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Facto Patrimonial: toda a operação ou acontecimento que
imprime qualquer variação na composição e/ ou no valor do
património.


      - Permutativos – Aqueles que apenas alteram a
      composição do património [não alteram o valor do
      património (Situação Líquida)];

                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




(cont.)


      - Modificativos – Aqueles que alteram tanto a
      composição como o valor do património (Situação
      Líquida);




                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




                                                                        1
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Objectivo Principal da           Lucro                    Resultado
Empresa                          Prejuízo                 da
                                 Nulo                     empresa


Este resultado é a comparação entre um conjunto de
rendimentos e um conjunto de gastos, reflectido na
Demonstração de Resultados.
                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




Demonstração de Resultados:
Tem por finalidade apurar os resultados económicos (lucro
ou prejuízo) obtidos em cada exercício pela empresa,
através da comparação entre os rendimentos e os gastos.
Apresenta os resultados das operações de uma empresa
durante um determinado período. É um elemento de
avaliação económica.

                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




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             Demonstração de Resultados

       Gastos                           Rendimentos
-C.M.V.M.C                      -Vendas
-Forn.Serv. Externos            -Prestações Serviços
-Impostos                       -Variação da Produção
-Gastos com pessoal             -Trab.Próp.Entidade
-Perdas por imparidade          -Rendim.Suplementares
-Gastos de Dep. Amort.          -Sub.Exploração
Acumuladas                      -Outros Rend.Ganhos
-Provisões                      -Reversões
-Gastos Perdas Finan.           -juros, Div. O.R.Similares
                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




Contas de Gastos:
Recolhem as diminuições no património líquido da entidade
provenientes da actividade da empresa.
- Podem diferenciar-se em:
Gastos – diminuições do valor do património líquido de
uma entidade num dado período de tempo originadas por
consumos voluntários, associados a actividades da
mesma, de carácter ordinário.
                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




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Perdas- diminuições do património líquido de uma
entidade, associadas a actividades da mesma, que
representam consumos de carácter extraordinário.


          Geram diminuições na situação líquida




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Contas de Rendimentos:
Recolhem os aumentos do património líquido da entidade
derivados da sua actividade.
- Podem diferenciar-se em:
Réditos – aumentos do valor do património líquido de uma
entidade num dado período de tempo em consequência da
sua actividade, e associados às actividades de carácter
ordinário da mesma.
                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




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Ganhos- aumentos do valor do património líquido de uma
entidade em consequência da sua actividade e associados
às actividades de carácter extraordinário da mesma.


            Geram aumentos da situação líquida




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                                                   Rui Costa




Resultado
-Forma de Cálculo:
      •RLE = Rendimentos – Gastos
-Características:
      •É de natureza económica, evidenciando a utilização
      de recursos reais.
      •Permite conhecer a estrutura de custos incorridos
      numa determinada actividade.
                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




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Resultados:


Rendimentos > Gastos = > Resultado > 0, = Lucro


Rendimentos < Gastos = > Resultado < 0, = Prejuízo


Rendimentos = Gastos = > Resultado = 0, = Nulo

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Gastos:
-Custo das Mercadorias Vendidas
-Fornecimentos Serv. Externos
-Gastos com o pessoal                     Pagamentos
-Gastos Financeiros
-Depreciações e Amortizações
-Provisões

                                  Introdução à Contabilidade
                                                  Rui Costa




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Réditos:
-Vendas
-Prestações de Serviços
-Rendimentos Suplementares                  Recebimentos
-Subsídios à Exploração
-Rendimentos Financeiros
-Variação da Produção
-Trab. Para a PP Entidade
                                    Introdução à Contabilidade
                                                    Rui Costa
-Reversões




Contas de Gastos por Natureza:
-Custo das Mercadorias Vendidas e Mat. Consumidas
-Fornecimentos Serviços Externos
-Impostos
-Gastos com o pessoal
-Outros gastos e perdas
-Gastos de depreciações e amortizações
-Provisões do período
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                                                    Rui Costa
-Gastos e perdas de financiamento




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Contas de Rendimentos por Natureza:
-Vendas
-Prestações de Serviços
-Rendimentos Suplementares
-Outros Rendimentos e Ganhos
-Rendimentos e Ganhos de Financiamento
-Subsídios à Exploração

                                    Introdução à Contabilidade
                                                    Rui Costa




Na contabilidade os movimentos contabilísticos a débito ou
a crédito são efectuados em contas:
A Conta: Conjunto de elementos patrimoniais, com
características e natureza comum, expresso em
unidades de valor.
A conta constitui a base de toda a escrituração, dado que é
a partir dela que se desenvolve todo o trabalho
contabilístico.
                                    Introdução à Contabilidade
                                                    Rui Costa




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Partes constitutivas da conta


Título (denominação própria):


É a expressão por que se designa a conta. Deve ser
escolhido de tal forma que revele imediatamente a
natureza dos elementos que a compõem, isto é, nos dê a
conhecer o seu conteúdo.
                                     Introdução à Contabilidade
                                                     Rui Costa




Partes constitutivas da conta


Título (cont.):


Tem como finalidade identificar a conta e distingui-la de
todas as outras, pelo que será fixo e imutável. Deve ser
claro no que respeita à característica comum dos
elementos a que diz respeito.
                                     Introdução à Contabilidade
                                                     Rui Costa




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Valor - Extensão


- Corresponde ao valor apresentado pela conta, expresso
em unidades monetárias:
      - Deve ser fiável – deve corresponder à extensão
      dos elementos que abrange.
      - É o elemento variável da conta, dado que os
      elementos patrimoniais estão sujeitos a variações
                                     Introdução à Contabilidade
                                                     Rui Costa
      em resultado das operações.




(cont.)


A extensão de uma conta corresponde ao seu saldo, á
diferença entre o débito e o seu crédito.




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                                                     Rui Costa




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Requisitos da conta


-Homogeneidade
      • Uma conta deve incluir apenas os elementos que
      possuam as mesmas características. Todos os
      elementos da conta devem ter uma característica
      comum (ex: o dinheiro em cofre não pode estar
      registado em fornecedores)
                                   Introdução à Contabilidade
                                                   Rui Costa




Requisitos da conta (Cont.)


-Integralidade
      • Uma conta deve incluir todos os elementos que
      gozam da característica comum por ela definida,
      bem como as suas variações (ex: a conta de
      fornecedores deve englobar as dividas a pagar
      resultantes do fornecimento de bens e serviços
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                                                   Rui Costa
      correntes)




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Requisitos da conta (cont.)


Em suma, a conta deve ser “homogénea” e “integral”
dado que só poderá admitir movimentos com a respectiva
classe de valores, não excluindo qualquer deles.




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Representação gráfica


A conta, apresenta-se normalmente na forma de um T.


   Deve (Débito) D      Título da conta       Haver (Crédito) H

   Lado esquerdo                Lado direito
   -Variações aumentativas/      -Variações diminutivas/

    diminutivas                  aumentativas
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                                                          Rui Costa




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Representação gráfica (cont.)


Os valores registados no débito denominam-se débitos e
os registados no crédito denominam-se créditos.
-Debitar uma conta significa inscrever uma certa quantia
no lado do débito (lado esquerdo);
- Creditar uma conta é efectuar o registo dum valor no lado
do crédito (lado direito).
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                                                     Rui Costa




Representação gráfica (cont.)


A diferença entre o débito e o crédito de uma conta, no
momento considerado, chama-se saldo dessa conta.


Ao balancear uma conta, ou seja, ao comparar o seu débito
com o seu crédito, três hipóteses podem acontecer:

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                                                     Rui Costa




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Representação gráfica (cont.)


      D > C, o saldo diz-se devedor (Sd)
      D = C, o saldo diz-se nulo (So)
      D > C, o saldo diz-se credor (Sc)
Uma vez determinado o saldo, este adiciona-se ao lado
cuja soma for de menor valor, obtendo-se assim uma
igualdade entre os dois lados da conta.
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                                                    Rui Costa




Representação gráfica (cont.)


Atendendo às três hipóteses consideradas anteriormente,
teremos:
      D > C, Sd donde: D = C + Sd
      D = C, So donde: D = C
      D > C, Sc donde: D + Sc = C
Uma conta sem saldo, quando D = C, diz-se saldada.
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Representação gráfica (cont.)


O saldo da conta corresponde à sua extensão, ou valor,
num determinado momento.
Fechar uma conta corresponde a somar as colunas dos
valores do débito e do crédito – depois de as saldar
previamente – sublinhando com dois traços (trancando)
cada soma.
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                                                    Rui Costa




Representação gráfica (cont.)


Reabrir uma conta é inscrever o saldo na coluna do débito
se na conta fechada o mesmo era devedor; ou inscrever o
saldo na coluna do crédito, se na conta fechada o mesmo
era credor.



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                                                    Rui Costa




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Classificação das contas


-Contas simples, elementares ou divisionárias
(analíticas) - As que agrupam elementos com
características muito comuns e específicas e, portanto, não
comportam maior divisão;
-Contas complexas, colectivas ou gerais (sintéticas) –
As que agrupam contas simples ou elementares, ou que
                                      Introdução à Contabilidade
                                                      Rui Costa
nelas se subdividem.




Classificação das contas (cont.)

        Conta Sintética       Contas Analíticas
       Depósitos à ordem      Banco A
                              Banco B
                              Banco C
       Clientes               Pedro
                              João
                              Maria
       Fornecedores           Carlos Silva, Lda
                              Rodoviva, Lda
                              Serena, Lda

                                      Introdução à Contabilidade
                                                      Rui Costa




                                                                          16
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Classificação das contas (cont.)


As contas que são subdivisões de outras, chamam-se
subcontas ou contas divisionárias.


As contas dizem-se do 1º, 2º, 3º,…nésimo grau, conforme
sejam subdivisões de outras ou, inversamente, integrem
subdivisões.
                                     Introdução à Contabilidade
                                                     Rui Costa




Classificação das contas (cont.)


Partindo de uma conta colectiva, que se diz do 1º grau, as
suas subdivisões imediatas serão respectivamente do 2º,
3º,… nésimo grau.
                     1º grau

                     2º grau

                    3º grau



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Classificação das contas (cont.)

        Contas Colectivas Contas Divisionárias
             1º Grau       2º Grau              3º Grau
        Depósitos à ordem Banco A             Conta ABC
                          Banco B
                          Banco C
        Clientes           Nacionais            J.Fagundes
                           Estrangeiros         …….

        Mercadorias                       …….
                           Ventoinhas
                           Máquinas de Lavar
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Classificação das contas (cont.)


As contas podem ser:
Contas de balanço:
-De activo
-De passivo
-Mistas (podem ser representadas no activo e no passivo)
-De capital próprio
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Classificação das contas (cont.)
Contas de demonstração de resultados:
-Gastos
-Rendimentos
-Resultados
Contas de controlo:
-De compras
-De regularizações
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Classificação das contas (cont.)


a) Contas do Activo:
Caixa; Depósitos à ordem; Investimentos financeiros de
curto prazo; Clientes c/c; Empréstimos concedidos; Outros
devedores; Mercadorias; Investimentos financeiros; Activos
fixos tangíveis; Activos intangíveis.

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Classificação das contas (cont.)


b) Contas do Passivo:
Fornecedores c/c; Fornecedores – Titulos a pagar;
Financiamentos obtidos; Estado e outros entes públicos;
Outros credores; provisões.
c) Contas de Capital Próprio:
Capital; Reservas; Resultados.
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Classificação das contas (cont.)


d) Contas de Gastos por natureza:
Custo das mercadorias vendidas; Fornecimentos e serviços
externos; Gastos com o pessoal; Gastos de depreciação e
amortização.
e) Contas de rendimentos por natureza:
Vendas; Prestações de serviços.
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Classificação das contas (cont.)


f) Contas de redução de valores activos:
Depreciações e amortizações acumuladas; Imparidades
acumuladas.
g) Contas de diferimentos:
Gastos a reconhecer; Rendimentos a reconhecer.

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Caracterização:


As primeiras contabilidades conhecidas, as do Séc.XIII,
comportavam somente as contas de devedores, credores e
banqueiros, ou seja, contas de “pessoas”.
O método de registo contabilístico adoptado ficou então
conhecido por método das partidas simples ou unigrafia.

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Caracterização (cont.):


A unigrafia, consistia na inscrição em cada conta
(pessoal) dos movimentos que lhe respeitam, sem qualquer
interligação com inscrições feitas noutras contas.
O desenvolvimento histórico da técnica contabilística
conduziu à adopção de contas de coisas e de factos, que
leva à adopção do método das partidas dobradas ou
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digrafia.




O Método Digráfico


O método digráfico ou das partidas dobradas, baseia-se
no princípio de que, todo o débito numa conta origina o
crédito noutra ou noutras e vice-versa, isto é, cada facto
patrimonial determina um registo em duas ou mais contas,
por forma a que ao valor de cada débito (ou débitos)
corresponda sempre um crédito (ou créditos) de igual valor.
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O Método Digráfico (cont.)


- Facto contabilístico – Todo o facto que provoque
variação de duas ou mais contas integrantes do balanço.
- Contabilizar – determinado facto é determinar quais as
contas cuja extensão variou em virtude desse facto e
registar depois essas variações nos respectivos quadros
gráficos.
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Regras de movimentação de contas:


Contas do Activo:


-Debitam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos.
-Creditam-se pelas diminuições e pelo encerramento de
contas.

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Regras de movimentação de contas(cont.):


Contas do Passivo:


-Creditam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos.
-Debitam-se pelas diminuições e pelo encerramento de
contas.

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Regras de movimentação de contas (cont.):


Contas da Situação Líquida (Capital Próprio):


-Creditam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos.
-Debitam-se pelas diminuições e pelo encerramento de
contas.

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Regras de movimentação de contas (cont.):


Contas de Rendimentos:


-Creditam-se pelo reconhecimento dos rendimentos e
ganhos (aumentos).
-Debitam-se pelas diminuições e pela transferência de
saldos para apuramento de resultados.
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Regras de movimentação de contas(cont.):


Contas de Gastos:


-Debitam-se pelo reconhecimento dos gastos e perdas
(aumentos).
-Creditam-se pelas diminuições e pelas transferências de
saldos para apuramento de resultados.
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Em síntese, podemos dizer que no sistema de partidas
dobradas:


-A um débito (ou débitos) corresponde sempre um crédito
(ou créditos) de igual montante;
-A soma dos débitos é sempre igual à soma dos créditos;
-A soma dos saldos devedores é igual à soma dos saldos
credores.
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-A contabilização de qualquer facto patrimonial obedece
necessariamente a uma das quatro fórmulas digráficas
seguintes:
-Uma só conta debitada e uma só conta creditada;
-Uma só conta debitada e várias contas creditadas;
-Várias contas debitadas e uma só conta creditada;
-Várias contas debitadas e várias contas creditadas.

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                                                    Rui Costa




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Exemplo:


Registar nas respectivas contas, obedecendo ao princípio das partidas dobradas, as
operações correspondentes aos factos patrimoniais seguintes:


1- Compra, a crédito, de diversas mercadorias                                     10.000,00 €
2- Pagamento ao fornecedor F                                                      30.000,00 €
3- Venda, a prazo, ao cliente J.T. de mercadorias diversas                        35.000,00 €
4- O cliente J.T. paga metade da sua dívida                                       17.500,00 €




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Resolução:
             D   Compras    H                      D   Fornecedores c/c H
           10.000 €                                                        10.000 €
                                    Operação (1)




             D   Fornecedores c/c    H                 D     Caixa H
             30.000 €                                                30.000 €
                                    Operação (2)




                                                           Introdução à Contabilidade
                                                                           Rui Costa




                                                                                                       27
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Resolução:
             D   Clientes c/c   H                  D            Vendas                  H
         35.000 €                                                          35.000 €
                                    Operação (3)




             D          Caixa       H                  D     Clientes c/c H
             17.500 €                                                17.500 €
                                    Operação (4)




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                                                                           Rui Costa




Noção:


Os lançamentos (designação contabilística dos registos
das operações), são efectuados nas respectivas contas e
correspondem ao assento ou notação de qualquer
operação que altere a composição ou o valor do
património.

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                                                                                                   28
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Documentos:


O suporte dos lançamentos são os documentos.
Os documentos são a base de todo o registo contabilístico,
sem os quais o mesmo não se poderá processar. Aliás as
empresas estão sujeitas a incorrerem em sanções se
procederem ao registo de factos não devidamente
documentados.
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Documentos (cont.):


Os documentos podem distinguir-se em:
-Documentos de movimento interno – são aqueles que
sendo elaborados no seio da empresa se destinam
exclusivamente ao uso interno (folhas de férias, notas de
lançamento, etc.).

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Documentos (cont.):


-Documentos de movimento externo – são os que
provêm ou se destinam ao exterior (facturas, letras,
recibos, notas de débito, etc.)




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Espécies de lançamentos


Os lançamentos devem ter os seguintes elementos:
a) Data
b) Título, que é a indicação da(s) conta(s) a debitar e da(s)
conta(s) a creditar;
c) Descrição ou histórico, que consiste na explicação
sucinta do facto patrimonial que dá origem ao lançamento;
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d) Importância ou montante ou valor, que é a expressão
monetária correspondente às variações provocadas nas
contas.


Em regra, apenas no Diário se encontram todos estes
elementos.



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1) Classificação segundo o nº de contas movimentadas


No método digráfico, todo o facto patrimonial dá origem à
variação de duas ou mais contas, de tal modo que a um
débito (débitos), corresponde sempre um crédito (créditos)
de igual valor.
A contabilização de qualquer operação obedece
forçosamente, a uma das seguintes quatro fórmulas
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digráficas:




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1ª Fórmula – um débito = um crédito
2ª Fórmula – um débito = vários créditos
3ª Fórmula – vários débitos = um crédito
4ª Fórmula – vários débitos = vários créditos


Aos lançamentos da primeira fórmula dá-se o nome de
lançamentos simples. Os das demais fórmulas dizem-se
lançamentos complexos ou compostos.
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2) Classificação segundo a natureza dos movimentos


- Lançamentos de Abertura: Respeitam ao registo dos
valores iniciais das contas no início da actividade ou de
cada exercício económico;
- Lançamentos Correntes: Respeitam ao registo das
operações realizadas e dos acontecimentos ocorridos
durante cada exercício económico;
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- Lançamentos de Estorno: Têm por finalidade rectificar
as omissões, duplicações e erros cometidos nos
lançamentos efectuados;
- Lançamentos de Regularização: Visam rectificar o saldo
das contas que não correspondam à realidade;
normalmente, efectuam-se no fim de cada exercício
económico antes de se proceder ao apuramento de
resultados e à elaboração do balanço;
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- Lançamentos de Transferência ou de Apuramento de
Resultados: Têm por finalidade transferir os saldos das
contas de gastos e de rendimentos para as contas de
resultados, permitindo a posterior determinação dos
resultados da empresa/ entidade;
- Lançamentos de Encerramento ou fecho: São
efectuados depois do apuramento de resultados e da
elaboração do balanço e permitem fechar as contas que
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apresentam saldos (devedores ou credores);
- Lançamentos de reabertura: Registam, no início de
cada exercício económico, os valores iniciais das contas
(saldos finais das contas no exercício anterior).




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     Actividade
     económica
                  Análise
                  -Captação
                  -Identificação
                                   Quantificação
                                   -Medição
                                   -Valorização
                                                                Registo



                                                                    Agregação
                                                                    -Elaboração
                                                                    da informação
                                      Utilizadores


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Análise dos dados:


Extrair a informação constante dos suportes documentais
que acompanham normalmente as transacções efectuadas
pela entidade (facturas, notas de débito, escrituras, contas
bancárias, etc.).



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Quantificação:


Identificados os fluxos, será necessário proceder à sua
medição e valorização em unidades monetárias para
homogeneizar as magnitudes e expressá-las em termos
económicos (critérios alternativos de valorização: preço
custo histórico; preço de venda ou de realização; preço de
mercado ou reposição, ect.).
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Registo:


Após a identificação e valorizados os fluxos gerados pelas
transacções, há que proceder à sua inscrição nos livros de
registo.




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Agregação:


Consiste na obtenção dos documentos síntese através dos
quais se comunica a informação económica – financeira
aos utilizadores.




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Diário       Razão         Balancete                       Balanço




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Escrituração:
As operações realizadas pelas empresas, que modifiquem
ou possam vir a modificar o seu património, devem ser
escrituradas no âmbito de um processo – processo de
escrituração ou processo contabilístico.
Os registos dos factos patrimoniais são suportados em
mapas normalizados, informatizados, com características e
formalidades distintas, mas relacionadas entre si.
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Diário:
O Diário é um mapa que serve para escriturar, dia a dia,
por ordem cronológica, em assento separado, cada um dos
actos que modifiquem ou possam vir a modificar a
composição ou o valor do património da empresa,
assinalando:
- A data;
- A descrição sumária;
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-As contas movimentadas a débito e a crédito e os
respectivos valores.


Quanto à organização podemos optar por utilizar um único
diário – geral – ou diversos diários – que neste caso se
designam de diários divisionários (Ex: de bancos, compras,
caixa, etc.)

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Razão:
O Razão servirá para transcrever o movimento de todas as
operações do Diário, ordenadas a débito e a crédito, em
relação a cada uma das respectivas contas, para se
conhecer o estado e a situação de qualquer delas, sem
necessidade de recorrer ao exame de todos os
lançamentos feitos no diário.

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Sendo assim, o razão é um registo sistemático, é o
registo das contas.
Consoante o grau das contas classificamos o razão em
razão geral – contas do 1º Grau e razões auxiliares –
contas do 2º Grau e seguintes.
Haverá um razão auxiliar para cada conta colectiva.



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Estornos


Sendo a escrituração comercial um meio de prova em caso
de litígio, não deverá necessariamente apresentar
irregularidades. De acordo com o artº 39 do Código
Comercial se houver cometido erro ou omissão em
qualquer assento será ressalvado por meio de estorno.

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O estorno é então um lançamento destinado a anular ou a
rectificar outro, ou a preencher uma lacuna.
Os estornos podem ser motivados por:
-Omissão de lançamento;
-Duplicação de lançamento;
-Inversão de contas (debitar a conta que se devia ter
creditado e/ ou vice-versa);

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-Substituição de contas (debitar e/ ou creditar contas
diferentes das que se deviam ter debitado e/ ou creditado);
-Alteração de quantias (lançar uma importância diferente
da variação de facto ocorrido na conta).


Os estornos podem ser feitos no Diário ou no Razão.



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Balancete:
Utilizando-se o método digráfico, toda a operação é
simultaneamente lançada a débito de uma conta(s) e a
crédito de outra(s); e para se verificar a igualdade dos
débitos e dos créditos de todas as contas depois do registo
das respectivas variações, utiliza-se um dispositivo
chamado balancete.

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O Balancete é um quadro recapitulativo de todas as contas
do Razão, onde consta a soma do débito e do crédito de
cada conta e os respectivos saldos (devedores ou
credores).
 Fólio Contas      Débitos   Créditos            Saldos
                                             Devedores          Credores



                        D         C                Sd                Sc
      Total
                                        Introdução à Contabilidade
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O Balancete é, pois, um mapa que “espelha” o movimento
acumulado e o saldo por cada conta movimentada num
determinado período de tempo. A soma dos seus débitos é
igual à soma dos seus créditos.


Existem vários tipos de balancetes, consoante o grau de
pormenor evidenciado:

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-Balancete do Razão Geral: São balancetes que
apresentam somente as contas de 1º grau.


-Balancetes Analíticos: Apresentam as contas e
subcontas, podendo ser de vários graus.


-Balancetes Auxiliares: Correspondem ao
desenvolvimento de uma conta ou contas e suas
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subcontas.




Durante o exercício económico, são elaborados
periodicamente balancetes, geralmente todos os meses,
com várias finalidades:


-Balancetes de Verificação:
Aqueles que se elaboram periodicamente (em regra
mensalmente) e têm como objectivo verificar se todos os
lançamentos no Diário foram devidamente passados ao
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Razão;




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-Balancetes Rectificados ou de Inventário:
Aqueles que se elaboram após a passagem ao Razão dos
lançamentos de regularização de contas.


-Balancetes Finais ou de Encerramento:
Aqueles que se elaboram após a passagem ao Razão dos
lançamentos de apuramento dos resultados.

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Com base no balancete final ou de encerramento,
elabora-se o balanço de fim de exercício.
Em conclusão pode-se dizer que a diferença entre o
balanço e o balancete final reside no facto de este
compreender não só os saldos, como também as
acumulações a débito e a crédito das contas, enquanto que
aquele se compõe apenas de saldos.

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Objectivo:


O objectivo das demonstrações financeiras é o de
proporcionar informação acerca da posição financeira, do
desempenho e das alterações na posição financeira de
uma entidade que seja útil a um vasto leque de utentes na
tomada de decisões económicas.

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A informação acerca da posição financeira é
principalmente proporcionada num balanço, ao passo que
a informação acerca do desempenho é principalmente
dada numa demonstração de resultados. A informação
acerca das alterações na posição financeira é
proporcionada na demonstração dos fluxos de caixa.

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Entre os utentes das demonstrações financeiras destacam-
se os seguintes, de acordo com as suas necessidades de
informação:
a)Investidores – os fornecedores de capital de risco e os
seus consultores necessitam de informação para os ajudar
a determinar se devem comprar, deter ou vender, por
exemplo, acções e obrigações. Os accionistas estão
também interessados em informação que lhes facilite
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determinar a capacidade da entidade pagar dividendos;
b)Empregados – Os empregados e os seus grupos
representativos estão interessados na informação acerca
da estabilidade e da lucratividade dos seus empregadores.
Estão também interessados na informação que os habilite
a avaliar a capacidade da entidade proporcionar
remuneração, benefícios de reforma e oportunidades de
emprego.
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c)Mutuantes – Os mutuantes estão interessados em
informação que lhes permita determinar se os seus
empréstimos , e os juros que a eles respeitam, serão pagos
quando vencidos;
d)Fornecedores e outros credores comerciais – Os
fornecedores e outros credores estão interessados em
informação que lhes permita determinar se as quantias que
lhe são devidas serão pagas no vencimento;
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e)Clientes – Os clientes têm interesse em informação
acerca da continuação de uma entidade, especialmente
quando dela estão dependentes. É o que se passa
relativamente a empresas que fornecem determinados
bens e serviços. Por exemplo nas áreas dos transportes,
comunicações, abastecimento de água, electricidade, etc…
f)Governo e seus departamentos – O Governo e os seus

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departamentos estão interessados na alocação de recursos
e, por isso, nas actividades das entidades. Também exigem
informação a fim de regularem as actividades das
entidades, determinar as políticas de tributação e como
base para estatísticas do rendimento nacional e outras
semelhantes;
g)Público – As entidades afectam o público de diversos
modos. Por exemplo, podem dar uma contribuição
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substancial à economia local de muitas maneiras incluindo
o número de pessoas que empregam e patrocinar comércio
dos fornecedores locais. As demonstrações financeiras
podem ajudar o público ao proporcionar informação acerca
das tendências e desenvolvimentos recentes na
prosperidade da entidade e leque das suas actividades.



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Elementos das Demonstrações Financeiras:


As demonstrações financeiras retratam os efeitos
financeiros das transacções e de outros acontecimentos ao
agrupá-los em grandes classes de acordo com as suas
características económicas.
Estas grandes classes são constituídas pelos elementos
das D.F., definidas do seguinte modo:
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a)Activo – É um recurso controlado pela entidade como
resultado de acontecimentos passados e do qual se espera
que fluam para a entidade benefícios económicos futuros;
b)Passivo – É uma obrigação presente da entidade
proveniente de acontecimentos passados, da liquidação da
qual se espera que resulte um exfluxo de recursos da
entidade incorporando benefícios económicos;

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c)Capital Próprio – É o interesse residual nos activos da
entidade depois de deduzir todos os passivos;
d)Rendimentos – São aumentos nos benefícios
económicos durante o período contabilístico na forma de
influxos ou aumentos de activos ou diminuições de
passivos que resultem em aumentos no capital próprio, que
não sejam os relacionados com as contribuições dos
participantes no capital próprio.
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e)Gastos – São diminuições nos benefícios económicos
durante o período contabilístico na forma de exfluxos ou
deperecimento de activos ou na incorrência de passivos
que resultem em diminuições no capital próprio, que não
sejam as relacionadas com distribuições aos participantes
no capital próprio.



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Balanço:


A finalidade subjacente à elaboração de um balanço é
proporcionar informação acerca da posição financeira da
empresa/ entidade que é afectada pelos recursos
económicos que ela controla, pela sua estrutura financeira,
pela sua liquidez e solvência, e pela sua capacidade de se
adaptar às alterações no ambiente que opera.
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Portanto, num qualquer balanço é possível encontrar
informação cuja utilidade é explicitada como segue:
a) A informação acerca dos recursos económicos
controlados pela entidade e a sua capacidade no passado
para modificar estes recursos é útil na predição da
capacidade da entidade para gerar no futuro caixa e
equivalentes de caixa;

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b) A informação acerca da estrutura financeira é útil na
predição de futuras necessidades de empréstimos e de
como os lucros futuros e fluxos de caixa serão distribuídos
entre os que têm interesses na entidade; é também útil ao
predizer que sucesso a entidade provavelmente terá em
conseguir fundos adicionais;
c) A informação acerca da liquidez e solvência é útil na
predição da capacidade da entidade para satisfazer
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os seus compromissos financeiros à medida que se
vencerem. A liquidez refere-se à disponibilidade de caixa
no futuro próximo depois de ter em conta os compromissos
financeiros durante este período. A solvência refere-se à
disponibilidade de caixa durante prazo mais longo para
satisfazer os compromissos financeiros à medida que se
vençam.

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Um Balanço é assim, um quadro alfanumérico que contém
informação, reportada a determinada data, acerca dos
recursos utilizados e da forma como estão a ser
financiados (por terceiros e pelos titulares da empresa).
A informação alfabética refere-se, por regra, a itens que
agregam várias rubricas previstas no código das contas, ao
passo que a informação numérica respeita a duas datas
homólogas para permitir comparar as quantias que lhes
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                                                     Rui Costa
correspondem.




Na face do balanço uma empresa/ entidade deve
apresentar activos correntes e não correntes, e passivos
correntes e não correntes.




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Activo Corrente e Activo não Corrente:


Um activo deve ser classificado como corrente quando
satisfizer qualquer dos seguintes critérios (NCRF 1. 14):


a) Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja
vendido ou consumido, no decurso normal do ciclo
operacional (NCRF 1. 16) da entidade;
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b) Esteja detido essencialmente para a finalidade de ser
negociado;
c) Espera-se que seja realizado num período até doze
meses após a data do balanço;
d) É caixa ou equivalente de caixa, a menos que lhe seja
limitada a troca ou uso para liquidar um passivo durante
pelo menos doze meses após a data do balanço.

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Todos os outros activos que não satisfaçam os critérios
anteriormente apresentados devem ser classificados como
não correntes, isto é, os activos não correntes são
definidos pela negativa relativamente aos activos correntes.



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Passivo Corrente, Passivo não Corrente e Capital
Próprio:


Um passivo deve ser classificado como corrente quando
satisfizer qualquer dos seguintes critérios (NCRF 1. 17):


a) Se espere que seja liquidado durante o ciclo
operacional normal da entidade;
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b) Esteja detido essencialmente para a finalidade de ser
negociado;
c) Deva ser liquidado num período até doze meses após a
data do balanço;
d) A entidade não tem um direito incondicional de diferir a
liquidação do passivo durante pelo menos doze meses
após a data do balanço.

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A classificação de passivo não corrente é feita pela
negativa relativamente aos passivos correntes.


Os activos e passivos não devem ser compensados,
excepto quando tal for exigido ou permitido por uma NCFR;
a compensação, prejudica a capacidade dos utentes em
compreender as transacções, outros acontecimentos e
condições que tenham ocorrido e de avaliar os futuros
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fluxos de caixa da entidade.




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No balanço, a presentação dos elementos constitutivos do
activo é feita por ordem crescente de liquidez (dos menos
líquidos para os mais líquidos, sendo certo que o dinheiro
em caixa ou depositado em bancos, é o expoente máximo
da liquidez).



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Por outro lado, no activo não se apresentam verbas a
deduzir, ou seja, os recursos são apresentados em termos
do seu valor líquido, pelo que as deduções não aprecem
evidenciadas, como é o caso das:
a) Depreciações e amortizações acumuladas;
b) Deduções de obsolescência nos inventários;
c) Deduções de dívidas de cobrança duvidosa nas contas a
receber.
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Os elementos constitutivos do capital próprio e do passivo
(2º membro do balanço) são apresentados por ordem
crescente de exigibilidade (dos menos exigíveis para os
mais exigíveis, sendo certo que o capital realizado é menos
exigível do que as contas a pagar).



                                      Introdução à Contabilidade
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A informação respeitante ao desempenho de uma
entidade é proporcionada pela demonstração de
resultados, que é útil a fim de avaliar a performance e em
particular a sua lucratividade; é necessária a fim de se
conhecer e determinar as alterações potenciais nos
recursos económicos que seja provável que ela controle no
futuro.

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A informação respeitante ao desempenho é útil na
predição da capacidade da entidade gerar fluxos de caixa a
partir dos seus recursos básicos existentes. È também útil
na formação de juízos de valor acerca da eficácia com que
a entidade pode empregar recursos adicionais.




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A Demonstração de Resultados é um quadro
alfanumérico que contém informação, reportada a um
determinado período, acerca dos rendimentos que a
entidade gera e dos gastos que lhes estão associados.
A informação alfabética refere-se, por regra, a itens que
agregam várias rubricas previstas no código das contas, ao
passo que a informação numérica respeita a dois períodos
homólogos para permitir comparar as quantias que lhes
                                    Introdução à Contabilidade
                                                    Rui Costa
correspondem.




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Os rendimentos e gastos não devem ser compensados,
excepto quando tal for exigido ou permitido por uma NCRF.


Os factores que contribuem positiva e negativamente para
o resultado líquido podem ser explicitados em duas
perspectivas diferentes:
-Um coloca o enfoque nas naturezas dos gastos;
-O outro coloca nas funções empresariais.
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O primeiro serve de suporte à demonstração de
resultados por natureza;


O segundo serve de suporte à demonstração de
resultados por funções.




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Desde meados da década de 90 do século passado que a
tendência vem sendo no sentido do abandono dos
processos de registo manuais ou mesmo mecânicos ou
electromecânicos, com adopção generalizada de
processos informatizados.



                                    Introdução à Contabilidade
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A comprovada necessidade de tratamento de grande
volume de dados que visam proporcionar informação fiável,
e em tempo útil, para a tomada de decisões a diversos
níveis, conjugada com os avanços conseguidos no domínio
da informática, revolucionaram todos os processos
clássicos de escrituração, subalternizando os respectivos
fundamentos teóricos.

                                    Introdução à Contabilidade
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O suporte de todo o processo contabilístico, são os
documentos referentes às operações realizadas pelas
empresas e demais entidades. Estas operações têm por
base as transacções efectivamente realizadas (as
compras, as vendas, o processamento das remunerações,
o aluguer de viaturas, etc.), bem como a determinados



                                    Introdução à Contabilidade
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factos que, ainda não correspondem a transacções
efectivas, mas que possam afectar ou vir afectar a situação
financeira ou os resultados presentes ou futuros.


A contabilidade consiste no registo, por ordem cronológica,
dessas situações em suportes próprios, por forma a que se
elaborem relatórios com vista à prestação de informação
aos seus múltiplos utentes (stakeholders).
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10-11-2011




     Operações e
       Factos




      Classificar e         Actualizar                             Elaborar
       Processar             Contas                               Relatórios




                                     Introdução à Contabilidade
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Recorrendo às modernas tecnologias de informação, a
maioria destes procedimentos podem ser automatizados
(classificação automática das vendas, das compras, das
operações de caixa, das compras de bens para o
investimento, etc.), pelo que o grande esforço dos
responsáveis da contabilidade se tem centrado na
concepção e organização do sistema contabilístico, na

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ligação com os restantes subsistemas de informação
(gestão comercial, gestão de compras, da tesouraria, do
pessoal, etc.) e, em particular, garantir que as contas
reflictam uma imagem fiem e verdadeira da situação
financeira da empresa e dos resultados da sua actividade.




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Algumas vantagens da contabilidade informatizada:
-Aumento da produtividade;
-Melhoria da qualidade dos serviços (impressão
electrónica);
-Maior estímulo para os profissionais da área (facilidade de
alimentar os sistemas com informações precisas);



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-Facilidade para a leitura prévia dos relatórios;
-Atendimento às exigências dos órgãos quanto ao
cumprimento de prazos;
-Facilidade de acesso às informações da empresa;
-Maior segurança das informações;
-Elaboração de cópias de segurança;
-Etc.

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  • 1. 10-11-2011 Facto Patrimonial: toda a operação ou acontecimento que imprime qualquer variação na composição e/ ou no valor do património. - Permutativos – Aqueles que apenas alteram a composição do património [não alteram o valor do património (Situação Líquida)]; Introdução à Contabilidade Rui Costa (cont.) - Modificativos – Aqueles que alteram tanto a composição como o valor do património (Situação Líquida); Introdução à Contabilidade Rui Costa 1
  • 2. 10-11-2011 Objectivo Principal da Lucro Resultado Empresa Prejuízo da Nulo empresa Este resultado é a comparação entre um conjunto de rendimentos e um conjunto de gastos, reflectido na Demonstração de Resultados. Introdução à Contabilidade Rui Costa Demonstração de Resultados: Tem por finalidade apurar os resultados económicos (lucro ou prejuízo) obtidos em cada exercício pela empresa, através da comparação entre os rendimentos e os gastos. Apresenta os resultados das operações de uma empresa durante um determinado período. É um elemento de avaliação económica. Introdução à Contabilidade Rui Costa 2
  • 3. 10-11-2011 Demonstração de Resultados Gastos Rendimentos -C.M.V.M.C -Vendas -Forn.Serv. Externos -Prestações Serviços -Impostos -Variação da Produção -Gastos com pessoal -Trab.Próp.Entidade -Perdas por imparidade -Rendim.Suplementares -Gastos de Dep. Amort. -Sub.Exploração Acumuladas -Outros Rend.Ganhos -Provisões -Reversões -Gastos Perdas Finan. -juros, Div. O.R.Similares Introdução à Contabilidade Rui Costa Contas de Gastos: Recolhem as diminuições no património líquido da entidade provenientes da actividade da empresa. - Podem diferenciar-se em: Gastos – diminuições do valor do património líquido de uma entidade num dado período de tempo originadas por consumos voluntários, associados a actividades da mesma, de carácter ordinário. Introdução à Contabilidade Rui Costa 3
  • 4. 10-11-2011 Perdas- diminuições do património líquido de uma entidade, associadas a actividades da mesma, que representam consumos de carácter extraordinário. Geram diminuições na situação líquida Introdução à Contabilidade Rui Costa Contas de Rendimentos: Recolhem os aumentos do património líquido da entidade derivados da sua actividade. - Podem diferenciar-se em: Réditos – aumentos do valor do património líquido de uma entidade num dado período de tempo em consequência da sua actividade, e associados às actividades de carácter ordinário da mesma. Introdução à Contabilidade Rui Costa 4
  • 5. 10-11-2011 Ganhos- aumentos do valor do património líquido de uma entidade em consequência da sua actividade e associados às actividades de carácter extraordinário da mesma. Geram aumentos da situação líquida Introdução à Contabilidade Rui Costa Resultado -Forma de Cálculo: •RLE = Rendimentos – Gastos -Características: •É de natureza económica, evidenciando a utilização de recursos reais. •Permite conhecer a estrutura de custos incorridos numa determinada actividade. Introdução à Contabilidade Rui Costa 5
  • 6. 10-11-2011 Resultados: Rendimentos > Gastos = > Resultado > 0, = Lucro Rendimentos < Gastos = > Resultado < 0, = Prejuízo Rendimentos = Gastos = > Resultado = 0, = Nulo Introdução à Contabilidade Rui Costa Gastos: -Custo das Mercadorias Vendidas -Fornecimentos Serv. Externos -Gastos com o pessoal Pagamentos -Gastos Financeiros -Depreciações e Amortizações -Provisões Introdução à Contabilidade Rui Costa 6
  • 7. 10-11-2011 Réditos: -Vendas -Prestações de Serviços -Rendimentos Suplementares Recebimentos -Subsídios à Exploração -Rendimentos Financeiros -Variação da Produção -Trab. Para a PP Entidade Introdução à Contabilidade Rui Costa -Reversões Contas de Gastos por Natureza: -Custo das Mercadorias Vendidas e Mat. Consumidas -Fornecimentos Serviços Externos -Impostos -Gastos com o pessoal -Outros gastos e perdas -Gastos de depreciações e amortizações -Provisões do período Introdução à Contabilidade Rui Costa -Gastos e perdas de financiamento 7
  • 8. 10-11-2011 Contas de Rendimentos por Natureza: -Vendas -Prestações de Serviços -Rendimentos Suplementares -Outros Rendimentos e Ganhos -Rendimentos e Ganhos de Financiamento -Subsídios à Exploração Introdução à Contabilidade Rui Costa Na contabilidade os movimentos contabilísticos a débito ou a crédito são efectuados em contas: A Conta: Conjunto de elementos patrimoniais, com características e natureza comum, expresso em unidades de valor. A conta constitui a base de toda a escrituração, dado que é a partir dela que se desenvolve todo o trabalho contabilístico. Introdução à Contabilidade Rui Costa 8
  • 9. 10-11-2011 Partes constitutivas da conta Título (denominação própria): É a expressão por que se designa a conta. Deve ser escolhido de tal forma que revele imediatamente a natureza dos elementos que a compõem, isto é, nos dê a conhecer o seu conteúdo. Introdução à Contabilidade Rui Costa Partes constitutivas da conta Título (cont.): Tem como finalidade identificar a conta e distingui-la de todas as outras, pelo que será fixo e imutável. Deve ser claro no que respeita à característica comum dos elementos a que diz respeito. Introdução à Contabilidade Rui Costa 9
  • 10. 10-11-2011 Valor - Extensão - Corresponde ao valor apresentado pela conta, expresso em unidades monetárias: - Deve ser fiável – deve corresponder à extensão dos elementos que abrange. - É o elemento variável da conta, dado que os elementos patrimoniais estão sujeitos a variações Introdução à Contabilidade Rui Costa em resultado das operações. (cont.) A extensão de uma conta corresponde ao seu saldo, á diferença entre o débito e o seu crédito. Introdução à Contabilidade Rui Costa 10
  • 11. 10-11-2011 Requisitos da conta -Homogeneidade • Uma conta deve incluir apenas os elementos que possuam as mesmas características. Todos os elementos da conta devem ter uma característica comum (ex: o dinheiro em cofre não pode estar registado em fornecedores) Introdução à Contabilidade Rui Costa Requisitos da conta (Cont.) -Integralidade • Uma conta deve incluir todos os elementos que gozam da característica comum por ela definida, bem como as suas variações (ex: a conta de fornecedores deve englobar as dividas a pagar resultantes do fornecimento de bens e serviços Introdução à Contabilidade Rui Costa correntes) 11
  • 12. 10-11-2011 Requisitos da conta (cont.) Em suma, a conta deve ser “homogénea” e “integral” dado que só poderá admitir movimentos com a respectiva classe de valores, não excluindo qualquer deles. Introdução à Contabilidade Rui Costa Representação gráfica A conta, apresenta-se normalmente na forma de um T. Deve (Débito) D Título da conta Haver (Crédito) H Lado esquerdo Lado direito -Variações aumentativas/ -Variações diminutivas/ diminutivas aumentativas Introdução à Contabilidade Rui Costa 12
  • 13. 10-11-2011 Representação gráfica (cont.) Os valores registados no débito denominam-se débitos e os registados no crédito denominam-se créditos. -Debitar uma conta significa inscrever uma certa quantia no lado do débito (lado esquerdo); - Creditar uma conta é efectuar o registo dum valor no lado do crédito (lado direito). Introdução à Contabilidade Rui Costa Representação gráfica (cont.) A diferença entre o débito e o crédito de uma conta, no momento considerado, chama-se saldo dessa conta. Ao balancear uma conta, ou seja, ao comparar o seu débito com o seu crédito, três hipóteses podem acontecer: Introdução à Contabilidade Rui Costa 13
  • 14. 10-11-2011 Representação gráfica (cont.) D > C, o saldo diz-se devedor (Sd) D = C, o saldo diz-se nulo (So) D > C, o saldo diz-se credor (Sc) Uma vez determinado o saldo, este adiciona-se ao lado cuja soma for de menor valor, obtendo-se assim uma igualdade entre os dois lados da conta. Introdução à Contabilidade Rui Costa Representação gráfica (cont.) Atendendo às três hipóteses consideradas anteriormente, teremos: D > C, Sd donde: D = C + Sd D = C, So donde: D = C D > C, Sc donde: D + Sc = C Uma conta sem saldo, quando D = C, diz-se saldada. Introdução à Contabilidade Rui Costa 14
  • 15. 10-11-2011 Representação gráfica (cont.) O saldo da conta corresponde à sua extensão, ou valor, num determinado momento. Fechar uma conta corresponde a somar as colunas dos valores do débito e do crédito – depois de as saldar previamente – sublinhando com dois traços (trancando) cada soma. Introdução à Contabilidade Rui Costa Representação gráfica (cont.) Reabrir uma conta é inscrever o saldo na coluna do débito se na conta fechada o mesmo era devedor; ou inscrever o saldo na coluna do crédito, se na conta fechada o mesmo era credor. Introdução à Contabilidade Rui Costa 15
  • 16. 10-11-2011 Classificação das contas -Contas simples, elementares ou divisionárias (analíticas) - As que agrupam elementos com características muito comuns e específicas e, portanto, não comportam maior divisão; -Contas complexas, colectivas ou gerais (sintéticas) – As que agrupam contas simples ou elementares, ou que Introdução à Contabilidade Rui Costa nelas se subdividem. Classificação das contas (cont.) Conta Sintética Contas Analíticas Depósitos à ordem Banco A Banco B Banco C Clientes Pedro João Maria Fornecedores Carlos Silva, Lda Rodoviva, Lda Serena, Lda Introdução à Contabilidade Rui Costa 16
  • 17. 10-11-2011 Classificação das contas (cont.) As contas que são subdivisões de outras, chamam-se subcontas ou contas divisionárias. As contas dizem-se do 1º, 2º, 3º,…nésimo grau, conforme sejam subdivisões de outras ou, inversamente, integrem subdivisões. Introdução à Contabilidade Rui Costa Classificação das contas (cont.) Partindo de uma conta colectiva, que se diz do 1º grau, as suas subdivisões imediatas serão respectivamente do 2º, 3º,… nésimo grau. 1º grau 2º grau 3º grau Introdução à Contabilidade Rui Costa 17
  • 18. 10-11-2011 Classificação das contas (cont.) Contas Colectivas Contas Divisionárias 1º Grau 2º Grau 3º Grau Depósitos à ordem Banco A Conta ABC Banco B Banco C Clientes Nacionais J.Fagundes Estrangeiros ……. Mercadorias ……. Ventoinhas Máquinas de Lavar Introdução à Contabilidade Rui Costa Classificação das contas (cont.) As contas podem ser: Contas de balanço: -De activo -De passivo -Mistas (podem ser representadas no activo e no passivo) -De capital próprio Introdução à Contabilidade Rui Costa 18
  • 19. 10-11-2011 Classificação das contas (cont.) Contas de demonstração de resultados: -Gastos -Rendimentos -Resultados Contas de controlo: -De compras -De regularizações Introdução à Contabilidade Rui Costa Classificação das contas (cont.) a) Contas do Activo: Caixa; Depósitos à ordem; Investimentos financeiros de curto prazo; Clientes c/c; Empréstimos concedidos; Outros devedores; Mercadorias; Investimentos financeiros; Activos fixos tangíveis; Activos intangíveis. Introdução à Contabilidade Rui Costa 19
  • 20. 10-11-2011 Classificação das contas (cont.) b) Contas do Passivo: Fornecedores c/c; Fornecedores – Titulos a pagar; Financiamentos obtidos; Estado e outros entes públicos; Outros credores; provisões. c) Contas de Capital Próprio: Capital; Reservas; Resultados. Introdução à Contabilidade Rui Costa Classificação das contas (cont.) d) Contas de Gastos por natureza: Custo das mercadorias vendidas; Fornecimentos e serviços externos; Gastos com o pessoal; Gastos de depreciação e amortização. e) Contas de rendimentos por natureza: Vendas; Prestações de serviços. Introdução à Contabilidade Rui Costa 20
  • 21. 10-11-2011 Classificação das contas (cont.) f) Contas de redução de valores activos: Depreciações e amortizações acumuladas; Imparidades acumuladas. g) Contas de diferimentos: Gastos a reconhecer; Rendimentos a reconhecer. Introdução à Contabilidade Rui Costa Caracterização: As primeiras contabilidades conhecidas, as do Séc.XIII, comportavam somente as contas de devedores, credores e banqueiros, ou seja, contas de “pessoas”. O método de registo contabilístico adoptado ficou então conhecido por método das partidas simples ou unigrafia. Introdução à Contabilidade Rui Costa 21
  • 22. 10-11-2011 Caracterização (cont.): A unigrafia, consistia na inscrição em cada conta (pessoal) dos movimentos que lhe respeitam, sem qualquer interligação com inscrições feitas noutras contas. O desenvolvimento histórico da técnica contabilística conduziu à adopção de contas de coisas e de factos, que leva à adopção do método das partidas dobradas ou Introdução à Contabilidade Rui Costa digrafia. O Método Digráfico O método digráfico ou das partidas dobradas, baseia-se no princípio de que, todo o débito numa conta origina o crédito noutra ou noutras e vice-versa, isto é, cada facto patrimonial determina um registo em duas ou mais contas, por forma a que ao valor de cada débito (ou débitos) corresponda sempre um crédito (ou créditos) de igual valor. Introdução à Contabilidade Rui Costa 22
  • 23. 10-11-2011 O Método Digráfico (cont.) - Facto contabilístico – Todo o facto que provoque variação de duas ou mais contas integrantes do balanço. - Contabilizar – determinado facto é determinar quais as contas cuja extensão variou em virtude desse facto e registar depois essas variações nos respectivos quadros gráficos. Introdução à Contabilidade Rui Costa Regras de movimentação de contas: Contas do Activo: -Debitam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos. -Creditam-se pelas diminuições e pelo encerramento de contas. Introdução à Contabilidade Rui Costa 23
  • 24. 10-11-2011 Regras de movimentação de contas(cont.): Contas do Passivo: -Creditam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos. -Debitam-se pelas diminuições e pelo encerramento de contas. Introdução à Contabilidade Rui Costa Regras de movimentação de contas (cont.): Contas da Situação Líquida (Capital Próprio): -Creditam-se pelos saldos iniciais e pelos aumentos. -Debitam-se pelas diminuições e pelo encerramento de contas. Introdução à Contabilidade Rui Costa 24
  • 25. 10-11-2011 Regras de movimentação de contas (cont.): Contas de Rendimentos: -Creditam-se pelo reconhecimento dos rendimentos e ganhos (aumentos). -Debitam-se pelas diminuições e pela transferência de saldos para apuramento de resultados. Introdução à Contabilidade Rui Costa Regras de movimentação de contas(cont.): Contas de Gastos: -Debitam-se pelo reconhecimento dos gastos e perdas (aumentos). -Creditam-se pelas diminuições e pelas transferências de saldos para apuramento de resultados. Introdução à Contabilidade Rui Costa 25
  • 26. 10-11-2011 Em síntese, podemos dizer que no sistema de partidas dobradas: -A um débito (ou débitos) corresponde sempre um crédito (ou créditos) de igual montante; -A soma dos débitos é sempre igual à soma dos créditos; -A soma dos saldos devedores é igual à soma dos saldos credores. Introdução à Contabilidade Rui Costa -A contabilização de qualquer facto patrimonial obedece necessariamente a uma das quatro fórmulas digráficas seguintes: -Uma só conta debitada e uma só conta creditada; -Uma só conta debitada e várias contas creditadas; -Várias contas debitadas e uma só conta creditada; -Várias contas debitadas e várias contas creditadas. Introdução à Contabilidade Rui Costa 26
  • 27. 10-11-2011 Exemplo: Registar nas respectivas contas, obedecendo ao princípio das partidas dobradas, as operações correspondentes aos factos patrimoniais seguintes: 1- Compra, a crédito, de diversas mercadorias 10.000,00 € 2- Pagamento ao fornecedor F 30.000,00 € 3- Venda, a prazo, ao cliente J.T. de mercadorias diversas 35.000,00 € 4- O cliente J.T. paga metade da sua dívida 17.500,00 € Introdução à Contabilidade Rui Costa Resolução: D Compras H D Fornecedores c/c H 10.000 € 10.000 € Operação (1) D Fornecedores c/c H D Caixa H 30.000 € 30.000 € Operação (2) Introdução à Contabilidade Rui Costa 27
  • 28. 10-11-2011 Resolução: D Clientes c/c H D Vendas H 35.000 € 35.000 € Operação (3) D Caixa H D Clientes c/c H 17.500 € 17.500 € Operação (4) Introdução à Contabilidade Rui Costa Noção: Os lançamentos (designação contabilística dos registos das operações), são efectuados nas respectivas contas e correspondem ao assento ou notação de qualquer operação que altere a composição ou o valor do património. Introdução à Contabilidade Rui Costa 28
  • 29. 10-11-2011 Documentos: O suporte dos lançamentos são os documentos. Os documentos são a base de todo o registo contabilístico, sem os quais o mesmo não se poderá processar. Aliás as empresas estão sujeitas a incorrerem em sanções se procederem ao registo de factos não devidamente documentados. Introdução à Contabilidade Rui Costa Documentos (cont.): Os documentos podem distinguir-se em: -Documentos de movimento interno – são aqueles que sendo elaborados no seio da empresa se destinam exclusivamente ao uso interno (folhas de férias, notas de lançamento, etc.). Introdução à Contabilidade Rui Costa 29
  • 30. 10-11-2011 Documentos (cont.): -Documentos de movimento externo – são os que provêm ou se destinam ao exterior (facturas, letras, recibos, notas de débito, etc.) Introdução à Contabilidade Rui Costa Espécies de lançamentos Os lançamentos devem ter os seguintes elementos: a) Data b) Título, que é a indicação da(s) conta(s) a debitar e da(s) conta(s) a creditar; c) Descrição ou histórico, que consiste na explicação sucinta do facto patrimonial que dá origem ao lançamento; Introdução à Contabilidade Rui Costa 30
  • 31. 10-11-2011 d) Importância ou montante ou valor, que é a expressão monetária correspondente às variações provocadas nas contas. Em regra, apenas no Diário se encontram todos estes elementos. Introdução à Contabilidade Rui Costa 1) Classificação segundo o nº de contas movimentadas No método digráfico, todo o facto patrimonial dá origem à variação de duas ou mais contas, de tal modo que a um débito (débitos), corresponde sempre um crédito (créditos) de igual valor. A contabilização de qualquer operação obedece forçosamente, a uma das seguintes quatro fórmulas Introdução à Contabilidade Rui Costa digráficas: 31
  • 32. 10-11-2011 1ª Fórmula – um débito = um crédito 2ª Fórmula – um débito = vários créditos 3ª Fórmula – vários débitos = um crédito 4ª Fórmula – vários débitos = vários créditos Aos lançamentos da primeira fórmula dá-se o nome de lançamentos simples. Os das demais fórmulas dizem-se lançamentos complexos ou compostos. Introdução à Contabilidade Rui Costa 2) Classificação segundo a natureza dos movimentos - Lançamentos de Abertura: Respeitam ao registo dos valores iniciais das contas no início da actividade ou de cada exercício económico; - Lançamentos Correntes: Respeitam ao registo das operações realizadas e dos acontecimentos ocorridos durante cada exercício económico; Introdução à Contabilidade Rui Costa 32
  • 33. 10-11-2011 - Lançamentos de Estorno: Têm por finalidade rectificar as omissões, duplicações e erros cometidos nos lançamentos efectuados; - Lançamentos de Regularização: Visam rectificar o saldo das contas que não correspondam à realidade; normalmente, efectuam-se no fim de cada exercício económico antes de se proceder ao apuramento de resultados e à elaboração do balanço; Introdução à Contabilidade Rui Costa - Lançamentos de Transferência ou de Apuramento de Resultados: Têm por finalidade transferir os saldos das contas de gastos e de rendimentos para as contas de resultados, permitindo a posterior determinação dos resultados da empresa/ entidade; - Lançamentos de Encerramento ou fecho: São efectuados depois do apuramento de resultados e da elaboração do balanço e permitem fechar as contas que Introdução à Contabilidade Rui Costa 33
  • 34. 10-11-2011 apresentam saldos (devedores ou credores); - Lançamentos de reabertura: Registam, no início de cada exercício económico, os valores iniciais das contas (saldos finais das contas no exercício anterior). Introdução à Contabilidade Rui Costa Actividade económica Análise -Captação -Identificação Quantificação -Medição -Valorização Registo Agregação -Elaboração da informação Utilizadores Introdução à Contabilidade Rui Costa 34
  • 35. 10-11-2011 Análise dos dados: Extrair a informação constante dos suportes documentais que acompanham normalmente as transacções efectuadas pela entidade (facturas, notas de débito, escrituras, contas bancárias, etc.). Introdução à Contabilidade Rui Costa Quantificação: Identificados os fluxos, será necessário proceder à sua medição e valorização em unidades monetárias para homogeneizar as magnitudes e expressá-las em termos económicos (critérios alternativos de valorização: preço custo histórico; preço de venda ou de realização; preço de mercado ou reposição, ect.). Introdução à Contabilidade Rui Costa 35
  • 36. 10-11-2011 Registo: Após a identificação e valorizados os fluxos gerados pelas transacções, há que proceder à sua inscrição nos livros de registo. Introdução à Contabilidade Rui Costa Agregação: Consiste na obtenção dos documentos síntese através dos quais se comunica a informação económica – financeira aos utilizadores. Introdução à Contabilidade Rui Costa 36
  • 37. 10-11-2011 Diário Razão Balancete Balanço Introdução à Contabilidade Rui Costa Escrituração: As operações realizadas pelas empresas, que modifiquem ou possam vir a modificar o seu património, devem ser escrituradas no âmbito de um processo – processo de escrituração ou processo contabilístico. Os registos dos factos patrimoniais são suportados em mapas normalizados, informatizados, com características e formalidades distintas, mas relacionadas entre si. Introdução à Contabilidade Rui Costa 37
  • 38. 10-11-2011 Diário: O Diário é um mapa que serve para escriturar, dia a dia, por ordem cronológica, em assento separado, cada um dos actos que modifiquem ou possam vir a modificar a composição ou o valor do património da empresa, assinalando: - A data; - A descrição sumária; Introdução à Contabilidade Rui Costa -As contas movimentadas a débito e a crédito e os respectivos valores. Quanto à organização podemos optar por utilizar um único diário – geral – ou diversos diários – que neste caso se designam de diários divisionários (Ex: de bancos, compras, caixa, etc.) Introdução à Contabilidade Rui Costa 38
  • 39. 10-11-2011 Razão: O Razão servirá para transcrever o movimento de todas as operações do Diário, ordenadas a débito e a crédito, em relação a cada uma das respectivas contas, para se conhecer o estado e a situação de qualquer delas, sem necessidade de recorrer ao exame de todos os lançamentos feitos no diário. Introdução à Contabilidade Rui Costa Sendo assim, o razão é um registo sistemático, é o registo das contas. Consoante o grau das contas classificamos o razão em razão geral – contas do 1º Grau e razões auxiliares – contas do 2º Grau e seguintes. Haverá um razão auxiliar para cada conta colectiva. Introdução à Contabilidade Rui Costa 39
  • 40. 10-11-2011 Estornos Sendo a escrituração comercial um meio de prova em caso de litígio, não deverá necessariamente apresentar irregularidades. De acordo com o artº 39 do Código Comercial se houver cometido erro ou omissão em qualquer assento será ressalvado por meio de estorno. Introdução à Contabilidade Rui Costa O estorno é então um lançamento destinado a anular ou a rectificar outro, ou a preencher uma lacuna. Os estornos podem ser motivados por: -Omissão de lançamento; -Duplicação de lançamento; -Inversão de contas (debitar a conta que se devia ter creditado e/ ou vice-versa); Introdução à Contabilidade Rui Costa 40
  • 41. 10-11-2011 -Substituição de contas (debitar e/ ou creditar contas diferentes das que se deviam ter debitado e/ ou creditado); -Alteração de quantias (lançar uma importância diferente da variação de facto ocorrido na conta). Os estornos podem ser feitos no Diário ou no Razão. Introdução à Contabilidade Rui Costa Balancete: Utilizando-se o método digráfico, toda a operação é simultaneamente lançada a débito de uma conta(s) e a crédito de outra(s); e para se verificar a igualdade dos débitos e dos créditos de todas as contas depois do registo das respectivas variações, utiliza-se um dispositivo chamado balancete. Introdução à Contabilidade Rui Costa 41
  • 42. 10-11-2011 O Balancete é um quadro recapitulativo de todas as contas do Razão, onde consta a soma do débito e do crédito de cada conta e os respectivos saldos (devedores ou credores). Fólio Contas Débitos Créditos Saldos Devedores Credores D C Sd Sc Total Introdução à Contabilidade Rui Costa O Balancete é, pois, um mapa que “espelha” o movimento acumulado e o saldo por cada conta movimentada num determinado período de tempo. A soma dos seus débitos é igual à soma dos seus créditos. Existem vários tipos de balancetes, consoante o grau de pormenor evidenciado: Introdução à Contabilidade Rui Costa 42
  • 43. 10-11-2011 -Balancete do Razão Geral: São balancetes que apresentam somente as contas de 1º grau. -Balancetes Analíticos: Apresentam as contas e subcontas, podendo ser de vários graus. -Balancetes Auxiliares: Correspondem ao desenvolvimento de uma conta ou contas e suas Introdução à Contabilidade Rui Costa subcontas. Durante o exercício económico, são elaborados periodicamente balancetes, geralmente todos os meses, com várias finalidades: -Balancetes de Verificação: Aqueles que se elaboram periodicamente (em regra mensalmente) e têm como objectivo verificar se todos os lançamentos no Diário foram devidamente passados ao Introdução à Contabilidade Rui Costa Razão; 43
  • 44. 10-11-2011 -Balancetes Rectificados ou de Inventário: Aqueles que se elaboram após a passagem ao Razão dos lançamentos de regularização de contas. -Balancetes Finais ou de Encerramento: Aqueles que se elaboram após a passagem ao Razão dos lançamentos de apuramento dos resultados. Introdução à Contabilidade Rui Costa Com base no balancete final ou de encerramento, elabora-se o balanço de fim de exercício. Em conclusão pode-se dizer que a diferença entre o balanço e o balancete final reside no facto de este compreender não só os saldos, como também as acumulações a débito e a crédito das contas, enquanto que aquele se compõe apenas de saldos. Introdução à Contabilidade Rui Costa 44
  • 45. 10-11-2011 Objectivo: O objectivo das demonstrações financeiras é o de proporcionar informação acerca da posição financeira, do desempenho e das alterações na posição financeira de uma entidade que seja útil a um vasto leque de utentes na tomada de decisões económicas. Introdução à Contabilidade Rui Costa A informação acerca da posição financeira é principalmente proporcionada num balanço, ao passo que a informação acerca do desempenho é principalmente dada numa demonstração de resultados. A informação acerca das alterações na posição financeira é proporcionada na demonstração dos fluxos de caixa. Introdução à Contabilidade Rui Costa 45
  • 46. 10-11-2011 Entre os utentes das demonstrações financeiras destacam- se os seguintes, de acordo com as suas necessidades de informação: a)Investidores – os fornecedores de capital de risco e os seus consultores necessitam de informação para os ajudar a determinar se devem comprar, deter ou vender, por exemplo, acções e obrigações. Os accionistas estão também interessados em informação que lhes facilite Introdução à Contabilidade Rui Costa determinar a capacidade da entidade pagar dividendos; b)Empregados – Os empregados e os seus grupos representativos estão interessados na informação acerca da estabilidade e da lucratividade dos seus empregadores. Estão também interessados na informação que os habilite a avaliar a capacidade da entidade proporcionar remuneração, benefícios de reforma e oportunidades de emprego. Introdução à Contabilidade Rui Costa 46
  • 47. 10-11-2011 c)Mutuantes – Os mutuantes estão interessados em informação que lhes permita determinar se os seus empréstimos , e os juros que a eles respeitam, serão pagos quando vencidos; d)Fornecedores e outros credores comerciais – Os fornecedores e outros credores estão interessados em informação que lhes permita determinar se as quantias que lhe são devidas serão pagas no vencimento; Introdução à Contabilidade Rui Costa e)Clientes – Os clientes têm interesse em informação acerca da continuação de uma entidade, especialmente quando dela estão dependentes. É o que se passa relativamente a empresas que fornecem determinados bens e serviços. Por exemplo nas áreas dos transportes, comunicações, abastecimento de água, electricidade, etc… f)Governo e seus departamentos – O Governo e os seus Introdução à Contabilidade Rui Costa 47
  • 48. 10-11-2011 departamentos estão interessados na alocação de recursos e, por isso, nas actividades das entidades. Também exigem informação a fim de regularem as actividades das entidades, determinar as políticas de tributação e como base para estatísticas do rendimento nacional e outras semelhantes; g)Público – As entidades afectam o público de diversos modos. Por exemplo, podem dar uma contribuição Introdução à Contabilidade Rui Costa substancial à economia local de muitas maneiras incluindo o número de pessoas que empregam e patrocinar comércio dos fornecedores locais. As demonstrações financeiras podem ajudar o público ao proporcionar informação acerca das tendências e desenvolvimentos recentes na prosperidade da entidade e leque das suas actividades. Introdução à Contabilidade Rui Costa 48
  • 49. 10-11-2011 Elementos das Demonstrações Financeiras: As demonstrações financeiras retratam os efeitos financeiros das transacções e de outros acontecimentos ao agrupá-los em grandes classes de acordo com as suas características económicas. Estas grandes classes são constituídas pelos elementos das D.F., definidas do seguinte modo: Introdução à Contabilidade Rui Costa a)Activo – É um recurso controlado pela entidade como resultado de acontecimentos passados e do qual se espera que fluam para a entidade benefícios económicos futuros; b)Passivo – É uma obrigação presente da entidade proveniente de acontecimentos passados, da liquidação da qual se espera que resulte um exfluxo de recursos da entidade incorporando benefícios económicos; Introdução à Contabilidade Rui Costa 49
  • 50. 10-11-2011 c)Capital Próprio – É o interesse residual nos activos da entidade depois de deduzir todos os passivos; d)Rendimentos – São aumentos nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de influxos ou aumentos de activos ou diminuições de passivos que resultem em aumentos no capital próprio, que não sejam os relacionados com as contribuições dos participantes no capital próprio. Introdução à Contabilidade Rui Costa e)Gastos – São diminuições nos benefícios económicos durante o período contabilístico na forma de exfluxos ou deperecimento de activos ou na incorrência de passivos que resultem em diminuições no capital próprio, que não sejam as relacionadas com distribuições aos participantes no capital próprio. Introdução à Contabilidade Rui Costa 50
  • 51. 10-11-2011 Balanço: A finalidade subjacente à elaboração de um balanço é proporcionar informação acerca da posição financeira da empresa/ entidade que é afectada pelos recursos económicos que ela controla, pela sua estrutura financeira, pela sua liquidez e solvência, e pela sua capacidade de se adaptar às alterações no ambiente que opera. Introdução à Contabilidade Rui Costa Portanto, num qualquer balanço é possível encontrar informação cuja utilidade é explicitada como segue: a) A informação acerca dos recursos económicos controlados pela entidade e a sua capacidade no passado para modificar estes recursos é útil na predição da capacidade da entidade para gerar no futuro caixa e equivalentes de caixa; Introdução à Contabilidade Rui Costa 51
  • 52. 10-11-2011 b) A informação acerca da estrutura financeira é útil na predição de futuras necessidades de empréstimos e de como os lucros futuros e fluxos de caixa serão distribuídos entre os que têm interesses na entidade; é também útil ao predizer que sucesso a entidade provavelmente terá em conseguir fundos adicionais; c) A informação acerca da liquidez e solvência é útil na predição da capacidade da entidade para satisfazer Introdução à Contabilidade Rui Costa os seus compromissos financeiros à medida que se vencerem. A liquidez refere-se à disponibilidade de caixa no futuro próximo depois de ter em conta os compromissos financeiros durante este período. A solvência refere-se à disponibilidade de caixa durante prazo mais longo para satisfazer os compromissos financeiros à medida que se vençam. Introdução à Contabilidade Rui Costa 52
  • 53. 10-11-2011 Um Balanço é assim, um quadro alfanumérico que contém informação, reportada a determinada data, acerca dos recursos utilizados e da forma como estão a ser financiados (por terceiros e pelos titulares da empresa). A informação alfabética refere-se, por regra, a itens que agregam várias rubricas previstas no código das contas, ao passo que a informação numérica respeita a duas datas homólogas para permitir comparar as quantias que lhes Introdução à Contabilidade Rui Costa correspondem. Na face do balanço uma empresa/ entidade deve apresentar activos correntes e não correntes, e passivos correntes e não correntes. Introdução à Contabilidade Rui Costa 53
  • 54. 10-11-2011 Activo Corrente e Activo não Corrente: Um activo deve ser classificado como corrente quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios (NCRF 1. 14): a) Espera-se que seja realizado, ou pretende-se que seja vendido ou consumido, no decurso normal do ciclo operacional (NCRF 1. 16) da entidade; Introdução à Contabilidade Rui Costa b) Esteja detido essencialmente para a finalidade de ser negociado; c) Espera-se que seja realizado num período até doze meses após a data do balanço; d) É caixa ou equivalente de caixa, a menos que lhe seja limitada a troca ou uso para liquidar um passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. Introdução à Contabilidade Rui Costa 54
  • 55. 10-11-2011 Todos os outros activos que não satisfaçam os critérios anteriormente apresentados devem ser classificados como não correntes, isto é, os activos não correntes são definidos pela negativa relativamente aos activos correntes. Introdução à Contabilidade Rui Costa Passivo Corrente, Passivo não Corrente e Capital Próprio: Um passivo deve ser classificado como corrente quando satisfizer qualquer dos seguintes critérios (NCRF 1. 17): a) Se espere que seja liquidado durante o ciclo operacional normal da entidade; Introdução à Contabilidade Rui Costa 55
  • 56. 10-11-2011 b) Esteja detido essencialmente para a finalidade de ser negociado; c) Deva ser liquidado num período até doze meses após a data do balanço; d) A entidade não tem um direito incondicional de diferir a liquidação do passivo durante pelo menos doze meses após a data do balanço. Introdução à Contabilidade Rui Costa A classificação de passivo não corrente é feita pela negativa relativamente aos passivos correntes. Os activos e passivos não devem ser compensados, excepto quando tal for exigido ou permitido por uma NCFR; a compensação, prejudica a capacidade dos utentes em compreender as transacções, outros acontecimentos e condições que tenham ocorrido e de avaliar os futuros Introdução à Contabilidade Rui Costa fluxos de caixa da entidade. 56
  • 57. 10-11-2011 No balanço, a presentação dos elementos constitutivos do activo é feita por ordem crescente de liquidez (dos menos líquidos para os mais líquidos, sendo certo que o dinheiro em caixa ou depositado em bancos, é o expoente máximo da liquidez). Introdução à Contabilidade Rui Costa Por outro lado, no activo não se apresentam verbas a deduzir, ou seja, os recursos são apresentados em termos do seu valor líquido, pelo que as deduções não aprecem evidenciadas, como é o caso das: a) Depreciações e amortizações acumuladas; b) Deduções de obsolescência nos inventários; c) Deduções de dívidas de cobrança duvidosa nas contas a receber. Introdução à Contabilidade Rui Costa 57
  • 58. 10-11-2011 Os elementos constitutivos do capital próprio e do passivo (2º membro do balanço) são apresentados por ordem crescente de exigibilidade (dos menos exigíveis para os mais exigíveis, sendo certo que o capital realizado é menos exigível do que as contas a pagar). Introdução à Contabilidade Rui Costa A informação respeitante ao desempenho de uma entidade é proporcionada pela demonstração de resultados, que é útil a fim de avaliar a performance e em particular a sua lucratividade; é necessária a fim de se conhecer e determinar as alterações potenciais nos recursos económicos que seja provável que ela controle no futuro. Introdução à Contabilidade Rui Costa 58
  • 59. 10-11-2011 A informação respeitante ao desempenho é útil na predição da capacidade da entidade gerar fluxos de caixa a partir dos seus recursos básicos existentes. È também útil na formação de juízos de valor acerca da eficácia com que a entidade pode empregar recursos adicionais. Introdução à Contabilidade Rui Costa A Demonstração de Resultados é um quadro alfanumérico que contém informação, reportada a um determinado período, acerca dos rendimentos que a entidade gera e dos gastos que lhes estão associados. A informação alfabética refere-se, por regra, a itens que agregam várias rubricas previstas no código das contas, ao passo que a informação numérica respeita a dois períodos homólogos para permitir comparar as quantias que lhes Introdução à Contabilidade Rui Costa correspondem. 59
  • 60. 10-11-2011 Os rendimentos e gastos não devem ser compensados, excepto quando tal for exigido ou permitido por uma NCRF. Os factores que contribuem positiva e negativamente para o resultado líquido podem ser explicitados em duas perspectivas diferentes: -Um coloca o enfoque nas naturezas dos gastos; -O outro coloca nas funções empresariais. Introdução à Contabilidade Rui Costa O primeiro serve de suporte à demonstração de resultados por natureza; O segundo serve de suporte à demonstração de resultados por funções. Introdução à Contabilidade Rui Costa 60
  • 61. 10-11-2011 Desde meados da década de 90 do século passado que a tendência vem sendo no sentido do abandono dos processos de registo manuais ou mesmo mecânicos ou electromecânicos, com adopção generalizada de processos informatizados. Introdução à Contabilidade Rui Costa A comprovada necessidade de tratamento de grande volume de dados que visam proporcionar informação fiável, e em tempo útil, para a tomada de decisões a diversos níveis, conjugada com os avanços conseguidos no domínio da informática, revolucionaram todos os processos clássicos de escrituração, subalternizando os respectivos fundamentos teóricos. Introdução à Contabilidade Rui Costa 61
  • 62. 10-11-2011 O suporte de todo o processo contabilístico, são os documentos referentes às operações realizadas pelas empresas e demais entidades. Estas operações têm por base as transacções efectivamente realizadas (as compras, as vendas, o processamento das remunerações, o aluguer de viaturas, etc.), bem como a determinados Introdução à Contabilidade Rui Costa factos que, ainda não correspondem a transacções efectivas, mas que possam afectar ou vir afectar a situação financeira ou os resultados presentes ou futuros. A contabilidade consiste no registo, por ordem cronológica, dessas situações em suportes próprios, por forma a que se elaborem relatórios com vista à prestação de informação aos seus múltiplos utentes (stakeholders). Introdução à Contabilidade Rui Costa 62
  • 63. 10-11-2011 Operações e Factos Classificar e Actualizar Elaborar Processar Contas Relatórios Introdução à Contabilidade Rui Costa Recorrendo às modernas tecnologias de informação, a maioria destes procedimentos podem ser automatizados (classificação automática das vendas, das compras, das operações de caixa, das compras de bens para o investimento, etc.), pelo que o grande esforço dos responsáveis da contabilidade se tem centrado na concepção e organização do sistema contabilístico, na Introdução à Contabilidade Rui Costa 63
  • 64. 10-11-2011 ligação com os restantes subsistemas de informação (gestão comercial, gestão de compras, da tesouraria, do pessoal, etc.) e, em particular, garantir que as contas reflictam uma imagem fiem e verdadeira da situação financeira da empresa e dos resultados da sua actividade. Introdução à Contabilidade Rui Costa Algumas vantagens da contabilidade informatizada: -Aumento da produtividade; -Melhoria da qualidade dos serviços (impressão electrónica); -Maior estímulo para os profissionais da área (facilidade de alimentar os sistemas com informações precisas); Introdução à Contabilidade Rui Costa 64
  • 65. 10-11-2011 -Facilidade para a leitura prévia dos relatórios; -Atendimento às exigências dos órgãos quanto ao cumprimento de prazos; -Facilidade de acesso às informações da empresa; -Maior segurança das informações; -Elaboração de cópias de segurança; -Etc. Introdução à Contabilidade Rui Costa 65