SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 21
ESCOLA
BÍBLICA
2015
TEMA
LIÇÃO
LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO
FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
TEXTO ÁUREO
LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO
FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
VERDADE PRÁTICA
LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO
FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
LEITURA DIÁRIA
 Dt 1.17 - Diante de Deus, somos iguais
 At 2.44 - Uma igreja solidária
 Jó 5.16 - Esperança para o pobre
 1Co 1.28 - O paradoxo divino
 Fp 2.5-8 - Nosso referencial de
humildade
LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO
FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Tiago 2.1-13
LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO
FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
INTERAÇÃO
Quem é o pobre deste mundo? Esta é uma pergunta que
exige uma resposta complexa. Naturalmente não poderemos
respondê-la satisfatoriamente neste espaço. Entretanto, nós
temos a tendência de enxergar o pobre apenas sob a
perspectiva econômica. Este não deixa de ser um olhar
verdadeiro e correto. Por outro lado, precisamos levar em
conta que o conceito de pobre não se aplica apenas à
perspectiva econômica, mas igualmente à perspectiva
educativa, psicológica ou de outras áreas. Em tese, o pobre é
o desprotegido. O analfabeto, por exemplo, pode ter dinheiro,
mas encontra-se vulnerável podendo ser ludibriado. Apesar de
o texto de Tiago se referir ao aspecto econômico da sua
LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO
FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
OBJETIVOS
Após esta lição, deveremos estar aptos a:
 Destacar o ensino de Tiago de que a fé não faz
acepção.
 Apontar a escolha de Deus pelos pobres aos
olhos do mundo.
 Distinguir a Lei Mosaica das Leis Real e da
Liberdade.
INTRODUÇÃO
A discriminação contra as pessoas de classe social
inferior é vergonhosa e ultrajante, principalmente, quando
praticada no âmbito de uma igreja local. Nesta lição
estudaremos sobre a fé que não faz acepção de pessoas.
Veremos que erramos — e muito — quando julgamos as
pessoas sob perspectivas subjetivas tais como a
aparência física, posição social, status, a bagagem
intelectual, etc. Isso porque tais características não
determinam o caráter (Lc 12.15). Assim, a lição dessa
semana tem o objetivo de mostrar, pelas Escrituras, que a
verdadeira fé e a acepção de pessoas são atitudes
incompatíveis entre si e, justamente por isso, não podem
I. A FÉ NÃO PODE FAZER
ACEPÇÃO DE PESSOAS
1. Em Cristo a fé é imparcial. O primeiro conselho de
Tiago para a igreja é o de não termos uma fé que faz
acepção de pessoas (v.1). Mas é possível haver favoritismo
social onde as pessoas dizem-se geradas pela Palavra da
Verdade? As Escrituras mostram que sim. Aconteceu na
igreja de Corinto quando da celebração da Ceia do Senhor
(1Co 11.17-34). Hoje, não são poucos os relatos de
pessoas discriminadas devido a sua condição social na
igreja. Ora, recebemos uma nova natureza em Cristo (Cl
3.10), pois Ele derrubou o muro que fazia a separação entre
os homens (Ef 2.14,15) tornando possível a igualdade entre
eles, ou seja, estando em Jesus, “não há grego nem judeu,
circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre;
mas Cristo é tudo em todos” (Cl 3.11). É, portanto,
inaceitável e inadmissível que exista tal comportamento
I. A FÉ NÃO PODE FAZER
ACEPÇÃO DE PESSOAS
2. O amor de Deus tem de ser manifesto na igreja
local. Havia na congregação, do tempo de Tiago, a
acepção de pessoas. Segundo as condições
econômicas, “um homem com anel de ouro no dedo,
com trajes preciosos” era convidado a assentar-se em
lugar de honra, enquanto o “pobre com sórdido traje”
era recebido com indiferença, ficando em pé, abaixo do
púlpito (vv.2,3). Tudo isso acontecia num culto solene a
Deus! A Igreja de Cristo tem como princípio eterno
produzir um ambiente regado de amor e acolhimento, e
para isto “não há judeu nem grego; não há servo nem
livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois
I. A FÉ NÃO PODE FAZER
ACEPÇÃO DE PESSOAS
3. Não sejamos perversos
(v.4). A expressão “juízes de
maus pensamentos”
aplicada no texto bíblico
para qualificar os que
discriminavam o pobre nas
reuniões solenes, não se
refere às autoridades
judiciais, mas aos membros
da igreja que, de acordo
com a condição social, se
faziam julgadores dos
I. A FÉ NÃO PODE FAZER
ACEPÇÃO DE PESSOAS
O símbolo da justiça é uma
mulher de olhos vendados,
tendo no braço esquerdo a
balança e, no braço direito, a
espada. Tal imagem simboliza a
imparcialidade da justiça em
relação a quem está sendo
julgado. Portanto, a exemplo do
símbolo da justiça, não fomos
chamados a ser perversos
“juízes”, mas pessoas que
vivam segundo a verdade do
Evangelho. Este nos desafia a
II. DEUS ESCOLHEU OS
“POBRES” AOS OLHOS DO
MUNDO
1. A soberana escolha de Deus. É bem verdade que muitas
pessoas ricas têm sido alcançadas pelo Evangelho. Mas
ouçamos com clareza o que a Bíblia diz acerca dos pobres.
Deus é soberano em suas escolhas. E de acordo com a sua
soberana vontade, Ele escolheu os pobres deste mundo. De
maneira retórica, Tiago afirma: “Porventura não escolheu
Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e
herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (v.5). É
possível que as igrejas às quais Tiago dirigiu a Epístola
talvez tivessem se esquecido de que é pecado fazer acepção
de pessoas. Ainda hoje não podemos negligenciar esse
ensino! O Senhor Jesus falou dos pobres nos Evangelhos
(Lc 4.18; Mt 11.4,5) e, mais tarde, no Sermão da Montanha
repetiu: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o
II. DEUS ESCOLHEU OS
“POBRES” AOS OLHOS DO
MUNDO
2. A principal razão para não desonrar o pobre (v.6).
Apesar de Deus ter escolhido os pobres, a igreja do tempo
de Tiago fez a opção contrária. Entretanto, o meio-irmão do
Senhor traz à memória da igreja que quem a oprimia era
justamente os ricos. Estes os arrastaram aos tribunais.
Como podiam eles desonrar os pobres, escolhidos por
Deus, e favorecer os ricos que os oprimiam? É triste
quando escolhemos o contrário da escolha de Deus. As
Palavras de Jesus ainda continuam a falar hoje: “O Espírito
do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para
evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados
do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista
aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o
II. DEUS ESCOLHEU OS
“POBRES” AOS OLHOS DO
MUNDO
Somos os seus discípulos? Então para sermos
coerentes com o Evangelho termos de encarnar a
missão de Jesus. Desonrar o pobre é pecado!
II. DEUS ESCOLHEU OS
“POBRES” AOS OLHOS DO
MUNDO
3. Desonraram o Senhor. Após lembrar a igreja da
escolha de Deus em relação aos pobres deste mundo,
Tiago exorta os irmãos a reconhecerem o favoritismo que
há dentro da comunidade cristã: “Mas vós desonrastes o
pobre” (v.6). Já os ricos, são recebidos com toda a pompa.
No versículo 7, o meio-irmão do Senhor pergunta:
“Porventura, não blasfemam eles [os ricos] o bom nome
que sobre vós foi invocado?” (v.7). Estamos frente a algo
reprovável diante de Deus: a discriminação social na
igreja. Por isso é que o favoritismo, a parcialidade e
quaisquer tipos de discriminação devem ser combatidos
com rigor na igreja local, principalmente pela liderança.
Esta deve dar o maior dos exemplos. Quem discrimina
III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E
A LEI DA LIBERDADE
1. A Lei Real. A lei real é esta: “Amarás o teu próximo
como a ti mesmo” (v.8). Essa é a conclamação de Tiago
a que os crentes obedeçam a verdadeira lei. O termo
“real”, no versículo 8, refere-se àquilo que é o mais
importante da lei, a sua própria essência. Portanto,
quem faz acepção de pessoas está quebrando a
essência da lei. O amor ao próximo é o coração de toda
lei: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor
com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama
aos outros cumpriu a lei. [...] O amor não faz mal ao
próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor”
(Rm 13.8,10). Só o amor é capaz de impedir quaisquer
III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E
A LEI DA LIBERDADE
2. A Lei Mosaica. Na época em que a Epístola de Tiago foi
escrita, os judeus faziam distinção entre as leis religiosas
mais importantes e as menos importantes, segundo os
critérios estabelecidos por eles mesmos. Os judeus
julgavam que o não cumprimento de um só mandamento
acarretaria a culpa somente daquele mandamento
desobedecido. Mas quando a Bíblia afirma “Porque aquele
que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não
matarás”, está asseverando o aspecto coletivo da lei. Isto é,
quem desobedece um único preceito, quebra, ao mesmo
tempo, toda a lei. Embora os crentes da igreja não
adulterassem, faziam acepção de pessoas. Eles não
atendiam a necessidade dos órfãos e das viúvas e, por isso,
tornaram-se “transgressores de toda a lei”. No Sermão da
III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E
A LEI DA LIBERDADE
3. A Lei da Liberdade. A Lei da
Liberdade é o Evangelho. Por ele o
homem torna-se livre. Liberto do
pecado, dos preconceitos e da
maneira mundana de pensar (Rm
6.18). Quem é verdadeiramente
discípulo de Jesus desfruta,
abundantemente, de tal liberdade (Jo
8.36; Gl 5.1,13). Entretanto, como
orienta Tiago, tal liberdade deve vir
acompanhada da coerência: “Assim
falai, e assim procedei” (v.12). O
crente pode falar, pode ensinar e até
escrever sobre o pecado de fazer
acepção de pessoas. Mas na
verdade, é a sua conduta em relação
aos irmãos que demonstrará se ele
é, de fato, um liberto em Cristo ou um
CONCLUSÃO
O segundo capítulo da Epístola de Tiago é uma
voz do Evangelho a ecoar através dos tempos.
Ele rotula a acepção de pessoas como pecado,
lembrando-nos de que Deus escolheu os “pobres
deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros
do Reino que prometeu aos que o amam”.
Assim, se a nossa vontade estiver de acordo
com a vontade de Deus, amaremos os pobres
como a nós mesmos. E conscientizar-nos-emos
de que esse amor exige de nós ações
verdadeiras, sinceras, e não apenas de vãs

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

1ª coríntios
1ª coríntios1ª coríntios
1ª coríntiosrwander1
 
Liç reavivamento: nossa grande necessidade 132013
Liç reavivamento: nossa grande necessidade 132013Liç reavivamento: nossa grande necessidade 132013
Liç reavivamento: nossa grande necessidade 132013Gerson G. Ramos
 
Principios doutrinarios iese
Principios doutrinarios iesePrincipios doutrinarios iese
Principios doutrinarios ieseIsde
 
Institutogamaliel.com o homem sem deus é mau até os ossos
Institutogamaliel.com o homem sem deus é mau até os ossosInstitutogamaliel.com o homem sem deus é mau até os ossos
Institutogamaliel.com o homem sem deus é mau até os ossosInstituto Teológico Gamaliel
 
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)Pastor Natalino Das Neves
 
2021 2º trimestre jovens lição 12
2021 2º trimestre jovens lição 122021 2º trimestre jovens lição 12
2021 2º trimestre jovens lição 12Joel Silva
 
Escola Bíblica Dominical - Lição 9 Revista Dez Mandamentos
 Escola Bíblica Dominical - Lição 9  Revista Dez Mandamentos Escola Bíblica Dominical - Lição 9  Revista Dez Mandamentos
Escola Bíblica Dominical - Lição 9 Revista Dez Mandamentosinfogod
 
Aula Jonatas 34: O jeitinho judaico brasileiro
Aula Jonatas 34: O jeitinho judaico brasileiroAula Jonatas 34: O jeitinho judaico brasileiro
Aula Jonatas 34: O jeitinho judaico brasileiroAndre Nascimento
 
HOMEM SACERDOTE AULA 5
HOMEM SACERDOTE AULA 5HOMEM SACERDOTE AULA 5
HOMEM SACERDOTE AULA 5BispoAlberto
 
PROJEÇÃO_LIÇÃO 2 - AÇÃO DE GRAÇAS PELA IGREJA DE CORINTO
PROJEÇÃO_LIÇÃO 2 - AÇÃO DE GRAÇAS PELA IGREJA DE CORINTOPROJEÇÃO_LIÇÃO 2 - AÇÃO DE GRAÇAS PELA IGREJA DE CORINTO
PROJEÇÃO_LIÇÃO 2 - AÇÃO DE GRAÇAS PELA IGREJA DE CORINTONatalino das Neves Neves
 
Jornal novembro 2017
Jornal novembro 2017Jornal novembro 2017
Jornal novembro 2017Luca Bueno
 
LIÇÃO 09 - A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS
LIÇÃO 09 - A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIASLIÇÃO 09 - A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS
LIÇÃO 09 - A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIASLourinaldo Serafim
 

Mais procurados (20)

1ª coríntios
1ª coríntios1ª coríntios
1ª coríntios
 
Liç reavivamento: nossa grande necessidade 132013
Liç reavivamento: nossa grande necessidade 132013Liç reavivamento: nossa grande necessidade 132013
Liç reavivamento: nossa grande necessidade 132013
 
Lição12
Lição12Lição12
Lição12
 
Principios doutrinarios iese
Principios doutrinarios iesePrincipios doutrinarios iese
Principios doutrinarios iese
 
Institutogamaliel.com o homem sem deus é mau até os ossos
Institutogamaliel.com o homem sem deus é mau até os ossosInstitutogamaliel.com o homem sem deus é mau até os ossos
Institutogamaliel.com o homem sem deus é mau até os ossos
 
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
LIÇÃO 13_A santa Ceia, o amor e a ressurreição (I Co 11-15)
 
2021 2º trimestre jovens lição 12
2021 2º trimestre jovens lição 122021 2º trimestre jovens lição 12
2021 2º trimestre jovens lição 12
 
Colossenses (moody)
Colossenses (moody)Colossenses (moody)
Colossenses (moody)
 
Aula 3 ii coríntios
Aula 3   ii coríntiosAula 3   ii coríntios
Aula 3 ii coríntios
 
Escola Bíblica Dominical - Lição 9 Revista Dez Mandamentos
 Escola Bíblica Dominical - Lição 9  Revista Dez Mandamentos Escola Bíblica Dominical - Lição 9  Revista Dez Mandamentos
Escola Bíblica Dominical - Lição 9 Revista Dez Mandamentos
 
Aula Jonatas 34: O jeitinho judaico brasileiro
Aula Jonatas 34: O jeitinho judaico brasileiroAula Jonatas 34: O jeitinho judaico brasileiro
Aula Jonatas 34: O jeitinho judaico brasileiro
 
HOMEM SACERDOTE AULA 5
HOMEM SACERDOTE AULA 5HOMEM SACERDOTE AULA 5
HOMEM SACERDOTE AULA 5
 
PROJEÇÃO_LIÇÃO 2 - AÇÃO DE GRAÇAS PELA IGREJA DE CORINTO
PROJEÇÃO_LIÇÃO 2 - AÇÃO DE GRAÇAS PELA IGREJA DE CORINTOPROJEÇÃO_LIÇÃO 2 - AÇÃO DE GRAÇAS PELA IGREJA DE CORINTO
PROJEÇÃO_LIÇÃO 2 - AÇÃO DE GRAÇAS PELA IGREJA DE CORINTO
 
LBJ 1 TRI 2016 - Resumo do trimestre
LBJ 1 TRI 2016 - Resumo do trimestreLBJ 1 TRI 2016 - Resumo do trimestre
LBJ 1 TRI 2016 - Resumo do trimestre
 
Do meu velho_bau_metodista
Do meu velho_bau_metodistaDo meu velho_bau_metodista
Do meu velho_bau_metodista
 
Aula 6 filemom e tito
Aula 6   filemom e titoAula 6   filemom e tito
Aula 6 filemom e tito
 
Jornal novembro 2017
Jornal novembro 2017Jornal novembro 2017
Jornal novembro 2017
 
Estudo 01 santos e servos
Estudo 01   santos e servosEstudo 01   santos e servos
Estudo 01 santos e servos
 
EADE - As epístolas de Paulo (1)
EADE - As epístolas de Paulo (1)EADE - As epístolas de Paulo (1)
EADE - As epístolas de Paulo (1)
 
LIÇÃO 09 - A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS
LIÇÃO 09 - A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIASLIÇÃO 09 - A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS
LIÇÃO 09 - A CORRUPÇÃO DOS ÚLTIMOS DIAS
 

Semelhante a Lição 05

LIÇÃO 06 – A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
LIÇÃO 06 – A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS LIÇÃO 06 – A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
LIÇÃO 06 – A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS Ismael Isidio
 
A verdadeira fé não faz acepção de pessoas
A verdadeira fé não faz acepção de pessoasA verdadeira fé não faz acepção de pessoas
A verdadeira fé não faz acepção de pessoasAdenísio dos Reis
 
2014 3 TRI LIÇÃO 6 - A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
2014 3 TRI LIÇÃO 6 - A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS2014 3 TRI LIÇÃO 6 - A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
2014 3 TRI LIÇÃO 6 - A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOASNatalino das Neves Neves
 
LBJ LIÇÃO 7 - Quando o legalismo substitui a adoração
LBJ LIÇÃO 7 - Quando o legalismo substitui a adoraçãoLBJ LIÇÃO 7 - Quando o legalismo substitui a adoração
LBJ LIÇÃO 7 - Quando o legalismo substitui a adoraçãoNatalino das Neves Neves
 
A verdadeira fé não faz acepção de pessoas
A verdadeira fé não faz acepção de pessoasA verdadeira fé não faz acepção de pessoas
A verdadeira fé não faz acepção de pessoasMoisés Sampaio
 
Lição 12 - Ética Cristã e Política
Lição 12 - Ética Cristã e PolíticaLição 12 - Ética Cristã e Política
Lição 12 - Ética Cristã e PolíticaHamilton Souza
 
A tolerância cristã - Lição 11 - 2º Trimestre de 2016
A tolerância cristã - Lição 11 - 2º Trimestre de 2016A tolerância cristã - Lição 11 - 2º Trimestre de 2016
A tolerância cristã - Lição 11 - 2º Trimestre de 2016Pr. Andre Luiz
 
A igreja que deus deseja
A igreja que deus desejaA igreja que deus deseja
A igreja que deus desejaPedro Júnior
 
A nova religiosidade
A nova religiosidadeA nova religiosidade
A nova religiosidadeboasnovassena
 
Lição 04 – superando os traumas da violência social
Lição 04  –  superando os traumas da violência socialLição 04  –  superando os traumas da violência social
Lição 04 – superando os traumas da violência socialcledsondrumms
 
Comentário: 26° Domingo do Tempo Comum - Ano A
Comentário: 26° Domingo do Tempo Comum - Ano AComentário: 26° Domingo do Tempo Comum - Ano A
Comentário: 26° Domingo do Tempo Comum - Ano AJosé Lima
 
O CRISTÃO COMO IGREJA E A POLITICA
O CRISTÃO COMO IGREJA E A POLITICAO CRISTÃO COMO IGREJA E A POLITICA
O CRISTÃO COMO IGREJA E A POLITICAMINISTERIO IPCA.
 
Livro em-defesa-do-adventismo
Livro em-defesa-do-adventismoLivro em-defesa-do-adventismo
Livro em-defesa-do-adventismoAnderson Santos
 
O Governo da Igreja Local - 2019 LBJ 2 TRI Lição 12
O Governo da Igreja Local - 2019 LBJ 2 TRI Lição 12O Governo da Igreja Local - 2019 LBJ 2 TRI Lição 12
O Governo da Igreja Local - 2019 LBJ 2 TRI Lição 12Natalino das Neves Neves
 
Lição 8 - A Igreja e sua Influência na Sociedade
Lição 8 - A Igreja e sua Influência na SociedadeLição 8 - A Igreja e sua Influência na Sociedade
Lição 8 - A Igreja e sua Influência na SociedadeÉder Tomé
 

Semelhante a Lição 05 (20)

LIÇÃO 06 – A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
LIÇÃO 06 – A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS LIÇÃO 06 – A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
LIÇÃO 06 – A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
 
A verdadeira fé não faz acepção de pessoas
A verdadeira fé não faz acepção de pessoasA verdadeira fé não faz acepção de pessoas
A verdadeira fé não faz acepção de pessoas
 
Lição 06
Lição 06Lição 06
Lição 06
 
2014 3 TRI LIÇÃO 6 - A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
2014 3 TRI LIÇÃO 6 - A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS2014 3 TRI LIÇÃO 6 - A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
2014 3 TRI LIÇÃO 6 - A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS
 
LBJ LIÇÃO 7 - Quando o legalismo substitui a adoração
LBJ LIÇÃO 7 - Quando o legalismo substitui a adoraçãoLBJ LIÇÃO 7 - Quando o legalismo substitui a adoração
LBJ LIÇÃO 7 - Quando o legalismo substitui a adoração
 
A verdadeira fé não faz acepção de pessoas
A verdadeira fé não faz acepção de pessoasA verdadeira fé não faz acepção de pessoas
A verdadeira fé não faz acepção de pessoas
 
Questões
QuestõesQuestões
Questões
 
Lição 12 - Ética Cristã e Política
Lição 12 - Ética Cristã e PolíticaLição 12 - Ética Cristã e Política
Lição 12 - Ética Cristã e Política
 
A tolerância cristã - Lição 11 - 2º Trimestre de 2016
A tolerância cristã - Lição 11 - 2º Trimestre de 2016A tolerância cristã - Lição 11 - 2º Trimestre de 2016
A tolerância cristã - Lição 11 - 2º Trimestre de 2016
 
A igreja que deus deseja
A igreja que deus desejaA igreja que deus deseja
A igreja que deus deseja
 
A nova religiosidade
A nova religiosidadeA nova religiosidade
A nova religiosidade
 
Lição 04 – superando os traumas da violência social
Lição 04  –  superando os traumas da violência socialLição 04  –  superando os traumas da violência social
Lição 04 – superando os traumas da violência social
 
Comentário: 26° Domingo do Tempo Comum - Ano A
Comentário: 26° Domingo do Tempo Comum - Ano AComentário: 26° Domingo do Tempo Comum - Ano A
Comentário: 26° Domingo do Tempo Comum - Ano A
 
O CRISTÃO COMO IGREJA E A POLITICA
O CRISTÃO COMO IGREJA E A POLITICAO CRISTÃO COMO IGREJA E A POLITICA
O CRISTÃO COMO IGREJA E A POLITICA
 
13 02 2011
13 02 201113 02 2011
13 02 2011
 
Lição 09
Lição 09Lição 09
Lição 09
 
Livro em-defesa-do-adventismo
Livro em-defesa-do-adventismoLivro em-defesa-do-adventismo
Livro em-defesa-do-adventismo
 
O Governo da Igreja Local - 2019 LBJ 2 TRI Lição 12
O Governo da Igreja Local - 2019 LBJ 2 TRI Lição 12O Governo da Igreja Local - 2019 LBJ 2 TRI Lição 12
O Governo da Igreja Local - 2019 LBJ 2 TRI Lição 12
 
Lição 8 - A Igreja e sua Influência na Sociedade
Lição 8 - A Igreja e sua Influência na SociedadeLição 8 - A Igreja e sua Influência na Sociedade
Lição 8 - A Igreja e sua Influência na Sociedade
 
Lição 10
Lição 10Lição 10
Lição 10
 

Mais de Escola Bíblica Sem Fronteiras

Mais de Escola Bíblica Sem Fronteiras (20)

Lição 11 final
Lição 11   finalLição 11   final
Lição 11 final
 
Lição 08
Lição 08Lição 08
Lição 08
 
Lição 07
Lição 07Lição 07
Lição 07
 
Lição 06
Lição 06Lição 06
Lição 06
 
Lição 04
Lição 04Lição 04
Lição 04
 
Lição 03
Lição 03Lição 03
Lição 03
 
Lição 02
Lição 02Lição 02
Lição 02
 
Lição 01
Lição 01Lição 01
Lição 01
 
Lição 02 ester
Lição 02 esterLição 02 ester
Lição 02 ester
 
Lição 19 - Livro Apocalipse FINAL
Lição 19 - Livro Apocalipse FINALLição 19 - Livro Apocalipse FINAL
Lição 19 - Livro Apocalipse FINAL
 
Lição 18 - Livro de Apocalipse
Lição 18 - Livro de ApocalipseLição 18 - Livro de Apocalipse
Lição 18 - Livro de Apocalipse
 
Lição 17 Livro Apocalipse
Lição 17 Livro Apocalipse Lição 17 Livro Apocalipse
Lição 17 Livro Apocalipse
 
Lição 16 Livro Apocalipse
Lição 16 Livro Apocalipse Lição 16 Livro Apocalipse
Lição 16 Livro Apocalipse
 
Lição 15 Livro Apocalipse
Lição 15 Livro Apocalipse Lição 15 Livro Apocalipse
Lição 15 Livro Apocalipse
 
Lição 14 Livro Apocalipse
Lição 14 Livro Apocalipse Lição 14 Livro Apocalipse
Lição 14 Livro Apocalipse
 
Lição 13 Livro Apocalipse
Lição 13 Livro Apocalipse Lição 13 Livro Apocalipse
Lição 13 Livro Apocalipse
 
Lição 12 Livro Apocalipse
Lição 12 Livro Apocalipse Lição 12 Livro Apocalipse
Lição 12 Livro Apocalipse
 
Lição 11 Livro Apocalipse
Lição 11 Livro Apocalipse Lição 11 Livro Apocalipse
Lição 11 Livro Apocalipse
 
Lição 10 Livro Apocalipse
Lição 10 Livro Apocalipse Lição 10 Livro Apocalipse
Lição 10 Livro Apocalipse
 
Lição 09 Livro Apocalipse
Lição 09 Livro Apocalipse Lição 09 Livro Apocalipse
Lição 09 Livro Apocalipse
 

Lição 05

  • 3. LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS TEXTO ÁUREO
  • 4. LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS VERDADE PRÁTICA
  • 5. LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS LEITURA DIÁRIA  Dt 1.17 - Diante de Deus, somos iguais  At 2.44 - Uma igreja solidária  Jó 5.16 - Esperança para o pobre  1Co 1.28 - O paradoxo divino  Fp 2.5-8 - Nosso referencial de humildade
  • 6. LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS LEITURA BÍBLICA EM CLASSE Tiago 2.1-13
  • 7. LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS INTERAÇÃO Quem é o pobre deste mundo? Esta é uma pergunta que exige uma resposta complexa. Naturalmente não poderemos respondê-la satisfatoriamente neste espaço. Entretanto, nós temos a tendência de enxergar o pobre apenas sob a perspectiva econômica. Este não deixa de ser um olhar verdadeiro e correto. Por outro lado, precisamos levar em conta que o conceito de pobre não se aplica apenas à perspectiva econômica, mas igualmente à perspectiva educativa, psicológica ou de outras áreas. Em tese, o pobre é o desprotegido. O analfabeto, por exemplo, pode ter dinheiro, mas encontra-se vulnerável podendo ser ludibriado. Apesar de o texto de Tiago se referir ao aspecto econômico da sua
  • 8. LIÇÃO 5: A VERDADEIRA FÉ NÃO FAZ ACEPÇÃO DE PESSOAS OBJETIVOS Após esta lição, deveremos estar aptos a:  Destacar o ensino de Tiago de que a fé não faz acepção.  Apontar a escolha de Deus pelos pobres aos olhos do mundo.  Distinguir a Lei Mosaica das Leis Real e da Liberdade.
  • 9. INTRODUÇÃO A discriminação contra as pessoas de classe social inferior é vergonhosa e ultrajante, principalmente, quando praticada no âmbito de uma igreja local. Nesta lição estudaremos sobre a fé que não faz acepção de pessoas. Veremos que erramos — e muito — quando julgamos as pessoas sob perspectivas subjetivas tais como a aparência física, posição social, status, a bagagem intelectual, etc. Isso porque tais características não determinam o caráter (Lc 12.15). Assim, a lição dessa semana tem o objetivo de mostrar, pelas Escrituras, que a verdadeira fé e a acepção de pessoas são atitudes incompatíveis entre si e, justamente por isso, não podem
  • 10. I. A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS 1. Em Cristo a fé é imparcial. O primeiro conselho de Tiago para a igreja é o de não termos uma fé que faz acepção de pessoas (v.1). Mas é possível haver favoritismo social onde as pessoas dizem-se geradas pela Palavra da Verdade? As Escrituras mostram que sim. Aconteceu na igreja de Corinto quando da celebração da Ceia do Senhor (1Co 11.17-34). Hoje, não são poucos os relatos de pessoas discriminadas devido a sua condição social na igreja. Ora, recebemos uma nova natureza em Cristo (Cl 3.10), pois Ele derrubou o muro que fazia a separação entre os homens (Ef 2.14,15) tornando possível a igualdade entre eles, ou seja, estando em Jesus, “não há grego nem judeu, circuncisão nem incircuncisão, bárbaro, cita, servo ou livre; mas Cristo é tudo em todos” (Cl 3.11). É, portanto, inaceitável e inadmissível que exista tal comportamento
  • 11. I. A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS 2. O amor de Deus tem de ser manifesto na igreja local. Havia na congregação, do tempo de Tiago, a acepção de pessoas. Segundo as condições econômicas, “um homem com anel de ouro no dedo, com trajes preciosos” era convidado a assentar-se em lugar de honra, enquanto o “pobre com sórdido traje” era recebido com indiferença, ficando em pé, abaixo do púlpito (vv.2,3). Tudo isso acontecia num culto solene a Deus! A Igreja de Cristo tem como princípio eterno produzir um ambiente regado de amor e acolhimento, e para isto “não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois
  • 12. I. A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS 3. Não sejamos perversos (v.4). A expressão “juízes de maus pensamentos” aplicada no texto bíblico para qualificar os que discriminavam o pobre nas reuniões solenes, não se refere às autoridades judiciais, mas aos membros da igreja que, de acordo com a condição social, se faziam julgadores dos
  • 13. I. A FÉ NÃO PODE FAZER ACEPÇÃO DE PESSOAS O símbolo da justiça é uma mulher de olhos vendados, tendo no braço esquerdo a balança e, no braço direito, a espada. Tal imagem simboliza a imparcialidade da justiça em relação a quem está sendo julgado. Portanto, a exemplo do símbolo da justiça, não fomos chamados a ser perversos “juízes”, mas pessoas que vivam segundo a verdade do Evangelho. Este nos desafia a
  • 14. II. DEUS ESCOLHEU OS “POBRES” AOS OLHOS DO MUNDO 1. A soberana escolha de Deus. É bem verdade que muitas pessoas ricas têm sido alcançadas pelo Evangelho. Mas ouçamos com clareza o que a Bíblia diz acerca dos pobres. Deus é soberano em suas escolhas. E de acordo com a sua soberana vontade, Ele escolheu os pobres deste mundo. De maneira retórica, Tiago afirma: “Porventura não escolheu Deus aos pobres deste mundo para serem ricos na fé, e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam?” (v.5). É possível que as igrejas às quais Tiago dirigiu a Epístola talvez tivessem se esquecido de que é pecado fazer acepção de pessoas. Ainda hoje não podemos negligenciar esse ensino! O Senhor Jesus falou dos pobres nos Evangelhos (Lc 4.18; Mt 11.4,5) e, mais tarde, no Sermão da Montanha repetiu: “Bem-aventurados vós, os pobres, porque vosso é o
  • 15. II. DEUS ESCOLHEU OS “POBRES” AOS OLHOS DO MUNDO 2. A principal razão para não desonrar o pobre (v.6). Apesar de Deus ter escolhido os pobres, a igreja do tempo de Tiago fez a opção contrária. Entretanto, o meio-irmão do Senhor traz à memória da igreja que quem a oprimia era justamente os ricos. Estes os arrastaram aos tribunais. Como podiam eles desonrar os pobres, escolhidos por Deus, e favorecer os ricos que os oprimiam? É triste quando escolhemos o contrário da escolha de Deus. As Palavras de Jesus ainda continuam a falar hoje: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os quebrantados do coração, a apregoar liberdade aos cativos, a dar vista aos cegos, a pôr em liberdade os oprimidos, a anunciar o
  • 16. II. DEUS ESCOLHEU OS “POBRES” AOS OLHOS DO MUNDO Somos os seus discípulos? Então para sermos coerentes com o Evangelho termos de encarnar a missão de Jesus. Desonrar o pobre é pecado!
  • 17. II. DEUS ESCOLHEU OS “POBRES” AOS OLHOS DO MUNDO 3. Desonraram o Senhor. Após lembrar a igreja da escolha de Deus em relação aos pobres deste mundo, Tiago exorta os irmãos a reconhecerem o favoritismo que há dentro da comunidade cristã: “Mas vós desonrastes o pobre” (v.6). Já os ricos, são recebidos com toda a pompa. No versículo 7, o meio-irmão do Senhor pergunta: “Porventura, não blasfemam eles [os ricos] o bom nome que sobre vós foi invocado?” (v.7). Estamos frente a algo reprovável diante de Deus: a discriminação social na igreja. Por isso é que o favoritismo, a parcialidade e quaisquer tipos de discriminação devem ser combatidos com rigor na igreja local, principalmente pela liderança. Esta deve dar o maior dos exemplos. Quem discrimina
  • 18. III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E A LEI DA LIBERDADE 1. A Lei Real. A lei real é esta: “Amarás o teu próximo como a ti mesmo” (v.8). Essa é a conclamação de Tiago a que os crentes obedeçam a verdadeira lei. O termo “real”, no versículo 8, refere-se àquilo que é o mais importante da lei, a sua própria essência. Portanto, quem faz acepção de pessoas está quebrando a essência da lei. O amor ao próximo é o coração de toda lei: “A ninguém devais coisa alguma, a não ser o amor com que vos ameis uns aos outros; porque quem ama aos outros cumpriu a lei. [...] O amor não faz mal ao próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor” (Rm 13.8,10). Só o amor é capaz de impedir quaisquer
  • 19. III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E A LEI DA LIBERDADE 2. A Lei Mosaica. Na época em que a Epístola de Tiago foi escrita, os judeus faziam distinção entre as leis religiosas mais importantes e as menos importantes, segundo os critérios estabelecidos por eles mesmos. Os judeus julgavam que o não cumprimento de um só mandamento acarretaria a culpa somente daquele mandamento desobedecido. Mas quando a Bíblia afirma “Porque aquele que disse: Não cometerás adultério, também disse: Não matarás”, está asseverando o aspecto coletivo da lei. Isto é, quem desobedece um único preceito, quebra, ao mesmo tempo, toda a lei. Embora os crentes da igreja não adulterassem, faziam acepção de pessoas. Eles não atendiam a necessidade dos órfãos e das viúvas e, por isso, tornaram-se “transgressores de toda a lei”. No Sermão da
  • 20. III. A LEI REAL, A LEI MOSAICA E A LEI DA LIBERDADE 3. A Lei da Liberdade. A Lei da Liberdade é o Evangelho. Por ele o homem torna-se livre. Liberto do pecado, dos preconceitos e da maneira mundana de pensar (Rm 6.18). Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus desfruta, abundantemente, de tal liberdade (Jo 8.36; Gl 5.1,13). Entretanto, como orienta Tiago, tal liberdade deve vir acompanhada da coerência: “Assim falai, e assim procedei” (v.12). O crente pode falar, pode ensinar e até escrever sobre o pecado de fazer acepção de pessoas. Mas na verdade, é a sua conduta em relação aos irmãos que demonstrará se ele é, de fato, um liberto em Cristo ou um
  • 21. CONCLUSÃO O segundo capítulo da Epístola de Tiago é uma voz do Evangelho a ecoar através dos tempos. Ele rotula a acepção de pessoas como pecado, lembrando-nos de que Deus escolheu os “pobres deste mundo para serem ricos na fé e herdeiros do Reino que prometeu aos que o amam”. Assim, se a nossa vontade estiver de acordo com a vontade de Deus, amaremos os pobres como a nós mesmos. E conscientizar-nos-emos de que esse amor exige de nós ações verdadeiras, sinceras, e não apenas de vãs

Notas do Editor

  1. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  2. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  3. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  4. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  5. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  6. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  7. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  8. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  9. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  10. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  11. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  12. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  13. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  14. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  15. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  16. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  17. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  18. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.
  19. Beginning course details and/or books/materials needed for a class/project.