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Em homenagem a Maria Cecília e Anete Simões.     5
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Agradecimentos                                     A Deus.Aos Srs. Djalma Fiuza e Erick Cerqueira que                 torn...
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DedicatóriaO vi por diversas vezes caminhando pelo centro da cidade seguindo apressadopara alcançar sua condução pra Salva...
Por Emerson Leandro SilvaUM CASO DE POLÍTICA              11
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Ela estava sorrindo cinicamente...Realmente, ter inscrito seus dois filhos em um dos programasassistenciais do governo já ...
uma novela alguém falando sobre essa sensação estranha de lentidãodo tempo.– Como era o nome mesmo? Ah! Esquece! - irritou...
“ESCOLHA UMA SEQUÊNCIA DE LETRAS”Agora a excitação era ainda maior, podia sentir suas moléculas agitando-se numa velocidad...
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  1. 1. Esta é uma pequena parte do livroContos Inversos. Se você gostou equer comprar o material completo,entre em contato conosco atravésde:(71) 8169-8958https://www.facebook.com/EmersonLeandroEscritor 2
  2. 2. Contos Inversos 3
  3. 3. 4
  4. 4. Em homenagem a Maria Cecília e Anete Simões. 5
  5. 5. 6
  6. 6. Agradecimentos A Deus.Aos Srs. Djalma Fiuza e Erick Cerqueira que tornaram possível esse sonho. 7
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  8. 8. DedicatóriaO vi por diversas vezes caminhando pelo centro da cidade seguindo apressadopara alcançar sua condução pra Salvador...Óculos no rosto, olhos miúdos dignos daqueles que observam a sociedade deforma a esmiuçá-la. Os cabelos trançados objetivavam dizer somente umacoisa, sou negão e tenho orgulho disso. O discurso histórico e a pratica, vinhampintados com cores fortes de uma visão antropológica. Já foi Marx, Weber,Moska e atualmente a meu ver era um Gramisciniano que acreditava namudança da política de nossa cidade, intervindo internamente nas ações etentando mudá-las quando discordava.No futebol possuía, como torcedor, um gosto estranho... torcia para o Bahia.Praticando era o único cara alem de Davids, que jogava de óculos grudadosno rosto. Era bom como intelectual e atleta. Tinha nome de poeta, sobrenomede político e a alma nobre de um homem de 30 anos que era viciado emalegria e instigava-se com as questões sociais.Certamente nenhuma tentativa de resumi-lo em um texto conseguirá abarcara grandeza da alma e riqueza de idéias que o nobre companheiro permeoudurante sua passagem pela terra. O bacana de escrever sobre o “tio Vini” éque, por serem verdadeiros, todos os elogios aqui apresentados farão com queos hipócritas não consigam manchá-lo com o rastro do oportunismo.Cada vírgula e poética contida nesses versos e contos que se seguem, sãodedicados a Vinicius Viana e a lembrança dos sambas que serão tocadosem seu nome. 9
  9. 9. Por Emerson Leandro SilvaUM CASO DE POLÍTICA 11
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  11. 11. Ela estava sorrindo cinicamente...Realmente, ter inscrito seus dois filhos em um dos programasassistenciais do governo já era um golpe de sorte - ria de uma formamaquiavélica. Ela é uma pessoa muito inteligente, mesmo sem saber osignificado deste adjetivo. Foi uma jogada de mestre inscrever seus doisfilhos no programa. Como a vigilância deles é ineficaz...– São idiotas! Não notar que apesar de serem dois CPFs, se tratavada mesma pessoa, é no mínimo ingenuidade. Graças a Deus eu tenhoamigos influentes de verdade!Sua condução chegou. A distância que o ônibus percorreu até chegarao seu destino nunca pareceu tão longa pra ela. Viu, certa vez, em 13
  12. 12. uma novela alguém falando sobre essa sensação estranha de lentidãodo tempo.– Como era o nome mesmo? Ah! Esquece! - irritou-se - Não vou perdermeu tempo com estas bobagens.Assim que o ônibus parou, apressada, ela desceu as escadas doautomóvel e arrastou seu corpo flácido para dentro da agência da CaixaEconômica Federal. Atravessou a porta giratória e postou-se em umafila com mais alguns infelizes que, assim como ela, receberiam, naquelamanhã, o mesmo beneficio.– Mas eu certamente não sou infeliz – pensou.Não conseguiu segurar o riso. Estava ansiosa. Na verdade, era umareação que sentia todas as vezes ao aproximar-lhe o momento de recebera recompensa por sua atividade mental elevada. Suas mãos estavamsuando. Encontrava-se num estado agitado, quase irritadiço. Ela eraa próxima da fila. Retirou seu cartão da bolsa rapidamente. Odiavamáquinas, mas aquelas em especial a faziam abrir uma exceção. O rapaza sua frente estava terminando a operação, parecem eternos aquelessegundos de espera. Finalmente ele saiu. Quase que imediatamente elasaltou para frente da máquina, inseriu seu cartão no local indicado eesperou alguns segundos. Na tela apareceu uma mensagem simples:“DIGITE SUA SENHA NUMÉRICA”Ela escolheu a seqüência correspondente. Quase não continha-se emum vestido estampado de um mau gosto supremo e que não disfarçavao seu corpo flácido e disforme. Uma nova mensagem aparece: 14
  13. 13. “ESCOLHA UMA SEQUÊNCIA DE LETRAS”Agora a excitação era ainda maior, podia sentir suas moléculas agitando-se numa velocidade sobre-humana, estava com a boca seca, quase semsaliva. Chegou a cogitar a idéia de sair para comprar água. Deixou estapossibilidade de lado. Estava mais próxima agora.“DIGITE UM VALOR.”Em silêncio, ela digita avidamente a seqüência de números. Por dentroestava gritando, berrando, queria alardear ao mundo o quanto erainteligente. Não! É melhor continuar em silêncio e apenas esperar.Fechou os olhos afim de que, com esta atitude, fizesse a operação setornar mais curta. Abriu-os, olhou para o teto, enxugou o suor quelhe escorria da testa e fechou os olhos novamente. Quando finalmenteolhou a tela à sua frente, tendo nos lábios um sorriso repleto de dentescariados, notou a última mensagem e paralisou-se automaticamente.Quase perdeu a consciência, suas pernas tremiam. O sorriso se apagavavagarosamente. Ela não podia crer. Na tela aparecia apenas umamensagem lógica e fria:“SALDO INDISPONÍVEL.”O choque a fez perder novamente a noção de tempo. A sua primeirareação foi sentir uma raiva quase incontrolável, materializada por umasensação de quentura interna, um turbilhão de ódio, medo e desejode vingança. Mas contra quem? Ela tentava insistentemente sacar odinheiro. Depois da quarta tentativa foi obrigada a desistir. Respiroufundo e tentou ser simpática com uma senhora que estava na fila logoatrás dela tocando-lhe o ombro. 15

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