O livro da escrita ruth rocha

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O livro da escrita ruth rocha

  1. 1. () HOMLM F A COMUNICAÇÃO O LIVRO DA RITA a' rmcÀo RUÍH ROCHA OTAVIO ROTH OTÁVIO ROTH Ihnluaxhes RAQUEL COELHO
  2. 2. Antes que o homem soubesse es- crever, não havia História. E claro, como é que a gente pode saber o que acontecia, se ninguem es- , crevia contando! Mas a gente sabe que, há quaren- -, ta mil anos, o homem não só existia, co- , _ mo pensava e tinha até qualidades de ^ artista, pois ele pintava nas paredes das , cavernas touros e bisões, renas e cavalos Eram lindas pinturas, e por isso sa- bemos que quem as pintava era um ho- mem de verdade e não um animal qualquer. . o-___4
  3. 3. Essas pinturas, no inicio, eram feitas no fundo das caver- nas, e não na entrada, onde os homens viviam. Isso nos faz pensar que es- sas figuras tinham um significa- do mágico. Mais tarde começaram a aparecer desenhos que comuni- cavam alguma coisa. Eram uma tentativa de escrita, embora fos- sem muito simples. Quando o homem dese- nhava um boi, queria dizer boi; quando desenhava um iarro, queria dizer jarra; e quando de- senhava o sol, queria dizer sol. Era a escrita pictográfica.
  4. 4. Com o tempo, a escrita foi mudando. As pessoas precisa- vam escrever coisas mais com- pücadas Então, quando desenha- vam um boi, nem sempre que- riam representar um boi. Po- diam estar representando uma boiada, o gado, ou simplesmen- te a carne. Quando desenhavam um jarro, podiam estar representan- do mais do que um iarro: po- r , f-w-. ..jd diam estar representando a _« . é Í quantidade de liquido que po- «____ dia caber num iarro. '“' ? '32 E quando desenhavam o E” ^ sol, podiam estar representan- É do o dia, a luz, ou até mesmo i o calor. Esse tipo de escrita já per- mitia contar uma pequena his- 'f , v tória, ou mandar uma mensa- gem simples. Era a escrita ideográfica. came. ..? .
  5. 5. . / As pessoas passaram a escrever ca- da vez mais. Com isso foram simplifican- do progressivamente os símbolos E foram "combinando" entre si co- mo desenhar cada símbolo, de maneira que o que uns escreviam fosse com- preendido por todos Com o tempo os símbolos se sim- plificaram tanto, que apenas lembravam o objeto que representavam no inicio. O tipo de escrita que cada povo in- ventou dependeu do material usado pa- ra escrever. - i
  6. 6. Os babilônios tiveram a primeira escrita bem codificada. Usavam laiotas de barro mole pa- ra escrever e um pequeno bastão de ma- deira ou ferro. Como era dificil fazer linhas cur- vas no barro, passaram a fazer "marcas" calcadas na argila, com um estilete de ponta triangular, a cunha. Cada conjun- to de marcas significava uma palavra. Esta escrita foi chamada de "cu- neiforme". i s¡; .': E*5Í' 49-' v l -¡ -_ x j
  7. 7. Os babilônios desenvolve- ram uma escrita adequada ao uso das laiotas de barro. Seus vizinhos, os egípcios, criaram uma escrita que podia ser gra- vada na pedra. Escrever sobre a pedra é trabalhoso. Mas os documentos inscritos na pedra duram para sempre, o que era próprio da cultura egípcia, que dava mui- ta importância à durabilidade de tudo. Cada figura da escrita egípcia representava uma pala- vra. Essas figuras são os hieró- glifos. Foram muito usadas nos monumentos. Mais tarde os egípcios in- ventaram o papiro, que permi- tiu uma escrita mais rápida, que acabou influindo na simpli- ficação dos hieróglifos, dando origem à escrita hierática e, mais tarde, demótica. E assim, os egípcios deixa- ram três mil anos de história documentados. N51- _ _ , à? ? : »<txx7?-. ~ _É v_ ; XM luv “l A h _J-“g-r . NIF. . ' ' ' 5AL~T)›â1Z§-? g'-›izc, v -
  8. 8. No Egito a atividade de escrever ti- __ nha muito prestígio. Havia até profissio- nais treinados para isso - os escribas -, que eram muito importantes na i corte. A civilização egípcia durou muitos séculos, e a escrita foi sempre evoluindo. Na verdade, os egípcios chegaram a inventar uma escrita fonética, quer di- zer, uma escrita em que cada som tem um simbolo ou uma letra. Mas eles não souberam tirar gran- de vantagem dessa escrita, que era a simplificação, misturando a escrita hie- roglitica com a fonética. Pi aq: : / P , V r. . Íllsêêjê? ” « Hitaevli em'. e É &Jlxfllaffll x , A ~__A: N. . ~ -'&*"'i'¡_§ec-T§ÍÍ Êíñ-lñl 33m, g , ;'. _J_e~3c: Y'” vga. ..? d? ? 751m »eia 'gift if¡ “im” ílíâê 2 j Lã' &i6; 4; MNÊLW* x' 021035-9: HIírMlv-vE-O-o” AA- llíii ñ( °ñ§^ Omni Ef' . l ' i wo a l : HF -lÇüQñÇfitHiÊ i '3- Nl* '°* . l 4"* Dm-?
  9. 9. A escrita fonética permite que se reproduzam todos os sons de todas as . línguas com poucos sinais. Os fenícios devem ter conhecido a escrita fonética através dos egípcios. Adaptaram o alfabeto fonético egípcio à lingua fenícia e criaram o alfabeto de 24 letras, que usaram com muita habi- lidade. Eles habitavam a região que é ho- je a costa do Libano.
  10. 10. - x ' " f rprAoz, Kaxwv FW E307"? “F77” 7 s. . . t ' )$ R-fgra-rai BPOTOLUU/ wS 07°? . i . . _ I , l . axwv Êrre/ Úzj mw? ? Sftpdl , ¡ a: : 5' Õ BNPWV supor), 175 _ 1 ' ' "Saí ov'0ÚP'(P| i _ amov dtEt , Lt V. ? o' . rap ñôrhrrávra ; LÊV . t r . uac-. xafdwfla fmlví _a . . afã? ' ev war xeàaboool ¡à- . _ : . - A33 grão . ,_ . . . . › . . xwv cxrrkqfcs cKt e , › cava): - I , JI t' , e V** O II* -' . - ' a . - t r' ' ' 9- 'c. ~. a l wv ¡LEI! 001:. : r É** 2,3%# ¡âaçuxçk M_ é: rx, s) ' , I . ?po-roíow w; .a 3313_ e; 9 à; ›, _ y . , 1,¡ rfaâ_ ç, '›__, ._5_ z - A. “9 N ~/ U "°” ? ea ? *%: ~ ~ _ . › , ga 'A B¡ 7 ça) q? ?? . wwvlazpg. t? m. E t f' l. _ f 3125110:' r' " V E'. ' ' W 9 . 9 . :ç _e gb. . á%¡_ _ge »PIN ' r m. .. a . É . n l. __ / aid" . ça q' V m_9EP P 'a : xp: ;Ezpa z r F: El ai' w' 15.33 ? sff-ng r r. , k" z- P= aki ¡'- nbf - oo a í¡ 'p _ __' Os femcros eram comerciantes, vra- D jantes e navegadores, e espalharam o al- fabeto fonético por todo o mundo co- nhecido na sua época. De fato, todos os alfabetos fonéti- cos que existem tiveram origem no al- fabeto fenício: o hebraico, o árabe, o grego, o cirílico (russo), o devanágari (hindu), o romano. . .
  11. 11. .iv-'IT' Ainda hoje alguns povos usam es- critas pictográficas e ideográficas. Os chineses ainda escrevem assim: Homem + árvore = descanso 2 árvores = bosque 3 árvores = floresta Os japoneses usam quatro escritas diferentes, que aparecem ao mesmo tempo até nos jornais: uma escrita ideo- gráfica, herdada dos chineses; um siste- ma silábico para os sons que não exis- tem na escrita chinesa; um alfabeto in- ventado para as palavras estrangeiras; e o alfabeto romano, que serve para re- solver os problemas restantes
  12. 12. Os gregos adotaram o alfabeto fení- cio, mas inventaram novas letras para os sons que não existiam em fenício e aban- donaram as letras cujos sons não _existiam em grego. Criaram uma porção de formas de escrever, já que havia muitos Estados gregos e muitas formas diferentes de falar. Todos sabem o quanto os gregos se preocupavam com a beleza. Assim, eles foram modelando as letras, de maneira a torna-las mais harmoniosas. Estabeleceram a regra de escrever da esquerda para a direita, ao contrá- rio das outras línguas semíticas. E intro- duziram o uso das vogais.
  13. 13. Os romanos herdaram o alfabeto grego. E, como os gregos, tiveram de fa- zer adaptações, introduzindo novas le- tras e eliminando as que não serviam para sua língua. A forma das letras também foi se modificando, de acordo com as neces- sidades de sua civilização. Foi assim que as letras ganharam uma base, um pezi- nho especial, que permitia o alinhamen- to das palavras, especialmente nas gran- des inscrições dos monumentos. Ainda se usam essas bases em alguns tipos de letras, e são chama- das "serifas".
  14. 14. Hoje, todas as sociedades civiliza- das possuem uma escrita. O mundo moderno precisa da es- crita até para as coisas mais simples: a compreensão de placas, as instruções para o manejo das máquinas, as bulas de remédios. Precisa da escrita para desenvolver teorias que levam ao desenvolvimento tecnológico, para a explanação de sis- temas filosóficos, para a discussão dos estudos religiosos. E a escrita, que foi na Antiguida- de privilégio de sacerdotes e nobres, é hoje necessidade e direito de todos. t " L' 30:9 3'- v4 = 4 : no t» i E 1 g ¡ , . ? u- m: . 4 5 s. ã «t vi n 71h? ) km7 u' É' 'O En_ _ 'gl ? nx g 5. Í < - 1 - ; s 7-: ; h 3p? Em l : q: m3' , J E 'v' ~ Í * #ze _ ¡- '1 ' __ F > Ê 5 EÍÉÍ. ; Q r- . . S :
  15. 15. Desde a declaração de um senti- mento até a conclusão de um grande negócio, a escrita tem servido à comu- nicação entre os homens. E hoje, quando o homem começa a conquistar o espaço, ele envia, de suas poderosas naves, mensagens simples, na tentativa de comunicar a outros seres, que porventura povoem outros planetas, nossa existência e onde nos encon- tramos. Porque e' natural do homem co- municar-se, estender a notícia de sua existência não só sobre a Terra, mas até os pontos mais longínquos do universo.

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