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REHFELD, A. “A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial” Revista de Gestalt – 2000, Sedes
                       Sapientiae. [publicado com autorização do autor]


       A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial
                                         Ari Rehfeld

                                 Publicado na Revista de Gestalt – 2000, Sedes Sapientiae


Vamos morrer. Todos nós vamos morrer. Alguns mais cedo, outros mais tarde.
Todo dia estamos mais próximos deste ponto de chegada.
Esta é a Segunda verdade fundamental de todo homem; a primeira é: eu sou , melhor
dito: estou sendo. A Segunda: vou deixar de ser.

Frente a isto:
• posso esperar uma boa morte
• posso acreditar numa vida após a morte
• estas crenças podem diminuir um pouquinho a angústia frente à morte.
• Posso querer deixar alguma coisa, como tentativa de lidar com minha finitude (busca
da imortalidade)
• Posso tentar esquecer, mas não consigo por muito tempo.

Seja qual for a nossa reação, torna-se uma necessidade imperiosa a busca de um sentido
(significado) para este tempo que nos resta.

Praticamente toda a psicopatologia pode ser pensada a partir de três derivações desta
verdade fundamental: vou deixar de ser.

   1. Falta de um sentido (questão existencial)
   2. Restrição muito grande de um único sentido existente (neuroses)
   3. Distúrbio na relação com meu tempo.(patologias graves – psicoses)
      (Exemplo: depressão : perturbação na apreensão do tempo, na faculdade de
      antecipação . – amputação do futuro-)

Estas três derivações são responsáveis por:
• Sofrimento
• Necessidade de nos compreendermos
• A questão da escolha

Escolhas, sofrimento e auto-compreensão, são o que legitima o trabalho do analista
existencial ou do psicoterapeuta fenomenológico existencial.

Albert Einstein disse certa vez: “qual o sentido da vida humana?
Perguntais: porque precisamos formular esta questão?
Eu respondo: o homem que considera sem sentido a sua vida é, não somente infeliz,
mas também, incapaz de lutar para viver. ”

Muitos pacientes sofrem em razão de um sentimento de profunda falta de sentido. O que
os oprime é a vivência de um vazio. O paciente não sabe ao certo o que quer. Do ponto
de vista macro, qual a conseqüência?


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REHFELD, A. “A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial” Revista de Gestalt – 2000, Sedes
                       Sapientiae. [publicado com autorização do autor]


Ou ele quer aquilo que os outros fazem, o que é conformismo... ou ao contrário, faz
apenas aquilo que os outros querem, o que querem dele. Neste caso teremos o
totalitarismo. (Frankel- uma casuística para médicos).

Kant afirma: “o vazio percebido por si mesmo provoca o pressentimento de uma morte
paulatina. (Antropologia, sob o aspecto pragmático).

Qual o papel do terapeuta? Mas antes disso, quem é o terapeuta?

Interessante recorrer à etimologia e à história do termo/conceito terapeuta, pois para a
fenomenologia o terapeuta tem uma atribuição muito próxima a sua significação de
origem.

Terapia vem do grego _TERAPEIA_____________ que significa cuidado e cura.
Terapeuta é aquele que cuida, no sentido de curar algum mal, no sentido de reparação.

Mas existe um outro sentido, cuja origem é anterior ao grego e o influencia fortemente
que advém do hebraico, através da palavra __TERUFÁ____________ que também
significa cuidado e cura, mas com um sentido eminentemente preventivo e prospectivo.
Cabe ao “médico”-terapeuta (Deus é o primeiro médico) não somente curar, mas agir de
tal modo que a doença não possa se instalar no homem. Nesta perspectiva, a do
hebraico, que é absorvida pelo grego, cabe ao terapeuta cuidar do ser e ensiná-lo a
cuidar de si e não somente tratar da doença.

TERUFÁ____________ contém a palavra Ruach (explicar as raízes em hebraico) que
significa Sopro, palavra esta extremamebte importante, pois, com um sopro Deus dá
vida, anima – põe alma no corpo .(Gênesis, criação de Adão).

Vejam que interessante: Filon, filósofo judeu com uma grande influência grega,
descreve o primeiro grupo de terapeuta de que se tem conhecimento. Imaginem! Em
Alexandria, no século I, época de Jesus.
Uma confraria de filósofos que se autodenominam terapeutas, em contraposição aos
médicos Iatriqué. Iatriqué? Falamos muito ainda hoje Iatriqué. Exemplo: pediátrico,
psiquiátrico.

Os Iatriqué trabalham o corpo e a alma pelo corpo, enquanto os terapeutas tratam
corpo e alma através da alma.

O papel do terapeuta é o de desatar os nós da alma, estes entraves à vida. Dar espaço ao
sopro, respirar, cuidar do desabrochar da alma, cuidar do ser e ensiná-lo a cuidar de si.(
para maior conhecimento ver 1- “Bibliothérapie” de Marc-Allain Ouaknin e 2 - “Philon
et les térapeutes d’Alexandrie” de Jean-Yves Leloup)



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“Numa prática clínica fenomenológico-existencial, o papel do terapeuta é cuidar do
ser, isto é, essencialmente cuidar da liberdade e da abertura que provoca uma
linguagem em movimento.
O terapeuta deve assim, cuidar em desfazer não somente “os nós da alma” que são
um entrave à vida e à inteligência criadora, mas também os “nós da linguagem”
palavras encerradas na prisão de um sentido único.”1
Citando meu amigo David Cytrynowicz (revista nr.4- Dasein).

“Portanto é tarefa primordial do terapeuta zelar pelo desabrochar da riqueza humana,
isto é, estar constantemente atento para o desvelamento do poder ser próprio de cada
paciente. Não é o terapeuta quem deve indicar o que é próprio de cada paciente – isto é
até um contrasenso ao sentido mesmo de próprio – O terapeuta deve atuar como um
jardineiro que cultiva uma planta. O jardineiro não produz a planta como se produz um
automóvel, não cria a terra nem a semente, nem planeja os passos que devem ser
seguidos pela planta para atingir a maturidade, florir e frutificar. Ele somente cria
melhores condições de solo, abriga a muda quando muito pequena, contra condições
climáticas adversas, protege-a na medida do possível contra os insetos, livra-lhe a área
de crescimento para que ela não morra por falta de espaço ou luz. Mas não é ele que a
faz crescer. O crescimento da planta é dela própria. É ela que absorve o alimento do
solo e principalmente é ela quem deita suas raízes próprias.

Da mesma forma, não é o terapeuta quem cria o indivíduo, nem quem o molda ou
modifica, ele somente acompanha ......” e cuida. “....o terapeuta deve auxiliar o paciente
a desvelar as próprias possibilidades. No entanto, estas possibilidades não são ilimitadas
e isso nunca deve ser esquecido. Alguém somente pode se desenvolver enquanto o
homem que é. Desta forma a atuação do terapeuta é limitada não somente pela sua
própria condição, mas também pelas possibilidades do paciente.

Se alguém responde ou não por suas possibilidades, não é algo que pode ser certificado
de fora. E se cabe a cada homem ser o guardião do próprio destino, cabe ao terapeuta,
constantemente, alertá-lo para esta tarefa.
Mas...., cuidado! “Aquele que está à procura de gratidão e fama, que quiser ser diante
de si mesmo e dos outros o bem sucedido, eficaz, para quem sucumbe uma
doença”....não encontrará o homem seu paciente. Não será capaz de reconhecer seu
caráter meramente auxiliar e portanto não será capaz de ajudar a superar o abismo entre
o Idios Kosmos (próprio mundo) e o Koinos Kosmos (mundo com os outros) . (ver
Christian Schaarfetter – Dasein 3)

Aos ávidos de resultados imediatos peço que escutem esta fala de Rilke(Reiner Maria)
em “Cartas a um jovem poeta”: “Com efeito, em última análise, é precisamente nas
coisas mais profundas e importantes que estamos indivisivelmente sós e, para que um
possa aconselhar, ou mesmo ajudar a outro, muito deve acontecer; muitos sucessos
favoráveis devem ocorrer; toda uma constelação de eventos se deve reunir para que uma


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única vez se alcance um resultado feliz”.

Por fim, acredito que a psicoterapia tem um caráter libertador. Evidentemente, o termo
libertação não é isento de conotações ideológicas, podendo de fato ser definido de
formas bastante diversas. Falo então da liberdade no sentido de propiciar ao outro a
possibilidade de dispor mais facilmente de si.

É evidente que a libertação total não é possível, uma utopia que deve ser afastada tanto
do paciente quanto do terapeuta. Emprego libertação no sentido de experimentar-se em
novas formas de ser para não ficar restrito a uma única forma de estar aí, o que causa
sofrimento.

Quando o outro consegue finalmente se libertar de uma única e restrita forma de ser,
podendo reconstruir ao nível do sentido sua história, e vivenciar-se livre para poder
experimentar novas formas de ser ou novos significados para sua existência, torna-se
então possível a separação deste encontro de tamanha intimidade. Esta separação realça
a constante presença da morte, e exige, por isso mesmo, todo cuidado para que seu
processo seja fecundo e não resulte novamente numa restrição. Qual? A de aí no
encontro psicoterápico residir a única possibilidade de novas resignificações.

Para terminar, uma recomendação aos pacientes, outra aos nossos alunos e, por último,
a todos nós.

Aos pacientes quero citar o antigo rabino Nachman de Braslav que disse: “Nunca
pergunte o seu caminho a alguém que o conheça, pois você não poderá se perder.”

Aos alunos, um antigo pensador japonês Bashô: “Não siga os antigos, procure o que
eles procuraram”.

E a todos nós, a Mafalda: “A mim coube ser eu !”

Obrigado,


* Palestra proferida por Ari Rehfeld, no dia 03 de junho de 2000, por ocasião do
encontro de Gestalt terapia :Gestalt na Ilha II




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A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial

  • 1. REHFELD, A. “A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial” Revista de Gestalt – 2000, Sedes Sapientiae. [publicado com autorização do autor] A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial Ari Rehfeld Publicado na Revista de Gestalt – 2000, Sedes Sapientiae Vamos morrer. Todos nós vamos morrer. Alguns mais cedo, outros mais tarde. Todo dia estamos mais próximos deste ponto de chegada. Esta é a Segunda verdade fundamental de todo homem; a primeira é: eu sou , melhor dito: estou sendo. A Segunda: vou deixar de ser. Frente a isto: • posso esperar uma boa morte • posso acreditar numa vida após a morte • estas crenças podem diminuir um pouquinho a angústia frente à morte. • Posso querer deixar alguma coisa, como tentativa de lidar com minha finitude (busca da imortalidade) • Posso tentar esquecer, mas não consigo por muito tempo. Seja qual for a nossa reação, torna-se uma necessidade imperiosa a busca de um sentido (significado) para este tempo que nos resta. Praticamente toda a psicopatologia pode ser pensada a partir de três derivações desta verdade fundamental: vou deixar de ser. 1. Falta de um sentido (questão existencial) 2. Restrição muito grande de um único sentido existente (neuroses) 3. Distúrbio na relação com meu tempo.(patologias graves – psicoses) (Exemplo: depressão : perturbação na apreensão do tempo, na faculdade de antecipação . – amputação do futuro-) Estas três derivações são responsáveis por: • Sofrimento • Necessidade de nos compreendermos • A questão da escolha Escolhas, sofrimento e auto-compreensão, são o que legitima o trabalho do analista existencial ou do psicoterapeuta fenomenológico existencial. Albert Einstein disse certa vez: “qual o sentido da vida humana? Perguntais: porque precisamos formular esta questão? Eu respondo: o homem que considera sem sentido a sua vida é, não somente infeliz, mas também, incapaz de lutar para viver. ” Muitos pacientes sofrem em razão de um sentimento de profunda falta de sentido. O que os oprime é a vivência de um vazio. O paciente não sabe ao certo o que quer. Do ponto de vista macro, qual a conseqüência? www.fenoegrupos.com Página 1
  • 2. REHFELD, A. “A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial” Revista de Gestalt – 2000, Sedes Sapientiae. [publicado com autorização do autor] Ou ele quer aquilo que os outros fazem, o que é conformismo... ou ao contrário, faz apenas aquilo que os outros querem, o que querem dele. Neste caso teremos o totalitarismo. (Frankel- uma casuística para médicos). Kant afirma: “o vazio percebido por si mesmo provoca o pressentimento de uma morte paulatina. (Antropologia, sob o aspecto pragmático). Qual o papel do terapeuta? Mas antes disso, quem é o terapeuta? Interessante recorrer à etimologia e à história do termo/conceito terapeuta, pois para a fenomenologia o terapeuta tem uma atribuição muito próxima a sua significação de origem. Terapia vem do grego _TERAPEIA_____________ que significa cuidado e cura. Terapeuta é aquele que cuida, no sentido de curar algum mal, no sentido de reparação. Mas existe um outro sentido, cuja origem é anterior ao grego e o influencia fortemente que advém do hebraico, através da palavra __TERUFÁ____________ que também significa cuidado e cura, mas com um sentido eminentemente preventivo e prospectivo. Cabe ao “médico”-terapeuta (Deus é o primeiro médico) não somente curar, mas agir de tal modo que a doença não possa se instalar no homem. Nesta perspectiva, a do hebraico, que é absorvida pelo grego, cabe ao terapeuta cuidar do ser e ensiná-lo a cuidar de si e não somente tratar da doença. TERUFÁ____________ contém a palavra Ruach (explicar as raízes em hebraico) que significa Sopro, palavra esta extremamebte importante, pois, com um sopro Deus dá vida, anima – põe alma no corpo .(Gênesis, criação de Adão). Vejam que interessante: Filon, filósofo judeu com uma grande influência grega, descreve o primeiro grupo de terapeuta de que se tem conhecimento. Imaginem! Em Alexandria, no século I, época de Jesus. Uma confraria de filósofos que se autodenominam terapeutas, em contraposição aos médicos Iatriqué. Iatriqué? Falamos muito ainda hoje Iatriqué. Exemplo: pediátrico, psiquiátrico. Os Iatriqué trabalham o corpo e a alma pelo corpo, enquanto os terapeutas tratam corpo e alma através da alma. O papel do terapeuta é o de desatar os nós da alma, estes entraves à vida. Dar espaço ao sopro, respirar, cuidar do desabrochar da alma, cuidar do ser e ensiná-lo a cuidar de si.( para maior conhecimento ver 1- “Bibliothérapie” de Marc-Allain Ouaknin e 2 - “Philon et les térapeutes d’Alexandrie” de Jean-Yves Leloup) www.fenoegrupos.com Página 2
  • 3. REHFELD, A. “A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial” Revista de Gestalt – 2000, Sedes Sapientiae. [publicado com autorização do autor] “Numa prática clínica fenomenológico-existencial, o papel do terapeuta é cuidar do ser, isto é, essencialmente cuidar da liberdade e da abertura que provoca uma linguagem em movimento. O terapeuta deve assim, cuidar em desfazer não somente “os nós da alma” que são um entrave à vida e à inteligência criadora, mas também os “nós da linguagem” palavras encerradas na prisão de um sentido único.”1 Citando meu amigo David Cytrynowicz (revista nr.4- Dasein). “Portanto é tarefa primordial do terapeuta zelar pelo desabrochar da riqueza humana, isto é, estar constantemente atento para o desvelamento do poder ser próprio de cada paciente. Não é o terapeuta quem deve indicar o que é próprio de cada paciente – isto é até um contrasenso ao sentido mesmo de próprio – O terapeuta deve atuar como um jardineiro que cultiva uma planta. O jardineiro não produz a planta como se produz um automóvel, não cria a terra nem a semente, nem planeja os passos que devem ser seguidos pela planta para atingir a maturidade, florir e frutificar. Ele somente cria melhores condições de solo, abriga a muda quando muito pequena, contra condições climáticas adversas, protege-a na medida do possível contra os insetos, livra-lhe a área de crescimento para que ela não morra por falta de espaço ou luz. Mas não é ele que a faz crescer. O crescimento da planta é dela própria. É ela que absorve o alimento do solo e principalmente é ela quem deita suas raízes próprias. Da mesma forma, não é o terapeuta quem cria o indivíduo, nem quem o molda ou modifica, ele somente acompanha ......” e cuida. “....o terapeuta deve auxiliar o paciente a desvelar as próprias possibilidades. No entanto, estas possibilidades não são ilimitadas e isso nunca deve ser esquecido. Alguém somente pode se desenvolver enquanto o homem que é. Desta forma a atuação do terapeuta é limitada não somente pela sua própria condição, mas também pelas possibilidades do paciente. Se alguém responde ou não por suas possibilidades, não é algo que pode ser certificado de fora. E se cabe a cada homem ser o guardião do próprio destino, cabe ao terapeuta, constantemente, alertá-lo para esta tarefa. Mas...., cuidado! “Aquele que está à procura de gratidão e fama, que quiser ser diante de si mesmo e dos outros o bem sucedido, eficaz, para quem sucumbe uma doença”....não encontrará o homem seu paciente. Não será capaz de reconhecer seu caráter meramente auxiliar e portanto não será capaz de ajudar a superar o abismo entre o Idios Kosmos (próprio mundo) e o Koinos Kosmos (mundo com os outros) . (ver Christian Schaarfetter – Dasein 3) Aos ávidos de resultados imediatos peço que escutem esta fala de Rilke(Reiner Maria) em “Cartas a um jovem poeta”: “Com efeito, em última análise, é precisamente nas coisas mais profundas e importantes que estamos indivisivelmente sós e, para que um possa aconselhar, ou mesmo ajudar a outro, muito deve acontecer; muitos sucessos favoráveis devem ocorrer; toda uma constelação de eventos se deve reunir para que uma www.fenoegrupos.com Página 3
  • 4. REHFELD, A. “A Prática Clínica Fenomenológico-Existencial” Revista de Gestalt – 2000, Sedes Sapientiae. [publicado com autorização do autor] única vez se alcance um resultado feliz”. Por fim, acredito que a psicoterapia tem um caráter libertador. Evidentemente, o termo libertação não é isento de conotações ideológicas, podendo de fato ser definido de formas bastante diversas. Falo então da liberdade no sentido de propiciar ao outro a possibilidade de dispor mais facilmente de si. É evidente que a libertação total não é possível, uma utopia que deve ser afastada tanto do paciente quanto do terapeuta. Emprego libertação no sentido de experimentar-se em novas formas de ser para não ficar restrito a uma única forma de estar aí, o que causa sofrimento. Quando o outro consegue finalmente se libertar de uma única e restrita forma de ser, podendo reconstruir ao nível do sentido sua história, e vivenciar-se livre para poder experimentar novas formas de ser ou novos significados para sua existência, torna-se então possível a separação deste encontro de tamanha intimidade. Esta separação realça a constante presença da morte, e exige, por isso mesmo, todo cuidado para que seu processo seja fecundo e não resulte novamente numa restrição. Qual? A de aí no encontro psicoterápico residir a única possibilidade de novas resignificações. Para terminar, uma recomendação aos pacientes, outra aos nossos alunos e, por último, a todos nós. Aos pacientes quero citar o antigo rabino Nachman de Braslav que disse: “Nunca pergunte o seu caminho a alguém que o conheça, pois você não poderá se perder.” Aos alunos, um antigo pensador japonês Bashô: “Não siga os antigos, procure o que eles procuraram”. E a todos nós, a Mafalda: “A mim coube ser eu !” Obrigado, * Palestra proferida por Ari Rehfeld, no dia 03 de junho de 2000, por ocasião do encontro de Gestalt terapia :Gestalt na Ilha II www.fenoegrupos.com Página 4