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Segurança nos Trabalhos com Eletricidade

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APRESENTAÇÃO DO LIVRO

Prezado leitor,

O presente livro tem como objetivo tratar acerca dos principais riscos que envolvem os trabalhos com eletricidade e as medidas de controle que devem ser adotadas a fim de eliminar ou reduzir os riscos a níveis toleráveis.

O livro foi escrito numa linguagem de fácil entendimento e as ilustrações que aparecem ao longo do mesmo objetivam esclarecer e facilitar a assimilação dos temas abordados.

Devido à linguagem extremamente didática esse livro pode e deve ser adotado como material didático em cursos técnicos, de tecnologia e de engenharia.

Desejo sucesso na sua trajetória profissional

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Segurança nos Trabalhos com Eletricidade

  1. 1. Segurança nos Trabalhos com Eletricidade Leonardo Vinicius de Brito Reis
  2. 2. Reis, Leonardo Vinicius de Brito. Segurança nos Trabalhos com Eletricidade. 1. ed. Espírito Santo: Escola Cetec, 2017.
  3. 3. APRESENTAÇÃO DO LIVRO Prezado leitor, O presente livro tem como objetivo tratar acerca dos principais riscos que envolvem os trabalhos com eletricidade e as medidas de controle que devem ser adotadas a fim de eliminar ou reduzir os riscos a níveis toleráveis. O livro foi escrito numa linguagem de fácil entendimento e as ilustrações que aparecem ao longo do mesmo objetivam esclarecer e facilitar a assimilação dos temas abordados. Devido à linguagem extremamente didática esse livro pode e deve ser adotado como material didático em cursos técnicos, de tecnologia e de engenharia. Desejo sucesso na sua trajetória profissional!
  4. 4. APRESENTAÇÃO DO AUTOR Autor: Leonardo Vinicius de Brito Reis. Profissão: Professor de Educação Profissional. Formação Acadêmica:  Mestrando em Prevenção de Riscos Laborais.  Especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho.  Especialista em Engenharia de Segurança Contra Incêndio e Pânico.  Tecnólogo de Segurança no Trabalho. Formação Técnica:  Técnico de Segurança do Trabalho.  Técnico de Automação Industrial.  Técnico de Eletrotécnica.  Técnico de Informática.
  5. 5. AQUISIÇÃO DO LIVRO Como faço para comprar este livro? Para comprar este livro entre em contato com o autor pelo telefone (27) 3355-3340 ou pelo e-mail professorleonardoreis@hotmail.com Quanto custa? O livro custa apenas R$59,90. Como receberei o livro? Após a confirmação do pagamento o livro será enviado para o seu e-mail no formato pdf.
  6. 6. A estrada para a vitória não é uma reta, existe uma curva chamada Fracasso, um trecho chamado Confusão, uma lombada chamada Dificuldade e uns pneus furados chamados de Inveja. Mas se você tiver um estepe chamado Determinação, um motor chamado Perseverança, um seguro chamado Fé e um motorista chamado Jesus. Com certeza você chegará a um lugar chamado "Sucesso".
  7. 7. 6 SUMÁRIO CAPÍTULO 1 - GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA 1. O QUE É ENERGIA ELÉTRICA (ELETRICIDADE)? 1.1 COMO É REALIZADA A GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA? 1.1.1 USINA GERADORA DE ENERGIA ELÉTRICA 1.1.1.1 USINA HIDRELÉTRICA 1.1.1.2 USINA TERMELÉTRICA 1.1.1.3 USINA NUCLEAR 1.1.1.4 USINA EÓLICA 1.2 COMO É REALIZADA A TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA? 1.2.1 LINHAS DE TRANSMISSÃO 1.3 COMO É REALIZADA A DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA? 1.3.1 TIPOS DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA CAPÍTULO 2 - PROFISSIONAL QUALIFICADO, HABILITADO, AUTORIZADO E CAPACITADO 2. DE ACORDO COM A NR 10, COMO OS PROFISSIONAIS SÃO CLASSIFICADOS? 2.1 PROFISSIONAL QUALIFICADO 2.2 PROFISSIONAL HABILITADO 2.3 PROFISSIONAL AUTORIZADO 2.4 PROFISSIONAL CAPACITADO CAPÍTULO 3 - O PERIGO DA ENERGIA ELÉTRICA 3. POR QUE A ENERGIA ELÉTRICA (ELETRICIDADE) É PERIGOSA? CAPÍTULO 4 - OS RISCOS QUE ENVOLVEM OS TRABALHOS COM ELETRICIDADE 4. QUAIS SÃO OS RISCOS A QUE ESTÃO EXPOSTOS OS TRABALHADORES DURANTE A EXECUÇÃO DE TRABALHOS COM ELETRICIDADE? 4.1 CHOQUE ELÉTRICO 4.1.1 TIPOS DE CHOQUE ELÉTRICO 4.1.1.1 CHOQUE POR CONTATO DIRETO 4.1.1.2 CHOQUE POR CONTATO INDIRETO
  8. 8. 7 4.1.2 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR 4.2 ARCO ELÉTRICO 4.2.1 EFEITOS DO ARCO ELÉTRICO SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR 4.3 CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS 4.3.1 EFEITOS DOS CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR 4.4 RUÍDO 4.4.1 EFEITOS DO RUÍDO SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR 4.5 RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA 4.5.1 EFEITOS DA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR 4.6 POSTURA DE TRABALHO INADEQUADA 4.7 QUEDA DE NÍVEL 4.8 ATAQUE DE INSETOS 4.9 ATAQUE DE ANIMAIS PEÇONHENTOS CAPÍTULO 5 - EPC - EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA 5. O QUE É UM EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)? 5.1 O QUE A NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 DIZ SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)? 5.2 QUAIS SÃO AS VANTAGENS DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) EM RELAÇÃO AOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? 5.3 QUAIS SÃO OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) UTILIZADOS EM TRABALHOS COM ELETRICIDADE? 5.3.1 CONE DE SINALIZAÇÃO 5.3.2 FITA DE SINALIZAÇÃO 5.3.3 SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA 5.3.4 ISOLAÇÃO DAS PARTES VIVAS 5.3.5 BARREIRA 5.3.6 OBSTÁCULO 5.3.7 DISPOSITIVO DE BLOQUEIO E ETIQUETA DE SINALIZAÇÃO DE BLOQUEIO 5.3.8 DETECTOR DE TENSÃO 5.3.9 VARA DE MANOBRA
  9. 9. 8 5.3.10 FERRAMENTAS COM ISOLAMENTO ELÉTRICO 5.3.11 ISOLAÇÃO DUPLA OU REFORÇADA 5.3.12 TAPETE ISOLANTE DE BORRACHA 5.3.13 EXTINTOR DE INCÊNDIO 5.3.14 ATERRAMENTO DE PROTEÇÃO 5.3.15 ATERRAMENTO TEMPORÁRIO 5.3.16 DISJUNTOR DIFERENCIAL RESIDUAL CAPÍTULO 6 - MEDIDAS ADMINISTRATIVAS OU DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO 6. O QUE SÃO AS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS OU DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO? 6.1 EXAMES MÉDICOS 6.2 EDUCAÇÃO E TREINAMENTO 6.3 INFORMAÇÃO 6.4 PLANEJAMENTO DO TRABALHO 6.5 ANÁLISE DE RISCO 6.6 ORDEM DE SERVIÇO 6.7 TRABALHO INDIVIDUAL 6.8 ARDONOS PESSOAIS 6.9 DIREITO DE RECUSA 6.10 ARMAZENAMENTO OU GUARDA DE OBJETOS CAPÍTULO 7 - EPI - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL 7. O QUE É UM EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? 7.1 O QUE A NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 DIZ SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? 7.2 O QUE É UM CERTIFICADO DE APROVAÇÃO (CA)? 7.3 O EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) PODERÁ SER VENDIDO OU UTILIZADO SEM QUE POSSUA O CERTIFICADO DE APROVAÇÃO? 7.4 QUAL É A FINALIDADE DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? 7.5 POR QUE O EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) DEVE SER A ÚLTIMA MEDIDA DE PROTEÇÃO A SER ADOTADA? 7.6 A EMPRESA PODE DESCONTAR DO SALÁRIO DO TRABALHADOR PELO FORNECIMENTO DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)?
  10. 10. 9 7.7 O TRABALHADOR QUE SE RECUSAR A UTILIZAR O EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) PODE SER PUNIDO? 7.8 QUAL É A RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR QUANTO AO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? 7.9 QUAL É A RESPONSABILIDADE DO TRABALHADOR QUANTO AO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? 7.10 QUAIS SÃO OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) UTILIZADOS PELO ELETRICISTA? 7.10.1 CAPACETE DE SEGURANÇA 7.10.2 ÓCULOS DE SEGURANÇA 7.10.3 PROTETOR FACIAL 7.10.4 PROTETOR RESPIRATÓRIO 7.10.5 PROTETOR AUDITIVO 7.10.6 MANGA ISOLANTE DE BORRACHA 7.10.7 LUVA DE RASPA DE COURO 7.10.8 LUVA ISOLANTE DE BORRACHA 7.10.9 LUVA DE COBERTURA PARA PROTEÇÃO DA LUVA ISOLANTE DE BORRACHA 7.10.10 CREME PROTETOR 7.10.11 PERNEIRA 7.10.12 CALÇADO DE SEGURANÇA 7.10.13 VESTIMENTA CONDUTIVA 7.10.14 CINTURÃO DE SEGURANÇA TIPO PARAQUEDISTA CAPÍTULO 8 - PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO 8. COMO FOI A DESCOBERTA E O DOMÍNIO DO FOGO PELO HOMEM PRÉ-HISTÓRICO? 8.1 O QUE A NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 DIZ SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO? 8.2 O QUE É FOGO? 8.2.1 QUADRILÁTERO DO FOGO 8.2.1.1 CALOR 8.2.1.2 MATERIAL COMBUSTÍVEL 8.2.1.3 COMBURENTE (OXIGÊNIO) 8.2.1.4 REAÇÃO EM CADEIA
  11. 11. 10 8.3 O QUE É UM INCÊNDIO? 8.4 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UM INCÊNDIO? 8.4.1 CAUSAS NATURAIS 8.4.2 CAUSAS ACIDENTAIS 8.4.3 CAUSAS CRIMINAIS 8.5 QUAIS SÃO OS MÉTODOS DE TRANSMISSÃO DE CALOR? 8.5.1 TRANSMISSÃO DE CALOR POR CONDUÇÃO 8.5.2 TRANSMISSÃO DE CALOR POR CONVECÇÃO 8.5.3 TRANSMISSÃO DE CALOR POR IRRADIAÇÃO 8.6 QUAIS SÃO AS CLASSES DE INCÊNDIO? 8.6.1 INCÊNDIO DE CLASSE A 8.6.2 INCÊNDIO DE CLASSE B 8.6.3 INCÊNDIO DE CLASSE C 8.6.4 INCÊNDIO DE CLASSE D 8.6.5 INCÊNDIO DE CLASSE K 8.7 QUAIS SÃO OS MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO? 8.7.1 MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO POR RESFRIAMENTO 8.7.2 MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO POR ABAFAMENTO 8.7.3 MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO POR ISOLAMENTO 8.7.4 MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO POR EXTINÇÃO QUÍMICA 8.8 O QUE É UM EXTINTOR DE INCÊNDIO? 8.8.1 APLICAÇÃO DOS EXTINTORES DE INCÊNDIO 8.9 COMO FALAR COM O CORPO DE BOMBEIROS? 8.10 REGRAS BÁSICAS DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO CAPÍTULO 9 - PRIMEIROS SOCORROS 9. O QUE É PRIMEIROS SOCORROS? 9.1 O QUE A NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 DIZ SOBRE PRIMEIROS SOCORROS?
  12. 12. 11 9.2 O QUE O CÓDIGO PENAL BRASILEIRO DIZ SOBRE A OMISSÃO DE SOCORRO? 9.3 COMO CONSEGUIR ATENDIMENTO ESPECIALIZADO? 9.4 O QUE É O SAMU - SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA? 9.5 REGRAS BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS 9.6 O QUE SÃO OS SINAIS VITAIS? 9.7 O QUE É UM DESMAIO? 9.7.1 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UM DESMAIO? 9.7.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UM DESMAIO? 9.7.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE DESMAIO? 9.8 O QUE É UMA CONVULSÃO? 9.8.1 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UMA CONVULSÃO? 9.8.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA CONVULSÃO? 9.8.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE CONVULSÃO? 9.9 O QUE É UMA INSOLAÇÃO? 9.9.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA INSOLAÇÃO? 9.9.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE INSOLAÇÃO? 9.10 O QUE É UMA INTERMAÇÃO? 9.10.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA INTERMAÇÃO? 9.10.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE INTERMAÇÃO? 9.11 O QUE SÃO QUEIMADURAS? 9.11.1 COMO SÃO CLASSIFICADAS AS QUEIMADURAS? 9.11.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE QUEIMADURAS? 9.12 O QUE É UM FERIMENTO? 9.12.1 O QUE É UM FERIMENTO LEVE E SUPERFICIAL? 9.12.1.1 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE FERIMENTO LEVE E SUPERFICIAL? 9.12.2 O QUE É UM FERIMENTO EXTENSO E PROFUNDO? 9.12.2.1 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE FERIMENTO EXTENSO E PROFUNDO?
  13. 13. 12 9.13 O QUE É UMA FRATURA? 9.13.1 COMO SÃO CLASSIFICADAS AS FRATURAS? 9.13.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA FRATURA? 9.13.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE FRATURA? 9.14 O QUE É UMA FRATURA NA COLUNA VERTEBRAL? 9.14.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA FRATURA NA COLUNA VERTEBRAL? 9.14.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE FRATURA NA COLUNA VERTEBRAL? 9.15 O QUE É UMA ENTORSE? 9.15.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA ENTORSE? 9.15.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE ENTORSE? 9.16 O QUE É UMA CONTUSÃO? 9.16.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA CONTUSÃO? 9.16.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE CONTUSÃO? 9.17 O QUE É UMA LUXAÇÃO? 9.17.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA LUXAÇÃO? 9.17.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE LUXAÇÃO? 9.18 O QUE É UMA PARADA CARDÍACA? 9.18.1 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UMA PARADA CARDÍACA? 9.18.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA PARADA CARDÍACA? 9.18.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE PARADA CARDÍACA? 9.19 O QUE É UMA PARADA RESPIRATÓRIA? 9.19.1 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UMA PARADA RESPIRATÓRIA? 9.19.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA PARADA RESPIRATÓRIA? 9.19.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE PARADA RESPIRATÓRIA? 9.20 O QUE É UM ENVENENAMENTO OU UMA INTOXICAÇÃO? 9.20.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UM ENVENENAMENTO OU UMA INTOXICAÇÃO? 9.20.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE ENVENENAMENTO OU INTOXICAÇÃO?
  14. 14. 13 9.21 O QUE SÃO PICADAS E FERROADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS? 9.21.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE PICADAS E FERROADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS? 9.21.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE PICADAS E FERROADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS? 9.22 O QUE SÃO PICADAS E FERROADAS DE INSETOS? 9.22.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE PICADAS E FERROADAS DE INSETOS? 9.22.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE PICADAS E FERROADAS DE INSETOS? 9.23 O QUE É UM CHOQUE ELÉTRICO? 9.23.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UM CHOQUE ELÉTRICO? 9.23.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE CHOQUE ELÉTRICO? 9.24 QUAIS SÃO AS TÉCNICAS PARA REMOÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS? 9.24.1 REMOÇÃO OU TRANSPORTE REALIZADO POR UMA PESSOA 9.24.1.1 NOS BRAÇOS 9.24.1.2 DE APOIO 9.24.1.3 NAS COSTAS 9.24.2 REMOÇÃO OU TRANSPORTE REALIZADO POR DUAS PESSOAS 9.24.2.1 CADEIRINHA 9.24.2.2 SEGURANDO PELAS EXTREMIDADES 9.24.3 REMOÇÃO OU TRANSPORTE REALIZADO POR TRÊS PESSOAS 9.24.4 REMOÇÃO OU TRANSPORTE REALIZADO POR QUATRO PESSOAS 9.24.5 TRANSPORTE DE ACIDENTADO COM SUSPEITA DE LESÃO NA COLUNA CAPÍTULO 10 - EXERCÍCIOS RESOLVIDOS REFERÊNCIAS
  15. 15. 14 CAPÍTULO 1 GERAÇÃO, TRANSMISSÃO E DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA
  16. 16. 15 1. O QUE É ENERGIA ELÉTRICA (ELETRICIDADE)? A energia elétrica (eletricidade) é um tipo de energia gerada ou produzida pelas usinas hidrelétricas, termelétricas, nucleares ou eólicas. Após a sua geração a energia elétrica é transportada pelas linhas de transmissão até a companhia energética. E finalmente a companhia energética distribui a energia elétrica para os centros consumidores (as residências, os comércios e as indústrias). 1.1 COMO É REALIZADA A GERAÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA? 1.1.1 USINA GERADORA DE ENERGIA ELÉTRICA A usina geradora de energia elétrica é uma instalação industrial responsável pela geração ou produção de energia elétrica, que tem como finalidade, alimentar os centros consumidores (as residências, os comércios e as indústrias). 1.1.1.1 USINA HIDRELÉTRICA A usina hidrelétrica utiliza a força da água armazenada em uma represa para girar a turbina que está acoplada no eixo de um gerador. FIGURA 1 - Usina hidrelétrica.
  17. 17. 16 1.1.1.2 USINA TERMELÉTRICA A usina termelétrica utiliza a força do vapor d’água para girar a turbina que está acoplada no eixo de um gerador. O vapor é conseguido com o aquecimento da água numa caldeira. A caldeira é aquecida com a queima do carvão mineral, óleo vegetal, gás natural ou bagaço de cana. FIGURA 1.1 - Usina termelétrica. 1.1.1.3 USINA NUCLEAR A usina nuclear utiliza a força do vapor d’água para girar a turbina que está acoplada no eixo de um gerador. O vapor é conseguido com o aquecimento da água numa caldeira. A caldeira é aquecida com a quebra do núcleo de átomos de urânio que libera calor. FIGURA 1.2 - Usina nuclear.
  18. 18. 17 1.1.1.4 USINA EÓLICA A usina eólica utiliza a força dos ventos para girar a turbina que está acoplada no eixo de um gerador. FIGURA 1.3 - Usina eólica. 1.2 COMO É REALIZADA A TRANSMISSÃO DE ENERGIA ELÉTRICA 1.2.1 LINHAS DE TRANSMISSÃO As linhas de transmissão são responsáveis pelo transporte de energia elétrica desde a usina até a companhia energética. FIGURA 1.4 - Linhas de transmissão.
  19. 19. 18 1.3 COMO É REALIZADA A DISTRIBUIÇÃO DE ENERGIA ELÉTRICA 1.3.1 TIPOS DE FORNECIMENTO DE ENERGIA ELÉTRICA A companhia energética é responsável pela distribuição de energia elétrica para os centros consumidores (as residências, os comércios e as indústrias). E o fornecimento de energia elétrica para os centros consumidores podem ser realizados no sistema: monofásico, bifásico ou trifásico. Fornecimento Monofásico Feito a dois fios: Uma fase e um neutro. Tensão de 127V. Fornecimento Bifásico Feito a três fios: Duas fases e um neutro. Tensão de 127V e 220V. Fornecimento Trifásico Feito a quatros fios: Três fases e um neutro. OBS: Na área residencial e comercial o fornecimento trifásico a tensão entre fases é 220V. OBS: Na área industrial o fornecimento trifásico a tensão entre fases pode ser 220V, 380V ou 440V.
  20. 20. 19 CAPÍTULO 2 PROFISSIONAL QUALIFICADO, HABILITADO, AUTORIZADO E CAPACITADO
  21. 21. 20 2. DE ACORDO COM A NR 10, COMO OS PROFISSIONAIS SÃO CLASSIFICADOS? Os profissionais são classificados em: qualificados, habilitados, autorizados e capacitados. 2.1 PROFISSIONAL QUALIFICADO É considerado trabalhador qualificado aquele que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino. Exemplos de cursos na área de elétrica reconhecidos pelo sistema oficial de ensino: Engenharia Elétrica, Técnico em Eletrotécnica e Eletricidade Básica. 2.2 PROFISSIONAL HABILITADO É considerado profissional legalmente habilitado o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente conselho de classe (CREA). Exemplos de profissionais habilitados: Engenheiro Eletricista e Técnico de Eletrotécnica. 2.3 PROFISSIONAL AUTORIZADO É considerado trabalhador autorizado aquele que possui anuência formal da empresa para intervir nas instalações elétricas. Exemplos de profissionais autorizados: Engenheiro Eletricista, Técnico de Eletrotécnica e Eletricista. 2.4 PROFISSIONAL CAPACITADO É considerado trabalhador capacitado aquele que atenda às seguintes condições, simultaneamente: a) receba capacitação sob orientação e responsabilidade de profissional habilitado e autorizado; e b) trabalhe sob a responsabilidade de profissional habilitado e autorizado.
  22. 22. 21 CAPÍTULO 3 O PERIGO DA ENERGIA ELÉTRICA
  23. 23. 22 3. POR QUE A ENERGIA ELÉTRICA (ELETRICIDADE) É PERIGOSA? A energia elétrica (eletricidade) é perigosa por causa de quatro motivos:  Porque ela é incolor, ou seja, não tem cor.  Porque ela é inodoro, ou seja, não tem cheiro.  Porque ela é invisível, ou seja, não se pode vê.  Porque ela não faz barulho, ou seja, é um perigo silencioso. FIGURA 3 - Placa de sinalização para advertir os trabalhadores contra o perigo da energia elétrica. Em um acidente com eletricidade o trabalhador pode vim a sofrer:  Queimaduras;  Fraturas e ferimentos devido à queda do trabalhador quando o mesmo estiver executando trabalho em altura;  Parada cardiorrespiratória;  Morte.
  24. 24. 23 CAPÍTULO 4 OS RISCOS QUE ENVOLVEM OS TRABALHOS COM ELETRICIDADE
  25. 25. 24 4. QUAIS SÃO OS RISCOS A QUE ESTÃO EXPOSTOS OS TRABALHADORES DURANTE A EXECUÇÃO DE TRABALHOS COM ELETRICIDADE? 4.1 CHOQUE ELÉTRICO O choque elétrico é o fenômeno da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano quando em contato com partes energizadas de uma instalação elétrica. FIGURA 4 - Choque elétrico. 4.1.1 TIPOS DE CHOQUE ELÉTRICO O choque elétrico é classificado em: choque por contato direto e choque por contato indireto. 4.1.1.1 CHOQUE POR CONTATO DIRETO O choque por contato direto é o contato acidental de uma pessoa em uma parte da instalação elétrica que esteja energizada. Exemplo: Uma pessoa em contato com um fio energizado e desencapado. 4.1.1.2 CHOQUE POR CONTATO INDIRETO O choque por contato indireto é o contato de uma pessoa em uma parte metálica de um equipamento, normalmente sem tensão elétrica, mas que pode ficar energizado devido a falhas no isolamento ou por um defeito interno do equipamento. Exemplo: Uma pessoa em contato com a carcaça de um motor elétrico que está com defeito no isolamento.
  26. 26. 25 4.1.2 EFEITOS DO CHOQUE ELÉTRICO SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR Os efeitos do choque elétrico sobre a saúde do trabalhador são: * Dor; * Contrações musculares involuntárias; * Queimaduras; * Fraturas e ferimentos devido à queda do trabalhador quando o mesmo estiver executando trabalho em altura; * Parada cardiorrespiratória; * Morte. 4.2 ARCO ELÉTRICO O arco elétrico é uma descarga elétrica produzida quando ocorre um curto-circuito ou durante a abertura de uma chave. Um arco elétrico pode atingir uma temperatura que vai de 6.000ºC até 20.000ºC. FIGURA 4.1 - Arco elétrico. 4.2.1 EFEITOS DO ARCO ELÉTRICO SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR Os efeitos do arco elétrico sobre a saúde do trabalhador são: * Queimaduras severas; * Fraturas e ferimentos devido à queda do trabalhador quando o mesmo estiver executando trabalho em altura; * Morte.
  27. 27. 26 4.3 CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS Os campos eletromagnéticos são gerados pela passagem da corrente elétrica nos cabos elétricos. Os trabalhadores ficam expostos aos campos eletromagnéticos quando executam serviços em linhas de transmissão aérea, subestações de distribuição de energia elétrica, etc. FIGURA 4.2 - Trabalhador exposto a campos eletromagnéticos. 4.3.1 EFEITOS DOS CAMPOS ELETROMAGNÉTICOS SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR Os efeitos dos campos eletromagnéticos sobre a saúde do trabalhador são: * Insônia; * Depressão; * Leucemia; * Câncer; * Doenças cardiovasculares; * E outros.
  28. 28. 27 4.4 RUÍDO O ruído é um som desagradável capaz de causar dano ao sistema auditivo do trabalhador e outros problemas de saúde. FIGURA 4.3 - Trabalhador exposto ao ruído. 4.4.1 EFEITOS DO RUÍDO SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR Os efeitos do ruído sobre a saúde do trabalhador são: dor de cabeça, estresse, irritabilidade, depressão, ansiedade, insônia, vertigem, cansaço, aumento da pressão arterial, infarto, diminuição da libido, impotência sexual, predisposição a infecções, distúrbios digestivos, alterações menstruais, falta de atenção e de concentração, diminuição da produtividade no trabalho, perda de memória, perda auditiva, etc. Você está me ouvindo?
  29. 29. 28 4.5 RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA A radiação ultravioleta é a radiação produzida naturalmente pelo sol ou quando ocorre um arco elétrico. Os trabalhadores ficam expostos à radiação ultravioleta quando executam suas atividades a céu aberto ou quando ocorre um arco elétrico. FIGURA 4.4 - Trabalhador exposto à radiação ultravioleta. 4.5.1 EFEITOS DA RADIAÇÃO ULTRAVIOLETA SOBRE A SAÚDE DO TRABALHADOR Os efeitos da radiação ultravioleta sobre a saúde do trabalhador são: * Queimaduras na pele; * Envelhecimento precoce da pele; * Manchas na pele; * Câncer de pele; * Catarata; * Conjuntivite.
  30. 30. 29 4.6 POSTURA DE TRABALHO INADEQUADA De acordo com a NR 10, item 10.4.5, para atividades em instalações elétricas deve ser garantida ao trabalhador iluminação adequada e uma posição de trabalho segura, de acordo com a NR 17 - Ergonomia, de forma a permitir que ele disponha dos membros superiores livres para a realização das tarefas. A exigência de postura inadequada para a execução dos trabalhos com eletricidade pode causar dores musculares, lombalgia (dor na coluna), LER/DORT - Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios osteomusculares relacionadas com o trabalho, etc. FIGURA 4.5 - Exigência de postura inadequada para a execução do trabalho. 4.7 QUEDA DE NÍVEL As quedas constituem uma das principais causas de acidentes no setor elétrico. Ocorrem em consequência de choques elétricos, arco elétrico, falta ou uso inadequado do EPI, de utilização inadequada de equipamentos de elevação (escadas, cestas, plataformas), falta de treinamento dos trabalhadores, ataque de insetos (marimbondos, abelhas, besouros) etc. 4.8 ATAQUE DE INSETOS Na execução de serviços em postes, torres de transmissão, subestações e outros. Podem ocorrer ataques de insetos, tais como: marimbondos, abelhas e besouros. 4.9 ATAQUE DE ANIMAIS PEÇONHENTOS Na execução de serviços em caixas de passagem, galerias, armários, painéis elétricos e outros. Podem ocorrer ataques de animais peçonhentos, tais como: cobras venenosas, aranhas e escorpiões.
  31. 31. 30 CAPÍTULO 5 EPC – EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA
  32. 32. 31 5. O QUE É UM EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)? O Equipamento de Proteção Coletiva (EPC) é todo equipamento de uso coletivo destinado a evitar os acidentes do trabalho e o surgimento de doenças ocupacionais. 5.1 O QUE A NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 DIZ SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC)? De acordo com a NR 10, item 10.2.8.1, em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas, prioritariamente, medidas de proteção coletiva aplicáveis, mediante procedimentos, às atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. 5.2 QUAIS SÃO AS VANTAGENS DOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) EM RELAÇÃO AOS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) são mais eficientes do que os Equipamentos de Proteção Individual (EPI), tem a vantagem de não causar desconforto ou incômodo aos trabalhadores e evita o desgaste que sempre ocorre entre a direção da empresa e os trabalhadores por causa da imposição pelo uso dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI). 5.3 QUAIS SÃO OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO COLETIVA (EPC) UTILIZADOS EM TRABALHOS COM ELETRICIDADE? Os Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC) utilizados em trabalhos com eletricidade são: 5.3.1 CONE DE SINALIZAÇÃO O cone de sinalização serve para sinalizar a área de trabalho e também para orientar o trânsito de pedestres e de veículos. FIGURA 5 - Cone de sinalização.
  33. 33. 32 5.3.2 FITA DE SINALIZAÇÃO A fita de sinalização serve para sinalizar e isolar a área de trabalho para evitar o acesso de pessoas não autorizadas. FIGURA 5.1 - Fita de sinalização. 5.3.3 SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA De acordo com a NR 10, item 10.10.1, nas instalações e serviços em eletricidade deve ser adotada sinalização adequada de segurança, destinada à advertência e à identificação, obedecendo ao disposto na NR 26 - Sinalização de Segurança. A sinalização de segurança serve para indicar e advertir os trabalhadores sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho. FIGURA 5.2 - Sinalização de segurança.
  34. 34. 33 5.3.4 ISOLAÇÃO DAS PARTES VIVAS A isolação das partes vivas serve para impedir a passagem de corrente elétrica por interposição de materiais isolantes. Podemos citar como exemplo: O isolamento de cabos elétricos de alta tensão com protetores isolantes de borracha ou PVC. FIGURA 5.3 - Isolação das partes vivas. 5.3.5 BARREIRA A barreira serve para impedir o contato, acidental ou intencional, com partes energizadas de uma instalação elétrica. Podemos citar como exemplos: o painel elétrico, o armário, a grade metálica, etc. FIGURA 5.4 - Barreira.
  35. 35. 34 5.3.6 OBSTÁCULO O obstáculo serve para impedir o contato acidental com partes energizadas de uma instalação elétrica, mas não o contato intencional. Podemos citar como exemplo: a cerca metálica, etc. FIGURA 5.5 - Obstáculo. 5.3.7 DISPOSITIVO DE BLOQUEIO E ETIQUETA DE SINALIZAÇÃO DE BLOQUEIO O dispositivo de bloqueio e a etiqueta de sinalização de bloqueio servem para impedir o acionamento ou religamento de dispositivos de manobra, tais como: chaves, disjuntores, etc. Todo dispositivo de bloqueio deve estar acompanhado da etiqueta de sinalização de bloqueio, contendo o nome do profissional responsável, data, setor de trabalho e forma de comunicação. FIGURA 5.6 - Dispositivo de bloqueio e a etiqueta de sinalização de bloqueio.
  36. 36. 35 5.3.8 DETECTOR DE TENSÃO O detector de tensão serve para constatar a ausência de tensão em um barramento elétrico. FIGURA 5.7 - Detector de tensão. 5.3.9 VARA DE MANOBRA A vara de manobra serve para realizar a manobra de chaves seccionadoras. FIGURA 5.8 - Vara de manobra.
  37. 37. 36 5.3.10 FERRAMENTAS COM ISOLAMENTO ELÉTRICO De acordo com a NR 10, item 10.4.3.1, os equipamentos, dispositivos e ferramentas que possuam isolamento elétrico devem estar adequados às tensões envolvidas, e serem inspecionados e testados de acordo com as regulamentações existentes ou recomendações dos fabricantes. As ferramentas com isolamento elétrico servem para proteger o trabalhador contra choques elétricos. FIGURA 5.9 - Ferramentas com isolamento elétrico. 5.3.11 ISOLAÇÃO DUPLA OU REFORÇADA A isolação dupla ou reforçada é aplicada em equipamentos elétricos portáteis (máquinas de furar, esmirilhadeira, etc.) para proteger o trabalhador contra choques elétricos. FIGURA 5.10 - Isolação dupla ou reforçada.
  38. 38. 37 5.3.12 TAPETE ISOLANTE DE BORRACHA O tapete isolante de borracha serve para proteger o trabalhador contra choques elétricos durante os trabalhos em circuito elétrico energizado. FIGURA 5.11 - Tapete isolante de borracha. 5.3.13 EXTINTOR DE INCÊNDIO O extintor de incêndio serve para o combate imediato e rápido a princípio de incêndio. Para combater incêndios em equipamentos elétricos energizados é indicada a utilização de extintores do tipo Gás Carbônico (CO2) ou Pó Químico Seco (PQS). FIGURA 5.12 - Extintor de incêndio.
  39. 39. 38 5.3.14 ATERRAMENTO DE PROTEÇÃO O aterramento elétrico serve para proteger os trabalhadores contra choques elétricos. Por isso todo equipamento elétrico deve, por razões de segurança, ter o seu corpo (parte metálica) aterrado. 5.3.15 ATERRAMENTO TEMPORÁRIO O aterramento temporário serve para proteger os trabalhadores contra choques elétricos em caso de reenergização do circuito elétrico. 5.3.16 DISJUNTOR DIFERENCIAL RESIDUAL O disjuntor diferencial residual é um dispositivo de manobra e proteção destinado a proteger os condutores de um circuito elétrico contra os efeitos de um curto-circuito, um equipamento elétrico contra os efeitos de uma sobrecarga de longa duração e as pessoas contra choques elétricos. FIGURA 5.13 - Disjuntor diferencial residual.
  40. 40. 39 CAPÍTULO 6 MEDIDAS ADMINISTRATIVAS OU DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO
  41. 41. 40 6. O QUE SÃO AS MEDIDAS ADMINISTRATIVAS OU DE ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO? As medidas administrativas ou de organização do trabalho são aquelas que interferem na forma como o trabalhador vai executar suas atividades e em como o trabalho será organizado para evitar ou reduzir a exposição ao risco. 6.1 EXAMES MÉDICOS De acordo com a NR 10, item 10.8.7, os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem ser submetidos a exame de saúde compatível com as atividades a serem desenvolvidas, realizado em conformidade com a NR 7 e registrado em seu prontuário médico. Os exames médicos visam verificar se o trabalhador está apto ou inapto para exercer a função para o qual está sendo contratado. 6.2 EDUCAÇÃO E TREINAMENTO De acordo com a NR 10, item 10.8.8, os trabalhadores autorizados a intervir em instalações elétricas devem possuir treinamento específico sobre os riscos decorrentes do emprego da energia elétrica e as principais medidas de prevenção de acidentes em instalações elétricas. A educação e o treinamento visam capacitar o trabalhador para exercer suas atividades profissionais de maneira consciente, responsável e segura, sem colocar em risco a sua integridade física e a sua saúde. O curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade para trabalhadores autorizados possui uma carga horária mínima de 40 horas. E a periodicidade para reciclagem do curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade para trabalhadores autorizados é de 2 (dois) anos. 6.3 INFORMAÇÃO De acordo com a NR 10, item 10.13.2, é de responsabilidade dos contratantes manter os trabalhadores informados sobre os riscos a que estão expostos, instruindo-os quanto aos procedimentos e medidas de controle contra os riscos elétricos a serem adotados. O empregador deve manter o trabalhador informado sobre os riscos de sua função e sobre os riscos existentes no ambiente de trabalho e como proteger-se dos mesmos.
  42. 42. 41 6.4 PLANEJAMENTO DO TRABALHO De acordo com a NR 10, item 10.11.1, os serviços em instalações elétricas devem ser planejados e realizados em conformidade com procedimentos de trabalho específicos, padronizados, com descrição detalhada de cada tarefa, passo a passo, assinados por profissional autorizado. 6.5 ANÁLISE DE RISCO De acordo com a NR 10, item 10.2.1, em todas as intervenções em instalações elétricas devem ser adotadas medidas preventivas de controle do risco elétrico e de outros riscos adicionais, mediante técnicas de análise de risco, de forma a garantir a segurança e a saúde no trabalho. A análise de risco visa identificar os riscos envolvidos em cada etapa de um trabalho a ser executado, avaliá-los e propor as medidas de controle necessárias a fim de eliminar ou reduzir os riscos a níveis toleráveis. 6.6 ORDEM DE SERVIÇO De acordo com a NR 10, item 10.11.2, os serviços em instalações elétricas devem ser precedidos de ordens de serviço especificas, aprovadas por trabalhador autorizado, contendo, no mínimo, o tipo, a data, o local e as referências aos procedimentos de trabalho a serem adotados. A ordem de serviço é um documento que visa informar o trabalhador sobre os riscos de sua função e as medidas de proteção que deve ser adotada por ele para garantir a sua segurança. 6.7 TRABALHO INDIVIDUAL De acordo com a NR 10, item 10.7.3, os serviços em instalações elétricas energizadas em Alta Tensão - AT, bem como aqueles executados no Sistema Elétrico de Potência - SEP, não podem ser realizados individualmente. A execução de trabalhos com eletricidade não podem ser realizados individualmente porque em caso de acidente grave o trabalhador não tem como pedir ajuda. 6.8 ARDONOS PESSOAIS De acordo com a NR 10, item 10.2.9.3, é vedado o uso de adornos pessoais nos trabalhos com instalações elétricas ou em suas proximidades. É proibido o uso de adornos pessoais (anéis, pulseiras, relógios, cordões, brincos, pinces, etc.) durante a execução de trabalhos com eletricidade porque pode contribuir para a ocorrência de acidentes.
  43. 43. 42 6.9 DIREITO DE RECUSA De acordo com a NR 10, item 10.14.1, os trabalhadores devem interromper suas tarefas exercendo o direito de recusa, sempre que constatarem evidências de riscos graves e iminentes para sua segurança e saúde ou a de outras pessoas, comunicando imediatamente o fato a seu superior hierárquico, que diligenciará as medidas cabíveis. O direito de recusa é um instrumento que assegura ao trabalhador a interrupção de uma atividade de trabalho por considerar que ela envolve grave e iminente risco para sua segurança e saúde ou de outras pessoas. Ninguém é obrigado a colocar em risco a sua integridade física e a sua saúde. O direito de recusa não é recusar-se a fazer uma atividade, mas recusar-se de se expor ao risco! 6.10 ARMAZENAMENTO OU GUARDA DE OBJETOS De acordo com a NR 10, item 10.4.4.1, os locais de serviços elétricos, compartimentos e invólucros de equipamentos e instalações elétricas são exclusivos para essa finalidade, sendo expressamente proibido utilizá-los para armazenamento ou guarda de quaisquer objetos. É proibido o armazenamento ou guarda de quaisquer objetos no interior de painéis elétricos, armários, etc.
  44. 44. 43 CAPÍTULO 7 EPI - EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL
  45. 45. 44 7. O QUE É UM EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? O Equipamento de Proteção Individual (EPI) é todo dispositivo ou produto de uso individual, de fabricação nacional ou importado, destinado à proteção da saúde e da integridade física do trabalhador e que possua Certificado de Aprovação. FIGURA 7 - Equipamento de Proteção Individual. 7.1 O QUE A NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 DIZ SOBRE OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? De acordo com a NR 10, item 10.2.9.1, nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteção individual específicos e adequados às atividades desenvolvidas, em atendimento ao disposto na NR 6. 7.2 O QUE É UM CERTIFICADO DE APROVAÇÃO (CA)? O Certificado de Aprovação (CA) é um atestado expedido pelo Ministério do Trabalho e Emprego que garante a qualidade e funcionalidade dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e é representado por um número. 7.3 O EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) PODERÁ SER VENDIDO OU UTILIZADO SEM QUE POSSUA O CERTIFICADO DE APROVAÇÃO? De acordo com a NR 6, item 6.2, o Equipamento de Proteção Individual (EPI), de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.
  46. 46. 45 7.4 QUAL É A FINALIDADE DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? A finalidade do Equipamento de Proteção Individual (EPI) não é evitar o acidente, mas evitar ou amenizar a lesão causada pelo mesmo. FIGURA 7.1 - Finalidade do Equipamento de Proteção Individual. 7.5 POR QUE O EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) DEVE SER A ÚLTIMA MEDIDA DE PROTEÇÃO A SER ADOTADA? O Equipamento de Proteção Individual (EPI) deve ser a última medida de proteção a ser adotada por que: custa caro, incomoda, depende de uma ação do trabalhador para se proteger, pode dar uma falsa sensação de proteção e não dar 100% de garantia de proteção. 7.6 A EMPRESA PODE DESCONTAR DO SALÁRIO DO TRABALHADOR PELO FORNECIMENTO DO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? De acordo com a NR 6, item 6.3, a empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente, EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento.
  47. 47. 46 7.7 O TRABALHADOR QUE SE RECUSAR A UTILIZAR O EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) PODE SER PUNIDO? De acordo com a NR 1, item 1.8.1, constitui ato faltoso a recusa injustificada do empregado em usar o EPI fornecido pelo empregador. E ainda de acordo com a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), artigo 482, alínea “h”, constitui justa causa para rescisão do contrato de trabalho pelo empregador o ato de indisciplina ou de insubordinação. Indisciplina: É o descumprimento pelo trabalhador das normas internas da empresa. Insubordinação: É o descumprimento pelo trabalhador das ordens dadas pelo seu superior hierárquico (gerente, supervisor, encarregado, etc.). A punição aos infratores costuma ser aplicada da seguinte forma pelo empregador: 1º - Advertência verbal; 2º - Advertência escrita; 3º - Suspensão; 4º - Demissão por justa causa. 7.8 QUAL É A RESPONSABILIDADE DO EMPREGADOR QUANTO AO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? De acordo com a NR 6, item 6.6.1, cabe ao empregador quanto ao EPI: a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade; b) exigir seu uso; c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho; d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação; e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado; f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e, g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada. h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados livros, fichas ou sistema eletrônico. 7.9 QUAL É A RESPONSABILIDADE DO TRABALHADOR QUANTO AO EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI)? De acordo com a NR 6, item 6.7.1, cabe ao trabalhador quanto ao EPI: a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina; b) responsabilizar-se pela guarda e conservação; c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne impróprio para uso; e, d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.
  48. 48. 47 7.10 QUAIS SÃO OS EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL (EPI) UTILIZADOS PELO ELETRICISTA? Os Equipamentos de Proteção Individual (EPI) utilizados pelo eletricista são: 7.10.1 CAPACETE DE SEGURANÇA O capacete de segurança serve para proteção da cabeça contra impactos de objetos, choques elétricos e queimaduras. O capacete é composto das seguintes partes: 1) Casco: É o capacete propriamente dito; 2) Carneira: É a armação plástica, semi-elástica, que separa o casco do couro cabeludo e tem a finalidade de absorver a energia de impacto; 3) Jugular: Presta-se à fixação do capacete a cabeça. FIGURA 7.2 - Capacete de segurança. 7.10.2 ÓCULOS DE SEGURANÇA Os óculos de segurança servem para proteção dos olhos contra impactos de partículas volantes, radiação ultravioleta, radiação infravermelha e luminosidade intensa. FIGURA 7.3 - Óculos de segurança.
  49. 49. 48 7.10.3 PROTETOR FACIAL O protetor facial serve para proteção dos olhos e da face contra impactos de partículas volantes, radiação ultravioleta, radiação infravermelha, luminosidade intensa e queimaduras. FIGURA 7.4 - Protetor facial. 7.10.4 PROTETOR RESPIRATÓRIO O protetor respiratório serve para proteção das vias respiratórias contra inalação de poeiras, névoas, fumos, gases e vapores. FIGURA 7.5 - Protetor respiratório.
  50. 50. 49 7.10.5 PROTETOR AUDITIVO O protetor auditivo serve para proteção do sistema auditivo contra níveis de ruído de alta intensidade. FIGURA 7.6 - Protetor auditivo. 7.10.6 MANGA ISOLANTE DE BORRACHA A manga isolante de borracha serve para proteção do braço e do antebraço contra choques elétricos durante os trabalhos em circuito elétrico energizado. FIGURA 7.7 - Manga isolante de borracha.
  51. 51. 50 7.10.7 LUVA DE RASPA DE COURO A luva de raspa de couro serve para proteção das mãos contra escoriações, cortes, perfurações e queimaduras. FIGURA 7.8 - Luva de raspa de couro. 7.10.8 LUVA ISOLANTE DE BORRACHA A luva isolante de borracha serve para proteção das mãos contra choques elétricos durante os trabalhos em circuito elétrico energizado. TIPO CONTATO TARJA Classe 00 500V Bege Classe 0 1KV Vermelha Classe I 7,5KV Branca Classe II 17KV Amarela Classe III 26,5KV Verde Classe IV 36KV Laranja FIGURA 7.9 - Luva isolante de borracha.
  52. 52. 51 7.10.9 LUVA DE COBERTURA PARA PROTEÇÃO DA LUVA ISOLANTE DE BORRACHA A luva de cobertura para proteção da luva isolante de borracha serve para proteção da luva isolante de borracha contra cortes e perfurações. FIGURA 7.10 - Luva de cobertura para proteção da luva isolante de borracha. 7.10.10 CREME PROTETOR O creme protetor serve para proteção das mãos e dos braços contra o contato com produtos químicos. FIGURA 7.11 - Creme protetor.
  53. 53. 52 7.10.11 PERNEIRA A perneira serve para proteção das pernas contra escoriações, cortes, perfurações, queimaduras e ataque de animais peçonhentos. FIGURA 7.12 - Perneira. 7.10.12 CALÇADO DE SEGURANÇA O calçado de segurança serve para proteção dos pés e das pernas contra impactos de quedas de objetos, escoriações, cortes, perfurações, choques elétricos e queimaduras. FIGURA 7.13 - Calçado de segurança.
  54. 54. 53 7.10.13 VESTIMENTA CONDUTIVA A vestimenta condutiva serve para proteção de todo o corpo contra choques elétricos. FIGURA 7.14 - Vestimenta condutiva. 7.10.14 CINTURÃO DE SEGURANÇA TIPO PARAQUEDISTA O cinturão de segurança tipo paraquedista serve para proteção do usuário contra risco de queda em trabalhos em altura. FIGURA 7.15 - Cinturão de segurança tipo paraquedista.
  55. 55. 54 CAPÍTULO 8 PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO
  56. 56. 55 8. COMO FOI A DESCOBERTA E O DOMÍNIO DO FOGO PELO HOMEM PRÉ- HISTÓRICO? A descoberta e o domínio da produção do fogo foi uma das maiores conquistas da humanidade, colaborando para a evolução da raça humana. Antes de aprender a dominar a produção do fogo, o homem pré-histórico tinha que esperar um raio cair em uma árvore ou um incêndio numa floresta para obter o fogo. Ele ficava totalmente dependente do acaso para conseguir este precioso bem. Com o desenvolvimento da inteligência, através da observação, o homem pré-histórico conseguiu finalmente produzir o fogo. Este processo ocorria de duas formas: batendo uma pedra na outra até produzir uma faísca que atingiria a palha ou friccionando um graveto seco numa madeira até produzir o calor que atingiria a palha. Com o domínio da produção do fogo, o homem pré-histórico alcançou um grande avanço tecnológico, pois podia iluminar a sua caverna, cozinhar ou assar a carne e outros alimentos, afugentar os animais selvagens, garantir aquecimento nas épocas de frio e posteriormente a fabricação de armas e utensílios de metal. FIGURA 8 - A descoberta e o domínio do fogo pelo homem pré-histórico. 8.1 O QUE A NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 DIZ SOBRE PREVENÇÃO E COMBATE A INCÊNDIO? De acordo com a NR 10, item 10.12.4, em situações de emergência, os trabalhadores autorizados devem estar aptos a manusear e operar equipamentos de prevenção e combate a incêndio existentes nas instalações elétricas.
  57. 57. 56 8.2 O QUE É FOGO? O fogo é uma reação química, denominada combustão, que produz calor, luz (chamas) e fumaça (gases tóxicos). 8.2.1 QUADRILÁTERO DO FOGO Para que haja fogo é necessária à união de quatro elementos essenciais: o calor, o material combustível, o comburente (oxigênio) e a reação em cadeia. A união desses quatro elementos forma o quadrilátero do fogo, que é uma forma didática de se representar o surgimento do fogo. FIGURA 8.1 - Quadrilátero do fogo. 8.2.1.1 CALOR O calor é a energia térmica que provoca o início da combustão, mantendo e incentivando a sua propagação. Podemos citar como exemplos de fonte de calor: os raios solares, a soldagem e corte a quente com o maçarico, uma guimba de cigarro, uma lâmpada elétrica, uma tubulação de vapor, a solda elétrica, um curto-circuito, um raio (descarga atmosférica), etc. 8.2.1.2 MATERIAL COMBUSTÍVEL O material combustível é todo material capaz de queimar e alimentar a combustão. Os materiais combustíveis podem ser sólidos, líquidos e gasosos.  Sólido: papel, madeira, papelão, tecido, borracha, plástico, etc.  Líquido: gasolina, álcool, querosene, óleo diesel, graxa, tinta, solvente, etc.  Gasoso: gás de cozinha (GLP), gás natural (GNP), acetileno, butano, propano, metano, etc.
  58. 58. 57 8.2.1.3 COMBURENTE (OXIGÊNIO) O comburente é o oxigênio presente no ar atmosférico que possibilita vida às chamas e intensifica a combustão. O ar atmosférico é composto por 78% de nitrogênio, 21% de oxigênio e 1% de outros gases. Em um ambiente que esteja em combustão, quando a concentração de oxigênio no ar ficar menor que 8%, não haverá mais combustão. 8.2.1.4 REAÇÃO EM CADEIA A reação em cadeia é o processo químico que permite a continuidade da combustão, ou seja, torna a queima autossustentável. 8.3 O QUE É UM INCÊNDIO? O incêndio é o fogo fora de controle capaz de causar danos a vidas humanas, ao patrimônio e ao meio ambiente. 8.4 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UM INCÊNDIO? As principais causas para a ocorrência de um incêndio são: as causas naturais, as causas acidentais e as causas criminais. 8.4.1 CAUSAS NATURAIS Quando o incêndio é originado por fenômenos da natureza. Podemos citar como exemplos de causas naturais: tempestades, terremotos, maremotos, furacões, tornados, enchentes, erupções vulcânicas, tsunamis, etc. 8.4.2 CAUSAS ACIDENTAIS Quando o incêndio é proveniente do descuido do homem, muito embora ele não tenha a intenção de provocar o acidente. Podemos citar como exemplos de causas acidentais: soltar balões, soltar fogos de artifício, jogar guimbas de cigarro no chão, fumar em locais proibido, esquecer o ferro de passar roupa ligado, esquecer uma vela acesa, etc. 8.4.3 CAUSAS CRIMINAIS Quando o incêndio tem origem criminosa, ou seja, houve a intenção de alguém em provocar o incêndio.
  59. 59. 58 8.5 QUAIS SÃO OS MÉTODOS DE TRANSMISSÃO DE CALOR? O calor pode se transmitido de três formas diferentes: transmissão de calor por condução, transmissão de calor por convecção e transmissão de calor por irradiação. 8.5.1 TRANSMISSÃO DE CALOR POR CONDUÇÃO É a transmissão de calor através de um material que se encontra aquecido para outro material por contato direto e possibilitando o surgimento de novos focos de incêndio. FIGURA 8.2 - Transmissão de calor por condução. 8.5.2 TRANSMISSÃO DE CALOR POR CONVECÇÃO É a transmissão de calor através de uma massa de ar aquecida, que se desloca do ambiente incendiado para outros locais, em quantidade suficiente para iniciar novos focos de incêndio. FIGURA 8.3 - Transmissão de calor por convecção.
  60. 60. 59 8.5.3 TRANSMISSÃO DE CALOR POR IRRADIAÇÃO É a transmissão de calor através de ondas caloríficas, que se propaga em todas as direções, atingindo os materiais que estiverem ao redor e possibilitando o surgimento de novos focos de incêndio. FIGURA 8.4 - Transmissão de calor por irradiação. 8.6 QUAIS SÃO AS CLASSES DE INCÊNDIO? Os incêndios são classificados de acordo com os materiais combustíveis neles envolvidos. Essa classificação é feita para determinar o agente extintor mais adequado para o tipo de incêndio específico. Entende-se como agente extintor toda a substância capaz de eliminar um ou mais dos elementos essenciais ao surgimento do fogo, cessando assim a combustão. 8.6.1 INCÊNDIO DE CLASSE A É o incêndio que ocorre em materiais combustíveis sólidos comuns, tais como: papel, madeira, papelão, tecido, borracha, plástico, etc. Esses materiais queimam tanto em superfície quanto em profundidade, deixando resíduos após a combustão, como brasas e cinzas. Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de resfriamento utilizando a água ou a espuma como o agente extintor. FIGURA 8.5 - Incêndio de classe A.
  61. 61. 60 8.6.2 INCÊNDIO DE CLASSE B É o incêndio que ocorre em líquidos ou gases inflamáveis, tais como: gasolina, álcool, querosene, óleo diesel, graxa, tinta, solvente, gás de cozinha, gás natural, acetileno, etc. Esses materiais queimam somente em sua superfície e não deixam resíduos após a combustão. Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento utilizando a espuma, ou o gás carbônico ou o pó químico seco como o agente extintor. FIGURA 8.6 - Incêndio de classe B. 8.6.3 INCÊNDIO DE CLASSE C É o incêndio que ocorre em equipamentos e instalações elétricas energizadas, tais como: motores elétricos, transformadores, quadros de distribuição, fios, etc. Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento e deve ser utilizado um agente extintor não condutor de eletricidade, como o gás carbônico ou o pó químico seco. FIGURA 8.7 - Incêndio de classe C.
  62. 62. 61 8.6.4 INCÊNDIO DE CLASSE D É o incêndio que ocorre em metais combustíveis, tais como: magnésio, zircônio, titânio, alumínio, antimônio, selênio, lítio, potássio, zinco, sódio, cádmio, urânio, tório, plutônio, cálcio, etc. Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento e devem ser utilizados agentes extintores especiais para cada tipo de metal combustível, que formam uma capa protetora isolando o metal combustível do ar atmosférico. 8.6.5 INCÊNDIO DE CLASSE K É o incêndio que ocorre em óleos e gorduras de cozinha. Esse tipo de incêndio é extinto pelo método de abafamento. Essa classificação não é adotada oficialmente no Brasil. FIGURA 8.8 - Incêndio de classe K.
  63. 63. 62 8.7 QUAIS SÃO OS MÉTODOS DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO? Os métodos de extinção de incêndio baseiam-se na eliminação de um ou mais elementos essenciais ao surgimento do fogo. 8.7.1 MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO POR RESFRIAMENTO Consiste em diminuir a temperatura do material combustível que está queimando. Não havendo calor suficiente para manter a combustão, não haverá fogo. Nesse método a água é o agente extintor mais utilizado, por ter grande capacidade de absorver o calor e ser facilmente encontrada na natureza. Esse método também é conhecido por extinção de incêndio pela retirada do calor. FIGURA 8.9 - Método de extinção de incêndio por resfriamento. 8.7.2 MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO POR ABAFAMENTO Consiste em diminuir ou impedir o contato do oxigênio presente no ar atmosférico com o material combustível. Não havendo oxigênio para reagir com o material combustível, não haverá fogo. Nesse método os agentes extintores mais usados são: a espuma, o gás carbônico, o pó químico seco, a areia e a limalha de ferro fundido. Esse método também é conhecido por extinção de incêndio pela retirada do oxigênio. FIGURA 8.10 - Método de extinção de incêndio por abafamento.
  64. 64. 63 8.7.3 MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO POR ISOLAMENTO Consiste na retirada do material combustível ainda não atingido pelas chamas da área de propagação do fogo. Não havendo material combustível para alimentar a combustão, não haverá fogo. Esse método também é conhecido por extinção de incêndio pela retirada do material combustível. FIGURA 8.11 - Método de extinção de incêndio por isolamento. 8.7.4 MÉTODO DE EXTINÇÃO DE INCÊNDIO POR EXTINÇÃO QUÍMICA Consiste na utilização de agentes extintores, que quando lançados sobre o fogo, interrompem a reação em cadeia. Esse método também é conhecido por extinção de incêndio por evitar a reação em cadeia.
  65. 65. 64 8.8 O QUE É UM EXTINTOR DE INCÊNDIO? O extintor de incêndio é um recipiente metálico que contem em seu interior o agente extintor (água, espuma, gás carbônico, pó químico seco ou pó químico seco especial) para o combate imediato e rápido a princípio de incêndio. Para cada classe de incêndio há um ou mais extintores adequados. 8.8.1 APLICAÇÃO DOS EXTINTORES DE INCÊNDIO Os extintores de incêndio mais adequados para cada classe de incêndio podem ser verificados na tabela abaixo: Classe de Incêndio Tipo de Extintor Água Espuma CO2 PQS Pó ABC “A” Combustíveis Sólidos Sim Sim Não Não Sim “B” Líquidos ou Gases Inflamáveis Não Sim Sim Sim Sim “C” Equipamentos Elétricos Energizados Não Não Sim Sim Sim “D” Metais Combustíveis Não Não Não Sim OBS: Um pó químico especial Não 8.9 COMO FALAR COM O CORPO DE BOMBEIROS? 1º - Disque 193. 2º - Diga o seu nome. 3º - O nome da empresa. 4º - O endereço da empresa. 5º - O tipo de incêndio. 6º - O número de telefone da empresa. 7º - As características do prédio. 8º - Coloque o telefone no gancho e mantenha-o desocupado. 9º - Aguarde a confirmação da chamada feita aos bombeiros e confirme os dados passados.
  66. 66. 65 8.10 REGRAS BÁSICAS DE PREVENÇÃO DE INCÊNDIO 1. Não permita o acúmulo de lixo fora de locais apropriados e de recipientes adequados. 2. Não guarde estopa nem trapos impregnados de óleo, graxa ou solvente, porque podem inflamar espontaneamente. 3. Não fume em locais proibidos. 4. Não jogue cigarros ou fósforos acesos no chão. Use os cinzeiros nos locais onde é permitido fumar. 5. Mantenham em seu poder as quantidades mínimas de inflamáveis, estritamente necessárias ao seu trabalho diário. 6. Conserve os líquidos inflamáveis em recipientes próprios, fechados, em ordem, e devidamente rotulados, longe do alcance dos “curiosos”. 7. Os líquidos inflamáveis emanam vapor constantemente; aquecê-los, acender fogo ou produzir faíscas nas imediações é arriscar-se a morrer por incêndio e/ou explosão. 8. Não permita a formação de poças de líquidos inflamáveis, nem que os mesmos sejam jogados no esgoto, pois se inflamam facilmente e poderão produzir explosões. Lave os derramamentos com água. 9. O uso de líquidos inflamáveis para a limpeza requer ventilação do ambiente e especial atenção às fontes de calor próximas, que devem ser eliminadas. 10. Não use fogareiros a álcool ou outros em locais não apropriados. Não aqueça o almoço em locais inadequados, como vestiários, almoxarifados, depósitos, etc. 11. A fumaça é asfixiante e, geralmente, tóxica. Evite respirá-la e não desça por escadas interiores que estejam tomadas por gás quente ou pela fumaça. Você seria fatalmente asfixiado. 12. As lâmpadas elétricas produzem calor; não as abandone em contato com substâncias inflamáveis. 13. Mostre ao novo funcionário os riscos de acidente e de incêndio existentes no seu local de trabalho e apresente-o aos meios de prevenção e combate disponíveis. 14. Não faça instalações elétricas improvisadas porque elas sobrecarregam os circuitos, provocando aquecimento e fogo. 15. Não substitua fusíveis queimados por moedas, chapinhas, pedaços de fio, etc. Os fusíveis são a única segurança da instalação contra uma sobrecarga e o incêndio. 16. Em caso de incêndio, não deixe o pânico fazer vítimas; faça com que as pessoas saiam em ordem, devagar, sem atropelos, e que fechem janelas e portas. 17. Não obstrua, nem mude de lugar, os equipamentos de combate a incêndio (extintores de incêndio, hidrantes, mangueiras de incêndio, etc.). 18. Se você usar um extintor ou descarregá-lo acidentalmente, comunique o fato imediatamente ao responsável, por escrito, para que se providencie a sua recarga. 19. Não rompa o lacre dos extintores, a não ser para utilizá-los. Não use extintores para outras atividades a não ser combate ao fogo. 20. Não exerça atividades diferentes das previstas para cada local ou recinto.
  67. 67. 66 CAPÍTULO 9 PRIMEIROS SOCORROS
  68. 68. 67 9. O QUE É PRIMEIROS SOCORROS? Os primeiros socorros constituem-se no primeiro atendimento prestado à vítima em situações de acidentes ou mal súbito, por um socorrista, no local do acidente. Mas lembre-se, a função do socorrista é: Manter a vítima viva até a chegada do socorro médico e evitar causar o chamado 2º trauma, isto é, não ocasionar outras lesões ou agravar as já existentes. 9.1 O QUE A NORMA REGULAMENTADORA Nº 10 DIZ SOBRE PRIMEIROS SOCORROS? De acordo com a NR 10, item 10.12.2, em situações de emergência, os trabalhadores autorizados devem estar aptos a executar o resgate e prestar primeiros socorros a acidentados, especialmente por meio de reanimação cardiorrespiratória. 9.2 O QUE O CÓDIGO PENAL BRASILEIRO DIZ SOBRE A OMISSÃO DE SOCORRO? De acordo com o artigo 135 do Código Penal Brasileiro, deixar de prestar socorro à vítima de acidentes ou pessoas em perigo iminente, podendo fazê-lo, é crime. 9.3 COMO CONSEGUIR ATENDIMENTO ESPECIALIZADO? Se você não se sentir seguro para prestar os primeiros socorros, busque auxílio imediatamente, mas não abandone a vítima. Você pode solicitar auxílio de serviços especializados através dos telefones abaixo: Polícia Militar – 190 SAMU – 192 Corpo de Bombeiros – 193 Polícia Civil – 197 Defesa Civil – 199 9.4 O QUE É O SAMU - SERVIÇO DE ATENDIMENTO MÓVEL DE URGÊNCIA? O SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência 192 é um serviço gratuito, que funciona 24 horas, por meio da prestação de orientações e do envio de veículos (Ambulâncias e Motolâncias) tripulados por equipe capacitada, acessado pelo número "192" e acionado por uma Central de Regulação das Urgências. O SAMU realiza os atendimentos em residências, locais de trabalho e vias públicas e conta com equipes que reúne médicos, enfermeiros e condutores socorristas. FIGURA 9 - SAMU - Serviço de Atendimento Móvel de Urgência.
  69. 69. 68 9.5 REGRAS BÁSICAS DE PRIMEIROS SOCORROS * Manter a calma, afastar os curiosos e agir com rapidez e segurança. * Se a vítima estiver consciente, perguntar o que ela sente. Se houver hemorragia grave ou parada cardiorrespiratória, agir com a maior urgência. * Chamar uma ambulância. * Evite movimentos desnecessários da vítima, para não agravar ou provocar novas lesões. Exemplos: lesão na coluna cervical, hemorragia, etc. * Colocar a vítima deitada de costas, com a cabeça ao nível do corpo. Se o rosto começar a ficar congestionado (vermelho), conservar a cabeça levantada, colocando um pano em baixo. * Caso a vítima vomite, virar a cabeça para um dos lados, isso evita que a vítima venha se asfixiar. * Se tiver inconsciente, retirar dentadura, comida, lama ou outros objetos da boca. Manter a língua do acidentado esticada para evitar a sufocação, colocando um pano dobrado na nuca. * Afrouxar as roupas, tirar os sapatos, o cinto, a gravata ou qualquer outra coisa que possa prejudicar a circulação sanguínea. * Utilize luvas descartáveis para evitar o contato direto com sangue ou outras secreções. * Se a vítima estiver inconsciente não tentar dar de beber, pois a vítima pode se asfixiar. * Nunca dar bebidas alcoólicas para beber. * Em caso de queimaduras, não aplicar óleo de cozinha, pasta de dente, manteiga ou qualquer outra coisa. * Não mexer em ferimentos com sangue já coagulado. * Em caso de suspeita de fratura ou luxação, não fazer massagem, nem mudar a posição da vítima, imobilizar o local atingido na posição correta. Se a fratura for na coluna, transportar a vítima em leito rígido. * O transporte deve ser realizado pela ambulância, evite carregar a vítima em outro transporte, pois isso interfere no atendimento. Transporte inadequado pode causar o 2º trauma ou a morte da vítima. * Não remover a vítima, enquanto não tiver uma ideia precisa da natureza e extensão de seus ferimentos e sem, antes, prestar os primeiros socorros.
  70. 70. 69 9.6 O QUE SÃO OS SINAIS VITAIS? Os sinais vitais são os sinais que indicam a existência de vida humana e através deles podemos verificar as condições de saúde de um indivíduo. Os sinais vitais são: I. Respiração: É o processo que tem como objetivo a absorção do oxigênio e eliminação do gás carbônico. A frequência respiratória considerada normal para um indivíduo adulto varia entre 12RPM e 20RPM. II. Pulso: É a indicação que o coração está trabalhando, ou seja, bombeando sangue para todas as partes do corpo. A frequência cardíaca considerada normal para um indivíduo adulto varia entre 60BPM e 100BPM. Pode-se sentir o pulso com facilidade no punho e na artéria carótida que se localiza de cada lado do pescoço. FIGURA 9.1 - Pontos de pulsação do corpo humano. III. Pressão arterial: É a força que o sangue exerce sobre as paredes dos vasos sanguíneos. A pressão arterial considerada normal para um indivíduo adulto é 120/80. IV. Temperatura corporal: É quantidade de calor existente no corpo humano. A temperatura corporal considerada normal para um indivíduo adulto varia entre 36ºC e 37ºC. A verificação da temperatura pode ser realizada de três formas: oral, axilar e retal.
  71. 71. 70 9.7 O QUE É UM DESMAIO? O desmaio é a perda súbita e temporária da consciência devido à diminuição de sangue e oxigênio no cérebro. 9.7.1 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UM DESMAIO? * Crise nervosa; * Queda de pressão; * Cansaço excessivo; * Mudança súbita de posição (de deitado para em pé); * Ambientes quentes e fechados; * Permanecer muito tempo em pé; * Emoção forte; * Susto; * Jejum prolongado; * Insolação; * Dor intensa; * E outros. 9.7.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UM DESMAIO? * Fraqueza; * Suor frio abundante; * Náusea ou ânsia de vômito; * Pele fria, pálida e úmida; * Pulso rápido e fraco; * Pressão arterial baixa; * Escurecimento das vistas; * Tontura; * Perda da consciência. * E outros. 9.7.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE DESMAIO? * Remover a vítima para lugar fresco e arejado. * Afrouxar a roupa da vítima para melhorar a circulação sanguínea. * Colocar a vítima deitada, com a cabeça em nível mais baixo do que o do corpo, para melhorar a circulação do sangue no cérebro. * Virar a cabeça para o lado, evitando que a vítima venha se asfixiar, caso vomite. * Se voltar à consciência, dar líquidos açucarados, mas nunca bebidas alcoólicas. * Se não voltar à consciência, encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  72. 72. 71 9.8 O QUE É UMA CONVULSÃO? A convulsão é a perda súbita da consciência acompanhada de contrações musculares bruscas e involuntárias. 9.8.1 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UMA CONVULSÃO? * Febre muito alta; * Epilepsia; * Traumatismo na cabeça; * Intoxicação; * Alcoolismo; * Drogas; * Tumor cerebral; * Choque elétrico; * E outros. 9.8.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA CONVULSÃO? * Perda da consciência; * Queda abrupta da vítima; * Contração brusca e involuntária dos músculos; * Enrijecimento da mandíbula travando os dentes; * Salivação abundante e vômito; * Esquecimento; * Perda de urina e/ou fezes; * E outros. 9.8.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE CONVULSÃO? * Evitar se possível, a queda da vítima contra o chão. * Colocar um pano entre os dentes para que a vítima não morda a língua. * Não se devem impedir os movimentos convulsivos. * Devemos afastar os objetos próximos para que ela não se machuque, batendo contra eles. * Afrouxar a roupa da vítima para melhorar a circulação sanguínea. * Evitar estímulos como sacudidas, aspiração de vinagre, álcool ou amoníaco. * Virar a cabeça para o lado, evitando que a vítima venha se asfixiar, caso vomite. * Não ficar com medo da salivação abundante. Ela não é contagiosa. * Quando as contratações desaparecem acomode a vítima de forma confortável, orientando-a quanto ao tempo e espaço e confirmado se ela respira bem. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  73. 73. 72 9.9 O QUE É UMA INSOLAÇÃO? A insolação é uma enfermidade causada pela exposição aos raios solares, sem proteção adequada, por longos períodos de tempo. 9.9.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA INSOLAÇÃO? * Temperatura do corpo elevada; * Pele quente, avermelhada e seca; * Falta de ar; * Desidratação; * Pulso rápido; * Palidez; * Dor de cabeça; * Náusea ou ânsia de vômito; * Tontura; * Distúrbios visuais; * Confusão; * E outros. 9.9.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE INSOLAÇÃO? * Remover a vítima para lugar fresco e arejado. * Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, aplicando compressas de pano umedecido com água. * Oferecer líquidos em pequenas quantidades e de forma frequente. * Manter a vítima deitada. * Avaliar nível de consciência, pulso e respiração. * Providenciar transporte adequado. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  74. 74. 73 9.10 O QUE É UMA INTERMAÇÃO? A intermação é uma enfermidade causada pelo trabalho em ambientes quentes e sem ventilação, tais como: fundição, padaria, caldeira, etc. 9.10.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA INTERMAÇÃO? * Temperatura do corpo elevada; * Pele quente, avermelhada e seca; * Falta de ar; * Desidratação; * Pulso rápido; * Palidez; * Dor de cabeça; * Náusea ou ânsia de vômito; * Tontura; * Distúrbios visuais; * Confusão; * Cãibras abdominais e nas pernas; * E outros. 9.10.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE INTERMAÇÃO? * Remover a vítima para lugar fresco e arejado. * Baixar a temperatura do corpo de modo progressivo, aplicando compressas de pano umedecido com água. * Oferecer líquidos em pequenas quantidades e de forma frequente. * Manter a vítima deitada. * Avaliar nível de consciência, pulso e respiração; * Providenciar transporte adequado. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  75. 75. 74 9.11 O QUE SÃO QUEIMADURAS? As queimaduras são lesões na pele causada pela ação do fogo, frio, raios solares, vapor quente, líquido fervente, produto químico, eletricidade, radiação infravermelha e ultravioleta. 9.11.1 COMO SÃO CLASSIFICADAS AS QUEIMADURAS? Primeiro Grau: Quando a lesão atinge apenas a camada mais superficial da pele (a epiderme) causando dor, inchaço, vermelhidão da pele e não há formação de bolhas. Segundo Grau: Quando a lesão atinge a camada mais profunda da pele (a epiderme e a derme) causando dor, inchaço, vermelhidão da pele e formação de bolhas. Terceiro Grau: Quando a lesão destrói toda a pele, atingindo os tecidos mais profundos, como músculos e/ou órgãos. 9.11.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE QUEIMADURAS? Retirar a pessoa do contato com a causa da queimadura. Fogo: Apagar o fogo de forma adequada. Pode-se abafar com cobertor. Não correr. Evite rolar a vítima para não causar maiores lesões. Em seguida, lavar a área queimada com bastante água fria. Produto Químico: Retirar a roupa do acidentado, pois o resto de substância química pode causar danos enquanto estiver em contato com a pele. Em seguida, lavar a área queimada com bastante água fria. Vapor Quente ou Líquido Fervente: Afastar o acidentado desse agente, retirar a roupa do acidentado e lavar a área queimada com bastante água fria. Eletricidade: Desligar a chave geral o mais rápido possível ou afastar a vítima do contato elétrico, utilizando material isolante seco (borracha, madeira, etc.). Radiação Infravermelha e Ultravioleta: Afastar o acidentado da fonte de calor radiante, retirar a roupa do acidentado e lavar a área queimada com bastante água fria. * Retire a roupa que não estiver grudada. Se estiver grudada, não retire, para não agravar ou provocar novas lesões. * Retire objetos que possam ser removidos como anel, pulseira, relógio, cordão, etc. Se estiverem grudados, não retire, para não agravar ou provocar novas lesões. * Não utilize nenhum tipo de pomada ou produto caseiro na área afetada pela queimadura, somente água. * Não fure as bolhas que poderão se formar na queimadura, elas funcionam como proteção da queimadura ao meio ambiente, diminuindo o risco de infecção da área afetada. * Se a pessoa estiver consciente e sentir sede, deve ser-lhe dado toda a água que deseja beber, lentamente e com cuidado. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  76. 76. 75 9.12 O QUE É UM FERIMENTO? O ferimento é o rompimento da pele, podendo atingir camadas mais profundas do organismo, órgãos, vasos sanguíneos e outras áreas. Pode ser provocado por vários fatores, dentre eles: faca, arma de fogo, objeto perfuro-cortante, arame, prego, pedaço de metal, etc. Sempre que ocorrer um ferimento, haverá uma hemorragia, que é a perda de sangue em maior ou menor quantidade, devido ao rompimento de um vaso (veia ou artéria) e que, dependendo da quantidade, poderá ser fatal. 9.12.1 O QUE É UM FERIMENTO LEVE E SUPERFICIAL? 9.12.1.1 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE FERIMENTO LEVE E SUPERFICIAL? * Lavar as mãos com água e sabão, antes de fazer o curativo. * Lavar a parte atingida com água e sabão, removendo do local eventual sujeira como terra, graxa, caco de vidro, etc. * Passar um antisséptico, se houver. * Cobrir o local com gaze esterilizada ou pano limpo e esparadrapo, não deixando o ferimento descoberto. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo. 9.12.2 O QUE É UM FERIMENTO EXTENSO E PROFUNDO? Num acidente, pode acontecer que o ferimento seja extenso e profundo. Quando isso acontece, através da ferida, podemos ver os órgãos internos como os músculos, tendões, ossos, pulmões, intestinos, etc. Devido à extensão do ferimento, os intestinos ou outros órgãos poderão inclusive sair pela ferida. Nesse caso, não se deve tentar recolocar os órgãos afetados no lugar. São casos muito graves e a tomada de primeiros socorros se faz urgente, chamando-se assistência médica e observando-se sinais vitais (pulso, respiração, etc.). 9.12.2.1 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE FERIMENTO EXTENSO E PROFUNDO? * Passar antisséptico nas bordas da ferida, nunca tocando nos órgãos expostos. * Cobrir com compressas esterilizadas ou gazes esterilizadas, molhadas, com água oxigenada, sem, no entanto, tentar recolocar no lugar os órgãos expostos. * Prender a compressa ou gaze com atadura e esparadrapo, sem apertar. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  77. 77. 76 9.13 O QUE É UMA FRATURA? A fratura é o rompimento total ou parcial de qualquer osso. 9.13.1 COMO SÃO CLASSIFICADAS AS FRATURAS? 1. Fechada: Quando a pele não é rompida pelo osso quebrado. 2. Aberta ou Exposta: Quando a pele é rompida pelo osso quebrado. A possibilidade de infecção neste tipo de fratura é muito grande, e deve ser observada com atenção. FIGURA 9.2 - Classificação das fraturas. 9.13.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA FRATURA? * Dor intensa no local e que aumenta ao menor movimento; * Edema (inchaço); * Crepitação ao movimentar (som parecido com o amassar de um papel); * Hematoma (coloração arroxeada da pele devido ao acúmulo de sangue no local do trauma); * Paralisia (lesão dos nervos); * Membro ou local afetado fica em posição disforme (braço, perna, etc.) e anatomicamente mal posicionado. 9.13.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE FRATURA? * Não tentar colocar o osso no lugar, pois isto poderá causar complicações. Colocar os ossos numa posição mais próxima do natural, lentamente, junto ao corpo. * Só movimentar o segmento do corpo fraturado após sua imobilização. Esta pode ser feita com um pedaço de madeira, cabo de vassoura ou outro material estável. * Devem-se imobilizar as articulações acima e abaixo do local fraturado. * Evitar limpar qualquer ferida; qualquer movimento desnecessário poderá causar complicações (exposição da fratura, corte de vasos ou ligamentos, etc.). * Aplicar gelo para reduzir a dor e o inchaço.
  78. 78. 77 * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo. 9.14 O QUE É UMA FRATURA NA COLUNA VERTEBRAL? A coluna vertebral é constituída por vários ossos pequenos (vértebras), empilhados uns sobre os outros. Num canal interno passam os nervos (medula) que levam e trazem mensagens do cérebro para o restante do organismo, para que se realizem todas as atividades do corpo humano (respiração, movimentação, etc.). Uma fratura da coluna vertebral pode causar lesão na medula, levando a danos irreversíveis. Por exemplo: paralisia das pernas. 9.14.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA FRATURA NA COLUNA VERTEBRAL? * Dor intensa no local; * Diminuição da sensibilidade (braços e/ou pernas); * Dificuldade ou impossibilidade de movimento (braços e/ou pernas); * Perda de urina e/ou fezes. 9.14.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE FRATURA NA COLUNA VERTEBRAL? * Imobilizar a vítima (sem movimentá-la bruscamente) completamente de tal forma que ao levá-la a um serviço de saúde não haja movimento da coluna ou da cabeça.
  79. 79. 78 9.15 O QUE É UMA ENTORSE? A entorse é uma lesão que ocorre quando se ultrapassa o limite normal de movimento de uma articulação. Normalmente, ocasiona uma distensão dos ligamentos e da cápsula articular. 9.15.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA ENTORSE? * Dor intensa ao redor da articulação; * Edema (inchaço); * Hematoma (coloração arroxeada da pele devido ao acúmulo de sangue no local do trauma); * Dificuldade de movimentação em graus variáveis. 9.15.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE ENTORSE? * Aplicar bolsa de gelo sobre o local a fim de reduzir a dor e o inchaço. Não massagear ou aplicar calor (apenas 24 horas após a entorse). * Imobilizar a articulação atingida e não movimentá-la. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  80. 80. 79 9.16 O QUE É UMA CONTUSÃO? A contusão é o resultado de um forte impacto na superfície do corpo. Pode causar uma lesão nos tecidos moles da superfície, nos músculos ou em cápsulas ou ligamentos articulares. Algumas vezes a lesão é profunda, tornando difícil determinar a sua extensão. 9.16.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA CONTUSÃO? * Dor na área de contato; * Edema (inchaço); * Hematoma (coloração arroxeada da pele devido ao acúmulo de sangue no local do trauma). 9.16.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE CONTUSÃO? * Aplicar bolsa de gelo sobre o local a fim de reduzir a dor e o inchaço. Não massagear ou aplicar calor (apenas 24 horas após a contusão). * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  81. 81. 80 9.17 O QUE É UMA LUXAÇÃO? A luxação é o deslocamento de um osso da articulação, geralmente acompanhado de uma grave lesão de ligamentos articulares. Isso resulta no posicionamento anormal dos dois ossos da articulação. A luxação pode ser total (os dois ossos da articulação estão fora de contato) ou parcial (os dois ossos da articulação ainda permanecem em contato). 9.17.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA LUXAÇÃO? * Dor intensa no local; * Edema (inchaço); * Hematoma (coloração arroxeada da pele devido ao acúmulo de sangue no local do trauma); * Deformidade e movimento anormal da articulação; * Cavidade entre as superfícies articulares. 9.17.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE LUXAÇÃO? * Cuidadosamente colocar os dois ossos numa posição de conforto que permita a imobilização e o transporte com o mínimo de dor. A articulação só deve ser recolocada no lugar por profissionais (médicos). * Não fazer massagem ou aplicação de calor. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  82. 82. 81 9.18 O QUE É UMA PARADA CARDÍACA? A parada cardíaca é a cessação repentina dos batimentos cardíacos. 9.18.1 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UMA PARADA CARDÍACA? * Infarto do miocárdio (coração); * Choque elétrico; * Intoxicação por medicamento, monóxido de carbono, defensivo agrícola, etc. * Hipersensibilidade do organismo a certos medicamentos; * Acidente grave; * Asfixia por afogamento, estrangulamento, soterramento, saco plástico na cabeça, etc. * E outros. 9.18.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA PARADA CARDÍACA? * Perda da consciência; * Ausência de pulsação; * Ausência de batimentos cardíacos; * Dilatação das pupilas dos olhos; * Insuficiência respiratória; * Cianose (coloração arroxeada da pele e lábios); * E outros. 9.18.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE PARADA CARDÍACA? * Colocar a vítima deitada de costas em uma superfície rígida. * Apoiar a metade inferior da palma da mão no terço inferior do osso esterno e colocar a outra mão por cima da primeira. Os dedos e o restante da palma da mão não devem encostar-se ao tórax da vítima. * Esticar os braços e comprimir verticalmente o tórax do acidentado. * Fazer regularmente compressões curtas e fortes (cerca de 100 por minuto). * Concomitantemente, associar a respiração artificial, seguindo um ritmo de 30 compressões para cada 2 respirações aplicadas.
  83. 83. 82 9.19 O QUE É UMA PARADA RESPIRATÓRIA? A parada respiratória é o cessamento total da respiração devido à falta de oxigênio e excesso de gás carbônico no sangue. Se as funções respiratórias não forem restabelecidas dentro de 3 a 4 minutos, as atividades cerebrais cessarão totalmente, ocasionando a morte do indivíduo. 9.19.1 QUAIS SÃO AS CAUSAS PARA A OCORRÊNCIA DE UMA PARADA RESPIRATÓRIA? * Choque elétrico; * Asfixia por afogamento, estrangulamento, soterramento, saco plástico na cabeça, etc. * Intoxicação por medicamento, monóxido de carbono, defensivo agrícola, etc. * E outros. 9.19.2 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UMA PARADA RESPIRATÓRIA? * Perda da consciência; * Ausência de movimento no tórax; * Ausência de saída de ar pelas vias aéreas; * Coloração azulada da face, lábios e unhas; * E outros. 9.19.3 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE PARADA RESPIRATÓRIA? * Agir com rapidez, deitando a vítima de costas sobre uma superfície dura. * Afrouxar as roupas da vítima. * Retirar da boca da vítima dentadura, ponte, lama ou outros corpos estranhos que encontrar e limpar a boca com um lenço ou pano limpo. * Levantar a nuca da vítima com uma das mãos e com a outra inclinar a cabeça para trás ao máximo, ficando a ponta do queixo voltada para cima. Manter a vítima nesta posição durante toda a respiração artificial, estabelecendo uma passagem livre para o ar. * Tampar as narinas da vítima com o polegar e indicador de uma mão e abrir completamente a boca da vítima. * Encher bem os pulmões e colocar sua boca sobre da vítima, sem deixar nenhuma abertura, e assoprar com força até perceber que o tórax da vítima está elevando. * Afastar a boca e destampar as narinas da vítima, deixando que os pulmões se esvaziem naturalmente e enquanto isso inspirar novamente, prosseguindo num ritmo de 12 vezes por minuto. * Se não houver pulsação, efetuar concomitantemente a massagem cardíaca. No caso de haver um único socorrista, fazer 30 compressões cardíacas e, com rapidez, aplicar 2 respirações artificiais. * Se houver dois socorristas, um fará a respiração artificial alternadamente com a outra pessoa, que fará massagem cardíaca. Nesse caso, fazer 5 compressões cardíacas para 1 respiração aplicada.
  84. 84. 83 * Levar a vítima ao serviço de saúde, mas mantendo a respiração artificial durante todo percurso. 9.20 O QUE É UM ENVENENAMENTO OU UMA INTOXICAÇÃO? O envenenamento ou intoxicação é o resultado da penetração de substância tóxica/nociva no organismo humano através da via digestiva, cutânea ou respiratória. 9.20.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UM ENVENENAMENTO OU UMA INTOXICAÇÃO? * Hálito com odor estranho; * Modificação na coloração dos lábios e exterior da boca; * Dor e sensação de queimação na boca, garganta ou estômago; * Dor de cabeça; * Salivação abundante; * Náuseas e vômitos; * Sonolência; * Confusão mental; * Delírio; * Alucinação; * Lesões na pele; * Estado de coma; * E outros. 9.20.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE ENVENENAMENTO OU INTOXICAÇÃO? A. Via Digestiva * Identificar o tipo de veneno ingerido. * Provocar vômito somente quando a vítima apresentar-se consciente, oferecendo água. * Não provocar vômitos nos casos de inconsciência, ingestão de soda cáustica, ácidos ou produtos derivados de petróleo. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo. B. Via Cutânea * Retirar a roupa impregnada. * Lavar a região atingida com água em abundância. * Substâncias sólidas devem ser retiradas antes de lavar com água. * Agasalhar a vítima. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo. C. Via Respiratória * Remover a vítima para local arejado, quando houver contaminação do meio ambiente. * Abrir as vias áreas respiratórias. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  85. 85. 84 9.21 O QUE SÃO PICADAS E FERROADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS? Animais peçonhentos são aqueles que introduzem no organismo humano substâncias tóxicas, tais como: cobras venenosas, aranhas e escorpiões. 9.21.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE PICADAS E FERROADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS? * Marcas da picada; * Dor; * Inchaço; * Manchas roxas; * Hemorragia; * Febre; * Náuseas; * Sudorese; * Urina escura; * Calafrio; * Perturbação visual; * Eritema; * Dor de cabeça; * Distúrbio visual; * Queda das pálpebras; * Convulsão; * Dificuldade respiratória; * E outros. 9.21.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE PICADAS E FERROADAS DE ANIMAIS PEÇONHENTOS? * Manter a vítima deitada. Evite que ela se movimente para não favorecer a absorção de veneno; * Se a picada for na perna ou braço, mantenha-os em posição mais baixa que o coração; * Lavar a picada com água e sabão; * Colocar gelo ou água fria sobre o local; * Remover anéis, relógios, prevenindo assim complicações decorrentes do inchaço; * Não fazer torniquete; * Não cortar ou perfurar o local da picada; * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo, para que possa receber o soro em tempo.
  86. 86. 85 9.22 O QUE SÃO PICADAS E FERROADAS DE INSETOS? As picadas ou ferroadas de insetos podem causar reações alérgicas graves e generalizadas em pessoas hipersensíveis. Podemos citar como exemplos de insetos: os mosquitos, as formigas, as abelhas, os marimbondos, etc. 9.22.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE PICADAS E FERROADAS DE INSETOS? * Dor; * Calor; * Edema (inchaço); * Coceira; * Vermelhidão; * Dificuldade respiratória (edema de glote); * E outros. 9.22.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE PICADAS E FERROADAS DE INSETOS? * Retirar os ferrões introduzidos pelos insetos sem espremer. * Aplicar gelo ou lavar o local da picada com água. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  87. 87. 86 9.23 O QUE É UM CHOQUE ELÉTRICO? O choque elétrico é o fenômeno da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano quando em contato com partes energizadas de uma instalação elétrica. 9.23.1 QUAIS SÃO OS SINAIS E SINTOMAS DE UM CHOQUE ELÉTRICO? * Parada cardiorrespiratória; * Queimaduras; * Lesões traumáticas. 9.23.2 O QUE FAZER DIANTE DE UM QUADRO DE CHOQUE ELÉTRICO? * Para que o socorrista também não venha a se tornar uma vítima, a primeira providência a tomar é identificar e desligar a chave geral o mais rápido possível. Caso isso não seja possível, o socorrista deve interromper imediatamente o contato da vítima com a corrente elétrica, utilizando para tanto um material isolante seco (borracha, madeira, etc.). * Certificar-se de estar pisando em chão seco, se não estiver usando calçados com solado isolante. * Realizar avaliação primária (grau de consciência, respiração e pulsação). * Aplicar as condutas preconizadas para parada cardiorrespiratória, queimaduras e lesões traumáticas. * Encaminhar a vítima imediatamente ao serviço de saúde mais próximo.
  88. 88. 87 9.24 QUAIS SÃO AS TÉCNICAS PARA REMOÇÃO E TRANSPORTE DE ACIDENTADOS? O transporte de acidentados deve ser feito por equipe especializada em resgate (Corpo de Bombeiros, SAMU, etc.). O transporte realizado de forma imprópria poderá agravar as lesões, provocando sequelas irreversíveis ao acidentado. A vítima somente deverá ser transportada com técnica e meios próprios, nos casos, onde não é possível contar com equipes especializadas em resgate. 9.24.1 REMOÇÃO OU TRANSPORTE REALIZADO POR UMA PESSOA 9.24.1.1 NOS BRAÇOS Passe um dos braços da vítima ao redor do seu pescoço. A remoção ou transporte como indicado só é possível quando não há suspeita de lesão na coluna vertebral. FIGURA 9.3 - Remoção ou transporte realizado por uma pessoa nos braços. 9.24.1.2 DE APOIO Passe o seu braço em torno da cintura da vítima e o braço da vítima ao redor de seu pescoço. A remoção ou transporte como indicado só é possível quando não há suspeita de lesão na coluna vertebral. FIGURA 9.4 - Remoção ou transporte realizado por uma pessoa de apoio.
  89. 89. 88 9.24.1.3 NAS COSTAS Dê as costas para a vítima, passe os braços dela ao redor de seu pescoço, incline-a para frente e levante-a. A remoção ou transporte como indicado só é possível quando não há suspeita de lesão na coluna vertebral. FIGURA 9.5 - Remoção ou transporte realizado por uma pessoa nas costas. 9.24.2 REMOÇÃO OU TRANSPORTE REALIZADO POR DUAS PESSOAS 9.24.2.1 CADEIRINHA Faça a cadeirinha conforme abaixo. Passe os braços da vítima ao redor do seu pescoço e levante a vítima. A remoção ou transporte como indicado só é possível quando não há suspeita de lesão na coluna vertebral. FIGURA 9.6 - Remoção ou transporte realizado por duas pessoas cadeirinha.
  90. 90. 89 9.24.2.2 SEGURANDO PELAS EXTREMIDADES Uma segura a vítima pelas axilas, enquanto a outra, segura pelas pernas abertas. Ambas devem erguer a vítima simultaneamente. A remoção ou transporte como indicado só é possível quando não há suspeita de lesão na coluna vertebral. FIGURA 9.7 - Remoção ou transporte realizado por duas pessoas segurando pelas extremidades. 9.24.3 REMOÇÃO OU TRANSPORTE REALIZADO POR TRÊS PESSOAS Uma segura a cabeça e costas, a outra, a cintura e a parte superior das coxas. A terceira segura a parte inferior das coxas e pernas. Os movimentos das três pessoas devem ser simultâneos, para impedir deslocamentos da cabeça, coluna, coxas e pernas. A remoção ou transporte como indicado só é possível quando não há suspeita de lesão na coluna vertebral. FIGURA 9.8 - Remoção ou transporte realizado por três pessoas.
  91. 91. 90 9.24.4 REMOÇÃO OU TRANSPORTE REALIZADO POR QUATRO PESSOAS Semelhante ao de três pessoas. A quarta pessoa imobiliza a cabeça da vítima impedindo qualquer tipo de deslocamento. A remoção ou transporte como indicado só é possível quando não há suspeita de lesão na coluna vertebral. FIGURA 9.9 - Remoção ou transporte realizado por quatro pessoas. 9.24.5 TRANSPORTE DE ACIDENTADO COM SUSPEITA DE LESÃO NA COLUNA O indivíduo com fratura na coluna pode apresentar dor intensa, impossibilidade de movimentação do tronco, formigamento ou paralisia nas extremidades (braços e pernas) e dificuldade de respiração. Aja sempre com o máximo cuidado. Imobilizar a vítima (sem movimentá-la bruscamente) completamente de tal forma que ao levá-la a um serviço de saúde não haja movimento da coluna ou da cabeça. FIGURA 9.10 - Transporte de acidentado com suspeita de lesão na coluna.
  92. 92. 91 CAPÍTULO 10 EXERCÍCIOS RESOLVIDOS
  93. 93. 92 10. EXERCÍCIOS RESOLVIDOS 1. O empregado que se recusa a utilizar o EPI fornecido pelo empregador fica sujeito, EXCETO: (A) Advertência verbal. (B) Pagamento de multa ao empregador. (C) Suspensão. (D) Advertência escrita. (E) Demissão por justa causa. 2. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, o trabalhador que possui anuência formal da empresa para intervir nas instalações elétricas é considerado: (A) Apto. (B) Formado. (C) Autorizado. (D) Qualificado. (E) Habilitado. 3. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, a carga horária mínima para o curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade para trabalhadores autorizados é de: (A) 20 horas. (B) 24 horas. (C) 30 horas. (D) 36 horas. (E) 40 horas. 4. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, o trabalhador previamente qualificado e com registro no competente Conselho de Classe é considerado: (A) Habilitado. (B) Capacitado. (C) Autorizado. (D) Advertido. (E) Qualificado. 5. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, a periodicidade para reciclagem do curso básico de segurança em instalações e serviços em eletricidade para trabalhadores autorizados é de: (A) 1 ano. (B) 5 anos. (C) 6 meses. (D) 2 anos. (E) 3 anos.
  94. 94. 93 6. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, o trabalhador que comprovar conclusão de curso específico na área elétrica reconhecido pelo Sistema Oficial de Ensino é considerado: (A) Formado. (B) Qualificado. (C) Habilitado. (D) Capacitado. (E) Autorizado. 7. O choque elétrico é o fenômeno da passagem da corrente elétrica pelo corpo humano quando em contato com partes energizadas de uma instalação elétrica. São efeitos do choque elétrico no organismo humano, EXCETO: (A) Queimaduras. (B) Dor. (C) Parada cardiorrespiratória. (D) Derrame. (E) Contrações musculares involuntárias. 8. O ________________________ é o contato de uma pessoa em uma parte metálica de um equipamento, normalmente sem tensão elétrica, mas que pode ficar energizado devido a falhas no isolamento ou por um defeito interno do equipamento. Preenche corretamente a lacuna a seguinte alternativa: (A) Choque por contato indireto. (B) Curto-circuito. (C) Arco elétrico. (D) Choque por contato direto. (E) Aterramento. 9. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, nos trabalhos em instalações elétricas, quando as medidas de proteção coletiva forem tecnicamente inviáveis ou insuficientes para controlar os riscos, devem ser adotados equipamentos de proteção individuais específicos e adequados às atividades desenvolvidas. NÃO corresponde a um equipamento de proteção individual contra choques elétricos: (A) Luva isolante de borracha. (B) Vestimenta de proteção tipo condutiva. (C) Luva de cobertura para proteção da luva isolante de borracha. (D) Calçado de segurança com solado de borracha. (E) Capacete de segurança.
  95. 95. 94 10. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 6, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Equipamento de Proteção Individual, o EPI, de fabricação nacional ou importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado se possuir: (A) A Nota Fiscal. (B) O Certificado de Aprovação. (C) A Marca do Fabricante. (D) O Selo do Inmetro. (E) O Certificado de Qualidade. 11. Qual é a parte do capacete de segurança constituído de armação plástica, semi- elástica, que separa o casco do couro cabeludo e tem a finalidade de absorver a energia do impacto? (A) Celeron. (B) Jugular. (C) Casco. (D) Viseira. (E) Carneira. 12. Qual é a principal função do Equipamento de Proteção Individual (EPI)? (A) Evitar o acidente do trabalho. (B) O seu uso evita que o trabalhador seja punido. (C) Evitar a doença ocupacional. (D) Evitar ou amenizar a lesão causada pelo acidente. (E) Não deve incomodar o trabalhador durante sua jornada de trabalho. 13. Nos trabalhos em altura em que haja risco de queda do trabalhador, é necessária a utilização do cinto de segurança tipo paraquedista. A partir de qual altura do piso, em metros, esse tipo de cinto deve ser utilizado? (A) 2,10 (B) 1,60 (C) 2,00 (D) 3,00 (E) 1,80 14. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 6, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Equipamento de Proteção Individual, cabe ao empregador quanto ao EPI, EXCETO: (A) Orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e conservação. (B) Responsabilizar-se pela guarda e conservação. (C) Adquirir o adequado ao risco de cada atividade. (D) Exigir seu uso. (E) Substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado.
  96. 96. 95 15. O Certificado de Aprovação (CA) é um atestado expedido pelo ________________________ que garante a qualidade e funcionalidade dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e é representado por um número. Preenche corretamente a lacuna a seguinte alternativa: (A) Agência Nacional de Vigilância Sanitária. (B) Inmetro. (C) Fabricante do Equipamento de Proteção Individual. (D) Ministério do Trabalho e Emprego. (E) Delegacia Regional do Trabalho. 16. A luva isolante de borracha é um equipamento de proteção individual de vital importância nos trabalhos em circuito elétrico energizado. A luva da classe 3 é representada na tarja pela cor: (A) Verde. (B) Bege. (C) Vermelha. (D) Branca. (E) Amarela. 17. O _______________________ é o contato acidental de uma pessoa em uma parte da instalação elétrica que esteja energizada. Preenche corretamente a lacuna a seguinte alternativa: (A) Choque por contato indireto. (B) Arco elétrico. (C) Sobrecarga de longa duração. (D) Curto-circuito. (E) Choque por contato direto. 18. O _______________________ é uma descarga elétrica produzida quando ocorre um curto-circuito ou durante a abertura de uma chave. Preenche corretamente a lacuna a seguinte alternativa: (A) Curto-circuito. (B) Choque por contato indireto. (C) Arco elétrico. (D) Choque por contato direto. (E) Sobrecarga de longa duração. 19. Qual é a principal finalidade do aterramento em instalações elétricas? (A) Evitar que os equipamentos queimem na falta de energia elétrica. (B) Proteção das pessoas contra choques elétricos. (C) Criar um caminho de alta resistência para as correntes de fuga para a terra. (D) Proteção dos equipamentos contra descargas atmosféricas. (E) Proteger os condutores de um circuito elétrico contra os efeitos de um curto-circuito e um equipamento elétrico contra os efeitos de uma sobrecarga de longa duração.
  97. 97. 96 20. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, devem ser previstas e adotadas medidas de proteção coletiva nos serviços executados em instalações elétricas. Nesse contexto, a medida de proteção coletiva prioritária é: (A) A desenergização elétrica. (B) O obstáculo. (C) O extintor de incêndio. (D) O detector de tensão. (E) A isolação das partes vivas. 21. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, somente serão consideradas desenergizadas as instalações elétricas liberadas para trabalho, mediante os procedimentos apropriados, obedecida a sequência abaixo: I- Instalação de aterramento temporário com equipotencialização dos condutores dos circuitos. II - Seccionamento. III - Proteção dos elementos energizados existentes na zona controlada. IV - Impedimento de reenergização. V - Instalação da sinalização de impedimento de reenergização. VI - Constatação da ausência de tensão. Assinale a alternativa correta: (A) II, VI, V, I, III e IV. (B) IV, II, VI, I, III e V. (C) II, IV, VI, III, I e V. (D) I, IV, V, III, II e VI. (E) II, IV, VI, I, III e V. 22. De acordo com a Norma Regulamentadora nº 10, do Ministério do Trabalho e Emprego, que trata sobre Segurança em Instalações e Serviços em Eletricidade, em todos os serviços executados em instalações elétricas devem ser previstas e adotadas, prioritariamente, medidas de proteção coletiva aplicáveis, mediante procedimentos, às atividades a serem desenvolvidas, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores. São exemplos de equipamentos de proteção coletiva, EXCETO: (A) Isolação das partes vivas. (B) Luva isolante de borracha. (C) Barreira. (D) Placas de sinalização. (E) Dispositivo de bloqueio e etiqueta de sinalização de bloqueio.

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