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Programa Científico do XXI ENEP
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1. “Superar os “limites” da memória humana: Da metamemória às
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Distinguir entre Ciência e Tecnologia, entre Profissão e Âmbito, e
apresentar exemplos do potencial da Psicologia ...
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c) VÊ OS INSTRUMENTOS DE PROCURA ATIVA DE EMPREGO DA
ALENTO!
O Estudo do Teu Mercado
d) DESCOBRE ONDE E COM QUEM DEVES ...
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para promover a prática que leva ao suces...
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Neste workshop haverá uma breve exposição teórica inicial, em sala, sobre os
conceitos básicos da Psicologia do Trabalh...
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compreende os desafios com que me deparo e, porque razão não posso ter uma
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2. “Resiliência” – Prof. Dra. Susana Coimbra (FPCEUP); Dra. Daniela
Freitas e Dra. Lucienia Martins (coautoras)
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com privação sensorial congénita tem servido como modelo de base para a
compreensão da neuroplasticidade. Tipicamente, ...
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um novo modelo. A capacidade de regulação da satisfação das necessidades é
relacionada com um adequado funcionamento do...
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possível medir em Psicologia? A sessão apresenta e discute algumas das
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simultaneamente a utilidade do apoio recebido. Finalmente, e embora se trate
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Rei Vai Nu: Credulidade e Cepticismo na Formação do
Psicólogo” – Prof. Dr. Armando Machado (EPsi – UM)

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Programa científico do xxi enep

  1. 1. 1 Programa Científico do XXI ENEP Workshops 1. “Superar os “limites” da memória humana: Da metamemória às mnemónicas.” - Prof. Dr. Pedro Albuquerque (EPsi – UM) A memória é um processo cognitivo que pode ser melhorado através de algumas estratégias, conhecidas como mnemónicas. Neste workshop vamos conhecer alguns limites do funcionamento da memória humana a partir de demonstrações práticas. Vamos também aprender a aplicar a mnemónica dos lugares, uma técnica milenar que permite recordar na ordem tantas palavras quanto quisermos. 2. “Outplacement como ferramenta de gestão de recursos humanos” - Dra. Joana Carvalho (Consultora da empresa Transitar) Neste workshop irá ser feita uma apresentação do conceito, bem como das práticas e metodologias da ferramenta Outplacement em processos de desvinculação laboral. 3. “Tudo o que sempre quiseste fazer com a Psicologia mas não imaginaste que fosse possível: Como é que a psicologia nos vai ajudar a salvar o mundo?” - Prof. Dr. Sérgio Moreira e Prof. Dr. José Palma-Oliveira (FPIEUL) O que pensas sobre a Psicologia? Quais as tuas ambições? Como a podes utilizar para resolver problemas contemporâneos? Nesta sessão vamos: i. Expor os principais preconceitos na forma como a sociedade pensa e nos leva a pensar sobre a Psicologia enquanto ciência do comportamento humano. Porque é que o Engenheiro ganha mais do que o Psicólogo? Tens mesmo de escolher uma profissão em Psicologia? (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  2. 2. 2 ii. Distinguir entre Ciência e Tecnologia, entre Profissão e Âmbito, e apresentar exemplos do potencial da Psicologia na resolução dos grandes problemas contemporâneos. Como é que o Obama ganhou as eleições? Porque é que Apple é marca mais lucrativa da atualidade? Demonstrar como na prática qualquer um de nós pode utilizar a Psicologia para resolver grandes problemas! Afinal, como é que psicologia pode ajudar a salvar o mundo? 4. “Terapia Focada na Compaixão” – Prof. Dra. Paula Castilho (FPCEUC) A compaixão constitui uma estratégia de regulação emocional adaptativa, central na redução do sofrimento e vital para a conexão e ligação social. Ligada ao sistema de regulação de afeto positivo (soothing) e associada à mentalidade de prestação de cuidados funciona como a estratégia oposta ao autocriticismo, e a que se revela útil e eficaz no lidar com a vergonha e com autoavaliações negativas acerca do eu. Nesta sessão de trabalho será abordado o conceito de compaixão e suas componentes. Serão apresentados alguns exercícios de compaixão. Aspetos nucleares relativos ao modelo biopsicossocial da vergonha e autocriticismo serão também abordados. 5. “O Psicólogo dá conselhos? A postura do psicólogo à luz da abordagem sistémica” – Dra. Alda Portugal (FPCEUC) Através de uma exposição dinâmica e interativa, pretende-se abordar os seguintes tópicos: I) Conselhos: são funcionais em contexto terapêutico? II) A postura dos psicólogos nas últimas décadas: que mudanças? III) Postura de Not-Knowing: a neutralidade e a curiosidade que geram a mudança. 6. “O Produto és tu!” – Empresa ALENTO Este workshop abordará as seguintes temáticas: a) DESCOBRE QUEM ÉS E FORTALECE-TE! Análise global – Diagnóstico e análise de potencialidades b) QUAL PRODUTO?! O PRODUTO ÉS TU! O Teu PLano de Marketing e Comunicação (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  3. 3. 3 c) VÊ OS INSTRUMENTOS DE PROCURA ATIVA DE EMPREGO DA ALENTO! O Estudo do Teu Mercado d) DESCOBRE ONDE E COM QUEM DEVES FALAR! Plano de lobbing e) TRANSFORMA A VENDA DO TEU PRODUTO! Gestão da Tua Imagem Pessoal, Profissional e Social f) DESCOBRE COMO PERDES E COMO VENCES NUMA ENTREVISTA! Técnicas para Saberes Estar nas Entrevistas g) NÃO TENS UM PREÇO! TENS O VALOR QUE AS EMPRESAS TE DÃO! A Tua Negociação h) PRODUTO PARADO É PRODUTO DESVALORIZADO! NÃO PODES PARAR! A Tua Transição para um Novo Emprego DEIXA-TE ILUMINAR PELO TEU POTENCIAL! Será uma exposição dinâmica com direito a constantes intervenções dos participantes em relação às dúvidas que têm. 7. “Cooperar ou competir? Bazinga!” – Prof. Dra. Teresa Rebelo & Prof. Dr. Paulo Renato Lourenço (FPCEUC) O presente workshop visa sensibilizar os participantes para o trabalho em/com grupos/equipas. Com base numa metodologia de partilha e interação, os conteúdos a trabalhar, suportados num modelo teóricoconceptual que concebe o grupo como um sistema sociotécnico, centrar-seão nos processos de cooperação e competição. 8. “Prática Deliberada: O ingrediente obrigatório dos desempenhos de excelência” – Dra. Joana Osório (EPsi – UM) Partindo das teorias da expertise e do desenvolvimento do talento, no desporto e noutros contextos de rendimento, este workshop colocará um especial enfoque nas competências e atividades de prática deliberada. A prática deliberada, muito distinta de outras atividades de prática, e bem diferente da “experiência” em tarefas ou domínios específicos, tem sido identificada como um dos principais fatores de potenciação de altos desempenhos e rendimento (Ericsson, Krampe, & Tesch-Römer, 1993; Ericsson, Nandagopal, & Roring, 2009). Nesta sessão, os participantes ganharão um conhecimento mais aprofundado sobre a temática, e sobre alguns métodos e técnicas de (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  4. 4. 4 intervenção utilizados na Psicologia do Desporto e em contextos de rendimento para promover a prática que leva ao sucesso. 9. “Ritmos biológicos e aplicações em Psicologia” – Prof. Dr. Carlos Fernandes da Silva (PsyLab, UA) Os ritmos biológicos (objeto de estudo da cronobiologia) consistem em flutuações ao longo do tempo (segundos, minutos, horas, dias, semanas, meses ou anos) e que determinam diferenças no humor e no rendimento cognitivo e psicomotor. Estas variações relacionam-se com a eficiência nas aprendizagens escolares, no trabalho (turnos, jet lag) e nas perturbações psicológicas. Têm implicações nos resultados de provas de avaliação psicométrica (em domínios como a inteligência, avaliação neuropsicológica, etc.). Os humanos distinguem-se por um “traço” cronobiológico, o cronótipo: madrugadores ou cotovias, intermédios e noctívagos ou mochos. Este traço deveria ser tido em conta na organização dos horários escolares ou na distribuição dos alunos pelas turmas, na organização dos horários, no tratamento de perturbações circadianos do sono e do humor (depressões). Neste workshop serão apresentados conceitos chave, associados a tarefas de treino de medição dos fenómenos com eles relacionados, assim como avaliações cromotípicas e exemplos de aplicações (com treino prático) a domínios da psicologia, tais como os referidos acima. 10. “O desenho infantil enquanto forma de expressão: da interpretação desenvolvimental à interpretação psicológica” – Prof. Dra. Teresa Machado (FPCEUC) Pretende mostrar-se – recorrendo a exemplos de desenhos infantis – de que modo a elaboração de um desenho pela criança pode ser usada pelo psicólogo como meio de interpretação do seu desenvolvimento e/ou estado afetivo; para além de constituir um pretexto para um diálogo mais espontâneo entre psicólogo/criança. Partindo de uma sintética referência ao contributo de autores clássicos no estudo do desenho infantil, segue-se para a análise do desenho da família como pretexto para explicitação das potencialidades da interpretação do desenho infantil. 11. “Back to reality through work psychology: o que fazem as pessoas e o que pensam os psicólogos sobre o que elas fazem” – Prof. Dra. Sara Ramos (ISCTE – IUL) (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  5. 5. 5 Neste workshop haverá uma breve exposição teórica inicial, em sala, sobre os conceitos básicos da Psicologia do Trabalho para garantir que todos os participantes partilham um conhecimento e linguagem comuns. Seguidamente, estes serão convidados a executar um trabalho de campo fora da sala, no campus do Hotel, que consistirá num exercício de análise de atividade de trabalho de alguns colaboradores do Hotel. Nesta análise terão que identificar alguns aspetos particularmente relevantes da atividade, bem como, uma pista de intervenção na situação concreta analisada. Numa terceira parte, regressam ao contexto de sala para organizarem os dados recolhidos, discutirem em conjunto as pistas de intervenção e apresentarem ao grupo as suas conclusões. 12. “Quero ser psicólogo forense… o que devo saber?” – Prof. Dra. Ana Sani (UFP) O papel do psicólogo; Psicologia e Direito: Diferenças paradigmáticas e conceptuais; A prova pericial e o perito; Psicologia clínica vs. Psicologia forense; Problemas técnicos na avaliação psicológica; Questões éticas na avaliação psicológica. 13. “(Con)Viver com uma doença crónica. Hipertensão Pulmonar (HP): As Palavras de quem a Sente.” - Dra. Cátia Rodrigues (Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar) A Associação Portuguesa de Hipertensão Pulmonar (APHP) tem como um dos objetivos centrais o apoio aos doentes e familiares na vivência da Hipertensão Pulmonar (HP). A HP é uma doença, não considerada crónica do ponto vista legal, mas é incurável e de diagnóstico difícil. Esta doença manifesta-se no dia-a-dia dos doentes através de limitações e/ou incapacidades físicas que podem ser progressivas. O impacto que o diagnóstico da HP e sua vivência pode ter no doente e na sua família pode-se manifestar em vários níveis: emocional, psicológico, social, profissional e físico, e consequentemente, pode levar à alteração de papéis sociais nos diversos contextos de vida (familiar, profissional, social, entre outros). Para uma melhor reflexão sobre a Hipertensão Pulmonar e o impacto que a mesma pode ter na vida do doente, deixo algumas palavras anónimas de quem a sente diariamente. “A HP virou a minha vida do avesso. De uma pessoa ocupada e independente tornei-me em alguém muito limitado naquilo que consigo fazer. Num dia mau, até tomar um duche ou vestir-me pode ser um enorme esforço. Os meus familiares têm-me apoiado imenso, mas a maior parte das pessoas não (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  6. 6. 6 compreende os desafios com que me deparo e, porque razão não posso ter uma vida normal”. 14. “Person’arte - teatro para desinibição e expressividade” – Brice Sousa (ator, encenador) Este workshop visa utilizar exercícios e jogos teatrais, técnicas de psicodrama e bioenergética com o objetivo de desinibir e revelar o potencial de expressividade pessoal sufocado pela ansiedade, timidez, autocrítica e medo da exposição. Os exercícios práticos, além de divertidos e desinibidores, ajudam a diminuir a timidez (que se pode manifestar através de comportamentos introvertidos ou extrovertidos em diferentes situações do nosso quotidiano), ampliam os limites pessoais e melhoram de forma eficaz a comunicação interpessoal. Os principais objetivos deste workshop são: - Ajudar pessoas tímidas a se relacionar com mais desembaraço e espontaneidade; Aumentar a autoconfiança em exposições públicas; - Treinar a capacidade de improvisação e resposta rápida; - Estimular o uso da imaginação e criatividade; - Melhorar a expressão corporal e a comunicação oral; - Estimular o bom humor e a capacidade de rir de si mesmo, perdendo-se o medo de errar; - Reforçar positivamente a autoimagem; - Fortalecer a interação entre o grupo por meio de atividades lúdicas, bem como pela apresentação de elementos básicos da linguagem teatral. Lectures 1. “Emociono-me, Logo Existo: O Poder da Face Humana” – Prof. Dr. Freitas-Magalhães (FEELAB, UFP) “Emociono-me, Logo Existo: O Poder da Face Humana” é uma viagem, única e fascinante, pelos territórios do cérebro, da face e da emoção, com a bússola da curiosidade procurando dar respostas ao conjunto de perguntas: como é que o cérebro constrói a expressão facial? Como é que a expressão facial influencia o cérebro? Como se medem cientificamente os movimentos faciais? Quais as implicações e as aplicações da expressão facial? A conferência configura a partilha da descodificação científica do trinómio cérebro-face-emoção. (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  7. 7. 7 2. “Resiliência” – Prof. Dra. Susana Coimbra (FPCEUP); Dra. Daniela Freitas e Dra. Lucienia Martins (coautoras) Definições do conceito. Origem etimológica e estudos precursores da resiliência psicológica. Revisão de resultados empíricos de estudos longitudinais realizados noutras culturas que privilegiam a adolescência e transição para a vida adulta como etapas desenvolvimentais e os fatores de risco associados à pobreza e à pertença a minorias étnicas e de orientação sexual. Resultados de estudos empíricos realizados em Portugal e no Brasil. 3. “Relações de vinculação e desenvolvimento em crianças em contextos de acolhimento institucional e de pobreza: contributos para a intervenção” – Prof. Dra. Isabel Soares (EPsi – UM) A investigação tem vindo a documentar os efeitos adversos da pobreza na qualidade dos cuidados parentais, com impacto negativo no desenvolvimento das crianças. Nos últimos anos tem-se assistido, em Portugal, a um aumento do número de famílias com filhos menores que se encontram em situação de pobreza. Por outro lado, o acolhimento institucional tem sido usado como um contexto temporário alternativo para crianças cujos pais biológicos se revelaram incapazes de providenciar cuidados adequados. Na presente comunicação, serão apresentados dois projetos de investigação: (a) o primeiro teve como objetivo analisar os efeitos das experiências de risco precoce no contexto familiar e da institucionalização nas relações de vinculação e no desenvolvimento de crianças até aos 3 anos de idade; (b) o segundo estudo avaliou a eficácia de um programa de intervenção para promover a sensibilidade parental (VIPP-SD) num grupo de mães em situação de elevada desvantagem socioeconómica e com filhos até aos 4 anos de idade. Os principais resultados dos dois estudos, bem como os seus contributos para a intervenção em contextos de risco serão apresentados e discutidos. 4. “Reorganização neuroplástica em surdos congénitos – estudos de fMRI e psicofísica” – Prof. Dr. Jorge Almeida (FPCEUC) O estudo de modo como o cérebro é capaz de se moldar plasticamente tem despertado imenso interesse na comunidade científica. Este interesse deve-se, por exemplo, à importância da neuroplasticidade para o desenvolvimento e implementação de terapias mais bem-sucedidas para o tratamento de pacientes com lesões cerebrais, bem como para o desenvolvimento de reformas educativas que tenham em conta a neuroplasticidade. O estudo de indivíduos (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  8. 8. 8 com privação sensorial congénita tem servido como modelo de base para a compreensão da neuroplasticidade. Tipicamente, quando o cérebro se desenvolve na ausência de informação proveniente de um dos sentidos, tende a haver um melhor processamento da informação proveniente dos sentidos não afetados. Indivíduos surdos e invisuais congénitos apresentam performances superiores a indivíduos controlo em tarefas que requerem o uso de informação dos sentidos não afetados. Estes indivíduos apresentam também índices de neuroplasticidade intermodal. Regiões normalmente associadas ao processamento da informação proveniente do sentido afetado (o córtex visual e auditivo em invisuais e surdos respetivamente) respondem a informação proveniente dos outros sentidos. Nesta palestra vamos apresentar dados de neuroimagiologia e de psicofísica sobre o modo como estas regiões primárias se reorganizam devido à neuroplasticidade. Em particular, queremos compreender quais os princípios funcionais e anatómicos que regem a reorganização destas áreas devido à neuroplasticidade – estarão estas áreas organizadas segundo os princípios vigentes em sujeitos controlo, ou seguirão uma organização relacionada com o tipo de informação que agora processam? 5. “Momentos de inovação e mudança psicoterapêutica” – Prof. Dr. Miguel Gonçalves (EPsi – UM) Para estudar a mudança terapêutica de uma perspetiva narrativa desenvolvemos um sistema de codificação das novidades que emergem na psicoterapia, designadas por momentos de inovação (MIs). Depois de descrever este sistema de codificação, apresentamos dados recolhidos em três amostras distintas de psicoterapia (terapia narrativa, terapia centrada nas emoções e terapia centrada no cliente). A partir destes dados, e de um conjunto de estudos de caso, elaboramos um modelo de mudança terapêutica que enfatiza a importância dos MIs de reconceptualização. A reconceptualização envolve duas componentes: um contraste entre o passado problemático e o presente mais adaptativo, e uma metaposição a partir do qual o contraste pode ser observado. Especulamos que diversas funções desenvolvimentais estão envolvidas neste tipo de MI, que o torna vital na mudança terapêutica. Finalmente um modelo de fracasso terapêutico é discutido, no qual o cliente fica bloqueado entre a elaboração de MIs e a atenuação do seu potencial de mudança, criando um processo de ambivalência que dificulta ou impede a mudança. 6. “No necessitar (dialético) é que está o ganho!: Psicoterapia, emoções e necessidades psicológicas” – Prof. Dr. António Branco Vasco (FPIEUL) Trata-se de uma palestra em que será abordada a centralidade da “regulação das necessidades psicológicas” para o bem-estar e saúde mental, recorrendo a (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  9. 9. 9 um novo modelo. A capacidade de regulação da satisfação das necessidades é relacionada com um adequado funcionamento do sistema emocional. Estabelecem-se relações com a psicoterapia, acentuando o modo como este tipo de modelos responde aos resultados mais recentes, que acentuam a primordial importância das variáveis do paciente para o resultado terapêutico e formulam-se implicações para a prática clínica. 7. “Podem os grupos sociais funcionar como extensões cognitivas do cérebro individual?” – Prof. Dr. Leonel Garcia-Marques (FPIEUL) Embora seja relativamente comum pensar na cognição humana como residindo exclusivamente no cérebro humano, nada é mais intrinsecamente humano do que o uso de extensões cognitivas do cérebro (por exemplo, mapas, ábaco, papel logarítmico). Na minha conferência, vou colocar uma pergunta extremamente simples: pode um grupo social pode atuar como uma extensão do cérebro individual? A resposta a esta pergunta, fácil de colocar, não é, contudo, tão fácil de fornecer. Na verdade, o grupo social tem uma reputação cognitiva muito pejorativa (por exemplo, a psicologia das multidões, o groupthink, conformismo), etc.. Um novo exemplo desta má reputação, vou discutir um efeito mais recentemente identificado, que, aparentemente, retracta mais uma vez o grupo social como um fardo cognitivo - o efeito da inibição colaborativa da memória. Descreverei o efeito, apresentarei alguma da minha própria investigação sobre o assunto e oferecerei algumas especulações e também novos dados que sugerem que a inibição de colaboração faz parte de um processo de destruição criativa. Um processo que representa um primeiro passo para a geração de uma memória distribuída eficaz. 8. “Educação, Equidade e Inclusão” – Prof. Dr. José Morgado (ISPA) Reflexão sobre os caminhos da educação no sentido de assegurar equidade e qualidade para todos os alunos. 9. “Medir em Psicologia. Pode-se?” – Prof. Dr. Armando Mónica (FPCEUC) A psicologia, enquanto ciência, reivindicou desde o início o direito a quantificar/medir. Porém, este objetivo encontrou também sempre desde o início fortes objeções, mesmo entre os psicólogos. Donde a pergunta: é (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  10. 10. 10 possível medir em Psicologia? A sessão apresenta e discute algumas das tentativas de responder positivamente a esta pergunta. 10. “Ser disléxico ou tornar-se disléxico? A insustentável leveza de uma significativa diferença” – Prof. Dr. João Lopes (EPsi – UM) Porque é que a dislexia já não consta do DSM-V e porque é que as “perturbações específicas de aprendizagem” constituem uma perturbação (doença mental) (de tipo neurodesenvolvimental)? Porque é que há mais disléxicos no RU ou nos EUA do que em Portugal? Ter dificuldades na aprendizagem da leitura constitui uma doença (incapacidade) ou um pecado (preguiça?) Estas são algumas questões cuja resposta põe em causa a validade do conceito de dislexia e os enormes equívocos por ele originados junto de investigadores, professores e pais. Nesta sessão pretende-se explicitar estes equívocos, a sua origem e a forma de, na prática, os ultrapassar. 11. “Vitimação por Stalking: Da investigação à Intervenção” – Prof. Dra. Marlene Matos (EPsi – UM) O stalking, enquanto forma de violência interpessoal, define-se como um padrão de comportamentos de assédio persistente e manifesta-se através de formas diversas de comunicação, contacto, vigilância e monitorização de uma pessoa-alvo. A omnipresença indesejada do outro, a intrusão e a imprevisibilidade que o caracterizam tendem a gerar níveis elevados de medo e, nalguns casos, há um risco significativo de violência física sobre vítima. Nos últimos anos, alguns estudos internacionais têm dado conta da preocupante prevalência da vitimação por stalking, nomeadamente em países europeus. Ao contrário do que acontece em muitos países em Portugal esta forma de vitimação não é reconhecida como crime e até há bem pouco tempo assistia-se à sua invisibilidade no contexto nacional. O nosso interesse científico no fenómeno, a partir da uma perspetiva vitimológica, visa melhorar o conhecimento sobre o stalking em Portugal de modo a contribuir para o seu reconhecimento, o debate informado e a otimização de procedimentos e boas práticas que garantam respostas adequadas às necessidades das vítimas. Nesta lecture apresentaremos os resultados dos estudos levados a cabo pela nossa equipa de investigação (G.I.S.P.), que têm analisado diferentes facetas do fenómeno (e.g., stalking entre os jovens, stalking pós-rutura relacional, ciberstalking). Destaca-se o primeiro estudo, baseado numa amostra representativa da população portuguesa através de entrevistas face-a-face, que procurou mapear a dimensão do fenómeno em Portugal, identificando a sua natureza e principais características junto da comunidade (e.g., perfis, dinâmicas, cenários). Para além disso, procurou diagnosticar o impacto do stalking na vítima e conhecer as suas respostas à vitimação, avaliando (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  11. 11. 11 simultaneamente a utilidade do apoio recebido. Finalmente, e embora se trate de um objeto de atenção científica recente, apresentaremos os desenvolvimentos práticos decorrentes destas investigações, nomeadamente ao nível da intervenção. 12. “The role of health psychology in health policy” – Prof. Dr. Kai Ruggeri (University of Cambridge) This talk will focus on areas where health psychologists can have an important impact on health policy. It will use examples of ongoing work addressing specific, current health challenges. We will cover a series of domains including the focus on illness instead of health, innovative health technology and access to health. These will be presented at varying levels from European to local health services. We will then open a discussion on how these can be understood and addressed in Portugal. 13. “Mitos e erros lógicos em psicologia forense” – Prof. Dr. Carlos Fernandes da Silva (PsyLab, UA) Ao longo dos últimos 2 séculos tem havido um erro fundamental na classificação das especialidades da psicologia aplicada. As especialidades são amiúde definidas pelo setting de intervenção (forense, trabalho e organizações, escolar e da educação, do desporto, etc), o que é o critério adequado e universal. Porém, a psicologia clínica e da saúde é um contrassenso. “Clínica” é um termo que designa um método e não um setting, pelo que se deveria chamar tão-somente psicologia da saúde (mental e física) e a clínica deveria ser uma competência transversal a todos os psicólogos. Nenhum psicólogo deveria exercer funções em que especialidade fosse, sem primeiro ter treino intensivo em competências clínicas. Não faz sentido um psicólogo forense avaliar e tratar vítimas ou agressores sem competências clínicas. Para além deste erro fundamental, no âmbito da psicologia forense há diversos mitos e erros lógicos que podem determinar a condenação de um inocente e a absolvição de um infrator (seja em direito penal, civil ou outro ramo do Direito). Mitos e erros sobre como detetar a mentira, sobre a avaliação em psicologia forense (validade dos testes e procedimentos), sobre o profilling, sobre a construção da prova, etc. Será abordado o problema da lógica sem a variável tempo e a causalidade. Por último, como não há boa prática sem uma boa teoria, a psicologia forense torna-se mais sólida se tiver em conta também os estudos no âmbito da psicologia experimental, laboratorial e de campo. Serão referidos alguns projetos em curso no Laboratório de Psicologia Experimental e Aplicada (PsyLab) da Universidade de Aveiro, no âmbito da psicologia forense (e.g., o papel do olfato, os erros no testemunho visual e alinhamentos, a deteção da mentira, o papel da eletroencefalografia quantitativa e da psicofisiologia). (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  12. 12. 12 14. “O Rei Vai Nu: Credulidade e Cepticismo na Formação do Psicólogo” – Prof. Dr. Armando Machado (EPsi – UM) O cepticismo é uma qualidade central de cientistas e de profissionais que baseiam a sua ação na evidência empírica. Esta qualidade é tanto mais necessária quanto mais a área de investigação/intervenção for povoada por preconceitos, superstições, mitos, ideias já feitas e crenças falsas. No entanto, o cepticismo é difícil de adquirir: Por defeito, somos crédulos, acreditamos nos sentidos, nas ideias feitas, na autoridade e tradição. O cepticismo é derivado, requere esforço e muitas vezes coragem; é construído; é produto da educação. Nesta comunicação argumentarei que na Psicologia a tensão entre a necessidade de cepticismo, por um lado, e a dificuldade em o adquirir, por outro, é extraordinariamente forte. O interesse pelo outro que caracteriza a maioria dos aprendizes de Psicologia, o modelo de formação atualmente em vigor na academia, e a responsabilidade social crescente atribuída aos profissionais de Psicologia promovem e reforçam a credulidade. De cientista céptico (mas não cínico) os psicólogos têm pouco, demasiado pouco. Terminarei com algumas ideias sobre como inverter esta situação. 15. “A Neuropsicologia prática no dia-a-dia de um psicólogo” – Prof. Dr. Luis Maia (UBI) *A descrição desta lecture será divulgada brevemente. 16. “Inteligência Artificial” – Dr. Bruno Aragão (EPsi – UM) *A descrição desta lecture será divulgada brevemente. Outras comunicações 1. Debate: “A sexualidade numa perspetiva evolucionista” Prof. Dr. Pedro Urbano (FPCEUC) - Perspetiva evolucionista sobre a atracão, a escolha e as estratégias sexuais (de curto e de longo termo) em ambos os sexos. Reflexão sobre a sexualidade de uma espécie a meio caminho entre a poligamia e a monogamia. Dados da Psicologia Evolucionista. Prof. Dr. José Palma-Oliveira (FPIEUL) - Comportamento sexual dos primatas. A falsa discussão entre monogamia e poligamia nos mais próximos (chimpanzés e bonobos). A teoria da evolução moderna e as aplicações ao comportamento humano. O desejo como processo automático. As estratégias individuais e de grupo e o comportamento sexual ao longo da evolução (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)
  13. 13. 13 humana. O mistério do orgasmo feminino. Fatores de escolha sexual e relacional nos humanos e nos outros. A beleza (simetria) como uma característica pós agrícola. 2. Mesa Redonda: “Ciência e prática da Psicologia do Desporto e da Performance: Crenças, paradoxos e tentações” Prof. Dr. José Fernando Cruz (Professor Associado, Escola de Psicologia, Universidade do Minho) Prof. Dra. Cláudia Dias (Professora Auxiliar, Faculdade de Desporto, Universidade do Porto) Dr. Luís André Alves (Psicólogo, Coordenador do Departamento de Psicologia, Futebol Clube do Porto, S.A.D.) 3. Sessão Plenária: “Ética de mínimos e de máximos” – Prof. Dr. Daniel Serrão Como distinguir, conceptualmente, ética individual e ética social ou moralidade pública. A ética individual como ética de máximos. Virtudes humanas como expressão concreta da ética de máximos. A ética social como ética de mínimos. Os moral strangers sociais de Engelhardt, Jr., a tolerância mútua e a intolerabilidade do que é intolerável. Valores, princípios e normas sociais. O consentimento informado como paradigma da eticidade social. O sonho de Potter de uma ética global como estratégia de sobrevivência humana. (http://anepsicologia.wix.com/xxienep) (cientifico.enep.anep@gmail.com)

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