Controle

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Controle

  1. 1. Controlo Gestão e Organização de Empresas
  2. 2. Definição <ul><li>Processo que orienta as actividades dos trabalhadores para a realização dos objectivos organizacionais. Garante a organização como um todo. </li></ul><ul><li>Mandamentos </li></ul><ul><ul><li>Os objectivos da empresa são de natureza diversa, pelo que os instrumentos de controlo não se referem apenas à dimensão “rendibilidade ” </li></ul></ul><ul><ul><li>O controlo organiza a convergência de interesses entre cada unidade e a empresa no seu conjunto </li></ul></ul><ul><ul><li>A descentralização das decisões e a delegação de autoridade são condições de exercício do controlo </li></ul></ul><ul><ul><li>O controlo actua muito mais sobre as pessoas do que sobre os números </li></ul></ul><ul><ul><li>Os instrumentos de controlo são concebidos com vista à acção e não apenas à documentação </li></ul></ul><ul><ul><li>O horizonte temporal do controlo é fundamental </li></ul></ul><ul><ul><li>O sistema de recompensas e sanções é parte integrante do controlo </li></ul></ul><ul><ul><li>Os actores do controlo são muito mais os operacionais que os gestores </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  3. 3. O processo <ul><li>Detecta e corrige os desvios dos resultados obtidos em comparação com os objectivos definidos </li></ul><ul><li>Fases </li></ul><ul><ul><li>Estabelecimento dos standards ou padrões de desempenho </li></ul></ul><ul><ul><li>Medida do desempenho </li></ul></ul><ul><ul><li>Comparação do desempenho real em relação em relação aos standards e determinação dos desvios </li></ul></ul><ul><ul><li>Correcção dos desvios </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  4. 4. 1ª Estabelecimento dos standards <ul><li>Standard </li></ul><ul><ul><li>É o nível de desempenho esperado em relação a um certo objectivo </li></ul></ul><ul><ul><li>Tipos </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>De quantidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Aumentar 20% a quota de mercado </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>De qualidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Responder a todas as queixas de clientes </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>De tempo </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Em 24 horas </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>De custos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Diminuir os custos de produção em 25% </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><li>Para todas as actividades da empresa </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  5. 5. 2ª Medida de desempenho <ul><ul><li>Dados sobre o desempenho </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Relatórios escritos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Sistema de informação geral </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Relatórios orais </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Esclarecimentos </li></ul></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Observação directa </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><ul><li>Informação qualitativa </li></ul></ul></ul></ul><ul><li>3ª Comparação do desempenho real em relação aos standards e determinação dos desvios </li></ul><ul><ul><li>Os gestores avaliam as medidas de desempenho em relação aos standards definidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Princípio de excepção </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Concentração nos desvios significativos </li></ul></ul></ul><ul><li>4ª Correcção dos desvios </li></ul><ul><ul><li>Realização de acções para eliminar os desvios do desempenho </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  6. 6. Tipos de controlo <ul><li>Segundo o momento em que é realizado </li></ul>Gestão e Organização de Empresas Tipo Quando? Como? O quê? Para quê? A priori dos inputs feed forward Antes do início das operações Delimita antecipadamente as actividades Políticas Procedimentos Regras Prevenir problemas antes que apareçam Corrente do processo Durante a realização das operações Controlo corrente das operações em curso Supervisão Resolver problemas quando são detectados A posteriori dos outputs feed back Após a conclusão das operações Recolhe e analisa dados sobre o desempenho Informação sobre os resultados Corrigir desvios às previsões
  7. 7. Segundo o grau de amplitude Gestão e Organização de Empresas Tipo Amplitude Características Estratégico Toda a empresa Genérico Sintético Longo prazo Táctico Uma área específica Menos genérico Mais pormenorizado Médio prazo Operacional Uma unidade operacional Analítico Pormenorizado Curto prazo
  8. 8. Segundo a posição das pessoas controladas e que controlam Gestão e Organização de Empresas Tipo Controlador Controlado Auto-controlo Operacional Hierárquico Superior Operacional Hetero-controlo Funcional Staff Operacional Lateral Operacional Operacional
  9. 9. A gestão de stocks <ul><li>A gestão deve decidir </li></ul><ul><ul><li>Quais os bens ou serviços a produzir </li></ul></ul><ul><ul><li>Quantos de cada </li></ul></ul><ul><ul><li>E o que manter em stock </li></ul></ul><ul><li>Os stocks incluem </li></ul><ul><ul><li>Matérias primas a processar </li></ul></ul><ul><ul><li>Produtos em vias de fabrico e acabados </li></ul></ul><ul><ul><li>Artigos de apoio </li></ul></ul><ul><ul><li>Reservas de manutenção </li></ul></ul><ul><li>O controlo de stocks permite assegurar e manter o tipo e quantidade óptima dos recursos físicos exigidos pelo plano estratégico </li></ul>Gestão e Organização de Empresas
  10. 10. Continuação <ul><li>Conceito de stock </li></ul><ul><ul><li>É o conjunto das mercadorias ou dos artigos acumulados que aguardam uma utilização posterior mais ou menos próxima e que permite alimentar regularmente os utilizadores sem lhes impor as interrupções de fabrico ou os prazos de entrega dos fornecedores </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  11. 11. Tipos de stocks <ul><li>Matérias primas </li></ul><ul><ul><li>Integram o produto final </li></ul></ul><ul><li>Consumíveis e utensílios </li></ul><ul><ul><li>Artigos de manutenção, reparação e operações </li></ul></ul><ul><li>Produtos em vias de fabrico </li></ul><ul><ul><li>Matérias em trânsito pelas várias fases de produção </li></ul></ul><ul><li>Produtos acabados </li></ul><ul><ul><li>Produtos finais ainda não vendidos </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  12. 12. Métodos de controlo de stocks <ul><li>Os stocks são caros </li></ul><ul><ul><li>Armazenagem </li></ul></ul><ul><ul><li>Manutenção </li></ul></ul><ul><ul><li>Dinheiro empatado </li></ul></ul><ul><li>Formas de controlar </li></ul><ul><li>De forma a manter os stocks mínimos, sem ter no entanto rupturas </li></ul>Gestão e Organização de Empresas
  13. 13. Gestão económica de stocks <ul><li>Quantas unidades encomendar e com que frequência? </li></ul><ul><ul><li>Implica o equilíbrio entre os custos de ter excesso de stocks ou ter falta deles. </li></ul></ul><ul><li>Factores de custos </li></ul><ul><ul><li>Custos de encomenda </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Custos administrativos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Custos de recepção da mercadoria </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Custos de armazenagem </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Custos de posse </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Juros do capital investido </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Custos do espaço de armazenagem </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Impostos </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Seguros de incêndio, roubo </li></ul></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  14. 14. Vantagens da existência de stocks <ul><li>Possibilita a não interrupção do processo produtivo </li></ul><ul><li>Possibilita o aproveitamento de condições especiais de compra </li></ul><ul><li>Minimiza os problemas resultantes de atrasos nas entregas por parte do fornecedor </li></ul><ul><li>Minimiza os custos administrativos com as compras </li></ul>Gestão e Organização de Empresas
  15. 15. Desvantagens <ul><li>Custos com armazenagem </li></ul><ul><li>Empate de capital </li></ul><ul><li>Aumenta o risco da existência de produtos obsoletos </li></ul><ul><li>Aumenta o risco da existência da deterioração dos stocks </li></ul><ul><li>A metodologia da gestão de stocks é apenas aplicada aos produtos ou materiais considerados estratégicos. A definição de produto estratégico resulta da análise de inventário. </li></ul>Gestão e Organização de Empresas
  16. 16. Fases da análise de inventário <ul><li>Levantamento de todos os inputs da empresa e respectiva codificação </li></ul><ul><li>Identificação das características específicas dos inputs </li></ul><ul><li>Levantamento do valor de compras (pxQ) de cada input feitas no ano anterior </li></ul><ul><li>Aplicação do método ABC </li></ul><ul><ul><li>Este diz-nos que 20% dos inputs correspondem a 80% do valor das compras </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  17. 17. Método ABC <ul><li>Depois de termos o valor das compras devemos </li></ul><ul><ul><li>Ordenar os inputs em função do valor das compras, ou seja, por ordem decrescente </li></ul></ul><ul><ul><li>Calcular os correspondentes valores acumulados das compras </li></ul></ul><ul><ul><li>Calcular as % dos valores acumulados relativamente ao valor total das compras </li></ul></ul><ul><ul><li>Delimitar as classes </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Classe A = 75% a 80% (materiais específicos, stocks com elevada rotatividade) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Classe B = 90% a 95% (menor controlo, permanência em armazém média, 3 a 8 meses) </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Classe C = próximo dos 100% (podem ser comprados para o ano, têm uma rotatividade muito pequena) </li></ul></ul></ul><ul><ul><li>Redefinir as classes em função das características específicas dos inputs </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  18. 18. Exemplo <ul><li>Os técnicos de produção e os técnicos do departamento de aprovisionamento da empresa “Matrix, Lda.” forneceram as seguintes informações </li></ul><ul><ul><li>O produto C têm um elevado teor tecnológico e a tecnologia em causa está em fase de grande mutação </li></ul></ul><ul><ul><li>A matéria prima D é adquirida em mercado altamente instáveis </li></ul></ul><ul><ul><li>A matéria prima A é deteriorável </li></ul></ul><ul><ul><li>A matéria prima E é proveniente da Arábia Saudita </li></ul></ul><ul><li>As compras do ano transacto foram as seguintes </li></ul>Gestão e Organização de Empresas Artigos Preço unitário Quantidade comprada A 310 5500 B 120 1000 C 100 3100 D 200 5300 E 694 2000 F 220 1000 G 280 7000 H 320 1500 I 210 1000 J 380 1650
  19. 19. Método do ponto da encomenda <ul><li>Vamos considerar que é conhecida a procura de determinado artigo, num dado período e admitir que a procura se distribui regularmente ao longo do período em análise </li></ul><ul><li>Definir três tipos de custos </li></ul><ul><ul><li>Custos de aquisição (C 1 ) </li></ul></ul><ul><ul><li>Custos de efectiva ç ão ou passagem de encomendas (C 2 ) </li></ul></ul><ul><ul><li>Custos de posse das existências (C 3 ) </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  20. 20. Limitações <ul><li>Na pratica não existem certezas e este método assume como conhecido o momento exacto para se lançar a encomenda </li></ul><ul><ul><li>Transporte </li></ul></ul><ul><ul><li>Tempo espera </li></ul></ul><ul><ul><li>Greves, … </li></ul></ul><ul><li>Assume que a procura é conhecida, no entanto esta é influenciada por </li></ul><ul><ul><li>Preços da concorrência </li></ul></ul><ul><ul><li>Condições económicas e sociais </li></ul></ul><ul><ul><li>Produtos substitutos </li></ul></ul><ul><ul><li>… </li></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  21. 21. Custos de aquisição <ul><li>Preço pago ao fornecedor, incluindo custos de transporte e seguro, caso não estejam considerados no preço da factura </li></ul><ul><li>C 1 – custo total de aquisição durante o ano </li></ul><ul><li>N – nº total de unidades adquiridas durante o ano </li></ul><ul><li>P – preço de cada unidade </li></ul>Gestão e Organização de Empresas C 1 = p x n
  22. 22. Custo de efectivação de encomenda <ul><li>Representa o custo de efectivação ou passagem de encomendas e é constituído pelo somatório dos encargos decorrentes de </li></ul><ul><ul><li>Custos formulários </li></ul></ul><ul><ul><li>Tempo dispendido na redacção da encomenda </li></ul></ul><ul><ul><li>Encargos de descarga, verificação, classificação e anulação dos produtos recebidos </li></ul></ul><ul><ul><li>Recepção quantitativa e qualitativa dos artigos </li></ul></ul><ul><ul><li>Deslocações de compradores </li></ul></ul><ul><ul><li>Gastos gerais administrativos </li></ul></ul><ul><li>A – custo de efectivação ou passagem de cada encomenda </li></ul><ul><li>Q – o nº de unidades de cada encomenda (lote) </li></ul><ul><li>N – nº total de artigos consumidos durante o ano </li></ul>Gestão e Organização de Empresas C 2 = A x N/Q
  23. 23. Custo de posse das existências <ul><li>Pode exprimir-se em valores absolutos ou em percentagem do valor médio investido em existências durante o ano – stock médio </li></ul><ul><li>Componentes </li></ul><ul><ul><li>Custo de armazenagem física </li></ul></ul><ul><ul><li>Seguro das existências </li></ul></ul><ul><ul><li>Envelhecimento, deterioração e extravio </li></ul></ul><ul><ul><li>Custo do capital imobilizado em existências </li></ul></ul><ul><ul><li>Prejuízos por oscilações de preços </li></ul></ul><ul><li>Q/2 = stock médio </li></ul><ul><li>R = somatório das componentes do custo em %, taxa de posse dos stocks </li></ul><ul><li>P + A/Q = custo de uma unidade conservada em stock </li></ul>Gestão e Organização de Empresas C 3 = [Q/2 x (p + A/Q)] x r
  24. 24. Custo total <ul><li>A fórmula do custo total resulta do somatório dos vários custos, ou seja, do C 1 , C 2 , C 3 . </li></ul><ul><li>A quantidade ou lote económico da encomenda será calculado com base na seguinte fórmula </li></ul>Gestão e Organização de Empresas Ct = N x p + A x N/Q + r x p x Q/2 + r x A/2 Q e = raiz quadrada de (2xAxN)/(rxp)
  25. 25. Lote económico <ul><li>É o nº fixo de unidades de determinado artigo que deve ser comprado de cada vez, a fim de se obter um valor mínimo para o seu custo total à saída do armazém </li></ul><ul><li>Descontos de quantidade </li></ul><ul><ul><li>A fórmula anterior assentou na hipótese de que o preço unitário dos artigos comprados era o mesmo, qualquer que fosse a quantidade de encomenda. </li></ul></ul><ul><ul><li>No entanto ao estudar o mercado vimos que existem </li></ul></ul><ul><ul><ul><li>Práticas de preços fixos com descontos de quantidade </li></ul></ul></ul><ul><ul><ul><li>Ou se aceita a negociação de preços </li></ul></ul></ul>Gestão e Organização de Empresas
  26. 26. Exemplo <ul><li>Sendo o nosso objectivo minimizar os custos temos que estudar os efeitos do desconto sobre os diversos custos. </li></ul><ul><li>Não existe no entanto fórmula geral para determinar a quantidade económica, temos que calcular para cada preço e comparar, escolhendo o mais económico </li></ul>Gestão e Organização de Empresas Quantidade encomendada Desconto Preço unitário 1 -11 - 1 12 – 59 15% 0.85 60 – 143 25% 0.75 > 144 40% 0.60

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