Popula+º+áes texto 2010

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Popula+º+áes texto 2010

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DA AMAZÔNIA- UFRAINSTITURO DE SAÚDE E PRODUÇÃO ANIMAL – ISPADISCIPLINA: ZOOLOGIAPROFª ANDRÉA BEZERRA DE CASTRO POPULAÇÕES, DINÂMICA DE POPULAÇÕES E PRAGAS Em geral, população é considerada como um grupo de organismos de uma dada espécie. Este grupo é, via de regra,isolado em certo grau de indivíduos da mesma espécie por barreiras geográficas ou topográficas, como por exemplo uma ilha,uma cadeia de montanhas, ou por limite estabelecido pelo pesquisador, que pode estar considerando moscas que atacam frutosem um certo pomar, lagartas em uma certa lavoura, ratos em um silo, etc. O isolamento, pode ser temporário, sendo assim, plantas de fumo infestadas por pulgões parecem ter populaçãoisoladas. Todavia, em determinadas épocas, são produzidos indivíduos alados, que levantam voo, indo colonizar outra plantaou lavoura. Na prática, teremos de trabalhar com um grupo de animais ou plantas que, realmente, constitui apenas uma parte dessapopulação ideal e que não é totalmente isolado da população maior de áreas circundantes. Portanto, é conveniente que utilize-se o termo população em estudo. Para um melhor conhecimento da biologia de uma população é imprescindível o conhecimento da biologia da espécieque a integra, tais como: o Tamanho; o Forma; o Ciclo de vida; o Hábitos; o Comportamento. Além disso, pode se levar em conta aspectos da fisiologia dos organismos nas condições em que se encontram,proporção sexual, distribuição etária, constituição genética e padrão genético da população em estudo como um todo. DINÂMICA DE POPULAÇÕES A Dinâmica de Populações consiste no estudo das variações no número de indivíduos da população e dos fatores queinfluenciam essas variações; investigação das taxas em que se verificam as perdas e reposições de indivíduos e de qualquerprocesso regulador que tenda a manter o tamanho da população em equilíbrio, ou que pelo menos evite uma variaçãoexcessiva. Os fatores intervenientes sobre as populações, podem ser bióticos ou abióticos, os primeiros são aqueles das relaçõesentre os seres vivos, tais como: competição por alimento, por abrigo, predação, canibalismo, paratização, entre outras. Já osabióticos, são aqueles fatores do ambiente, como a temperatura, o umidade relativa do ar, pluviosidade, PH do solo, etc.Em estudos de Dinâmica populacional de pragas, deve-se levar em conta:• a identificação da(s) espécie (s)• determinação do ciclo e número de gerações• fatores chaves de controle de populações• organismos úteis ao manejo da praga• plantas hospedeiras• distância do voo e forma de disseminação• Razão sexual (RS), cuja fórmula é;RS = n° de machos + n° de fêmeas n° de fêmeas PRAGA Qualquer animal que venha a competir com o homem pelo alimento por ele produzido é considerado praga. Portanto,os animais são considerados pragas quando sua densidade populacional acarreta perdas econômicas ao homem. Portanto, o Nível de Dano Econômico (NDE), consiste na menor densidade populacional de um animal que poderácausar dano econômico. O animal é considerado praga só a partir desse nível.As pragas podem ser dos seguintes tipos:Pragas constantes ou pragas-chave: estão sempre presentes na cultura e causam danos econômicos a cada ano, pois seusníveis populacionais variam pouco de ano para ano. Exemplo: moscas-das-frutas, moleque-da-bananeira, percevejo da soja,etc.. 1
  2. 2. Pragas ocasionais: apresentam normalmente baixo nível populacional, todavia condições ambientais favoráveis podempropiciar um aumento rápido da população. Exemplo: curuquerê-dos-capinzais, coleobrocas-dos-citros, lagartas-dos-cafezais,etc..Pragas secundárias: ocorrem em nível populacional baixo, mas podem tornar-se de importância econômica, em função dealgum desequilíbrio ecológico ou fatores ambientais. Exemplos: vaquinhas, psilideos, bicho-do-cesto, etc..Vetores: mesmo com baixa densidade são capazes de causar dano econômico, pela transmissão de fïtopatógenos queacarretam doenças às plantas. Exemplos: cigarrinhas, pulgões, tripés, etc..Surgimento das Pragas Os níveis de abundância das pragas são determinados pelas características da biologia e da ecologia das espécies e doambiente onde vivem, tais como exigências alimentares e de condições físicas (temperatura, umidade, fotoperíodo, etc..) e aextensão com que o ambiente preenche tais necessidades: capacidade de reprodução sob condições ambientais favoráveis,presença e abundância de inimigos naturais (parasitóides, patógenos e predadores). Frequentemente as pragas são criadas pelo homem, espécies que ocorrem em baixas densidades populacionais emcondições naturais podem atingir grandes densidades nas condições criadas pelo homem, que podem favorecer um melhorsurgimento de algum fator até então limitante ao aumento dos números, tal como alimento, praticamente, ilimitado em umagroecossistema. Os agroecossistemas, apresentam características que favorecem o desenvolvimento das pragas, tais como: não seautoperpetuam, são de duração limitada, se iniciam de forma abrupta, apresentam populações vegetais homogêneas, tanto emrelação a espécie, a cultivar e a idade, e conseqüentemente, sincronismo nos processos fenológicos, como crescimento,floração, frutificação, etc.. Ao contrário, os ecossistemas, em geral, apresentam continuidade no tempo e no espaço, apresentam uma grandediversidade de espécies vegetais, com várias idades, havendo raro sincronismo dos processos fenológicos, e levaram dezenasde milhares de anos para se formar. A extrema simplificação do sistema torna-o inadequado aos inimigos naturais da praga, e o uso indiscriminado einadequado de defensivos, que objetiva combater a praga, em geral, mata também a maior parte de seus inimigos naturais. Na ausência de intervenção humana os ecossistemas tendem a adquirir maior maturidade, isto é, a evoluir para aestabilidade e a complexidade. A ação humana, cria regiões cultivadas relativamente simples quanto a diversidade, realiza agrobiocenoses com umamaturidade pouco elevada, nas quais as flutuações da população são frequentemente intensas. Além disso, o homem seleciona os mais aptos, haja vista, que as pragas, em geral, são espécies oportunistas oucolonizadoras, apresentando as seguintes características: pequeno porte, alta mobilidade, tendência a imigração,amadurecimento sexual rápido, início precoce da reprodução, produção de uma grande prole por indivíduo, e gerações curtas.Enfim, são animais adaptados a habitais instáveis como os agroecossistemas e considerados r-estrategistas. Os animais adaptados a habitais estáveis apresentam, via de regra, as seguintes características: baixa tendência aimigração, amadurecimento sexual mais lento, início mais tardio da reprodução, produção de pequena prole por indivíduo, egerações mais longas, são considerados animais K-estrategistas. Os animais r-estrategistas procuram tirar o máximo proveito das condições do habitat e investir energia na quantidadeda prole, pois tais condições favoráveis a reprodução e a sobrevivência são curtas. As pragas do tipo K são características de agroecossistemas em que as condições adequadas são mais duradouras. Os inimigos naturais tendem a apresentar pouca repercussão sobre os níveis populacionais de pragas do tipo r, sendoassim, programas de controle biológico possivelmente, terão pouco sucesso. Para estas pragas que possuem um crescimentopopulacional explosivo, o melhor é a utilização de métodos culturais, variedades resistentes e o uso racional de agroquímicos.Já, as pragas do tipo K, podem ser controladas com controle biológico, uso de machos estéreis, controle bioquímico comferomônios entre outros.Tipos de DanosAs pragas podem causar danos das seguintes formas:• Ao mastigar folhas, gemas, talos ou frutos das plantas. Os danos causados consistem em arrancar as partes externas de umaplanta.• Ao sugar a seiva das folhas, gemas, talos e frutos. Consiste em perfurar a epiderme e sugar a seiva das células do interior.• Ao bloquear o caule, talo, ramos, frutos e sementes, ou viver entre as folhas se alimentando do mesofílo (minadores).• Ao provocar crescimentos cancerosos sobre as plantas que vivem ou se alimentam (animais galhadores).• Ao atacar as raízes e talos subterrâneos.• Ao depositar seus ovos em alguma parte das plantas (postura endofïtica).• Ao tomar parte da planta para construção de ninhos ou refúgios• Ao transportar e estabelecer outros animais nas plantas• Ao disseminar patógenos (bactérias, protozoários, vírus ou fungos) infectando os tecidos das plantas.• Provocando fecundação cruzada de certas cepas, que causam enfermidades as plantas. 2
  3. 3. Métodos de ControleOs métodos de controle de pragas são classificados em:a) Controle legislativoConsiste em medidas de caráter legal com a finalidade de impedir a introdução de novas pragas no país, evitar ou retardar adisseminação nas diferentes regiões, tomar obrigatório o combate de certas espécies e fiscalizar a comercialização dedefensivos.b) Controle mecânicoConsiste na coleta e destruição dos animais em suas diversas fases do desenvolvimento. Inclui a catação, esmagamento,enterrio de partes vegetais atacadas, uso de barreiras e também de armadilhas, como os frascos caça-moscas por exemplo.c) Controle culturalRefere-se ao uso de tratos culturais, quando realizados no momento oportuno. Pode incluir rotação de culturas, culturaarmadilha ou plantas-isca, aração, adubação, catação de partes vegetais infestadas, capinas, destruição de restos de culturas,época de plantio e de colheita, gradagem, irrigação, poda, rotação de cultura entre outros.d) Controle físicoCaracteriza-se no uso de processos físicos na diminuição dos níveis populacionais de uma certa praga. Inclui a inundação,drenagem, radiações, variações de temperatura, entre outras.e) Controle biológicoConsiste no controle de populações de pragas por ação direta de outros seres vivos, denominados inimigos naturais. Osinimigos naturais podem ser patógenos, parasitóides ou predadores. Os patógenos são representados por vírus, bactérias, fungos, protozoários e nematóides. Temos como exemplo o controle da lagarta da soja (Anticarsia gemmatalis) pelo vírus Baculovirus anticarsia; O uso de Bacillus thuringiensis (bactéria), que inclusive já dispõe de formulações comerciais, para o controle dediversas pragas; A utilização de fungos como Metharizium anisopliae no controle de cigarrinhas das pastagens; Nomuraea rileyi no controle da lagarta da soja; Bauveria bassiana no controle de vários insetos, como o moleque da bananeira (Cosmopolites sordidus); A utilização de Nosema locustae (protozoário) no controle de gafanhotos; O uso do nematóide Deladenus siricidicola no controle da vespa da madeira (Sirex noctilio), entre outros. Como principais predadores temos: ácaros pertencentes a Phytoseidae; aranhas como Euophrys sutrix predadora demoscas-das-frutas; louva a deus, percevejos; crisopídeos; joaninhas; besouros; moscas; vespas e aves. Os parasitóides mais conhecidos são as moscas pertencentes a Tachinidae e microimenópteros pertencentes aEulophidae, Figitidae, Pteromalidaé, Braconidae, Ichneumonidae e Trichogrammatidae entre outros. O controle biológico pode ser de dois tipos:Natural => sem a interferência humanaAplicado => com a interferência humanaA interferência humana pode ser de três tipos:Clássica, através da importação de agentes de controle biológico de um país para outro ou de uma região para outra. Temoscomo exemplo a importação da joaninha australiana Rodolia cardinalis para os Estados Unidos para o controle da cochonilhaPeryceria purchasi em 1888.Incrementação, através da manipulação dos inimigos naturais para torná-los mais eficientes e em maior número. Comoexemplo temos a criação massal de parasitóides Trissolcus basalides pelo Centro de Pesquisa da Soja (CNPSo) da EMBRAPApara o controle do percevejo da soja (Nezara viridula) ou de Trichogramma pela Escola Superior de Agricultura Luiz deQueiroz (ESALQ) da USP para o controle da broca da cana (Diatraea sacharalïs).Conservação, através da preservação dos inimigos naturais de um agroecossistema, através de manipulação do ambiente eutilização de produtos seletivos. Entende-se como manipulação do ambiente: a escolha de cultivares que possam oferecerhabitat ideal para algum inimigo natural, como tratos culturais adequados e cultivo minimo. A população de uma praga pode ser reduzida a níveis em que ela não representa uma preocupação, nem é capaz decausar prejuízo. A erradicação completa de uma praga é raramente conseguida, ficando restrita a locais onde há uma barreirageográfica a uma determinada praga, como por exemplo, uma ilha, uma região cercada por uma cordilheira de montanhas ouaté mesmo diferenças climáticas. Além disso, um inimigo natural que eliminasse completamente a sua presa, ficaria semalimento ou hospedeiro e, conseqüentemente, se extinguiria. 3
  4. 4. Controle químico É realizado através do uso de defensivos agrícolas ou produtos fitossanitários, tais como inseticidas, acaricidas,moluscicidas, nematicidas e raticidas. A otimização da relação custo-benefício será um dos subsídios para melhor decisão deaplicar ou não o controle químico. Além dos minerais e orgânicos é usual a utilização dos fumigantes, tendo como principais exemplos o brometo demetila, a fosfina e o sulfeto de carbono. Os fosforados, clorosforados e carbamatos, podem ser divididos em sistêmicos e não sistêmicos, no primeiro caso oingrediente ativo circula com a seiva, matando especialmente os insetos sugadores, mediante efeito de ingestão. Os nãosistémicos atuam por ingestão ou por contato. Os produtos fítossanitários, de maior utilização no controle de animais, principalmente insetos, estão incluídos nogrupo dos organo-sintéticos. Os acaricidas classificam-se em: Acaricidas Específicos/Clorados/Sulfurados/Não clorados/Nãosulfurados/Sulfurados/Não sulfurados Entre os produtos existentes no comércio, os melhores são os raticidas anticoagulantes, que agem junto ao sistema decoagulação do sangue dos ratos, causando hemorragias, e conseqüentemente a morte desses animais 5 a 7 dias após ingestãosuficiente do produto. Os raticidas agudos tem o seu uso restringido pelo Ministério da Saúde, por Portaria Federal n °01/DISAD de 27/09/82, dada baixa eficiência e pouca segurança, todavia alguns tem seu uso liberado, como por exemplo, anorbomida e a sila vermelha no Estado do Rio de Janeiro. Até hoje, poucos foram o moluscidas encontrados no mercado, sendo eles: o arseniato de chumbo, clonitralide, isolane metaldeído. Atualmente, o único produto utilizado é o metaldeído. Ainda existem poucos nematicidas no comércio, os mais utilizados são os seguintes: brometo de metila; carbofuran,carbosulfan; dazomet; ethoprofos; fenamifos, isazofos e terbufos. Os defensivos podem ser encontrados nas seguintes formulações:Inertes: são substâncias neutras que servem para diluir o inseticida puro, para que possa ser empregado na forma de pó. Ex: amianto, apatita, areia, argila calcinada, etc..Pó Seco ou Pó (P): utilizado para polvilhamento em plantas ou animais ou solos ou ainda em sementes.Pó molhável (PM): o produto recebe uma substância de elevado grau de absorção viabilizando sua mistura com a água eformando suspensões dotadas de grande estabilidade.Pó solúvel (PS): ingrediente ativo sólido, solúvel em água sob a forma moída ou de pequenos cristais tendo que ser dissolvidoem água para ser utilizada no campo.Granulados (G): produtos formulados sob a forma de pequenos grânulos. É comumente utilizado no controle de pragas de solo,formigas cortadeiras e insetos sugadores da parte aérea.Concentrados emulsionáveis (CE): produtos dissolvidos em determinados solventes como a água, adicionados em substânciasemulsificantes.Soluções concentradas (SC): podem ser diluídas em água ou óleo; ou utilizadas em ultra baixo volume, onde não é realizadadiluição.Aerossóis: o produto é embalado em recipientes adaptados para resistir à pressões. Com o ingrediente ativo são misturadossolventes com alta volatilidade, que ao entrar em contato com o meio ambiente, evaporam-se deixando o produto emsuspensão no ar, sob a forma de finíssimas partículas.Gasosos: são produtos que ao contato com o ar tornam-se gases apresentando ação fumigante.Pasta: produtos cujo ingrediente ativo é formulado sob a forma pastosa, para ser utilizado sem diluição.Microencapsuladas: formulação onde as partículas do produto são envolvidos por uma parede delgada e porosa composta porpolímeros.Espalhantes adesivos: Consiste ern uma substância coadjuvante que possibilita ao produto uma maior adesão ao substrato. Deve-se sempre utilizar defensivos seletivos, isto é, produtos que matam os indivíduos pragas e preservam os outroscomponentes da fauna, incluindo os inimigos naturais das pragas. Existe basicamente dois tipos de seletividade:a) A seletividade ecológica: é baseada nas diferenças ecológicas (habitat e hábitos alimentares) entre as pragas e inimigosnaturais, possibilitando que o produto entre em contato com a praga e não com os inimigos naturais. Para que isso ocorra, éfundamental que se conheça aspectos bioecológicos da praga e de seus inimigos naturais. Pode-se, ainda, conferir seletividadeecológica em função de uma tática de aplicação do produto químico. Um exemplo, é a utilização de granulados sistêmicos.b) Seletividade fisiológica: esta baseada nas diferenças fisiológicas entre as pragas e seus inimigos naturais, onde as pragassão mortas a uma concentração do produto que não afeta os indivíduos benéficos. Os processos envolvidos são os depenetração do produto, de metabolismo e de sensibilidade. Além disso, deve-se tomar os seguintes cuidados:• o defensivo deve ser registrado nos Ministérios dá Saúde e da Agricultura para cultura e praga. 4
  5. 5. • a eficácia deve ser de 80 a 90% para que não ocorra o desenvolvimento de resistência• o produto deve ser seletivo para evitar a ressurgência da praga• o período de carência deve ser compatível com a colheita, evitando riscos de resíduos ao consumidor• o preço do produto deve ser compatível com o valor da produção O controle químico inclui também a utilização de substâncias que alteram o comportamento dos insetos, visando aredução dos níveis populacionais da praga, o que muitos autores consideram de controle por comportamento. No controle químico por comportamento utiliza-se hormônios dos insetos, que podem ser de três tipos: endócrinos,neuro-hormônios e feromônios. Endócrinos: são produzidos por glândulas sem ducto excretor e liberados na hemolinfa para provocar uma reaçãoespecífica em outra parte do corpo do inseto que o produziu. São utilizados na produção dos inseticidas juvenóides citadosanteriormente. Os neuro-hormônios são secretados e liberados por células do tecido nervoso, causam por integração, por açãohormonal e não nervosa, como, por exemplo, a acetilcolina. Os feromônios são produzidos por glândulas exócrinas, ou seja glândulas que apresentam ducto excretor e liberamsuas secreções para o exterior do inseto, agindo como coordenadores entre indivíduos da mesma espécie, e não no organismoque o liberou. Os feromônios são substâncias, que quando secretadas por um animal e liberadas ao meio ambiente, provocamuma reação específica em um indivíduo receptor da mesma espécie. Os tipos mais importantes de feromônios são:- de alarme: utilizados por alguns animais em fuga; agressão ou inibição de agregação;- de dispersão: tem a função de manutenção de território e anti-agregação, é bem conhecido em moscas-das-frutas;- de agregação: utilizados na marcação de trilhas; manutenção da sociedade; colonização de habitais e agregação antes doacasalamento;- sexuais: usados para atração do sexo oposto para cópula; No Brasil, tem se restringido a utilização de feromônios sexuais, através de armadilhas com substâncias adesivas. Osferomônios podem ser utilizados com duas finalidades:1) Monitoramento da praga:Esta técnica é realizada geralmente em armadilhas contendo feromônios já sintetizados, podendo servir para verificar os níveispopulacionais de uma determinada praga, no acompanhamento de pragas recentemente introduzidas em uma determinada áreaou região, e nos estudos de comportamento e ecologia dos insetos. Já vem sendo, utilizada para a broca dos ponteiros dopessegueiro, Grapholita molesta e para o bicho-do-fumo, Lasioderma serricorne erri fumo armazenado.2) Controle de pragas O controle de pragas utilizando feromônios pode ser realizado de suas formas:- Aniquilação de machos: consiste na captura em grande quantidade de machos de uma determinada espécie de praga,restringindo por consequência o acasalamento e mantendo a população ern níveis aceitáveis.- confusão de machos: visa o rompimento da comunicação química entre machos e fêmeas da mesma espécie através daimpregnação de feromônios na área de ocorrência da praga, reduzindo as probabilidades de encontros e/ou agregação dossexos, e por conseqüênciao acasalamento; já vem sendo utilizado para algumas pragas do algodoeiro. 5

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