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9a) a potência anaeróbia progride com a idade e que este padrão é contrário ao que édescrito para o consumo de oxigênio po...
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trabalho atividade fisica e idosos

  1. 1. 41.0 INTRODUÇÃO O presente estudo teve como objetivo apresentar uma revisãobibliográfica sobre os aspectos maturacionais e funcionais gerais no decorrer docrescimento do praticante de educação física desde criança até idades maisavançadas, e a importância do profissional de Educação Física em suas formações.Nesse sentido, busca-se distinguir, em um primeiro plano, crescimento,desenvolvimento e maturação e a importância da diferenciação entre idade biológicae idade cronológica no momento de se planejar um programa de atividade físicapara uma população jovem. Em seqüência, abordam-se os assuntos adolescência,puberdade e maturação na discussão dos aspectos relacionados ao rendimentoanaeróbio, à aptidão aeróbia e ao limiar anaeróbio nessa faixa etária. Tendo emvista o crescimento do número de crianças ejovens engajados em atividades físicas,torna-se importante o desenvolvimento de estudos para avaliar asrespostasfisiológicas que ocorrem nessa faixa etária, levando-se em consideração,sobretudo, a influência da maturação sobre tais respostas. Dentre as muitas razõesque estimulam as pesquisas nesta área estão aquelas vinculadas àpreocupação deprevenção primária e à promoção da saúde crianças e dos adolescentes. Embora ainda não se tenham explicações adequadas para inúmerosquestionamentos relacionados com os efeitos da prática da atividade físicaenvolvendo integrantes da população jovem, verifica-se que, nos últimos anos, umagrande quantidade de informações vem sendo acumulada com referência aoassunto. Certamente, as lacunas existentes têm a ver com o fato de algunsprogramas de atividade física induzirem modificações morfológicas e funcionais namesma direção do que é esperado para o próprio processo de maturação biológica(Guedes & Guedes, 1995). Os especialistas em pediatria enfatizam que as crianças,tanto funcional quanto estruturalmente, não são semelhantes aos adultos sobre asvariáveis analisadas.2.0 A FORMAÇÃO DO CIDADÃO E OS PARÂMETROS CURRICULARES NACIONAIS
  2. 2. 5 Neste primeiro estudo, procuramos entender como os PCNs poderiam terinfluenciado na educação infantil. Esta pesquisa foi realizada através de uma análisequalitativa de revisões bibliográficas e constatamos que o mesmo constituiu umgrande avanço no ensino fundamental Brasileiro, pois: “De acordo com o grupo que organizou os Parâmetros Curriculares Nacionais,estes documentos têm como função primordial subsidiar a elaboração ou a versão curricular dos estados e municípios, dialogando com as propostas e experiências já existentes, incentivando a discussão pedagógica interna às escolas e a elaboração de projetos educativos, assim como servir de material de reflexão para a prática de professores” (DARIDO, S.C. et alii). Ao considerar as estruturas da sociedade brasileira inserida em umcontexto democrático e capitalista, necessita-se reconhecer a influência de fatoresexternos nesse sistema (Fernandes,1973; Ianni,1994). Elementos comoaglobalização econômica e o neoliberalismo político atuam de modo a exacerbardiversos problemas nacionais há tempos, sendo apenas mais notórios ao final doséculo XX (Sanches Neto & Oyama, 1999). Isto posto, ainda que o paradigmapredominante seja a liberdade individual em detrimento de outros princípios, acidadania devecompreender a igualdade. Não apenas a igualdade de direitos (legal),mas a de fato. E a partir do pressuposto que estes tem grande importância no ensinofundamental, podemos concluir que a partir daí começa-se uma boa base para ocidadão que começa a ter conhecimento do seu corpo e sua inclusão na sociedade.3.0 A IMPORTÂNCIA DO PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃOFÍSICA
  3. 3. 6 A formação profissional em Educação Física constitui-se, desde a décadade 80, uma questão crucial para a área no Brasil, tendo sido objeto de inúmeraspublicações e debates. Não pretendemos revisar esta história mas, inicialmente,caracterizar os dois tipos de currículo de formação que estão em vigor nasinstituições brasileiras e são o fruto deste processo histórico. Podemos iniciar umadiscussão sobre a formação de professores de Educação Física fundamentadanestes novos referenciais, e pensando especificamente a realidade brasileira. Então: A pessoa com formação em Educação Física é aquela que deveser capaz de planejar, conduzir e avaliar atividades que promovam a ampliação doacervo motor da criança e jovens, bem como a melhora de suas capacidades físicase motoras, visando sempre o acréscimo de sua qualidade de vida.4.0 CRESCIMENTO, DESENVOLVIMENTO E MATURAÇÃO.
  4. 4. 7 A principal característica do processo da vida é a mudança,o serhumano, por pertencer a esse macrossistema, não foge à regra, passando, nodecorrer de sua vida, por várias etapas, como ovo, embrião, recém-nascido, criança,adolescente, adulto e idoso (Araújo, 1985). Segundo Araújo (1985), ocrescimento pode ser definido como asmudançasnormais na quantidade de substância viva; é oaspecto quantitativo dodesenvolvimento biológico,é medido em unidades de tempo, como, porexemplo,centímetros por ano, gramas por dia, etc,resultando de processos biológicos pormeio dosquais a matéria viva normalmente se torna maior. Ocrescimento enfatiza asmudanças normais dedimensão durante o desenvolvimento e poderesultar emaumento ou diminuição de tamanho e,ainda, variar em forma e/ou proporção(Araújo,1985). O desenvolvimento, por sua vez, pode serdefinido como um processode mudanças graduais,de um nível simples para um mais complexo, dosaspectosfísico, mental e emocional pelo qual todoser humano passa, desde a concepção atéa morte(Barbanti, 1994); já, a maturação significa plenodesenvolvimento, aestabilização do estado adultoefetuada pelo crescimento e desenvolvimento(Araújo,1985). De acordo com Gallahue (1989), o período de tempo que compõe aadolescência é afetado pelo aspecto biológico e cultural: pelo biológico, no momentoem que o fim da infância é marcado pelo início da maturação sexual; pelocultural, namedida que o fim da adolescência e o início da fase adulta são marcados pelaindependência emocional e financeira da família. Como resultado disso, tem-se hojeque, na sociedade da América do Norte, o período da adolescência ésignificativamente mais longo do que foi há 100 ou 50 anos (Gallahue, 1989), ouseja, o início precoce da puberdade (início da maturação sexual), somado a umperíodo mais longo de dependência da família, amplia a visão da adolescência parauma perspectiva muito maisampla. O início da adolescência é marcado por umperíodo de aumento acelerado no peso e na estatura. A idade de início, duração eintensidade deste estirão de crescimento, porém, é determinada geneticamente evaria consideravelmente de indivíduo para indivíduo. Isso ocorre porque o genótipoestabelece os limites do crescimento individual, mas o fenótipo individual (condiçõesdo meio ambiente) tem uma influência marcante sobre este fator (Gallahue, 1989). Além das modificações dimensionais, o período pubertário é tambémassinalado por modificações fisiológicasimportantes, as quais afetam os sistemas
  5. 5. 8orgânicos de uma forma geral e, como tal, tendem a refletir-se na capacidade deesforço (Sobral, 1988). A potência aeróbia máxima, isto é, o máximo volume deoxigênio que o indivíduo é capaz de consumir em uma unidade de tempo, aumentaao longo da segunda infância, acompanhando o crescimento das dimensõescorporais (Bar-Or, 1983). Até os 12 anos, as curvas de crescimento do consumo deoxigênio não apresentam diferenças significativas de perfil entre os sexos, emboraos rapazes obtenham valores superiores desde os cinco anos de idade. Adiferenciação sexual instala-se, porém, após os 14anos, idade em que as garotasatingem um platô, ao passo que os rapazes continuam a apresentar valorescrescentes até os 18 anos (Mirwald, Bailey, Cameron & Rasmussen, 1981). Noentanto, segundo Imbar & Bar- Or (1986), numerosos estudos têm mostrado que oconsumo de oxigênio em homens, quando expresso em mililitros de oxigênio porminuto por quilograma de peso corporal (ml/kg.min), é virtualmente independente daidade dentro da faixa etária de oito a 18 anos; já, entre as mulheres, é até mais altona fase prépúbere do que durante a fase púbere ou pós-púbere. O limiar anaeróbio parece oferecer uma melhor correlação do que oVO2máx quando da predição da “performance” dos adultos em corridas de longadistância. No entanto, existem poucas informações disponíveis sobre o limiaranaeróbio e seu relacionamento com outros critérios no desempenho de atividadesde resistência aeróbia em crianças e adolescentes (Stanganelli, 1991). De acordocom Wolfe Washington, Daberkow,Murphy & Brammel (1986), o limiar anaeróbio,expresso como um percentual do VO2máx, é consistente durante toda a infância e éligeiramente maior daquele em adultos. Através da análise dos aspectos maturacionais e sua relação com aatividade física de crianças e adolescentes pode-se verificar que: - a determinaçãoda idade biológica apresenta-se como um importante parâmetro nas pesquisas quedizem respeito à criança, ao adolescente e ao exercício, pois possibilita distinguir asadaptaçõesmorfológicas e funcionais resultantes de um programa de treinamentodas modificações observadas no organismo, decorrentes do processo de maturação.Além disso, fica evidente que, conhecer os eventos que marcam a puberdade eaceitar a variabilidade individual em que eles ocorrem, é de suma importância para oprofissional que irá planejar os programas de atividade física voltados para essapopulação específica.Com relação ao rendimento anaeróbio, a potência aeróbia e olimiar anaeróbio pode-se concluir que:
  6. 6. 9a) a potência anaeróbia progride com a idade e que este padrão é contrário ao que édescrito para o consumo de oxigênio por quilograma de peso corporal, o qual, emindivíduos do sexo masculino, permanece virtualmente sem modificações da infânciaà fase adulta e entre as mulheres é até mais alto na fase pré-púbere do que durantea fase púbere e pós-púbere;b) na maioria dos estudos que investigaram a potência anaeróbia lática de criançase jovens, a puberdade foi reconhecida como um período chave das mudanças nometabolismo anaeróbio;c) a determinação da intensidade de treinamento aeróbio para crianças eadolescentes baseado no limiar anaeróbio deve ser visto com cautela,principalmente com o limiar anaeróbio determinado a partir de valores fixos delactato, pelo fato de as crianças possuírem uma limitação real em relação aometabolismo glicolítico e,consequentemente, à produção de lactato.REFERÊNCIAS
  7. 7. 10ARAÚJO, C.G.S. Fundamentos biológicos: medicina desportiva. Rio de Janeiro,Ao Livro Técnico, 1985.BARBANTI, V.J. Dicionário de educação física e do esporte. São Paulo, Manole,1994. p.75BAR-OR, O. Pediatric sports medicine for the practitioner. New York, SpringerVerlag, 1983. Trainability of the prepubescente child. The Physician and SportsMedicine, v.17, n.5, p.65-82,1989.FERNANDES, F. Capitalismo dependente e classes sociais na América Latina.Rio de Janeiro, Zahar,1973.GALLAHUE, D.L. Understanding motor development: infants, children,adolescents.Indiana, Benchmark, 1989.GUEDES, D.P.; GUEDES, J.E.R.P. Influência daprática da atividade física emcrianças e adolescentes: uma abordagem morfológica e funcional. Revista daAssociação dos Professores de Educação Física de Londrina, v.10, n.17, p.3- 25,1995.IANNI, O. Globalização: novo paradigma das ciências sociais. Estudos Avançados,v.8, n.21, p.147-66,1994.IMBAR, O.; BAR-OR, O. Anaerobic characteristics in male children and adolescents.Medicine andScience in Sports and Exercise, v.18, p.264-9, 1986.MIRWALD, R.L.; BAILEY, D.A.; CAMERON, M.; RASMUSSEN, P.L. Longitudinalcomparison of aerobic power on active and inactive boys aged 7 to 10 years. Annalsof Human Biology, v.8, n.5, p.405-14, 1981.SANCHES NETO, L.; OYAMA, E.R. Da escravidão negra à “escravidão” econômicacontemporânea: implicações para a educação física no Brasil. Discorpo, n.9, p.45-71, 1999.SOBRAL, F. Adolescente atleta. Lisboa, Livros Horizonte, 1988.STANGANELLI, L.C.R. Mudanças no VO2máx e limiar anaeróbico em crianças pré-púberes ocorridas após treinamento de resistência aeróbia. Festur, v.3, n.2, p.42-5,1991.WOLFE, R.R.; WASHINGTON, R.; DABERKOW, E.; MURPHY, J.R.; BRAMMEL,H.L. Anaerobic threshold as a predictor of athletic performance in prepubertal femalerunners. American Journal ofDiseases of Children, v.140, p.922-4, 1986.

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