Aula emergencias psiquiatricas

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Aula emergencias psiquiatricas

  1. 1. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS
  2. 2. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS CONCEITO “A EMERGÊNCIA PSQUIÁTRICA OCORRE EM MOMENTOS AGUDOS NOS DIVERSOS QUADROS PSIQUIÁTRICOS EM AMBIENTE EXTERNO OU HOSPITALAR”
  3. 3. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS Identificação  QUAIS SÃO AS CARACTERÍSTICAS DIFERENCIADORAS DA EMERGÊNCIA PSIQUIÁTRICA?
  4. 4. Fácies de desespero; Choro incontido; Descarrilhamento de idéias; Verbalização com cunho violento; Premeditação/promessa de agressão; Intimidação ao profissional ou à outrem; Agressividade recente ou da HDA; Auto-agressividade e auto-mutilação; Inquietação; Silêncio absoluto “repentino”, Tentativa de homicídio/homicídio (psicose puerperal).
  5. 5. Quando, onde, como e porquê Quando: A qualquer momento Onde: Em qualquer lugar Como: Não há delimitação fixa Porquê: Por fatores explicáveis ou não cientificamente
  6. 6. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS PRINCIPAIS EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS  TRANSTORNOS PSICÓTICOS  TRANSTORNOS DO HUMOR  TRANSTORNOS DA ANSIEDADE (PÂNICO)  DEPENDÊNCIA QUÍMICA  QUADROS DEMENCIAIS  RETARDO MENTAL  TRANSTORNOS ALIMENTARES  SIMULAÇÃO
  7. 7. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS AMBIENTE E FATORES DE RISCO DA EMERG. PSIQUIÁTRICA  ARRUMAÇÃO DO SET DA EMERGÊNCIA  ARRUMAÇÃO DO SET DA SALA DE ATENDIMENTO  OBJETOS SOLTOS  DESATENÇÃO DA EQUIPE  PRONTIFICAÇÃO DO MATERIAL P/ SOS.
  8. 8. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS Analisando o paciente  IMPRESSÃO DO PACIENTE  FALA  OLHAR  GESTOS
  9. 9. • POSTURA DO PROFISSIONAL • SINCRONIA DA EQUIPE DE EMERGÊNCIA • ABORDAGEM AO PACIENTE • IMOBILIZAÇÃO DO PACIENTE E CONTENÇÃO MECÂNICA E QUÍMICA • LINGUAGEM DA EMERGÊNCIA EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS
  10. 10. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS  SINCRONIA DA EQUIPE DE EMERGÊNCIA  DISTRIBUIÇÃO NO AMBIENTE  ATENÇÃO DUPLA  CONDUTOR/DISTRATOR  ATUAÇÃO
  11. 11. Situações especiais: Pacientes Agressivos/Agitados  Não enfrentem.  Avaliem e coletem informações com familiares.  Solicitem o auxílio dos seguranças sempre que necessário.
  12. 12. Tratamento farmacológico para pacientes agitados, agressivos e psicóticos ANTIPSICOTICOS : Haloperidol - Ainda é a mais segura droga à disposição, com baixo comprometimento das funções cardíacas e respiratórias - Efeito negativo: possível impregnação neuroléptica; medicamentos atenuantes destes sintomas colaterais (biperideno e prometazina). - Em alguns casos pode ser associado à prometazina para efeito sedativo maior, ou evitar efeitos extra piramidais .
  13. 13. CLORPROMAZINA • Maior poder de sedação do paciente. • Maior risco de depressão respiratória e hipotensão ortostática. • Uso com observação rigorosa do paciente. • Risco aumentado quando usado por via endovenosa • Muito usado em quadros onde a sedação é mais necessária; agitação psicomotora intensa com auto e hetero agressividade (quadros de origem psicótica).
  14. 14. PACIENTE DEPRESSIVOS  Investigação ativa do entrevistador  Comportamentos suicidas : Ideação suicida, tentativa de suicídio, desejo de morrer x desejo de chamar atenção, suicídio  Fatores relevantes: Intenção, letalidade e conhecimentos sobre métodos.  Fatores de risco: desesperança, história de tentativas anteriores, história familiar
  15. 15. Tratamento para pacientes ansiosos - Tentativa de abordagem verbal, - Técnicas de relaxamento, - Benzodiazepínico oral , de preferência de curta ação.
  16. 16. USUÁRIOS DE ÁLCOOL EUSUÁRIOS DE ÁLCOOL E OUTRAS DROGAS.OUTRAS DROGAS.
  17. 17. Tratamento para usuários de álcool e outras drogas  INTOXICAÇAO POR ÁLCOOL: - Se possível deixar em locais calmos e longe de estímulos. - Observar: sinais de rebaixamento de consciência , sinais vitais, glicemia . - Em casos de coma alcoólico , suporte clinico.
  18. 18. O QUE NÃO FAZER!!!!! (intoxicação) - Glicose EV, sem critério = risco de Síndrome de Wernick-Korsakov. - Evitar benzodiazepínico pela ação cruzada e pelo risco de rebaixamento de consciência, caso seja necessário medicar, preferir antipsicóticos.
  19. 19. INTOXICAÇÃO POR OUTRAS DROGAS • Barbitúricos( Fenobarbital): rebaixamento da consciência, torporosidade, coma ,UTI. Lavagem gástrica , carvão ativado • Estimulantes ( anfetaminas , cocaína, crack ): ação simpaticomimética ( pupilas dilatadas,boca seca , hipertermia,taquicardia,sudorese,agitados, ansiosos). Suporte clinico,tratar agitação, risco de IAM. • Perturbadores do SNC: Lsd ,maconha, ecstasy, inalantes. Quadros de ansiedade ate quadros de psicose.
  20. 20. Postura do Profissional Calmo porém firme, Sem pressa, escuta paciente respeitando o silêncio do paciente Acatar pedidos simples do paciente: (ex.: não permitir que a família entre no consultório) Demonstrar interesse na história do paciente e não duvidar ou dizer que o que o paciente diz não é real.
  21. 21. Sincronia da Equipe Pelo menos três profissionais: Médico e dois enfermeiros Entrosamento da equipe e posicionamento adequado Conhecer a linguagem da emergência Saber exatamente onde se encontram os materiais e medicamentos do posto de enfermagem
  22. 22. Abordagem de Enfermagem ao Paciente Movimentos lentos Deixar preferencialmente as mãos à mostra Manter alerta constante Paciência Avaliar a necessidade de solicitar à familiares que se ausentem Agilidade Não competir com o paciente
  23. 23. Tipos de intervençãoTipos de intervenção Contenção verbal Contenção mecânica Contenção química O paciente tem o direito de receber o tratamento menos restritivo e invasivo possível, apropriado a necessidades de segurança da equipe, suas e de terceiros.
  24. 24. Posição das ataduras para contenção. Na região do tórax usar lençol de preferência. Só usar contenção em tórax em caso de extrema necessidade.
  25. 25. Leito pronto para receber usuário para ser contido. Lençol para contenção de tórax e pélvico, atadura e algodão.
  26. 26.   Algodão ortopédico para proteção da pele.
  27. 27. Contenção em região pélvica deve ser usada com dois lençóis, um que já estará na cama e outro sobre o usuário. A mesma técnica poderá ser usada nos joelhos.
  28. 28. A técnica de contenção de tórax é a mesma da região pélvica com lençol. Devendo lembrar que o uso inspira muitos cuidados e o mínimo de tempo possível. Os sinais vitais deverão ser verificados a cada 15 minutos.
  29. 29. Contenção de punho com algodão ortopédico e atadura. Nunca usar atadura sem proteger a pele do usuário com algodão ou outro tecido.
  30. 30. Contenção de pé com a mesma técnica de punho.
  31. 31. Pode-se usar a contenção de pé com lençol conforme figura.
  32. 32. ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM: Administrar e/ou auxiliar na alimentação do usuário dependente; Acompanhar e encaminhar o usuário em atividades recreativas, oficinas de produção e de terapia ocupacional; Acompanhar e transportar usuários em caso de alta hospitalar e transferência; Acompanhar e transportar usuários que serão submetidos a consultas e exames em outras unidades; Acompanhar o usuário e registrar em prontuário sua evolução; Acompanhar os usuários nas Atividades de Vida Diária e Atividades de Vida Prática; Aplicar normas de biossegurança; Atender e orientar usuários, familiares e comunidade de forma humanizada; Auxiliar no controle de psicotrópicos e entorpecentes;
  33. 33. ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM: Colaborar em estudos e pesquisas científicas na área de saúde; Comunicar ao enfermeiro e registrar evasão no prontuário e relatório de enfermagem; Comunicar e realizar busca ativa dos usuários evadidos; Cooperar com o Serviço de Controle de Infecção Hospitalar na adoção de medidas de prevenção e controle; Coordenar ou participar de atividades terapêuticas de caráter grupal e/ou individual com usuários, familiares e técnicos; Coordenar ou participar de oficinas terapêuticas de capacitação e produção; Cumprir a prescrição médica e de enfermagem; Cumprir e fazer cumprir normas e rotinas da Instituição; Cumprir e fazer cumprir o Código de Ética e a Legislação de Enfermagem;
  34. 34. ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM: Detectar alterações do usuário, comunicar ao enfermeiro e anotar no prontuário; Encaminhar e acompanhar o usuário na reavaliação médica; Estabelecer relação de ajuda com o usuário e o familiar; Estimular a autonomia e autocuidado do usuário; Identificar casos de infestação e realizar medidas de prevenção e controle; Manter a ordem da unidade no que diz respeito à área física, equipamentos e materiais; Observar rigorosamente os usuários com risco de evasão; Observar rigorosamente os usuários com risco de suicídio e os que apresentam agitação psicomotora; Organizar e participar de eventos sociais e culturais que visem a ressocialização do usuário e a integração entre o serviço e a comunidade;
  35. 35. Orientar o usuário e realizar coleta de material para exame conforme rotina; Orientar e observar o usuário para o jejum, realizar o preparo quando necessário em casos de exames clínicos; Orientar o usuário e os familiares na ocasião da licença ou alta hospitalar; Orientar usuários e acompanhantes no sentido de minimizar ansiedade, insegurança e angústia decorrentes da internação; Participar da educação em saúde voltada para usuários, familiares e comunidade; Participar da educação em serviço através de cursos, treinamentos e outros; Participar das atividades de passagem de plantão de acordo com a rotina; Participar das discussões de casos clínicos; ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM:
  36. 36. ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM: Participar de reuniões interdisciplinares; Participar junto com a equipe interdisciplinar da elaboração do plano terapêutico individualizado; Participar nos procedimentos de admissão orientando o usuário e familiares para o tratamento e as rotinas da unidade; Prestar assistência à comunidade em situações de emergência e calamidade; Preparar e administrar medicamentos por via oral, parenteral e tópica; Prestar/auxiliar e orientar cuidados de higiene e conforto ao usuário Promover ambiente seguro, confortável e silencioso ao usuário; Promover ambiente terapêutico para o usuário; Promover conforto e segurança do usuário; Promover cuidados específicos para os usuários em restrição mecânica;
  37. 37. ATRIBUIÇÕES DO TÉCNICO DE ENFERMAGEM: Promover cuidados visando a manutenção da integridade física do usuário; Realizar e/ou auxiliar na contenção mecânica do usuário; Realizar limpeza, desinfecção e esterilização dos diversos materiais da unidade; Realizar visita domiciliar e institucional; Registrar diariamente os procedimentos desenvolvidos em relatório de enfermagem; Respeitar e promover a privacidade do usuário; Verificar sinais vitais; Zelar pelo bom uso dos materiais de consumo e equipamentos evitando desperdício e utilização inadequada; Zelar pelos bens patrimoniais da Instituição.
  38. 38. EMERGÊNCIAS PSIQUIÁTRICAS “O TREINAMENTO, COORDENAÇÃO E EMPENHO DA EQUIPE TEM IMPORTÂNCIA FUNDAMENTAL PARA O ATENDIMENTO EFICAZ E COM RISCOS MÍNIMOS PARA O PACIENTE E À EQUIPE DA EMERGÊNCIA”

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