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ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS
       VOLUNTÁRIOS DE AZAMBUJA



     80 A        NOS AO SERVIÇO DAS           POPULAÇÕES




       PROGRAMA DE ACÇÃO PARA O TRIÉNIO
                 2012/2014
ÁREA DE ACTUAÇÃO PRÓPRIA NAS FREGUESIAS DE:




                                                      Página 1/11
Lista candidata aos Órgãos Sociais da Associação dos
 Bombeiros Voluntários de Azambuja para o triénio 2012-2014

 “Uma Associação ao serviço das pessoas, das comunidades, com Voluntariado
               por Vocação, com Profissionalismo na Acção”



                          ASSEMBLEIA GERAL

Presidente        António José Mateus de Matos                 sócio nº 3328
Vice Presid.      António João Leal Pereira                    sócio nº 503
Secretária        Maria João Ferreira Simão                    sócia nº 2570
Secretário        Leandro Manuel Pereira Nascimento            sócio nº 3106


                               DIRECÇÃO

Presidente        Cláudio André Serrano Horta Salema           sócio nº 3060
Vice Presid.      Maria Fátima B. M. Novo R. Leitão            sócia nº 2297
Vice Presid.      Silvino José Lúcio                           sócio nº 2658
Tesoureiro        José Armando Carmo Fernandes                 sócio nº 1571
Secretária        Maria da Conceição P. Maurício M. Sousa      sócia nº 3797
Vogal             Susana Maria Oliveira Rodrigues              sócio nº 1783
Vogal             Paulo Jorge Lopes Canilho                    sócia nº 2637
Suplente          Carlos Manuel Fernandes Gote                 sócio nº 3793
Suplente          Manuel Jesus Geada                           sócio nº 402


                          CONSELHO FISCAL

Presidente        Maria Inês Graça Louro                       sócia nº 2929
Vice Presid.      Marçal Manuel Castanho Pereira               sócio nº 3045
Sec. Relator      Manuel Teixeira Campo Fastio                 sócio nº 2315
Suplente          Elisabeta Maria Serrano Pereira Horta        sócia nº 3124
Suplente          Aida Isabel Mateus S. Escudero               sócia nº 2975


                       CONSELHO DISCIPLINAR

Presidente Assembleia Geral    António José Mateus de Matos    sócio nº 3328
Presidente da Direcção         Cláudio André S. Horta Salema   sócio nº 3060
Presidente Conselho Fiscal     Maria Inês Graça Louro          sócia nº 2929




                                                                   Página 2/11
A) Razões de uma Candidatura

1. A ligação das pessoas à causa pública é cada vez menor, estamos a atravessar
   uma encruzilhada sem precedentes, os aspectos económicos estão no seu
   expoente máximo, as famílias obrigatoriamente estão atentas e preocupadas
   com o seu futuro, que será por sua vez o futuro de todos os portugueses… Nós
   também temos essas preocupações, mas pensamos que existe um conjunto
   de estruturas que não podem ficar ao abandono, ao desleixo, ao sabor da
   maré… Quando as Instituições passam por dificuldades extremas, devem
   surgir Homens capazes de dar as mãos e superar as dificuldades. É por isso
   que nos candidatamos à direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros
   Voluntários de Azambuja. O dever e o espirito de missão são dois valores que
   caracterizam os nossos princípios… “não precisámos de Homens provençais,
   mas precisamos de Instituições capazes e solidas, e o mais importante, que
   funcionem” in Dr. Jorge Sampaio.

2. Acreditar nas pessoas é simplesmente um factor de confiança. Foi com esta
   atitude que decidimos constituir esta equipa de trabalho e colocar ao serviço
   das pessoas um projecto ambicioso, mas possível. Existem inúmeras causas
   em que se pode ser útil, “Vida por Vida” é uma causa que só vale a pena,
   assumindo compromissos com as Populações em estreita ligação com o seu
   Corpo de Bombeiros.

3. O projecto é colocar o Corpo de Bombeiros como modelo. Irá dar muito
   trabalho, será necessário muito tempo, dedicação exclusiva… mas tudo vale a
   pena, quando falamos de servir pessoas.

4. Financiamentos? Uma grande questão! Será que já foram esgotadas todas as
   formas economicamente viáveis a uma estabilidade financeira que a
   Associação precisa? Não certamente! A Associação é uma instituição de
   direito privado, não necessita de se dedicar exclusivamente às valências que
   tem para ser viável… utilizar outras formas que garantam a sustentabilidade
   económica da sua principal actividade que é o socorro, é certamente o
   caminho.

   Estamos a assistir a uma redução de recursos financeiros sem precedentes no
   Poder Central, no Poder Local, nas empresas… logo estas centenas de Corpos
   de Bombeiros que existem por esse país fora são os primeiros a sentir as
   dificuldades. Pensamos que não foram esgotadas todas as formas de
   financiamento da operacionalidade dos Corpos de Bombeiros. Não nos
   referimos só ao recurso ao crédito, que é importante para engrenagem de
   alguns projectos. Contudo estes precisam de ser auto sustentáveis e
   adequados às necessidades/dimensões quer da estrutura quer da (s)
   comunidade (s) que servem. Necessariamente o que importa é ter em conta o
   factor crescimento/desenvolvimento.
   Não nos esqueçamos que a subsidiação a que estávamos habituados tem os
   dias contados…

5. O passado é reservado ao capítulo da História… será importante neste
   momento convergir esforços, ideias, recursos, estabilidade, transparência e

                                                                      Página 3/11
rigor e muito mas muito trabalho para que possamos salvar a Associação e os
     seus postos de trabalho.

6. O nosso modo próprio de estar na sociedade é alicerçado por convicções de
   formação que comprometem, desafiam e incentivam à participação na vida
   da comunidade, à intervenção cívica, no sentido da defesa ética de serviço
   público e de valores básicos e fundamentais.

7. Em último lugar queremos que o principal protagonista desta candidatura
   seja a Associação, com os seus valores, a sua História. Numa palavra as
   Pessoas.


B) Valores/Princípios

1. São as regras básicas de referência que entendemos que devem orientar a
   actuação de todos nesta Associação.

     1.1   Respeito
     1.2   Integridade
     1.3   Eficiência
     1.4   Excelência
     1.5   Qualidade
     1.6   Solidariedade

C) Plano Estratégico:

1.   Gestão Corrente
2.   Recursos Humanos
3.   Projectos
4.   Organização Operacional
5.   Acção Cultural
6.   Parcerias
7.   Articulação de Orgãos Institucionais
8.   Direcção-Comando-Corpo Activo



1. Gestão Corrente

     1.1 Para um equilíbrio financeiro será certamente necessário renegociar
        contratos, avenças, e todas as formas de pagamento a que Associação está
        comprometida. O saneamento financeiro que terá de ser efectuado para
        um rigoroso controlo de custos mas que não comprometa a administração
        e operacionalidade do Corpo de Bombeiros.

     1.2 Existe a necessidade de reformular todas as formas de pagamento
        internas/externas e adequá-las a uma lógica sustentável, acordando com
        as partes envolvidas outras formas de benefício economicamente viáveis
        para a sustentabilidade da Associação.


                                                                      Página 4/11
1.3 Anular todas as fontes de despesa detectadas no controlo de custos que
       não beneficiam directa ou indirectamente a Associação.

   1.4 Colocar ao dispor da Associação mecanismos mais eficazes no controlo de
      custos e na absorção da receita.

   1.5 Criar protocolos internos de actuação no controlo de despesa, simplificar
      e descentralizar o modo de actuação nas adjudicações com objectivo de
      colocar o melhor produto ao serviço no menor prazo possível.

   1.6 Reorganizar o modelo de gestão e controlo do parque de veículos do
      Corpo de Bombeiros.

   1.7 Estudar e implementar regras de adjudicações com base em estudos de
      mercado, com base qualidade Vs preço.

   1.8 Colocar ao serviço da Associação novas ferramentas que facilitem os
      movimentos bancários.

   1.9 Piquetes dos voluntários (ponto 1.2).

   1.10   Respeitar e cumprir todos os compromissos anteriormente assumidos
       em benefício da Associação.

   1.11    Sempre que necessário adoptar novas formas de gestão para a
       sustentabilidade e beneficio da Associação, respeitando de forma integral
       a legislação em vigor.

   1.12 Estudar a actualização do valor das quotas e jóias pagas pelos
       associados, tendo em conta os rendimentos das pessoas com dificuldades.

   1.13 Estudar a criação de prestação de serviços com os equipamentos
       disponíveis no Corpo de Bombeiros, com a devida diferenciação do sócio e
       não sócio.

   1.14 Estudar o valor de referência para a prevenção de eventos culturais e
       desportivos e respectivos custos derivados de gastos operacionais.

   1.15   Rentabilizar as instalações actuais.



2. Recursos Humanos

   2.1 Apostar nos valores da disciplina, respeito e profissionalismo de todos os
       intervenientes.

   2.2 Aposta efectiva na formação do Corpo de Bombeiros.

   2.3 Estudar/Planear/Ajustar horários de trabalho de acordo com o serviço
       existente, de mútuo acordo entre o empregador e o empregado.

                                                                       Página 5/11
2.4 Valorização das carreiras profissionais, como Bombeiros Profissionais e não
       como Bombeiros do Protocolo ou outros títulos.

   2.5 Estudo de novas formas de motivação e compensação, no que diz respeito
       à assiduidade, produção, mérito e saúde dos funcionários sem prejudicar o
       saneamento financeiro da Associação.

   2.6 Requalificar a vertente profissional dos operacionais envolvidos no socorro
       das populações apetrechando-os com novas ferramentas pedagógicas no
       exercício das suas funções, equilibrando com as ambições da Associação
       para novos projectos (3 Projectos, ponto 3.3).

   2.7 Estabelecer um diálogo frutuoso entre a entidade empregadora e os
       funcionários para a melhoria e dignidade das condições profissionais.

   2.8 Missão “Voluntariado” (Imagem/Comunicação/Modernização). Criar uma
       imagem de marca “bastante expressiva” no sentido de estimular
       condições a uma integração de novas escolas (3.8 Projecto de
       Recrutamento/ Modelos de Organização Interna).



3. Projectos

   3.1 Apostar na formação externa de entidades públicas e privadas, dispondo
       de meios e mecanismos adequados.

      3.1.1 Criação de um sistema formação enraízado na estrutura da
               Associação devidamente certificado.
      3.1.2 Dispor de conteúdos pedagógicos adequados à realidade da nossa
               Área de Actuação Própria (AAP).
      3.1.3 Criação de bolsa de formadores interna/externa.
      3.1.4 Praticar políticas de marketing para a divulgação desta actividade.
      3.1.5 Criação de uma equipa de proximidade, que possa levar a marca
               “Bombeiros” ao contacto com as pessoas, protocolando com
               entidades privadas de gestão de condomínios, pequenas noções
               básicas de actuação em caso de emergência, divulgando também a
               politica do socorro e o funcionamento deste, no nosso contexto,
               adquirindo uma maior proximidade e visibilidade nas populações da
               nossa AAP, propondo-os como associados desta Associação.
      3.1.6 Criação de equipa para acompanhamento e monitorização das
               condições de segurança em entidades públicas ou privadas.


   3.2 Estudo/Implementação do projecto “T-Care” ou “Help Phone” para
       assistência aos séniores ou pessoas com mobilidade reduzida.


                                                                        Página 6/11
3.2.1 Discussão com as entidades públicas e privadas, fundamentalmente
          com as IPSS´s do concelho de Azambuja para a implementação
          deste novo mecanismo de alerta para situações de emergência,
          combatendo o isolamento das pessoas mais fragilizadas da nossa
          comunidade.
   3.2.2 Criação de parcerias com as autarquias locais para a referenciação
          de casos que merecem de certa forma vigilância das devidas
          entidades.


3.3 Estudo/implementação de posto de ambulância do Instituto Nacional de
    Emergência Médica (INEM), aproveitando os recursos à disposição do Corpo
    de Bombeiros para sua actuação de forma diferenciada (2 Recursos
    Humanos, ponto 2.6).

3.4 Equacionar novas formas de receita, na vertente privada da Associação,
    podendo estudar/protocolar com a Câmara Municipal de Azambuja o
    transporte escolar.

3.5 Propor à Câmara Municipal de Azambuja que parte das receitas das
    futuras infra-estruturas de ordenamento do estacionamento automóvel da
    vila de Azambuja, possam financiar as Associações de Bombeiros do
    Concelho na medida das suas necessidades.

3.6 Estudar/implementar uma bolsa de aluguer de equipamentos básicos
    (ajudas técnicas) para pessoas com mobilidade reduzida (camas
    articuladas, cadeiras de rodas, etc.), a preços diferenciados de sócios e
    não sócios de forma a serem comportáveis a pessoas com fracos
    rendimentos, sendo o investimento abatido de forma gradual. Esta acção
    será implementada em articulação com as IPSS´s.

3.7 Criação de uma plataforma electrónica para serviço interno e externo,
    colocando à disposição do Corpo de Bombeiros uma ferramenta de
    consulta à distância (escalas, trocas/dispensas de serviços, comunicações,
    ordens de serviço, correio electrónico, regulamentos, etc.)

3.8 Projecto de Recrutamento/ Modelos de Organização Interna.

   3.8.1 Criação de cursos de formação nos Agrupamentos escolares da AAP,
          com protocolo de colaboração entre os respectivos agrupamentos.
       3.8.1.1 Estudar a implementação de grupos de boas práticas nas
              escolas.
       3.8.1.2 Actividades operacionais nos Estabelecimentos de Ensino de
              uma forma estruturada e planeada, cumprindo as directivas do
              Ministério da Educação.


                                                                    Página 7/11
3.8.2 Promoção do dia do “Quartel Aberto”, nas diversas freguesias da
             AAP, promovendo rastreios para a promoção da saúde e
             privilegiando um contacto directo com as populações, se possível
             em períodos festivos.
      3.8.3 Propaganda promocional em outdoors sobre a actividade “radical”
             dos Bombeiros, em períodos destinados ao recrutamento.
      3.8.4 Estudar a promoção de escolas de formação entre as Associações
             de Bombeiros do “Triângulo” (Azambuja, Alcoentre e Alenquer).
      3.8.5 Promover o contacto entre antigos bombeiros e a população mais
             juvenil na actividade de promoção da marca “Bombeiros” e na
             óptica intergeracional.


   3.9 Estudar e adoptar os mecanismos necessários para o projecto da
       construção no novo Quartel de Bombeiros.

   3.10   Criação de um novo regulamento honorífico da Associação.

   3.11 Promover o estudo/investigação da História dos 80 Anos de vida da
       Associação.

   3.12 Estudar com a Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Aveiras de
       Cima (CVPAV)/Câmara Municipal de Azambuja (CMA)/Junta de Freguesia
       de Aveiras de Cima(JFAV)/Centro Distrital de Operações de Socorro –
       Lisboa (CDOS) uma parceria com a CVPAV e Bombeiros de Azambuja para
       possível instalação no novo quartel da CVPAV de uma secção de serviço de
       incêndio, unicamente, não duplicando valências já existentes na Freguesia
       de Aveiras de Cima, colmatando uma falha existente, para um socorro
       imediato às populações.

   3.13 Promover          a     discussão     em    conjunto      com      as
       Autarquias/Autoridades/IPSS´s a temática “Azambuja ao Encontro dos
       Séniores”, no sentido de promover um combate ao isolamento das pessoas
       mais fragilizadas da nossa comunidade.




4. Organização Operacional

Nota Introdutória: A organização de toda a estrutura operacional é da inteira
responsabilidade do Comando do Corpo de Bombeiros, sendo que, a Direcção
monitorizará os parâmetros de bom funcionamento da Instituição. Entre outros
aspectos, dar-se-á atenção a:

   4.1 O transporte de doentes não urgentes irá ser objecto de estudo, tendo em
       conta os custos de produção inerentes à actividade.




                                                                      Página 8/11
4.2 Criar condições necessárias para seja instalado um Posto de INEM no Corpo
       de Bombeiros (3 Projectos, ponto 3.3).

   4.3 Activar protocolo de formação com o Regimento de Sapadores Bombeiros
       de Lisboa.

   4.4 Reactivar a secção de mergulho com pessoal devidamente qualificado.

   4.5 Estudar a conversão/transformação de veículos de socorro, com veículos
       existentes na Corpo de Bombeiros.



5. Acção Cultural

   5.1 Colaborar e apoiar todas as manifestações do âmbito cultural e desportivo
       promovido pelo Corpo de Bombeiros

   5.2 Apoiar e dignificar o papel da Fanfarra no seio do Corpo de Bombeiros.

      5.2.1 Estudar e propor a aprendizagem mais aperfeiçoada de estilos
            musicais com a colaboração do Centro Cultural Azambujense.



6. Parcerias

A Associação deve estar disponível e interessada em promover parcerias com
entidades públicas e privadas, prestando serviços inerentes ao objectivo comum
da Associação.

As parcerias devem ser amplamente desenvolvidas para que ambas as partes
possam desenvolver um projecto e objectivo comum, estando esta Associação ao
serviço das pessoas.



7. Articulação de Órgãos Institucionais

A postura que nos levará à comunicação com os diversos órgãos institucionais,
nomeadamente a tutela (MAI/ANPC), será objectiva e clara. Por dever ético
pugnaremos por um modelo sustentável de financiamento das corporações de
bombeiros através de uma carta de risco devidamente estruturada. Não podemos
continuar a ser o parente pobre da sociedade, podendo estar em causa a
operacionalidade do socorro a qualquer momento. Terá efectivamente de existir
uma política, justa, sustentável e realista. As corporações de bombeiros não
podem estar à mercê da subsidio-dependência, existindo a necessidade urgente
de colocar em acção um plano rigoroso de financiamento, através de contratos-
programa, com objectivos bem definidos, colmatando a dificuldade das
respectivas Associações.

Existe a necessidade premente de uma aproximação às autarquias locais. Podem
também ser elas um potencial canal de comunicação entre o Corpo de Bombeiros

                                                                       Página 9/11
e a Comunidade. Deverá existir uma estreita colaboração entre instituições,
tendo por base um relacionamento de entre ajuda.

A boa relação com a Câmara Municipal de Azambuja irá manter-se inalterável no
quadro do bom entendimento e disponibilidade para alcançar metas em conjunto,
em benefício das populações que socorremos.



8. Direcção-Comando-Corpo Activo

A proximidade junto da comunidade é essencial para um reconhecimento da
sociedade em geral. Não podemos pois estar de forma alguma divorciados da
população, que terá que sentir a nossa presença, obrigatoriamente, em todas as
manifestações institucionais, sejam elas culturais, desportivas, religiosas ou
políticas. Em suma em todas as realizações da sociedade civil. A presença desta
instituição com 80 anos de existência nos diversos acontecimentos terá impacto a
longo prazo… as pessoas não se podem esquecer que os Bombeiros existem, a
Associação precisa da população e a polução precisa da Associação.

A ligação do eixo Direcção-Comando-Corpo Activo é fundamental na engrenagem
de toda esta estrutura pesada e complexa. A comunicação alinhada e orientada
entre a Direcção e Comando deverá ser uma condição fundamental para o sucesso
deste programa. A Direcção não se pode sobrepor às competências do Comando
no que diz respeito à técnica/operacionalidade do Corpo de Bombeiros, mas
deverá existir uma relação de confiança absoluta no desempenho dos cargos
assumidos.

A Direcção não irá de forma alguma demitir-se das suas competências que lhe são
confiadas através dos estatutos, bem como dos desafios lançados pelas
comunidades que servimos.

Esta Direcção terá uma maior proximidade com o Corpo de Bombeiros. Só assim
se conseguirá avaliar de perto os reais problemas que afectam a operacionalidade
do mesmo, suscitando as posições necessárias à correcção de eventuais
anomalias/desvios/constrangimentos.

Anualmente a Direcção irá fazer um ponto de situação do “Estado da Associação”,
num encontro entre a Assembleia – Geral, Conselho Fiscal, Comando e Corpo
Activo. É importante existir um diálogo para que todos percebam as dificuldades
da Associação e todos em conjunto consigamos ultrapassar as barreiras colocadas
no nosso caminho.




                                                                     Página 10/11
Associamo-nos:




Servir as Pessoas, as Populações, as Comunidades, é o principal objectivo desta
Associação,   porque   como   dizia   o   Papa   João   Paulo   II   “todos   somos
verdadeiramente responsáveis por todos”.




                                                                         Página 11/11

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Associação dos Bombeiros Voluntários de Azambuja

  • 1. ASSOCIAÇÃO HUMANITÁRIA DOS BOMBEIROS VOLUNTÁRIOS DE AZAMBUJA 80 A NOS AO SERVIÇO DAS POPULAÇÕES PROGRAMA DE ACÇÃO PARA O TRIÉNIO 2012/2014 ÁREA DE ACTUAÇÃO PRÓPRIA NAS FREGUESIAS DE: Página 1/11
  • 2. Lista candidata aos Órgãos Sociais da Associação dos Bombeiros Voluntários de Azambuja para o triénio 2012-2014 “Uma Associação ao serviço das pessoas, das comunidades, com Voluntariado por Vocação, com Profissionalismo na Acção” ASSEMBLEIA GERAL Presidente António José Mateus de Matos sócio nº 3328 Vice Presid. António João Leal Pereira sócio nº 503 Secretária Maria João Ferreira Simão sócia nº 2570 Secretário Leandro Manuel Pereira Nascimento sócio nº 3106 DIRECÇÃO Presidente Cláudio André Serrano Horta Salema sócio nº 3060 Vice Presid. Maria Fátima B. M. Novo R. Leitão sócia nº 2297 Vice Presid. Silvino José Lúcio sócio nº 2658 Tesoureiro José Armando Carmo Fernandes sócio nº 1571 Secretária Maria da Conceição P. Maurício M. Sousa sócia nº 3797 Vogal Susana Maria Oliveira Rodrigues sócio nº 1783 Vogal Paulo Jorge Lopes Canilho sócia nº 2637 Suplente Carlos Manuel Fernandes Gote sócio nº 3793 Suplente Manuel Jesus Geada sócio nº 402 CONSELHO FISCAL Presidente Maria Inês Graça Louro sócia nº 2929 Vice Presid. Marçal Manuel Castanho Pereira sócio nº 3045 Sec. Relator Manuel Teixeira Campo Fastio sócio nº 2315 Suplente Elisabeta Maria Serrano Pereira Horta sócia nº 3124 Suplente Aida Isabel Mateus S. Escudero sócia nº 2975 CONSELHO DISCIPLINAR Presidente Assembleia Geral António José Mateus de Matos sócio nº 3328 Presidente da Direcção Cláudio André S. Horta Salema sócio nº 3060 Presidente Conselho Fiscal Maria Inês Graça Louro sócia nº 2929 Página 2/11
  • 3. A) Razões de uma Candidatura 1. A ligação das pessoas à causa pública é cada vez menor, estamos a atravessar uma encruzilhada sem precedentes, os aspectos económicos estão no seu expoente máximo, as famílias obrigatoriamente estão atentas e preocupadas com o seu futuro, que será por sua vez o futuro de todos os portugueses… Nós também temos essas preocupações, mas pensamos que existe um conjunto de estruturas que não podem ficar ao abandono, ao desleixo, ao sabor da maré… Quando as Instituições passam por dificuldades extremas, devem surgir Homens capazes de dar as mãos e superar as dificuldades. É por isso que nos candidatamos à direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Azambuja. O dever e o espirito de missão são dois valores que caracterizam os nossos princípios… “não precisámos de Homens provençais, mas precisamos de Instituições capazes e solidas, e o mais importante, que funcionem” in Dr. Jorge Sampaio. 2. Acreditar nas pessoas é simplesmente um factor de confiança. Foi com esta atitude que decidimos constituir esta equipa de trabalho e colocar ao serviço das pessoas um projecto ambicioso, mas possível. Existem inúmeras causas em que se pode ser útil, “Vida por Vida” é uma causa que só vale a pena, assumindo compromissos com as Populações em estreita ligação com o seu Corpo de Bombeiros. 3. O projecto é colocar o Corpo de Bombeiros como modelo. Irá dar muito trabalho, será necessário muito tempo, dedicação exclusiva… mas tudo vale a pena, quando falamos de servir pessoas. 4. Financiamentos? Uma grande questão! Será que já foram esgotadas todas as formas economicamente viáveis a uma estabilidade financeira que a Associação precisa? Não certamente! A Associação é uma instituição de direito privado, não necessita de se dedicar exclusivamente às valências que tem para ser viável… utilizar outras formas que garantam a sustentabilidade económica da sua principal actividade que é o socorro, é certamente o caminho. Estamos a assistir a uma redução de recursos financeiros sem precedentes no Poder Central, no Poder Local, nas empresas… logo estas centenas de Corpos de Bombeiros que existem por esse país fora são os primeiros a sentir as dificuldades. Pensamos que não foram esgotadas todas as formas de financiamento da operacionalidade dos Corpos de Bombeiros. Não nos referimos só ao recurso ao crédito, que é importante para engrenagem de alguns projectos. Contudo estes precisam de ser auto sustentáveis e adequados às necessidades/dimensões quer da estrutura quer da (s) comunidade (s) que servem. Necessariamente o que importa é ter em conta o factor crescimento/desenvolvimento. Não nos esqueçamos que a subsidiação a que estávamos habituados tem os dias contados… 5. O passado é reservado ao capítulo da História… será importante neste momento convergir esforços, ideias, recursos, estabilidade, transparência e Página 3/11
  • 4. rigor e muito mas muito trabalho para que possamos salvar a Associação e os seus postos de trabalho. 6. O nosso modo próprio de estar na sociedade é alicerçado por convicções de formação que comprometem, desafiam e incentivam à participação na vida da comunidade, à intervenção cívica, no sentido da defesa ética de serviço público e de valores básicos e fundamentais. 7. Em último lugar queremos que o principal protagonista desta candidatura seja a Associação, com os seus valores, a sua História. Numa palavra as Pessoas. B) Valores/Princípios 1. São as regras básicas de referência que entendemos que devem orientar a actuação de todos nesta Associação. 1.1 Respeito 1.2 Integridade 1.3 Eficiência 1.4 Excelência 1.5 Qualidade 1.6 Solidariedade C) Plano Estratégico: 1. Gestão Corrente 2. Recursos Humanos 3. Projectos 4. Organização Operacional 5. Acção Cultural 6. Parcerias 7. Articulação de Orgãos Institucionais 8. Direcção-Comando-Corpo Activo 1. Gestão Corrente 1.1 Para um equilíbrio financeiro será certamente necessário renegociar contratos, avenças, e todas as formas de pagamento a que Associação está comprometida. O saneamento financeiro que terá de ser efectuado para um rigoroso controlo de custos mas que não comprometa a administração e operacionalidade do Corpo de Bombeiros. 1.2 Existe a necessidade de reformular todas as formas de pagamento internas/externas e adequá-las a uma lógica sustentável, acordando com as partes envolvidas outras formas de benefício economicamente viáveis para a sustentabilidade da Associação. Página 4/11
  • 5. 1.3 Anular todas as fontes de despesa detectadas no controlo de custos que não beneficiam directa ou indirectamente a Associação. 1.4 Colocar ao dispor da Associação mecanismos mais eficazes no controlo de custos e na absorção da receita. 1.5 Criar protocolos internos de actuação no controlo de despesa, simplificar e descentralizar o modo de actuação nas adjudicações com objectivo de colocar o melhor produto ao serviço no menor prazo possível. 1.6 Reorganizar o modelo de gestão e controlo do parque de veículos do Corpo de Bombeiros. 1.7 Estudar e implementar regras de adjudicações com base em estudos de mercado, com base qualidade Vs preço. 1.8 Colocar ao serviço da Associação novas ferramentas que facilitem os movimentos bancários. 1.9 Piquetes dos voluntários (ponto 1.2). 1.10 Respeitar e cumprir todos os compromissos anteriormente assumidos em benefício da Associação. 1.11 Sempre que necessário adoptar novas formas de gestão para a sustentabilidade e beneficio da Associação, respeitando de forma integral a legislação em vigor. 1.12 Estudar a actualização do valor das quotas e jóias pagas pelos associados, tendo em conta os rendimentos das pessoas com dificuldades. 1.13 Estudar a criação de prestação de serviços com os equipamentos disponíveis no Corpo de Bombeiros, com a devida diferenciação do sócio e não sócio. 1.14 Estudar o valor de referência para a prevenção de eventos culturais e desportivos e respectivos custos derivados de gastos operacionais. 1.15 Rentabilizar as instalações actuais. 2. Recursos Humanos 2.1 Apostar nos valores da disciplina, respeito e profissionalismo de todos os intervenientes. 2.2 Aposta efectiva na formação do Corpo de Bombeiros. 2.3 Estudar/Planear/Ajustar horários de trabalho de acordo com o serviço existente, de mútuo acordo entre o empregador e o empregado. Página 5/11
  • 6. 2.4 Valorização das carreiras profissionais, como Bombeiros Profissionais e não como Bombeiros do Protocolo ou outros títulos. 2.5 Estudo de novas formas de motivação e compensação, no que diz respeito à assiduidade, produção, mérito e saúde dos funcionários sem prejudicar o saneamento financeiro da Associação. 2.6 Requalificar a vertente profissional dos operacionais envolvidos no socorro das populações apetrechando-os com novas ferramentas pedagógicas no exercício das suas funções, equilibrando com as ambições da Associação para novos projectos (3 Projectos, ponto 3.3). 2.7 Estabelecer um diálogo frutuoso entre a entidade empregadora e os funcionários para a melhoria e dignidade das condições profissionais. 2.8 Missão “Voluntariado” (Imagem/Comunicação/Modernização). Criar uma imagem de marca “bastante expressiva” no sentido de estimular condições a uma integração de novas escolas (3.8 Projecto de Recrutamento/ Modelos de Organização Interna). 3. Projectos 3.1 Apostar na formação externa de entidades públicas e privadas, dispondo de meios e mecanismos adequados. 3.1.1 Criação de um sistema formação enraízado na estrutura da Associação devidamente certificado. 3.1.2 Dispor de conteúdos pedagógicos adequados à realidade da nossa Área de Actuação Própria (AAP). 3.1.3 Criação de bolsa de formadores interna/externa. 3.1.4 Praticar políticas de marketing para a divulgação desta actividade. 3.1.5 Criação de uma equipa de proximidade, que possa levar a marca “Bombeiros” ao contacto com as pessoas, protocolando com entidades privadas de gestão de condomínios, pequenas noções básicas de actuação em caso de emergência, divulgando também a politica do socorro e o funcionamento deste, no nosso contexto, adquirindo uma maior proximidade e visibilidade nas populações da nossa AAP, propondo-os como associados desta Associação. 3.1.6 Criação de equipa para acompanhamento e monitorização das condições de segurança em entidades públicas ou privadas. 3.2 Estudo/Implementação do projecto “T-Care” ou “Help Phone” para assistência aos séniores ou pessoas com mobilidade reduzida. Página 6/11
  • 7. 3.2.1 Discussão com as entidades públicas e privadas, fundamentalmente com as IPSS´s do concelho de Azambuja para a implementação deste novo mecanismo de alerta para situações de emergência, combatendo o isolamento das pessoas mais fragilizadas da nossa comunidade. 3.2.2 Criação de parcerias com as autarquias locais para a referenciação de casos que merecem de certa forma vigilância das devidas entidades. 3.3 Estudo/implementação de posto de ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), aproveitando os recursos à disposição do Corpo de Bombeiros para sua actuação de forma diferenciada (2 Recursos Humanos, ponto 2.6). 3.4 Equacionar novas formas de receita, na vertente privada da Associação, podendo estudar/protocolar com a Câmara Municipal de Azambuja o transporte escolar. 3.5 Propor à Câmara Municipal de Azambuja que parte das receitas das futuras infra-estruturas de ordenamento do estacionamento automóvel da vila de Azambuja, possam financiar as Associações de Bombeiros do Concelho na medida das suas necessidades. 3.6 Estudar/implementar uma bolsa de aluguer de equipamentos básicos (ajudas técnicas) para pessoas com mobilidade reduzida (camas articuladas, cadeiras de rodas, etc.), a preços diferenciados de sócios e não sócios de forma a serem comportáveis a pessoas com fracos rendimentos, sendo o investimento abatido de forma gradual. Esta acção será implementada em articulação com as IPSS´s. 3.7 Criação de uma plataforma electrónica para serviço interno e externo, colocando à disposição do Corpo de Bombeiros uma ferramenta de consulta à distância (escalas, trocas/dispensas de serviços, comunicações, ordens de serviço, correio electrónico, regulamentos, etc.) 3.8 Projecto de Recrutamento/ Modelos de Organização Interna. 3.8.1 Criação de cursos de formação nos Agrupamentos escolares da AAP, com protocolo de colaboração entre os respectivos agrupamentos. 3.8.1.1 Estudar a implementação de grupos de boas práticas nas escolas. 3.8.1.2 Actividades operacionais nos Estabelecimentos de Ensino de uma forma estruturada e planeada, cumprindo as directivas do Ministério da Educação. Página 7/11
  • 8. 3.8.2 Promoção do dia do “Quartel Aberto”, nas diversas freguesias da AAP, promovendo rastreios para a promoção da saúde e privilegiando um contacto directo com as populações, se possível em períodos festivos. 3.8.3 Propaganda promocional em outdoors sobre a actividade “radical” dos Bombeiros, em períodos destinados ao recrutamento. 3.8.4 Estudar a promoção de escolas de formação entre as Associações de Bombeiros do “Triângulo” (Azambuja, Alcoentre e Alenquer). 3.8.5 Promover o contacto entre antigos bombeiros e a população mais juvenil na actividade de promoção da marca “Bombeiros” e na óptica intergeracional. 3.9 Estudar e adoptar os mecanismos necessários para o projecto da construção no novo Quartel de Bombeiros. 3.10 Criação de um novo regulamento honorífico da Associação. 3.11 Promover o estudo/investigação da História dos 80 Anos de vida da Associação. 3.12 Estudar com a Cruz Vermelha Portuguesa – Delegação de Aveiras de Cima (CVPAV)/Câmara Municipal de Azambuja (CMA)/Junta de Freguesia de Aveiras de Cima(JFAV)/Centro Distrital de Operações de Socorro – Lisboa (CDOS) uma parceria com a CVPAV e Bombeiros de Azambuja para possível instalação no novo quartel da CVPAV de uma secção de serviço de incêndio, unicamente, não duplicando valências já existentes na Freguesia de Aveiras de Cima, colmatando uma falha existente, para um socorro imediato às populações. 3.13 Promover a discussão em conjunto com as Autarquias/Autoridades/IPSS´s a temática “Azambuja ao Encontro dos Séniores”, no sentido de promover um combate ao isolamento das pessoas mais fragilizadas da nossa comunidade. 4. Organização Operacional Nota Introdutória: A organização de toda a estrutura operacional é da inteira responsabilidade do Comando do Corpo de Bombeiros, sendo que, a Direcção monitorizará os parâmetros de bom funcionamento da Instituição. Entre outros aspectos, dar-se-á atenção a: 4.1 O transporte de doentes não urgentes irá ser objecto de estudo, tendo em conta os custos de produção inerentes à actividade. Página 8/11
  • 9. 4.2 Criar condições necessárias para seja instalado um Posto de INEM no Corpo de Bombeiros (3 Projectos, ponto 3.3). 4.3 Activar protocolo de formação com o Regimento de Sapadores Bombeiros de Lisboa. 4.4 Reactivar a secção de mergulho com pessoal devidamente qualificado. 4.5 Estudar a conversão/transformação de veículos de socorro, com veículos existentes na Corpo de Bombeiros. 5. Acção Cultural 5.1 Colaborar e apoiar todas as manifestações do âmbito cultural e desportivo promovido pelo Corpo de Bombeiros 5.2 Apoiar e dignificar o papel da Fanfarra no seio do Corpo de Bombeiros. 5.2.1 Estudar e propor a aprendizagem mais aperfeiçoada de estilos musicais com a colaboração do Centro Cultural Azambujense. 6. Parcerias A Associação deve estar disponível e interessada em promover parcerias com entidades públicas e privadas, prestando serviços inerentes ao objectivo comum da Associação. As parcerias devem ser amplamente desenvolvidas para que ambas as partes possam desenvolver um projecto e objectivo comum, estando esta Associação ao serviço das pessoas. 7. Articulação de Órgãos Institucionais A postura que nos levará à comunicação com os diversos órgãos institucionais, nomeadamente a tutela (MAI/ANPC), será objectiva e clara. Por dever ético pugnaremos por um modelo sustentável de financiamento das corporações de bombeiros através de uma carta de risco devidamente estruturada. Não podemos continuar a ser o parente pobre da sociedade, podendo estar em causa a operacionalidade do socorro a qualquer momento. Terá efectivamente de existir uma política, justa, sustentável e realista. As corporações de bombeiros não podem estar à mercê da subsidio-dependência, existindo a necessidade urgente de colocar em acção um plano rigoroso de financiamento, através de contratos- programa, com objectivos bem definidos, colmatando a dificuldade das respectivas Associações. Existe a necessidade premente de uma aproximação às autarquias locais. Podem também ser elas um potencial canal de comunicação entre o Corpo de Bombeiros Página 9/11
  • 10. e a Comunidade. Deverá existir uma estreita colaboração entre instituições, tendo por base um relacionamento de entre ajuda. A boa relação com a Câmara Municipal de Azambuja irá manter-se inalterável no quadro do bom entendimento e disponibilidade para alcançar metas em conjunto, em benefício das populações que socorremos. 8. Direcção-Comando-Corpo Activo A proximidade junto da comunidade é essencial para um reconhecimento da sociedade em geral. Não podemos pois estar de forma alguma divorciados da população, que terá que sentir a nossa presença, obrigatoriamente, em todas as manifestações institucionais, sejam elas culturais, desportivas, religiosas ou políticas. Em suma em todas as realizações da sociedade civil. A presença desta instituição com 80 anos de existência nos diversos acontecimentos terá impacto a longo prazo… as pessoas não se podem esquecer que os Bombeiros existem, a Associação precisa da população e a polução precisa da Associação. A ligação do eixo Direcção-Comando-Corpo Activo é fundamental na engrenagem de toda esta estrutura pesada e complexa. A comunicação alinhada e orientada entre a Direcção e Comando deverá ser uma condição fundamental para o sucesso deste programa. A Direcção não se pode sobrepor às competências do Comando no que diz respeito à técnica/operacionalidade do Corpo de Bombeiros, mas deverá existir uma relação de confiança absoluta no desempenho dos cargos assumidos. A Direcção não irá de forma alguma demitir-se das suas competências que lhe são confiadas através dos estatutos, bem como dos desafios lançados pelas comunidades que servimos. Esta Direcção terá uma maior proximidade com o Corpo de Bombeiros. Só assim se conseguirá avaliar de perto os reais problemas que afectam a operacionalidade do mesmo, suscitando as posições necessárias à correcção de eventuais anomalias/desvios/constrangimentos. Anualmente a Direcção irá fazer um ponto de situação do “Estado da Associação”, num encontro entre a Assembleia – Geral, Conselho Fiscal, Comando e Corpo Activo. É importante existir um diálogo para que todos percebam as dificuldades da Associação e todos em conjunto consigamos ultrapassar as barreiras colocadas no nosso caminho. Página 10/11
  • 11. Associamo-nos: Servir as Pessoas, as Populações, as Comunidades, é o principal objectivo desta Associação, porque como dizia o Papa João Paulo II “todos somos verdadeiramente responsáveis por todos”. Página 11/11