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Cartilha cuidado idoso

1) O documento discute os cuidados necessários para cuidadores familiares de idosos frágeis, incluindo as habilidades que os cuidadores devem desenvolver e os possíveis impactos na saúde do cuidador. 2) Também fornece orientações sobre como os cuidadores podem cuidar de si mesmos e lista recursos comunitários que podem auxiliar os cuidadores, como grupos de apoio e instituições de cuidados com idosos. 3) Reconhece a importância do apoio social para os cuidadores e enfatiza a necessidade de

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Cuidador de Idosos
Cartilha do
o cuidador também precisa de cuidados
Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 1
Universidade do Estado do Rio de Janeiro — UERJ
Reitor:
Ricardo Vieiralves de Castro
Vice-reitor:
Paulo Roberto Volpato Dias
Sub-reitora de Graduação (SR-1):
Lená Medeiros de Menezes
Sub-reitora de Pós-graduação e Pesquisa (SR-2):
Monica da Costa Pereira Lavalle Heilbron
Sub-reitora de Extensão e Cultura (SR-3):
Regina Lúcia Monteiro Henriques
Diretoria de Administração Financeira:
Maria Thereza Lopes de Azevedo
Universidade Aberta da Terceira Idade — UnATI
Diretor: Renato Peixoto Veras
Vice-diretora: Célia Pereira Caldas
Coordenadora de Projetos de Extensão: Sandra Rabello de Frias
Rio de Janeiro, 2012
	 Recursos Comunitários são ações da própria comu­
nidade com maior ou menor índice de apoio externo,
partindo-se do princípio que as comunidades possuem
os potenciais recursos para gerarem o seu próprio desen­
volvimento. Compreendendo a importância do acesso a
estes recursos a UnATI/UERJ desenvolve um projeto que
oferece aos idosos e àqueles que lidam com este segmento
populacional, cartilhas que abordam aspectos importantes
do cuidado ao idoso. A intenção é democratizar informação
de qualidade e fundamentação científica, produzida na
universidade.
	 Os cuidadores familiares de idosos fragilizados são
nosso foco nesta edição. Trata-se de um grupo que aumenta
a cada dia, à medida que aumenta a população idosa em
nossa sociedade. Mesmo que o Estado ofereça recursos de
apoio comunitário, ainda assim, a família continuará a ser
o principal suporte ao idoso, razão pela qual precisamos
valorizar e dar todo o suporte possível ao cuidado familiar.
Este é o propósito desta cartilha.
Célia Pereira Caldas
Vice-diretora da UnATI
APRESENTAÇÃO
Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 32
	 A Constituição e o Estatuto do Idoso (Lei 10741/
2003), criado para regulamentar o Art.230 da Constituição
Federal (CF), contextualizam, na forma da lei, o envelhecer
como fato, garantindo ao cidadão que envelhece no Brasil,
direitos fundamentais à manutenção de sua vida, do
respeito e da dignidade humana.
	 No Art. 229 da CF deve-se observar que este assegura
aos pais o direito de receber dos filhos o amparo e todos
os meios necessários à garantia e à preservação dos valores
constitucionais que o estatuto do idoso regulamentou.
Assim,oArt.3ºdoEstatutodoIdosogarante,comprioridade,
ao cidadão idoso os direitos de que trata com exclusividade.
São eles: direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação,
à cultura, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à
dignidade, ao respeito e à convivência familiar.
	 Neste contexto, entendemos e concluímos que estava
na hora de tratarmos dos cuidados aos idosos fragilizados.
	 A UnATI desenvolve, junto à Sub Reitoria de Exten­
são e Cultura da UERJ, um projeto que denominamos
Recursos Comunitários à pessoa idosa: cartilhas de ações
educativas. Esse projeto visa produzir materiais de cunho
informativo, com o objetivo de democratizar conteúdos e
dados que possam auxiliar a pessoa idosa na conquista de
seus direitos. É nosso objetivo também instrumentalizar
as famílias e a sociedade para entender a dinâmica do
envelhecimento humano e suas interfaces. Nesta edição
dedicaremos nosso trabalho aos cuidadores familiares de
idosos fragilizados.
“Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um pedaço de barro.
Logo teve uma idéia inspirada. Tomou um pouco de barro e começou a
dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito, apareceu Júpiter.
Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom
grado. Quando, porém, Cuidado quis dar um nome à criatura que havia
moldado, Júpiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome. Enquanto
Júpiter e Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis também ela
conferir o seu nome à criatura, pois fora feita de barro, material do corpo
da Terra. Originou-se então uma discussão generalizada. De comum acordo
pediram a Saturno que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte
decisão que pareceu justa: Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá,
pois, de volta este espírito por ocasião da morte dessa criatura. Você,
Terra, deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu corpo
por ocasião da morte da criatura. Mas como você, Cuidado, foi quem,
por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela
viver. E uma vez que entre vocês há acalorada discussão acerca do nome,
decido eu: essa criatura será chamada Homem, isto é, feita de húmus,
que significa terra fértil”.
		 Boff, Leonardo. Livro “Saber Cuidar” (1999)
Prefácio
Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 54
Quais as consequências que a atividade de
cuidado de idosos pode trazer para a saúde
e o bem estar social do cuidador?
	
	 Considerando o surgimento de algumas enfermi­
dades que acometem o idoso fragilizado, entendemos que
esses processos exigem que o cuidador desenvolva trabalhos
e tarefas para os quais não foi instruído ou orientado. Na
maioria dos casos, o cuidador também não foi informado
sobre como lidar com o envelhecimento patológico. Essa
inadequação às tarefas e o desconhecimento das situações
com as quais precisa lidar levam, ao longo do tempo, a
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como conseqüências, exaustão, estresse e perda de víncu­
los, tais como: amizades, emprego, cuidado e higiene pes­
soal, lazer, relações afetivas, etc.
Quem é o Cuidador Familiar de Idosos?
	 Segundo algumas pesquisas e publicações, o cuida­
dor fami­liar é um membro da família que assume a res­pon-­
sabilidade do cuidado com o idoso fragilizado. Em geral, uma
única pessoa assume esse papel. Em função desse processo,
o cuidador será obrigado a lidar com muitas modificações
em sua própria vida. Se essas situações não forem bem
elaboradas por ele, ou mesmo por toda a família, poderão
contribuir para o excesso de responsabilidade e exaus­tão
de tarefas que o ato de cuidar traz. À sobrecarga de tare­
fas e excesso de responsabilidade no cuidado, somam-se
prováveis rupturas dos seus vínculos familiares e dos seus
vínculos sociais.
Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 76
É PRECISO CUIDAR DE SI
ATIVIDADES SOCIAIS E DE LAZER
• Dedique-se a atividades que tragam prazer.
• Procure planejar-se para desempenhar estas atividades
com regularidade, sempre que possível. Não desista.
• Aceite ajuda para execução de algumas tarefas, tais
como: pagamento de contas, compra de alimentos e
utensílios, ou pequenos auxílios domésticos.
• Não despreze as oportunidades de ser ajudado por
orgulho ou por algum ressentimento.
• Busque ou resgate vínculos sociais.
• Procure apoio de grupos de ajuda.
CUIDADOR: Vale a pena cuidar de si mesmo!
ATENÇÃO!
• Obedecer a sinais de alerta no que se refere
à própria saúde.
• Realizar exames periódicos.
• Planejar e agendar suas consultas médicas.
• Intensificar o autocuidado.
Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 98
O ESPAÇO DO CUIDADOR E A REDE SOCIAL
DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO CUIDADOR
1- tenho o direito a cuidar de mim.
2- tenho o direito de receber ajuda e participação
dos familiares, nos cuidado do idoso dependente.
3- tenho o direito de procurar ajuda.
4- tenho o direito de ficar aborrecido, deprimido e
triste.
5- tenho o direito de não deixar que meus
familiares tentem manipular-me com sentimentos
de culpa.
6- tenho o direito a receber consideração, afeição,
perdão e aceitação de meus familiares e da
comunidade.
7- tenho o direito de orgulhar-me do que faço.
8- tenho o direito de proteger a minha
individualidade, meus interesses pessoais e minhas
próprias necessidades.
9- tenho o direito de receber treinamento para
cuidar melhor do idoso dependente.
FONTE: Manual do cuidador da pessoa idosa, Tomiko Born (org.). pág.106
PROFISSIONAIS
DE SAÚDE
DESEJOS
DO CUIDADOR
ESPIRITUA-
LIDADE
REDE FAMILIAR
DO QUE NECESSITAM OS CUIDADORES
FAMILIARES DE IDOSOS DEPENDENTES?
GRUPO DE APOIO
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SAÚDE
LAZER
COMPREENSÃO DA
DOENÇA E DO DOENTE
REDE PÚBLICA E/OU
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CUIDADORES E AO PORTADOR
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  • 1. Cuidador de Idosos Cartilha do o cuidador também precisa de cuidados
  • 2. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 1 Universidade do Estado do Rio de Janeiro — UERJ Reitor: Ricardo Vieiralves de Castro Vice-reitor: Paulo Roberto Volpato Dias Sub-reitora de Graduação (SR-1): Lená Medeiros de Menezes Sub-reitora de Pós-graduação e Pesquisa (SR-2): Monica da Costa Pereira Lavalle Heilbron Sub-reitora de Extensão e Cultura (SR-3): Regina Lúcia Monteiro Henriques Diretoria de Administração Financeira: Maria Thereza Lopes de Azevedo Universidade Aberta da Terceira Idade — UnATI Diretor: Renato Peixoto Veras Vice-diretora: Célia Pereira Caldas Coordenadora de Projetos de Extensão: Sandra Rabello de Frias Rio de Janeiro, 2012 Recursos Comunitários são ações da própria comu­ nidade com maior ou menor índice de apoio externo, partindo-se do princípio que as comunidades possuem os potenciais recursos para gerarem o seu próprio desen­ volvimento. Compreendendo a importância do acesso a estes recursos a UnATI/UERJ desenvolve um projeto que oferece aos idosos e àqueles que lidam com este segmento populacional, cartilhas que abordam aspectos importantes do cuidado ao idoso. A intenção é democratizar informação de qualidade e fundamentação científica, produzida na universidade. Os cuidadores familiares de idosos fragilizados são nosso foco nesta edição. Trata-se de um grupo que aumenta a cada dia, à medida que aumenta a população idosa em nossa sociedade. Mesmo que o Estado ofereça recursos de apoio comunitário, ainda assim, a família continuará a ser o principal suporte ao idoso, razão pela qual precisamos valorizar e dar todo o suporte possível ao cuidado familiar. Este é o propósito desta cartilha. Célia Pereira Caldas Vice-diretora da UnATI APRESENTAÇÃO
  • 3. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 32 A Constituição e o Estatuto do Idoso (Lei 10741/ 2003), criado para regulamentar o Art.230 da Constituição Federal (CF), contextualizam, na forma da lei, o envelhecer como fato, garantindo ao cidadão que envelhece no Brasil, direitos fundamentais à manutenção de sua vida, do respeito e da dignidade humana. No Art. 229 da CF deve-se observar que este assegura aos pais o direito de receber dos filhos o amparo e todos os meios necessários à garantia e à preservação dos valores constitucionais que o estatuto do idoso regulamentou. Assim,oArt.3ºdoEstatutodoIdosogarante,comprioridade, ao cidadão idoso os direitos de que trata com exclusividade. São eles: direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar. Neste contexto, entendemos e concluímos que estava na hora de tratarmos dos cuidados aos idosos fragilizados. A UnATI desenvolve, junto à Sub Reitoria de Exten­ são e Cultura da UERJ, um projeto que denominamos Recursos Comunitários à pessoa idosa: cartilhas de ações educativas. Esse projeto visa produzir materiais de cunho informativo, com o objetivo de democratizar conteúdos e dados que possam auxiliar a pessoa idosa na conquista de seus direitos. É nosso objetivo também instrumentalizar as famílias e a sociedade para entender a dinâmica do envelhecimento humano e suas interfaces. Nesta edição dedicaremos nosso trabalho aos cuidadores familiares de idosos fragilizados. “Certo dia, ao atravessar um rio, Cuidado viu um pedaço de barro. Logo teve uma idéia inspirada. Tomou um pouco de barro e começou a dar-lhe forma. Enquanto contemplava o que havia feito, apareceu Júpiter. Cuidado pediu-lhe que soprasse espírito nele. O que Júpiter fez de bom grado. Quando, porém, Cuidado quis dar um nome à criatura que havia moldado, Júpiter o proibiu. Exigiu que fosse imposto o seu nome. Enquanto Júpiter e Cuidado discutiam, surgiu, de repente, a Terra. Quis também ela conferir o seu nome à criatura, pois fora feita de barro, material do corpo da Terra. Originou-se então uma discussão generalizada. De comum acordo pediram a Saturno que funcionasse como árbitro. Este tomou a seguinte decisão que pareceu justa: Você, Júpiter, deu-lhe o espírito; receberá, pois, de volta este espírito por ocasião da morte dessa criatura. Você, Terra, deu-lhe o corpo; receberá, portanto, também de volta o seu corpo por ocasião da morte da criatura. Mas como você, Cuidado, foi quem, por primeiro, moldou a criatura, ficará sob seus cuidados enquanto ela viver. E uma vez que entre vocês há acalorada discussão acerca do nome, decido eu: essa criatura será chamada Homem, isto é, feita de húmus, que significa terra fértil”. Boff, Leonardo. Livro “Saber Cuidar” (1999) Prefácio
  • 4. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 54 Quais as consequências que a atividade de cuidado de idosos pode trazer para a saúde e o bem estar social do cuidador? Considerando o surgimento de algumas enfermi­ dades que acometem o idoso fragilizado, entendemos que esses processos exigem que o cuidador desenvolva trabalhos e tarefas para os quais não foi instruído ou orientado. Na maioria dos casos, o cuidador também não foi informado sobre como lidar com o envelhecimento patológico. Essa inadequação às tarefas e o desconhecimento das situações com as quais precisa lidar levam, ao longo do tempo, a interferências na dinâmica pessoal do cuidador, trazendo como conseqüências, exaustão, estresse e perda de víncu­ los, tais como: amizades, emprego, cuidado e higiene pes­ soal, lazer, relações afetivas, etc. Quem é o Cuidador Familiar de Idosos? Segundo algumas pesquisas e publicações, o cuida­ dor fami­liar é um membro da família que assume a res­pon-­ sabilidade do cuidado com o idoso fragilizado. Em geral, uma única pessoa assume esse papel. Em função desse processo, o cuidador será obrigado a lidar com muitas modificações em sua própria vida. Se essas situações não forem bem elaboradas por ele, ou mesmo por toda a família, poderão contribuir para o excesso de responsabilidade e exaus­tão de tarefas que o ato de cuidar traz. À sobrecarga de tare­ fas e excesso de responsabilidade no cuidado, somam-se prováveis rupturas dos seus vínculos familiares e dos seus vínculos sociais.
  • 5. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 76 É PRECISO CUIDAR DE SI ATIVIDADES SOCIAIS E DE LAZER • Dedique-se a atividades que tragam prazer. • Procure planejar-se para desempenhar estas atividades com regularidade, sempre que possível. Não desista. • Aceite ajuda para execução de algumas tarefas, tais como: pagamento de contas, compra de alimentos e utensílios, ou pequenos auxílios domésticos. • Não despreze as oportunidades de ser ajudado por orgulho ou por algum ressentimento. • Busque ou resgate vínculos sociais. • Procure apoio de grupos de ajuda. CUIDADOR: Vale a pena cuidar de si mesmo! ATENÇÃO! • Obedecer a sinais de alerta no que se refere à própria saúde. • Realizar exames periódicos. • Planejar e agendar suas consultas médicas. • Intensificar o autocuidado.
  • 6. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 98 O ESPAÇO DO CUIDADOR E A REDE SOCIAL DECLARAÇÃO DOS DIREITOS DO CUIDADOR 1- tenho o direito a cuidar de mim. 2- tenho o direito de receber ajuda e participação dos familiares, nos cuidado do idoso dependente. 3- tenho o direito de procurar ajuda. 4- tenho o direito de ficar aborrecido, deprimido e triste. 5- tenho o direito de não deixar que meus familiares tentem manipular-me com sentimentos de culpa. 6- tenho o direito a receber consideração, afeição, perdão e aceitação de meus familiares e da comunidade. 7- tenho o direito de orgulhar-me do que faço. 8- tenho o direito de proteger a minha individualidade, meus interesses pessoais e minhas próprias necessidades. 9- tenho o direito de receber treinamento para cuidar melhor do idoso dependente. FONTE: Manual do cuidador da pessoa idosa, Tomiko Born (org.). pág.106 PROFISSIONAIS DE SAÚDE DESEJOS DO CUIDADOR ESPIRITUA- LIDADE REDE FAMILIAR DO QUE NECESSITAM OS CUIDADORES FAMILIARES DE IDOSOS DEPENDENTES? GRUPO DE APOIO AMIGOS VIZINHOS SAÚDE LAZER COMPREENSÃO DA DOENÇA E DO DOENTE REDE PÚBLICA E/OU PRIVADA DE APOIO AOS CUIDADORES E AO PORTADOR T T T T T T TT T T T TT T
  • 7. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 1110 O Cuidador familiar de idoso precisa desenvolver algu­mas habilidades específicas e precisa conhecer certas características que o cuidado do idoso exige. Isto é necessário para que possa procurar ajuda, apoio ou o auxílio de profissionais, familiares ou mesmo grupos de ajuda, quando isto for indicado: • Garantir os princípios da relação de ajuda. Segundo Goldstein (1995), muitos estudos realizados na última década vêm apontando a importância do suporte social no enfrentamento de crises, transições, doenças, privações, estresse, etc., principalmente no que diz respeito à qualidade desse suporte. A importância do suporte social foi abordado por Lowental e Haven (1968 apud Goldstein,1995), que encontraram em um estudo com 280 idosos uma alta correlação entre a presença de um relacionamento íntimo entre o idoso e uma outra pessoa e o bem- estar psicológico de ambos. • Procurar quebrar mitos, atitudes e estereótipos relacionados ao envelhecimento. • Conhecer os aspectos biopsicossociais do envelhecimento do ser humano. • Procurar conhecer melhor os aspectos que envolvem a autonomia, dependência e independência da pessoa idosa. • Conhecer os aspectos conceituais e legais e sua relação com o cuidado. HABILIDADES QUE O CUIDADOR DE IDOSOS DEVE DESENVOLVER • Promover sempre o ambiente saudável no convívio com o idoso, seja em situação doméstica ou social. Estatuto do idoso Art. 3º É obrigação da família, da comunidade, da sociedade e do poder público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, a efetivação do direito à vida, à saúde, à alimentação, à educação, à cultura, ao esporte, ao lazer, ao trabalho, à cidadania, à liberdade, à dignidade, ao respeito e à convivência familiar e comunitária. • Compreender a dinâmica das atividades de vida diária (AVDs) em suas diferentes dimensões. Atividades de vida diária (AVDs): Tomar banho, escovar os dentes, calçar sapato, vestir a roupa, alimentar-se.
  • 8. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos 1312 INTITUIÇÕES VOLTADAS AO CUIDADO DO IDOSO QUE PODEM AUXILIAR O TRABALHO DO CUIDADOR TELEfONES ÚTEIS E ENDEREÇOS ELETRÔNICOS ABRAZ RJ– Associação Brasileira de Alzheimer Regional Rio de Janeiro Tels: (21) 2717­6868/(21) 2717­6093 Endereço: Avenida Jansen de Melo 208 ­ Centro 24030­221 ­ Niterói Site: www.abrazrj.com.br E­mail: abrazrj@gmail.com Oferece: Curso de cuidadores e outros eventos. APAZ - Associação de Parentes e Amigos de Pessoas com Alzheimer Tel: (21) 2223­0440/ (21) 2518­1410 Endereço: Av. Mal. Floriano, 65 – Centro ­ 20080­004 – Rio de Janeiro Site: www.apaz.org.br Oferece: Reuniões regulares com cuidadores e outros eventos. ANG – Associação Nacional de Gerontologia Seção Rio de Janeiro Tel: (21) 2210­1050 Endereço: Travessa General Justo, 275 – 5º andar – Castelo CEP: 20021-130 – Rio de Janeiro e­mail: Ang­rj@uol.com.br EPSJV – Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio Tel: (21) 2598­4242 Endereço: Av. Brasil, 4365 – Manguinhos 21040­360 – Rio de Janeiro Oferece: Curso de cuidadores. Instituto Geriátrico Miguel Pedro Tel: (21) 2568­8275 Endereço: Boulevard 28 de Setembro, 109 - Vila Isabel 20551­030 – Rio de Janeiro Oferece: Tratamento clínico e ambulatorial, curso para cuidadores e outros eventos voltados para a terceira idade. • Procurar informações sobre a Doença de Alzheimer (DA) com profissionais de saúde qualificados. • Procurar discutir as possibilidades de cuidado com membros da família, equipe de saúde e grupos de apoio a cuidadores. fIQUE ATENTO ORIENTAÇÕES PARA CUIDADORES INFORMAIS NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR AUTORES: ERNESTA FERREIRA DIAS E JAMIRO SILVA WANDERLEI EDITORA: UNICAMP DOENÇA DE ALZHEIMER AUTOR: LEONARDO CAIXETA EDITORA: ARTMED 2012 IDOSOS, FAMILIA E CULTURA UM ESTUDO SOBRE A CONSTRUÇAO DO PAPEL DO CUIDADOR COLEÇÃO: VELHICE E SOCIEDADE AUTOR: SILVIA MARIA AZEVEDO DOS SANTOS EDITORA: ALINEA IDOSOS ACAMADOS, CUIDADOS DOMICILIARES AUTOR: NORTON SAYEG EDITORA: GIZ EDITORIAL SAÚDE DO IDOSO - A ARTE DE CUIDAR AUTOR: CÉLIA PEREIRA CALDAS CUIDAR MELHOR E EVITAR A VIOLÊNCIA - MANUAL DO CUIDADOR DA PESSOA IDOSA ORGANIZADORA: TOMIKO BORN BRASÍLIA, 2008 ORIENTAÇÕES PARA CUIDADORES INFORMAIS NA ASSISTÊNCIA DOMICILIAR AUTORES: EDITORA: UNICAMP DOENÇA DE ALZHEIMER AUTOR: LEONARDO CAIXETA EDITORA: ARTMED 2012 IDOSOS, FAMILIA E CULTURAIDOSOS, FAMILIA E CULTURA UM ESTUDO SOBRE A CONSTRUÇAO DO PAPEL DO CUIDADOR COLEÇÃO: VELHICE E SOCIEDADE AUTOR: SILVIA MARIA AZEVEDO DOS SANTOS EDITORA: ALINEA IDOSOS ACAMADOS, CUIDADOS DOMICILIARES AUTOR: NORTON SAYEG EDITORA: GIZ EDITORIAL SAÚDE DO IDOSO - A ARTE DE CUIDAR Aqui estão sugestões de leitura para ajudar o cuidador familiar de idosos a desempenhar melhor o seu papel. SAÚDE DO IDOSO - A ARTE DE CUIDAR AUTOR: CÉLIA PEREIRA CALDAS
  • 9. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos14 TESTANDO O ESTRESSE DO fAMILIAR E/OU CUIDADOR IPUB – Instituto de Psiquiatria – Universidade Federal do Rio de Janeiro Tels: (21) 3873­5540/3873­5507 Endereço: Av. Venceslau Brás, 71 Fundos - Urca 22290­140 ­ Rio de Janeiro Site: www.ipub.ufrj.br e­mail: ipub@ipub.ufrj.br Oferece: Atendimento para idosos (maiores de 60 anos) e orientação para os cuidadores e familiares destes pacientes. Rio Solidário Telefones: (21) 2334­3910/ (21) 2334­3916 Endereço: Travessa Euricles de Matos, 17 ­ Laranjeiras 22240­010 ­ Rio de Janeiro Oferece: Curso de cuidadores e outros eventos. UnATI – Universidade Aberta da Terceira Idade Tels: (21) 2334 ­ 0168 / 2334 0604 / 2334 ­ 0131 /2334 ­ 0168 Endereço: Rua São Francisco Xavier, 524 ­ 10º andar ­ bloco F ­ Pavilhão João Lyra Filho – Vila Isabel 20550 ­ 013 Rio deJaneiro Site: www.unati.uerj.br E­mail: extensao.unati@gmail.com Oferece: Curso de cuidadores e outros eventos. Outros contatos importantes: Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro – Núcleo Especial de Atendimento à Pessoa Idosa: (21) 2299-2272 Delegacia Especial de Atendimento à Pessoa de Terceira Idade (DEAPTI): (21) 2333-9261/ 2333-9265 Promotorias de Justiça de Proteção ao Idoso e à Pessoa Portadora de Deficiência - RJ (denúncias de abusos e maus-tratos) : (21) 2550-9050 – Ouvidoria: 127 1- TENHO POUCO TEMPO PARA MIM? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 2- TENHO AJUDA DE MEUS FAMILIARES? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 3- EU CHORO COM FREQUÊNCIA? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 4- VENHO TENDO PROBLEMAS DE SAÚDE? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 5- EU SINTO QUE NÃO ESTOU EM BOAS CONDIÇÕES PARA CUIDAR DO IDOSO DEPENDENTE? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 6- EU NÃO PASSEIO, NÃO VIAJO, EVITO PESSOAS, NÃO VISITO FAMILIARES E AMIGOS? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 7- SINTO, COM FREQUÊNCIA, FRUSTRAÇÃO, RAIVA E TRISTEZA? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 8- SINTO-ME CULPADO COM A SITUAÇÃO ATUAL? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 9- SEMPRE ENTRO EM CONFLITO COM O IDOSO QUE CUIDO? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes 10- TENHO ALIMENTADO BEM? TENHO DORMIDO BEM? ( ) sim ( ) não ( ) às vezes ATENÇÃO! Se desejar, recorte este teste preenchido e envie para o endereço que está no verso. Basta dobrar nas linhas pontilhadas e colar a aba externa, como indicado. 
  • 10. Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos Cartilha do Cuidador de Idosos: o cuidador também precisa de cuidados Equipe de elaboração desta edição (Agosto 2012) Coordenação Geral: Sandra Rabello de Frias Redação e Organização Geral de Conteúdo: Sandra Rabello de Frias e Morgana Goossens Edição e Programação Visual: Cecilia Leal Ilustrações: Alba Regina D’Almeida a partir de ilustrações originais de Calicut Colaboradores: ABRAZ RJ– Associação Brasileira de Alzheimer Regional Rio de Janeiro EPSJV – Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio BIBLIOGRAFIA: ABRAZ. Declaração dos direitos do cuidador. Disponível em <HTTP://www.alzheimer.med. br.htm/declaracao.htm> Acesso em: 17 de junho de 2012 Berger, L. A relação de ajuda em gerontologia. In: Berger, L.; Mailloux-Poiriér,D. Pessoas Idosas. Lisboa: Lusodidacta, 1995. Born, Tomiko. Cuidar Melhor e Evitar a Violência - Manual do Cuidador da Pessoa Idosa./ Tomiko Born (organizadora) – Brasília : Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Subsec- retaria de Promoção e Defesa dos Direitos Humanos, 2008. Boff, L. Saber Cuidar: ética do humano - compaixão pela Terra. Petrópolis: Vozes, 1999. Carkhuff, R. R. O relacionamento de ajuda. Cedepe, Belo Horizonte, 1977. Domingues, M. A. R.; Queiroz, Z. V. Atitudes, mitos e estereótipos relacionados ao envel- hecimento, sua influência no atendimento domiciliário. In: Duarte, Y. A. O.; Diogo, M. J. Atendimento domiciliar:um enfoque gerontológico. São Paulo: Atheneu, 2000. Lazure, H. Viver a relação de ajuda. Lisboa: Lusodidacta, 1994. Lebrão, M. L.; Laurenti, R. Saúde, bem-estar e envelhecimento: o estudo Sabe no municí- pio de São Paulo. Rev. Bras. Epidemiol., v. 8, n.2, p. 127-141, 2005. - Lei 8.842 de 4 de Janeiro de 1994. Disponível no sítio online: http://www.cfess.org.br/ arquivos/legislacao_lei_8662.pdf (Acessado no dia 27/03/2012 às 11h) - Lei 10.741 de 1º de Outubro de 2003. Disponível no sítio online: http://portal.saude. gov.br/portal/arquivos/pdf/estatuto_do_idoso.pdf (Acessado no dia 25/06/2012 às 17h) Magalhães, D. N. A invenção social da velhice. Rio de Janeiro: Edição do autor, 1987. Miranda, C. F.; Miranda, M. L. Construindo a relação de ajuda. 10 ed. Belo Horizonte: Crescer, 1996. UnATI – UNIVERSIDADE ABERTA DA TERCEIRA IDADE /UERJ RUA SÃO FRANCISCO XAVIER ,524 – 10º ANDAR , BLOCO F COORDENAÇÃO DE PROJETOS DE EXTENSAO CEP: 20550-010 – RJ/RJ
  • 11. Cartilha do Cuidador de Idosos Apoio Cultural