Montagem apresentacao cotas

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Apresentação de trabalho dos alunos do curso de Jornalismo Científico do Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo (Labjor) da Universiade Estadual de Campinas (Unicamp) sobre o tema "Cotas para negros em Universidades", apresentado como trabalho de final de semestre na matéria de Políticas Públicas do prof. Geraldo Di Giovanni.
Trabalho Completo disponível em: http://www.slideshare.net/eniorodrigo/cotas-uma-publicao-sobre-o-tema

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Montagem apresentacao cotas

  1. 1. Trabalho para matéria de Políticas Públicas e Sociedade, minstrada por Geraldo Di Giovannipolítica de COTAS
  2. 2. HistóricoDescobrimento do Brasil > expansão marítima européia ea colonização do novo mundo > modelo sórdido de exploraçãoHabitantes indígenas locais > escravos, dizimados ou exterminadosMilhares de negros > tirados de sua terra para servirem aosinteresses mercantis dos colonizadores > escravizadosDurante séculos, negros e indígenas foram subjugados e proibidosde manifestar suas culturas
  3. 3. HistóricoAssinatura da Lei Áurea > fim da escravidão, mas não garantiudireitos fundamentais aos recém libertos > terra, moradia, tra-balho e capital“Tanto no meio rural como no urbano, a liberdade restituída coma Lei Áurea representou mais um passaporte da exclusão do queum convite à participação igual e efetiva no mundo do trabalholivre que então se inaugurava” - Edson Borges, Carlos AlbertoMedeiros e Jacques d’Adesky; livro Racismo, preconceito e intol-erância Em resumo: não ajudou a incluir de forma efetiva o negro na sociedade
  4. 4. PanoramaOs estereótipos contra o ex-escravo mantiveram o negro nos trabalhosmenos nobres e sem a condição de crescer socialmente, mantendo umcírculo vicioso que ainda perdura46% de negros e pardos no Brasil, segundo o IBGESEGUNDO IPEA, DESDE 1929 TODAS AS POLÍTICAS UNIVERSAIS IMPLAN-TADAS NO BRASIL NÃO MUDARAM EM UM DÍGITO O DESNÍVELENTRE BRANCOS E NEGROS
  5. 5. LEI DE COTASO PL 73/1999, também conhecido como Lei de Cotas,“institui o Sistema Especial de Reserva de Vagas paraestudantes egressos de escolas públicas, em especialnegros e indígenas, nas instituições públicas federaisde educação superior”.
  6. 6. LEI DE COTAS É MELHOR TER BRANCOS RESSENTIDOS DO QUE NÃO TER NEGROS NA UNIVERSIDADEMinistra Chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial Matilde Ribeiro
  7. 7. LEI DE COTASMesmo sem ter sido aprovada, a discussão sobre a Lei de Cotas “estimulou instituições de ensino superior de todo o País aaprovar em seus colegiados a adoção de cotas para negros e in- dígenas, atualmente praticadas por cerca de 40 universidades públicas” (Idem)
  8. 8. Estrutura formalTeoriaUma história de exclusão:• Tráfico • Desqualificação da mão-de-obra• Escravidão • Analfabetismo• Abolição com exploração do trabalho • Exclusão socialConjunto de práticas1. Reserva de 50% das vagas de instituições públicas federais de educação superior para estudantes que tenham cursado integralmente oensino médio em escolas públicas.2. Acompanhamento e avaliação das atividades pelo MEC e pela Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial daPresidência da República.3. Revisão no prazo de dez anos, pelo Poder Executivo, do sistema especial para o acesso de estudantes negros, pardos e indígenas, bemcomo daqueles que tenham cursado integralmente o ensino médio em escolas públicas, nas instituições de educação superior.MetasAinda não definidasObjetivosInclusão de grupos étnicos historicamente excluídos no processo de desenvolvimento socialPopulação-alvoEstudantes egressos de escolas públicas, em especial negros e indígenas
  9. 9. Estrutura substantivaAtoresOrganizações não-governamentais que trabalham com a temática da inclusão - Educafro; diferentes instâncias do governo, especial-mente deputados, senadores e a ministra-chefe da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Matilde Ribeiro;estudantes; universidades federais, reitores; militantes políticos.Interesses• Econômico: mercadológico, pois o aumento no número de vagas vai resultar em um aumento no número de pessoas com acesso aomercado.• Político: lógica = acumulação de poder.• Reprodução social: melhorar qualidade de vida destes grupos excluídos; oportunidades iguais de acesso ao mercado.RegrasAs vagas serão preenchidas por uma proporção mínima de autodeclarados negros e indígenas igual à proporção de pretos, pardos e indí-genas na população da unidade da Federação onde está instalada a instituição, segundo o último censo do IBGE*.* Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística
  10. 10. VestibularEntre os exemplos de vestibular de cotas nas universidades federais, podemos citaros da Universidade de Brasília (UnB) e da Universidade Federal da Bahia (UFBA).A UnB reserva 20% das suas vagas para alunos negros que alcançarem as notasmínimas no vestibular.No caso de indígenas, a vaga poderá ser solicitada (são previstas 20 vagas anuaisque poderão ser solicitadas do total de 3900 alunos ingressantes todo ano).
  11. 11. VestibularNo caso da UFBA o vestibular é dividido entre duas grandes categorias que nãoconcorrem entre si, sendo 45% das vagas disputadas entre alunos oriundos daescola públicas, negros e índios.Em ambas as categorias existe o sistema eliminatório em primeira fase, notade corte e classificação por nota máxima, porém calculadas diferentemente.No caso dos cotistas a nota de corte se dá pela média das notas gerais dosvestibulandos cotistas e posteriormente pela classificação por nota máxima.Entretanto no sistema da UFBA existe uma sutil diferença em relação aoutros vestibulares: alunos cotistas que obtêm a nota de corte necessáriapara o vestibular não-cotista são automaticamente avaliados nessa categoria,aumentando as vagas de alunos cotistas.
  12. 12. Vestibular USP, Unicamp e Unesp encamparam a idéia de “ação afirmativa” defendida por Leandro Tessler, da Comissão para Vestibulares da Unicamp (Convest), como “a criação de mecanismos de seleção nas quais as chances de sucesso de todos sejam tão semelhantes quanto possível.” Para Leandro, a confusão entre ação afirmativa e cotização do vestibular não deve ocorrer, pois ambos são formas de ações afirmativas positivas, porém o que ocorre no Brasil é a ênfase da discussão na cotização do vestibular.
  13. 13. prós econtras Entre os que defendem e os que atacam a política de cotas nas universidades, destacamos alguns de seus principais pontos PRÓS CONTRAS Constitucionalidade Inconstitucionalidade Historicamente, o Brasil sempre tratou os negros de forma As cotas feririam o princípio constitucional de que todos desigual, negando-lhes oportunidades de acesso à edu- são iguais perante a lei e que devem ter igualdade de con- cação e mercado de trabalho, entre outros, o que só agra- dições para o acesso em estabelecimentos oficiais. vou a situação de injustiça racial presente na sociedade brasileira. O sistema de cotas ajudaria a reverter essa Injustiça condição de desigualdade. Como não existe meio científico para comprovar a origem racial de uma pessoa, as cotas para alunos negros e in- Justiça dígenas poderiam causar situações de injustiça, pois a Em termos de ascensão social, pobres e negros têm menos autodeclaração racial poderia ser usada de modo apenas condições de melhorar de vida e participar das benesses a beneficiar alunos interessados em concorrer por vagas do sistema econômico e social. O sistema de cotas pode- dentro do sistema de cotas, em detrimento dos demais ria ajudar a reduzir essa desigualdade e até mesmo a concorrentes. exclusão social, já que apenas 2,5% dos negros chegam à universidade, enquanto 7% dos brancos têm acesso aos Qualidade do ensino cursos superiores. O sistema de cotas permitiria a entrada nas universidades públicas de alunos despreparados, que não passariam no Qualidade do ensino vestibular normal, o que faria cair o nível do ensino nas Comparativamente, as notas obtidas por estudantes cotis- universidades públicas. tas e não-cotistas em universidades públicas não mos- traram, até o momento, diferença de desempenho, com tendência de melhores resultados aos alunos cotistas, em casos mais recentes.
  14. 14. Discentes(em ordem alfabética) Camila Salles Cassius Guimarães Cristina Caldas Diego FreireEnio Rodrigo Barbosa Silva Murilo Alves Pereira Luiz Paulo Juttel Roberta Tojal Samuel Antenor

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