide vão surgindo novas profissões que requerem maior qualificação do profissional. • Ou seja, o profissional que se mantém atualizado se mantém no mercado e em boas posições.
  36. 36. • Mas quem fez toda essa revolução e causou tanta mudança: a máquina ou as pessoas? É claro que foram as pessoas! É por isso que não há motivo para desespero. • As pessoas continuam no comando de tudo e a máquina só vai tirar seu emprego se você não se capacitar para executar tarefas que exijam maior qualificação. • Por um lado ver as máquinas tomar o lugar das pessoas pode causar um certo desconforto, mas por outro trás uma boa perspectiva quanto ao futuro pois, quanto mais a tecnologia avança, mais barata e acessível ela vai se tornando e com isto, fica também cada vez mais difundida.
  37. 37. • Isto permite que todas as empresas tenham praticamente o mesmo “arsenal” tecnológico, o que as tornas todas muito parecidas, se não iguais, tecnologicamente falando.
  38. 38. • Portanto, se todas as empresas estão iguais tecnologicamente falando, onde está o diferencial competitivo delas? • O que fará que uma empresa se destaque em relação à sua concorrente? A resposta é simples: as pessoas.
  39. 39. • Quanto mais o mundo avançar tecnologicamente, mais a tecnologia virará commodity e mais o diferencial competitivo estará nas pessoas.
  40. 40. • Portanto, o que faz a empresa se destacar ou não são as pessoas que trabalham nela, seus colaboradores, o time como um todo ou, em alguns casos, talentos específicos.
  41. 41. • É por isso que não há com o que se preocupar, desde que você acompanhe essa evolução do mercado de trabalho e continue sempre se atualizado. • O que fará você se destacar no mercado, além do seu conhecimento técnico e específico para desempenhar a sua função, são as suas competências adicionais e habilidades, mas não só isso. • Cada vez mais sua habilidade de trabalhar em equipe, de liderar, de lidar com dificuldades, com diferentes perfis de profissionais e de empresas e seus valores pessoais, vem sendo cada vez mais importante para que você se destaque.
  42. 42. • Portanto, hoje em dia investir na carreira, é mais do que adquirir conhecimento técnico, mas melhorar como pessoa, pois, num mundo onde as pessoas estão cada vez mais importantes, o relacionamento com o próximo também tem sido cada vez mais valorizado. • Faça isso e seja um profissional empregável, mantenha-se sempre compatível com o que o mercado deseja e mantenha acesa a chance de conseguir uma recolocação profissional. • Lembre-se sempre de que há uma multidão buscando por empregos, mas o mercado está em busca de profissionais de primeira linha, que façam a diferença!
  43. 43. III – SEJA DISCIPLINADO, MANTENHA O FOCO • “...Os cristãos têm que obedecer às leis da terra?...“ • Romanos 13:1-7 diz: “Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por ele instituídas.
  44. 44. • De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação. • Porque os magistrados não são para temor, quando se faz o bem, e sim quando se faz o mal. • Queres tu não temer a autoridade? • Faze o bem e terás louvor dela, visto que a autoridade é ministro de Deus para teu bem. • É necessário que lhe estejais sujeitos, não somente por causa do temor da punição, mas também por dever de consciência.
  45. 45. • Por esse motivo, também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo, constantemente, a este serviço. • Pagai a todos o que lhes é devido: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem respeito, respeito; a quem honra, honra.”
  46. 46. • Essa passagem torna as coisas bastante claras. Devemos obedecer ao governo que Deus põe sobre nós. • Deus criou o governo para estabelecer a ordem, punir o mal e promover a justiça (Gênesis 9:6; 1 Coríntios 14:33; Romanos 12:8).
  47. 47. • Devemos obedecer ao governo em tudo – pagando impostos, seguindo as regras, demonstrando respeito, etc. • Se não o fizermos, estaremos no fim das contas demonstrando desrespeito contra Deus, pois foi Ele quem pôs o governo sobre nós. • Quando o apóstolo Paulo escreveu Romanos 13:1-7, ele estava sob o governo de Roma, durante o reinado de Nero, talvez o mais maligno de todos os imperadores romanos. • Paulo mesmo assim reconhecia a autoridade do governo sobre ele. Como vamos fazer menos do que isso?
  48. 48. • A próxima questão é: “Há alguma ocasião em que não devamos obedecer às leis da terra?” • A resposta para essa pergunta pode ser encontrada em Atos 5:27-29: • “...Trouxeram-nos, apresentando-os ao Sinédrio. E o sumo sacerdote interrogou-os, dizendo: Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome; contudo, enchestes Jerusalém de vossa doutrina; e quereis lançar sobre nós o sangue desse homem. Então, Pedro e os demais apóstolos afirmaram: Antes, importa obedecer a Deus do que aos homens...”.
  49. 49. • Disto, podemos ver claramente que enquanto as leis da terra não se choquem com as leis de Deus, devemos obedecê-las. • Assim, quando a lei da terra contradizer o mandamento de Deus, devemos violá-la e escolher obedecer à lei de Deus. • No entanto, mesmo neste caso, devemos aceitar a autoridade do governo sobre nós. • Isto é demonstrado pelo fato de Pedro e João não terem protestado por terem sido açoitados, e sim terem se regozijado ao sofrer por obedecer a Deus (Atos 5:40- 42).
  50. 50. IV – TRABALHO E PROSPERIDADE • 1. A dádiva que faz prosperar. • Em Provérbios 3.9,10 “Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda; e se encherão os teus celeiros abundantemente, e trasbordarão de mosto os teus lagares”, está escrito que devemos honrar ao Senhor com nossas posses e com o melhor de nossa renda. Tal atitude, segundo o sábio, fará com que os nossos "celeiros" se encham abundantemente e que trasbordem de mosto os nossos "lagares". • O celeiro e o lagar transbordantes são metáforas que representam uma vida abundante!
  51. 51. • O celeiro, tradução do hebraico asam, é o lugar onde se deposita a produção de grãos.
  52. 52. • Quando transbordava era sinal de casa farta! • Vemos isso nas bênçãos decorrentes da obediência (Dt 28.8) “...O SENHOR mandará que a bênção esteja contigo nos teus celeiros e em tudo que puseres a tua mão; e te abençoará na terra que te der o SENHOR, teu Deus...”. • Mas o conselho do sábio mostra que isso só é possível quando há generosidade em fazermos a vontade de Deus. • Elas revelam que o labor é uma condição necessária à expressão humana. Ao observarmos o campo, a imagem de um animal ou mesmo a atividade dos insetos, aprenderemos acerca da grandeza do trabalho.
  53. 53. • 2. A bênção que enriquece. No mesmo texto, Salomão fala dos bens e da renda adquiridos como fruto do trabalho. Mas a verdadeira prosperidade não vem apenas de nosso esforço, mas principalmente do resultado direto da bênção do Senhor. É exatamente isso o que diz o sábio em Provérbios 10.22 “A bênção do SENHOR é que enriquece, e ele não acrescenta dores”. • O celeiro e o lagar somente se encherão e trasbordarão quando a bênção de Deus estiver neles. É a bênção divina que faz a distinção entre ter posses e ser verdadeiramente próspero, pois é possível ser rico, mas não ser feliz.
  54. 54. • A prosperidade integral só é possível com a presença de Deus em nossa vida.
  55. 55. As formigas sabem poupar. • Na metáfora da formiga, o sábio nos exorta a tomarmos uma atitude prudente diante da realidade da vida: "Vai ter com a formiga". • A palavra hebraica usada aqui é yalak, e possui o sentido de "mover-se", tomar uma atitude na vida (Pv 6.6) “Vai ter com a formiga, ó preguiçoso; olha para os seus caminhos e sê sábio”! Até os insetos podem nos dar lições sobre o trabalho! Mas não é apenas isso que aprendemos com as formigas. • Ainda em Provérbios, o sábio Agur invoca o exemplo desses pequenos insetos (Pv 30.25) “as formigas são um povo impotente; todavia, no verão preparam a sua comida”.
  56. 56. As formigas sabem ser autônomas. • O texto de Provérbios diz que a formiga, mesmo "não tendo superior, nem oficial, nem dominador, prepara no verão o seu pão; na sega ajunta o seu mantimento" (Pv 6.7,8).
  57. 57. Trabalho, prosperidade e espiritualidade! • Já vimos que o trabalho possui também uma dimensão espiritual (Pv 3.9) “Honra ao SENHOR com a tua fazenda e com as primícias de toda a tua renda”. Isso vai de encontro àquilo que pensa o senso comum acerca do trabalho. A ideia que ficou associada ao trabalho é a de que ele é algo meramente material e totalmente destituído de valor espiritual. Mas não é assim que pensa o sábio (Pv 24.30) “Passei pelo campo do preguiçoso e junto à vinha do homem falto de entendimento”. Quando ele viu o campo do preguiçoso totalmente abandonado, cheio de espinheiros, a primeira sensação que teve foi de um "homem falto de entendimento".
  58. 58. • É interessante observarmos que, no hebraico, essa expressão vem carregada de valores espirituais. • A palavra hebraica usada para "entendimento" é leb, significando coração, entendimento e mente. • A idéia é mostrar o que há no interior do homem?
  59. 59. • A espiritualidade. Andrew Bowling, especialista em hebraico bíblico, destaca que esse vocábulo é usado para indicar as funções imateriais da personalidade humana. • Portanto, o trabalho é algo extremamente espiritual. Ninguém será menos crente porque trabalha, aliás, a verdade é justamente o contrário • “...Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade...” (Ef 4.28). • “...Porque, quando ainda estávamos convosco, vos mandamos isto: que, se alguém não quiser trabalhar, não coma também...” (2 Ts 3.10).
  60. 60. Trabalho, ócio e lazer! • A análise do sábio sobre a inércia do preguiçoso, que favoreceu o nascimento de espinheiros dentro da plantação, é uma forma de ironizar o ócio dele. • (Pv 24.33,34) “...Um pouco de sono, adormecendo um pouco, encruzando as mãos outro pouco, para estar deitado, assim sobrevirá a tua pobreza como um ladrão, e a tua necessidade, como um homem armado...”. • O trabalho dignifica o homem e é por isso que devemos levá-lo a sério. • Trabalhando, alcançaremos a verdadeira e bíblica prosperidade.

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