Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos 2012

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Versão para internet do Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos para o ano letivo de 2012.

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Projeto Político Pedagógico da EMEB Graciliano Ramos 2012

  1. 1. PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO BERNARDO DO CAMPO SECRETARIA DE EDUCAÇÃO DEPARTAMENTO DE AÇÕES EDUCACIONAIS SEÇÃO DE EDUCAÇÃO INFANTIL PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB “GRACILIANO RAMOS” “A construção de uma pedagogia especialmente voltada para a primeira etapa da educação básica, aponta para alguns momentos nos quais muitas lacunas são percebidas entre o velho e o novo, o que semprefizemos e o que estamos aprendendo ou temos que aprender a fazer para produzir diferente.” (Maria Aparecida Gobbi)_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  2. 2. SUMÁRIOI. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR .......................................... 51. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS ............................ 62. QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DE MODALIDADES ............................... 8II. CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DEATUAÇÃO DA ESCOLA .......................................................................... 91. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA ............................................................... 9 1.1. ESCOLA – TERRITÓRIO DA INFÂNCIA .................................... 12 1.2. ALUNO – CRIANÇA/INFÂNCIA ............................................... 13 1.3. COMUNIDADE – COMO ENTENDEMOS O TRABALHO COM ASFAMÍLIAS .......................................................................................... 16 1.4. PROFESSORES – EDUCADORES E SEUS PAPÉISDIFERENCIADOS................................................................................ 18 1.5. EQUIPE GESTORA – A GESTÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ....... 20 1.6. O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................ 22 1.7. PERÍODO INTEGRAL – POSSIBILIDADES E DESAFIOS ........... 26 1.7.1. INFANTIL II – CRIANÇAS ENTRE 2 E 3 ANOS................... 26 1.8. SEMI – MANHÃ E TARDE ........................................................ 30 1.8.1. A CRIANÇA ENTRE 3 E 6 ANOS ......................................... 302. INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS ............................... 33 2.1. PRINCÍPIO – DIVERSIDADE E SINGULARIDADE .................... 35 2.2. PRINCÍPIO – SUSTENTABILIDADE, DEMOCRACIA EPARTICIPAÇÃO .................................................................................. 37 2.3. INDISSOCIABILIDADE ENTRE EDUCAR E CUIDAR .................. 39 2.4. PRINCÍPIO – LUDICIDADE E BRINCADEIRA .......................... 40 2.5. PRINCÍPIO – ESTÉTICO COMO EXPERIÊNCIA INDIVIDUALE COLETIVA ....................................................................................... 433. CARACTERIZAÇÃO DA COMUNIDADE ............................................. 46 3.1. RECURSOS DA COMUNIDADE ................................................. 484. COMUNIDADE ESCOLAR ................................................................. 50 4.1. CARACTERIZAÇÃO ................................................................. 50_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  3. 3. 5. CONSELHO DE ESCOLA................................................................... 53 5.1. CARACTERIZAÇÃO ................................................................. 53 5.2. OBJETIVOS E ATRIBUIÇÕES DO CONSELHO DE ESCOLA ......... 54 5.3. QUADRO DO CONSELHO DE ESCOLA ...................................... 556. ASSOCIAÇÃO DE PAIS E MESTRES ................................................. 55 6.1. CARACTERIZAÇÃO DA APM .................................................... 55 6.2. OBJETIVOS GERAIS DA APM .................................................. 56 6.3. COMPOSIÇÃO DO QUADRO DA APM ....................................... 57 6.4. AVALIAÇÃO............................................................................ 577. PLANO DE AÇÃO COM AS FAMÍLIAS ............................................... 58 7.1. ORGANIZAÇÃO DOS EVENTOS COM A COMUNIDADE .............. 618. EQUIPE ESCOLAR ........................................................................... 64 8.1. PROFESSORES ....................................................................... 64 8.1.1. CARACTERIZAÇÃO ........................................................... 64 8.2. FUNCIONÁRIOS ..................................................................... 65 8.2.1. CARACTERIZAÇÃO ........................................................... 659. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES, QUALIDADE NAEDUCAÇÃO INFANTIL ........................................................................ 6710. PLANO DE FORMAÇÃO DOS EDUCADORES .................................... 74 10.1. PROJETO “APRENDIZES DA NOSSA BRASILIDADE” ............. 7411. ORGANIZAÇÃO DO TRABALHO PEDAGÓGICO ............................... 8112. LEVANTAMENTO DOS OBJETIVOS E CONTEÚDOS POR ÁREA DECONHECIMENTO ................................................................................ 84 12.1. ÁREA: LINGUA PORTUGUESA ............................................... 84 12.1.1. CONTEÚDO: ESCRITA ..................................................... 84 12.1.2. CONTEÚDO: ORALIDADE ................................................ 87 12.2. ÁREA: MATEMÁTICA ............................................................. 90 12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO ............................................... 95 12.3. ÁREA: CORPO E MOVIMENTO ............................................... 95 12.3.1. O BRINCAR .................................................................... 99 12.4. ÁREA: CIÊNCIAS E EDUCAÇÃO AMBIENTAL ........................ 104 12.5. ÁREA: ARTES ..................................................................... 109_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  4. 4. 12.5.1. CONTEÚDO: ARTES VISUAIS ........................................ 109 12.5.2. ÁREA: MÚSICA ............................................................. 11213. ROTINA ..................................................................................... 114 13.1. PERÍODO DE ADAPTAÇÃO .................................................. 114 13.2. ENTRADA E SAÍDA DOS ALUNOS ........................................ 116 13.3. ROTINA DA EQUIPE GESTORA ............................................ 117 13.3.1. DIRETORA ................................................................... 117 13.3.2. PROFESSORA DE APOIO À DIREÇÃO ............................ 118 13.3.2. COORDENADOR PEDAGÓGICO ..................................... 119 13.4. ROTINA DOS PROFESSORES .............................................. 121 13.4.1. ORGANIZAÇÃO DOS MOMENTOS DE HTPC ................... 121 13.4.2. TEMPOS E ESPAÇOS DE APRENDIZAGEM ..................... 123 13.4.2.1. BIBLIOTECA .......................................................... 123 13.4.1.2. PARQUE E PRAÇA .................................................. 125 13.4.1.3. ATELIÊ .................................................................. 127 13.4.1.4. QUADRA ................................................................ 129 13.4.1.5. REFEITÓRIO – SELF-SERVICE ................................ 131 13.4.1.6. ATIVIDADE DIVERSIFICADA ................................. 134 13.4.1.7. RODA DE CONVERSA ............................................. 137 13.4.1.8. HORA DA HISTÓRIA .............................................. 13914. ATIVIDADE EXTRACLASSE E ESTUDO DO MEIO .......................... 14115. AVALIAÇÃO DAS APRENDIZAGENS DOS ALUNOS ....................... 142 15.1. AVALIAÇÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL ................................ 14416. ACOMPANHAMENTO DOS INSTRUMENTOS METODOLÓGICOS .... 145V. ANEXOS ....................................................................................... 1471. HISTÓRICO DA ESCOLA ............................................................... 147 1.1. NOSSO PATRONO ................................................................. 148 1.2. DESCRIÇÃO DA ESTRUTURA FÍSICA DA ESCOLA .................. 150 1.3. MATERIAIS PEDAGÓGICOS E EQUIPAMENTOS ..................... 151IV. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................ 152CALENDÁRIO ESCOLAR – EDUCAÇÃO BÁSICA - 2012 ....................... 154_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS
  5. 5. I. IDENTIFICAÇÃO DA UNIDADE ESCOLAR EMEB Graciliano Ramos Rua João D’Ângelo, 71 – Riacho Grande São Bernardo do Campo – SP – CEP 09830-350 Telefones: 4354-9917/ 4101-6090/ 4354-0804 Email: graciliano.ramos@saobernardo.sp.gov.br Blog: blogdogracilianoramos.blogspot.com Código CIE: 050805 Equipe Gestora Diretora: Elenir Fagundes Santos Freitas PRD: Filomena Cabral Pais Jasiulonis PAD: Tatiana Moreira Barbosa Coordenador Pedagógico: Francisco de Assis Fagundes de Oliveira Orientadora Pedagógica: Sandra Regina Brito de Macedo Modalidades de ensino Infantil II – 01 Turma Infantil III – 03 Turmas Infantil IV – 04 Turmas Infantil V – 05 Turmas SEMI – 02 Turmas Horário de funcionamento da escola Manhã: das 07h30m às 11h30m Tarde: das 13h00m às 17h00m Obs.: são observados 10 minutos de tolerância para os atrasos naentrada e na saída das crianças._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 5
  6. 6. Período Integral Temos duas turmas de período integral divididas em dois horários. Semi A – das 07h00m às 17h00m Semi B – das 07h30m às 17h30m Infantil II Nossa turma do infantil II possui o seguinte horário: Entrada: a partir das 07h00m até as 08h00m Saída: a partir das 17h00m até as 18h00m Horário de atendimento da secretaria 07h00m às 18h00m 1. QUADRO DE IDENTIFICAÇÃO DE FUNCIONÁRIOS Cargo/ Horário de Período de Nome Matrícula Função trabalho fériasAldinete Nogueira Matos 19.840-4 Aux. Limpeza 08h15m – 18h00m Março Prof. Ed. BásicaAndrea Gois Koslosky 34.850-0 13h00m – 17h00m Janeiro InfantilAlexandre Barasino 37.590-9 Aux. Educação 08h00m – 17h00m Janeiro Prof. Ed. BásicaCleide Lima Rosa 36.039-6 07h00m – 15h00m Janeiro Infantil Prof. Ed. BásicaCristiane Moro 35.549-0 13h00m – 17h00m Janeiro InfantilDébora Renata Nunes Prof. Ed. Básica 32.858-8 07h30m – 11h30m JaneiroLourenção InfantilDina Aparecida Pereira 60.777-8 Aux. Limpeza 09h00m – 18h00m NovembroPerone Prof. Ed.Ederli Soares Ferreira 35.158-5 07h30m – 11h30m Janeiro Básica Infantil Prof. Ed. BásicaElena Marson Favero 20.210-2 07h30m – 11h30m Janeiro Infantil 2ª, 4ª e 6ª Prof. Ed. 11h30m – 17h30mEliane Correia da Silva 37.798-5 Janeiro Básica Infantil 3ª e 6ª 08h00m – 17h30m Prof. Ed. BásicaEliane Pereira Mendes 35.472-9 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 6
  7. 7. Prof. Ed.Fernanda Soares Gonçalves 38.196-6 10h00m – 18h00m Janeiro Básica infantil Prof. Ed. BásicaFernanda Feliciano Andrade 32.533-6 07h30m – 11h30m Janeiro InfantilFilomena Cabral Pais 9.499-5 PRD 07h00m – 16h30m JaneiroJasiulonis Prof. Ed. BásicaFrancisca Maria Oliveira Felix 33.633-5 07h30m – 11h30m Janeiro Infantil CoordenadorFrancisco de Assis Fagundes 35.112-9 07h00m – 17h00m Janeiro pedagógico 2ª, 4ª e 6ª Prof. Ed. Básica 07h00m – 13h00mIsabel Cristina de Souza 35.190-9 Janeiro Infantil 3ª e 5ª 07h00m – 16h30mLeia Chaves Alves - Cozinheira 07h00m – 16h48m Janeiro Prof. Subst. Ed.Ligia Melo Morita 35.568-6 13h00m – 17h00m Janeiro Básica InfantilMárcia Lima Santos - Aux. Cozinha 07h00m – 16h48m Janeiro Prof. Ed. BásicaMaria Isabel de Farias Leal 27.689-8 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil Prof. Ed.Maria Iraneide Silva 35.555-5 13h00m – 17h00m Janeiro Básica InfantilNeli Marques da Silva 34.580-3 Aux. Educação 08h00m – 17h00m Janeiro Prof. Subst. Ed.Patrícia Fusari Stella 61.439-1 13h00m – 17h00m Janeiro Básica Infantil Prof. Ed. BásicaPaula Ishikawa 35.554-7 13h00m – 17h00m Janeiro Infantil Prof. Ed. BásicaRafaella Simões Demai 38.397-6 07h30m – 17h00m Janeiro InfantilRosemary Amador - Aux. Cozinha 06h30m – 15h00m JaneiroRosilene de Andrade - Aux. Cozinha 07h00m – 16h48m JaneiroSandra de Jesus Alves 60.016-6 Aux. Limpeza 08h15m – 18h00m JaneiroSilvia Helena Morais Dias 19.661-4 Aux. Limpeza 06h30m – 16h15m JaneiroTatiana Moreira Barbosa 28.824-1 PAD 09h00m – 18h00m JaneiroTerezinha de Sousa Martins 60.146-3 Aux. Limpeza 06h10m – 15h42m JaneiroWellington Oliveira Buosi 35.898-5 Aux. Educação 07h30m – 17h00m JaneiroWilton Fujinaga Takeda 32.938-0 Oficial de escola 08h30m – 17h30m A combinar _________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 7
  8. 8. 2. QUADRO DE ORGANIZAÇÃO DE MODALIDADES Total de Total de Agrupamento/ alunos alunos Período Turma Professora(s) Ano por por turma período Cleide/ Integral Infantil II A 19 19 Fernanda Semi A Isabel 25 Infantil III A Francisca 23 Infantil IV A Debora 24 Manhã Infantil IV B Ederli 24 146 Infantil V A Maria Isabel 17 Infantil V B Elena 17 Infantil V C Fernanda 16 Semi B Eliane 26 Infantil III B Andrea 27 Infantil III C Maria Iraneide 25 Tarde Infantil IV C Paula 30 185 Infantil IV D Ligia 28 Infantil V D Cristiane 26 Infantil V E Eliane 23_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 8
  9. 9. II. CARACTERIZAÇÃO E PLANO DE AÇÃO PARA OS SEGMENTOS DE ATUAÇÃO DA ESCOLA 1. CONCEPÇÃO PEDAGÓGICA Nossa concepção de Desenvolvimento e de Aprendizagem estábaseada nos teóricos que defenderam a concepção dialética, na qual osujeito modifica o mundo e é modificado por este. Concordamos com elesquando afirmam: “Conhecer um objeto é agir sobre ele e transformá-lo, apreendendo os mecanismos dessa transformação vinculados com as ações transformadoras. Conhecer é, pois, assimilar o real às estruturas de transformações, e são as estruturas elaboradas pela inteligência enquanto prolongamento direto da ação.” (Piaget) “Ao conseguir conhecer alguma coisa, o aprendiz transforma o real, o mundo, e a si mesmo.” (Piaget) “O aprendizado é o que possibilita o despertar de processos internos de desenvolvimento que, não fosse o contato do indivíduo com certo ambiente cultural, não ocorreriam.” (Vygotsky) “A estrutura fisiológica humana, aquilo que é inato, não é suficiente para produzir o indivíduo humano, na ausência do ambiente social. As características individuais (modo de agir, de pensar, de sentir, valores, conhecimentos, visão de mundo, etc.) depende da interação do ser humano com o meio físico e social.” (Vygotsky) Um ponto de reflexão “A escola dos pequeninos em de ser um ambiente livre, onde o princípio pedagógico deve ser o respeito à liberdade e à criatividade das crianças. Nela, os_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 9
  10. 10. pequeninos devem poder se locomover, ter atividades criativas que permitam sua auto suficiência, e a desobediência e a agressividade não devem ser coibidas e, sim, orientadas, por serem condições necessárias ao sucesso das pessoas.” (Antônio Márcio Junqueira) Nosso objetivo é apresentar um panorama geral quanto a variasconcepções, e configurar as tendências que tem prevalecidopedagogicamente, assim conceituaremos: escola; infância; comunidade;professores, equipe gestora e currículo, entendendo que todas essasconcepções relacionam-se, porém trataremos dividindo por assuntos. Entendemos que a organização do trabalho pedagógico na EducaçãoInfantil deve ser orientada pelo princípio básico de procurar proporcionar,à criança, o desenvolvimento da autonomia, isto é, a capacidade deapropriarem-se das regras construídas historicamente pela sociedade,construir as suas próprias regras e ações, que sejam flexíveis e possamser negociadas com outras pessoas, sejam eles adultos ou crianças.Obviamente, esta construção não se esgota no período do 0 aos 5 anos deidade, devido às próprias características do desenvolvimento infantil. Mastal construção necessita ser iniciada na Educação Infantil. Pensamos a educação das crianças pequenas, como um processorelevante em uma sociedade contemporânea, pois de um lado vivemosuma confusa identidade da escola e, de outro, uma busca pelacompreensão e pela proposição de formas, espaços e processoseducacionais que procuram uma educação sem escolarização. Salientamos que a ênfase na Educação não deve estar colocada emcomo se ensina, na transmissão de conhecimentos culturalmenteproduzidos, concordamos com Freire quando disse “Desta maneira, aeducação se torna um ato de depositar, em que os educandos são osdepositários e o educador o depositante” (1987. pg. 58). A aprendizagem e o desenvolvimento das crianças e jovens já nãose dão como outrora, o conhecimento está por toda parte, em lugaresdiferentes e espaços distintos, há tempos o livro didático já não é mais o_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 10
  11. 11. único recurso pedagógico de trabalho do professor. Acreditamos naconcepção de desenvolvimento interacionista, que considera os aspectosbiológicos e sociais importantes, ambos interferindo e contribuindo para odesenvolvimento do sujeito. Nesta perspectiva, o sujeito interfere, atua,modifica o ambiente e é por ele modificado. Esta concepçãodesenvolvimentista entende a aquisição de conhecimento como umaconstrução permanente, isto é, o sujeito nem nasce pronto, comoacreditava a concepção inatista, nem é passivo diante do meio, comoacreditava a concepção ambientalista. Portanto, nossa concepção de aprendizagem é a construtivista,definida por Solé e Coll 2003 “o construtivismo é um conjunto articuladode princípios em que é possível diagnosticar, julgar e tomar decisõesfundamentais sobre o ensino” (2003 p.35). Concluímos que, o conhecimento não é concebido como uma cópiado real, incorporado diretamente pelo sujeito, não é uma impressão que omundo externo realiza na mente, um processo de fora para dentro. Aconstrução do conhecimento pressupõe uma atividade, por parte dosujeito, que organiza e integra os novos conhecimentos aos já existentes,sendo, portanto, o protagonista do seu próprio processo de aprendizagem,é alguém que vai produzir a transformação que converte informação emconhecimento próprio. Construção que se dá a partir de situações nasquais o sujeito possa agir sobre o que é objeto de estudo, pensar sobreele, recebendo ajuda, sendo desafiado a refletir, interagindo com outraspessoas. Baseado nisso, adotamos o modelo de ensino relacionado aoconstrutivismo que segundo Wilson (1992), definiu como “Planejar,proporcionar e avaliar o currículo, ótimo para cada aluno, no contexto deuma diversidade de indivíduos que aprendem” (2001 p. 54). Nossaaprendizagem é estabelecida através da resolução de problemas, epressupõe uma intervenção pedagógica de natureza própria. Um modelode ensino que reconhecendo o papel da ação do aprendiz e aespecificidade da aprendizagem de cada conteúdo, propõe que a didática_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 11
  12. 12. construa situações em que o aluno precise pôr em jogo o que sabe noesforço de realizar a tarefa proposta, mobilizando conhecimentos que jápossui, usando-os para construir novos conhecimentos. 1.1. ESCOLA – TERRITÓRIO DA INFÂNCIA Primeiramente trataremos da escola como fator essencial, como umvalioso espaço que contribui nas práticas do ensino-aprendizagem, nodesenvolvimento de valores essências para o convívio humano. Nessesentido, cabe a escola proporcionar oportunidades que ofereça igualdadede condições para o acesso e permanência na escola, inspirada noprincipio de liberdade de aprender, no pluralismo de ideias e deconcepções pedagógicas e nos ideais de solidariedade humana, garantindoas crianças num processo de aprendizagens interativo, acesso a cultura,ao conhecimento cientifico, artístico e tecnológico. Acreditamos em uma escola constituída num ambiente aberto, detransformações, pautada nos princípios de igualdade e liberdade paraaprender; no pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas epermanência. Todavia, promover ideais de solidariedade humana naescola é um dever a comunidade escolar nos dias de hoje,_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 12
  13. 13. Cabe à escola, zelar pela inclusão social de nossas crianças,mantendo-se atenta as necessidades e formas de aprendizagens quepermeiam uma educação contemporânea, com suas especificidades decomo aprende e desenvolve. Nesse sentido Carvalho explicita que: “Essas concepções não nos autorizam a pensar numa escola centrada em si mesma, como uma ilha e distante dos interesses dos alunos. A escola deve ser também, o espaço da alegria onde os alunos possam conviver desenvolvendo sentimentos sadios em relação ao “outro”, a si mesmos e em relação ao conhecimento. Para tanto a pratica pedagógica deve ser inclusiva, no sentido de envolver a todos e a cada um, graças ao interesse a motivação para a aprendizagem.” (2010, p.32) Numa perspectiva dialógica salientamos que a escola se coloca comoespaço privilegiado para o domínio dos conhecimentos básicos eavançados e, sobretudo com fins de complementaridade à educação dafamília. Enfim, nossa escola tem como princípio fundamental a construçãoda aprendizagem e do desenvolvimento levando em conta e valorizandoas diferenças, a singularidade, heterogeneidade e subjetividade dacriança, fator fundamental para potencializar o desenvolvimento de umprocesso coletivo de aprendizagem. 1.2 ALUNO – CRIANÇA/INFÂNCIA Num processo de construção de conceitos teóricos nosembasaremos na concepção de criança, como protagonista no processo daeducação infantil. Orientamo-nos pelos princípios básicos dodesenvolvimento, da autonomia da interação e inclusão social, assimobjetivamos o pleno desenvolvimento integral da criança e a construçãoda autonomia infantil. Em um breve histórico, verificamos que foi no início do século XVque surge às primeiras as primeiras preocupações com a educação das_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 13
  14. 14. crianças pequenas. Nesta época, a criança era considerada um pequenoadulto, que executava as mesmas atividades dos mais velhos. Oimportante era a criança crescer rápido para entrar na vida adulta. Noséculo XVI e XVII os colégios existentes eram dirigidos pela igreja eestavam reservados para um pequeno grupo de cléricos (principalmentedo sexo masculino), de todas as idades. Enfim, a educação entra no século XVIII um pouco mais pedagógica,porem, é nessa época que surge o castigo corporal como forma deeducação disciplinar, por considerar a criança frágil, incompleta queprecisa a prender obedecer a determinadas regras impostas pelasociedade da época. Também surgem nos países mais desenvolvidos, ouseja, no velho continente, as primeiras creches para abrigar filhos demães trabalhadoras da indústria. No Brasil, a educação infantil é muito nova, sendo aplicadarealmente a partir dos anos 30 com os mesmos propósitos que nosdemais países e principalmente, como um fator necessário para apoiar aformação de mão de obra qualificada para a industrialização do país, poiso intuito da escola de educação infantil era único e exclusivamente tomarconta dos filhos das mães trabalhadoras. Por volta de 1970 ocorreu umacrescente evasão escolar e repetência das crianças das classes pobres noprimeiro grau. Por causa disso, foi intitulada a educação pré-escolar(chamada de educação compensatória) para crianças de 4 a 6 anos. Nos anos 80, a perspectiva pedagógica vê a criança como um sersocial, histórico, pertencente a uma determinada classe social e cultural.Ela desmascara a educação compensatória, que delegava à escola aresponsabilidade de resolver os problemas da miséria entre outros. Aeducação compensatória começou no século XIX com Pestalozzi, Froebel,Montessori e McMillan. A pré-escola era encarada por esses pensadorescomo uma forma de superar a miséria, a pobreza, a negligência dasfamílias. As primeiras iniciativas á criança tiveram um caráter higienista,cujo trabalho era realizado por médicos e demais profissionais da saúde._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 14
  15. 15. Diante disso, é fato e notório que a educação infantil estácontaminada de concepções, princípios e ideias que ao longo dos temposforam sendo criadas e se aprimorando, levando em consideração osposicionamentos dos adultos, seus interesses pessoais, das instanciasreligiosas e mercadologia. Contrapomo-nos a esse modelo educacional,entendendo que infância e criança estão imbricadas, associam-sehistoricamente e culturalmente. Discordamos da ideia de criança culturalmente defendida pelosadultos de outrora, onde defendiam que criança é o ser da falta de razão,de juízo, de controle do corpo. Para essa sociedade “adultocêntrica”,crianças boas são crianças que permanecem sentadas, são“comportadinhas”, andam em filas; não se sujam, voltam das escolaslimpinhas e são reconhecidas como um ser imaturo, dependente, quenada sabe e que precisa, portanto, ser “moldado” para se tornar um“futuro” cidadão. Uma imagem quase sempre marcada pelo caráter pueril,ingênuo, simples e prematuro, como afirma Kohan (2005, p. 233). Assim sendo, vemos as crianças não como falta, mas como sujeitossociais e históricos, que produzem cultura e também são produtos desta.Compreendemos que a ausência não é falta. Neste sentido, nãoposicionamos a criança como aquele que não tem voz, mas sim aquele/aque está aprendendo a falar, que está se constituindo como sujeito na epela linguagem. Recorremo-nos então ao conceito de infância defendidopor Agamben (2005), infância como condição da existência humana, enão apenas como uma etapa passageira do desenvolvimento. Nessa linha de pensamento entendemos que a escola deveproporcionar situações nas quais as crianças em seus momentos,vivenciem diversas experiências, façam escolhas, tomem decisões,socializem-se e se descubram. Vale ressaltar que não se trata apenas deuma abordagem sociológica da infância precisamos ir além das relaçõesdas famílias, pensando numa sociedade mais ampla de forma a construir-se interativamente, criando vínculos afetivos em coletividades. Assim ainfância é uma construção social, histórica e cultural, onde a criança deve_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 15
  16. 16. ser vista como sendo um ser ativo, face ao seu mundo próprio e àsociedade; construtores e modificadores de novos paradigmas, sendo elasprotagonistas da história. Entendemos a criança como ser de linguagem, verbal e não verbal,em constante construção e interação, período em que se começa a ler omundo e em diferentes formas, na brincadeira, no faz de conta, naludicidade, no simbolismo de forma aberta, inocente, ampla e critica.Concluímos que no tempo de criança temos o tempo da infância que deveser visto como único e prazeroso, tempo de aprender, e de aprender comocrianças. 1.3 COMUNIDADE – COMO ENTENDEMOS O TRABALHO COM AS FAMÍLIAS “As famílias são elementos constituintes das relações que acontecem na instituição educativa, afinal as crianças são pequenas e para se sentirem acolhidas na creche dependem da sintonia entre a família e os profissionais da escola. Essa é mais uma das especificidades dos estabelecimentos de educação infantil. Nesse sentido, complementariedade e partilha são palavras decisivas na relação, escola criança e família.” (BARBOSA, p. 33, 2009) Que relação é essa entre escola, criança e família? O que cabe a cada um dos participantes dessa relação? Essas perguntas nos fazem refletir que a criança, peça chave docontexto educacional onde essa relação acontece, cabe ser cuidada,protegida e provocada. Já as duas instituições escola e família precisaminteragir estabelecendo conversas e trocas que possibilitem que ambas seconheçam dentro de uma perspectiva de respeito e escuta do ponto devista do outro. Concebemos que a base de uma relação cordial e de respeito éfundamental e se estabelece no cotidiano da escola. Pode ser dentro de_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 16
  17. 17. situações conflitantes ou harmoniosas, mas sempre pautadas ereconhecidas através do diálogo. “A família é o lugar onde se ouvem as primeiras falas, com as quais se constrói a autoimagem e a imagem do mundo exterior. Assim, é fundamental como lugar de aquisição de linguagem, que a família define seu caráter social. Nela, aprende- se a falar e por meio da linguagem a ordenar e dar sentido as experiências vividas. A família, seja como for composta, vivida e organizada, é o filtro através do qual se começa a ver e a significar o mundo.” (SARTI, p. 14, 2004) Conhecer as necessidades, potencialidades e individualidades dasfamílias, permite que o significado de mundo de cada uma delas, ou seja,a linguagem construída se torne a base do nosso trabalho na escola. Épreciso que a escola junto com a família defina o âmbito de atuação decada uma tendo sempre em vista o contexto sociocultural em que estãoinseridas. Assim juntas poderão propor formas de participaçãocondizentes com a realidade. Para a autora Heloiza Szymanski (2007) a aproximação como formade participação entre escola e família é sempre enriquecedora, poisgarante a família o direito de conhecer o que é feito na escola, como éfeito e para que. Entendemos que quando a escola abre com acolhimentoe clareza as portas e com objetividade nas ações, a tendência das famíliasé sempre colaborar a manter um diálogo que ajuda a conhecer asparticularidades das crianças. Acreditamos que considerar as expectativas das famílias em relaçãoao desenvolvimento das crianças durante o ano letivo, dividindo asconquistas, os anseios, os passeios enfim as aprendizagens é umamaneira de compartilhar o acompanhamento do desenvolvimento infantil.Outra maneira que possibilita às famílias uma participação efetiva nodesenvolvimento nas ações e decisões da escola em geral é o Conselho deEscola e a Associação de Pais e Mestres, que se reúnem toda primeiraterça-feira de cada mês._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 17
  18. 18. Investimos nesses encontros, pois nessa relação de parceria e trocade conhecimentos com as famílias, somos formadores e somos formados,informamos e somos informados. E essa troca nos dá subsídios comapontamentos preciosos na tentativa de melhorar nossa qualidade deensino junto às crianças e fortalecer a relação com as famílias. “[...] Assumir um trabalho de acolhimento as diferentes expressões e manifestações das crianças e suas famílias significa valorizar e respeitar a diversidade, não implicando a adesão incondicional aos valores do outro. Cada família e suas crianças são portadoras de um vasto repertório que se constitui em material rico e farto para o exercício do diálogo, da aprendizagem com a diferença, a não discriminação e as atitudes não preconceituosas.” (MEC/ SEF, Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, V. 1, p.77, 1998) 1.4. PROFESSORES – EDUCADORES E SEUS PAPÉIS DIFERENCIADOS A educação infantil, que há tempos foi caracterizada pelo cuidarcomo função assistencialista, atualmente traz como demanda anecessidade dos profissionais da educação que trabalham com criançaspequenas de terem uma formação especifica e contínua, pois não se trataapenas de uma tarefa de guarda, mas de responsabilidade educacional, oque torna a necessidade de cuidar e de educar indissociáveis.Concordamos com Barbosa quando afirma que: “Trabalhar com crianças pequenas exige formação, pois não é apenas uma tarefa de guarda ou proteção, mas uma responsabilidade educacional na qual são necessárias proposições teóricas claras, planejamento e registros.” (BARBOSA, 2009, p.35). Atendendo a essa necessidade, a formação continuada dosprofessores deve ser um dos principais focos da gestão, levando em conta_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 18
  19. 19. as atribuições que ocupam e o constante processo de construção de suaidentidade profissional. Neste aspecto, a formação pautada na “Qualidadena Educação Infantil”, visa refletir sobre práticas e posturas associadas afundamentações teóricas que tratam desta modalidade de ensino. Contudo, refletir sobre as posturas que educam, o papel do adulto aconcepção de infância entre outras especificidades do trabalho naeducação infantil, requer momentos de formação não apenas para osprofessores, mas também com todos os adultos que atuam no ambienteescolar. Afinal, todos têm papel importante na formação das criançasatravés das relações que se estabelecem desde o portão até a sala deaula. Priorizamos assim momentos de formação em que todos da equipeescolar participem, refletindo através de leituras, dinâmicas desensibilizações que tragam o universo da infância para ser compartilhadocom o grupo. Reconhecendo-se parte do grupo de educadores da escola, todo ofuncionário quer sejam auxiliares em educação, da equipe de apoio, daequipe da cozinha, da secretaria, são convidados a compreenderem-secomo profissionais que cuidam e educam as crianças na escola, gerando anecessidade de formação do coletivo da escola “[...] objetivando aconstrução de consensos pedagógicos, ainda que provisórios, queexplicitem a proposta pedagógica, pensando e amadurecendo as decisõessobre a vida coletiva na escola” (BARBOSA, 2009, p. 39). Ainda comoafirma Barbosa: “Todos os adultos que participam da escola são educadores. Pois, mesmo quando executando suas funções específicas, ensinam as crianças o respeito às suas tarefas profissionais e o cuidado com os outros.” (BARBOSA, 2009, p.40).Os momentos de reflexão e discussão do grupo acerca da formação foramregistrados através da produção de cartazes, com escritas e imagensrepresentativas de um percurso de construção de saberes acerca dainfância e suas especificidades. Neste movimento, que ocorreu com o_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 19
  20. 20. coletivo da escola em momentos de Reunião Pedagógica e em HTPCs,destacamos a fala de Léia, cozinheira da escola, registrada em cartazproduzido por seu grupo e que sintetiza as discussões, em que os adultosse colocam no papel de aprendizes frente às descobertas da criança. Léiaafirma que: “Somos educadores e somos educados através das experiências vividas com eles.” (Léia, cozinheira) 1.5. EQUIPE GESTORA – A GESTÃO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Advindo de um processo continuo de construção, de reflexão,discutindo e conceituando: escola, criança e infância, comunidade eprofessores, trataremos em especial da equipe gestora, cuja função sefocaliza em direcionar a escola em seus aspectos práticos, pedagógicos,de ordem funcional e administrativa. Entendemos o trabalho da equipegestora como de inovação, de sempre estar com propostas de mudança,pois o hoje é diferente do ontem e o amanhã diferente dos dois. Qual o papel de um gestor num processo de mudança ou deinovação escolar? Podemos dizer que como os processos de inovação não_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 20
  21. 21. se desenvolvem sozinhos a liderança é essencial na construção do sentidode mudança. Nesse sentido, podemos afirmar que o sucesso é maisgarantido quando a liderança é cooperativa, quando o poder écompartilhado, quando a cultura do individualismo dá lugar á cooperação,as relações hierárquicas são substituídas pelo trabalho em equipe, a supervisão evolui para animação das práticas e a abordagem contratualnegociada entre parceiros substitui as decisões autoritárias. Assim, uma equipe de gestão escolar deve ter em seu quadro,profissionais com conhecimentos e habilidades para exercer uma liderançacompartilhada e responsável, capacidade de trabalhar em equipe e decomunicação para saber lidar com conflitos, iniciativa, deve saber sedistanciar da lógica burocrática que padroniza as escolas, com açõesdemocráticas e projetos desenvolvidos em comum acordo, este deve teruma visão de conjunto e uma atuação que apreenda a escola nos seusaspectos pedagógicos, culturais, administrativos, financeiros. Conceituamos gestão pedagógica segundo Luck “comoentendimento do conceito, de gestão pedagógica, portanto, por assentar-se sobre a maximização dos processos de mudanças, já pressupõe, em si,a ideia de participação, isto é, do trabalho associado e cooperativo depessoas na analise de situações, na tomada de decisões sobre seuencaminhamento e na ação sobre elas, em conjunto, a partir de objetosorganizacionais entendidos e abraçados por todos” Luck (2010, p. 17). Ressalta-se que a gestão educacional, em caráter amplo e abrangente, do sistema de ensino, e a gestão escolar, referente à escola, constituem-se em áreas estrutural de ação na determinação da dinâmica e da qualidade do ensino. Isso porque é pela gestão que se estabelece unidade, direcionamento, ímpeto, consistência e coerência à ação educacional, a partir do paradigma. Ideário e estratégias adotadas para tanto, a gestão deve visar por meio de suas ações e processos educacionais, melhoria da aprendizagem dos alunos, ressaltando a formação, garantindo equidade e maximizando as oportunidades e aprendizagem dos educandos._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 21
  22. 22. Em se tratando de uma gestão pedagógica da aprendizagem e dodesenvolvimento, é necessário que a gestão pedagógica estabeleçaformas de participação em processo de gestão, de forma a alcançar aparticipação de todos, assim entendemos como necessário: participaçãode toda comunidade escolar na discussão de ideias com contribuiçõesvisando uma aprendizagem melhor, promover reuniões pedagógicas naescola com professores, pais e alunos; proporcionar estudos doconhecimento sobre a realidade escolar; visão global do processo social;dimensão pedagógica entre outros itens que se faz necessário na gestãoescolar. 1.6. O CURRÍCULO NA EDUCAÇÃO INFANTIL Quanto ao currículo, a discussão visará trata-lo na escola e suarelação com o sujeito da aprendizagem, as crianças, assim, todo o foco dotrabalho estará nas habilidades e competências a serem desenvolvidosatravés dos conteúdos a serem trabalhados com as crianças, respeitandoo tempo, o espaço e o jeito de como cada um aprende. Para tanto, ao pensar em currículo, cabe pensar em planejamento,em ações coordenadas, em atividades significativas e desafiadoras cujafinalidade seja impulsionar o desenvolvimento das crianças, ampliandoseu conhecimento para que produzam experiência nas práticas sociais. Dessa forma, conceituaremos currículo segundo Moreira e Candau(2008, p. 18): "[...] currículo como as experiências escolares que sedesdobram em torno do conhecimento, em meio a relações sociais, e quecontribuem para a construção de identidades de nossos estudantes”.Dessa forma, ao currículo se relacionam todas as atividades pedagógicasintencionais que contribuem para a construção de saberes dos alunos nainstituição escolar. È interessante ressaltar que o professor deve se posicionar como ummediador entre a proposta curricular e as crianças, numa interação_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 22
  23. 23. constate com o conhecimento, num movimento de equilíbrio, desequilíbrioe reequilíbrio do que se aprende. Essa mediação deve ocorrer através deatividades significativas para criança. Enfim, por intermédio do currículo, devemos potencializar umaaprendizagem contextualizando seu conteúdo, através de práticaspedagógicas que garantam o desenvolvimento e aprendizagem. Nessesentido, um professor que acredita no potencial das crianças e vê ocurrículo como uma ferramenta do seu trabalho, deve se atentar aalgumas providências tais como:  Disponibilizar materiais que possibilitem a interação de todas as crianças;  Promover situações compatíveis para a idade;  Criar contextos inteligentes para as diversas formas de comunicação e expressão infantil;  Promover trocas e descobertas entre as crianças;  Ressaltar os cuidados, carinhos e afetos entre adulto e criança;  Estabelecer um clima de confiança para que as crianças se sintam seguras e construam uma auto-imagem positiva;  Partir dos conhecimentos que os pequenos já possuem e propor desafios que os façam avançar;  Planejar atividades nas quais as crianças possam confrontar suas hipóteses espontâneas com hipóteses e conceitos convencionais;  Preparar diariamente o ambiente para recebê-las;  Coordenar rodas de conversa, nas quais se privilegia a voz da criança;  Analisar as produções infantis sistematicamente e selecionar com as crianças, aqueles que serão expostos;  Manter comunicação aberta com os familiares a fim de conhecer melhor as crianças;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 23
  24. 24.  Articula diferentes áreas do conhecimento com projetos interdisciplinares e transdisciplinar;  Favorecer a expressão por meio da linguagem interagindo com as crianças e proporcionando a conversação entre elas;  Fundamentar-se nos princípios pré-estabelecidos pela escola e conforma estabelece as diretrizes curriculares nacionais. Concluímos, explicitando a importância de se trabalhar o currículono contexto escolar, possibilitando a construção de saberes de formaconstrutiva e interativa. Contudo cabe ressaltar a criança como sujeitoativo, capaz de pensar, simbolizar, agir e transformar suas ações emconhecimento, em linguagem e pela linguagem, construindo e interagindocoletivamente e individualmente. O currículo como instrumento que define o que se considera oconhecimento válido, deverá se organizar de forma que os alunosconstruam as seguintes capacidades de:  Brincar, ampliando suas capacidades expressivas e simbólicas,reelaborando significados sobre o mundo, sobre os contextos e as relaçõesentre os seres humanos;  Ampliar o conhecimento sobre seu corpo, suas possibilidades deatuação no espaço, bem como desenvolver e valorizar hábitos de cuidadocom a saúde e bem estar;  Construir uma imagem positiva de si, com confiança em suascapacidades, atuando cada vez mais de forma autônoma nas situaçõescotidianas;  Conhecer diferentes manifestações culturais como constitutivas devalores e princípios, demonstrando respeito e valorização a diversidade;  Construir e ampliar as relações sociais, aprendendo a articularseus interesses e pontos de vista com os demais, respeitando asdiferenças e desenvolvendo atitudes cooperativas;_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 24
  25. 25.  Valorizar e desenvolver atitudes de preservação do meioambiente, reconhecendo-se como integrante dependente e agentetransformador do mesmo;  Construir e apropriar-se do conhecimento organizado nasdiferentes linguagens (corporal, musical, plástica, oral e escrita),utilizando-as para expressar suas ideias, sentimentos, necessidades edesejos, ampliando sua rede de significações;  Aprender a buscar informações de forma autônoma, exercitandosua curiosidade frente ao objeto de conhecimento. Neste ano de 2012 prosseguiremos com o trabalho de formação dogrupo iniciada em 2011 e voltada para “Qualidade na Educação Infantil”,destacando a função social (acolher, para educar e cuidar), funçãopolítica ( respeitando os direitos sociais e políticos, de participação,visando a formação para a cidadania) e função pedagógica da escola(lugar privilegiado de convivência, ampliação de saberes e conhecimentosde diferentes naturezas entre crianças e adultos). (BARBOSA, 2009) Para isso, utilizaremos como referência para a formação e o debatesobre a concepção do trabalho com criança pequena na educação infantilo Referencial “Práticas cotidianas na educação Infantil – bases para areflexão sobre as orientações curriculares” de Maria Carmen SilveiraBarbosa, publicado pelo Ministério da Educação (2009). Embasados nestafonte, nosso trabalho buscará compreender que... “A educação infantil, em sua especificidade de primeira etapa da educação básica, exige ser pensada na perspectiva da complementaridade e da continuidade. Os primeiros anos de escolarização são momentos de intensas e rápidas aprendizagens para as crianças. Elas estão chegando ao mundo aprendendo a compreender seu corpo e suas ações, a interagir com diferentes parceiros e gradualmente se integrando com e na complexidade de sua(s) cultura(s) ao corporalizá-la(s)”. (BARBOSA, 2009, p.20.)_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 25
  26. 26. 1.7. PERÍODO INTEGRAL – POSSIBILIDADES E DESAFIOS 1.7.1. INFANTIL II – CRIANÇAS ENTRE 2 E 3 ANOS Uma história recente... Era uma vez, em 2010 o início desta história... “[...] nossa preocupação era atender com qualidade crianças de uma faixa etária inferior a que atendemos em nossa unidade há 42 anos (4 a 6 anos), respeitando suas especificidades, necessidades, diante de um espaço que em nada se assemelhava a estrutura da creche.” (PPP 2011) Para o ano de 2011:_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 26
  27. 27. “[...] a preocupação com a formação das professoras e do auxiliar também fazem parte das ações permanentes que objetivam um olhar voltado para a infância e principalmente para as especificidades desta faixa etária mediante a intencionalidade educativa do fazer pedagógico.” (PPP 2011) Essa formação esteve voltada o tempo todo para a adequação dosespaços e para a rotina “[...]A organização do ambiente é uma parteconstrutiva e irrenunciável do projeto educacional, já que ela traduz umamaneira de compreender a infância do papel da educação e do professor”(BARBOSA, 2009, p.94). Assim, com algumas adequações no espaçodesenvolvemos temáticas voltadas para ações de educar e cuidar como:conquista da autonomia, construção da identidade, das manifestaçõescorporais e expressivas da criança e da ludicidade. Mas por que discutirsobre educar e cuidar na creche? Segundo Carvalho (2006), a palavra “cuidar” pode ser definida porinúmeros significados, “ reparar, prestar atenção em, preocupar-se com,interessar-se por, tratar da saúde e do bem estar de alguém, ter muitaatenção consigo mesmo, zelar diligentemente pelo outro, e aindaponderar, pensar, projetar”. Só reparar, prestar atenção não é osuficiente, com crianças pequenas é preciso ter uma intencionalidadepedagógica nestas ações, nessa linha de pensamento que incorporamos oeducar, ou seja, unimos as ações do cotidiano como tratar do bem estardas crianças com o que chamamos de um contexto pedagógico. Com esses estudos realizados durante o ano de 2011 com asprofessoras e com o educador foi possível descobrir que em relação asnossas crianças o contexto pedagógico precisava estar repleto deexpressividade e ludicidade. O convívio com os adultos não se reduzia acuidar, proteger e esperar. Era muito mais precioso. Cuidar sim, sempre,pois as crianças precisavam de alimentação, higiene e conforto. Mas nãoera só isso, cuidar e educar é indissociável e uma ação complexa. De acordo com Barbosa:_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 27
  28. 28. “[...] cuidar e educar significa afirmar na educação infantil a dimensão de defesa dos direitos das crianças, não somente aqueles vinculados a proteção da vida, a participação social, cultural e política, mas também aos direitos universais de aprender a sonhar, a duvidar, a pensar, a fingir, a não saber.” (2009, p. 69) Nessa perspectiva, as reflexões que ocorreram durante o anoficaram voltadas para as práticas cotidianas como os momentos dasconversas, histórias, brincadeiras, experimentações, repouso,investigações, leituras e cantorias de modo que essas ações provocassemo desejo de explorar e descobrir das crianças. Os educadores ficaram maisatentos para as falas das crianças, colhendo suas opiniões sobre osmomentos das rotinas sobre suas preferências e seus descontentamentose choros. Mas o trabalho não parou por aí! Tem mais! Para o ano de 2012 coma dupla de professoras novas alguns conhecimentos foram explorados esocializados. Pensamos para este ano descortinar alguns conceitos tãoimportantes e atuais para a educação das crianças pequenas. São eles: afala ou melhor dizendo o desenvolvimento da linguagem, o desenho, e abrincadeira. Na faixa etária de 2 a 3 anos a aquisição da linguagem é a maiorconquista da primeira infância. Podemos afirmar que segundo Mello (p.9)“as crianças viram perguntadeiras e conversadeiras”. Mais do que umanecessidade individual a apropriação da linguagem é uma necessidade nocoletivo, no convívio com o outro. Assumindo uma postura de provocar e manter essa conversaçãodurante este ano refletiremos sobre as possibilidades das crianças emconstruir linguagens, termo este muito utilizado na literatura acadêmicano que se refere a expressão cultural, a diferentes manifestaçõesartísticas e científicas da vida. Conforme afirma Barbosa:_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 28
  29. 29. “Nas crianças pequenas as linguagens são aprendidas nas ações, corporais, gestuais e verbais que acontecem no encontro entre crianças e crianças, entre crianças e adultos e entre adultos e adultos, propiciadas através de ações como correr, falar, chorar, cantar ou ainda atividades mais integradas com a presença de fantoches, do teatro de sombras, de diálogos, de maquiagens e de outros materiais que favoreçam o encontro entre o movimento do corpo e as linguagens para a produção de significados.” (2009, p. 85) Nessa linha de pensamento elaboramos já no início deste ano a ideiade que quando as crianças desenham, brincam de roda, com palavras, ouapenas brincam livremente pelo pátio, significa que estão elaborando suascapacidades linguísticas e cognitivas e suas capacidades de argumentaçãoe explicação, ampliando assim o seu conhecimento de mundo. Investir na brincadeira e ampliar as possibilidades de expressão,considerando que as crianças pensam e investigam, pois “[...] passam osdias brincando, transformando e inventando coisas com prazer”(CARVALHO, 2006, p. 31), será uma de nossas tarefas da educação. Resgatando os escritos da autora Sueli Amaral Mello (p.9) nosapropriamos de algumas tarefas da educação que acreditamos seremfundamentais para o professor nesta faixa etária, são elas:  “Aprofundar as experiências das crianças com movimentos (andar, subir e descer escadas, correr, pular, mover o corpo com mais desenvoltura) por meio de passeios, pular de pequena altura, subir e descer de pneus e caixas, engatinhar por baixo e por meio de coisas.  Ensinar a independência em relação atos simples (reconhecer suas coisas na creche, guardar seus pertences na mochila, guardar o chinelo/ sapato, encontrar seus sapatos no final das atividades, lavar as mãos... mais tarde, cuidar da sua própria higiene: vestir-se e desvestir-se, escovar os dentes, pentear-se.  Ensinar (quem ainda não sabe) a usar sozinho objetos de uso diário._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 29
  30. 30.  Ensinar a explorar e usar brinquedos e guardar no final das atividades.  Estimular a linguagem oral (falando com as crianças e ouvindo-as).  Aperfeiçoar a percepção visual, auditiva e tátil no manuseio de livros de história e revistas, a atenção por meio de histórias, passeios e materiais diversificados.  Aproveitar as situações para exercitar a fala, a memória e o pensamento das crianças.  Ensinar a conviver com os amigos, dividindo, compartilhando, esperando e brincando muito.” 1.8. SEMI – MANHÃ E TARDE 1.8.1. A CRIANÇA ENTRE 3 A 6 ANOS Estes dois agrupamentos possuem a característica de atendercrianças com diferentes idades no contra turno do período regular, ouseja, as duas turmas são compostas por crianças de diferentesagrupamentos. Acreditamos que essas características contribuem para aampliação de vivências entre as crianças, para a construção de saberes esuperação de dificuldades. Um dos objetivos das professoras para o trabalho com as criançasdestas faixas etárias é o de desenvolver um trabalho de valorização dasdiversidades e respeito às necessidades individuais, considerando asdiferentes idades que compõem estas turmas, a fim de que as_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 30
  31. 31. experiências e saberes dos grupos possam ser compartilhados eampliados. Um dia em uma escola de educação infantil é recheado deconhecimentos muito importantes. Podemos dizer que o cotidiano é cheiode coisas de criança. “O que existe dentro da Pirâmide – Muitas pedras. – Diversos monstros – Mas Lá não tem janela, será que ele não morre, sem respirar? – É mesmo, Divani, ele vira múmia e vai dormir lá. – E como eram feitas as múmias? – Ah!!! Eles pegavam um morto e colocavam panos até a pessoa ficar bem dura. – Mas, se você apenas enfaixar essa pessoa, será que não fica cheirando mal? – Eles usavam álcool para que o morto não morresse.” (CARVALHO, 2006, p. 28) Coisas de criança são histórias, conversas, brincadeiras,imaginações, investigações, amizades, contemplações e muito mais. É oacesso a um mundo grande, interessante e ao alcance das crianças. Estemundo que nos referimos tem relação com alguns conceitos que serãofocos de estudo no acompanhamento da formação das professoras e doseducadores durante este ano de 2012. São eles: tempos e espaços,imaginação, identidade e brincadeiras. Estes temas serão estudados erefletidos através de práticas pedagógicas que envolvam as crianças e osadultos. Com relação às práticas pedagógicas, tomamos como referênciaacadêmica a autora Sueli Amaral Mello (p.18) quando afirma que para afaixa etária de 3 a 6 anos as tarefas da educação são:  Relacionar- se com os outros.  Aprender os hábitos e costumes culturais_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 31
  32. 32.  Interpretar o que vão conhecendo, buscando explicações para as situações e fenômenos que vivenciam, expressando- se através das diferentes linguagens (desenho, modelagem, fala, dança, dramatização e pintura)  Desenvolver uma atitude de cuidado em relação a natureza, as outras pessoas, a si mesmas. A partir destas tarefas serão pensadas atividades para que ascrianças eduquem os sentidos, o pensamento, a estética e tambématividades que favoreçam uma educação científica. Essas atividadesestarão sustentadas nos conteúdos que farão sentido para as crianças. “[...] tudo o que elas queiram conhecer, com tudo o que trouxermos para a sala e para a escola (livros, vídeos, objetos da natureza, brinquedos, material reciclável, música) e situações (leitura de histórias, brincadeiras modernas e brincadeiras dos tempos dos avós, contato com a natureza, passeios pelos arredores da escola, picnics, idas a biblioteca...).” (p. 19) Enfim é um consenso entre os educadores que estarão envolvidosnestes estudos durante este ano, que as crianças passam a maior partede seu tempo na escola, então será nossa tarefa descobrir que tempo éeste? Que coisas de criança são criadas e transformadas neste espaço?Esse será o nosso desafio: perseguir os caminhos das crianças, na buscapelo conhecimento._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 32
  33. 33. 2. INTRODUÇÃO AOS PRINCÍPIOS EDUCATIVOS Objetivando discutir a qualidade na educação infantil, elaboramosconjuntamente, nós, equipe gestora, professores, funcionários,orientadora pedagógica, princípios educacionais que promovam aigualdade de condições para o acesso e permanência na escola, bem comomelhor qualidade de aprendizagem e desenvolvimento da criança.Contudo, ressaltamos a diversidade presente em nossa comunidade emaspectos, sociais, econômicos e culturais, aspectos esses que de certaforma, potencializam nosso trabalho. Primeiramente, entendemos ser relevante conhecer o conceito dotermo principio, que segundo o Dicionário Aurélio define como “preceitos,regras” (2000, p. 557), assim, ressaltamos que, ao tratar de princípiosenfatizaremos uma coadunação entre educação e os princípios aquiexplorados, pois entendemos que ambos estão relacionados. SegundoLuckesi (1990, p. 21): “A educação é uma prática humana direcionada por uma determinada concepção teórica. A pratica pedagógica está articulada com uma pedagogia, que_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 33
  34. 34. nada mais é que uma concepção filosófica da educação, tal concepção ordena os elementos que direcionam a prática educacional.” Considerando ser esse momento um fato histórico e relevante, nãoapenas pelo assunto apresentado, mas pela significação do contexto nacontemporaneidade e das conquistas nessa primeira etapa na EducaçãoBásica, trataremos de alguns princípios relacionados à educação infantil. Diante do exposto, apresentaremos os princípios que regem aeducação infantil em nossa escola, observando que os mesmos foramorganizados em cinco tópicos, cujo objetivo foi o de facilitar o manuseio,leitura e compreensão, realizável pelos leitores. Explicitamos que segundoBarbosa (2009, p. 59) os princípios que trataremos são:  Diversidade e singularidade;  Sustentabilidade e participação;  Indissociabilidade entre educar e cuidar;  Ludicidade e brincadeira;  Estética como experiência individual e coletiva. Assim, esperamos que, esses princípios se constituam como maisum passo na direção transformadora, entre práticas reais do cotidianoeducacional, bem como sendo parâmetros de qualidade, garantindo osdireitos das crianças de dois a seis anos na educação infantil. Para tantose faz necessário, refletir a cerca de como se constrói a aprendizagem,rever práticas cotidianas, bem como consensos entre pares buscandosempre melhorias no processo de aprendizagem, que ao nosso ver devemser sempre revistos e renovados, de forma democrática, contemplando asnecessidades sócio-educacionais, culturais em constantes mudanças,incorporando novos conhecimentos relacionados às crianças pequenas.Importa salientar o desenvolvimento em instituições educacionais, bemcomo os diversos ambientes familiares e sociais que interagem e sedesenvolvem bem como suas variadas formas de expressão._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 34
  35. 35. Clarificamos que todas essas informações devem estar emcongruência com o que abordaremos a seguir, assim sendo,explicitaremos os princípios, detalhadamente. 2.1. PRINCÍPIO – DIVERSIDADE E SINGULARIDADE Entendendo ser diversidades, diferenças, semelhanças, variedadesem aspectos sociais, culturais, linguísticas, entre outros, buscamosabordar a diversidade em todos os seus aspectos. Quanto à singularidade,ressaltamos a mesma como individual, contudo, trataremos dadiversidade humana enfatizaremos a diversidade de características:Físicas, psíquicas, sociais, culturais e biológicas do ser humano presentesna escola. Logo se faz importante estudarmos esse princípio na escola,esclarecemos haver dois lados, o positivo e o negativo. O lado negativo dadiversidade na escola, não se dá pelo fato da existência da diversidade, esim, pela não aceitação do diverso, pelo não entendimento de que somosdiferentes, pela falta de formação para compreendermos como cadacriança aprendi, seus tempos, seus ritmos e suas necessidadesindividuais. Reiteramos que trataremos o lado positivo da diversidade,cujas diferenças possam vir acrescentar conhecimentos e não gerarexclusão. Assim, nos apoiamos numa educação sócio-construtivista, cujoobjetivo está focado no estudo do passado para entender o presente etransformar o futuro. Distanciando-nos de um passado recente, onde oobjetivo da escola era apenas o de preparar a criança para o ensinofundamental, ou um preparo para o seguimento seguinte, propomos umaeducação infantil voltado para o desenvolvimento das aprendizagens paracriança pequena, como um ser em desenvolvimento integral, em seutempo, espaço e possibilidades específicas. Após a constituição federal de 1988,o Estatuto da Criança eAdolescente e lei de Diretrizes e bases da Educação Nacional LDB de_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 35
  36. 36. 1996 entre outros documentos de nível nacional e mundial, surge àpreocupação no sentido de compreender que todas as crianças brasileirassão diversas e tem direito a uma escolarização que valorize essadiversidade. Quanto à singularidade, a qualidade do que é singular, aunicidade, ressaltamos práticas que respeitem as particularidades dascrianças em todos os seus aspectos, pois na diversidade produzemmediante sua individualidade. Assim, entendemos que, toda criança merece ser respeitada,preservada e compreendida em sua singularidade, nas práticaseducativas. Contudo, consideramos que devem ser ouvidas, devem seexpressar, interagir, devem ser respeitadas em sua singularidade esentimentos, pois de acordo com o exposto, cada criança tem sua formade ser e se manifestar diversificadamente, socialmente e culturalmente. Dessa forma, é importante garantir o respeito à singularidade numadiversidade, tanto familiar, quanto na comunidade ou em ambientesescolares, preservando o convívio social, entretanto a escola deve ensinara viver conjuntamente, se desenvolver solidariamente. Torna-seimportante, reflexões a esse respeito, discussões e metodologias quetratem desse principio fundamental a humanidade._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 36
  37. 37. 2.2. PRINCÍPIO – SUSTENTABILIDADE, DEMOCRACIA E PARTICIPAÇÃO Na qualidade de definir, de investir na concepção sustentável,democrática e participativa de gestão, envolvemos todos os segmentospresentes no processo educacional: crianças, pais, professores, gestores efuncionários. Afinal, a educação das crianças pequenas é umaresponsabilidade a ser compartilhada. Primeiramente trataremos da gestão relacionada ao princípiodemocrático, pois entendemos que surge como condição, segundoBarbosa (2009, p.65). “Na gestão, o principio democrático surge como condição para o encontro das combinações e dos conflitos entre equipe diretiva e demais membros das escolas. Trata-se de garantir para o estabelecimento educacional de crianças pequenas um lugar de formação de projetos e de experiências de vida integradas a partir da promoção de condições de existência e de iniciativa para cada um dos participantes que são, ao mesmo tempo, diferentes de todos, mas, como sujeitos, iguais a todos.”_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 37
  38. 38. Assim, é fundamental observar as práticas pedagógicas, observarque cabe a gestão organizar e gerir as escolas, dar ênfase a democracia ea participação. É importante ressaltar que as crianças devem serprotagonistas em suas interações no coletivo, portanto, também comdireito a participarem de algumas definições políticas e pedagógicas davida escolar. Segundo convenção Internacional sobre os Direitos da Criança da(ONU, 1989) a criança passa a ter o direito à participação em diversassituações sociais, elas podem “falar” em seu próprio interesse. Isto é, ascrianças podem participar de decisões, desenvolver suas opiniões,participar das escolhas no ambiente escolar, ou seja, participar comoprotagonista da sua aprendizagem,e do seu processo de desenvolvimento. Assim, afirmamos os direitos das crianças, e reconhecemos essesdireitos como direitos absolutos, porem, não devem ser impostos nem tãopouco estáticos. É imprescindível numa sociedade contemporânea, a mobilização detoda a sociedade civil organizada para a construção de novos direitos e areflexão e manutenção dos já existentes, condicionando-os asexperiências, aos processos de aprendizagens e desenvolvimento dacriança, condicionados aos direitos e deveres dos pais ou responsáveis, asresponsabilidades de toda a equipe escolar, bem como por leis. Segundo Barbosa (2009, p.67), a participação das crianças naescola não se reduz à atenção, aos desejos individuais e interessesmomentâneos de um grupo, muito menos à espera dos adultos pela“clareza” das “palavras” que comunica interesses ou opiniões naquilo queas afeta no coletivo”. Logo a seguir, trataremos de sustentabilidade como principio,explicitaremos o imbrincamento da sustentabilidade com a democracia nagestão educacional. Clarificamos que uma instituição escolar necessita ser_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 38
  39. 39. sustentável economicamente, socialmente e culturalmente. Enfim,concluímos que, sustentabilidade, democracia e participação comoprincípios políticos se encarregam de direcionar e organizar a gestãoescolar, devendo estar comprometidas com os princípios éticos e estéticosno cotidiano, com os que compõem a escola, crianças, professores,famílias, gestores, entre outros. Concluímos que, esse princípio deve ser articulado na vida escolar,não devendo estar e permanecer estático, no currículo, mas inseridos navida, na interação. 2.3. INDISSOCIABILIDADE ENTRE EDUCAR E CUIDAR Sabendo que o termo dissociar vem especificamente para significar“separar o que estava associado; desunir; desagregar. v. t.” assimpartimos para entender que com a junção do prefixo “in” na palavradissociar caracteriza uma outra base de significação, alterando osignificado,então (in+dissociabilidade) conceituaremos como qualidadeindissociável, ou seja, de não separar, contudo, cabe ressaltar que educare cuidar são indissociáveis, não se separam. No inicio da educação infantila função da escola era apenas cuidar, para que mães trabalhassem. Essavisão arcaica propunha um trabalho com foco no atendimento àsnecessidades físicas, como alimentação, higiene, conforto. Conforme opassar do tempo, a educação infantil passou a ser considerada a 1ª etapada educação básica, ou seja, a ter caráter educativo e com isso, foinecessário interrogar e pensar suas especificidades. Assim, se faz necessário primeiramente, o que nos traz WINNICOT(1982, p. 214) A função da escola maternal não é ser um substituto para uma mãe ausente, mas suplementar e ampliar o papel que, nos primeiros anos da criança, só a mãe desempenha. Uma escola maternal, ou jardim de infância, será possivelmente considerado, de modo_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 39
  40. 40. mais correto, uma ampliação da família „para cima‟, em vez de uma extensão „para baixo‟ da escola primária. Entendemos que o cuidar ultrapassa processos ligados a proteção eao atendimento das necessidades físicas. Cuidar inclui acolher, garantirsegurança, alimentação, incentiva a curiosidade e a expressividade infantilem um movimento de educação através do cuidado. Nesse sentido, cuidaré educar, é dar condições para o pleno desenvolvimento das criançasexplorarem ambientes e se desenvolverem, portanto cuidar e educar sãodimensões indissociáveis de todas as ações dos educadores, implica entreoutros:  Acolher nos momentos difíceis, fazê-la se sentir confortável e segura.  Garantir experiência bem sucedida de aprendizagem, sem discriminação.  Cuidados mútuos, autonomia, trabalhar na perspectiva de que as crianças aprendam a se cuidar mutuamente, respeitando as diferenças, provendo autonomia. Concluímos que, cuidar e educar parte das relações da escuta, doafeto, dos desejos, inquietações e da necessidade de aprender a sedesenvolver. Educar e cuidar sempre devem estar juntos, imbricados,misturados. 2.4. PRINCÍPIO - LUDICIDADE E BRINCADEIRA “Quanto tempo leva uma passagem de afetos, o tempo para encontrar uma alegria da vida?” (Pablo Neruda) O quarto princípio, ludicidade e brincadeira pressupõe queentendamos o que seja e como acontece, por conseguinte entendemosque o brincar pressupõe regras, possibilidades, tempo, espaço e inovação,_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 40
  41. 41. é um campo de ação, de experimentação, rumo a uma construçãosignificativa, prazerosa no processo de aprendizagem e desenvolvimento.Segundo Baron, “a brincadeira é um campo de ação, tensão, deconstrução e de abertura para a aprendizagem carreie o desenvolvimento;é uma zona de experimentação é criação” (2002, p.53). Contudo, o respeito é incondicional ao brincar, sendo esse principioessencial a criança, e uma das atividades mais importante para aconstrução das funções psicossuperiores na educação infantil. Portanto,compreendemos que as funções psicossuperiores, exemplificando comofala, a imaginação, a memória, o autocontrole da conduta; desenvolvem-se através das relações interpessoais onde o brincar se faz defundamental importância. Dessa forma a criança se relaciona consigomesma e interage socialmente com outras crianças, ou melhor, com omeio que se dispõe na brincadeira. Assim, ao brincar, a criança necessita de: cuidados corporais,atenção, diálogo cooperação e de estabelecimento de regras, pois abrincadeira perpassa pelo campo da confiança, cuidados, atenção esegurança, num ambiente que favoreça o êxito das ações desenvolvidaspela criança. É interessante ressaltar a autonomia, como direito pessoal, pois sãosuas primeiras experiências, brincar requer gostar de brincar, requerexperiências sensoriais e motoras, é uma experiência criativa. Como pratica cultural, percebemos o brincar como uma atividadelúdica e universal, que supõe aprendizagens e o desenvolvimento derepertórios, pois é por meio da brincadeira que a criança adquire asprimeiras representações do mundo, artefatos, se expandelinguisticamente, observa e se desenvolve com o auxílio dos adultos. Consideramos que num contexto lúdico, a brincadeira e a ludicidadese mostram correlacionadas por meio de muitas ações sendo as criançasprotagonistas, realizando ações não apenas para comunicar ideias e simpara brincar sem compromisso, contudo, o planejamento das situaçõeslúdicas e demais atividades, requer o preparo de materiais (recurso),_________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 41
  42. 42. organização de espaços, tempo, estratégias e ação, com o intuito degarantir um contexto que ofereçam oportunidades para as crianças. Quanto à ludicidade, Zaporozhets ressalta que “É indispensável odesenvolvimento amplo e o enriquecimento máximo das formasespecificamente infantis de atividade lúdica, pratica e também dacomunicação das crianças entre si e com os adultos “(1987, p.247). Tendo em vista os aspectos observados, ressaltamos o ambiente,como fundamental, dessa forma enfatizamos a importância do ambienteser seguro, limpo e confortável propiciando atitude e o descanso,movimento a atividade exploratória, minuciosa, num pertencimento socialna tentativa de representando o papel do adulto. Brincar e brincadeira são uma experiência inaugural de sentir-se,aprender a criar e aprender linguagens, nesse sentido enfatizamos aimportância do Planejamento, organização de espaços, tempos emateriais, preparação do ambiente físico que converta ao lúdico, ásdescobertas e á diversidade. No entanto devemos nos preocupar que esseambiente deva ser seguro, limpo, confortável, propiciando atividades edescanso, movimento e exploração, bem como lugares desafiadores parao desenvolvimento das brincadeiras. Concluímos que, ao brincar a criança constrói, desenvolverepertório, vocabulário, artefatos, experiências, sentimentos, expressões,fantasias, sonhos e ideia; Assim, entendemos a Brincadeira comoexperiência vivida, interpretada, construídas por cada criança e cadagrupo de crianças em seu contexto cultural dado por tradições. Cabedestacar que o ato de brincar não é preparação para nada, é fazer o quese faz em total aceitação da brincadeira não mantendo apenas relaçãocom o futuro, mas um bem viver no presente. Dado o exposto, é imprescindível que professores reflitam,reaprendam, maravilhe-se, sensibilize-se, atente-se para transformar oambiente escolar em local onde predomina o lúdico, cabendo esse desafioaos educadores._________________________________________________________________________________________ PROJETO POLÍTICO PEDAGÓGICO 2012 EMEB GRACILIANO RAMOS 42

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